| Fonte: TI Inside |
Brasil - O aumento exponencial do tráfego de dados resultante do avanço da internet e de suas características sociais deve elevar o consumo de energia elétrica nos próximos anos. A consultoria também prevê, em paralelo, que, até 2018, a demanda por projetos de centros de dados mais inteligentes, a pressão por eficiência energética, realidade dos ambientes de alta densidade e potencial da computação em nuvem serão os principais fatores a impactar negativamente a demanda por capacidade dos datacenters. Para equilibrar a balança do aumento de consumo energético e a ameaça de redução de demanda, os gestores de datacenters precisarão arregaçar as mangas e colocar em prática um plano que contemple, em primeiro plano, a inteligência do negócio, de forma a ser capaz de considerar as variáveis tempo e capacidade de uso como dados importantes para a projeção da capacidade de processamento. No quesito consumo de energia, o Gartner define zonas de alta densidade como sendo aquelas que consomem mais de 10 quilowatts de energia por rack de equipamento e diz que qualquer rack que tenha mais de 50% de sua capacidade ocupada estará, necessariamente, em uma zona de alta densidade, daí a relação com o alto tráfego de dados. Segundo o estudo, os datacenters desenvolvidos nos últimos cinco anos foram desenhados para ter uma distribuição uniforme de energia entre os racks, sempre entre 2 kW e 4 kW por rack. Mas como cada vez mais espaço tem sido consumido por empresas, a distribuição de energia rapidamente se tornou obsoleta. Por isso, o instituto de pesquisas aponta que as zonas de alta densidade vão se tornar mais necessárias ao longo dos próximos anos. Para o Gartner, essas zonas são uma forma de melhor organizar e gerenciar o consumo de energia, principalmente os relacionados à refrigeração, pois racks de servidores organizados permitem melhor circulação de ar e sistemas de resfriamento menos robustos. As zonas de alta densidade, segundo a consultoria, serão usadas como forma de economizar espaço dentro dos datacenters, mas apresentam o risco de se tornarem centros de alto consumo de energia. O Gartner aconselha as empresas a projetarem grandes espaços capazes de suportar o aumento de capacidade, com uma “gordura” de 20% a 25%. Pois, como os custos com espaços são altos, os usuários devem garantir que o projeto e o tamanho desta zona sejam grandes o suficiente para acomodar o crescimento entre cinco a dez anos. “Os métodos tradicionais para concepções de projetos de datacenters deixarão de ser funcionais, a não ser que se busque a compreensão das forças externas que impactarão os custos, a longevidade e o tamanho destes ambientes”, explica o vice-presidente administrativo e diretor de pesquisa do Gartner para infraestrutura, David Cappuccio. Recomendações O Gartner indica que os responsáveis pela gestão de datacenter foquem nos pontos a seguir para otimizarem projetos nesta área: Projetos mais inteligentes – atualmente, os datacenters apresentam demandas variadas de acordo com tempo de uso, de capacidade etc. Novos projetos levarão estas variáveis em consideração, na contramão de métodos tradicionais, concebidos à época em que os mainframes estavam em alta. Green IT I(TI Verde) – grande parte dos gestores desta área oferecem pouca atenção a este item, exceto em momentos nos quais sofreram algum tipo de pressão tanto por parte de profissionais de alta gestão de dentro das empresas quanto pelo público externo. Porém, com a crescente conscientização em relação a este tema, os responsáveis pelo gerenciamento já estão voltando suas atenções ao quesito eficiência energética, nos momentos da concepção e da execução dos projetos. Conquista da densidade – com projetos mais inteligentes e a tendência pela adoção do Green IT, os responsáveis pela concepção dos datacenters focam na densidade computacional destes ambientes que em grande parte, são subutilizados. A implantação da nuvem privada e a alocação de recursos fornecerão métodos para melhoria da escalabilidade nos datacenters. Cloud computing – profissionais de TI responsáveis pela gestão de datacenters estão começando a considerar a possibilidade de transferir trabalhos que não são essenciais para as suas atividades aos provedores de nuvem. A hora e a vez dos empreendimentos brasileiros Aquecimento econômico e expansão acelerada dos negócios na web fazem da infraestrutura local um novo alvo de investimentos Os serviços baseados em nuvem não apenas estão entre as prioridades dos gestores de TI, como os 3% das corporações latino-americanas que possuem a maioria da sua TI no cloud computing, atualmente, devem saltar para 43% em quatro anos. Os dados do Gartner se somam a uma pesquisa feita pela Universidade da Califórnia a qual revela que o consumo de dados de computadores em empresas no mundo é de aproximadamente 9,57 zettabytes por ano. Esse panorama justifica os investimentos anunciados no Brasil para fomentar a infraestrutura de datacenters e também o aumento do interesse internacional sobre a infraestrutura montada por empreendedores locais. “Desde o ano passado ouvimos do JP Morgam e do Gartner, respectivamente, que no final desta década o Brasil será a 5ª maior economia do mundo e que acabaremos nos tornando o 2º maior mercado de TI, ficando atrás apenas da China entre os países emergentes”, pondera Victor Arnaud, diretor de marketing e processos da Alog. Além disso, lembra ele, o Mundial da FIFA e as Olimpíadas devem contribuir ainda mais para ampliar a geração e o consumo de dados digitais. “Esses dois eventos vão explodir o conceito de celular. Haverá uma mudança de paradigma como a que estamos vendo com a banda larga”, afirma, utilizando essas expectativas como pano de fundo para a incorporação da Alog pela Equinix, por US$ 127 milhões, em fevereiro último. Na mesma linha dos investimentos internacionais, a Iron Mountain, empresa com mais de 60 anos de operação e com instalações na América do Norte, Europa, América Latina e Pacífico, para atender a mais de 100 mil clientes corporativos, investiu R$ 6 milhões na construção de dois centros de dados - um em Curitiba e outro em São Paulo. O objetivo é