Sorria, este produto consome menos energia

Fonte: Folha de São Paulo 
Brasil - O segredo para extrair de eletrodomésticos o máximo de desempenho gastando o mínimo está em medidas simples. 
 
 
Isso é importante: um ar condicionado, por exemplo, chega a ser responsável por até um terço do gasto total de energia em uma casa no verão.

Uma medida é procurar usar os aparelhos fora do horário de pico (entre 18h e 21h). Outra, comprar produtos com o selo Procel, cujo objetivo é indicar ao consumidor o nível de eficiência energética da mercadoria que está adquirindo.

"Cada vez mais a sociedade está procurando por eletrodomésticos eficientes do ponto de vista energético, porque eles auxiliam na preservação ambiental e são mais econômicos", afirma Emerson Salvador, que é chefe da divisão de Eficiência Energética da Eletrobras, executora do Procel (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica).

Mais de 3.700 modelos de duas centenas de marcas já passaram por testes de desempenho e segurança elétrica em laboratório para receber o selo Procel.

São análises realizadas por laboratórios indicados pelo programa, como o Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP ou o Laboratório de Luminotécnica da Universidade Federal Fluminense.

Os mais eficientes ganham etiqueta caracterizada por lâmpada em forma de "smile" e a inscrição "este produto consome menos energia".

Quase sempre, ter o selo significa constar da faixa A da etiqueta de eficiência energética elaborada pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial).

Afixada ao eletrodoméstico, a tabela indica seu rendimento e consumo. A classificação varia de A, para os aparelhos mais eficientes, a G, aqueles que têm pior desempenho (veja quadro).

Até 2012, outros três eletrodomésticos devem fazer parte da lista: ferro elétrico, micro-ondas e ventilador de mesa. No caso do micro-ondas, a Eletrobras estuda analisar o gasto de energia do aparelho em funcionamento e em modo stand by.

Diferencial

O distintivo é um diferencial para as marcas, o que impulsiona os fabricantes a procurar se adequar aos parâmetros do Procel.

De acordo com Salvador, no ano passado, 6 bilhões de kWh de energia foram economizados por conta da aplicação do selo, que também evitou a emissão de gases poluentes, correspondentes aos que são desprendidos por 108 mil veículos/ano.

"Os selos de eficiência energética fazem parte dos critérios da Electrolux para o desenvolvimento de produto, que se inicia na pesquisa com o consumidor e vai até os processos de engenharia ao adaptar tecnologias para alcançar os índices de eficiência", afirma Rafael Bonjorno, gerente de marketing.

A multinacional, que possui selo Procel em refrigeradores e lavadoras, desenvolve os programas Green Spirit-Conceito de Desenvolvimento Sustentável, no processo produtivo, e Green Range, cujo objetivo é criar produtos "que proporcionem alta eficiência energética e economia de água", diz Bonjorno.

Para que uma máquina de lavar roupa automática receba o selo, além de ter consumo de energia na faixa A da tabela do Inmetro, seu gasto de água deve ser menor ou igual a 15,10 litros/ciclo/kg.

Se o produto for um condicionador de ar de janela com capacidade de refrigeração nominal de 12.000 BTU/h, seu consumo de energia anual não pode superar os 806,592 kWh/ano.

No caso de TVs de plasma, o máximo de gasto permitido em stand by é 1 watt.

"A Samsung desenvolve todas as suas TVs em laboratório. Trabalhamos em conjunto com o nosso departamento de pesquisa e desenvolvimento na Coreia do Sul, com metas de consumo estabelecidas pelo Procel", diz Rafael Cintra, gerente sênior da área de televisores da empresa, contemplada com o selo em sua linha de TVs.

Segundo o executivo, outra iniciativa importante para a redução do gasto de energia é a ampliação do portfólio de TVs de LED, que consomem em média 50% menos que os aparelhos de LCD e plasma. "Neste ano, estamos lançando 25 modelos de LED, contra 7 de LCD."

Esta notícia não é de autoria do Procel Info, sendo assim, os créditos e responsabilidades sobre o seu conteúdo são do veículo original, exceto no caso de notícias que tenham a necessidade de transcrição ou tradução, visto que se trata de uma versão resumida pelo Procel Info.

