Lojas devem ser mais sustentáveis

Reciclagem deverá ser ampliada em 25% até 2020

O Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis (PPCS) prevê mudanças no comércio varejista e a ampliação da reciclagem em 20%, até 2015, e 25%, até 2020 - com base nos dados de 2008, quando eram produzidos, em média, 1,1kg diário por habitante. Isso permitirá a redução em 70% do volume de resíduos recicláveis secos dispostos em aterros sanitários. 




As ações de varejo sustentável previstas no PPCS incluem melhorar o desempenho dos pontos de venda, com redução de consumo de energia e água, reciclagem e redução do uso de sacolas plásticas. Outra medida será fomentar as cadeias produtivas de alimentos, utensílios, vestuário, limpeza e higiene para ampliar a oferta de produtos mais sustentáveis. O objetivo é ainda dobrar, até 2014, o número de eco-pontos ou PEVs (pontos de entrega voluntária de embalagens e resíduos), sobre a base de 2010. As empresas deverão também treinar os empregados para a adoção de práticas compatíveis com a produção e o consumo sustentáveis. Essas metas deverão ser medidas por meio de índices a serem construídos.

Reciclagem - A meta de aumentar a reciclagem no País deverá ser obtida por meio da criação de mercado para recicláveis e por ações de educação ambiental, especificamente voltadas à coleta seletiva e à atuação dos catadores. Além de incentivar a indústria da reciclagem com inclusão social e valorização do trabalho dos catadores, o plano prevê ações compatíveis com os princípios da responsabilidade compartilhada dos geradores de resíduos e da logística reversa, conforme estabelecido na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

Um exemplo de pacto setorial para o incentivo à reciclagem, citado no plano, é o acordo entre o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e a Associação Brasileira de Embalagens (Abre), para substituir a antiga simbologia de descarte comum pela de descarte seletivo em mil novos produtos ao ano. 

E, em outubro de 2011, o MMA e diversos parceiros realizaram o movimento "Mês do Consumo Sustentável". A ação de maior repercussão foi a campanha de coleta de resíduos eletroeletrônicos. Entre 12 e 26 de outubro, foram colocados contêineres de coleta de equipamentos sem conserto em estações de metrô de quatro capitais - Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Foram coletadas dez toneladas de resíduos, entre televisores, monitores, peças de computador, celulares e pequenos eletrodomésticos, como liquidificadores e ferros de passar.

Construção Civil tem papel central no consumo consciente

O setor da construção civil é um dos principais indutores do crescimento econômico, com uma cadeia produtiva que estende-se para dezenas de segmentos de fornecedores de matérias-primas, equipamentos, serviços e distribuição. 

Devido ao seu tamanho e complexidade, o PPCS prevê cinco ações para o setor. A primeira delas é apoiar o desenvolvimento da indústria de reciclagem de resíduos da construção civil e a normatização dos produtos reciclados. Outros objetivos são fomentar o desenvolvimento de programas de etiquetagem para construção sustentável, conforme o modelo Procel, e os programas no setor de construções sustentáveis, compreendendo os seguintes temas: ecodesign e arquitetura amiga do meio ambiente; eficiência energética, uso racional da água, inovação tecnológica, treinamento e melhoria da mão de obra, gestão da qualidade e de resíduos e conservação ambiental.

O programa prevê também manuais que mostrem os impactos das escolhas de construções pelo consumidor, seja em novas construções, ou em reformas, para induzir a utilização de técnicas e materiais de menor impacto socioambiental. A quinta ação é incentivar o uso de sistemas de aproveitamento da energia solar, fotovoltaica e fototérmica, de modo a disseminar a cultura da conservação de energia. Essa meta deve ser atingida por meio de linhas de crédito, financiamento e subsídios, em edifícios e residências.