atender inicialmente clientes nacionais, apesar de estar em estudo a oferta de serviços também na Argentina, Chile, Peru e México. A instalação de Curitiba, que já está em operação, segue os padrões adotados nos Estados Unidos e na Europa. A expectativa é que o crescimento da receita no País, em 2011, seja superior a 25%. Já a T-Systems, por outro lado, se preparou para a alta demanda construindo, em São Paulo, um data center de R$ 50 milhões, 1400 metros quadrados e aproximadamente 2 mil servidores. Mesmo reconhecendo a alta competição presente no mercado brasileiro, a companhia alemã importou da matriz uma proposta de cloud computing privada para atrair os primeiros clientes ao seu ambiente e trabalha com uma reserva de 50% à espera da explosão dos dados digitais no País. “Também estamos preparados para o crescimento”, avisa Slawomir Kupczyk, vice-presidente da área de ICTO da T-Systems do Brasil. Por que investir? Ao incorporar a Alog, a Equinix garante sua entrada no mercado de data center do Brasil e da América do Sul, e vai utilizar todo o poder internacional para ofuscar o avanço das operações locais na área de cloud computing e outras correlatas. “A posição da Alog no Brasil, juntamente com um forte modelo de negócio complementar, nos dá a oportunidade de entrar neste importante e emergente mercado e rapidamente acomodar as demandas de nossos clientes por serviços de datacenter na América do Sul”, disse Steve Smith, CEO da Equinix, em comunicado. Mas essas ações não serão isoladas, muito menos pioneiras do ponto de vista financeiro, porque uma outra organização tem monitorado o mercado brasileiro há mais de três anos e programou seus investimentos a partir da demanda identificada. “Começamos em 2008 focados em pequenas e médias empresas, atuando em algo que está próximo do dia a dia, na hospedagem de site, com o UOL Host. Hoje esta divisão tem mais de 500 mil clientes”, explica Gil Torquato, presidente do UOL Diveo. O crescimento aconteceu também com os serviços de contratação de domínios na web, aplicativos e soluções de gestão de negócios vendidos como serviço pela internet, além de lojas virtuais – serviço que reúne mais de 5 mil iniciativas. Para crescer no segmento corporativo de médias e grandes organizações, o UOL foi às compras e utilizou como caso de referência a sua própria experiência na área de conteúdo online, apresentado como o maior portal de conteúdo da América Latina, com 4 milhões de visualizações de páginas mensais, segundo do Ibope. A aquisição mais significativa, a DHC, aconteceu há dois anos. Com essa transação, o UOL incorporou como clientes algumas grandes corporações e também os gigantes de e-commerce, a exemplo do B2W, holding que controla a Americanas.com, o Ingresso.com, o Shoptime.com e o Submarino.com. “Compramos a DHC, ganhamos musculatura e há um ano e meio atrás adquirimos a Tech4b, que atua na área quality assurance e que criou entre os vários serviços, um sistema automático de medição e desempenho, com o qual é possível prevenir falhas, avisando ao usuário sobre a necessidade de ampliar a infraestrutura ou, caso o problema esteja no software, identificar o script e recomendar ações ao usuário”, explica Torquato, ao completar que Embraer, Procter & Gamble, Souza cruz, AmBev são clientes conquistados com a compra da Tech4b. Ao final do ano passado, o UOL deu a sua cartada mais recente ao efetivar a compra da Diveo, a princípio negada pela companhia, mas posteriormente reconhecida. “Já era um desejo antigo, porque primeiro a competência da Diveo era algo reconhecido pelo mercado – atendimento, infraestrutura de datacenter, principalmente o de Tamboré com mais de 17 mil metros quadrados – e também pelo relacionamento entre as duas empresas”, afirma Torquato. A compra foi concluída em dezembro e mudou a identidade do UOL para UOL Diveo, resultando na soma de mais de 3 mil clientes corporativos, desde os contratos do UOL Hosting Datacenter. “A Diveo trouxe a Saraiva, a Livraria Cultura e uma série de clientes de varejo, algo que nos permite afirmar que temos 90% do mercado de e-commerce, somando o UOL Hosting e a Diveo”, relata o executivo. Somente no segmento financeiro são mais de 100 bancos, segundo ele, além da própria Bovespa, completa. Torquato arrisca dizer que, se consideradas as operações de multinacionais na área de datacenters, como HP e IBM, hoje o UOL Diveo ocupa a terceira colocação no Brasil. Sobre a tendência de consolidação do setor, ele diz que ainda não enxerga os movimentos ocorridos no passado recente com este perfil. Para Torquato, as negociações são fruto de uma demanda crescente e paralela à expansão da internet, visão com a qual Victor Arnaud, da Alog, concorda parcialmente, ao afirmar que “a consolidação, além de estar em curso, beneficia o consumidor final ao permitir a oferta de mais serviços maduros e de menor custo”. 25% em cinco anos Dos US$ 5 bilhões investidos mundialmente, em 2010, em infraestrutura de TI – servidores, storage e redes – 5% foram destinado a cloud computing. Segundo a IDC, até 2015, esse percentual deve chegar a 25% na América Latina, região onde foram ouvidas 600 empresas em janeiro do ano passado, para saber quantas estavam ou tinham pretensões de investir em cloud computing. Três e meio porcento disseram ter projetos, dado que saltou para 14.5%, em dezembro de 2010. De acordo com a consultoria, o primeiro passo para um ambiente de cloud é a virtualização, num prazo de 12 a 18 meses, no qual ocorre a transição para a computação em nuvem. A tendência, segundo a IDC, é que o usuário departamental pressione a mudança para o cloud, especialmente a geração Y. Aqueles que já perceberam que a migração para o cloud é um caminho sem volta, vão demandar estrutura elástica e compartilhada, com rápida implementação, interface web e padronização, conclui a IDC. |
Datacenter tem que ser verde e inteligente
Já estão abertas as inscrições para o Prêmio CBIC de Responsabilidade Social 2011

Já estão abertas as inscrições para o Prêmio CBIC de Responsabilidade Social 2011, promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) por meio de seu Fórum de Ação Social e Cidadania (FASC).
