Cinzas de vulcão serão transformadas em tijolos na Patagônia argentina

Marcia Carmo
De Buenos Aires para a BBC Brasil




As cinzas do vulcão chileno Puyehue poderão ser transformadas em tijolos na cidade turística de Villa La Angostura, na Patagônia argentina, disse à BBC Brasil o secretário de Obras Públicas e Serviços Públicos da localidade, Gabriel Fachado.

“Temos material de sobra para fazer tijolos, tubulações, poços de água e asfalto. Acrescentamos às cinzas um pouco de cimento e o resultado é um bloco perfeito para a construção”, afirmou o arquiteto.

Segundo ele, os tijolos serão usados inicialmente para a construção de casas populares, mas também serão úteis para outros modelos de casas e de hotéis.
“Vila La Angostura está construída sobre solo vulcânico, mas jamais tivemos tamanha quantidade deste material e por todos os lados da nossa cidade”, disse.

Para ele, é preciso “aproveitar” o material expelido pelo vulcão que está a quarenta quilômetros da cidade e é frequentada principalmente por turistas de classes altas no verão e no inverno.

De acordo com estimativas da Defesa Civil local, Villa La Angostura acumula cerca de cinco milhões de metros cúbicos de cinzas, o suficiente, disseram, para encher as caçambas de "um milhão de caminhões".
Nesta quinta-feira, as cinzas voltaram a cair na cidade onde tetos, piscinas, lagos, ruas e bosques estão cobertos com os resíduos vulcânicos.
“No início foi uma areia e depois cinza. Nos lagos também flutuam grandes pedras vulcânicas, espécie de blocos inteiros”, afirmaram na Defesa Civil.

Tijolo feito com cinzas do vulcão Puyehue (Foto: Página/12)
Cinzas são misturadas com cimento para 
fazer material resistente (Foto: Página/12)

Utilidade
O governo local, com apoio do governo da província de Neuquén e da Argentina, contou Fachado, entenderam que este material “deve ser transformado em algo útil para a comunidade”.

Ele afirmou que a ideia é exportar o tijolo de cinzas para outras localidades de Neuquén e depois, “quem sabe”, para outras províncias argentinas.
Fachado disse que trinta e duas famílias já se inscreveram para formar uma cooperativa especializada na fabricação deste material de construção.
“Com estas cinzas, vamos gerar mão de obra para os que estão desempregados”, disse.

O diretor de Meio Ambiente de Villa La Angostura, Daniel Meier, disse que outra proposta que está sendo discutida no local é usar a areia para fazer “praias” em torno dos principais lagos da cidade.
“Não seremos o Rio de Janeiro, mas vamos acrescentar mais uma atração ao nosso turismo, que é realmente a nossa principal fonte de renda”, disse à BBC Brasil.

Tijolo feito com cinzas do vulcão Puyehue (Foto: Página/12)

Autoridades queriam usar cinzas de forma 'útil' 
para comunidades afetadas 
(Foto: Jornal Página/12)

Ele disse que várias toneladas das cinzas já foram levadas para diferentes galpões na cidade, mas que ainda há “outras milhares de toneladas” acumuladas nas ruas e nos quintais dos moradores.
“Estamos realizando análises permanentes e comprovamos que as cinzas não são tóxicas. Mas temos que usar óculos e máscaras porque é como se estivéssemos respirando pó ou areia da praia o tempo inteiro”, disse.

Transtornos
Villa La Angostura possui quinze mil habitantes e desde que o vulcão entrou em erupção, no dia quatro de junho, muitos ficaram sem luz e água porque o peso das cinzas afetou os fios de alta tensão.
Nesta quinta-feira, segundo a Defesa Civil local, 75% da população já tinham luz, mas as cinzas voltaram a cair e a única certeza, disseram Fachado e Meier, é que a temporada de inverno será afetada.
“Pedras de vulcão também caíram nas estações de esqui e temos medo de uma avalanche. Mas com tijolos e outros projetos com estas cinzas vamos superar esta etapa e ficar prontos para a temporada de verão”, disse Meier.
Antes, disse, é preciso “sair do atual estado de emergência” na qual a localidade oficialmente se encontra.

Nature publica especial sobre biocombustíveis

Ciência e Tecnologia
A revista Nature lançou, em sua edição atual, um suplemento especial sobre biocombustíveis. 
 
A publicação tem apoio da FAPESP, do Biotechnology and Biological Sciences Research Council (BBSRC) do Reino Unido, do BioEnergy Science Center (BESC), ligado ao Departamento de Energia dos Estados Unidos, e das empresas Ceres e BP. 
 
Intitulado Semeando substitutos para combustíveis fósseis, o suplemento reúne artigos e reportagens que abordam os biocombustíveis sob diferentes perspectivas. Moving forward with biofuels foi escrito por Carlos Henrique de Brito Cruz (diretor científico da FAPESP), Richard Flavell (cientista-chefe da Ceres), Martin Christie (diretor de comunicação e sustentabilidade da BP Biocombustíveis), Janet Allen (diretora de pesquisa da BBSRC), Douglas Kell (CEO da BBSRC), Martin Keller (diretor associado do Oak Ridge National Laboratory) e Paul Gilna (diretor do BESC).

