Ultragaz recebe o selo Carbon Free

O plantio de 522 árvores compensa as emissões de CO? equivalentes a 82,52 toneladas de gases de efeito estufa emitidos durante o projeto Ultragaz Cultural.


 
A Ultragaz, líder e pioneira na distribuição de Gás LP (Liquefeito de Petróleo) há 75 anos no Brasil, incorporou a Sustentabilidade ao DNA da marca e possui políticas e diretrizes bem definidas, percebidas no dia a dia da companhia pelos valores compartilhados entre os funcionários, em todos os níveis da organização.

A Sustentabilidade na Ultragaz permeia diferentes esferas da companhia, desde o desenvolvimento de produtos que não agridem o meio ambiente a ações em comunidades carentes, campanhas informativas para os consumidores e projetos educacionais para os funcionários. 
 
É o olhar para o futuro que pauta a Ultragaz, pois a empresa acredita que é fundamental analisar o impacto que as decisões de hoje causarão nas próximas gerações.

Foi com esta orientação que a Ultragaz decidiu investir na compensação das emissões de GEE – Gases de Efeito Estufa, do projeto Ultragaz Cultural. O cálculo para estimar as emissões foi feito com base no consumo de combustível durante a locomoção da carreta do projeto e do funcionamento do gerador e do ar-condicionado, por meio da metodologia GHG Protocol.

A OSCIP Iniciativa Verde, organização ambientalista dedicada à busca pela redução de impactos ambientais provocados pelas atividades humanas, concedeu o selo Carbon Free à Ultragaz pela compensação de 82,52 toneladas de gases de efeito estufa decorrente da realização do Ultragaz Cultural de 2008 a 2011. 
 
Para isso, a companhia realizou o plantio de 522 árvores nativas da Mata Atlântica e realizará a manutenção da área restaurada pelo período de dois anos, com a finalidade de garantir que a floresta se desenvolverá, e ainda fará o monitoramento anual no local durante 30 anos.

O restauro florestal foi projetado a partir de critérios como máxima diversidade de espécies, divisão por classe de sucessão e condições específicas do local escolhido, visando restaurar a vegetação nativa da área o mais próximo possível de sua condição original. O restauro foi realizado nas áreas de preservação permanente de mata ciliar, localizadas nos limites do Bioma Mata Atlântica.

Para Daniela Gentil, Gerente de Sustentabilidade da Ultragaz, receber o selo é como completar um ciclo. “Esse é um dos principais projetos da área e representa o empenho da Ultragaz em levar arte a quem nunca teve acesso a esse tipo de manifestação cultural. 
 
Além disso, a empresa reforça seu compromisso social, cria valor para as comunidades onde atua, promove o desenvolvimento sustentável e reforça seu comprometimento com o meio ambiente. E, este ano, iremos manter a iniciativa, para compensar as emissões da edição de 2012 do Ultragaz Cultural”.

Ultragaz Cultural -O projeto Ultragaz Cultural leva arte e cultura a comunidades carentes há 10 anos. A iniciativa já proporcionou o primeiro contato com o teatro, a literatura, a música, a dança e o cinema para alunos de escolas públicas e crianças assistidas por entidades filantrópicas em todo o Brasil. O percurso, que inclui cidades de Norte a Sul do País, é realizado em uma carreta que comporta uma sala de cinema de 92 lugares.

Com o projeto Ultragaz Cultural, a Ultragaz cumpre com excelência a sua Missão de Sustentabilidade, que é contribuir com o desenvolvimento socioeconômico das comunidades, investindo em projetos educativos, culturais e de preservação ambiental com foco em sustentabilidade do negócio.

Desde 2008, quando o foco do projeto passou a ser o cinema, mais de 79 mil pessoas já foram impactadas. Darcia Cristina Dutra, Gestora da Escola Caic, de Cabo de Santo Agostinho (PE), explica a importância do projeto para as comunidades visitadas: 
 
“Quero agradecer à Ultragaz, pois esse projeto veio nos beneficiar com o cinema, e no Brasil o cinema ainda é muito caro e muitos desses alunos não têm nem merenda em suas casas e muito menos condições de pagar para ir ao cinema”.

www.ultragaz.com.br e 0800-70-10-123 |

Ouvidoria: ouvidoria@ultragaz.com.br e telefone (11) 3177-6481.