A construção de edificações, obras viárias, infraestrutura e plantas industriais representam 4,4% do PIB brasileiro e é responsável pela ocupação de cerca de dois milhões de trabalhadores formais, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Dois programas atuais são desenvolvidos com esses critérios: o Minha Casa Minha Vida, com financiamento em condições mais favoráveis para instalação de aquecimento solar de água nas casas populares; e o Projeto Esplanada Sustentável, que moderniza os prédios da Esplanada dos Ministérios e seus equipamentos.

FINALISTAS DO PRÊMIO CAIO SUSTENTABILIDADE

Os vencedores serão anunciados na festa do PRÊMIO CAIO® 2011, realizado no dia 12 de dezembro de 2011, no Skyline Venue, em São Paulo/SP.





HOTELARIA

  FINALISTA Blue Tree Premium Fortaleza 
                         Case: Calor Inteligente 
                         Cliente: Blue Tree Premium Fortaleza

  FINALISTA Blue Tree Premium Morumbi 
                         Case: Geração de Renda e Inclusão Social 
                         Cliente: Blue Tree Premium Morumbi

  FINALISTA Hotel Fazenda Portal de Gravatá 
                         Case: Sistema de Gestão Ambiental do Hotel Fazenda 
                         Portal de Gravatá (ECOPORTAL) 
                         Cliente: Hotel Fazenda Portal de Gravatá

  FINALISTA Royal Palm Plaza Resort 
                         Case: Inovação em sistema de ar condicionado 
                         Cliente: Royal Palm Plaza


Cases CERTIFICADOS pelo Corpo de Jurados:

Blue Tree Premium Morumbi 
Case: Voluntários da Árvore Azul 
Cliente: Blue Tree Premium Morumbi

Hotel InterContinental São Paulo 
Case: InterContinental São Paulo - Responsabilidade Corporativa
Cliente:


EVENTOS


  FINALISTA Agência Um Eventos 
                         Case: ATITUDE! Porque a gente é muito mais! 
                         Diretoria Engenharia do Produto 
                         Cliente: Fiat Automóveis S.A

  FINALISTA Cipa Fiera Milano 
                         Case: 10 anos de Reatech - Feira Internacional de 
                         Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade 
                         Cliente: Cipa Fiera Milano

  FINALISTA Comunicato Eventos Inteligentes 
                         Case: Mobilização do Código Florestal 
                         Cliente: CNA - Confederação da Agricultura e Pecuária do
                         Brasil


Cases CERTIFICADOS pelo Corpo de Jurados:

MC4 PROMO 
Case: 1ª Festa Sustentável do HSBC 
Cliente: HSBC Bank Brasil (Diretoria de Sustentabilidade)


SERVIÇOS


  FINALISTA  Biblioteca de Idéias Eventos Empresariais 
                         Case: Cray Valley - Feiplar 2010 
                         Cliente: Cray VAlley

  FINALISTA MC4 PROMO 
                         Case: Espaço Rossi no Gastronomix 2011 
                         Cliente: Rossi Residencial

  FINALISTA Riocentro 
                         Case: Pense Verde - Utilização responsável de recursos 
                         para criar eventos e espaços sustentáveis 
                         Cliente: Riocentro


Cases CERTIFICADOS pelo Corpo de Jurados:

Biblioteca de Idéias Eventos Empresariais 
Case: O-Tek AMITEH - FENASAN 2010 
Cliente: Amitech Brasil Tubos Ltda.

Construções sustentáveis geram riqueza

Obras ‘verdes’ vão gerar US$ 500 bilhões nos EUA, mas especialistas veem projetos com ressalvas

POR JOÃO RICARDO GONÇALVES

Rio - Projetos de “construções verdes”, geralmente definidos como os que consomem menos energia e causam menos impacto onde são erguidos, ainda são novidade, mas já estão gerando muito dinheiro. 




