Ambev fortalece marcas com plataforma de consumo responsáve

Empresa realiza programas junto a supermercados, bares e ONGs para inibir a venda de bebidas alcoólicas a menores de 18 anos

Por Letícia Alasse, do Mundo do Marketing
leticia@mundodomarketing.com.br
 
A Ambev vive o desafio de conquistar novos consumidores e barrar o consumo de álcool para os menores de 18 anos. 
 
Com o lema de “Consumo responsável”, a empresa busca fortalecer as marcas entre os clientes, apresentando o álcool como um produto de socialização e festa, no entanto, com restrições de idade e moderação. 
 
Em parceria com o Governo, Organizações Não-Governamentais (ONGs) e varejistas, a companhia criou uma grande plataforma de ações de conscientização e em agosto reforçou a iniciativa com outros dois programas.

 
 
Desde 2003, o projeto de Consumo Responsável está presente na empresa e, de lá para cá, foram realizadas ações para fortalecê-lo no Brasil. A Ambev ampliou sua plataforma de atuação e este ano lançou o “Supermercado de Responsa” e o “Bar de Responsa”, além do “Movimento + ID”, que sugere maior idade e mais identidade, lembrando que bebida alcoólica não é para adolescentes e crianças.

“Entendemos que um dos nossos papéis como indústria é fazer parte da sociedade, no entanto, o uso indevido do álcool afeta o nosso trabalho. Por isso, formulamos um plano para atuar em diversas frentes contra o consumo impróprio dos produtos da nossa marca. Em oito anos de ação, por exemplo, já fizemos 80 mil doações de bafômetros para os órgãos públicos”, declara Diana Nascimento, Gerente de Relações Socioambientais da Ambev, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Engajamento Social
No dia 23 de setembro, a Ambev promoveu o Dia de Responsa (Be[er] Responsable Day), uma data escolhida anualmente para simbolizar o projeto no Brasil e no mundo. A iniciativa envolve todos os funcionários e parceiros da empresa, desde o presidente aos operários das fábricas, passando pelos diretores, que saem às ruas visitando os clientes de loja em loja. Um vídeo com as ações realizadas é apresentado para todos os colaboradores no refeitório das cervejarias da marca, mostrando a relevância das práticas de consumo responsável.

O projeto conta ainda com a parceria de 11 ONGs que fazem parte do Jovens de Responsa, um dos programas da Ambev que pretende coibir o consumo inadequado de álcool por jovens em comunidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. Os parceiros vão às ruas para conversar com os donos de bares e tentar sensibilizá-los pela necessidade de pedir a carteira de identidades a todos os compradores de bebidas alcoólicas.

A campanha começou em 2010, com apenas quatro ONGs. Agora, o objetivo é trazer mais parceiros e incentivar as pessoas a expandirem a ideia pela sociedade. Em parceria com a ONG UNAS é realizada a Balada Black, uma festa mensal sem álcool na comunidade de Heliopólis, em São Paulo. O evento recebe em média um público de mil pessoas por noite.

“Percebemos nas comunidades de baixa renda que o jovem, por não ter opção de lazer, acaba se envolvendo com o álcool e, às vezes, até com drogas. Quando você monta, no entanto, uma opção de lazer e mostra para ele que é possível se divertir fazendo a coisa certa, o hábito e a compreensão deles mudam. Esta transformação tem impacto na vida dos jovens e no futuro deles”, explica Diana. Para atingir os principais envolvidos na venda direta do álcool, a empresa, em agosto deste ano, lançou duas novas frentes de mobilização.

 
 
Supermercado de Responsa
O Grupo Pão de Açúcar também entrou na campanha a favor do consumo responsável, realizando uma das maiores parcerias de ambas as marcas. Juntas, as companhias produziram comunicados de conscientização aos consumidores e uma tecnologia que busca barrar a venda de bebidas alcoólicas para menores. Ao passar no caixa qualquer produto que contenha álcool, a leitora interrompe a compra e mostra uma mensagem ao operador, pedindo os dados de nascimento do consumidor.

Para liberar o sistema, o cliente deve apresentar a identidade e o funcionário digitará a data na máquina aceitando a compra. A ação contou com o treinamento de mais de 15 mil colaboradores da rede. Atualmente, todos os pontos de venda do Grupo em São Paulo e no Paraná estão equipados com o sistema. A expectativa é que, até o fim deste mês, o filtro esteja em todas as lojas da rede.