No texto, os autores destacam que os biocombustíveis podem ser uma parte significativa da resposta à pergunta que se faz hoje sobre como a humanidade pode seguir em direção à mobilidade de baixo carbono assegurando, por um lado, o suprimento necessário de alimentos e serviços ambientais suficientes e, por outro, minimizando ou mesmo revertendo a produção de gases de efeito estufa, em um contexto no qual se prevê que o uso de energia deverá dobrar até 2050.

Segundo eles, os biocombustíveis podem substituir muitas aplicações do petróleo e, em particular, os combustíveis líquidos utilizados no transporte. Além disso, eles também podem servir como substitutos do petróleo nas indústrias petroquímicas, como, por exemplo, na produção de polímeros “verdes”.

Em contrapartida, a produção de biocombustíveis de plantas tem gerado muita controvérsia e equívoco. O que, na opinião dos autores, justifica e torna oportuno o suplemento especial da revista sobre o tema.

“A produção em larga escala de biocombustíveis, como parte de uma agricultura global mais eficiente, não é somente vital para a suficiência, segurança e sustentabilidade energética, como também é um dos principais temas na agenda de debates política, regulatória e de sustentabilidade”, afirmam.

De acordo com o texto, em 2010 os Estados Unidos produziram 13 bilhões de litros de etanol de milho, o que corresponde, aproximadamente, a 10% do total do combustível que utilizam e representa um aumento de 800% em relação a 2000.

Por sua vez, o Brasil também teve um aumento de sua produção, que chegou a, aproximadamente, 8 bilhões de litros de etanol de cana-de-açúcar, representando cerca de 50% do combustível utilizado no país. Mas esse aumento não foi obtido apenas com a expansão do uso da terra para plantio.

Houve também um considerável aumento de produtividade. “A produtividade da cana-de-açúcar aumentou no Brasil de 50 toneladas por hectare em 1975 para 80 toneladas por hectare em 2005”, apontam os autores.

O texto também destaca a experiência bem-sucedida do Brasil na utilização do etanol de cana-de-açúcar como combustível, por meio de pequenas mudanças nos motores dos automóveis e na produção do chamado polietileno “verde” por companhias petroquímicas como a Braskem, além do farneseno (o diesel da cana), que deverá começar a ser produzido em breve no país pela empresa Amyris.

“Quanto mais informações forem reunidas de experimentos realizados em grande escala nos Estados Unidos, com o milho, e no Brasil, com a cana-de-açúcar, mais inovações e/ou melhorias serão possíveis em todas as etapas da cadeia de produção, assim como nos novos projetos de processos de produção e biorrefinarias”, afirmam.

Lições do Brasil

No artigo Lessons from Brazil, a professora de economia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (USP), Marcia Azanha Ferraz Dias de Moraes, aborda lições que o Brasil pode oferecer para outros países com base em sua experiência de 35 anos como um dos maiores produtores mundiais de biocombustível.

Essas lições incluem a viabilidade de se substituir parte do combustível fóssil por uma alternativa renovável, a necessidade de regras claras sobre o funcionamento do mercado, a presença de uma economia de escala, a proteção ao meio ambiente e a atração ao investimento estrangeiro.

“Qualquer país que queira atrair investimento doméstico ou estrangeiro precisa ter regras claras sobre o funcionamento de seu mercado de etanol. É preciso que estabeleça, entre outras coisas, como será a formação de preços, a competição com a gasolina, uma política de financiamento de estoque e de criação de empregos”, disse Moraes à Agência FAPESP.

Entre os outros artigos publicados no suplemento estão: A new hope for Africa, de Lee Lynd, da Thayer School of Engineering do Dartmouth College; Direct impacts on local climate of sugar-cane expansion in Brazil, de Scott Loarie, pesquisador do Departamento de Ecologia Global da Carnegie Institution for Science, e outros; e Microbial production of fatty-acid derived fuels and chemicals from plant biomass, de Eric Steen, do Departamento de Bioengenharia da Universidade da Califórnia, em Berkeley, e colegas.

O suplemento especial Nature Outlook sobre biocombustíveis pode ser acessado em 
 


A responsabilidade social corporativa precisa correr na veia das organizações

A responsabilidade social tem por premissa as relações éticas e transparentes, e assim ganha condições de manter o melhor relacionamento com parceiros e fornecedores, clientes e funcionários, governo e sociedade. Ou seja, quem aposta em responsabilidade e diálogo vem conquistando mais clientes e o respeito da sociedade 


Há uma tendência atual da maioria das empresas em fabricar produtos ou a prestar serviços que não degradem o meio ambiente, que promovam a inclusão social e a participação do desenvolvimento da comunidade de que fazem parte. Esses são os diferenciais cada vez mais importantes para as empresas na conquista de novos consumidores ou clientes. Pelo retorno que traz, em termos de reconhecimento da imagem corporativa e melhores condições de competir no mercado, além de contribuir substancialmente para o futuro do país, o movimento da responsabilidade social vem crescendo muito no mundo. O negócio baseado em princípios socialmente responsáveis não só cumpre suas obrigações legais como vai além.
 