As inscrições vão até o dia 15 de julho de 2011.
A CBIC – Câmara Brasileira da Indústria da Construção, por meio do FASC – Fórum de Ação Social e Cidadania, estabelece o regulamento para a concessão do Prêmio CBIC de Responsabilidade Social, aplicável aos projetos sociais desenvolvidos por entidades e empresas atuantes no setor da Indústria da Construção, no ano base de 2010 e anteriores.
A CBIC – Câmara Brasileira da Indústria da Construção, por meio do FASC – Fórum de Ação Social e Cidadania, estabelece o regulamento para a concessão do Prêmio CBIC de Responsabilidade Social, aplicável aos projetos sociais desenvolvidos por entidades e empresas atuantes no setor da Indústria da Construção, no ano base de 2010 e anteriores.
Dos objetivos da premiação
A premiação de Responsabilidade Social tem o intuito de:
Fortalecer e estimular o desenvolvimento de ações sociais no setor da Indústria da Construção e do Mercado Imobiliário, criando um mecanismo de reconhecimento dos esforços conjuntos do setor na busca por uma sociedade com melhor qualidade de vida.
Disseminar a cultura da Responsabilidade Social no setor, por meio do debate sobre o tema, ressaltando sua importância para toda a sociedade, especialmente entre os atuantes no setor da Indústria da Construção e do Mercado Imobiliário.
Promover intercâmbio de informações com as organizações dedicadas ao tema da Responsabilidade Social, construindo uma fonte permanente de informações e notícias das ações sociais do setor.
Quem pode concorrer
Empresas ligadas à Indústria da Construção e do Mercado Imobiliário, sediadas no Brasil, de qualquer porte, que estejam desenvolvendo ações, projetos ou programas de responsabilidade social;
Entidades de classe do setor da Indústria da Construção e do Mercado Imobiliário, filiadas à CBIC, que estejam desenvolvendo ações, projetos ou programas de responsabilidade social.
Saiba mais
Projeto da Unesp incentiva eficiência energética
Tisa Moraes/Com Redação
Imagine passar um dia inteiro sem energia elétrica. Acordar e não ter água quente jorrando do chuveiro, não contar com televisão ou aparelho de som para acompanhar as primeiras notícias do dia, trabalhar sem luz artificial, computador ou internet, ficar sem ar condicionado ou ventiladores, voltar para casa e não ter microondas, geladeira ou máquina de lavar roupa para agilizar os afazeres domésticos.
Esta seria a dura realidade cotidiana se não houvessem iniciativas como o Projeto IluminAÇÃO, desenvolvido por alunos da Faculdade de Engenharia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Bauru. Por meio da conscientização sobre hábitos simples que podem fazer toda diferença na quantidade de energia elétrica consumida, a intenção é permitir que famílias de baixa renda do município consigam reduzir gastos e, por consequência, administrar melhor o orçamento doméstico.
“Além da eficiência no uso, nosso objetivo é que as pessoas possam consumir a energia elétrica de forma segura, ou seja, evitando a instalação de ‘gatos’ que geram riscos aos moradores”, comenta o estudante de engenharia elétrica Gabriel Hiroishi Inoue, 22 anos. Ele explica que as atividades desenvolvidas no projeto envolvem três diferentes áreas de atuação.
Uma delas é a Frente Escolar, em que os alunos visitam instituições de ensino da rede pública para ministrar palestras a crianças e adolescentes. O intuito é que eles possam se transformar em multiplicadores das informações e ensinar aos pais, tios, avós e vizinhos usar a energia elétrica disponível de maneira responsável e ambientalmente correta.
“Para as crianças, que é nosso principal foco, desenvolvemos algumas atividades bastante interativas, com jogos de pergunta e resposta, distribuição de brindes, teatro de fantoches e exposição de uma maquete, doada pela CPFL, que simula o consumo de energia doméstico. É bem interessante, o pessoal fica super animado”, comenta Inoue, lembrando que a última iniciativa do projeto foi desenvolvida no início deste mês no Projeto Formiguinhas, na Vila São Paulo, onde cerca de 60 crianças são atendidas.
Mobilização
Além do trabalho nas escolas, há ainda a Frente Comunidade e a Frente Pesquisa que, temporariamente, estão paralisadas. Em anos anteriores, os alunos costumavam visitar residências de bairros periféricos com a finalidade de indicar ações para aumentar a segurança e redução no consumo.