Eles devem injetar, entre 2009 e 2013, US$ 554 bilhões (cerca de R$ 988 bilhões) na economia combalida dos Estados Unidos, segundo o Conselho de Prédios Verdes dos EUA. Especialistas, entretanto, pedem cautela quando se pensa em recorrer à chamada “arquitetura sustentável”.

Quem pensa em tornar uma obra mais sustentável, entretanto, deve levar em conta vários fatores da construção, e não simplesmente adicionar ingredientes aleatórios no projeto, como quem joga enfeites sobre uma árvore de Natal. O risco é tornar o prédio ou casa ainda mais caro, e não necessariamente mais ‘verde’. 

Professor da Universidade de Brasília, o arquiteto Federico Flósculo acredita que grande parte do discurso ecológico em construções é “cosmético” e que ainda não há produção em escala de materiais sustentáveis que justifiquem seu uso no Brasil. “Não há política que favoreça este tipo de produção”, diz Flósculo.

Já o professor do curso de Arquitetura e Urbanismo da PUC-Rio, Marcelo Bezerra, acredita que é possível, sim, usar produtos sustentáveis sem necessariamente encarecer uma obra. Ele observa que erguer uma construção considerada sustentável pelos padrões internacionais, porém, não garante menor consumo de energia e de outros recursos. “O prédio mais sustentável não vai atingir suas metas se os usuários não colaborarem”, explica.

Segundo Bezerra, antes da obra, é recomendável que se leve em consideração alguns fatores, quando se pensa em sustentabilidade: o local; como vai se usar a água e o esgoto; o tipo e de onde vem o material; e principalmente, em caso de escritórios, a qualidade do ar. 

“É possível, buscando-se a ventilação cruzada, economizar ar condicionado e captar a água da chuva para se economizar água. Quando se pensa em painéis fotovoltaicos (para captar energia solar), é preciso avaliar a necessidade. No momento, para algumas obras, podem ser caros, mas, no futuro, o custo pode cair”, afirma. 

Captação de energia solar e controle de gastos

Na última década houve a proliferação de prédios rotulados como “energeticamente positivos”, ou seja, que produzem mais energia do que gastam. O primeiro edifício comercial a conseguir o feito foi o Elithis Tower, em Dijon, na França (veja info ao lado). Ele usa como estratégias painéis para captar energia solar, o controle absoluto do que cada setor gasta e a conscientização dos funcionários. Os escritórios não têm interruptores nem ar condicionado. Nem por isso são mais quentes, já que a circulação do ar é melhor aproveitada.

Na Alemanha, já existe um bairro inteiro que produz mais energia do que consome. Freiburg, no vilarejo de Sonnenschiff, é capaz de produzir quatro vezes mais do que gasta, graças a painéis fotovoltaicos de captação de luz solar, entre outras estratégias. Os moradores também usam técnicas de captação de água da chuva.

Experiência do Instituto de Arquitetura Avançada da Catalunha, em parceria com profissionais de 20 países, a Fab Lab House, na Espanha, produz três vezes mais energia do que consome. Ela conta com captação de energia eólica e solar.

Na Dinamarca, o projeto mais conhecido é a Active House, que utiliza janelas maiores do que as usadas nas casas comuns e contam com isolamento de calor, além de captação de energia solar e sensores que abrem frestas para regular a temperatura.

Sustentabilidade: As marcas mais bem avaliadas no Brasil

Pela primeira vez, o estudo avaliou o impacto das marcas na qualidade de vida dos consumidores 
Clube Online


O Grupo Havas anuncia os resultados da sua pesquisa global "Meaningful Brands for a Sustainable Future".

Pela primeira vez, o estudo avaliou o impacto das marcas na qualidade de vida dos consumidores.

A pesquisa consultou consumidores de 14 países. Em geral, para os entrevistados, somente 20% das marcas fazem contribuição positiva para a qualidade de vida dos consumidores. Esse percentual sobe para 33% no Brasil.