Segundo o presidente da Target Engenharia e Consultoria, Mauricio Ferraz de Paiva, a necessidade de considerar essas características leva empresas e agentes financiadores a dedicarem maior atenção às relações com seus parceiros: dos funcionários aos organismos da sociedade em geral e aos governos. Além disso, para avaliar o impacto do negócio fora dos muros da empresa e evitar riscos, as relações com os fornecedores têm sido igualmente alvo de preocupação.

Pela importância que esse assunto vem assumindo na sociedade, foi publicada a norma NBR ISO 26000 que fornece orientações para todos os tipos de organizações , independentemente do porte ou localização, sobre conceitos, termos e definições referentes à responsabilidade social; o histórico, tendências e características da responsabilidade social; princípios e práticas relativas à responsabilidade social; os temas centrais e as questões referentes à responsabilidade social; integração, implementação e promoção de comportamento socialmente responsável em toda a organização e por meio de suas políticas e práticas dentro de sua esfera de influência; identificação e engajamento de partes interessadas; e comunicação de compromissos, desempenho e outras informações referentes à responsabilidade social.

“A própria norma diz que o desempenho da organização em relação a sociedade em que opera e ao seu impacto no meio ambiente se tornou uma parte crucial na avaliação de seu desempenho geral e de sua capacidade de continuar a operar de forma eficaz. Isso, em parte, reflete o reconhecimento cada vez maior da necessidade de assegurar ecossistemas saudáveis, igualdade social e boa governança organizacional. 

A longo prazo, todas as atividades das organizações dependem da saúde dos ecossistemas do mun do. As organizações estão sujeitas a uma investigação mais criteriosa por parte de suas diversas partes interessadas. A percepção e a realidade do desempenho em responsabilidade social da organização podem influenciar, além de outros, os seguintes fatores: sua vantagem competitiva; sua reputação; sua capacidade de atrair e manter trabalhadores e/ou conselheiros, sócios e acionistas, clientes ou usuários; a manutenção da moral, do compromisso e da produtividade dos empregados; a percepção de investidores, proprietários, doadores, patrocinadores e da comunidade financeira; e sua relação com empresas, governos, mídia, fornecedores; organizações pares, clientes e a comunidade em que opera. 

O bom dessas diretrizes é que visa ser útil para todos os tipos de organizações nos seto res privado, público e sem fins lucrativos, sejam elas grandes ou pequenas, com operações em países desenvolvidos ou em desenvolvimento. Embora nem todas as partes desta norma tenham a mesma utilidade para todos os tipos de organizações, todos os temas centrais são relevantes para todas as organizações. 

Todos os temas centrais contêm várias questões para a responsabilidade de cada organização individualmente identificar quais questões são relevantes e significativas para ela abordar, por meio de suas considerações e por meio do diálogo com as partes interessadas”.

Mauricio informa, ainda, que a norma dá as orientações para o seu uso. Após considerar as características da responsabilidade social e sua relação com o desenvolvimento sustentável especificado na seção 3, sugere-se que a organização avalie os princípios de responsabilidade social descritos na seção 4. Ao praticarem a responsabilidade social, convém que as organizações respeitem e contemplem esses princípios, juntamente com os princípios específicos a cada tema central, contidos na seção 6. Antes de analisar os temas centrais e as questões de responsabilidade social, assim como cada uma das ações e expectativas relacionadas na seção 5, convém que a organização considere duas práticas fundamentais da responsabilidade social: reconhecimento da sua responsabilidade social dentro da sua esfera de influência e identificação e engajamento de suas partes interessadas conforme está na seção 5.

“Uma vez que os princípios tenham sido entendidos e os temas centrais e as questões relevantes e significativas de responsabilidade social tenham sido identificados, convém que a empresa busque integrar a responsabilidade social em todas as suas decisões e atividades, usando as orientações fornecidas na seção 7. Isso envolve praticas como: tornar a responsabilidade social parte integrante de suas políticas, cultura organizacional, estratégias e operações; desenvolver competências internas de responsabilidade social; promover comunicação interna e externa sobre responsabilidade social; e avaliar periodicamente essas ações e práticas referentes a responsabilidade social”, explica Paiva. 

Por fim, em seu escopo, a NBR ISO 26000 define para todos os tipos de organizações, independen temente do porte ou localização, sobre os conceitos, termos e definições referentes a responsabilidade social; o histórico, tendências e características da responsabilidade social; princípios e práticas relativas a responsabilidade social; os temas centrais e as questões referentes a responsabilidade social; integração, implementação e promoção de comportamento socialmente responsável em toda a organização e por meio de suas políticas e práticas dentro de sua esfera de influência; identificação e engajamento de partes interessadas; e comunicação de compromissos, desempenho e outras informações referentes a responsabilidade social. 

Assim, essa norma pretende auxiliar as organizações a contribuírem para o desenvolvimento sustentável. Visa estimulá-las a irem além da conformidad e legal, reconhecendo que conformidade com a lei é uma obrigação fundamental de qualquer organização e parte essencial de sua responsabilidade social. Pretende, ainda, promover uma compreensão comum da área de responsabilidade social e complementar outros instrumentos e iniciativas relacionados a responsabilidade social, e não a substituí-los. 

