Jornalismo ambiental é tema de Fórum durante Fiema Brasil 2012

O Fórum trará três temas: Sustentabilidade e Meio Ambiente em Pauta, O jornalismo ambiental virtual, e Rio + 20 – como o tema está sendo tratado e como chegará à população.


Por Agência Fapesp

A cobertura dos temas ambientais, embora seja realizada há muito tempo por jornalistas que têm as questões da área como princípios de interesse inclusive pessoal, está em um crescente de abrangência nos veículos de comunicação, assim como a sua visibilidade pública de forma geral. 

É diante desse cenário que ocorre no dia 25 de abril, a partir das 13h30min, o 1º Fórum de Jornalismo Ambiental Fiema Brasil. 

O evento faz parte da programação paralela da 5ª edição da Feira Internacional de Tecnologia para o Meio Ambiente, e acontece no Auditório Verde, instalado junto à exposição, no Parque de Eventos de Bento Gonçalves.

O Fórum trará para a mesa de debates três temas: Sustentabilidade e Meio Ambiente em Pauta – possibilidades, abordagens e desajustes, O jornalismo ambiental virtual – a cobertura feita nas mídias sociais, sites e blogs e Rio + 20 – como o tema está sendo tratado e como chegará à população. 

Para tratar desses assuntos foi chamado um time de profissionais com um trabalho destacado no jornalismo ambiental nacional e internacionalmente e no desenvolvimento dos conceitos da sustentabilidade em diferentes frentes.

São eles Ricardo Voltolini, publisher e consultor da empresa Ideia Sustentável, Alan Dubner, consultor em comunicação interativa e especializado em Mídia Social, Paulina Chamorro, gerente de Meio Ambiente e apresentadora das rádios Eldorado e Estadão ESPN, e Cláudia Piche, diretora de conteúdos da revista e do portal Ideia Sustentável. 

O time é completo ainda por Vilmar Berna, fundador da Rede Brasileira de Informação Ambiental (Rebia) e editor da Revista e do Portal do Meio Ambiente, Henrique Camargo, editor do portal Mercado Ético, e Reinaldo Canto, correspondente e colunista do portal Envolverde. 

Além de suas funções atuais, todos têm vasta experiência e envolvimento com o tema ambiental de forma ampla.

O Fórum de Jornalismo Ambiental será gratuito. Confirmações de presença podem ser encaminhadas pelo email imprensa1@fiema.com.br ou pelo telefone (54) 3055.3979, com a assessoria de imprensa. 

O cadastramento antecipado para entrada na feira pode ser feito pelo site www.fiema.com.br. A realização é do grupo nacional Jornalismo Ambiental e de Fiema Brasil. Patrocínio de Fundação FAT e FAT Vitae.

Grupo Jornalismo Ambiental

Trata-se de uma decorrência de uma oficina ocorrida na 4ª edição do Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental, realizado em novembro de 2011, no Rio de Janeiro. Desde então, um grupo de comunicadores passou a exercitar coletivamente a prática da abordagem de pautas ambientais e de sustentabilidade. 

Isso, além de estabelecer o diálogo e a reflexão sobre as temáticas afins. Dentro da ideia de ampliar, cada vez mais, os debates e o número de participantes envolvidos nessa iniciativa, algumas ações estão sendo formatadas. 

A primeira delas é o 1º Fórum de Jornalismo Ambiental Fiema Brasil. 

O site do grupo é www.jornalismoambiental.com

Fonte: Agência Fapesp/EcoAgência

Atingidos pela Vale lançam relatório inédito sobre impactos socioambientais e violações de direitos humanos

Coletiva de imprensa exibirá pela primeira vez o Public Eye Awards, prêmio de pior corporação do mundo recebido pela Vale em 2012

A Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale lança nesta quarta (18) o Relatório de Insustentabilidade da Vale 2012. 