O sistema, no entanto, não é de exclusividade do Grupo Pão de Açúcar. A companhia o disponibilizou por meio da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) para que qualquer outro varejista possa utilizar. A partir de uma passo a passo, as redes de varejo espalhadas pelo Brasil também podem participar da iniciativa. A Ambev está presente em todas as lojas do Grupo com cartazes e comunicados de gôndolas avisando sobre o novo sistema.

“Este projeto revela que o varejo está assumindo um papel importante de cumprimento à lei, com a tecnologia nos ajudando a realizar este procedimento. São encontros de valores dos colaboradores e dos clientes que fazem com que a ação tenha 100% de aceitação nos pontos de venda”, comenta Paulo Pompilho, Diretor de Relações Institucionais do Grupo Pão de Açúcar, em entrevista ao portal.

Bar de Responsa

 
 
Semelhante à ação nos supermercados, também são realizadas iniciativas de engajamento e educação nos bares. Com o mesmo objetivo de incentivar a identificação do consumidor antes da compra, a empresa criou um treinamento online que instrui mais de 150 mil garçons e gerentes de bares. Para cativar os donos dos estabelecimentos de rua, a empresa institui o Bar de Responsa, que é uma insígnia recebida pelos locais que corroboram com a lei e são reconhecidos pela comunidade.

As ONGs parceiras do projeto mapeiam os bares da comunidade e, por meio de uma votação, designam aqueles que estão de acordo com as normas. O Bar de Responsa ganha uma reforma, pintura e mobiliários novos. Em Heliopólis, o Bar do Seu Geraldo já foi reformado após a votação de uma enquete no site da ONG Aprendiz. Já no Rio de Janeiro, a Bola Para Frente começou a fazer uma sensibilização com os comerciantes locais e um comitê selecionará aquele que mais se encaixa no perfil da ação.

Para 2012, está prevista a reforma de 30 bares nas sociedades onde atua o programa. “A comunidade vai escolher qual é o bar que tem uma conduta responsável, que pede identidade e não vende álcool para os clientes que já passaram do limite. É uma forma de estimular este tipo de conduta e fazer com que os outros também sigam o mesmo exemplo”, expõe Diana.

Projetos das marcas
Quando surgiu o programa, a Ambev foi uma das empresas do Brasil a ser convidada pela Organização Mundial da Saúde para participar de uma reunião e discutir com todos os países o que poderia ser feito para solucionar o problema do consumo indevido do álcool pelos jovens. De lá para cá, nos últimos oito anos, a empresa desenvolveu campanhas por meio de suas marcas, como a que exaltava a pessoa que ficava sem beber para levar os amigos em casa, da Skol, estrelada pelo jogador Ronaldo. A iniciativa ficou conhecida como o motorista da rodada.

Entre as outras marcas da companhia, a Antarctica se destacou com a comunicação em que a atriz Juliana Paes incentivava o consumo sem exagero “numa boa”. Mas a principal ação da empresa está relacionada à Brahma, com o jogador Cafu como garoto propaganda e o mote “A Regra é clara. Menor de idade não pode beber”.

Todo o movimento é acompanhado pelos mais de 100 mil funcionários da AB Inbev no mundo, sendo cerca de 30 mil no Brasil, Venezuela, Equador, Peru, Guatemala e República Dominicana sob a administração da Ambev. Cada um deles também é convidado a se tornar porta-voz de defesa das práticas de consumo responsável.



Consolidação do Movimento
Para envolver toda a sociedade no programa de conscientização, a empresa lançou em agosto uma campanha nos canais de TV aberta que apresenta o tema responsabilidade de uma maneira descontraída, trazendo pela primeira vez o tópico de venda e consumo controlados em um comercial de cerveja.

“O projeto mostra que cerveja é para todo mundo, pois nosso produto foi criado para momentos de celebração e socialização com os amigos e queremos que seja consumido da forma que foi idealizado, por isso agimos para restringir o consumo entre os menores de idade”, esclarece Diana.

Para 2012, a Ambev pretende consolidar os programas lançados este ano e trazer mais redes para participar do Supermercado de Responsa, além de entregar as reformas dos bares. O principal objetivo da companhia é aumentar o engajamento do trade e a comunicação nos pontos de venda com peças que sensibilizem os consumidores a apoiarem a ideia.
 