Ecogerma 2011 debate sustentabilidade nas megacidades

Evento gratuito promove intercâmbio entre especialistas alemães e brasileiros para propor alternativas aos gargalos ambientais das grandes cidades do País. 
São Paulo– A Câmara de Indústria e Comércio Brasil-Alemanha (AHK) promove entre 30 de junho de 01 de julho de 2011, em São Paulo (SP), a conferência Ecogerma 2011. Voltada a gestores públicos, técnicos em meio ambiente, empresários, estudantes, especialistas em sustentabilidade e ao público em geral, a terceira edição do evento tem como tema central a sustentabilidade voltada ao contexto das megacidades brasileiras e contará com a participação de especialistas brasileiros e alemães na condução das palestras. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site www.ahkbrasil.com. As vagas são limitadas e é necessária inscrição antecipada.

Mirando os impasses ambientais ligados ao desenvolvimento acelerado das grandes cidades, a conferência preparou uma série de painéis voltados à discussão dos principais problemas urbanos da atualidade. Durante os dois dias, especialistas alemães e brasileiros se revezam na discussão de temas como planejamento urbano, gestão de recursos hídricos, destinação de resíduos, conservação de energia, eficiência energética e estratégias para redução de gases de efeito estufa. A programação também reserva espaço para discussão de parcerias público-privadas para gestão dos recursos ambientais e um painel sobre o tema construção sustentável (green buildings).

“A expectativa é que especialistas brasileiros e alemães compartilhem suas experiências e apontem caminhos sustentáveis para os centros urbanos. Vale destacar que a preparação das metrópoles para os eventos internacionais que ocorrerão no Brasil, como a Copa do Mundo 2014 e Jogos Olímpicos 2016, aumenta a preocupação com sustentabilidade. Mobilidade urbana, infraestrutura, recursos hídricos e iniciativas para redução da emissão de gases estão entre as exigências de investimento e são temas que a Ecogerma propõe-se a endereçar”, diz Ricardo Rose, diretor do Departamento de Meio Ambiente da AHK.

A cerimônia de abertura da Conferência Ecogerma 2011 será realizada pelo presidente da AHK, Weber Porto, com presença ainda não confirmada do vice-ministro do Meio Ambiente da Alemanha, Jürgen Becker, e da ministra do Meio Ambiente do Brasil, Isabella Teixeira. A programação preliminar do evento está neste link.

Prêmio “Ecogerma-von Martius”- No programa de abertura da Ecogerma 2011 serão apresentadas as bases do novo “Prêmio Ecogerma-von Martius” que deverá ser entregue a partir de 2012. O novo prêmio, em formato atualizado, dá continuidade à trajetória bem-sucedida de 11 anos do Prêmio von Martius. Criado em 2000, o Prêmio von Martius (homenagem ao explorador e botânico alemão Carl Friedrich Philipp von Martius) tornou-se uma das mais importantes homenagens do País, reconhecendo projetos indutores do desenvolvimento socioeconômico e cultural, alinhados ao conceito de sustentabilidade.

“Sentimos a necessidade de uma atualização na proposta do von Martius. Desde 2000, quando realizamos a sua primeira edição. Houve muitas mudanças no mercado ambiental. O conceito de sustentabilidade foi ampliado, cresceu a preocupação com as mudanças climáticas e todo o conhecimento envolvendo questões ambientais evoluiu. As bases do novo prêmio Ecogerma-von Martius são um reflexo disso,” declara Eckart-Michael Pohl, Diretor de Comunicação Social Mercosul da Câmara Brasil-Alemanha, envolvido no desenvolvimento da nova proposta.

O executivo também informa que durante a abertura da Ecogerma 2011, junto com o lançamento das bases do “Ecogerma-von Martius”, será feita uma homenagem aos vencedores das edições anteriores da premiação, assim como a seu corpo de jurados e aos idealizadores.

Alemanha: liderança mundial em sustentabilidade -A Alemanha é referência mundial em sustentabilidade e no desenvolvimento de tecnologias ambientais. Tamanho know-how tecnológico garante ao país europeu participação de 30% no mercado mundial de geração de energias renováveis e 25% no comércio de tecnologias para tratamento de resíduos e reciclagem. As fontes renováveis respondem atualmente por 11% do consumo total de energia na Alemanha. Desse montante, a biomassa responde por 7,9%, e energia eólica por 1,5%, e as hidrelétricas por 0,8%.

Em 2010, o governo alemão investiu € 26,6 bilhões em energias renováveis, dos quais € 19,5 bilhões foram destinados à energia fotovoltaica (embora ela ainda não seja muito representativa na matriz energética do país) e € 2,5 bilhões à energia eólica. As empresas alemãs respondem por 5% a 30% do comércio internacional de tecnologias para preservação ambiental no mundo, com destaque para tecnologias de energias renováveis e aproveitamento e separação de resíduos sólidos.