LED supera 100% de eficiência

Com informações da APS
 

Nas minúsculas magnitudes envolvidas, o calor 
ambiente é suficiente para prover ao LED a 
energia necessário para seu "super rendimento". 
[Imagem: Synopsis Image APS/Alan Stonebrake]


Emitindo mais energia que consome

Físicos conseguiram demonstrar na prática, pela primeira vez, que um semicondutor pode emitir mais energia do que consome.


O semicondutor é um diodo emissor de luz - um LED - que absorve energia na forma eletricidade e a emite na forma de luz.

Os cálculos teóricos que indicavam que isso era possível foram feitos há décadas.

A energia absorvida por um elétron que viaja através de um LED é igual à sua carga vezes a tensão aplicada, que causou seu movimento.

Mas se esse elétron ocasionar a emissão de um fóton, ou seja, se ele produzir luz, a energia do fóton emitido depende da chamada bandgap - a diferença de energia entre os elétrons da camada de condução e da camada de valência - que pode ser muito maior.

Ou seja, potencialmente a energia gerada pode ser maior do que a energia consumida.

Mas ninguém nunca havia visto isto acontecer na prática.

No limite inferior

Como, na maior parte dos casos, a grande maioria dos elétrons não produz fótons, o rendimento médio, em termos da luz emitida por um LED, fica abaixo da potência elétrica consumida.

Parthiban Santhanam e seus colegas do MIT (Massachusetts Institute of Technology) conseguiram produzir o efeito previsto pela teoria, ainda que, em seu LED, menos de 1 em cada 1.000 elétrons produza efetivamente um fóton.

Eles criaram um LED com uma bandgap muito estreita, e aplicaram uma tensão tão pequena que o componente funciona como se fosse um resistor.

A partir daí, eles começaram a cortar a tensão pela metade, reduzindo a potência elétrica por um fator de 4.

Mas o número de elétrons - e, por decorrência, a potência da luz emitida -, caiu apenas por um fator de 2.

Picowatts


Ao chegar a uma potência elétrica de entrada de 30 picowatts, os pesquisadores detectaram cerca de 70 picowatts de luz emitida.

Essa energia extra vem das vibrações da rede atômica do material, induzidas pelo calor ambiente - logo, o LED se resfria ligeiramente, como acontece nos trocadores de calor termoelétricos.

O experimento fornece luz insuficiente para a maioria das aplicações práticas.

Contudo, ele demonstra que aquecer os diodos emissores de luz aumenta sua potência de saída e sua eficiência.

Isso significa que eles podem se comportar como motores de calor termodinâmicos - mas provavelmente não nas altas velocidades de chaveamento que eles alcançam nos aparelhos eletrônicos modernos. Bibliografia:

Thermoelectrically Pumped Light-Emitting Diodes Operating above Unity Efficiency
Parthiban Santhanam, Dodd Joseph Gray, Jr., Rajeev J. Ram
Physical Review Letters
Vol.: 108, 097403
DOI: 10.1103/PhysRevLett.108.097403
 

BASF apresenta a sua primeira Casa de Eficiência Energética no Brasil

Cerca de três milhões serão investidos no projeto. A CasaE é um projeto construído com tecnologias que permitem economizar aproximadamente 70% do consumo de energia.


Construção será realizada em apenas seis meses, utilizando produtos e técnicas construtivas mais sustentáveis e eficientes.

A BASF, empresa química líder mundial, anuncia o lançamento da pedra fundamental de sua primeira Casa de Eficiência Energética no Brasil, a CasaE, projeto inovador que será construído em apenas seis meses, utilizando produtos e técnicas construtivas mais sustentáveis. Tal iniciativa aparece num momento em que as inovações no setor requerem ampla expertise, cooperação interdisciplinar e profunda compreensão da cadeia de valor da indústria, contando com a inovação como principal referência.

A casa estará localizada na Avenida Vicente Rao (zona sul de São Paulo) e reunirá, em um único espaço, tecnologias que atendem às demandas globais avaliadas pela BASF como grandes desafios para os próximos anos, que servirão como direcionadores de processos de inovação e sustentabilidade dentro da empresa. Dentre eles está o conceito de urbanização, com ramificações para os setores de construção e cuidados para o lar, já que no ano de 2050, cerca de 75% da população mundial viverá em cidades.