“Outro dado que difere o consumidor brasileiro dos demais é que 71% das marcas poderiam simplesmente desaparecer amanhã sem fazer qualquer diferença na vida das pessoas, enquanto que no Brasil, especificamente, esse índice é de 47%, demonstrando que para os brasileiros há mais marcas que fazem a diferença”, afirma André Zimmerman, diretor geral da Havas Digital no Brasil.

Os brasileiros entrevistados deram notas para as marcas selecionadas em 26 atributos referentes ao tema sustentabilidade.

As cinco marcas melhor avaliadas pelos brasileiros foram:

Petrobras 

Danone 

Colgate-Palmolive 

Pirelli 

Brasil Foods 


O estudo também avaliou o que os brasileiros pensam sobre o papel das grandes companhias para ajudar a resolver problemas referentes a questões sociais e ambientais. O consumidor no Brasil deixou, em geral, de responsabilizar somente o governo (apenas 10% responderam que tais questões são da alçada do governo, contra 23% que acreditavam nisso em 2009).

A maioria dos entrevistados (93%) afirmou que as grandes companhias devem se envolver ativamente para a resolução dos problemas. Quase a metade (49%) acredita que elas já estão trabalhando arduamente neste sentido.

Apenas um quarto dos entrevistados (26%) acredita que as empresas estão comunicando honestamente suas iniciativas sociais e ambientais e 60% acreditam que as empresas tentam ser responsáveis apenas para melhorar a sua imagem.

“Outro dado interessante é que o brasileiro – mais do que qualquer outro povo - acredita no seu próprio poder para modificar a atitude das empresas, ou seja, fazer com que elas atuem com responsabilidade: 80% dos entrevistados afirmaram acreditar nisso”, comentou Zimmerman.

O estudo também mostra que 62% dos brasileiros entrevistados disseram que estão prontos para pagar 10% a mais por um produto feito de forma social e ambientalmente responsável. Mas se adquirir um produto assim não implicar em custos mais altos, o número de adeptos sobe: 87% dos consumidores brasileiros escolheriam o produto feito nessas condições.

A pesquisa dividiu os brasileiros nos seguintes perfis: 

os "reféns" (9%), são consumidores que acreditam que o governo deve assumir a responsabilidade na resolução de problemas sociais e ambientais; 

os "desengajados" (16%), são ambivalentes, menos preocupados com as questões críticas e também menos críticos em relação às empresas;
 
"devotos" (33%), que acompanham ativamente as questões relacionadas à sustentabilidade, têm altas expectativas, mas são menos críticos; 

"críticos" (25%), têm alta expectativa em relação às empresas e são mais críticos sobre os motivos que levam uma companhia a adotar atitudes social e ambientalmente mais responsáveis; 

"céticos" (18%), não estão propensos a pagar mais por um produto responsável (somente 10% contra a média de 53%), embora a maioria tenha afirmado que escolheria este tipo de produto se ele tivesse o mesmo preço e qualidade do que o item de compra habitual.


Sustentabilidade: As marcas mais bem avaliadas no Brasil


Pela primeira vez, o estudo avaliou o impacto das marcas na qualidade de vida dos consumidores 
Clube Online

O Grupo Havas anuncia os resultados da sua pesquisa global "Meaningful Brands for a Sustainable Future".

Pela primeira vez, o estudo avaliou o impacto das marcas na qualidade de vida dos consumidores.

A pesquisa consultou consumidores de 14 países. Em geral, para os entrevistados, somente 20% das marcas fazem contribuição positiva para a qualidade de vida dos consumidores. Esse percentual sobe para 33% no Brasil.

“Outro dado que difere o consumidor brasileiro dos demais é que 71% das marcas poderiam simplesmente desaparecer amanhã sem fazer qualquer diferença na vida das pessoas, enquanto que no Brasil, especificamente, esse índice é de 47%, demonstrando que para os brasileiros há mais marcas que fazem a diferença”, afirma André Zimmerman, diretor geral da Havas Digital no Brasil.

