Desenvolvimento com Sustentabilidade é tema da Semana do Meio Ambiente do RS

A abertura da Semana Estadual do Meio Ambiente do Estado ocorre nesta terça-feira, 31, às 18h, no salão Júlio de Castilhos da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. 
 
 
Tendo o Desenvolvimento com Sustentabilidade como tema principal, o evento foi construído a partir de uma ampla articulação política do Governo do Estado, liderada pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), em transversalidade com órgãos estatais e pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, por meio da Comissão de Saúde e Meio Ambiente. 
 
Além disso, conta com a participação de setores parceiros na construção de um projeto de desenvolvimento sustentável para o Rio Grande do Sul.

Para a secretária estadual do Meio Ambiente, Jussara Cony, a semana vai "dinamizar ações, diretas e indiretas, com o sentido da integração entre a realidade que vive o mundo sobre a questão ambiental e a necessidade de transformá-la, a partir de novos conceitos, novas formas de participação, de educação ambiental, de conscientização dos gestores, dos empreendedores públicos e privados e dos consumidores". 
 
Além disso, ela explica que esse é um desafio para que o Rio Grande do Sul seja indutor para um projeto nacional de desenvolvimento econômico, social e ambiental.

Para conferir a programação completa, acesse o site www.sema.rs.gov.br

Como organizar eventos de negócios

















Organizar um evento de negócios é algo muito mais simples do que possa parecer, no entanto, requer critérios básicos a serem estudados e anotados para ser colocados em prática, garantindo o sucesso, o bem-estar e a satisfação tanto de quem organiza, quanto de quem é convidado. Até mesmo para organizar uma pequena reunião de negócios é preciso cuidados especiais para que ela seja bem sucedida, do começo ao final.

Dicas importantes para quem organiza um evento profissional


O planejamento de um evento é fundamental. Tudo aquilo que é anotado, pesquisado, analisado e seguido com critérios tem quase 100% de chance de acertos e uma pequena margem de erros e imprevistos. Toda recepção, convenção, seminário, encontro, reunião ou palestra deve ser planejada para ser bem sucedida como se fosse a apresentação de um verdadeiro espetáculo.

O planejamento envolve:

- as pessoas que você pretende reunir
- o tempo para conclusão do tema proposto
- as comidas e bebidas que pretende oferecer
- o ambiente onde irá recebê-las

Para recepcionar, pense nos itens abaixo:

Objetivo:

Qual o objetivo da reunião, recepção, encontro ou festa?

Convidados:
Convide apenas as pessoas que compartilhem dos objetivos do evento, pessoas que tenham algo em comum e interesse pelo encontro, palestra ou recepção.

Número de convidados:
Nunca convide um número de pessoas superior ao espaço físico que você dispõe. Nada mais desagradável do que pessoas empilhadas, espremidas ou aglomeradas numa sala de convenções ou reuniões por falta de espaço. Já num auditório onde o número de cadeiras é bem maior do que o número de participantes, dá a sensação de vazio, de desinteresse por aqueles que, eventualmente, não compareceram ao evento, como também de mal-estar ao palestrante. O número de toaletes também deve ser proporcional à quantidade de pessoas convidadas para que não haja filas enormes, tumulto ou aglomerações nos intervalos programados ou na saída dos participantes. Também é imprescindível a presença de um funcionário para cuidar da limpeza e da conservação dos banheiros.

Se o evento for uma festa ou jantar para muitas pessoas, escolha um lugar que proporcione flexibilidade para incluir mais mesas caso necessário e saiba que nesses eventos de relacionamento, cerca de 60% a 70% dos convidados comparecem no evento. Portanto convidar algumas pessoas a mais pode garantir que seu evento não seja um fiasco.

Tipo de Reunião:

A reunião é formal ou informal? Existe um protocolo a ser seguido? Quem presidirá a reunião? Quem são os palestrantes, sócios, diretores e presidentes envolvidos? Quem irá falar e quem irá presidir a mesa?

Serviços:
A reunião pede um serviço que permite aos convidados que se sirvam ou há a necessidade de profissionais, como garçons e copeiras, para servir os participante do evento?