Trata-se de um documento inédito no Brasil, também conhecido como relatório sombra, que se utiliza da mesma estrutura do Relatório de Sustentabilidade da mineradora para contrapor, ponto a ponto, os eixos abordados pela empresa. 

O objetivo do documento-sombra é mostrar que a realidade dos trabalhadores e das comunidades atingidas, além dos impactos ao meio ambiente, é bem diferente da divulgada pela companhia em seus relatórios e campanhas publicitárias.

Entre os pontos de destaque, o Relatório de Insustentabilidade da Vale apresenta números sobre mortes em acidentes de trabalho, emissões de poluentes e danos ambientais em volume de área, redução dos investimentos em saúde do trabalhador e não cumprimento de normas legais, problemas causados pela emissão de resíduos, entre outros. 

Os monitoramentos aconteceram nos vários estados brasileiros onde a Vale atua, além de países como Canadá e Moçambique.

No contexto da preparação da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, cujo objetivo é o da renovação do compromisso político com o “desenvolvimento sustentável” e a “economia verde”, um balanço que se contrapõe ao institucional de uma empresa de grandes impactos é especialmente significativo. 

A Vale é signatária de princípios internacionais de responsabilidade social e ambiental, como o Pacto Global da ONU, o Conselho Internacional de Mineração e Metais, Índice de Sustentabilidade Empresarial da Bovespa, o que pouco se reflete na sua atuação, colocando em xeque as intenções acerca de grandes acordos de sustentabilidade empresarial na Rio+20.

Public Eye

Em 2012, a Vale venceu o prêmio internacional Public Eye Awards, conhecido como o Nobel da vergonha corporativa mundial e concedido a empresas com graves passivos sociais e ambientais por voto popular. 

O premio foi anunciado no final de janeiro d urante o Fórum Econômico Mundial, na cidade suíça de Davos, mas sua prática de irresponsabilçidade socioambiental continua inalterada. Em 2012, a Vale foi a vencedora com 25.041 votos, ficando à frente da japonesa TEPCO, responsável acidente nuclear de Fukushima. 

Só nos quatro primeiros meses deste ano, a Vale foi alvo de protestos populares que bloquearam as operações da empresa em Açailandia e Buriticupu (Maranhão, Brasil), Cateme (Moçambique), Sudbury (Canadá), Morowali (Indonésia) e La Loma (Colômbia). Em Altamira, no Pará, onde a Vale é sócia do consórcio que constrói a hidrelétrica de Belo Monte, manifestantes ocuparam a barragem do rio Xingu para protestar.

Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale

Desde 2010, a Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale vem compartilhando experiências e formulando estratégias de ação coletivas frente ao poder público e à própria empresa para enfrentar os problemas gerados pela mineradora. 

A rede é composta de movimentos sociais, organizações e centrais sindicais de diversos países, incluindo populações e comunidades atingidas e trabalhadores, e foi consolidada no I Encontro Internacional dos Atingidos pela Vale, em 2010. 

No mesmo ano, o grupo lançou o Dossiê dos Impactos e Violações da Vale no Mundo, com denúncias relacionadas a empreendimentos da empresa em oito países e seis estados brasileiros.

Plano de sustentabilidade pode ser obrigatório a governantes




Terá início esta semana o debate da Proposta de Emenda à Constituição 52, de 2011, que prevê a obrigatoriedade de presidentes da República, governadores e prefeitos apresentarem um plano de metas sustentáveis três meses após a posse. 

Será formada na próxima quarta-feira, 18, uma comissão da Câmara dos Deputados que analisará o texto elaborado por organizações não governamentais, entre elas a Rede Nossa São Paulo e o Instituto Ethos.


Para o empresário e colaborador da PEC, Oded Grajew, a proposta poderá ser apresentada na Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que acontece em junho próximo. 


Segundo ele, esta seria uma grande contribuição do Congresso Nacional à Rio+20. 