“Ao aplicar essa norma, é aconselhável que a organização leve em consideração as diversidades sociais, ambientais, jurídicas, culturais, políticas e organizacionais, assim como as diferentes condições econômicas, desde que mantendo a consistência com as normas internacionais de comportamento. Ela não é uma norma de sistema de gestão. Não visa nem é apropriada a fins de certificação ou uso regulatório ou contra tual. Quaisquer ofertas de certificação ou alegações de ser certificado pela NBR ISB 26000 constituem declarações falsas, incompatíveis com a intenção ou seu propósito. 

Como não contem requisitos, qualquer certificação não seria uma demonstração de conformidade, pois ela visa orientar as organizações no tema responsabilidade social e pode ser usada como parte de atividades de políticas públicas. Todavia, para fins do Acordo de Marrakesh, que criou a Organização Mundial do Comercio (OMC), ela não tem a intenção de ser interpretada como uma “norma internacional”, “diretriz” ou “recomendação”, nem pretende fornecer uma base para qualquer suposição ou conclusão de que uma medida está em conformidade com as obrigações perante a OMC. 

Além disso, essa norma não visa fornecer uma base para ações legais, reclamações, defesas ou outras demandas em qualquer processo internacional, nacional ou de outra natureza, nem tampouco pretende ser citada como evidência da evolução do direito internacional consuetudinário”, conclui o presidente da Target.

Redes sociais e as baleias

A forma com que elas vivem e se comunicam podem nos render lições sobre como planejar e executar ações de marketing em redes sociais

Autora: Adriana Taissun



 
Muitos pesquisadores acreditam que as baleias possuem uma linguagem sofisticada, apesar de essa capacidade ainda não estar clara. Elas produzem sons inalando ar através da cavidade nasal. São dois tipos de sons: os de ecolocalização, que funcionam como um sonar, e as vocalizações, que parecem ser um meio de comunicação entre baleias da mesma espécie.

As redes sociais possuem grande potencial e trazem informações valiosas por meio da observação e mensuração desses canais, sem contar os resultados que as ações de marketing vêm trazendo às organizações e pessoas. Porém, ainda não exploramos todo o potencial das redes sociais e sabemos disso. Estamos apenas no começo, fazendo novas descobertas diariamente. Assim como as baleias, as redes sociais possuem características complexas e a extensão de suas capacidades ainda não estão claras.

Outro fator importante: excelente memória. As baleias parecem se lembrar de alguns pontos no oceano, uma vez que elas possuem padrões migratórios e retornam para o mesmo local para se alimentarem todos os anos. A internet também possui "excelente memória". O consumidor está cada vez mais exigente. Ele possui altos padrões e o poder para exigi-los. E não irá hesitar em exigir. Um vídeo ou um comentário publicado nas redes sociais ficarão ali para sempre e servirão de pontos de referência para outros consumidores, assim como no oceano das baleias.

A audição é o sentido mais importante das baleias. E também deveria ser o nosso. Por que não aproveitar uma reclamação, uma vontade ou desejo para transformar em vantagem competitiva? As redes sociais representam um enorme banco de dados. As pessoas estão lá, conversando sobre seus gostos, interesses, hábitos, produtos favoritos e frustrações. É preciso saber "ouvir", filtrar o que há de interessante e utilizar toda essa informação de forma proveitosa para todas as partes envolvidas.

Os pesquisadores acreditam que existem diferentes tipos de sons que funcionam como um meio de comunicação entre as baleias da mesma espécie. Ao mesmo tempo, estudos revelam que as baleias também são capazes de se comunicar com qualquer outro animal, utilizando uma nova "linguagem". Nada muito diferente das comunidades e conexões que vemos nas redes sociais. Cada grupo possui sua linguagem, um comportamento distinto. Porém, isso não impede que um indivíduo de um grupo não pertença ou interaja com outro grupo. E também não impede que uma pessoa manifeste sua individualidade.

A água é excelente para conduzir o som e os sons emitidos pelas baleias podem ser muito altos, chegando a milhares de quilômetros. A internet também é excelente para conduzir mensagens à grande velocidade para milhões de pessoas. Acrescente a isso o fato de que as mensagens viajam de um meio de comunicação a outro e você poderá produzir um grande estrago ou um enorme benefício à sua empresa.

Com isso, podemos aprender cinco lições valiosas com as baleias:

1ª) As redes sociais são complexas e ainda há muita capacidade inexplorada.

2ª) Memória: as mensagens publicadas nas redes terão vida longa. Tome cuidado para que uma mensagem ruim não sirva de ponto de referência para outras pessoas.

3ª) A "audição" é o sentido mais importante nas redes sociais.

4ª) Cada grupo possui uma maneira própria de se expressar, que não impede que o indivíduo de um grupo participe de outro grupo e nem que expresse sua individualidade.

5ª) A internet é um meio muito eficaz para transmitir mensagens de forma rápida para um grande número de pessoas e para diferentes canais de comunicação. Esse pode ser um ponto positivo ou negativo para a organização, tome cuidado.