Os brasileiros entrevistados deram notas para as marcas selecionadas em 26 atributos referentes ao tema sustentabilidade.

As cinco marcas melhor avaliadas pelos brasileiros foram:
  1. Petrobras
  2. Danone
  3. Colgate-Palmolive
  4. Pirelli
  5. Brasil Foods
O estudo também avaliou o que os brasileiros pensam sobre o papel das grandes companhias para ajudar a resolver problemas referentes a questões sociais e ambientais. O consumidor no Brasil deixou, em geral, de responsabilizar somente o governo (apenas 10% responderam que tais questões são da alçada do governo, contra 23% que acreditavam nisso em 2009).

A maioria dos entrevistados (93%) afirmou que as grandes companhias devem se envolver ativamente para a resolução dos problemas. Quase a metade (49%) acredita que elas já estão trabalhando arduamente neste sentido.

Apenas um quarto dos entrevistados (26%) acredita que as empresas estão comunicando honestamente suas iniciativas sociais e ambientais e 60% acreditam que as empresas tentam ser responsáveis apenas para melhorar a sua imagem.

“Outro dado interessante é que o brasileiro – mais do que qualquer outro povo - acredita no seu próprio poder para modificar a atitude das empresas, ou seja, fazer com que elas atuem com responsabilidade: 80% dos entrevistados afirmaram acreditar nisso”, comentou Zimmerman.

O estudo também mostra que 62% dos brasileiros entrevistados disseram que estão prontos para pagar 10% a mais por um produto feito de forma social e ambientalmente responsável. Mas se adquirir um produto assim não implicar em custos mais altos, o número de adeptos sobe: 87% dos consumidores brasileiros escolheriam o produto feito nessas condições.

A pesquisa dividiu os brasileiros nos seguintes perfis: os "reféns" (9%), são consumidores que acreditam que o governo deve assumir a responsabilidade na resolução de problemas sociais e ambientais; os "desengajados" (16%), são ambivalentes, menos preocupados com as questões críticas e também menos críticos em relação às empresas; "devotos" (33%), que acompanham ativamente as questões relacionadas à sustentabilidade, têm altas expectativas, mas são menos críticos; "críticos" (25%), têm alta expectativa em relação às empresas e são mais críticos sobre os motivos que levam uma companhia a adotar atitudes social e ambientalmente mais responsáveis; "céticos" (18%), não estão propensos a pagar mais por um produto responsável (somente 10% contra a média de 53%), embora a maioria tenha afirmado que escolheria este tipo de produto se ele tivesse o mesmo preço e qualidade do que o item de compra habitual.

Fonte: 

Sustentabilidade nas empresas - Não é apenas uma fonte de Marketing

Ser sustentável apenas aparentemente não basta. É preciso usar a sustentabilidade não apenas como uma fonte de marketing, mas de mudanças profundas na sociedade e na realidade do planeta.


Como todos sabem, ou deveriam saber, a Sustentabilidade é o termo usado para o ato em que o ser humano visa suprir as necessidades atuais sem comprometer o futuro das próximas gerações. Em outras palavras, é o ato de usufruir do que temos agora, mas economizando para nossos futuros filhos, netos e bisnetos.

A Sustentabilidade se aplica principalmente ao desenvolvimento econômico e material sem agredir o meio ambiente. De que forma? Usando os recursos naturais de forma o mais inteligente possível para que estes se mantenham no futuro. Além de ser uma forma de garantir em longo prazo um planeta com boas condições de vida, este por sua vez alonga o desenvolvimento humano e também o de outras espécies

Na administração, as práticas de sustentabilidade são muito comuns hoje em dia, com o considerável aumento da parcela da população que se preocupa com o meio ambiente. O aumento dessa preocupação traz à torna um novo grupo de consumidores em potencial, e é este grupo que as empresas visam atingir. Porém, por ser um tema altamente amplo e muito falado, o conceito e a ideia de sustentabilidade vêm atingindo todos os tipos de públicos e mudando conceitos, o que é positivo se pararmos para analisar as estatísticas da quantidade de pessoas que se importavam há 30 anos e as que se importam agora.