Em seu ponto de vista, “a ONU tem feito muito pouco para o desenvolvimento sustentável e para combater crises econômicas, sociais e ambientais”. 

Grajew destaca que as metas são essenciais para uma gestão de qualidade, sendo que a definição das mesmas poderá driblar o problema da falta de informação dos gestores públicos no que tange a aplicação de medidas sustentáveis no governo.


A partir de 2011, após revisão de um dos artigos da Lei de Licitações, a sustentabilidade passou a ser um dos critérios para seleção de compras dos governos, em conjunto com preços baixos e isonomia.


Mercado de construções sustentáveis recebe mais de um pedido por dia útil

O Brasil já contabiliza 503 registros e 46 certificados acumulados desde 2007


Clipping/GBC Brasil


Divulgação/GCB Brasil

Após recorde nos pedidos de certificações LEED no mês de fevereiro - 36 novos projetos -, o GBC Brasil comemora o registro de mais de um empreendimento por dia útil desde novembro de 2011. 

Em março, três certificados foram concedidos: o Escritório Interface Flor Brasil (São Paulo), a CNH do Grupo Fiat (Sorocaba) e o Edifício Porto Brasílis (Rio de Janeiro); outros 26 projetos entraram com pedido de certificação.

Com esses números, o Brasil contabiliza 503 registros e 46 certificados acumulados desde 2007. 

"O mercado brasileiro de construção civil tem reconhecido os benefícios econômicos, sociais e ambientais da construção sustentável. 

Também percebemos o aumento no número de profissionais qualificados LEED AP´s e LEED GA´s, que dão suporte a este mercado e hoje já chegam a 166 no Brasil. O avanço do setor torna real nossa meta de fechar o ano com 650 empreendimentos registrados no sistema LEED de certificação. 

Hoje toda a cadeia está envolvida na redução dos impactos, não faltam profissionais, materiais e nem benefícios. Basta vontade de mudar para que esses números cresçam ainda mais", declara Marcos Casado, gerente técnico do GBC Brasil, organização mundial representante oficial do LEED no território brasileiro.

Visando dar suporte a esse grande crescimento, a organização desenvolveu um grande Programa Educacional que vem qualificando profissionais para atuar nesse novo mercado. 

Um dos destaques é o Curso de MBA em Construções Sustentáveis, que hoje já conta com mais de 800 alunos em várias capitais brasileiras como: Fortaleza, Recife, Curitiba, Maceió, São Paulo, Aracaju, Brasília, Salvador, Curitiba e Rio de Janeiro; além de turmas programadas para Porto Alegre, Brasília, Campo Grande, Recife, Goiânia, Florianópolis, Piracicaba, Porto Velho, Salvador, Ribeirão Preto, João Pessoa, Fortaleza, Vitória, Manaus, SJCampos, São Paulo, Belém, Belo Horizonte, Londrina, Natal e Cuiabá ainda no primeiro semestre 2012.

No ranking de empreendimentos em busca da certificação, o país está em 4º lugar antecedido pelos Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos e China. No segundo semestre a 4ª versão do selo será lançada e apresentada durante a GreenBuilding Brasil Conferência Internacional & Expo.

Milhões de MPE têm peso na sustentabilidade

Sebrae vai participar da Rio+20, visando incluir os pequenos negócios nos debates sobre desenvolvimento sustentável e sustentabilidade


Diretor faz palestra em Cuiabá
Vanessa Brito

Uma pequena empresa não significa muito para a sustentabilidade, porém mais de seis milhões de pequenos negócios podem fazer muita diferença no desenvolvimento sustentável brasileiro. 

O Sebrae está comprometido em levar os princípios da sustentabilidade às micro e pequenas empresas (MPE) e empreendedores individuais de todo o país. 

A Instituição se tornou um dos parceiros das Nações Unidas (ONU) na Rio + 20, visando participar dos debates da conferência para destacar o papel dos pequenos empreendimentos no movimento nacional e global do desenvolvimento sustentável.

