ESPM lança Núcleo de Negócios Sustentáveis com a ajuda de profissionais de grandes empresas

O novo projeto reúne ideias e a experiência de especialistas da área no mercado.

São Paulo – De acordo com pesquisa realizada no II Fórum IBOPE de Negócios Sustentáveis, cerca de 46% das empresas brasileiras possuem políticas de sustentabilidade, e 37% já contam com departamentos dedicados às práticas de ações voltadas ao assunto. 


No entanto, o mesmo estudo revela que tanto executivos como os demais cidadãos, ainda estão em estágios iniciais para o entendimento e desenvolvimento de estratégias eficazes de sustentabilidade.

Diante deste cenário e da necessidade de formar e orientar gestores nesta área, a ESPM acaba de criar o Núcleo de Estudos e Negócios Sustentáveis, cujo objetivo é desenvolver e promover o conhecimento sobre o tema, aplicado aos negócios, bem como priorizar correntes de pesquisas e estudos que valorizem o “pensar sustentável”.

Sob a coordenação da professora Ariane Reis, o novo projeto tem como diferencial a participação de profissionais experientes e líderes em empresas reconhecidas pela atuação em Sustentabilidade, para a formatação de um modelo conceitual de gestão que privilegia processos, renovação e desenvolvimento contínuo das empresas que buscam a excelência nesta área.

Para dar início a esta construção que direcionará os cursos, palestras, cases e workshops que serão oferecidos ao mercado, o novo núcleo realizou no último dia 22 de novembro, na Pós-Graduação ESPM, a primeira reunião para a discussão e debates sobre as inovações do mercado sobre o tema, no país e no mundo, que contou com a presença de nomes, como: Carolina Wosiack, gerente de planejamento estratégico da Johnson & Johnson; Luciana Alvarez, gerente de Comunicação e Sustentabilidade da EAS; Luiz Coelho, especialista em Sustentabilidade da EAS; Fabricio Soler, diretor ambiental no escritório de Advocacia Felsberg e Associados e Beatriz Luz, gerente de Sustentabilidade da Braskem.

Além deles, também estiveram presentes, António Loureiro, CEO da Empresa Conquest One – Tecnologias; Carla Pires , diretora de Sustentabilidade da ETH Bioenergia; Maria Thomazini, gerente de Inovação e Tecnologias Agrícolas da ETH; Wendeline Van Der Feltz, representante das conexões universitárias com a Holanda; Regiane Thomaz, estudante da Universidade Federal de Mato Grosso e Vitor Caetano, estudante de Engenharia Ambiental, no Senac.

De acordo com Ariane Reis, ouvir o mercado para a construção das diretrizes do conhecimento é o primeiro passo para o sucesso na formação de novos “gestores sustentáveis”. Na reunião, os profissionais presentes sugeriram algumas competências e habilidades esperadas, bem como metodologias e ferramentas essenciais para uma gestão sustentável. O desafio desta nova corrente de conhecimento é criar e disseminar a visão sistêmica de aplicação de sustentabilidade no processo de planejamento, desenvolvimento e inovação nas corporações, além de promover o desenvolvimento das práticas e ações dedicadas à Sustentabilidade no Brasil.

Além do novo Núcleo de Estudos e Negócios Sustentáveis, a ESPM também conta com outras unidades de negócios como o Núcleo de Estudos em Gestão da Saúde, Núcleo de Estudos do Varejo, Núcleo de Estudos da Embalagem, Núcleo de Estudos do Agronegócio, Núcleo de Estudos em Gestão de Pessoas, Núcleo de Estudos em Ciências do Consumo, Núcleo de Estudos em Negócios do Esporte, Núcleo de Estudos de Empresas Familiares e Governança Corporativa e Núcleo de Estudos de Marketing para Mercados de Alta Tecnologia. [www.espm.br].

ESPM-A Escola, fundada em outubro de 1951, por Rodolfo Lima Martensen, nasceu como “Escola de Propaganda de São Paulo”, e contou com o apoio decisivo de um grupo de publicitários da época e de Pietro Maria Bardi, diretor do Masp. No ano seguinte, a primeira turma de alunos ingressava na escola. A ESPM é uma instituição sem fins lucrativos, considerada centro de excelência no ensino de Marketing, Comunicação e Gestão. Atualmente está presente em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.