Adriana Taissun é supervisora de social media marketing da Cadastra 

Disseminar BRT no Brasil será o legado da Copa 2014

Todas as cidades-sede do mundial terão Bus Rapid Transit, uma ideia que nasceu em Curitiba nos anos 1970
Por: Altair Santos

O BRT (Bus Rapid Transit) que em Curitiba está consolidado desde a década de 1970, usa a Copa do Mundo para se propagar pelo país.
 
Nove cidades escolhidas como sede do evento optaram por esse sistema de transporte. Na maior parte delas, as vias serão construídas com pavimento rígido e terão assistência técnica da ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland). “No caso dos BRTs, que devem acontecer em muitas cidades, a ABCP tem conseguido viabilizar em concreto praticamente todas as possibilidades”, diz Ronaldo Vizzoni, gerente da área de infraestrutura e lider do projeto de pavimentação da ABCP.



Cláudio de Senna Frederico: “O BRT aparece como uma boa solução, mas ele precisa estar agregado a um conjunto de medidas.”
Segundo Vizzoni, desde que atendidos os requisitos para a instalação de um BRT, o pavimento em concreto tem um custo mais barato que o asfalto. “O BRT tem que trafegar em corredor segregado, ou seja, exclusivo. Ele não pode ter qualquer cruzamento ou interrupção, caso contrário será um corredor de ônibus. Além disso, opera com linhas de alta frequência, de forte apelo mercadológico e veículos de qualidade, cujas estações de embarque são integradas com metrô, trens urbanos e intermunicipais e corredores de linhas de ônibus convencionais. Então, ele precisa trafegar em um corredor que requer durabilidade. Por isso, o pavimento de concreto é sempre a melhor opção”, explica.

Sobre o fato de o Bus Rapid Transit tornar-se o transporte público “oficial” do evento Copa do Mundo nas cidades-sede, o consultor Cláudio de Senna Frederico, que ocupa a vice-presidência da Associação Nacional de Trânsito e Transporte Público (ANTP), avalia que esse será o legado do mundial para melhorar a mobilidade nos grandes centros urbanos do país. “É uma solução realista, que encara a necessidade de, em curto espaço de tempo, causar o maior efeito possível sobre todas as cidades que têm problemas no transporte público”, afirma.

Cláudio de Senna Frederico, no entanto, alerta que só o BRT não vai representar a solução para os problemas de mobilidade das cidades. “O BRT aparece como uma boa solução, mas ele precisa estar agregado a um conjunto de medidas para se resolver o problema de transporte público. Não vai haver nunca um único produto, um único modo de transporte que resolva tudo”, alerta, completando que é preciso integrar. “É necessário um sistema que opere de forma conjunta. Por isso, o futuro do BRT é flexibilizar, oferecendo uma diversidade de ofertas interligadas ao seu corredor.”

PAC da Mobilidade
A instalação de BRTs nos principais centros urbanos do país faz parte do PAC Mobilidade das Grandes Cidades, lançado em fevereiro de 2011 pelo governo federal. O programa divide os municípios em três grupos, beneficiando 39% da população brasileira. O primeiro grupo – chamado de MOB 1 – atende as capitais das regiões metropolitanas com mais de 3 milhões de habitantes. O MOB 2 inclui municípios com população entre 1 milhão e 3 milhões de habitantes e o MOB 3 está voltado para cidades com população entre 700 mil e 1 milhão de habitantes.


Ronaldo Vizzoni: “ABCP tem conseguido viabilizar em concreto praticamente todas as possibilidades de BRT.”

Cada uma das nove cidades que compõem o MOB 1 – todas elas sedes da Copa do Mundo de 2014 – poderá apresentar até quatro propostas de BRT que, juntas, somem, no máximo, R$ 2,4 bilhões. Cada cidade do MOB 2 poderá fazer até três propostas que, juntas, somem R$ 430 milhões. Já os municípios do MOB 3 terão direito, cada um deles, a até duas propostas que, juntas, sejam de no máximo R$ 280 milhões.

Ao todo, serão destinados R$ 18 bilhões para este novo PAC. Destes, R$ 6 bilhões terão como origem investimentos diretos da União e R$ 12 bilhões virão de financiamentos. Os projetos podem incluir sistemas de transporte sobre pneus, como corredores de ônibus exclusivos, de veículos leves sobre pneus e sistemas sobre trilhos, como trens urbanos, metrôs e veículos leves sobre trilhos.

As primeiras cidades beneficiadas são Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Recife, Fortaleza, Salvador e Curitiba. No caso da capital paranaense, ela vai apenas aperfeiçoar seu sistema de transporte, que há quase 40 anos se baseia no conceito de BRT. Já o MOB 2 inclui municípios como Manaus, Belém, Goiânia, Guarulhos, Campinas e São Luís, enquanto o MOB 3 irá priorizar Maceió, Teresina, Natal, Campo Grande, João Pessoa, São Gonçalo, Duque de Caxias (RJ) e Nova Iguaçu (RJ) e São Bernardo do Campo (SP).