Empresas aéreas inauguram as primeiras rotas com “voos verdes”

Fonte: Brasil Econômico

A notícia de que a American Society for Testing and Materials (ASTM), organização que desenvolve normas técnicas para indústrias, aprovou o uso de combustíveis renováveis na aviação comercial e militar, deu a largada para que as companhias aéreas anunciassem seus primeiros voos regulares verdes.


A ASTM divulgou a medida em julho. De lá para cá, Lufthansa, KLM, Thomson, Finnair, Aeromexico e Iberia informaram que estão utilizando até 50% de biocombustível feito a partir de matérias-primas oleaginosas, como pinhão manso, microalgas e camelina (prima da canola), em seus tanques.

A experiência, por enquanto, se aplica a apenas algumas rotas. Mas a Airbus e a Boeing, que juntas fabricam cerca de 80% dos aviões de passageiros do mundo, planejam a criação de cadeias de produção de biocombustíveis para abastecer os aviões pensando em grande escala.

Em comunicado, a Airbus estima que o combustível de aviação a partir de fontes renováveis pode ser responsável por 30% do consumo das companhias aéreas em 2030.

A General Eletric, fabricante mundial do maior motor a jato, diz que essa nova fonte de abastecimento não tem qualquer impacto no funcionamento normal dos aviões.

No Brasil, a companhia aérea Azul e a Embraer vão realizar em meados de 2012 o primeiro voo experimental (sem passageiros) com o uso de bioquerosene inédito, obtido a partir da cana-de-açúcar. O combustível está em fase de desenvolvimento pela Amyris.

A GE também participa do projeto. Segundo o comandante Miguel Dau, vice-presidente da Azul, que deverá pilotar o avião, a ideia é estabelecer uma rota regular a partir de Campinas já em 2013.

Dau acredita que os novos biocombustíveis serão uma fonte significativa de redução de gases de efeito estufa na atmosfera por parte da aviação. Mas as pesquisas visam também reduzir custos. "A diversificação energética deve diminuir a insegurança em relação à flutuação da cotação internacional de petróleo, considerando que atualmente 35 a 40% dos custos da aviação estão associados a combustível", afirma.

Custo alto
Segundo o diretor de Estratégias e Tecnologias para o Meio Ambiente da Embraer, Guilherme de Almeida Freire, por enquanto, os biocombustíveis custam de duas a três vezes mais do que o querosone tradicional de aviação, mas os projetos avançam.

A fabricante e a GE realizaram uma série de voos de teste no mês passado com um jato Embraer 170 utilizando o combustível Hefa (Ésteres e Ácidos Graxos Hidro-processados), derivado da camelina, na proporção aprovada pela ASTM.

Com os testes, a empresa ganha conhecimento também para os ensaios envolvendo outros combustíveis, como o da Amyris, ainda em estudo pela ASTM.

O processo usa reações catalíticas e fermentação bioquímica feita por organismos geneticamente modificados para produzir as moléculas de hidrocarbonetos para o biocombustível de aviação.

"A Embraer considera que esses testes, mais do que vantagens competitivas da empresa, vão levar ao futuro do transporte aéreo", diz Freire.

Ele acrescenta que as emissões de carbono chegarão a 1,2 bilhão ou 1,4 bilhão de toneladas em 2030, dependendo do cenário de crise ou crescimento. A meta global do setor é reduzir em 50% as emissões até 2050, comparado com 2005.

Freire diz ainda que uma condição básica na pesquisa é que os novos biocombustíveis não exijam mudanças nos aviões ou nos motores, para não gerar impactos na segurança e no custo.

Além disso, a opção é utilizar matérias-primas que possam ser misturadas àquelas já utilizadas e que não precisam de infraestrutura diferenciada.

Caixote do lixo que incentiva crianças a reciclarem

Não é tarefa fácil ensinar os pequenos a serem responsáveis e conservarem o ambiente.

O fato de as crianças de hoje serem os líderes de amanhã, inspirou o designer sul coreano YunJin Chang, a criar uma máquina de reciclagem especificamente para o público infantil. 
Imagem Ciclo Vivo








A intenção é ensinar as crianças a reciclarem, e que esse ideal continue em todas as etapas de seu desenvolvimento. Assim é possível que as crianças construam uma consciência evolutiva da qual pode ser compartilhada com as comunidades agora, no futuro e até mesmo ser transmitido à geração seguinte.

Desenvolvido especialmente para crianças, a criação denominada RCV (Recycle Vending Machine) é um caixote do lixo que leva o hábito da reciclagem às crianças.