Quase 60% das empresas do País já adotam práticas sustentáveis

SÃO PAULO – As empresas brasileiras estão adotando cada vez mais práticas sustentáveis. Ao menos é isso o que aponta um recente levantamento da Amcham-SP.


De acordo com o estudo divulgado durante a entrega do Prêmio ECO 2011, quase 60% das companhias localizadas no País relataram já ter incorporado às suas operações algum tipo de ação sustentável.

“Essa consciência cada vez maior por parte dos empresários e é o que realmente move a sustentabilidade adiante”, declarou o CEO da Amcham, Gabriel Rico, ao apresentar os destaques da sondagem.

Demais empresas
Já para as demais empresas, a sustentabilidade é considerada relevante, mas sua integração ao negócio ainda é incipiente, afinal, somente 17% analisam a possibilidade de implementar projetos nessa área e 14% desenvolvem ações sociais e ambientais com foco em comunidades - do entorno ou não.

O estudo revela ainda que 12% realizam iniciativas sustentáveis não integradas ao negócio, em que declaram sentir a necessidade dessa integração.

Ações adotadas
Entre as principais, destacam-se principalmente, por exemplo, aquelas que visam reduzir os impactos ambientais causados por tais empresas, com 18% dos votos, a ética corporativa (17%) e a incorporação do tema aos sistemas de gestão (10%).

A preocupação com clientes e gestores, entretanto, costuma aparecer na sequência, com 10% dos votos, sendo seguida pela governança corporativa (9%) e pelos relatórios de sustentabilidade, com 8%.

Os reais motivos
Mas engana-se quem imaginar que o envolvimento de uma empresa com tal prática costuma ocorrer unicamente para fins ecológicos.

Segundo o próprio estudo, a maioria dos empresários consultados é categórica ao afirmar que a sustentabilidade traz vantagens comerciais, especialmente no que diz respeito à imagem.

A afirmação foi feita por 32% dos executivos entrevistados. Já outros 26%, no entanto, defendem a melhoria do capital humano e o aprendizado organizacional como principais valores agregados do negócio.

Outros itens apontados pelo levantamento foram o aperfeiçoamento da gestão, mencionado 18% dos profissionais, a minimização dos riscos (7%) e o aumento nas vendas e margens (4%).

Pesquisa
A pesquisa avaliou a opinião de 76 executivos de empresas associadas de variados portes e setores da economia entre os dias 4 e 25 de novembro.

Cataratas do Iguaçu - Maravilha da Natureza

II Prêmio Hugo Werneck elege os melhores da comunicação sustentável

II Prêmio Hugo Werneck
                         Noite de gala evidenciou exemplos de amor à natureza.


Na última quarta-feira, 30 de novembro, a Cidade Administrativa foi cenário da entrega do “Oscar da Ecologia”, como vem sendo chamado o Prêmio Hugo Werneck de Sustentabilidade e Amor à Natureza.

A cerimônia contou com apresentação teatral sobre conscientização ecológica, interpretação do hino nacional pelos Meninos Cantores de Santa Luzia do Coral Mater Ecclesiae, entre outras interações artísticas que emocionaram as mais de 500 pessoas presentes no auditório Juscelino Kubitstichek. Entre as 22 categorias técnicas e políticas, duas estavam ligadas à comunicação: Melhor Anúncio e Melhor Campanha Publicitária.

A Associação Brasileira das Agências de Publicidade, regional Minas Gerais (ABAP-MG) ganhou na categoria Melhor Campanha Publicitária. A associação concorreu com a campanha do 3º Prêmio de Sustentabilidade da ABAP, desenvolvida pela JBis Propaganda.

Wagner Lanna, diretor de criação da On Ideias Interativas e Claudinei Girotti, diretor administrativo e financeiro do Hoje em Dia receberam o prêmio de Melhor Anúncio, pela peça desenvolvida para divulgar o 9º Seminário Meio Ambiente e Cidadania, publicado entre os meses de junho e julho na Revista Ecológico. 

Segundo o organizador da premiação, o jornalista e ambientalista Hiram Firmino, graças à imprensa engajada, a maioria da população já sabe hoje o que é área de preservação ambiental, mata ciliar, fundo de vale, topo de morro. “Isso explica o fato de um milhão e meio de pessoas, incluindo crianças, terem assinado e enviado um manifesto à presidente Dilma pra ela tomar pé do que pode nos acontecer se a natureza que nos resta não for sustentada, amada e respeitada”, reforçou.