Você sabia?
- O BRT de Curitiba transporta atualmente 2,26 milhões de passageiros por dia em 82 quilômetros de vias expressas
- Em 2010, 16 cidades ao redor do mundo adotaram o BRT
- Em 2011, 49 cidades ao redor do mundo estão implantando o sistema de transporte coletivo
- Na América latina, o BRT já transporte 17 milhões de pessoas por dia
- Buenos Aires inaugurou em maio de 2011 12,5 quilômetros de BRT
- Nos Estados Unidos, cinco cidades já aderiram ao BRT, entre elas Los Angeles (20 km) e Cleveland (10 km). Outras oito cidades estudam a implantação do sistema



BRT de Bogotá: batizado de TransMilenio, transporta 1,7 milhão por dia.



BRT na China: país mais populoso do mundo adere ao sistema de transporte público.



BRT em Los Angeles: até os Estados Unidos começam a aderir ao Bus Rapid Transit.



BRT em Curitiba: inovação da capital paranaense vai completar 40 anos.

Entrevistados
Cláudio de Senna Frederico
Consultor internacional em transporte urbano e vice-presidente da ANTP (Associação Nacional de Trânsito e Transporte Público)
Ronaldo Vizzoni
Gerente da área de infraestrutura e lider do projeto de pavimentação da ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland)

Currículos
Claudio de Senna Frederico
- Engenheiro mecânico pela PUC-RJ e consultor internacional em transporte urbano
- Vice-presidente da ANTP (Associação Nacional de Trânsito e Transporte Público)
- Ex-secretário de Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo
- Primeiro gerente de operações do Metrô de São Paulo e primeiro diretor de operações do Metrô do Rio de Janeiro
- Assessora a Scania na formação de sua área de BRT, projetos de sistemas de transporte e combustíveis alternativos para o Brasil e América Latina
Ronaldo Vizzoni
- Engenheiro civil e administrador de empresas pela Universidade Mackenzie (SP)
Pós-graduado em Marketing Industrial pela FGV
- Projetista de estruturas
- Profissional da ABCP desde 1996, tendo atuado como gerente do escritório regional de São Paulo até 2001
- Atualmente é gerente da área de infraestrutura e líder do projeto de pavimentação da ABCP
Contatos: antpsp@antp.org.br / csfrederico@gmail.com / ronaldo.vizzoni@abcp.org.br


Créditos Fotos: Divulgação/ANTP/ABCP/Pedro Ribas/SMCS
Jornalista responsável: Altair Santos – MTB 2330
 

Comissão europeia lança seleção para "Capital Verde da Europa de 2014”

Fonte: Procel Info
Europa - A Comissão Europeia lançou, recentemente, o processo de seleção da cidade que receberá o título de "Capital Verde da Europa", o prêmio desenvolvido em 2006, na Estônia, partiu de uma iniciativa tomada por cidades que tinham alguma visão ecológica. 
 
O título tem o intuito de incentivar outras cidades europeias a se tornarem mais eficientes e sustentáveis a partir do intercâmbio de informações e práticas entre as cidades europeias.

O processo de seleção será para escolher a cidade ganhadora do prêmio em 2014, uma vez que Estocolmo, Hamburgo, Vitória-Gasteiz e Nantes representam as ganhadoras de 2010 a 2013, respectivamente. 
 
O concurso está aberto a cidades dos 27 Estados-Membros da União Europeia, aos países candidatos, Turquia, Antiga República Jugoslava da Macedônia, Croácia, Montenegro e Islândia) e aos países do Espaço Econômico Europeu (Islândia, Noruega e Liechtenstein). 
 
As candidaturas serão avaliadas em função de 12 indicadores, tais como os transportes, as zonas verdes urbanas, o consumo de água, a eco-inovação e os empregos sustentáveis, a gestão ambiental e a eficiência energética. Para saber mais sobre o evento, clique www.europeangreencapital.eu.

Datacenter tem que ser verde e inteligente

Fonte: TI Inside

Brasil - O aumento exponencial do tráfego de dados resultante do avanço da internet e de suas características sociais deve elevar o consumo de energia elétrica nos próximos anos. 


Projeção do Gartner mostra que, até 2015, 50% dos datacenters mundiais terão zonas de alta densidade, enquanto esta proporção era de 10% no ano passado.

A consultoria também prevê, em paralelo, que, até 2018, a demanda por projetos de centros de dados mais inteligentes, a pressão por eficiência energética, realidade dos ambientes de alta densidade e potencial da computação em nuvem serão os principais fatores a impactar negativamente a demanda por capacidade dos datacenters.

Para equilibrar a balança do aumento de consumo energético e a ameaça de redução de demanda, os gestores de datacenters precisarão arregaçar as mangas e colocar em prática um plano que contemple, em primeiro plano, a inteligência do negócio, de forma a ser capaz de considerar as variáveis tempo e capacidade de uso como dados importantes para a projeção da capacidade de processamento.

No quesito consumo de energia, o Gartner define zonas de alta densidade como sendo aquelas que consomem mais de 10 quilowatts de energia por rack de equipamento e diz que qualquer rack que tenha mais de 50% de sua capacidade ocupada estará, necessariamente, em uma zona de alta densidade, daí a relação com o alto tráfego de dados.

Segundo o estudo, os datacenters desenvolvidos nos últimos cinco anos foram desenhados para ter uma distribuição uniforme de energia entre os racks, sempre entre 2 kW e 4 kW por rack. Mas como cada vez mais espaço tem sido consumido por empresas, a distribuição de energia rapidamente se tornou obsoleta. Por isso, o instituto de pesquisas aponta que as zonas de alta densidade vão se tornar mais necessárias ao longo dos próximos anos.