O caixote do lixo “liberta” doces vitaminados depois que o lixo é inserido, mas apenas se for um item reciclável, ou seja, não sairá doces se for inserida uma moeda ou um item impróprio.

Desta forma, as crianças serão automaticamente atraídas para o hábito da reciclagem, além de aprenderem a reconhecer o que é ou não reciclável.

Máquinas automáticas de reciclagem já têm sido introduzidas na América do Norte onde as pessoas recebem recompensas pelo ato de reciclar.








Imagens: Ciclo Vivo

Fonte: Ciclo Vivo

Eficiência Energética: Prédios com consumo racional

O uso da etiqueta que indica o nível de eficiência no uso da energia elétrica das edificações começa a ganhar terreno no país. Segundo a Eletrobras/Procel, 80 etiquetas já foram emitidas, sendo 54 em residências e 26 no segmento comercial.
   Divulgação/SindicoTV.Net                                  
 
De acordo com dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), estabelecimentos comerciais e residências representam 43% do consumo de energia elétrica no Brasil. A etiqueta é fruto da parceria entre o Procel Edifica, subprograma da Eletrobras/Procel, e o Instituto de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

A bem-sucedida experiência de classificação e etiquetagem de eletrodomésticos, divididos em cinco faixas de consumo, serviu de modelo para a etiqueta das edificações, que começou a ser emitida em 2009 para edifícios públicos e comerciais e em 2010 para residências.

Uma construção certificada na faixa A, a mais eficiente, chega a proporcionar ao usuário uma economia de 30% a 50% na conta de luz. “Basta que o arquiteto e o engenheiro façam um projeto eficiente. Se isso não ocorrer, o custo acaba transferido para o usuário”, alerta Fernando Perrone, gerente do Departamento de Projetos de Eficiência Energética (DTP) da Eletrobras/Procel.

Bem de maior durabilidade que pode ser adquirido por uma pessoa física, a residência tem seus custos de manutenção cada vez mais levados em conta na hora da compra. Experiências do mercado imobiliário demonstram que o consumidor está, sim, disposto a desembolsar mais agora para economizar no futuro.

“Pesquisas no Guarulhos Flex apontaram que 62% dos clientes que conheciam a etiqueta Procel Edifica estavam dispostos a pagar mais pelo apartamento, ou seja, a perspectiva de aceitação é promissora”, avalia Mauricio Bernardes, gerente de Desenvolvimento Tecnológico da construtora Tecnisa.

Com imóveis avaliados em mais de R$100 mil, o Guarulhos Flex foi o primeiro empreendimento do Estado de São Paulo a receber a etiqueta Procel Edifica. O condomínio ficou classificado na faixa B de consumo, o que representa um aumento de 1% a 1,5% nos preços dos apartamentos.

A tendência, de acordo com o gerente da Tecnisa, é que os consumidores exijam cada vez mais imóveis sustentáveis, pois eles estão entendendo claramente – e valorizando – os benefícios de construções com alto padrão em termos de sustentabilidade. Assim, de acordo com Bernardes, “a aderência da sociedade e a credibilidade da etiqueta Procel para eletroeletrônicos foi vista pela Tecnisa como uma oportunidade de adotar o mesmo conceito para edificações”.

Ventilação, iluminação e água

A boa utilização da ventilação e iluminação naturais, a eficiência dos sistemas de aquecimento de água e o desempenho térmico de revestimentos em coberturas e fachadas são alguns dos requisitos técnicos considerados no processo de etiquetagem, segundo os padrões estabelecidos em conjunto pela Secretaria Técnica de Edificações,coordenada pelo Procel Edifica, e o Laboratório de Eficiência Energética em Edificações da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

A ideia é integrar os conceitos de conforto ambiental da arquitetura aos de construção sustentável da engenharia civil. Para que essa integração seja possível, porém, é essencial que os profissionais que planejam as edificações tenham consciência de que ela não só é possível como desejável. “Atuamos diretamente no processo de formação e capacitação de mão de obra qualificada”, informa Perrone.

Nessa frente educacional, a Eletrobras/Procel trabalha em parceria com 14 universidades federais, espalhadas por todas as regiões brasileiras, e uma privada, a PUC do Paraná. O trabalho do Procel Edifica começa a ser valorizado pela sociedade.