Segundo o Instituto Alemão de Pesquisas Econômicas em Berlim (DIW Berlin), até 2030, 32% de toda a energia utilizada na Alemanha terá origem em fontes limpas. Até lá, o setor de energias renováveis será responsável por um acréscimo de 3% sobre o PIB alemão. Além disso, o instituto estima que os investimentos privados em equipamento para produção de energia limpa deverão crescer 6,7% até 2030.

Perfil-A Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK) é uma entidade que desenvolve um papel essencial no fomento das relações econômicas entre os dois países. Filiada à Confederação Alemã das Câmaras de Comércio e Indústria (DIHK), a Câmara Brasil-Alemanha atua como base para o fortalecimento e a diversificação dos negócios de seus associados, na atração de investimentos para o Brasil, na ampliação do comércio bilateral e na cooperação entre os países do Mercosul e da União Europeia.

No Brasil há 93 anos, a Câmara Brasil-Alemanha congrega 1.700 associados, entre empresas de capital ou know how alemão instaladas no Brasil e companhias brasileiras e alemãs voltadas ao comércio exterior, e conta com 220 funcionários atuando em 14 cidades brasileiras. Por meio da Câmara Brasil-Alemanha, os associados se beneficiam de uma rede de mais de 114 câmaras alemãs espalhadas em 81 países, além de 83 entidades do gênero na Alemanha. Em 2009, a Câmara Brasil-Alemanha trouxe para o Brasil 40 delegações empresariais e contou com a participação de 11 mil executivos em congressos, seminários e reuniões anuais.
Conferência Ecogerma 2011 – Sustentabilidade e Megacidades, dias 30 de junho a 01 de julho, das 8h30 às 17h30, no Club Transatlântico - Rua José Guerra, 130 – Chácara Santo Antônio, São Paulo. 
Investimento: Gratuito / Vagas Limitadas / Necessária Inscrição Prévia . 
Informações: http://www.ahk.org.br

Tecnologia e Sustentabilidade do Rio ao Sudoeste

Por Lucas Carniel




Veja a galeria de fotos 
Brasil - O Jornal Aqui Sudoeste apresenta uma série de três reportagens sobre tecnologia com sustentabilidade. 
 As matérias serão publicadas conforme informações do arquiteto de rede da ACP Tecnologia Rodrigo de Lima Souza, que, junto com o analista de rede da Shamah Solutions, Juliano Jean Alves Pereira, participou do Rio Global Green Business, que debateu a importância de se investir em tecnologia, aliando com a preservação da natureza.

O evento, que aconteceu de 1º a 3 de junho, no Rio de Janeiro, serviu como preparação para a Conferência da ONU – que será realizada na Cidade Maravilhosa, em 2012. Reuniu empresas de tecnologia, instituições financeiras e gestores públicos, como o governador do Rio, Sergio Cabral, ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, o governador do Amapá, Camilo Capiberibe e o diretor geral do Ministério do Meio Ambiente da Itália, Corrado Clini, entre outros.

Rodrigo e Juliano relatarão nesta série suas impressões sobre as várias inovações implantadas no mercado tecnológico e como estas transformações poderão chegar ao Sudoeste.

“O mundo todo tem uma meta de preservação de meio ambiente e utilização dos recursos naturais. E o Brasil não está conseguindo cumprir essas metas. Esse evento foi uma união de esforços entre iniciativa pública e privada para tentar chegar nessas metas”, diz. “Vimos o que está sendo feito quanta à tecnologia sustentável, ou seja, desde equipamentos que geram energia com luz solar, energia eólica...”.

Além de equipamentos eletrônicos que não agridem o meio ambiente, os beltronenses viram como a iniciativa pública está agindo na preservação ambiental. “No Pernambuco, o governo está levando este debate ambiental para as escolas municipais, com isso, os custos de energia elétrica estão diminuindo. O Rio de Janeiro também tem uma série de ações, uma delas é a internet gratuita usando energia sustentável. O que mais nos chamou atenção é como nossa região está longe desse debate”, disse.