Além de providenciar reparos em equipamentos eletrônicos que eventualmente apresentassem defeitos, eles também conseguiam, através de parcerias, doar geladeiras e chuveiros – novos ou de segunda mão – para que as famílias pudessem reduzir o consumo de energia. “Era um trabalho bem interessante. Agora, estamos preparando um material de divulgação, além da reformulação do nosso site, para tentar mobilizar mais gente novamente em torno do projeto”, comenta Inoue.
Já na área de pesquisa, os alunos iniciaram o desenvolvimento de um aquecedor solar de baixo custo, feito com garrafas pet, mas o projeto não seguiu adiante por falta de espaço apropriado dentro da universidade. “Precisamos ter um local aberto e a faculdade está passando por uma série de adaptações. Mas, em algum momento, vamos retomar esta ideia também”, adianta. Enquanto o aquecedor não fica pronto, os alunos já alertam nas palestras que ministram sobre a possibilidade de as comunidades terem em casa um gerador de energia próprio.
Patrocinado pela Pró-reitoria de Extensão Universitária (Proex), o projeto IluminAÇÃO conta com apoio da CPFL Paulista e Unesp. Atualmente, 15 alunos trabalham como voluntários da iniciativa.
Escolas interessadas em receber a visita dos universitários podem obter informações no site: www.ieeesb.feb.unesp.br/iluminacao.html.
“Além da eficiência no uso, nosso objetivo é que as pessoas possam consumir a energia elétrica de forma segura, ou seja, evitando a instalação de ‘gatos’ que geram riscos aos moradores”, comenta o estudante de engenharia elétrica Gabriel Hiroishi Inoue, 22 anos. Ele explica que as atividades desenvolvidas no projeto envolvem três diferentes áreas de atuação.
Uma delas é a Frente Escolar, em que os alunos visitam instituições de ensino da rede pública para ministrar palestras a crianças e adolescentes. O intuito é que eles possam se transformar em multiplicadores das informações e ensinar aos pais, tios, avós e vizinhos usar a energia elétrica disponível de maneira responsável e ambientalmente correta.
“Para as crianças, que é nosso principal foco, desenvolvemos algumas atividades bastante interativas, com jogos de pergunta e resposta, distribuição de brindes, teatro de fantoches e exposição de uma maquete, doada pela CPFL, que simula o consumo de energia doméstico. É bem interessante, o pessoal fica super animado”, comenta Inoue, lembrando que a última iniciativa do projeto foi desenvolvida no início deste mês no Projeto Formiguinhas, na Vila São Paulo, onde cerca de 60 crianças são atendidas.
Mobilização
Além do trabalho nas escolas, há ainda a Frente Comunidade e a Frente Pesquisa que, temporariamente, estão paralisadas. Em anos anteriores, os alunos costumavam visitar residências de bairros periféricos com a finalidade de indicar ações para aumentar a segurança e redução no consumo.
Além de providenciar reparos em equipamentos eletrônicos que eventualmente apresentassem defeitos, eles também conseguiam, através de parcerias, doar geladeiras e chuveiros – novos ou de segunda mão – para que as famílias pudessem reduzir o consumo de energia. “Era um trabalho bem interessante. Agora, estamos preparando um material de divulgação, além da reformulação do nosso site, para tentar mobilizar mais gente novamente em torno do projeto”, comenta Inoue.
Já na área de pesquisa, os alunos iniciaram o desenvolvimento de um aquecedor solar de baixo custo, feito com garrafas pet, mas o projeto não seguiu adiante por falta de espaço apropriado dentro da universidade. “Precisamos ter um local aberto e a faculdade está passando por uma série de adaptações. Mas, em algum momento, vamos retomar esta ideia também”, adianta. Enquanto o aquecedor não fica pronto, os alunos já alertam nas palestras que ministram sobre a possibilidade de as comunidades terem em casa um gerador de energia próprio.
Patrocinado pela Pró-reitoria de Extensão Universitária (Proex), o projeto IluminAÇÃO conta com apoio da CPFL Paulista e Unesp. Atualmente, 15 alunos trabalham como voluntários da iniciativa.
Escolas interessadas em receber a visita dos universitários podem obter informações no site: www.ieeesb.feb.unesp.br/iluminacao.html.
Recanto das Toninhas (SP) realiza processo de redução de custos
Luiz Adlen, gerente geral do Recanto das Toninhas
(foto: Dênis Matos)
Uma cifra de R$ 783 mil deve ser economizada pelo Recanto das Toninhas, hotel de charme localizado em Ubatuba, litoral norte de São Paulo, com um programa de redução de custos que vem sendo implantado pelo empreendimento.
De acordo com Luiz Adlen, gerente geral do hotel, dez áreas estão sendo reestruturadas para minimizar os encargos financeiros.
Foi instalado um sistema de aquecimento solar em todas as instalações e, segundo Adlen, o investimento já se pagou. "Tivemos uma redução de 41,20% no consumo de energia", conta.
No plano de redução de custos, todos os fornecedores foram contatados para que os contratos fossem revistos. "Conseguimos, em alguns casos, produtos melhores com valor reduzido", garante o gerente.
Houve uma reestruturação na folha de pagamento, com revisão de cargos, salários e reestruturação da equipe. "Fizemos uma leitura 360 graus, verificando funcionários que tinham expectativa mas não tinham capacitação, e aí realocamos esses colaboradores. A economia foi de R$ 300 mil, sem contar que estamos com uma equipe mais contente e enxuta", comemora. Ele acrescenta que a alteração diminuiu em 19% o quadro de funcionários, sendo que 40% destes são do setor Administrativo.