Cardápio:
Pense ns comidas e nas bebidas a serem servidas, sejam no começo, no intervalo ou no final do evento. Nem sempre é proporcionado um coquetel ou uma mesa farta para suprir o gosto ou o paladar de todos, no entanto, água e café é o mínimo que podemos oferecer. Você deve considerar o dia e horário do evento, se forem reuniões noturnas é interessante ter um jantar ou petiscos mais consistentes.

Recursos:

Pense nos recursos materiais e humanos. Conte com o apoio de um especialista ou de uma empresa bem conceituada do ramo de Festas e Eventos que assumam o compromisso de elaborar, com cuidado e certos critérios, desde a decoração até a instalação e o manuseio de aparelhos.

Local:
Auditório? Sala de treinamento? Sala de reuniões? Sala de convenções? Dentro ou fora da empresa? Restaurante? Salão de festas?

Tempo:
Você deve limitar o tempo do evento. É melhor prever um pequeno atraso no começo, garantindo a chegada daqueles que não se preocupam muito com pontualidade. Procure não extrapolar no término do evento por não tê-lo programado com precisão. Lembre-se: tempo é dinheiro! 
Nem todas as pessoas estão predispostas a atrasos e muitas costumam se programar para vários compromissos no mesmo dia. O trânsito e a distância são pontos a serem observados. Dica: música ambiente antes e nos intervalos do evento ajudam a criar um clima agradável, relaxando e acalmando a platéia e os convidados. A música deve ser instrumental e o som não pode ser muito alto para não agredir os ouvidos nem atrapalhar a conversa das pessoas. Não deixe relógios à mostra, você não deve deixar seus convidados preocupados com o horário.

Custo:
Não gaste além do orçamento previsto. Pesquise, pechinche! Tenha bom gosto e sabedoria na arte de receber bem as pessoas, proporcionando-lhes conforto e satisfação.

Regras Básicas

Adequação
Chá, café, almoço, jantar, churrasco...
Apetrechos adequados para um evento:
- aparelho de som
- microfone
- ar-condicionado
- data show
Seja qual for o material a ser usado, quem se encarrega em elaborar um evento deve testá-los com antecedência evitando, assim, constrangimentos e aborrecimentos. E não esqueça de testar as apresentações no datashow, pois ee pode não reconhecer o arquivo ou ter algum problema na execusão.

A importância dos convidados

Todos os convidados de um evento merecem um único tratamento: carinho, afetividade e carisma. Recepcione-os dando boas-vindas, além de agradecer a presença de cada um. Encaminhe-os para o salão ou auditório onde vai ocorrer o evento, faça as apresentações e tente enturmar os mais tímidos ou desacompanhados. Permaneça por algum tempo nesta tarefa; 30 minutos é tempo suficiente para a receptividade. 
Caso tenha que fiscalizar ou circular entre os convidados, encarregue alguém de fazer a recepção mas, mesmo assim, não se disperse e esteja atento à porta de entrada. Lembre-se de que a primeira impressão é a que fica e o convidado deve ser recepcionado com entusiasmo e um sorriso nos lábios. Nada mais constrangedor do que comparecer a um evento e não ter alguém para fazer a recepção ou pior, ser mal recebido! Ao final do evento, não se esqueça de, mais uma vez, agradecer a presença dos convidados, sem a necessidade de desculpar-se. 
Aliás, o pedido de desculpas só é válido se realmente ocorreu algum incidente que possa ter comprometido o evento. Caso haja algum material a ser distribuído como pasta, caneta, bloco de anotações, brinde ou apostila, eles devem ser entregues no final do evento para que os convidados não tenham que segurar os presentes durante o evento, com exceção dos materiais que serão úteis a palestra ou reunião.

Bom senso
Na hora da dúvida, o que fazer ou como agir? Seja educado, carismático, otimista e seguro de si. O verdadeiro anfitrião é aquela pessoa que agrada e encanta, proporcionando bem-estar aos convidados.

Criatividade e toque pessoal
Tenha bom gosto e ouse na criatividade, sem vulgaridade e exageros.

Flexibilidade

Mantenha o sorriso, a disposição, muito carisma e uma excelente postura.

Bom humor
Constante!