Prêmio de Melhor Empresa também é da imprensa
Atitudes sustentáveis, várias campanhas de conscientização e envolvimento dos colaboradores com ações que podem salvar a natureza foram responsáveis pela premiação da TV Globo Minas como Melhor Empresa. A emissora também foi uma das três finalistas na categoria Melhor Campanha, pela criação do programa “Uma Vida, Uma Árvore”, em parceria com a Prefeitura de Belo Horizonte, para incentivar o plantio de árvores nativas para cada recém-nascido. O programa também foi tema de uma das campanhas publicitárias da Globo em 2011. A sucursal da Globo em Minas Gerais também foi a primeira empresa do setor a ter certificação ISO 14001, é parceira e incentiva projetos como o “Festival Lixo e Cidadania”, a “Campanha de Liderança Global 2020”. 

Ao receber o troféu o diretor regional da emissora, Marcelo Matte, disse que quando era repórter de Cultura em São Paulo conheceu o jornalista Humberto Werneck, filho de Hugo Werneck —a quem a premiação presta homenagem permanente—. Na época soube dos exemplos de amor à natureza do ambientalista e teve a certeza que, se algum dia dirigisse uma empresa, iria implantar políticas de contribuição sustentável e ambiental.

Sobre o Prêmio Hugo Werneck
A premiação visa reconhecer e destacar as principais atitudes, exemplos pessoais, projetos e atividades socioambientais desenvolvidas por indivíduos, empresas privadas e públicas, instituições de ensino e do terceiro setor que contribuam para proteger o meio ambiente e melhorar a qualidade de vida das populações. Ao todo foram premiadas outras 12 iniciativas inscritas no concurso e que contribuam para proteger o meio ambiente e melhorar a qualidade de vida das populações. Também foram homenageadas 10 personalidades e empresas, indicadas pela comunidade ambientalista por sua referência de dedicação à natureza. A segunda edição do Prêmio Hugo Werneck contou ainda com duas homenagens especiais, um prêmio de Melhor Parceiro Sustentável e com a Medalha do Mérito Hugo Werneck. 

O Prêmio Hugo Werneck é realizado pelo grupo Ecológico. Tem a participação institu¬cional do Governo de Minas, a parceria da Fiemg —por meio do programa Minas Sustentável—, a supervisão técnica da Fundação Dom Cabral (FDC), a legiti¬mação do Centro Hugo Wer¬neck de Proteção à Natureza e o apoio da Associação Mineira de Defesa do Ambiente (Amda).


Prêmio da Fecomercio paulista incentiva sustentabilidade

Este ano, instituição vai reconhecer iniciativas inovadoras em diversos setores 
Beth Matias/asn


Estão abertas as inscrições para o 3º Prêmio Fecomercio de Sustentabilidade, voltado para inovação aplicada pelos setores do varejo, indústria, governos, entidades representativas, professores e estudantes universitários. 

Os projetos devem contemplar os “Princípios do Varejo Responsável”.

Os vencedores serão conhecidos em março de 2013. Em sua edição mais recente, a premiação contou com 314 projetos inscritos, de 19 estados, chegando a 28 finalistas. Os interessados podem se inscrever no site da Fecomercio

O empreendedorismo social foi tema esta semana de um seminário promovido pelo Sebrae em São Paulo e a Federação do Comércio e Serviços do Estado de São Paulo (Fecomercio). O debate mostrou principalmente como os pequenos negócios podem melhorar e criar oportunidades para o desenvolvimento sustentável. 

Gastromotiva 

Combinar pragmatismo, compromisso com resultados e visão de futuro para realizar profundas transformações sociais. Assim é o empreendedor social, de acordo com definição de uma das mais importantes organizações sociais no mundo, a Ashoka. No Brasil, o assunto ainda é pouco explorado por empresários e sociedade. Apesar disso, exemplos se espalham pelo País.

