ISO 50.001 certificará indústrias em desempenho energético

Será lançada neste segundo semestre a nova ISO 50.001, que certificará empresas que adotarem políticas de sustentabilidade no uso adequado da energia e na promoção da eficiência energética.

 
A demanda por uma norma internacional que apontasse diretrizes para o consumo consciente de energia surgiu em 2007 por meio de uma iniciativa do Brasil e EUA para desenvolvimento de um texto internacional, ideia compartilhada pela ISO. A partir daí, os dois países assumiram em conjunto a secretaria do ISO PC242, órgão que coordena os trabalhos internacionais para elaboração da ISO 50.001.

O Procobre Brasil foi uma das entidades que colaboraram na elaboração da ISO com foco na melhoria contínua do desempenho energético das organizações. “O desempenho está baseado em três pontos específicos: uso (aspecto qualitativo da energia, que inclui também aspectos de comportamento humano entre outros), quantidade (aspecto quantitativo da energia, focando o consumo e sua redução) e eficiência energética (aspecto tecnológico e vinculado ao balanço entre os recursos energéticos despendidos e os resultados obtidos num determinado processo)”, explica Alberto Fossa, consultor do Procobre, coordenador da Comissão de Gestão da Energia da ABNT e chefe da Delegação Brasileira no ISO PC 242.

Outra meta da norma é garantir disponibilidade de suprimento de energia, aumentando a competitividade e contribuindo para reduzir o impacto das mudanças climáticas. A melhoria contínua do desempenho energético levará à diminuição do consumo global de energia.

Segundo Fossa, a publicação está em processo de consulta internacional do FDIS (Final Draft of International Standard). “Esse é o último estágio do processo. Em paralelo, o Brasil já está com o seu texto em português pronto, que também se encontra em consulta nacional. Os dois textos devem ser publicados simultaneamente”, explica.

O ICA International Copper Association – instituição da qual o Procobre faz parte – possui um grupo de trabalho para coordenar todas as atividades relativas à ISO 50001, incluindo apoio técnico e consultoria a outros centros de promoção de cobre existentes ao redor do mundo, especialmente àqueles localizados na Bélgica, China e Índia. Além disso, iniciativas como esta tem sido apoiadas pelo ICA em países como Chile, Perú e México, por meio do Programa de Energia Elétrica Sustentável. Este programa tem como objetivo otimizar o uso do cobre nos sistemas elétricos para impulsionar a eficiência energética, a proteção ao meio ambiente, a segurança e a confiabilidade durante a geração, transmissão e distribuição da energia elétrica.

A ISO 50.001 vem contribuir com o Plano Nacional de Energia 2030 (PNE), que considera a eficiência energética como um fator fundamental para equacionamento do suprimento nos próximos anos. O Pnef (Plano Nacional de Eficiência Energética) também está em elaboração e cita explicitamente a ISO 50.001 como uma ferramenta importante na disseminação dos conceitos de eficiência energética no país.

O Plano Nacional de Eficiência Energética apresenta também propostas de políticas a serem implementadas, particularmente no setor industrial, como incentivos fiscais para modernização e eficiência energética; compulsoriedade de eficiência energética vinculada à concessão de financiamentos; certificados de redução de consumo e estabelecimento de índices de eficiência de referência para os setores da indústria.

Para a indústria e consumidores, a nova ISO será um motivador para aumento do uso de produtos eficientes, como os motores elétricos que são identificados com o selo do Procel. “Prevemos que a grande maioria das empresas adotará a ISO 50.001 como forma de demonstrar ao mercado seu compromisso com a sustentabilidade. A sociedade encontra-se mais sensibilizada com o tema das alterações climáticas e têm identificado de forma mais contundente diferenças entre empresas responsáveis e não responsáveis”, comenta o consultor. 
 

Você sabe o que é Greenwashing?

por Oscar Neto
O boom do conceito de desenvolvimento sustentável em todo o mundo alertou a sociedade como um todo para a importância e necessidade de contribuirmos com o meio ambiente. 

No entanto, muitas empresas atualmente se promovem (ou tentam se promover) ao usarem a responsabilidade socioambiental e a sustentabilidade como bandeira, embora pouco ou nada façam nesse sentido. O nome desse comportamento? Greenwashing.

É entendida como greenwashing, ou “maquiagem verde”, a falsa publicidade ambiental. Por exemplo: o volume de produtos que contém, em seu rótulo, frases alusivas a qualidades ecológicas que muitas vezes não podem ser comprovadas na prática ou revelam-se insuficientes para a completa compreensão do consumidor.