Autor: Lívio Callado
Fonte: Catho.com.br

Conselho Brasileiro de Construção Sustentável recomenda cautela no uso de materiais refletivos nas coberturas

Comitê Técnico de Materiais divulgou nota oficial com o posicionamento da entidade sobre o tema. Confira na íntegra
Da Redação


Posicionamento Sobre Tetos Frios - Considerações sobre o tema

 
A radiação solar tem papel importante na elevação da temperatura de casas e edifícios. Em uma casa térrea, a maior parte da carga térmica vem do telhado.

A literatura mostra que o uso de materiais "frios", capazes de refletir parte significativa da radiação incidente em telhados, fachadas e pavimentos em climas quentes, é uma alternativa para melhorar o conforto térmico nas edificações e diminuir o consumo de energia para condicionamento de ambientes. Adotá-lo em escala urbana, pode minimizar a ilha de calor das cidades, aumentando o conforto no ambiente externo e reduzindo conjuntamente a demanda de energia para condicionamento térmico. 
 
O uso de vegetação em telhados, fachadas e ruas, pelo efeito de sombreamento e evapotranspiração tem o mesmo potencial de reduzir a carga térmica dos edifícios e as ilhas de calor, além de reter a água de chuva, colaborando para a redução de enchentes, e para aumentar a biodiversidade. Outros produtos como telhas metálicas não pintadas (alumínio ou galvanizadas) apresentam boa refletância. Películas com barreiras de radiação colocadas sob telhados convencionais, bem como isolantes térmicos e dispositivos de sombreamento, também reduzem o ganho térmico dos edifícios, embora não tragam benefícios urbanos.

Como o olho humano enxerga uma pequena faixa do espectro da radiação, é possível alterar significativamente a refletância sem modificar a cor, alterando apenas a capacidade de refletir radiação na faixa infravermelho. Estas tecnologias, disponíveis comercialmente, inclusive no Brasil, tornaram possível a fabricação de materiais "frios" em cores médias que refletem radiação na faixa do infravermelho.

Assim, é possível garantir ganhos de conforto térmico e redução do consumo de energia sem a necessidade de utilizar cor branca ou clara, inclusive através de uso de arborização urbana e cobertura verde. Além de desnecessária, a especificação de qualquer cor ignora necessidades estéticas, culturais e de funcionalidade, podendo descaracterizar conjuntos históricos. A utilização da cor branca ou clara de forma generalizada pode trazer problemas funcionais para o ambiente construído, pois a excessiva reflexão de luz pode causar ofuscamento e desconforto visual para ocupantes de edifícios vizinhos.

O principal problema desses materiais é a sua durabilidade. A exposição do material, particularmente em superfícies quase horizontais, provoca degradação do desempenho, tanto pela deposição de sujeira quanto pela colonização superficial por micro-organismos. A velocidade de degradação varia significativamente de acordo com as propriedades da película e do material de substrato. Tintas convencionais empregadas em telhados perderão rapidamente suas capacidades reflexivas quando expostas ao clima brasileiro, posto que o fazem em curto espaço de tempo em fachadas. Neste processo, os biocidas necessários à formulação da tinta são lixiviados pela chuva. A reposição frequente aumenta os impactos ambientais, reduzindo os benefícios. 
 
Por esta razão organismos certificadores como "Cool Roof Council" norte-americano somente certifica produtos cujo desempenho tenha sido avaliado por três anos de envelhecimento natural, em condições climáticas da região de interesse. Soluções com durabilidade provada em outros climas não necessariamente apresentarão durabilidade adequada no Brasil, pois o clima é o principal fator na colonização por fungos e outros microrganismos com pigmentos escuros. No país não dispomos de referenciais similares

Além disso, telhados apenas se mantêm reflexivos se periodicamente submetidos à limpeza com água e escovação. Para isto, é necessário garantir acesso fácil e seguro aos telhados, além de pontos de abastecimento de água, bem como soluções de baixo consumo de água. Diferentemente de outros países, no Brasil a quase totalidade dos telhados é inclinada, com risco de escorregamento, e não dispõe de acesso adequado. 
A maioria das telhas, como de cerâmica e fibrocimento, podem quebrar sob o peso de uma pessoa caminhado, exigindo estruturas adicionais para o caminhamento seguro no telhado. Esses aspectos tornam operações de limpeza e manutenção mais difíceis e arriscadas, reduzindo assim a efetividade da solução. Em situações onde o acesso e a limpeza do teto são difíceis, o emprego de isolamento térmico e barreira de radiação, ou até mesmo a adoção de solução como ventilação natural ou mecânica, sombreamento por vegetação ou dispositivos físicos, podem ser as mais adequadas.