Tecnologias simples, e que podem, inclusive, serem adotadas nas residências, também chamaram a atenção de Rodrigo e Juliano. “Vimos que a energia eólica e o tratamento de água é uma das medidas para a preservação do meio ambiente. Aqui a gente já sabe que a Copel explora esse setor, no entanto, o que vimos no Global Green Business foi a utilização destas tecnologias de modo caseiro. Basta instalar o equipamento e você pode produzir energia da tua casa!”. Segundo Rodrigo, o desafio de empresas e governos é produzir estes equipamentos no Brasil, pois os que circulam no país são importados, tendo, portanto, alto valor agregado por conta de tarifas alfandegárias.

“A gente percebe que está todo mundo alienado, são poucas ações na prática quanto essa parte de tecnologia sustentável. No Rio de Janeiro encontramos projetos que estão sendo realizados na prática”, disse Juliano.

Na próxima matéria desta série será abordada a aplicação de tecnologia sustentável na região Sudoeste.


Na foto, durante o Rio Global Green Business, Rodrigo de Lima Souza, da ACP Tecnologia; Juliano Jean Alves Pereira, da Shamah Solutions; Fernando Cardoso, da Active Solucoes em Internet; Marcello Ulivieri, presidente da Terre Del Levante Fiorentino. 

2º ENCONTRO DA RESPONSABILIDADE SOCIAL INSTITUTO CASPIEDADE

2º ENCONTRO DA RESPONSABILIDADE SOCIAL INSTITUTO CASPIEDADE 
Data: 20/06 
Local: Blue Tree Premium Morumbi;
Horário: a partir das 19horas

Adesão: 1 cobertor em bom estado

O OBJETIVO DESTE ENCONTRO É EXALTAR O TEMA DA RESPONSABILIDADE SOCIAL ATRAVÉS DAS EMPRESAS QUE REALIZAM E APOIAM AÇÕES SOCIAS,E ASSIM POSSIBILITAR NOVAS PARCERIAS EM TORNO DOS PROJETOS DO CASPIEDADE E ALÉM DISSO, AGRADECER E RECONHECER AS EMPRESAS QUE ACREDITAM QUE JUNTOS PODEMOS CONSTRUIR UM MUNDO MELHOR!

É A SEGUNDA VEZ QUE OCORRERÁ ESTE EVENTO E AS EXPECTATIVAS SÃO DE REUNIR RHs e MARKETING DE EMPRESAS COM GRANDE REPRESENTAÇÃO NO MERCADO E COMPROMETIDAS COM A RESPONSABILIDADE SOCIAL. 
Mais informações: Blue Tree Premium Morumbi - 
Tel: 11-5187-1200  - Com Jaqueline.
                                                

IEEE lança nova série de vídeos especializados em Smart Grid


 
Piscataway, NJ – A IEEE, maior associação profissional para o avanço da tecnologia na humanidade, lançou hoje uma nova séria de vídeos que traz entrevistas com especialistas do IEEE de todo o mundo com a finalidade de discutir as últimas questões e tendências de redes inteligentes. 
 
Os visitantes do Smart Grid IEEE Web Portal ( http://smartgrid.ieee.org/ ) terão acesso a pontos de vista perspicazes por líderes de governo, indústria e universidades que estão diretamente envolvidos no desenvolvimento e implementação de smart grid globalmente.

O nova série de vídeos Smart Grid IEEE Expert oferece um amplo debate com uma perspectiva internacional sobre o vasto leque de temas de smart grid, incluindo considerações técnicas e de negócios.

A série inclui conversas aprofundadas com uma vasta gama de especialistas internacionais, incluindo líderes de projeto da Comissão Europeia, os ativos TIC (tecnologia da informação e comunicações) e engenheiros de energia, os executivos de topo da indústria, líderes governamentais e professores universitários mundialmente reconhecidos que se especializaram em smart grid.

Como parte da série de entrevistas em curso, este novo vídeo Smart Grid IEEE Expert inicia com uma conversa com Chuck Adams, Presidente da IEEE Standards Association (IEEE-SA) 2009-2010. Entrevistado durante o Smart Grid IEEE Fórum Mundial em Bruxelas, na Bélgica, o Sr. Adams fornece insights sobre as normas e sua relevância para o smart grid. Também apresenta trechos de apresentações realizadas por Jim Prendergast, Diretor Executivo do IEEE, explorando os desenvolvimentos globais e regionais de smart grid, e Ralf Christian, CEO da Siemens Setor de Distribuição de Energia.

Novas entrevistas em vídeos serão postados a cada semana para os visitantes do portal Smart Grid IEEE para acesso a qualquer momento e de qualquer local.