Para o Gartner, essas zonas são uma forma de melhor organizar e gerenciar o consumo de energia, principalmente os relacionados à refrigeração, pois racks de servidores organizados permitem melhor circulação de ar e sistemas de resfriamento menos robustos. As zonas de alta densidade, segundo a consultoria, serão usadas como forma de economizar espaço dentro dos datacenters, mas apresentam o risco de se tornarem centros de alto consumo de energia.

O Gartner aconselha as empresas a projetarem grandes espaços capazes de suportar o aumento de capacidade, com uma “gordura” de 20% a 25%. Pois, como os custos com espaços são altos, os usuários devem garantir que o projeto e o tamanho desta zona sejam grandes o suficiente para acomodar o crescimento entre cinco a dez anos.

“Os métodos tradicionais para concepções de projetos de datacenters deixarão de ser funcionais, a não ser que se busque a compreensão das forças externas que impactarão os custos, a longevidade e o tamanho destes ambientes”, explica o vice-presidente administrativo e diretor de pesquisa do Gartner para infraestrutura, David Cappuccio.


Recomendações

O Gartner indica que os responsáveis pela gestão de datacenter foquem nos pontos a seguir para otimizarem projetos nesta área:

Projetos mais inteligentes – atualmente, os datacenters apresentam demandas variadas de acordo com tempo de uso, de capacidade etc. Novos projetos levarão estas variáveis em consideração, na contramão de métodos tradicionais, concebidos à época em que os mainframes estavam em alta.

Green IT I(TI Verde) – grande parte dos gestores desta área oferecem pouca atenção a este item, exceto em momentos nos quais sofreram algum tipo de pressão tanto por parte de profissionais de alta gestão de dentro das empresas quanto pelo público externo. Porém, com a crescente conscientização em relação a este tema, os responsáveis pelo gerenciamento já estão voltando suas atenções ao quesito eficiência energética, nos momentos da concepção e da execução dos projetos.

Conquista da densidade – com projetos mais inteligentes e a tendência pela adoção do Green IT, os responsáveis pela concepção dos datacenters focam na densidade computacional destes ambientes que em grande parte, são subutilizados. A implantação da nuvem privada e a alocação de recursos fornecerão métodos para melhoria da escalabilidade nos datacenters.

Cloud computing – profissionais de TI responsáveis pela gestão de datacenters estão começando a considerar a possibilidade de transferir trabalhos que não são essenciais para as suas atividades aos provedores de nuvem.

A hora e a vez dos empreendimentos brasileiros

Aquecimento econômico e expansão acelerada dos negócios na web fazem da infraestrutura local um novo alvo de investimentos

Os serviços baseados em nuvem não apenas estão entre as prioridades dos gestores de TI, como os 3% das corporações latino-americanas que possuem a maioria da sua TI no cloud computing, atualmente, devem saltar para 43% em quatro anos. Os dados do Gartner se somam a uma pesquisa feita pela Universidade da Califórnia a qual revela que o consumo de dados de computadores em empresas no mundo é de aproximadamente 9,57 zettabytes por ano.

Esse panorama justifica os investimentos anunciados no Brasil para fomentar a infraestrutura de datacenters e também o aumento do interesse internacional sobre a infraestrutura montada por empreendedores locais. “Desde o ano passado ouvimos do JP Morgam e do Gartner, respectivamente, que no final desta década o Brasil será a 5ª maior economia do mundo e que acabaremos nos tornando o 2º maior mercado de TI, ficando atrás apenas da China entre os países emergentes”, pondera Victor Arnaud, diretor de marketing e processos da Alog.

Além disso, lembra ele, o Mundial da FIFA e as Olimpíadas devem contribuir ainda mais para ampliar a geração e o consumo de dados digitais. “Esses dois eventos vão explodir o conceito de celular. Haverá uma mudança de paradigma como a que estamos vendo com a banda larga”, afirma, utilizando essas expectativas como pano de fundo para a incorporação da Alog pela Equinix, por US$ 127 milhões, em fevereiro último.

Na mesma linha dos investimentos internacionais, a Iron Mountain, empresa com mais de 60 anos de operação e com instalações na América do Norte, Europa, América Latina e Pacífico, para atender a mais de 100 mil clientes corporativos, investiu R$ 6 milhões na construção de dois centros de dados - um em Curitiba e outro em São Paulo. O objetivo é atender inicialmente clientes nacionais, apesar de estar em estudo a oferta de serviços também na Argentina, Chile, Peru e México.

A instalação de Curitiba, que já está em operação, segue os padrões adotados nos Estados Unidos e na Europa. A expectativa é que o crescimento da receita no País, em 2011, seja superior a 25%.

Já a T-Systems, por outro lado, se preparou para a alta demanda construindo, em São Paulo, um data center de R$ 50 milhões, 1400 metros quadrados e aproximadamente 2 mil servidores. Mesmo reconhecendo a alta competição presente no mercado brasileiro, a companhia alemã importou da matriz uma proposta de cloud computing privada para atrair os primeiros clientes ao seu ambiente e trabalha com uma reserva de 50% à espera da explosão dos dados digitais no País. “Também estamos preparados para o crescimento”, avisa Slawomir Kupczyk, vice-presidente da área de ICTO da T-Systems do Brasil.