“O mercado da construção é estratégico para o crescimento da empresa nos próximos 10 anos. Esse é um dos motivos que levam a BASF a investir no desenvolvimento da CasaE. Queremos mostrar que o conceito construtivo (método, técnica e produtos) utilizado na CasaE pode ser utilizado em uma moradia comum, sendo totalmente factível ao mercado. Queremos, aos poucos, transformar a cultura da indústria da construção e de seus consumidores”, diz Alfred Hackenberger, Presidente da BASF para a América do Sul.

Para a construção da CasaE serão implementadas diversas soluções e inovações da BASF, que atuam diretamente na redução do consumo de água, energia e emissão de CO2. Além disso, o projeto vem apresentar respostas para questões fundamentais acerca do mercado da construção sustentável, como a rapidez dos processos, moradias mais acessíveis, a durabilidade dos materiais utilizados, seu reaproveitamento, e a saúde e conforto das pessoas que habitarão os espaços.

“O projeto traz muitas novidades para o mercado de construção brasileiro e coloca à disposição da indústria a mais diferenciada tecnologia em materiais de alta performance, eficiência energética e proteção climática. Nosso compromisso é transformar a química para oferecer soluções inovadoras e economicamente viáveis. Dessa forma, contribuímos com a construção de um futuro mais sustentável para as próximas gerações”, explica Hackenberger.

A BASF acredita que a sustentabilidade é um dos principais impulsionadores do crescimento e geração de valor. No futuro, estará ainda mais fortemente integrada às decisões de negócios.

“Como indústria química, queremos ser catalisadores dessa mudança, possibilitando uma nova cultura construtiva mais sustentável”, destaca Hackenberger.

Inovações a serviço do mercado -O grande destaque na CasaE é seu sistema construtivo. Consiste em um painel de cerâmica estrutural e fundação de alvenaria, paredes, piso e laje executados em Sistema EIFS – Exterior Insulation and Finish Systems – placas de poliestireno expandido da BASF, sob a marca Neopor®, e em Sistema ICF – Insulated Concrete Formwork – tijolos fabricados com esse mesmo material. Essas soluções proporcionam um isolamento térmico muito eficiente, por meio do qual é possível atingir uma economia de aproximadamente 70% de toda a energia consumida pela casa.

Estes produtos atendem às diferentes necessidades das atividades de construção, ajudam a conservação do consumo de energia e a reduzir as contas, aumentam o conforto. Permitem ainda a rápida construção, sem comprometer o design e a arquitetura.

Além disso, espumas especiais são aplicadas para o conforto acústico e térmico no interior da CasaE.

As dispersões e os pigmentos da BASF apresentam diferenciais para as tintas, vernizes, adesivos e materiais de construção aplicados na CasaE, bem como no controle da temperatura, contribuindo diretamente para a economia de energia.

Já os poliuretanos entram na CasaE na forma de soluções utilizadas para conforto térmico e redução no consumo de energia, além de oferecer compostos para construção de pisos drenantes, sob as marcas Elastocoat® e ElastopaveTM, que evitam que haja acúmulo de água no piso.

Os produtos químicos para construção aumentam a eficiência da hidratação do cimento, reduzindo o uso de água e emissões de CO2. Também estão presentes produtos voltados para revestimento, impermeabilizantes e antiderrapantes.

Para finalizar o processo de construção e oferecer cor e proteção especiais à CasaE, entram em cena as tintas imobiliárias Suvinil, marca da BASF e líder no segmento premium, e Glasurit, líder no segmento econômico e também pertencente à empresa.

A Suvinil AntiBactéria será utilizada na parte interna da residência, reduzindo 99% das bactérias nas paredes, proporcionando um espaço mais protegido, que privilegia a saúde e o bem-estar. Além disso, é a única marca de tintas imobiliárias a ter aprovação da Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária) para tintas antibacterianas. Já a linha de acrílicos Suvinil Contra Mofo e Maresia, que resiste às intempéries, e a Glasurit Alvenaria, que oferece maior rendimento, cobertura e durabilidade, serão aplicadas na parte externa da casa.

Os produtos da BASF presentes na CasaE e seus diferenciais: .Acronal®: emulsão acrílica – usada em argamassas, impermeabilizantes, selantes, tintas decorativas, vernizes e esmaltes base água. Proporciona uma redução de 70% de compostos orgânicos voláteis (VOC).