O marketing verde tornou possível a expansão de uma nova ideologia voltada para a preservação do planeta e isso, por sua vez tornou-se uma importante arma publicitária.

Geralmente, vemos a todo momento empresas divulgando novas ações, como a adoção de materiais recicláveis em seus produtos, coletas de lixo, plantio de árvores, entre outras. Mesmo sendo aparentemente convincentes, muitas destas empresas além de não possuírem um certificado ISO 14000, investem propagandas em coisas até meio óbvias, já utilizadas, mas com mais ênfase para que o consumidor não note.

Porém, é interessante notar o impacto da sustentabilidade como meio para a criação e desenvolvimento de novos métodos, como a logística reversa.

A logística consiste na ideia de que a vida de um produto não termina com sua entrega ao cliente. Portanto, "a logística reversa é um processo de planejamento, implementação e controle do fluxo dos resíduos de pós-consumo e pós-venda e seu fluxo de informação do ponto de consumo até o ponto de origem, com o objetivo de recuperar valor ou realizar um descarte adequado. Desta forma, contribuindo para a consolidação do conceito de sustentabilidade no ambiente empresarial, apoiada nos conceitos de desenvolvimento ambiental, social e econômico." (Patrícia Guarnieri)

O empenho na aplicação de práticas mais sustentáveis merece reconhecimento, pois ele tem levado a administração e, principalmente, a logística a outro patamar. Mas ainda é preciso muito mais empenho para que a sustentabilidade não se limite apenas à propaganda e a promessas utópicas. Afinal, o objetivo principal precisa ser atingido, desde a educação da sociedade até a eficácia e ética das empresas ao redor do mundo.

RJ - Na onda dos prédios verdes


Entenda o que é um edifício ecologicamente correto e saiba por que o Rio tem investido neles

por Daniela Pessoa 
Edifício Cidade Nova, no Centro do Rio: primeiro prédio do Brasil a ganhar certificação verde


Seguindo padrões de construção sustentável, os edifícios verdes estão conquistando os cariocas. O ator Bruno Gagliasso é um dos que investiu na causa. O novo lar do galã, que está sendo construído em São Conrado com piscina aquecida naturalmente e teto que favorece a iluminação natural, tem o projeto sustentável assinado pelo arquiteto Marcio Kogan. Até agora, no entanto, o grande filão do mercado verde tem sido os empreendimentos comerciais. O primeiro do Brasil a ganhar certificação verde é carioca, o Edifício Cidade Nova (Rua Ulisses Guimarães, 565). Nos próximos dois anos, quase metade dos lançamentos corporativos na cidade (40,8%) será de prédios ecológicos, de acordo com estudo da consultoria imobiliária Cushman & Wakefield. Mais do que uma jogada de marketing das construtoras para valorizar os imóveis, que acabam saindo entre 2% e 7% mais caros na compra ou aluguel, os prédios verdes ajudam, de fato, a preservar o meio ambiente. E os atrativos vão além. 


Apesar de mais caros, os edifícios sustentáveis garantem, a longo prazo, economia de até 30% na conta de luz e 50% na de água. Isso porque, para ser considerado verde, um empreendimento precisa adotar conceitos de sustentabilidade como reaproveitamento de energia e água. "Além de reduzir os custos de operação e manutenção, ter uma sede verde implica em outros benefícios como valorização da imagem corporativa e melhora da produtividade no ambiente de trabalho", afirma Diana Csillag, diretora do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS).