Finalmente, o tema ainda é objeto de muitas pesquisas, inclusive sobre a metodologia de avaliação de desempenho do material.

Conclusão

Recomendamos que o uso de toda e qualquer solução que possa reduzir a carga térmica e combater as ilhas de calor - telhados frios, tetos verdes e isolamento térmico de telhado, arborização urbana, pavimentos frios, etc. - seja promovido no mercado brasileiro por seus reais benefícios. Simultaneamente, é necessária a realização de pesquisas sistemáticas, inclusive sobre a durabilidade nos diferentes climas. 
Estes estudos devem ser capazes de gerar normalização técnica que proteja a sociedade com soluções adequadas, seja pelo desempenho inicial, pela durabilidade, pela redução do impacto ambiental durante o seu ciclo de vida, entre outros aspectos.

No atual estágio do conhecimento, e considerando a experiência internacional e brasileira, o CBCS - Conselho Brasileiro da Construção Sustentável recomenda que antes de qualquer política pública que vise tornar obrigatória, tanto para edifícios novos como existentes, seja feita uma análise das alternativas técnicas disponíveis para telhados que possam reduzir os efeitos de ilhas de calor. Soluções precipitadas podem causar prejuízos ambientais e econômicos para a cidade e sua população.

Por outro lado, políticas públicas visando à promoção da arborização urbana podem trazer enormes benefícios no curto e longo prazo.

Fonte: www.piniweb.com.br

Ong cria centro de aprendizagem para energias renováveis

Paraná poderá ser o primeiro estado sustentável do mundo

por Redação EcoD*

 
Foto -Baby Dinosaur

Capital do Paraná deve ser beneficiada pelo programa piloto da ONU
 
Um programa piloto de sustentabilidade apresentado pelo Programa de Cidades doPacto Global da ONU pode fazer do estado do Paraná o primeiro a ser totalmente sustentável.

Em reunião na segunda-feira, 16 de maio, o governador Beto Richa recebeu da diretora do Pacto Global, Elizabeth Ryan, e do secretário de Estado de Desenvolvimento Urbano, Cezar Silvestri, o programa que prevê a criação de uma rede multisetorial para o desenvolvimento sustentável no Paraná.

Para a diretora Elisabeth, o programa que pretende reunir todas as instâncias públicas e privadas, entidades civis e órgão nacionais e internacionais de financiamento, pode tornar o estado referência mundial em sustentabilidade.

“Apresentamos ao governador o Programa de Cidades Sustentáveis, que está sendo desenvolvido em cidades de alguns países, juntamente com a proposta de fazermos do Paraná o primeiro estado sustentável do mundo. Esse projeto foi muito bem recebido pelo governador”, afirmou o secretário de estado, Cezar Silvestri.

O Programa de Cidades Sustentáveis busca, entre outros objetivos, integrar e mobilizar a sociedade em prol da participação nas discussões da agenda pública e qualificar as informações para ajudar nas decisões e na procura por recursos que contribuam para as necessidades sustentáveis da cidade/estado.

Início dos trabalhos

Na discussão com o governador, os especialistas em gestão estratégica para sustentabilidade da Companhia Paranaense de Energia (Copel) Eduardo Manoel Araújo e Rosane de Souza estiveram presentes e concluíram como deve ser feito o processo no estado. Duas cidades do Paraná, segundo Silvestri, já estão sendo modificadas pelo programa.

“A intenção é de estender o programa a todas as demais cidades paranaenses. Contamos também com a participação de uma técnica da ONU, pois a instituição tem maior interesse que tenhamos um estado inteiro desenvolvendo o Cidades Sustentáveis”, explicou o secretário.