Por atuar não só na elaboração de processos de certificação de eficiência energética para edificações, como também na pesquisa acadêmica, capacitação de profissionais, conscientização da população e disseminação de boas práticas no mercado, o programa foi indicado ao prêmio Green Building Brasil na categoria “Políticas Públicas Sustentáveis”.

:: Clipping/Ambiente Energia www.portallumiere.com.br

Descarte do lixo doméstico

Conheça algumas alternativas sustentáveis para manter a tua casa em ordem com o planeta

Postado por: Guilherme Mendes Ayala


Sacos e Ecogabs produzidas à base de fontes naturais renováveis e de material reciclado, já estão disponíveis no mercado a preços populares e são alternativas ao uso indiscriminado das sacolas plásticas de supermercados, para descarte do lixo caseiro. Reciclagem de plástico, inclusive, das sacolas gera renda a cooperativas de catadores e dá destinação útil e sustentável a esse material.

O descarte do lixo doméstico nunca foi problema para as milhares de pessoas (90%) acostumadas a utilizar as sacolinhas plásticas de supermercado para executá-lo. Com a proibição da distribuição gratuita das sacolas plásticas pelos estabelecimentos comerciais até o final deste ano, o consumidor tem buscado alternativas para transportar as compras e embalar o lixo doméstico, já que a reutilização das sacolas plásticas para tais fins logo, logo não será mais possível.

O fato trouxe à tona assuntos importantes a serem discutidos, tais como: reciclagem do lixo (a separação dos materiais – vidro – papel – metal – garrafas pet – plástico e outros – que podem ser reciclados), problema do uso do plástico (que demora cerca de 400 anos para se decompor na natureza), economia doméstica (pois a dona de casa passará a ter de comprar embalagens específicas para descartar o lixo) e sustentabilidade (adotar ações que contribuam coma preservação do meio ambiente e consequentemente, do planeta).

Na busca de soluções e/ou alternativas o consumidor começa a se deparar com produtos sustentáveis, disponíveis no mercado, mais adequados ao descarte de lixo, produzidos a base de matéria-prima renovável ou reciclada, e com preços acessíveis. É o começo de uma mudança na cultura e nos hábitos de muitas pessoas, que contribuirá, e muito, para a saúde do planeta Terra.

Via: www.alphafm.com.br

Dia do Consumidor contará com campanhas de consumo sustentável

Por Redação EcoD

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Ações acontecem durante todo o mês de outubro/Foto: Divulgação

No próximo sábado, 15 de outubro, quando é comemorado o Dia do Consumidor, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) inaugura uma série de campanhas intituladas “Mês do Consumo Sustentável”.
Serão promovidas diversas ações de mobilização e conscientização de consumidores de diversos setores da sociedade.

Durante o período serão lançadas três ações que visam, dentre outros objetivos, levar a uma reflexão sobre a necessidade de adquirir mais itens e sobre como os produtos estão sendo descartados. Para isso, entre 12 e 26 outubro, estações de metrô de Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte receberão postos de coleta de eletroeletrônicos, estimulando a entrega de fitas VHS, telefones celulares, computadores ou televisores antigos e sem servertia, dentre outros produtos da categoria.

Para esta ação, o MMA conta com o apoio da Phillips e da rede de varejo Carrefour, além da parceria com duas empresas do ramo de coleta, triagem e reciclagem, a Oxil e a Descarte Certo.

De acordo com a gerente de produção e consumo sustentável do MMA, Fernanda Daltro, esta é uma maneira de educar a população para o processo de logística reversa, previsto na Política Nacional de Resíduos Sólidos.

"Esperamos sensibilizar o consumidor a não realizar o descarte de eletroeletrônicos no lixo comum, pois tal prática tem alto impacto ambiental, uma vez que os produtos possuem componentes químicos e tóxicos. Além disso, o descarte inadequado gera desperdício de materiais que podem ser reaproveitados, como plástico, vidro e metais", informa Fernanda.

Cartilhas

Também está previsto o lançamento periódico de cartilhas batizadas como “Cadernos de Consumo Sustentável”. Os exemplares explicativos trazem informações e curiosidades sobre o consumo sustentável de maneira lúdica e informam o leitor sobre as vantagens do modelo para o meio ambiente e, por consequência, para a sociedade.

A primeira edição tratá o tema “Consumo sustentável e reciclagem” e foi produzida em parceria com o Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre). Já os outros volumes prometem relacionar o assunto à água e ao público infantil. "Vamos mostrar como a sociedade pode ter uma postura responsável relacionada a estas temáticas", completa Fernanda Daltro.