Prédios verdes: proteção do meio ambiente e economia a longo prazo


Portanto, não se trata apenas de instituir coleta seletiva ou oferecer um amplo jardim arborizado. São necessárias estratégias e soluções de engenharia e arquitetura bem planejadas e definidas que reduzam os impactos ambientais gerados pelo edifício durante sua construção e durante todo o período em que estiver ocupado. A questão é complexa. Não à toa, existem selos que certificam as obras verdes, garantindo sua legitimidade. O AQUA (Alta Qualidade Ambiental), que tem como base o sistema francês HQE, é um deles, concedido pela Fundação Vanzolini. 


O mais conhecido, porém, é o LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), doGreen Building Council (GBC), órgão responsável pela concessão do certificado. Criado em 1999 nos Estados Unidos, o selo pode chegar a custar 50 000 reais. Hoje, o Brasil é o quarto país no ranking mundial de empreendimentos buscando o LEED, com 384 registrados, atrás apenas de Estados Unidos, Emirados Árabes e China. No Rio, seis edifícios já têm o certificado e 51 estão em fase de análise. Os grandes eventos esportivos - Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016 - vão impulsionar ainda mais o avanço dos edifícios verdes no Rio. O GBC Brasil já firmou inclusive um protocolo com o Comitê Olímpico Brasileiro para que as obras que servirão aos jogos sejam todas certificadas.


Durante o processo de certificação LEED são avaliados inúmeros fatores com base em sete critérios principais. Adapte-os para o seu lar, tornando-o eco friendly também. 


1 - Escolha do terreno. De acordo com o engenheiro Marcos Casado, gerente-técnico do GBS Brasil, para ser verde um edifício precisa ocupar um espaço sustentável, ou seja, a escolha do terreno deve levar em conta o menor impacto durante a construção, bem como a proximidade à rede de transportes públicos e serviços. Dessa forma, evita-se o uso do carro, altamente poluente, e estimula-se a locomoção a pé e através de ônibus ou metrô, por exemplo. Este critério também diz respeito a recursos que amenizem o efeito da ilha de calor. "A temperatura na cidade, em meio ao concreto e ao asfalto, é em média 8 ºC superior em relação à de áreas arborizadas", explica Casado. Por isso, é importante apostar em telhados verdes, com jardim, uma vez que a vegetação, além de promover a biodiversidade, ajuda a amenizar a temperatura do prédio. Outra opção é o telhado com cobertura clara, que reflete a luz ajudando a bloquear o calor e, consequentemente, reduzindo o uso do ar condicionado.


Colégio Estadual Erich Walter Heine, em Santa Cruz, e seu telhado verde: primeira escola totalmente sustentável da América Latina




2 - Uso racional da água. Para reduzir ao máximo o consumo, devem ser usados aparelhos economizadores como torneira eletrônica, mictório a seco, válvulas de descarga dual flush ou até mesmo vaso sanitário a vácuo. "O sistema dual flush permite usar metade da vazão de água de uma descarga convencional", explica o engenheiro civil Raphael Costa, da SIG Engenharia. Nas áreas verdes do prédio, as plantas devem ser adaptadas às altas temperaturas. Dessa forma, necessitam de pouca rega. E o sistema de irrigação, por sua vez, deve ser automático. Outro recurso importante é o reaproveitamento da água não potável. A da chuva ou a do esgoto tratado, por exemplo, deve ser captada para ser usada vasos sanitários ou na lavagem de pisos, por exemplo. 