. Basotect®: espuma especial – promove elevado conforto acústico, muito utilizado em forros e paredes. Além disso, é o único produto dessa categoria que é retardante de chamas.

. Elastocoat®: elastômero de poliuretano – altamente versátil e durável, funciona como ligante ou membrana impermeabilizante, podendo ser aplicado em superfícies irregulares sem desperdício.

.ElastopaveTM: composto de poliuretano - misturado a pedras ou cascalhos, funciona como uma supercola, formando superfícies resistentes e drenantes.

. Elastopor®/Elastopir®: espuma rígida de poliuretano – proporciona maior conforto térmico, reduz o consumo de energia e apresenta rapidez no processo de instalação.

. Glenium®: hiperplastificante – aumenta a eficiência da hidratação do cimento, reduzindo o uso de água em 40% em relação aos processos convencionais e de emissões de CO2 durante a obra.

. Micronal®: microcápsulas poliméricas – utilizadas em massas e argamassas, ajudam a manter a temperatura do ambiente, reduzindo em 1/3 o uso de ar-condicionado.

. Neopor®: poliestireno expansível (EPS) que contém partículas de grafite que funcionam como absorvedores de infravermelho - pode reduzir drasticamente o consumo de energia por resfriar casas em climas quentes e úmidos. Apresenta performance de isolamento térmico acima de 20% em relação ao EPS convencional.

. Sicopal®/Paliogen® preto: pigmentos para gerenciamento de calor – permite a não absorção de radiação solar, mantendo a superfície pintada fria.

. Sonoguard®: revestimento impermeabilizante antiderrapante - ideal para lajes, estacionamentos, rampas etc.

. Tinta Acrílica Suvinil AntiBactéria – reduz 99% das bactérias presentes nas superfícies por 2 anos.

. Tinta Acrílica Suvinil contra Mofo e Maresia – resistente à ação do sol, da chuva, maresia, umidade. Evita fungos e algas em regiões úmidas.

. Tinta Imobiliária Glasurit Alvenaria: tintas decorativas – oferece rendimento, alta cobertura e durabilidade.

. Verniz Suvinil Ultra Proteção – protege contra fungos, sol e chuva, com 8 anos de garantia.

O escritório de arquitetura Athié Wohnrath é parceiro da BASF na concepção do projeto e na construção da CasaE.

Perfil-A BASF é a empresa química líder mundial: The Chemical Company. Seu portfólio de produtos oferece desde químicos, plásticos, produtos de performance, produtos para agricultura ate petróleo e gás. Nós combinamos o sucesso econômico, responsabilidade social e proteção ambiental. Por meio da ciência e da inovação, nós possibilitamos aos nossos clientes de todas as indústrias a atender as atuais e as futuras necessidades da sociedade. Nossos produtos e soluções contribuem para a preservação dos recursos, assegurando alimentação e nutrição saudáveis, e ajudando a melhorar a qualidade de vida. Nós resumimos essa contribuição em nossa estratégia corporativa: “We create chemistry”, em português “Nós transformamos a química para um futuro sustentável. A BASF contabilizou vendas de cerca de €73,5 bilhões em 2011 e contava com mais 111.000 colaboradores no final do ano. As ações da BASF são negociadas atualmente nas bolsas de valores de Frankfurt (BAS), Londres (BFA) e Zurique (AN). [ www.basf.com ]ou nos perfis corporativos da empresa no Facebook (BASF Brasil) e no Twitter (@BASF_brasil).

As vendas na América do Sul totalizaram, aproximadamente, €4,4 bilhões de euros em 2011 (Esse resultado abrange os negócios realizados pelas empresas do Grupo na região, incluindo a Wintershall - empresa situada na Argentina, voltada a produção de óleo cru e gás). Na América do Sul, a BASF contava com mais de 6.200 colaboradores em 31 de dezembro de 2011. 

Projeto de construção sustentável será apresentado na Rio + 20

Até o próximo dia 30, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) e o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds) deverão concluir o projeto Construção Sustentável, que será apresentado na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, em junho, no Rio.


 
O projeto tem o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), Organização Mundial do Trabalho (OIT) e de bancos multilaterais. A ideia é preparar o projeto e tentar trabalhá-lo no mundo inteiro, disse à Agência Brasil o presidente da Cbic, Paulo Safady Simão.