Um deles é David Hertz, que fundou em 2006 a Gastromotiva, Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) cujo objetivo é incentivar os jovens de baixa renda a criarem novos negócios dentro de suas comunidades ou a se tornarem profissionais da gastronomia. Além dos cursos de capacitação, a Gastromotiva possui incubadora de negócios com seis pequenas empresas que trabalham dentro de favelas ou bairros pobres de São Paulo. “Só nos cursos, são mais de 120 pessoas capacitadas por ano”, contou Hertz. 

Nascente

Na opinião do presidente do Conselho da Pequena Empresa da Fecomercio-SP, Paulo Feldman, um empreendimento sustentável é aquele que gera lucro, mas protege o meio ambiente e a vida daqueles com quem interage. A opinião foi compartilhada pelo diretor-técnico do Sebrae em São Paulo, Ricardo Tortorella. “Empreendedorismo social é algo nascente na sociedade. Devemos debater sobre responsabilidade social e jogar energia em gente que pensa no bem-estar ou na melhora da qualidade de vida”, destacou.

Para a consultora do Sebrae em São Paulo, Dorli Martins, é preciso mostrar aos pequenos empreendimentos que ser sustentável é mais barato. “O uso racional dos recursos reduz os custos e, consequentemente, aumenta a lucratividade”, observou.

Apesar de Durban, a Bloomberg lança novos índices de renováveis e entra de vez na economia verde


Esta semana, enquanto diplomatas, cientistas, ONGs e negociadores se juntam no África do Sul para buscar uma acordo global pra reduzir emissões, em Nova York a agência de notícias financeira, Bloomberg, e a Bolsa de Valores de Nova York, NYSE, lançaram mais um índice para acompanhar as empresas de energias renováveis.


Na verdade, foram lançados três índices: um para as Américas (NBAMCEUP ), um para a Ásia e Oceania (NBASCEUP ) e um para a Europa, África e Oriente Médio (NBEACEUP ). Juntos, eles acompanham o desempenho de cerca de 600 empresas negociadas nas bolsas mundo afora. Em breve, segundo a Bloomberg New Energy Finance, serão lançados índices específicos para energia solar, energia eólica, eficiência energética, energia inteligente e veículos elétricos.

Se fossemos olhar para o desempenho recente destes índices e os movimentos recentes no setor, talvez nos perguntaríamos se realmente vale a pena, pois eles acumularam perdas enquanto os setores de energias renováveis e eficiência energética estão sofrendo com a crise econômica e a redução de subsídios e investimentos públicos.

No entanto, o que se está olhando é o crescimento de investimentos nestes setores e as tendências futuras à medida que o mundo discute e assume compromissos de caminhar para uma economia verde. E aí, o papel dos mercados de capitais é fundamental.

Em 2010, segundo dados da Bloomberg, foram investidos US$243 bilhões em energias renováveis em 2010 – equivalente, em um ano, a quase metade do investimento de R$955 bilhões em quatro anos. Dados compilados da ONU tem demonstrado que estes investimentos têm crescido ano a ano desde 2004 a taxas médias acima de 30%. São investimentos de governos e empresas nestes setores.

Quando o setor de mercado de capitais entra no jogo, significa que há já uma maturidade no modelo. Ou seja, não só que há metodologias para mensurar o desempenho de empresas, mas também que há volume crítico dinheiro circulando para negociação e, o mais importante, há investidores em número suficiente interessados no assunto.

Esta conclusão pode parecer conflitante com os resultados do controle de emissões, o debacle do Código Florestal, o fracasso das metas do Protocolo de Quioto e a falta de acordo nas cúpulas climáticas desde 2009 quando Lula e Obama ambos compareceram à conferência de Copenhague e deram apenas um peso simbólico, sem avanços aparentes.

Mas, no fundo, o mundo caminha para a economia verde de uma maneira inexorável. O PNUMA lançou no dia 16 de novembro, mais um relatório com análises e recomendações para esta transição. Nele, se projeta a necessidade de investimentos de cerca 2% do PIB mundial ou US$1,3 trilhões anuais, até 2050 para se fazer esta transição, investimentos em todos os setores, que, ao longo do caminho, vai criar novos empregos, iniciar o a desacoplamento entre crescimento econômico e degradação ambiental e distribuir melhor a renda e alimentos.