3 - Eficiência energética. O aproveitamento da luz e da ventilação naturais para iluminar e deixar os ambientes mais frescos ajuda a reduzir o consumo de energia. Equipamentos de ar condicionado e outros eletro-eletrônicos devem ter o selo Procel, que garante os melhores níveis de eficiência energética. O Rio Office Tower (Avenida Presidente Vargas, 1001), que aguarda o selo LEED Gold, tem ainda sistema de ar condicionado com sensor de CO2. "Os aparelhos só promovem a troca de ar quando o nível de gás carbônico está alto de acordo com o padrão da ANVISA, o que ajuda a poupar energia", explica o engenheiro cível Raphael Costa, da SIG Engenharia, responsável pela obra em questão. Já as lâmpadas dos prédios verdes são frias, pois são as que apresentam melhor compensação energética. As LED, por exemplo, consomem 26 watts cada contra os 32 watts da tradicional. Edifícios ecologicamente corretos investem também em fontes de energia renováveis, como eólica e fotovoltaica. Há ainda a opção de comprá-la do Aterro de Gramacho, que produz energia a partir do lixo, ou de pequenas hidrelétricas, que causam menor impacto ambiental.


Rio Office Tower: ambientes de cores caras, que refletem a luz e dispersam o calor, e lâmpadas T5, frias, que consomem menos energia




4 - Qualidade ambiental interna. Um prédio verde deve oferecer conforto e bem-estar aos ocupantes, o que, no caso dos empreendimentos comerciais, implica em aumento da produtividade dos funcionários. Janelas com paisagem e produtos como tinta, cola e verniz sem cheiro, por exemplo, contribuem para a saúde das pessoas, tanto física quanto mental. Não à toa, um edifício verde prioriza aspectos como a vista, boa iluminação natural e produtos sem teor de compostos orgânicos voláteis, que deixam cheiro forte. O controle de qualidade do ar através de filtros de ar condicionado, por exemplo, também é um ponto importante. 

5 - Materiais e recursos. O selo LEED também avalia a matéria-prima utilizada na construção. A madeira certificada, a de reflorestamento ou a de ciclo vegetativo rápido, como bambu e eucalipto, são bons exemplos de material sustentável, bem como as tintas ecológicas à base d’água, como as epóxi, com baixo teor de química e sem cheiro. O Edifício Cidade Nova, um empreendimento da Bracor e da Ruy Rezende Arquitetura, tem também vidros insulados na fachada, um sistema de duplo envidraçamento que permite aproveitar ao máximo a luz natural com bloqueio do calor. Já o carpete do Rio Office Tower foi confeccionado com 80% de material reciclado, e sua cola especial não agride o meio ambiente. 

Além disso, costumam ser adotados nas obras verdes critérios de seleção de materiais pela distância de fabricação, evitando-se fornecedores de longe, que queimariam combustível por mais tempo nas estradas. A gestão de resíduos da obra também é essencial, ou seja, é preciso cuidar para que o lixo produzido durante a construção do prédio verde não sobrecarregue os aterros sanitários. Uma opção é o encaminhamento de resíduos recicláveis a empresas de reciclagem - 97% do entulho do Rio Office Tower teve esse destino.


Ventura Corporate Towers (prédio com duas torres, ao centro): edifícios verdes também priorizam aspectos como a vista




6 - Inovações e tecnologias. As construtoras e os escritórios de engenharia devem também ser criativos se quiserem conquistar o selo verde com pontos adicionais (não à toa existe o LEED Prata, o Gold e o Premium). No escritório do próprio GBC Brasil, em São Paulo, há, por exemplo, um moderno sistema de descontaminação do ar. Revitalizar parques no entorno do prédio, ao invés de concentrar esforços apenas na própria obra, também é uma atitude sustentável extra bem avaliada no LEED. 

7 - Créditos regionais. Diz respeito a adaptações que estimulem mudanças culturais de comportamento. É o caso, por exemplo, do prédio comercial Ventura Corporate Towers, construído pela incorporadora norte-americana Tishman Speyer e pela Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário. Detentor do selo LEED Gold, o prédio disponibiliza vagas preferenciais para carros a álcool ou gás natural, desestimulando o uso da gasolina. Elas ficam estrategicamente mais próximas aos acessos principais do edifício, ocupado por escritórios do BNDES e da Petrobras. A estratégia é a mesma no Edifício Cidade Nova, que também dispõe de vagas reservadas aos veículos de baixa emissão de poluentes.