Essa é a síntese da palestra “Pequenos negócios, grandes impactos” do diretor técnico do Sebrae, Carlos Alberto Santos, realizada dia (11) no Seminário Sebrae de Sustentabilidade, em Cuiabá. Ele é economista e doutor em economia pela Universidade Livre de Berlim.

O seminário marca o primeiro ano de atividades do Centro Sebrae de Sustentabilidade (CSS), unidade de referência nacional e geradora de conhecimento sobre o tema para cerca de 700 unidades e postos de atendimento da instituição, distribuídos no território nacional. A sede do CSS está na capital mato-grossense.

A palestra do diretor do Sebrae foi iniciada com a projeção de um trecho do filme “2001, uma odisséia no espaço” de Santley Kubrick (1968). O salto civilizatório apresentado nessa obra antológica do cinema mundial destaca a relação entre homem, natureza e sua evolução. 

“Civilização significa transformar a natureza em benefício próprio. Não existe vida humana sem transformação da natureza. Não existe homem fora da natureza”, disse Carlos Alberto. 

Porém, as grandes catástrofes naturais independem do homem e podem mudar até o rumo político dos países, alertou ele. Os cidadãos estão cada vez mais conscientes sobre a necessidade de adotar fontes energéticas mais limpas, reduzir o consumo de água, entre outras, acrescentou o diretor.

Carlos Alberto citou exemplos para evidenciar a contribuição dos pequenos negócios, que ainda tem pouca visibilidade perante a sociedade e mercado. Existem aproximadamente 7 mil lavanderias formalizadas no país, que juntas consomem 126 mil litros de água e 12 mil kw de energia por mês.

A primeira lavanderia sustentável de Mato Grosso, a Prillav, com sede em Rondonópolis, investiu em práticas sustentáveis e passou a economizar mensalmente: 32% de água; 7% de energia; 36% de combustível e gás; 38% em plásticos para embalagens; e 42% nos custos de manutenção dos equipamentos.

“Se dez mil lavanderias fizerem isso, vamos chegar a números excelentes”, enfatizou Carlos Alberto. Ele deu outro exemplo para ilustrar o potencial de sustentabilidade das MPE. A Pousada do Sol de Aracaju (SE) investiu em sustentabilidade como diferencial e consegue resultados também significativos no consumo mensal: menos 6,7% de água; e menos 14% de energia.

Em termos de pegada ambiental, a Prillav deixa de emitir 1,2 toneladas de carbono/ano ou o equivalente a emissão anual de mais de três mil residências. Já a Pousada do Sol reduziu a emissão de carbono em mais de 20 toneladas de carbono/ano, o mesmo que 50 mil residências consomem de energia anualmente.

Até o momento, a discussão sobre sustentabilidade está muito centrada nos debates que envolvem grandes empresas e corporações, o movimento ambientalista, a academia e instituições públicas e privadas. Os debates ainda estão isentos da participação do grande setor constituído por mais de seis milhões de micro e pequenas empresas no Brasil, de acordo com o diretor.

Agenda Sebrae

A agenda de sustentabilidade do Sebrae está voltada para o aumento de competitividade dos pequenos negócios. Não tem vínculo com a agenda preservacionista dos movimentos ecológicos, observou Carlos Alberto. 

O objetivo da instituição é incluir as MPE na economia cada vez mais verde, não como um nicho, mas de acordo com a visão holística do conceito de sustentabilidade.

“Podemos ter atividades produtivas competitivas que têm na sustentabilidade um alavancador”, ressaltou. Nos entornos das unidades públicas de conservação, por exemplo, há boas oportunidades para os pequenos negócios, sugeriu. 

“Nossa missão é promover a competitividade e o desenvolvimento sustentável das MPE e fomentar o emprendedorismo”, destacou o diretor. “ O setor dos pequenos negócios tem impacto enorme na questão da sustentabilidade”, enfatizou ele.