Para obter informações sobre Smart Grid IEEE e para visualizar cada um dos vídeos da série, visite: 

Conar restringe propaganda enganosa de empresa 'verde'



A partir de 1º de agosto, a publicidade veiculada no Brasil não deverá mais enaltecer os atributos "verdes" de um produto ou serviço se as empresas não puderem comprovar essas qualidades. 
O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) definiu ontem um conjunto de normas para regulamentar a publicidade que contenha apelos de sustentabilidade.

O objetivo é coibir a banalização da propaganda sobre o tema e evitar que o consumidor fique confuso em relação ao que é um produto verde ou sustentável. "Um anúncio que cite a sustentabilidade deve conter apenas informações ambientais passíveis de verificação e comprovação", diz a norma. 
Segundo Gilberto Leifert, presidente do Conar, não se trata de um boicote a esse tipo de publicidade.

"Não estamos buscando punir essas empresas, mas sim elevar o nível da publicidade sobre sustentabilidade", diz. Leifert ressalta que países como Canadá, França e Inglaterra já limitam a publicidade ambiental, com o objetivo de reduzir o chamado greenwashing - termo que define a propaganda enganosa de atributos verdes de produtos ou serviços.

De acordo com as novas recomendações, as empresas também devem seguir critérios ao anunciar benefícios sociais e ambientais de determinados produtos. 
"Não serão considerados pertinentes apelos que divulguem como benefício socioambiental o mero cumprimento de disposições legais", segundo os critérios. 
As empresas que descumprirem as normas ficam sujeitas a punições que variam de advertência à suspensão da campanha publicitária e divulgação pública do descumprimento da regulamentação. 
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Sustentabilidade nas PMEs

Além de um breve histórico sobre sustentabilidade e consciência ambiental o artigo mostra características de Certificação Ambiental e as vantagens da implantação nas organizações, como redução de custos de desperdício e melhoria de imagem no mercado junto aos Stakeholders.

Por Fabio


Introdução

Falar de sustentabilidade nos leva à memória de passeatas contra desmatamentos, proteção de parques, contra a caça a animais e outros ícones da militância ecológica. Mas o conceito de sustentabilidade empresarial é mais amplo e nos remete a uma preocupação com a imagem de consciência e ética empresarial, redução de custos oriundos de passivos ambientais, multas ou recuperação de áreas degradadas por acidentes ou mau uso dos recursos naturais por empresas, e eliminação de barreiras comerciais com bases técnicas ambientais.

O novo consumidor tem maior consciência ambiental, tem acesso imediato a informações e senso crítico mais apurado, além de facilidade de comunicação em rede e divulgação de aspectos negativos com maior abrangência.

O maior desafio das empresas atualmente é conciliar melhoria contínua de qualidade ambiental à redução de custos e ampliação do retorno financeiro aos acionistas e proprietários.

As empresas que conseguem equacionar essas variáveis estão à frente da concorrência na preferência de consumidores, oferecendo maior solidez e segurança a investidores além de estarem adiantadas em relação à concorrência na antecipação de futuras regulamentações ambientais que certamente irão ocorrer em futuro próximo.

Cronologia de alguns fatos importantes

Na Europa do pós guerra, após o crescimento e fortalecimento da economia, viu-se a ampliação de sua indústria de forma vertiginosa e o início das preocupações ambientais com a criação da primeira Associação de Proteção ao Meio Ambiente.

Na Inglaterra em 1952, com o acidente no qual morreram aproximadamente 1600 pessoas devido à poluição do ar e inversão térmica em Londres, e em 1956 foi criada a lei do Ar Puro na Inglaterra e os primeiros artigos sobre ambientalismo nos EUA.

Em 1962 houve a publicação do livro "Primavera Silenciosa" onde discute o uso de substâncias químicas e uso de agrotóxicos e em 1968 a criação do Clube de Roma, onde um grupo de empresários elaboraram um relatório sobre limites do crescimento e formas de desenvolvimento onde foram levantadas diversas questões ambientais.

Em 1972 ocorre a Conferência Mundial de Estocolmo, onde diversas nações mostraram preocupação com os limites do crescimento e também houve o lançamento do PNUMA.- Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e no Brasil, em 1981, foi elaborada a lei 6.938 prevendo crimes ambientais e a resolução CONAMA sobre licenciamento ambiental.

Em 1987 foi elaborado um relatório da comissão de Brundtland, onde a ONU divulga o conceito de desenvolvimento sustentável.

Em 1990 o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD passa a utilizar a metodologia do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) para avaliação e o Protocolo de Kyoto sobre o aquecimento ambiental.