*Publicado originalmente no EcoD.

Prêmio Bunge recebe indicações até 30 de maio



Universidades e instituições de pesquisa podem indicar trabalhos nas áreas de oceanografia e defesa sanitária animal e vegetal
 
Agência FAPESP – Termina em 30 de maio o prazo para as instituições, centros de pesquisas e universidades indicarem trabalhos nas áreas de oceanografia e defesa sanitária animal e vegetal para a 56ª edição do Prêmio Fundação Bunge. Os premiados serão anunciados em julho.

O prêmio contemplará trabalhos nas categorias: “Vida e Obra”, que premia pesquisas já consolidadas de profissionais de renome, e a categoria “Juventude”, que reconhece o trabalho de jovens (de até 35 anos) cujos estudos representem um novo paradigma.

O prêmio tem como objetivo incentivar o desenvolvimento de pesquisas de vanguarda em várias áreas do conhecimento. Por regra, os profissionais contemplados são indicados por instituições acadêmicas, entidades de pesquisa e organizações culturais.

O prêmio é considerado um dos mais importantes estímulos à produção intelectual por reconhecer o trabalho de personalidades que contribuem para o desenvolvimento do país e estimular jovens talentos.

O premiado na categoria “Vida e Obra” receberá uma medalha de ouro, um pergaminho e um prêmio de R$ 100 mil. Já o ganhador na categoria “Juventude” receberá medalha de prata, um pergaminho e um prêmio no valor de R$ 40 mil.

Em setembro, como ação de divulgação do prêmio, ocorrerá um seminário internacional sobre as duas categorias da premiação, em parceria com a FAPESP.

Mais informações: www.fundacaobunge.org.br

Murilo Ferreira assume a presidência da Vale defendendo maior diálogo e preocupado com a Sustentabilidade



Por Sônia Araripe, Editora de Plurale em site e Plurale em revista




Fotos de Luciana Tancredo/ Divulgação, Vale

Crescimento, diálogo e sustentabilidade. Estes são, na visão do próprio novo diretor-presidente da Vale, o mineiro Murilo Ferreira, os pontos fortes do seu estilo de liderança. 
Com a experiência de quem já ocupou outros cargos relevantes na estrutura do grupo - presidente da Albrás, diretor da área de Alumínio e presidente da Inco (no Canadá) - o executivo de 57 anos assumiu hoje, oficialmente, o comando de uma dos maiores mineradoras não só do Brasil, mas a nível global.

"Relacionamento com os stakeholders é muito importante", disse o novo diretor-presidente, ocupante agora do lugar antes de Roger Agnelli. O executivo paulista - egresso do Bradesco, estava na direção desde a privatização da empresa, ocorrida há 14 anos, e apesar de ser reconhecido pelo mercado por ter transformado a empresa em uma das mais lucrativas e fortes mineradoras do mundo, sofreu um desgaste intenso nos últimos tempos com o governo, acionistas e outros grupos. Mais cedo, Roger se despediu da funçao reunindo, em um café da manhã, assessores, executivos, a família e alguns jornalistas.

Ferreira confirmou a atual Diretoria-Executiva, indicando ainda a engenheira Vânia Somavilla, que ocupava o cargo de Diretora de Sustentabilidade e, antes de Energia, para o cargo de Diretora-Executiva de Gestão de Pessoas e Serviços Compartilhados. Vânia assume a vaga de Carla Grasso, a única da equipe de Roger Agnelli que não foi mantida. O novo diretor-presidente disse que encaminhará ao Conselho de Administração, na próxima segunda-feira, um pedido de recondução dos Diretores-Executivos da companhia e de confirmação de Vânia para o cargo.

O relacionamento com o Governo, comunidades, empregados, imprensa e a sociedade será, segundo Ferreira, "sempre aberto e ainda mais valorizado". E fez questão de mostrar uma característica de seu temperamento: a busca pelo consenso, sempre pronto para dialogar e ouvir. "Os amigos me chamam aqui na empresa de Murilo-san", brincou Ferreira, ao explicar que o consideram quase um japonês.