A inclusão produtiva e social também é prioridade na atuação do Sebrae. Os pequenos negócios compõem um setor estratégico e com grande potencial gerador de empregos, postos de trabalho, além de inserir no mercado novos empreendimentos, entre eles, aqueles que integram a cadeia de valor da economia sustentável (reciclagem, energias limpas, logística reversa,etc). 

Cerca de 500 agentes locais de inovação (ALI) do Sebrae, que trabalham em todas as regiões brasileiras e vão até os pequenos negócios para dar apoio em inovação, serão os porta-vozes de sustentabilidade da instituição, adiantou o diretor. Eles estão sendo preparados para isso, informou Carlos Alberto.

Ciência na mídia

Karina Toledo, da Agência FAPESP

A forma como a imprensa brasileira tem abordado temas de ciência e tecnologia será debatida em um seminário organizado pela FAPESP no dia 16 de abril. O evento é gratuito e para participar basta preencher a ficha disponível na páginawww.fapesp.br/eventos/ciencianamidia.



O encontro terá formato de mesa de debates e reunirá jornalistas que atuam no meio impresso, na televisão e na internet, além de cientistas de diferentes áreas.

De acordo com o consultor de comunicação da FAPESP, Carlos Eduardo Lins da Silva, o objetivo é promover uma reflexão sobre a cobertura científica e discutir os problemas, as qualidades, aspectos éticos e as mudanças trazidas pelas novas tecnologias.

“A programação foi montada de modo a deixar apenas um jornalista e um cientista em cada mesa de debate. Esperamos que o fato de ter poucos debatedores abra mais espaço para o diálogo com a plateia”, disse Lins da Silva.

Para a abertura do evento foi convidado Clive Cookson, editor de ciência do jornal britânico Financial Times que há mais de 30 anos se dedica a cobrir temas de ciência e tecnologia em diversos países e diferentes veículos. Ele dividirá a mesa com Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP.

Em seguida, o papel da televisão no jornalismo científico será debatido por Paulo Saldiva, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, e pelo jornalista Roberto Wertman, editor do programa Espaço Aberto Ciência e Tecnologia, da Globonews. A mediação será feita por Mônica Teixeira, coordenadora geral da Univesp TV.

Após o almoço, o biólogo Fernando Reinach, do Fundo Pitanga, e o editor de Ciência e Saúde do jornal Folha de S.Paulo, Reinaldo José Lopes, falam sobre a cobertura no meio impresso, com mediação de Mariluce Moura, diretora de redação da revista Pesquisa FAPESP.

A presença da ciência na produção de noticiários será alvo do debate entre Thomas Lewinsohn, professor do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas, e a jornalista espanhola Sonia López, ex-editora da agência de notícias AlphaGalileo. A mediação será de Lins da Silva, que também é livre-docente em Comunicação pela USP.

Mais informações e inscrição: www.fapesp.br/eventos/ciencianamidia.

(Agência FAPESP)