Em 1992 temos a Rio ECO 92 (177 países) onde foi elaborada a Agenda 21, documento produzido contendo o Planejamento Ambiental para este século.

Em 1993 foram criadas as normas de certificação ambiental (família ISO 14000) pelo comitê ISO, referente a questões ambientais.

Em 2002 foi criado o conceito de MDL – Mecanismos de Desenvolvimento Limpo e a produção de Créditos de Carbono e compensações de carbono emitido como mecanismo contábil de redução de passivo ambiental.

Em 2002 ocorreu a Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+10) na Cidade de Johanesburgo, na África do Sul.

E no Brasil, foi publicado o GEO Brasil, diagnóstico ambiental discutindo sobre a produção de alimentos, a industrialização, desenvolvimento sustentável, uso de terras, uso dos recursos naturais, acidentes ambientais, produção de resíduos e emissões atmosféricas.

Vantagens de Implantação

O que se vê, quando Moretti, Sautter e Azevedo (2010) ao utilizarem estas citações a seguir [citações de Morrow e Rondinelli (2002), Fryxell e Szeto (2001) e Zeng. (2005)], que segundo Fryxell e Szeto (2001) afirmando que "as razões em virtude das quais as empresas deveriam buscar a certificação, são: melhorias nas conformidades regulatórias, melhoria no desempenho ambiental, atendimento das expectativas dos clientes, redução de custos, melhor atendimento às partes interessadas externas e a melhoria na reputação corporativa", é que já se percebe que o controle do desempenho ambiental acarretará redução de custos e maior atendimento ao cliente, suprindo suas expectativas.

Ampliação do mercado, com aceitação internacional após certificação novamente redução de custos por intermédio de redução do desperdício e melhor aproveitamento de recursos, além de melhoria da imagem perante os clientes, percebe-se por Zeng. (2005), da mesma forma, "enumera algumas motivações pela certificação ISO 14001, tais como: a entrada no mercado internacional, a padronização de procedimentos de gestão ambiental para operações internas, a economia de recursos e redução de desperdícios para o gerenciamento corporativo, a melhoria na imagem corporativa para efeitos de mercado e o aumento na consciência ambiental de fornecedores".

Mas outras citações ainda mostram que o maior controle e redução de resíduos, por intermédio da implantação de um Sistema de Gerenciamento Ambiental atua com parâmetros de conformidade medidos e monitorados conforme dizem Melnyk; Sroufe; Calantone (2002).explicam que "o propósito dos sistemas de gestão ambiental pode ser sintetizado como uma possibilidade de desenvolver, implementar, organizar, coordenar e monitorar as atividades organizacionais relacionadas ao meio ambiente visando conformidade e redução de resíduos".

A motivação para a implantação de um SGA – Sistema de Gerenciamento Ambiental consiste na redução de custos e aumento de vantagens competitivas, inclusive à nível internacional, como dizem Morrow & Rondinelli, (2002) "Também se destacam outras possíveis motivações, tais como: economia de recursos pela melhoria da eficiência e redução de custos com a energia, materiais, multas e penalidades, aumento da confiança do investidor na organização e vantagens competitivas internacionais, avaliação do comprometimento com a melhoria do desempenho ambiental e redução de riscos das companhias, por agências regulatórias do governo, companhias de seguro e instituições financeiras, aumento da eficiência das operações, aumento da consciência dos impactos ambientais entre funcionários e o estabelecimento de uma forte imagem de responsabilidade social corporativa".

Novamente explica Chang, Wong, (2006) diz – "Além de contribuir com a responsabilidade social e com o cumprimento da legislação, estes sistemas possibilitam identificar oportunidades de redução do uso de materiais e energia e melhorar a eficiência dos processos", mostrando que o controle acarretará redução de custos e vantagem competitiva em relação à concorrência.

Ademais, Clark (1999) segundo Morrow e Rondinelli (2002), afirma que "muitas organizações multinacionais estão adotando um sistema de gestão ambiental para satisfazer as pressões dos clientes e para assegurar que a cadeia de fornecedores esteja operando de maneira social e ambientalmente responsável. Também, em função do grande interesse entre as partes envolvidas internas e externas, as organizações estão adotando os sistemas de gestão ambiental".

O que se vê, então, é que as pressões de mercado, por meio de maior valorização da empresa junto a investidores, atendimento à legislação ambiental, melhores condições de trabalho, às exigências de clientes e mesmo a busca por maior vantagem competitiva em relação à concorrência promovem melhorias visíveis e podem ser auferidas nas organizações.