Menos sacolas

Na segunda fase da campanha, programada para 20 de outubro, será realizada uma ação educativa focada na redução do uso de sacolas plásticas em supermercados, padarias e no comércio em geral. Com o título "Vamos tirar o planeta do sufoco", a campanha busca incentivar o uso de ecobags, embalagens de papelão, carrinhos de feira ou de mão, dentre outras alternativas ao sacos feito de plástico.

De acordo com o site do MMA, a campanha busca atingir o nível nacional, porém, a Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do MMA pretende incentivar a adoção do o projeto em cada estado do país.

Para maiores esclarecimentos, o MMA lançará um hotsite sobre a temática, com informações sobre as campanhas pelo órgão e instituições parceiras, além de trazer posts e dicas de consumo sustentável.

Confira as estações de metrô que vão receber o lixo eletrônico:
Brasília- Estação Galeria
Rio de Janeiro- Estação Carioca
Belo Horizonte- Estação Eldorado
São Paulo- Estação Tucuruvi

Fonte: www.ecodesenvolvimento.org.br

Um guia sobre as controvérsias em torno do aquecimento global


Contradição evidente: Artista Bansky pixou "Eu não acredito em aquecimento global"
em um muro submerso na cidade de Londres, durante as negociações da ONU em 2009 
para um novo acordo de redução de gases de efeito estufa. Foto: paul nine-o 
(http://www.flickr.com/people/paulo2070/)

Há mitos e controvérsias divulgados sobre o aquecimento global, suas causas e efeitos, e até sobre a ocorrência ou não do aumento de temperaturas médias do planeta. Para esclarecer algumas dessas dúvidas, ((o)) eco conversou com três cientistas da área de climatologia:

Thomas Mote, professor do Departamento de Geografia
da Universidade de Georgia (EUA) e pesquisador 
na área de hidroclimatologia e mudanças climáticas.
Francisco Aquino, professor do Departamento de Geografia 
e pesquisador do Centro Polar e Climático da Universidade 
Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), atuando na 
área de estudos climáticos relacionados à Antártica e 
à América do Sul.
Denilson Viana, geógrafo e pesquisador na área de 
eventos extremos associados a complexos convectivos 
de mesoescala, atualmente ligado ao INPE – 
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais como 
doutorando em Meteorologia.

Veja o que eles falam sobre o assunto.

Se você tem dúvidas ou informações sobre as mudanças climáticas que gostaria de discutir, deixe seu comentário em nossa ferramenta de debates no fim do texto. Suas questões podem nos ajudar a melhorar este guia.

Se o vapor d'água é o principal gás de efeito estufa, por que as emissões antropogênicas de CO2 (dióxido de carbono) e CH4 (metano) são consideradas responsáveis pelo aquecimento global?

A quantidade de vapor d’água na atmosfera está fortemente relacionada com a quantidade dos outros gases-estufa na atmosfera. Isso quer dizer que, conforme o professor Thomas Mote explica, “é verdade que o vapor d'água causa grande parte do efeito estufa e não conseguimos controlar a emissão desse vapor diretamente. Mas as emissões antropogênicas não só aumentam por si mesmas a temperatura média como criam um feedback positivo, isto é, contribuem para aumentar também a quantidade de vapor d’água na atmosfera, por provocar mais evaporação da água”.

No caso do CO2, especificamente, o climatologista Francisco Aquino afirma que esse gás-estufa tem o agravante de permanecer por décadas na atmosfera - o que não ocorre com o vapor d´água. Assim, o CO2 tem um efeito duradouro e, portanto, cumulativo sobre as temperaturas do planeta.

O aumento de evaporação d´água causada pelas emissões antropogênicas explica porque, mesmo sendo estas um fator secundário na formação do efeito estufa, ainda são responsáveis pela maior parte do aquecimento global verificado no último século.

Os céticos acusam o IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças do Clima) de fornecer dados não confiáveis, pois o IPCC esconderia seus interesses políticos e econômicos, como o de frear o desenvolvimento dos países mais pobres. Há fundamento nesse argumento?

Francisco Aquino afirma que essa acusação é equivocada. “Todos os dados do IPCC foram e são gerados por inúmeras fontes oficias e por centros de pesquisa renomados. Além de verificados e submetidos ao parecer de especialistas independentes. Na verdade, o que existe é, isto sim, uma articulação política e econômica que busca criar falsas interpretações para que não adotemos políticas econômicas e ambientais mais eficientes”.