Separado em 14 seções (entre elas Agricultura, Energia, Setor Produtivo, Transporte, Cidades, Resíduos Finanças, Turismo e Edifícios) o relatório reforça o argumento que existe uma profunda necessidade de combinar políticas públicas, ação do setor privado e, sobretudo, investimento em inovação. Em todos estes setores há grandes oportunidades de ganhos e, segundo as conclusões do PNUMA, o investimento na economia verde pode proporcionar um crescimento mais rápido da economia mundial do que o cenário de nada fazer.

Mas o ponto chave é a pontuação da necessidade de se mudar os critérios econômicos de medição econômicas para se lavar em conta o capital natural e a degradação ambiental.

A economia verde não, portanto, continuar os mesmos modelos fracassados de consumismo, de inovação Schumpeteriana baseada em obsolescência programada e nem nos modelos de 'marketing verde' onde se esverdeia a pílula com ações pouco transparentes e que não mudam a estrutura básica do nosso sistema produtivo que hoje consume necessita quase duas vezes os recursos naturais existentes para se manter.

A inovação, no entanto, será chave para ter novas tecnologias e sistemas menos perdulários dos recursos naturais. Um dos caminhos é o fomento de tecnologias por meio de investimentos em epresas nascentes tecnologia.

Hoje, segundo dados do Cleantech Group, os investimentos de fundos de capital de risco em tecnologias limpas somam entre US$1,5 bilhão a US$2 bilhões por trimestre. Apesar de calcados em um lógica de mercado de capital, é um volume considerável que vai diretamente para empresas nascentes com tecnologias novas.

O Brasil, começa a receber parte deste dinheiro e fundos nacionais começam a aparecer para fomentar este ciclo. Estamos começando a trilhar o caminho entre o conhecimento e a inovação e mais e mais pesquisadores olham para mercado como um oportunidade de realização de suas pesquisas aplicadas.

Estamos no início deste ciclo, como também o mundo está no início da transição para a economia verde. Enquanto a desconfiança reina em Durban, o mundo avança pelo setor privado e muitas políticas públicas desconexas na direção da economia verde. No ano que vem, na Rio+20 o debate vai focar nesta transição e teremos, espero, um visão mais clara do caminho a trilhar.

Sustentabilidade: Uma casa que gira com o Sol


Foto © Pedro Bandeira

Uma casa que roda 360º de forma a aproveitar todas as potencialidades do sol. Foi este o projeto vencedor da primeira edição do Prémio SIM, um concurso da responsabilidade do Movimento SIM da Samsung Portugal, destinado a idéias criativas e inovadoras.

A "Casa Girassol" foi desenvolvida por três portugueses: Pedro Bandeira, Filipe Bandeira e Dulcineia Neves dos Santos. No seu conceito está um espaço rotativo, capaz de girar à procura do máximo de eficiência energética solar numa perspetiva de auto sustentabilidade.

"Um projeto inovador que fomenta a captação e combinação de dois recursos energéticos naturais (sol e vento) com as mais recentes tecnologias informáticas oferecendo, do ponto de vista arquitetónico, uma linguagem tecnológica numa relação dinâmica com a paisagem”, explicam os autores no site do Movimento SIM.

A distingui-lo de outros está a sua maior complexidade, ao fugir de "generalizações simplistas (como assumir a dicotomia entre Verão e Inverno ou entre Norte e Sul) para aprofundar soluções específicas, derivadas da rotação, equacionadas numa monitorização 'minuto a minuto'", explica Pedro Bandeira no seu site.

O projeto vai ser mesmo ser posto em prática, num terreno em Coimbra. Além da Casa Girassol foram premiados com menções honrosas os projetos MUSIKKI, uma rede de busca de conteúdos musicais, e o HOLE 19, na área do desporto, destinado aos jogadores de golfe.

Os projetos a concurso foram avaliados de acordo com a sua inovação, potencial de mercado, impacto na comunidade e viabilidade económica, podendo integrar as mais variadas áreas, desde a Arquitetura, Artes Performativas, Artes Visuais e Design, Marketing e Publicidade, Cinema, Televisão e Rádio, Moda, Música, Novas Tecnologias e Aplicações Digitais.

"Projetos com pés e cabeça, ou de perder a cabeça, mas sempre com pernas para andar", define a organização do concurso.

Clique AQUI para consultar os planos da Casa Girassol no site de Pedro Bandeira.

Notícia sugerida por Vitor Caixeiro - fonte: www.boasnoticias.pt