O projeto de mudança completa do setor da construção no Brasil vem sendo estudado há cerca de três anos. Ele prevê a integração entre as áreas de sustentabilidade e inovação tecnológica. 

A inspiração veio de experiência feita na Inglaterra que, segundo Simão, tomou para si a responsabilidade de fazer o melhor país sustentável do mundo.

O projeto engloba um conjunto de ações que visa à sustentabilidade do setor em todos os sentidos, disse Simão Para ele, isso implica a substituição de materiais na industrialização e semi-industrialização. "Nós estamos falando de resíduos sólidos, de água, de iluminação, de conforto, de emissão de gases. Isso é conseguido por meio de inovação tecnológica”. 

 A substituição de materiais vai racionalizar a construção, diminuir perdas. A meta é usar equipamentos modernos que se aproximem da emissão zero de carbono. “Nós temos que perseguir isso”.

O problema, segundo Simão, é “vender” essa ideia a um parque formado por cerca de 170 mil empresas e produzir uma mudança de comportamento e de cultura significativa. Na sua opinião, esse não é um problema só do Brasil., mas universal.

A construção sustentável trará benefícios para o planeta, que já enfrenta problemas de alteração do clima, devido à emissão de gases poluentes. De acordo com pesquisa do Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (WBCSD, a sigla em inglês), o setor da construção civil responde por 40% da energia consumida em todo o mundo e por 35% das emissões de carbono. 

 “Temos que modernizar o processo de construção para reduzir isso. Essa é uma grande contribuição que o setor vai dar”.

Para a sociedade brasileira, Simão disse que além do benefício ambiental, o projeto representará ganhos em termos de vida útil de uma construção, estimada em 50 anos. 

 Os custos com energia, água e saúde durante a vida útil de um imóvel serão resolvidos “quando você planejar profundamente um projeto e criar condições para que essa construção, ao longo de 50 anos, seja muito mais sustentável do que é hoje. O ganho para a população é fantástico”. 

O presidente da Cbic lembrou que o planejamento de uma construção sustentável deve visar à preservação da natureza para as gerações futuras.

Para que o Brasil consiga, entretanto, executar o projeto de construções sustentáveis, terá que vencer alguns desafios, entre eles a reformulação dos modelos, de materiais e do próprio processo de construir, incluindo a mudança de cultura dos empresários do setor.

A parceria com o Cebds não se esgotará na Rio+20, explicou Paulo Simão. A Cbic vai fazer parte da Câmara Técnica da Construção, do conselho, para a elaboração conjunta de outros projetos.

Aconvap promove a 1ª edição da Partilha do Conhecimento com o tema A Construção Sustentável e a certificação de LEED no Brasil



São Paulo - A Associação das Construtoras do Vale do Paraíba (Aconvap) iniciará o programa "Partilha do Conhecimento" de 2012 no dia 14 de março, às 18h30, no auditório da Câmara Municipal abordando o tema:
"A Construção Sustentável e a certificação de LEED no Brasil".
O palestrante, Marcos Casado, engenheiro civil com especialização em Administração e Gestão Ambiental abordará assuntos que relacionam a construção civil e a sustentabilidade, além de apresentar a importância do tema, dados estatísticos dos benefícios ambientais, sociais e econômicos, barreiras do mercado a serem vencidas e quais são os passos para a implantação do Certificado Internacional LEED (Leadership in Energy and Environmental Design).


Marcos já atuou como engenheiro residente, orçamentista e coordenador em diversas obras comerciais, residenciais e industriais. 
Atualmente trabalha como gerente técnico da Green Building Council Brasil, onde dissemina o conceito da construção sustentável e da certificação de LEED em todo o Brasil. 
Ele acredita que para todos os profissionais envolvidos na construção civil é de extrema importância conhecer as possibilidades de realizar um trabalho mais sustentável.


"O impacto que a construção civil causa no planeta é muito grande. Somos hoje, um dos que mais prejudicam o ambiente no quesito extração, consumo e geração de resíduos sólidos urbanos. 
O objetivo deste encontro é viabilizar empreendimentos sustentáveis que reduzam esses impactos e melhorem o custo de operação, trazendo não só um retorno operacional mais rápido como também preservando o ambiente", afirma o engenheiro.