Para Denilson Viana ainda há uma série de limitações a respeito do conhecimento do comportamento da atmosfera e dos oceanos, por isso os dados do IPCC devem ser olhados com cuidado.

Sobre a questão dos países em desenvolvimento, Aquino complementa que esses não são os responsáveis pela atual aumento de temperatura, “mas sim os países que se industrializaram primeiro, há décadas, como por exemplo, EUA e Inglaterra”. Ao longo desse tempo, esses países se tornaram os principais responsáveis pelo acúmulo do CO2 e outros gases do efeito estufa na atmosfera.

Será que o aquecimento global é mesmo promovido pelos seres humanos? Ele não pode ser resultado de causas naturais, como a atividade solar?

Cerca de 97% dos cientistas afirmam que o aquecimento global é causado por atividades humanas. Aliás, variantes dessa hipótese já foram levantadas por pensadores pioneiros nos anos de 1890, como o químico sueco Svante Arrhenius. Eles já imaginavam que o uso de combustíveis fósseis pudesse esquentar o planeta. No entanto, à época, os dados que apresentaram foram desmentidos por outros cientistas.

Foi a partir de 1958 que se iniciaram as medições precisas da quantidade de dióxido de carbono na atmosfera. O acompanhamento desses dados indicou que o aumento da quantidade de gases de efeito estufa, emitidos pelas atividades humanas, pode tornar o clima mais quente.

O climatologista Francisco Aquino explica que “o atual aquecimento é muito diferente dos períodos quentes da história climática recente da Terra (últimos 1000 anos) e é explicado adequadamente quando incluímos a influência das atividades humanas, como o desmatamento e a queima de combustível fóssil”. Ele ainda acrescenta que, se considerarmos as causas naturais que modificam o clima, a tendência da temperatura média da Terra deveria ser de queda. Principalmente, ao analisar o comportamento da atividade solar e parâmetros como inclinação, orientação do eixo e forma da órbita da Terra.

Ainda sobre a questão da atividade solar, o professor Thomas Mote cita que as recentes mudanças na atividade solar não explicam o aquecimento climático. “O Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima traz dados mostrando que a atividade solar tem uma influência de apenas 20% sobre o aquecimento global nos últimos 250 anos”, diz.

Denilson Viana faz uma ponderação: “não é possível atribuir uma única causa às alterações do clima que o planeta vem experimentando nas últimas décadas. Isso porque o micro influencia o macro. Logo, pequenas perturbações nas camadas próximas à superfície podem alterar a circulação atmosférica em grande escala”. Para o pesquisador, o homem tem sua parcela de responsabilidade pelas alterações observadas, no entanto, não há como separar os efeitos antrópicos das causas naturais.


Se a temperatura média do planeta está aumentando, como explicar grandes tempestades de neve, granizo e recordes de temperaturas baixas?

“É fato que a temperatura média está aumentando, mas continuaremos a ter temperaturas abaixo do normal. É a diferença entre o conceito de tempo e o de clima. Nós teremos sempre períodos mais quentes e mais frios do que a média, ou de chuva e estiagem, por causa da variabilidade na circulação da atmosfera”, explica o professor Thomas Mote.

Quanto aos episódios de neve, granizo e baixas extremas de temperatura, Denilson Viana acrescenta que eles também fazem parte da variabilidade natural do planeta e continuarão ocorrendo. “De maneira geral, através da mídia, tomamos conhecimento sobre fenômenos considerados extremos, mas que são recorrentes dentro do sistema climático”, explica. Além disso, o que agrava a percepção desses eventos, para ele, é o fato de a memória climática do Brasil ser relativamente curta, já que passamos a ter observações meteorológicas sistematizadas a partir de 1900, o que, em se tratando de clima, é um período insuficiente.

Tempestades, tornados e furacões estão se tornando mais frequentes por conta do aquecimento global?

Viana explica que é preciso definir, em primeiro lugar, o que é um evento extremo, já que grande parte destes acontecimentos faz parte da variabilidade natural do sistema climático. “De maneira geral, as pessoas tendem a considerar o clima como algo estanque e ‘bem comportado’, sendo qualquer variabilidade taxada como extremo. Convém lembrar que raramente é observado um valor de temperatura ou de precipitação que coincide exatamente com a climatologia. Em geral, os valores situam-se acima ou abaixo da média, e existe um range, um escopo de variação, intrínseco à variabilidade natural”, esclarece.