Sobre sua maneira de administrar, respondendo à pergunta de Plurale em site, resumiu: "Tenho grande entusiasmo pela palavra crescimento. A Vale tem vocação para crescer. Continuar a ter um bom relacionamento com todos os nossos colaboradores será minha outra prioridade. Tenho ideia fixa em relação a isso."

Antes, o executivo trabalhou por cerca de 11 anos na Vale, tendo ocupado vários cargos relevantes. Infartou, desgastou-se na administração de Agnelli e acabou pedindo demissão. Perguntado porque saiu naquela época e agora está aceitando voltar, Ferreira explicou que "lá era o fim de um ciclo e agora é o início de outro. Não sou uma pessoa intempestiva. Não sairia por divergências."

Acompanhado do presidente do Conselho de Administração da Vale, Ricardo Flores, e de representante da trading japonesa Mitsui (também acionista), Oscar Camargo, Murilo Ferreira fez questão de elogiar, logo no início da coletiva Agnelli. "Gostaria de manifestar aqui o meu enorme respeito por Roger Agnelli, com quem tive a honra de trabalhar. Ele foi de uma intensa dedicação à empresa", afirmou. Ferreira esteve, o tempo todo, acompanhado de sua Diretoria-Executiva, sentada na primeira fila do auditório da sede da mineradora.

Belo Monte e siderurgia - Ricardo Flores confirmou que o planejamento estratégico e os investimentos da Vale , de U$ 24 bilhões, estão mantidos. "Nada muda neste sentido", disse, frisando que a meta é agregar cada vez mais valor para a companhia. Ele também destacou o compromisso da Vale de participar do desenvolvimento do país. Flores assegurou que a Vale "continuará a trilhar o caminho do sucesso" e que os acionistas continuarão tendo "bons dividendos". Segundo o presidente do Conselho de Administração, a Vale respeitará cada vez mais o trabalho da empresa no Brasil e no exterior, além das comunidades onde atua.

Os jornalistas questionaram se não haverá maior influência política, do governo, na companhia. "A Vale é uma empresa privada", frisou Flores. No entanto, o tempo todo da coletiva ficou claro que as palavras-chave agora da nova gestão serão a busca do consenso e do diálogo.

O novo diretor-presidente da mineradora anunciou ainda que irá procurar prestigiar a indústria nacional sempre que puder. “Eu acho que as coisas [buscar lucros e desenvolver o País] não são incompatíveis. Ao optar por adquirir bens no País, a empresa estará gerando empregos e impostos”, afirmou. “Existem situações e situações, mas essas (comprar bens e serviços fora do Brasil) são exceções”. Na gestão de Agnelli, a empresa fez compra de navios de grande porte fora do Brasil, o que teria ajudado a desgastar ainda mais o relacionamento do executivo com o então presidente Lula.

Sobre o recente investimento na usina de Belo Monte - a Vale entrou no lugar do grupo Bertin - o diretor-presidente da mineradora disse que chegou a acompanhar a análise do relatório técnico elaborado pelos especialistas e que considera este um investimento bastante relevante. "Os estudos técnicos indicaram que a Vale deveria entrar. A Vale precisa de energia para o seu crescimento e a pior coisa seria não ter a certeza desta disponibilidade", afirmou, respondendo à pergunta de Plurale em site.

Os investimentos em Siderurgia também serão mantidos, assegurou o executivo, citando projetos no Pará e Ceará. "Fazem sentido para a Vale e é extremamente importante para a empresa que o Brasil tenha um parque siderúrgico", explicou.

Falou aos funcionários, revelando que a sua meta é transformar a Vale em uma das melhores empresas para se trabalhar no Brasil em termos de clima - "foi assim por oito anos quando estive à frente da Albrás". E também para as comunidades próximas de instalações e projetos do grupo. "Estaremos sempre abertos ao diálogo."

Com mais de 30 anos de experiência no setor de mineração, Murilo Ferreira ingressou na Vale em 1998 como Diretor da Vale do Rio Doce Alumínio - Aluvale, atuando em diversos cargos executivos até sua saída em 2008, quando atuava como Presidente da Vale Inco (atual Vale Canadá) e Diretor Executivo de Níquel e Comercialização de Metais Base da Vale.

Fonte: www.plurare.com.br