As inscrições são gratuitas e vão até 12 de março. 
Basta encaminhar o nome, empresa, cargo e telefone para o email: aconvap@aconvap.com.br ou priscila@aconvap.com.br.

Glass Beach: a praia que fez do lixo um tesouro

Anos de depósito irregular de resíduos deram lugar a um tapete de pedrinhas cristalinas de vidro lapidado que brilham à luz do sol na Califórnia

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Vanessa Barbosa, de

São Paulo - Um lixão digno de visita. Você já imaginou ouvir uma frase assim? Por mais irônica que pareça, ela se aplica com perfeição a uma exótica praia nos Estados Unidos que transformou anos de depósito irregular de lixo em uma atração turística de beleza rara - a Glass Beach (Praia de Vidro, no português).

 
Localizada em Fort Bragg, na Califórnia, ela é formada por um tapete de pedrinhas de vidro que brilham à luz do sol. O vidro é proveniente do lixo doméstico que moradores da região descartavam ali no início do século XX.

A área também servia de depósito para eletrodomésticos e até mesmo carros velhos, segundo o site oficial da atração. A situação chegava a tal descontrole que, às vezes, incêndios eram provocados para reduzir o tamanho da pilha de lixo.

Foi só em 1967 que o governo local e o North Coast Water Quality Board (Conselho de Qualidade da Água do Litoral Norte) resolveram por um fim à prática ilegal, fechando a praia e dando início a programas de limpeza e recuperação ambiental.

No entanto, ao longo dos anos, o movimento das águas do mar batendo na areia da praia foi quebrando e lapidando os pedaços de vidros, o que tornou difícil a tarefa de separação dos cacos de vidro das pedrinhas da areia. É a Natureza solucionando um erro humano.

Atualmente, a Glass Beach é uma área de proteção ambiental aberta a visitação turística e, apesar de ser oficialmente proibido vasculhar a areia, muitos visitantes ainda retiram pedrinhas de vidro lapidado para levar para casa como lembrança. A praia também é famosa por seu leque variado de caranguejos, moluscos e plantas aquáticas.

Fonte: Exame.Abril

Abaixo o marketing verde

É normal empresas e governos se autoproclamarem ambiental e socialmente sustentáveis, mas só incorporarem ações aos discursos à medida em que a imagem pública é beneficiada



1988. Após quase duas décadas de exploração dos recursos naturais de sua terra, um grupo de jovens nativos da pequena ilha de Bougainville, localizada no Pacífico Sul, se insurgiu contra a subsidiária de uma das maiores mineradoras do mundo, a Rio Tinto Zinc. 
 
A luta pelos recursos naturais ganhou corpo, ideologia e motivações. "Minha luta em Bougainville é baseada nesses fatores: primeiro, estamos lutando pelo homem e sua cultura; segundo, pela terra e o meio ambiente; e terceiro, é a independência", afirmou o líder do movimento, Francis Ona, no documentário "The Coconut Revolution" ("A Revolução dos Cocos", 1999), dirigido pelo britânico Dom Rotheroe.

Porém, o mais curioso sobre esse episódio não é o fato de que a primeira "ecorrevolução" registrada no mundo tenha rechaçado forças militares de Papua Nova Guiné, da Austrália, e conquistado independência e autonomia para uma população considerada indígena. O que realmente surpreendeu foi a Rio Tinto Zinc ser considerada uma multinacional ecologicamente sustentável.

A contradição presente em uma exploradora voraz de cobre que se diz verde não acontece apenas com a companhia britânica: é uma anomalia conceitual gritante e assustadoramente comum, que se assemelha a um medicamento que encobre os sintomas, mas abre as portas para a doença agir traiçoeiramente.


Imagem: Thinkstock

Transição

Ainda hoje é normal empresas e governos se autoproclamarem ambiental e socialmente sustentáveis, mas só incorporarem ações aos discursos à medida que a imagem pública é beneficiada ou enquanto isso satisfaz necessidades imediatas dos acionistas e grupos de interesses diversos.

Quando ser sustentável implica em mudanças no plano de negócios, gastos além do previsto, confronto com shareholders e contratos transparentes com fornecedores éticos, adotam-se, muitas vezes, procedimentos contrários à noção de sustentabilidade. Para manter a imagem, o consumidor não é informado sobre o que a empresa faz para que o produto final tenha uma relação aparentemente vantajosa entre qualidade e preço. Esse tipo de equívoco já conta com cases emblemáticos, mas continua a ser praticado.