Embora haja pesquisas que apontam um aumento na frequência e intensidade de eventos extremos, Viana lembra que a população exposta a estes eventos também aumentou brutalmente desde a década de 1950. “Para se ter uma idéia, a população mundial em 1950 era de 2,5 bilhões de pessoas enquanto em 2010 atingiu 7 bilhões, ou seja, a população quase triplicou em apenas 60 anos”.

Ele destaca também o aumento do acesso à informação. Parte dele é devido à multiplicação de meios para registrar tais eventos, como câmeras digitais e celulares, combinada a facilidade de divulgá-los, por exemplo, através da internet. “Desse modo, pode ser que a quantidade de eventos não tenha aumentado, apenas a nossa capacidade de registrá-los e divulgá-los”, conclui.

Para Thomas Mote, existem algumas evidências de que eventos como os furacões podem ser menos freqüentes, mas mais intensos, com o aquecimento global. Além disso, ele ressalta que “tornados e tempestades severas precisam de calor e umidade, próximo ao solo, e ventos fortes em altitude. O quadro de mudanças climáticas deve trazer maior calor e umidade, no entanto reduzir os ventos em altitude nos subtrópicos. Ou seja, ainda não se sabe exatamente o que vai mudar, é um assunto importante para pesquisas”.

Os modelos climáticos que preveem as mudanças são apenas modelos e, por isso, não podem prever a realidade.

O professor Thomas Mote fala que nenhum modelo é perfeito, mas eles têm melhorado nos últimos 20 anos. Além disso, afirma que ao se comparar múltiplos modelos e seus resultados e observações, pode-se concluir que, em geral, eles estão corretos em suas previsões.

“Modelos são modelos. Os atuais capturam bem o clima da Terra nas últimas décadas. É exatamente por simularem bem os climas do passado e do presente que são utilizados para análises futuras. É mais factível usar modelos para simular o clima nos próximos 50 anos do que prever o tempo meteorológico por mais de 50 dias!”, diz o climatologista Francisco Aquino. As condições de curto prazo são mais difíceis de prever do que as tendências de longo prazo.

O chamado Período Medieval Quente (Medieval Warm Period), entre os séculos 9 e 13, também teve temperaturas acima da média. E não foi um aquecimento causado por atividades humanas. Por que agora seria diferente?

O climatologista Francisco Aquino ressalta que, se olharmos os últimos 2000 anos, o Período Medieval Quente, não foi tão quente quanto as últimas décadas. Além disso, afirma que esses anos assim como a Pequena Idade do Gelo (Little Ice Age) são explicados por variações naturais, como aporte de radiação solar e vulcanismo, com padrões diferentes dos atuais.

Thomas Mote reforça que o período Medieval não foi tão quente como hoje. “Vários estudos paleoclimáticos têm mostrado que o século 20 é o mais quente dos últimos 1.000 anos e que o aquecimento foi mais dramático a partir de 1920”, arremata.

Para o Brasil, quais serão as principais consequências do aquecimento global?

Caso se confirme que o número de eventos climáticos extremos está associado ao aquecimento do planeta, campo e cidade sofrerão, diz Viana. A agricultura brasileira, uma atividade central do país, enfrentará dificuldades maiores para manter sua produtividade. Por outro lado, o crescimento da população urbana fará com que cresça o número de vítimas a cada ação de evento extremo.

O climatologista Francisco Aquino ressalta que o Brasil já vem sofrendo algumas consequências perceptíveis, como o aumento da temperatura média nacional (+0,7°C), a diminuição do número de dias de geada, aumento da frequência de madrugadas mais quentes e de chuvas intensas em curto espaço de tempo. “Espera-se que todos esses eventos sejam intensificados com o aquecimento global, inclusive a incidência de ondas de calor”, declara Aquino.

Para completar o quadro de previsões, Thomas Mote lembra que as regiões costeiras do país sofrerão os efeitos adversos da elevação do nível do mar, além da questão da disponibilidade de água, que será afetada, podendo tornar os incêndios florestais mais frequentes. “Ecossistemas frágeis, como o Pantanal, são particularmente vulneráveis aos efeitos adversos da mudança do clima. Além disso, a queda na produtividade agrícola e a transmissão de doenças de clima quente também podem ser potencializadas”, finaliza.

Fonte: www.oeco.com.br