O novo consumidor verde, de maior consciência ecológica, mais informado, com nível de escolaridade maior, mais idade, com capacidade de fazer propaganda negativa e de influência em seu meio social, exige das organizações que se adaptem, e de forma rápida, para que possam atender estas novas expectativas.

Os benefícios no Marketing, no atendimento a este novo perfil de consumidor, que busca novos produtos, que tem novos valores, representa oportunidades de nova abordagem comercial, com apelo ambiental, e melhoria da imagem da organização junto aos clientes e fornecedores.

Novos processos de fabricação, a produção de novos produtos, com a constante busca da redução de danos ambientais, utilização de novos materiais, ecologicamente corretos, uso de tecnologias end-of-pipe – de remediação, e tecnologias limpas – clean tecnologies, acabam por reduzir custos, a eliminação de desperdícios nos processos produtivos, proporcionando maior retorno sobre o investimento com o adicional de maior projeção da empresa junto ao mercado, melhoria de imagem junto aos consumidores e conquista de maior fatia de mercado.

Conceito de Empresa Verde


Laville, Elisabeth (2009) conceitua em seu livro "É preciso criar uma empresa que esteja em harmonia com o mundo que a cerca, uma empresa para a qual o desenvolvimento sustentável seja uma segunda natureza, e na qual cada ato contribua efetivamente com a criação de um mundo um pouco melhor, não por altruísmo, mas por natureza. Essa perspectiva é, ao mesmo tempo, impressionante, pelo caminho que nos resta percorrer, e entusiasmante, porque se trata, sem dúvida alguma, do mais formidável desafio proposto à humanidade neste início de século. Um desafio que nos pede, em primeiro lugar, que imaginemos o mundo em que queremos viver no futuro; e que confiemos no ser humano para avançar rumo ao melhor, ao invés do pior."

Processos de fabricação e adoção da filosofia sustentável, onde até as condições humanas são revisadas de forma à sua melhoria, exigem que a mudança da cultura dos dirigentes e colaboradores em sua implantação seja acompanhada de grande perseverança e persistência, mas os resultados posteriores posicionam as organizações frente à concorrência, geram economia de recursos e materiais e auferem maior lucratividade, fornecendo um novo patamar organizacional.

Importância de Certificação

Uma empresa pode implantar um sistema de gerenciamento ambiental – SGA por conta própria, apenas atendendo os requisitos próprios, e padrões da lei, de forma a prevenir poluição, proteção de recursos naturais e gerenciar seus resíduos.

Por adotar padrões particulares, este sistema careceria de possibilidade de ser auditado de forma eficiente por terceiros, perdendo credibilidade. Um sistema baseado em normas ISO 14000 - a ISO 14001 é uma Norma de gestão ambiental que busca assegurar o compromisso das organizações em reduzir os negativos efeitos ambientais, têm por objetivo prover as organizações de elementos de um sistema de gestão ambiental (SGA) eficaz que possam ser integrados a outros requisitos de gestão, e auxiliá-las a alcançar seus objetivos ambientais e econômicos (ABNT, 2004) - permite ser auditado, reconhecido por outros, além de ter credibilidade junto à fornecedores, clientes, e outros parceiros comerciais, visto o sistema já ter sido testado e aprovado no mundo todo.

Selo ABNT Ambiental e Certificação ISO 14001.

Uma forma inicial de pequenas e médias empresas obterem certificação e rotulagem de empresa sustentável é o Selo ABNT Ambiental - "É a certificação de produtos/serviços com qualidade ambiental que atesta, através de uma marca colocada no produto ou na embalagem, que determinado produto/serviço (adequado ao uso) apresenta menor impacto ambiental em relação a outros produtos "comparáveis" disponíveis no mercado."

Este selo promove alguns benefícios para a empresa, visibilidade da marca como empresa que produz de forma ecologicamente correta, com a diminuição do impacto ambiental, que se preocupa com as próximas gerações, que preserva o meio ambiente, além de possibilitar a redução de desperdícios, por meio da reciclagem e aumento de recita com a venda da produto da reciclagem, além de diferenciação positiva perante a concorrência.

A certificação pela ISO 14001 é uma validação reconhecida das conformidades de uma organização de seu SGA – Sistema de Gerenciamento Ambiental - em relação aos padrões da ISO 14001, por uma empresa certificadora independente. É uma norma internacionalmente aceita que define os requisitos para estabelecer e operar um Sistema de Gestão Ambiental.