Adlen menciona também que os veículos foram substituídos, houve troca de todo o sistema de água e esgoto, com estimativa de redução de R$ 30 mil por ano por conta da troca dos encanamentos.
Segundo o executivo, parte dos valores economizados foram destinados ao marketing do hotel. "Tínhamos ferramentas obsoletas, sem necessidade para o que o mercado vive hoje. Reduzimos o número de linhas telefônicas e suprimimos o 0800. Agora tudo é feito na internet", diz.
O fato de o Recanto das Toninhas estar instalado numa região litorânea também influenciou nas mudanças. Adlen conta que a maresia corroe boa parte dos móveis e eletrodomésticos dos quartos e, por isso, passou-se a utilizar estes serviços terceirizados. "Passamos a alugar ar condicionado, frigobar, computadores e TVs", explica.
(Dênis Matos)
Serviço
www.recantodastoninhas.com.br
Foi instalado um sistema de aquecimento solar em todas as instalações e, segundo Adlen, o investimento já se pagou. "Tivemos uma redução de 41,20% no consumo de energia", conta.
No plano de redução de custos, todos os fornecedores foram contatados para que os contratos fossem revistos. "Conseguimos, em alguns casos, produtos melhores com valor reduzido", garante o gerente.
Houve uma reestruturação na folha de pagamento, com revisão de cargos, salários e reestruturação da equipe. "Fizemos uma leitura 360 graus, verificando funcionários que tinham expectativa mas não tinham capacitação, e aí realocamos esses colaboradores. A economia foi de R$ 300 mil, sem contar que estamos com uma equipe mais contente e enxuta", comemora. Ele acrescenta que a alteração diminuiu em 19% o quadro de funcionários, sendo que 40% destes são do setor Administrativo.
Adlen menciona também que os veículos foram substituídos, houve troca de todo o sistema de água e esgoto, com estimativa de redução de R$ 30 mil por ano por conta da troca dos encanamentos.
Segundo o executivo, parte dos valores economizados foram destinados ao marketing do hotel. "Tínhamos ferramentas obsoletas, sem necessidade para o que o mercado vive hoje. Reduzimos o número de linhas telefônicas e suprimimos o 0800. Agora tudo é feito na internet", diz.
O fato de o Recanto das Toninhas estar instalado numa região litorânea também influenciou nas mudanças. Adlen conta que a maresia corroe boa parte dos móveis e eletrodomésticos dos quartos e, por isso, passou-se a utilizar estes serviços terceirizados. "Passamos a alugar ar condicionado, frigobar, computadores e TVs", explica.
(Dênis Matos)
Serviço
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Construa sua casa de forma sustentável
Casa ecologicamente correta: investimento agora, economia no futuro. Profissionais da área dão dicas de como construir de forma sustentável e apostam na tendência.
A crescente preocupação com o meio ambiente tem resultado no desenvolvimento de produtos ecologicamente corretos, inclusive na construção civil. Um exemplo dessa tendência são os imóveis sustentáveis, ou casas ecologicamente corretas, residências que usam os recursos naturais para economizar energia e gerar menor quantidade de lixo.

O piso intertravado é uma opção tão permeável e ecológica quanto o modelo antigo (foto: divulgação)
“Para se conseguir um imóvel sustentável é necessário antes de começar a obra fazer um levantamento sobre a área a ser construída, verificar a disponibilidade de água no subsolo, se há vegetação e qual é o tipo de vegetação, onde nasce o sol e como é o clima sendo que se a predominância da temperatura for alta o local deve ser bastante arejado, e se baixa deve ter isolamento térmico”, aconselha Hugo Mascarin, sócio-proprietário do Portal CASAeOFERTA.
Para quem pretende construir esse tipo de imóvel alguns passos são importantes, como pensar o planejamento da obra a longo prazo, na eficiência energética, no uso adequado da água e reaproveitamento, no uso de materiais e técnicas ambientalmente corretas, adequada gestão dos resíduos sólidos, conforto e qualidade interna dos ambientes e permeabilidade do solo.
Dessa forma, o paralelepípedo, bom e velho conhecido de todos, ganha uma versão mais moderna. “O piso intertravado é uma opção tão permeável e ecológica quanto o modelo antigo”, garante o engenheiro da Tecpar Pavimentação Ecológica, Cláudio Roberto de Castro.
E os benefícios não param por aí. Segundo Cláudio, devido a cor clara da pedra, esse tipo de piso pode gerar alta economia de iluminação, pois, se comparado ao pavimento flexível, ele aumenta a reflexão da luz. Outra vantagem está no fato de ele ser pré-moldado. “Além de reduzir os recursos gastos, ele pode ser instalado e removido a qualquer hora, para a manutenção de obras, por exemplo, que podem ser realizadas sem a necessidade de quebrar o piso”, explica o engenheiro.
Telha Onduline (foto: divulgação)
Hugo Mascarin ainda afirma que a principal vantagem em se investir em um imóvel assim é a maior valorização em relação a uma casa convencional com as mesmas medidas.O mais comum é que esse tipo de construção proporcione a maior economia no consumo de água e energia elétrica. Para que a residência gaste o mínimo de energia possível, a primeira dica é construir o máximo de parede de vidros, tipo blindex, em corredores e nos lados da casa onde bate mais sol, aproveitando por mais tempo a luminosidade natural e reduzindo o uso de lâmpadas. “Quando for necessário utilizar as lâmpadas, outra alternativa para reduzir o consumo de energia é optar pelas lâmpadas de LED brancas, que tem maior durabilidade”, aconselha Mascarin.