Para o consultor e escritor Fernando Almeida, a sociedade ainda está enfrentando um processo de mudanças de paradigmas, do cartesiano para o sustentável. Enquanto o primeiro pressupõe uma visão fragmentada das coisas (como, por exemplo, os setores de um negócio), o segundo propõe uma abordagem holística, completa, da humanidade como um todo, incluindo aí as empresas. 
 
Enquanto o paradigma cartesiano trata separadamente os fatos e os valores, o sustentável relaciona ambos fortemente, conforme destaca no livro "O Bom Negócio da Sustentabilidade" (Campus/Elsevier, 2002).
Lógica de Mercado

A sustentabilidade, apesar de ser um fator determinante para o sucesso ou o fracasso de um negócio, ainda não está completamente inserida na lógica da competitividade do mercado. É uma noção simples: esse valor, potencialmente, representa um diferencial; dessa forma, os custos ambientais e sociais dos programas e projetos desempenhados pela empresa podem ser incluídos naturalmente no preço final do produto.

Mas, num mercado de competição entre empresas – onde a ética e a transparência nem sempre têm tanto espaço – um produto pode ter a mesma qualidade que o seu rival sustentável, mas apresentar um preço bem inferior, obtido às custas de algum elemento na cadeia de valor que agride à humanidade e ao meio ambiente. Exemplos recorrentes são o uso da força de trabalho infantil ou a aquisição de madeira extraída ilegalmente.

"Infelizmente, isso ainda ocorre", lamenta Fernando. "O que eu continuo reafirmando até hoje é a necessidade de mudança no paradigma, e isso é algo que já vem acontecendo – não por força de imposições legais, mas pela democratização da informação", diz o escritor.

Na opinião de Fernando, atualmente, nenhuma empresa – sobretudo as que sejam bem conhecidas – quer ter um passivo ambiental ou social pesado no seu portfólio. "Aos poucos, o consumidor, os fundos de investimentos, seguradoras, vão percebendo essa postura de risco. É uma tendência", garante.

De fato, é; mas ela ainda não caminha a passos tão vigorosos. De acordo com estudo realizado pelo Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT) em 2009 junto a dois mil executivos de grandes empresas, 92% disseram ter ciência de que as empresas desempenham um papel estratégico nas questões referentes à sustentabilidade. No entanto, 70% delas ainda não haviam desenvolvido ações sistêmicas e planejadas de responsabilidade social e ambiental. 
 
Por outro lado, uma pequena parte das empresas que adotaram integralmente a sustentabilidade como modelo de negócios, ganharam um bom terreno competitivo em relação às demais – e cerca de 75% mantiveram o compromisso com o desenvolvimento sustentável mesmo diante da crise.

O sociólogo britânico John Elkington criou um conceito-chave para inserir a sustentabilidade dentro da pauta do mercado: o Triple Bottom Line. Para as empresas, a ideia consiste em comunicar o compromisso com o desenvolvimento sustentável por meio de relatórios anuais. 
 
O objetivo é conciliar o desempenho junto à natureza e à comunidade sem abrir mão da saúde financeira. Porém, o próprio adverte: "as empresas devem trabalhar sua marca de acordo com o surgimento desse novo paradigma. Mas essas ações não podem ser forçadas. É preciso ter ética e ser transparente", disse durante sua última visita ao Brasil.
A sustentabilidade é para qualquer empresa?

Ao conceber a sustentabilidade empresarial como um valor holístico, consideramos que todos os processos e atores envolvidos em um empreendimento – a cadeia de valor por completo – deve funcionar como uma simbiose entre homem, natureza e comunidade. 
 
E quando o produto final é, em si, agressivo ao meio ambiente e aos seus usuários? Adianta plantar árvores para aliviar o enorme passivo ambiental e social? "A sustentabilidade corporativa não é um jogo de ganha-ganha. Muitas empresas vão desaparecer", lembra Almeida.

Para Wilson Bueno, doutor em Jornalismo Científico pela USP, apesar de dificilmente um negócio ser completamente sustentável, há empresas que carregam um ônus ambiental tão pesado que jamais poderiam se declarar socioambientalmente responsáveis. 
 