Implantação de um Sistema de Gestão Ambiental


A implantação de um SGA – Sistema de Gestão Ambiental deve ser baseado no sistema PDCA, também conhecido por Ciclo de Deming, que consiste nas palavras, em inglês: Plan, Do, Check e Action.

Desenvolvido por Shewant e divulgado por Deming, consiste na análise e medição dos processos de forma à melhoria dos mesmos por meio de planejamento, padronização, documentação de forma à melhoria contínua dos mesmos.

Plan – Planejar metas, objetivos, métodos, procedimentos e padrões;

Definir o que deverá ser feito, planejar e definir métodos para o alcance destes objetivos;

Do – Fazer/executar, consiste nas tarefas planejadas;

Iniciar, treinar, educar, implementar, executar em concordância e conformidade com o planejado;

Check – Verificação dos resultados alcançados;

Consiste na análise das informações de modo a verificar os resultados obtidos;

Action – agir para correção e melhoria;

Efetuar correções e melhoria dos processos, os ajustes necessários para que os resultados sejam alcançados e aperfeiçoados.
 
Este ciclo representa o processo de melhoria contínua.

Após o mapeamento dos processos (conjunto de atividades inter-relacionadas que influenciam no produto final) constantes das operações da organização e sua análise de forma à obtenção do conhecimento sobre as tarefas e atividades relacionadas com o entendimento de todas as relações, formas de comunicação e transformação destes, busca-se planejar a melhoria contínua nas formas de atuação da organização com a contínua verificação dos resultados alcançados e as correções necessárias. Sempre com a documentação padronizada necessária para que a auditoria seja feita por órgão credenciado para a certificação.

A Certificação Ambiental ISO 14001 precede de muitas normas até seu recebimento, inicialmente é necessário que a organização desenvolva uma política ambiental como um compromisso para as necessidades ambientais, prevenção de poluição, e melhoria continua, deve conduzir um plano que identifique aspectos ambientais de suas operações e as exigências legais, fixe objetivos e metas consistentes como políticas da empresa e estabelecer um programa de gerenciamento ambiental; deve implementar e operacionalizar um procedimentos que incluam uma estrutura e responsabilidades bem definidas, treinamento, comunicação, documentação, controle operacional, e preparação para atendimento a emergências, além de produzir formas de ação corretiva incluindo o monitoramento, a ação preventiva e a auditoria periódica para o processo de melhoria contínua com a conseqüente revisão do sistema de gerenciamento de forma periódica.

Gestão de Resíduos e Logística Reversa

Segundo Razzolini Filho, Edelvino (2007), é a área da logística responsável pelo retorno de produtos ao processo produtivo para reciclagem e/ou destruição após o uso. Envolve, principalmente, as atividades de armazenagem e transporte.

As organizações anteriormente não eram responsáveis por produtos depois do uso pela clientela, eram somente descartados ocasionando danos ambientais. Com o gerenciamento de resíduos, leis ambientais forçam empresas a receber certos produtos descartados pelos consumidores, diminuindo o impacto ao meio ambiente.

Com a logística reversa, empresas perceberam também que a reciclagem e o reaproveitamento de materiais devolvidos produzem benefícios econômicos e maior lucratividade em suas atividades.

Novamente o consumidor percebe que empresas que reciclam e cuidam do meio ambiente merecem maior atenção e valor ético que a concorrência.

Considerações Finais


Segundo Sá, Ângelo (2010) ]"O grande desafio é conjugar melhoria contínua da qualidade ambiental das instituições com melhores resultados econômicos, em termos de eficiência produtiva".

Como se vê, apesar de um maior investimento para obtenção de certificação, as empresas com visão de futuro devem utilizar em seu planejamento estratégico o coeficiente ambiental como importante item pois fornece impacto positivo junto à imagem da organização junto a fornecedores, investidores e clientes, atingindo uma maior fatia de mercado com a incorporação de novos segmentos e clientes preocupados com a sustentabilidade.

Referências Bibliográficas

BERTÉ, Rodrigo – Gestão Socioambiental no Brasil, Ibpex, 2009
RAZZOLINI FILHO, Edelvino – Logística Empresarial no Brasil, Tópicos Especiais, Ibpex, 2007
Cartilha de Licenciamento Ambiental e as Micro e Pequenas Empresas. Vol I , FIESP, 2008
http://www.ogerente.com.br/log/log-dt-logrev.htm
http://www.linkedin.com/news

http://www.abnt.org.br/default.asp