Para reduzir o consumo de energia no banho, uma opção é colocar placas de aquecedor solar no telhado, pois elas captam energia e esquentam um reservatório específico de água, mantendo-a aquecida. Já para reduzir o consumo de água, a dica é fazer calhas que direcionem a água das chuvas a um recipiente grande, como um barril ou caixa d’água externa. Essa água pode ser utilizada para lavar roupas e quintais, por exemplo.
Um imóvel sustentável deve ser construído com materiais verdes como tijolos de terra crua estabilizados com fibras de coco, paredes e telhados feitos de tubos de pasta de dente (o que deixa o ambiente mais fresco), ou telhados com uma cobertura vegetal, vidros reciclados, blocos de entulho, blocos de pedras entre outros.
Um desses produtos é a telha de vidro. De acordo com o gerente de vendas do Shop da Telha, José Ricardo Gonçalves, este tipo de telha, além de permitir maio luminosidade ao ambiente, gerando menor gasto de energia, ela ainda pode ser reaproveitada pela indústria de vidro. “As telhas de vidro além de proporcionarem redução no consumo de energia podem ser reaproveitadas no caso delas quebrarem”, diz Gonçalves.
Outra boa opção nesta área é a Telha Onduline. “Essa telha é ondulada e composta por fibra orgânica saturada com betrume (resíduo da indústria petroquímica. Além disso, elas são leves e práticas de instalar, facilitando a mão-de-obra e dando mais leveza à estrutura do telhado”, recomenda Gonçalves.
Dentro deste contexto, Eng. Claudio dá sua dica para quem está contruindo ou reformando, principalmente com relação às áreas externas: “O piso intertravado é uma forte tendência tanto em matéria de beleza, quanto na preservação do meio ambiente. Sua permeabilidade, rápida execução, reutilização e a não deformação, fazem desse pavimento uma opção cada vez mais atraente para as construções e para o bolso do consumidor, já que é mais barato em relação ao concreto”, salienta.
E para quem quer aliar ecologia e estética, o engenheiro conta que esta pedra também está disponível nos mais variados tons de cores. “Portanto, pode-se abusar na criatividade e no colorido, sem deixar de lado a preocupação com o meio”, conclui.
Para reduzir o consumo de energia no banho, uma opção é colocar placas de aquecedor solar no telhado, pois elas captam energia e esquentam um reservatório específico de água, mantendo-a aquecida. Já para reduzir o consumo de água, a dica é fazer calhas que direcionem a água das chuvas a um recipiente grande, como um barril ou caixa d’água externa. Essa água pode ser utilizada para lavar roupas e quintais, por exemplo.
Um imóvel sustentável deve ser construído com materiais verdes como tijolos de terra crua estabilizados com fibras de coco, paredes e telhados feitos de tubos de pasta de dente (o que deixa o ambiente mais fresco), ou telhados com uma cobertura vegetal, vidros reciclados, blocos de entulho, blocos de pedras entre outros.
Um desses produtos é a telha de vidro. De acordo com o gerente de vendas do Shop da Telha, José Ricardo Gonçalves, este tipo de telha, além de permitir maio luminosidade ao ambiente, gerando menor gasto de energia, ela ainda pode ser reaproveitada pela indústria de vidro. “As telhas de vidro além de proporcionarem redução no consumo de energia podem ser reaproveitadas no caso delas quebrarem”, diz Gonçalves.
Outra boa opção nesta área é a Telha Onduline. “Essa telha é ondulada e composta por fibra orgânica saturada com betrume (resíduo da indústria petroquímica. Além disso, elas são leves e práticas de instalar, facilitando a mão-de-obra e dando mais leveza à estrutura do telhado”, recomenda Gonçalves.
Dentro deste contexto, Eng. Claudio dá sua dica para quem está contruindo ou reformando, principalmente com relação às áreas externas: “O piso intertravado é uma forte tendência tanto em matéria de beleza, quanto na preservação do meio ambiente. Sua permeabilidade, rápida execução, reutilização e a não deformação, fazem desse pavimento uma opção cada vez mais atraente para as construções e para o bolso do consumidor, já que é mais barato em relação ao concreto”, salienta.
E para quem quer aliar ecologia e estética, o engenheiro conta que esta pedra também está disponível nos mais variados tons de cores. “Portanto, pode-se abusar na criatividade e no colorido, sem deixar de lado a preocupação com o meio”, conclui.
Conar cria normas éticas para apelos de sustentabilidade na publicidade
Anúncio que cite a sustentabilidade deve, assim, conter apenas informações ambientais passíveis de verificação e comprovação, que sejam exatas e precisas, não cabendo menções genéricas e vagas.
Por Conar
O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, Conar divulgou esta semana, em sua sede, em São Paulo, novas normas para a publicidade que contenha apelos de sustentabilidade. O Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária, documento que, desde 1978, reúne os princípios éticos que regulam o conteúdo das peças publicitárias no país, já continha recomendações sobre o tema mas elas foram inteiramente revisadas, sendo reunidas no artigo 36 do Código e detalhadas no Anexo U.
O sentido geral das novas normas é reduzir o espaço para usos do tema sustentabilidade que, de alguma forma, possam banaliza-lo ou confundir os consumidores. Além de condenar todo e qualquer anúncio que estimule o desrespeito ao meio ambiente, o Código recomenda que a menção à sustentabilidade em publicidade obedeça estritamente a critérios de veracidade, exatidão, pertinência e relevância.