Por que investir?

Ao incorporar a Alog, a Equinix garante sua entrada no mercado de data center do Brasil e da América do Sul, e vai utilizar todo o poder internacional para ofuscar o avanço das operações locais na área de cloud computing e outras correlatas. “A posição da Alog no Brasil, juntamente com um forte modelo de negócio complementar, nos dá a oportunidade de entrar neste importante e emergente mercado e rapidamente acomodar as demandas de nossos clientes por serviços de datacenter na América do Sul”, disse Steve Smith, CEO da Equinix, em comunicado.

Mas essas ações não serão isoladas, muito menos pioneiras do ponto de vista financeiro, porque uma outra organização tem monitorado o mercado brasileiro há mais de três anos e programou seus investimentos a partir da demanda identificada. “Começamos em 2008 focados em pequenas e médias empresas, atuando em algo que está próximo do dia a dia, na hospedagem de site, com o UOL Host. Hoje esta divisão tem mais de 500 mil clientes”, explica Gil Torquato, presidente do UOL Diveo. O crescimento aconteceu também com os serviços de contratação de domínios na web, aplicativos e soluções de gestão de negócios vendidos como serviço pela internet, além de lojas virtuais – serviço que reúne mais de 5 mil iniciativas.

Para crescer no segmento corporativo de médias e grandes organizações, o UOL foi às compras e utilizou como caso de referência a sua própria experiência na área de conteúdo online, apresentado como o maior portal de conteúdo da América Latina, com 4 milhões de visualizações de páginas mensais, segundo do Ibope. A aquisição mais significativa, a DHC, aconteceu há dois anos. Com essa transação, o UOL incorporou como clientes algumas grandes corporações e também os gigantes de e-commerce, a exemplo do B2W, holding que controla a Americanas.com, o Ingresso.com, o Shoptime.com e o Submarino.com.

“Compramos a DHC, ganhamos musculatura e há um ano e meio atrás adquirimos a Tech4b, que atua na área quality assurance e que criou entre os vários serviços, um sistema automático de medição e desempenho, com o qual é possível prevenir falhas, avisando ao usuário sobre a necessidade de ampliar a infraestrutura ou, caso o problema esteja no software, identificar o script e recomendar ações ao usuário”, explica Torquato, ao completar que Embraer, Procter & Gamble, Souza cruz, AmBev são clientes conquistados com a compra da Tech4b.

Ao final do ano passado, o UOL deu a sua cartada mais recente ao efetivar a compra da Diveo, a princípio negada pela companhia, mas posteriormente reconhecida. “Já era um desejo antigo, porque primeiro a competência da Diveo era algo reconhecido pelo mercado – atendimento, infraestrutura de datacenter, principalmente o de Tamboré com mais de 17 mil metros quadrados – e também pelo relacionamento entre as duas empresas”, afirma Torquato.

A compra foi concluída em dezembro e mudou a identidade do UOL para UOL Diveo, resultando na soma de mais de 3 mil clientes corporativos, desde os contratos do UOL Hosting Datacenter. “A Diveo trouxe a Saraiva, a Livraria Cultura e uma série de clientes de varejo, algo que nos permite afirmar que temos 90% do mercado de e-commerce, somando o UOL Hosting e a Diveo”, relata o executivo. Somente no segmento financeiro são mais de 100 bancos, segundo ele, além da própria Bovespa, completa. Torquato arrisca dizer que, se consideradas as operações de multinacionais na área de datacenters, como HP e IBM, hoje o UOL Diveo ocupa a terceira colocação no Brasil.

Sobre a tendência de consolidação do setor, ele diz que ainda não enxerga os movimentos ocorridos no passado recente com este perfil. Para Torquato, as negociações são fruto de uma demanda crescente e paralela à expansão da internet, visão com a qual Victor Arnaud, da Alog, concorda parcialmente, ao afirmar que “a consolidação, além de estar em curso, beneficia o consumidor final ao permitir a oferta de mais serviços maduros e de menor custo”.

25% em cinco anos

Dos US$ 5 bilhões investidos mundialmente, em 2010, em infraestrutura de TI – servidores, storage e redes – 5% foram destinado a cloud computing. Segundo a IDC, até 2015, esse percentual deve chegar a 25% na América Latina, região onde foram ouvidas 600 empresas em janeiro do ano passado, para saber quantas estavam ou tinham pretensões de investir em cloud computing. Três e meio porcento disseram ter projetos, dado que saltou para 14.5%, em dezembro de 2010.

De acordo com a consultoria, o primeiro passo para um ambiente de cloud é a virtualização, num prazo de 12 a 18 meses, no qual ocorre a transição para a computação em nuvem. A tendência, segundo a IDC, é que o usuário departamental pressione a mudança para o cloud, especialmente a geração Y. Aqueles que já perceberam que a migração para o cloud é um caminho sem volta, vão demandar estrutura elástica e compartilhada, com rápida implementação, interface web e padronização, conclui a IDC.