"Dentro de certos parâmetros, é possível atenuar o passivo ambiental. Mas eu não consigo imaginar a sustentabilidade associada à indústria do tabaco, por exemplo, uma vez que ela não contempla princípios fundamentais, como a qualidade de vida e a saúde dos seus clientes", critica Bueno.

"Há uma tendência de que esse processo se consolide, mas eu não seria tão otimista a ponto de imaginar que empresas e setores vão levar isso ao pé da letra de tal forma que prejudique os lucros ou estratégias. Nunca teremos empresas cem por cento sustentáveis, mas o importante é trabalhar no sentido de cada vez mais as companhias incorporarem o conceito e a prática da sustentabilidade à gestão", explica. 
 
A visão de Bueno encontra respaldo em cases como o da Bayer, fabricante de pesticidas agrícolas. Mesmo com um produto final potencialmente prejudicial à saúde, a empresa desenvolveu programas para educar agricultores e usuários sobre os procedimentos corretos a serem adotados na aplicação do produto, evitando a contaminação.

Comunicação e transparência

Comunicar a sustentabilidade com ética, transparência e profissionalismo não é importante apenas para agregar valor à marca e angariar clientes e vendas. A informação é um fator de grande importância à medida em que, a partir dela, os consumidores, shareholders e colaboradores passarão a desenvolver uma consciência crítica em relação à responsabilidade coletiva e de como suas ações podem impactar o meio ambiente.

"Ainda temos situações de 'boca grande e ouvido pequeno', onde as empresas falam muito, mas ouvem pouco. O ideal é criar canais efetivos de comunicação entre os diversos públicos e a cúpula da empresa. A comunicação explicita o compromisso e está dentro da pauta sustentável", destaca Bueno.

Por outro lado, informar é proporcionar a todos esses públicos a oportunidade de escolha. "Consumidores informados das consequências ambientais e sociais de suas opções podem tomar as melhores decisões: escolher a melhor correlação entre produtos, preços e práticas empresariais", defende Fernando Almeida.
Cases

Ecorrevolução: Após expulsar uma grande mineradora e sofrer um grave bloqueio econômico que impedia o transporte de remédios e alimentos, habitantes da ilha de Bougainville aprenderam a utilizar os recursos naturais da terra para garantir alimentação, medicamentos, energia, armas e até combustível. Hoje, a ilha é um território autônomo com governo e bandeira próprios.

Pesticidas: em 1995, a fabricante de defensores agrícolas Bayer começou a implementar medidas educativas junto aos agricultores para orientar sobre o manuseio correto dos produtos, sem prejudicar a própria saúde ou a natureza. O modelo, aplicado primeiramente no Brasil, foi exportado para outros países.

Escolaridade: quando a Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST), atualmente denominada de ArcelorMittal Tubarão, notou que mais de 25% dos seus quatro mil colaboradores não haviam concluído o ensino médio, implementou um programa escolar para reduzir esse índice. O projeto deu tão certo que se expandiu para as famílias dos colaboradores e, depois, para a comunidade.
Fail cases

De olho nos fornecedores: A Zara, famosa marca de roupas espanhola, entrou para a lista negra do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) por ter se envolvido em uma denúncia de trabalho escravo. Motivo: uma das trinta empresas terceirizadas que produzem as roupas vendidas para os clientes da marca, a maioria da classe média, utilizava mão de obra escrava de adultos e crianças bolivianos. O barato saiu bem caro, já que só a multa pode chegar a R$ 1 milhão. E o prejuízo à imagem da marca... priceless.

Efeito reverso: a WWF, entidade internacional de defesa do meio ambiente, conta com um selo de qualidade para identificar fornecedores de madeira extraída legalmente, a Rede Global de Floresta e Comércio. O problema é que esse programa se mostrou pouco rigoroso para admitir filiados e beneficiou madeireiras inescrupulosas com um belo greenwash. A falha foi descoberta pelo grupo de pesquisa Global Witness.

Poluição das águas: a Baía de Sepetiba, no Rio de Janeiro, nunca mais foi a mesma depois da Ingá Mercantil. A indústria despejou, durante 30 anos, uma montanha de metais residuais que inviabilizou a vida nos arredores. Em 2008, a Usiminas comprou o local e se comprometeu a limpar toda a sujeira. Serão 20 anos para eliminar as impurezas da água, num processo estimado em US$ 92
 
 
 milhões.