Um anúncio que cite a sustentabilidade deve, assim, conter apenas informações ambientais passíveis de verificação e comprovação, que sejam exatas e precisas, não cabendo menções genéricas e vagas. As informações devem ter relação com os processos de produção e comercialização dos produtos e serviços anunciados e o benefício apregoado deve ser significativo, considerando todo seu ciclo de vida.
As novas normas incorporam o princípio que orientou a revisão, em 2006, das regras éticas para a publicidade de produtos e serviços que visam crianças e adolescentes, que considera que a publicidade deve ser fator coadjuvante na formação dos cidadãos. Este princípio está resumido nas frases que servem de introdução ao Anexo U:
“É papel da Publicidade não apenas respeitar e distinguir, mas também contribuir para a formação de valores humanos e sociais éticos, responsáveis e solidários. O Conar encoraja toda Publicidade que, ao exercer seu papel institucional ou de negócios, também pode orientar, desenvolver e estimular a sociedade objetivando um futuro sustentável”.
As novas normas entram em vigor em 1º de agosto e valem para todos os meios de comunicação, inclusive a internet.
Confira a íntegra das novas normas:
Artigo 36 do Código
A publicidade deverá refletir as preocupações de toda a humanidade com os problemas relacionados com a qualidade de vida e a proteção do meio ambiente; assim, serão vigorosamente combatidos os anúncios que, direta ou indiretamente, estimulem:
a poluição do ar, das águas, das matas e dos demais recursos naturais;
a poluição do meio ambiente urbano;
a depredação da fauna, da flora e dos demais recursos naturais;
a poluição visual dos campos e das cidades;
a poluição sonora;
o desperdício de recursos naturais.
Parágrafo único
Considerando a crescente utilização de informações e indicativos ambientais na publicidade institucional e de produtos e serviços, serão atendidos os seguintes princípios:
veracidade – as informações ambientais devem ser verdadeiras e passíveis de verificação e comprovação;
exatidão – as informações ambientais devem ser exatas e precisas, não cabendo informações genéricas e vagas;
pertinência – as informações ambientais veiculadas devem ter relação com os processos de produção e comercialização dos produtos e serviços anunciados;
relevância – o benefício ambiental salientado deverá ser significativo em termos do impacto total do produto e do serviço sobre o meio ambiente, em todo seu ciclo de vida, ou seja, na sua produção, uso e descarte.
Anexo U – Apelos de sustentabilidade
É papel da Publicidade não apenas respeitar e distinguir, mas também contribuir para a formação de valores humanos e sociais éticos, responsáveis e solidários.
O Conar encoraja toda Publicidade que, ao exercer seu papel institucional ou de negócios, também pode orientar, desenvolver e estimular a sociedade objetivando um futuro sustentável.
Regra geral
(1) Para os efeitos deste Anexo, entender-se-á por “Publicidade da Responsabilidade Socioambiental e da Sustentabilidade” toda a publicidade que comunica práticas responsáveis e sustentáveis de empresas, suas marcas, produtos e serviços.
(2) Para os efeitos deste Anexo, entender-se-á por “Publicidade para a Responsabilidade Socioambiental e para a Sustentabilidade” toda publicidade que orienta e incentiva a sociedade, a partir de exemplos de práticas responsáveis e sustentáveis de instituições, empresas, suas marcas, produtos e serviços.
(3) Para os efeitos deste Anexo, entender-se-á por “Publicidade de Marketing relacionado a Causas” aquela que comunica a legítima associação de instituições, empresas e/ou marcas, produtos e serviços com causas socioambientais, de iniciativa pública ou particular, e realizada com o propósito de produzir resultados relevantes, perceptíveis e comprováveis, tanto para o Anunciante como também para a causa socioambiental apoiada.
Além de atender às provisões gerais deste Código, a publicidade submetida a este Anexo deverá refletir a responsabilidade do anunciante para com o meio ambiente e a sustentabilidade e levará em conta os seguintes princípios:
1. Concretude
As alegações de benefícios socioambientais deverão corresponder a práticas concretas adotadas, evitando-se conceitos vagos que ensejem acepções equivocadas ou mais abrangentes do que as condutas apregoadas.
A publicidade de condutas sustentáveis e ambientais deve ser antecedida pela efetiva adoção ou formalização de tal postura por parte da empresa ou instituição. Caso a publicidade apregoe ação futura, é indispensável revelar tal condição de expectativa de ato não concretizado no momento da veiculação do anúncio.
2. Veracidade
As informações e alegações veiculadas deverão ser verdadeiras, passíveis de verificação e de comprovação, estimulando-se a disponibilização de informações mais detalhadas sobre as práticas apregoadas por meio de outras fontes e materiais, tais como websites, SACs (Seviços de Atendimento ao Consumidor), etc.
3. Exatidão e clareza
As informações veiculadas deverão ser exatas e precisas, expressas de forma clara e em linguagem compreensível, não ensejando interpretações equivocadas ou falsas conclusões.
4. Comprovação e fontes
Os responsáveis pelo anúncio de que trata este Anexo deverão dispor de dados comprobatórios e de fontes externas que endossem, senão mesmo se responsabilizem pelas informações socioambientais comunicadas.
5. Pertinência
É aconselhável que as informações socioambientais tenham relação lógica com a área de atuação das empresas, e/ou com suas marcas, produtos e serviços, em seu setor de negócios e mercado. Não serão considerados pertinentes apelos que divulguem como benefício socioambiental o mero cumprimento de disposições legais e regulamentares a que o Anunciante se encontra obrigado.