Artigo de Ladislau Dowbor: os 10 mandamentos


10 mandamentos
D Sharon Pruitt
O artigo do prof. Dowbor para a revista Envolverde argumenta que a sociedade, mais do que sobreviver, quer qualidade de vida efelicidade. Para isso ele recomenda a aplicação de 10 indicadores já aplicados em diferentes escalas com resultados positivos. 
São idéias arrojadas, ortodoxas e muitos diriamm, inviáveis, mas que nos fazem pensar sobre as oportunidades para chegarmos a  um mundo mais sustentável.
Abaixo um resumo dos dez mandamentos:
  • Não reduzirás o próximo a miséria: “o dinheiro é simplesmente mais útil onde é mais necessário”. Acabar com a pobreza além de ser o caminho mais ético (por reduzir a perdas de vidas desnecessárias), defende o professor, também beneficia toda a sociedade. Além disso, o investimento na redução da pobreza permite o desenvolvimento da base da pirâmide e, no futuro, as novas gerações, melhor nutridas e educadas, trarão ganhos de produtividade para todos.
  • Não privarás ninguém do direito de ganhar o seu pão:universalizar a garantia do emprego é viável”. O professor exemplifica com a cidade de Maharashtra na Índia onde cada vila é obrigada a ter um cadastro de iniciativas intensivas em mão de obra. De fato, há muitas melhorias necessárias e investir na infra-estrutura local enquanto reduzindo o seguro-desemprego e outros custos sociais, pode realmente ser a melhor solução para o emprego.
  • Não farás contas erradas: o professor lembra que PIB inclui o valor de transações do desmatamento, das doenças, entre outras atividades não sustentáveis.  Portanto, diz ele, é necessário medir os resultados e a alocação de recursos financeiros utilizados em prol do desenvolvimento economicamente viável, socialmente justo e ambientalmente sustentável.
  • Não comprarás os representantes do povo: o Estado tem que manter seu poder regulador e, portanto: “… a necessidade de se reduzir a capacidade das corporações privadas ditarem as regras do jogo”. Comentários?
  • Não tributarás boas iniciativas: o professor defende a revisão do sistema tributário, “O eixo central não está na redução dos impostos, e sim na cobrança socialmente mais justa e na alocação mais produtiva em termos sociais e ambientais”.  Neste ponto não é possível discordar! Ele ainda defende a taxação de transações “especulativas”, impostos para grandes fortunas e heranças.
Sustentável
Nicolas Valentin
  • Não privarás o próximo do direito do conhecimento: para o professor “A participação efetiva das populações nos processos de desenvolvimento sustentável envolve um denso sistema de acesso público e gratuito à informação necessária”.  
  • Não trabalharás mais de 40 horas:A redistribuição social da carga de trabalho torna-se hoje uma necessidade”. O professor comenta que com os avanços tecnológicos há menor necessidade de mão de obra intensiva, e a redução de carga de trabalho, poderá reduzir a desigualdade e aumentar a qualidade de vida, ou seja, mais tempo livre para o lazer e a cultura, por exemplo.
  • Não viverás para o dinheiro:  nosso cotidiano esta mudando devido às nossas atitudes frente aos desafios econômicos, sociais e ambientais: reciclagem, respeito ao meio ambiente, redução de desperdícios, uso racional dos transportes, entre outros são parte de nossa mudança comportamental, diz o professor.Mas isso não é suficiente, é necessária a promoção de políticas públicas para incentivar ainda mais estas atitudes.
  • Não controlarás a palavra do próximo:  diz o professor: “Democratizar a comunicação tornou-se essencial…. Expandindo gradualmente as inúmeras formas de mídia que surgem por toda parte, há como introduzir uma cultura nova… pluralismo em vez de fundamentalismos …
  • Não ganharás dinheiro com o dinheiro dos outros:  o professor defende a racionalização dos sistemas de intermediação financeira: “O dinheiro não é mais produtivo onde rende mais para o intermediário: devemos buscar a produtividade sistêmica de um recurso que é público”.
E você o que acha? Valeria a pena seguir os 10 mandamentos? Bem pelo menos, deveríamos implementar as pequenas mudanças possíveis e a avançar para um mundo mais justo, limpo e produtivo sem medo. Avançando sempre chegamos mais próximos da sustentabilidade.
Leia o artigo completo em:
http://www.envolverde.com.br 
Comentários para o escritor: ladislau@dowbor.org ou www.criseoportunidade.wordpress.com

Sobre a autora:

Sueli Chiozzotto é formada em engenharia de produção pela Escola Politécnica da USP, tem MBA pela Universidade da California em Berkeley e é sócia da MGM Partners, onde desenvolve projetos nas áreas de sustentabilidade, responsabilidade e investimentos sociais para empresas, fundações e ONGs.