6. Relevância
Os benefícios socioambientais comunicados deverão ser significativos em termos do impacto global que as empresas, suas marcas, produtos e serviços exercem sobre a sociedade e o meio ambiente – em todo seu processo e ciclo, desde a produção e comercialização, até o uso e descarte.
7. Absoluto
Tendo em vista que não existem compensações plenas, que anulem os impactos socioambientais produzidos pelas empresas, a publicidade não comunicará promessas ou vantagens absolutas ou de superioridade imbatível. As ações de responsabilidade socioambiental não serão comunicadas como evidência suficiente da sustentabilidade geral da empresa, suas marcas, produtos e serviços.
8. Marketing relacionado a causas
A publicidade explicitará claramente a(s) causa(s) e entidade(s) oficial(is) ou do terceiro setor envolvido(s) na parceria com as empresas, suas marcas, produtos e serviços.
O anúncio não poderá aludir a causas, movimentos, indicadores de desempenho nem se apropriar do prestígio e credibilidade de instituição a menos que o faça de maneira autorizada.
As ações socioambientais e de sustentabilidade objeto da publicidade não eximem anunciante, agência e veículo do cumprimento das demais normas éticas dispostas neste Código.
Sorria, este produto consome menos energia
Fonte: Folha de São Paulo |
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Brasil - O segredo para extrair de eletrodomésticos o máximo de desempenho gastando o mínimo está em medidas simples. Isso é importante: um ar condicionado, por exemplo, chega a ser responsável por até um terço do gasto total de energia em uma casa no verão. Uma medida é procurar usar os aparelhos fora do horário de pico (entre 18h e 21h). Outra, comprar produtos com o selo Procel, cujo objetivo é indicar ao consumidor o nível de eficiência energética da mercadoria que está adquirindo. "Cada vez mais a sociedade está procurando por eletrodomésticos eficientes do ponto de vista energético, porque eles auxiliam na preservação ambiental e são mais econômicos", afirma Emerson Salvador, que é chefe da divisão de Eficiência Energética da Eletrobras, executora do Procel (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica). Mais de 3.700 modelos de duas centenas de marcas já passaram por testes de desempenho e segurança elétrica em laboratório para receber o selo Procel. São análises realizadas por laboratórios indicados pelo programa, como o Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP ou o Laboratório de Luminotécnica da Universidade Federal Fluminense. Os mais eficientes ganham etiqueta caracterizada por lâmpada em forma de "smile" e a inscrição "este produto consome menos energia". Quase sempre, ter o selo significa constar da faixa A da etiqueta de eficiência energética elaborada pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial). Afixada ao eletrodoméstico, a tabela indica seu rendimento e consumo. A classificação varia de A, para os aparelhos mais eficientes, a G, aqueles que têm pior desempenho (veja quadro). Até 2012, outros três eletrodomésticos devem fazer parte da lista: ferro elétrico, micro-ondas e ventilador de mesa. No caso do micro-ondas, a Eletrobras estuda analisar o gasto de energia do aparelho em funcionamento e em modo stand by. Diferencial O distintivo é um diferencial para as marcas, o que impulsiona os fabricantes a procurar se adequar aos parâmetros do Procel. De acordo com Salvador, no ano passado, 6 bilhões de kWh de energia foram economizados por conta da aplicação do selo, que também evitou a emissão de gases poluentes, correspondentes aos que são desprendidos por 108 mil veículos/ano. "Os selos de eficiência energética fazem parte dos critérios da Electrolux para o desenvolvimento de produto, que se inicia na pesquisa com o consumidor e vai até os processos de engenharia ao adaptar tecnologias para alcançar os índices de eficiência", afirma Rafael Bonjorno, gerente de marketing. A multinacional, que possui selo Procel em refrigeradores e lavadoras, desenvolve os programas Green Spirit-Conceito de Desenvolvimento Sustentável, no processo produtivo, e Green Range, cujo objetivo é criar produtos "que proporcionem alta eficiência energética e economia de água", diz Bonjorno. Para que uma máquina de lavar roupa automática receba o selo, além de ter consumo de energia na faixa A da tabela do Inmetro, seu gasto de água deve ser menor ou igual a 15,10 litros/ciclo/kg. Se o produto for um condicionador de ar de janela com capacidade de refrigeração nominal de 12.000 BTU/h, seu consumo de energia anual não pode superar os 806,592 kWh/ano. No caso de TVs de plasma, o máximo de gasto permitido em stand by é 1 watt. "A Samsung desenvolve todas as suas TVs em laboratório. Trabalhamos em conjunto com o nosso departamento de pesquisa e desenvolvimento na Coreia do Sul, com metas de consumo estabelecidas pelo Procel", diz Rafael Cintra, gerente sênior da área de televisores da empresa, contemplada com o selo em sua linha de TVs. Segundo o executivo, outra iniciativa importante para a redução do gasto de energia é a ampliação do portfólio de TVs de LED, que consomem em média 50% menos que os aparelhos de LCD e plasma. "Neste ano, estamos lançando 25 modelos de LED, contra 7 de LCD." Esta notícia não é de autoria do Procel Info, sendo assim, os créditos e responsabilidades sobre o seu conteúdo são do veículo original, exceto no caso de notícias que tenham a necessidade de transcrição ou tradução, visto que se trata de uma versão resumida pelo Procel Info. |
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