Quando são simplesmente lançadas e isoladas ao consumidor, expressões do tipo “produto amigo do ambiente”, “qualidade verde”, “100% natural”, “colabora com um planeta sustentável”, e assim por diante, violam o seu direito à informação, ao desrespeitarem os princípios que circundam esse direito, como a veracidade, a transparência, a objetividade e a clareza.

Uma companhia que pratica o greenwashing costuma mascarar uma realidade nada ecologicamente correta para ganhar a confiança e simpatia dos consumidores sem fazer muito esforço (investir em sustentabilidade), no sentido de melhorar sua imagem institucional.

A sociedade canadense de consultoria em marketing ambiental TerraChoice Environmental Marketing, identificou algumas práticas que caracterizam o greenwashing e que, segundo estudo publicado em outubro de 2010, estão presentes em pelo menos 95% dos produtos domésticos norte-americanos e canadenses. São exemplos:

Referências a qualidades falsas;

Ausência de provas sobre os dados informados;

Utilização de informações genéricas excessivas, irrelevantes, ambíguas e contraditórias ou que escondam características prejudiciais ao ambiente em outras benéficas sem uma avaliação do ciclo de vida completo do produto;
 
Rótulos que transmitem a falsa impressão do produto ter sido objeto de certificação ambiental.


Para não serem rotuladas de greenwashing, as empresas devem ficar atentas ao conteúdo de suas campanhas publicitárias, investirem, de fato, em sustentabilidade e tomar alguns cuidados:

Conhecer profundamente os princípios e ações para que se alcance o desenvolvimento sustentável;
 
Fazer uma profunda e sincera avaliação dos impactos socio-ambientais da sua empresa, produtos ou serviços;
 
Garantir a real sustentabilidade em todos os aspectos, como os impactos causados na produção, distribuição e disposição dos produtos;
 
Fiscalizar constantemente as ações de sustentabilidade que sua empresa promete.


Greenwashing nos tribunais

Para combater a prática do greenwashing, a agência reguladora do mercado nos Estados Unidos, Federal Trade Comission, editou diretrizes (atualizadas em outubro de 2010) no caso específico da publicidade verde, para a interpretação das normas referentes às práticas comerciais desleais face ao consumidor, contendo o real significado que expressões alusivas às melhorias ambientais devem conter. Decisões administrativas nesse sentido criaram termos de ajustamento de conduta para empresas que desrespeitaram essas diretrizes no exercício de seu direito de publicidade.

Na França, por sua vez, o Tribunal de Lyon e a Câmara Criminal da Corte de Cassação condenaram a empresa Monsanto, que anunciava no rótulo de um herbicida que sua produção era a de um produto “biodegradável”, que “respeita o ambiente”, é “limpo”, “eficaz e seguro ao ambiente”, a despeito da presença do elemento químico glifosato, nocivo à saúde humana e ao meio ambiente como um todo.

A advogada e mestre em Direito Constitucional Manuela Prado Leitão acredita que ações semelhantes deverão ser adotadas em breve pelo Judiciário brasileiro. “A tendência é que cada vez mais esse assunto se torne presente na pauta de julgamento dos tribunais no mundo todo, como resultado da crescente conscientização dos consumidores com comportamentos sustentáveis”, acrescentou em artigo para o Instituto Akatu.

Aquelas empresas realmente interessadas em contribuir com a sustentabilidade do meio ambiente onde atuam podem obter mais informações em documentos com o Greenwash Guide, o Eco-promising e o The “Six Sins of GreenwashingTM”, que explicam como se caracteriza o greenwashing e trazem recomendações práticas do que não se deve fazer ou comunicar a fim de evitá-lo.

Fonte: ecodesenvolvimento.org.br

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Alcoa mobiliza funcionários em mutirão ecológico global

Programa Semanas Verdes promove uma série de ações para engajar os funcionários da companhia com o intuito de estimular a consciência para a questão ambiental.


 
 
A Alcoa e a Alcoa Foundation promovem até 21 de junho o programa Semanas Verdes, iniciativa inédita e global da companhia que tem como objetivo conscientizar os funcionários para as metas ambientais de redução, reciclagem e revitalização. Por meio de uma intensa programação, a empresa pretende que milhares de seus funcionários intensifiquem sua participação voluntária em ações ambientais. No Brasil estão previstas cerca de 50 atividades e a participação de três mil funcionários das unidades da empresa no País.

“A sustentabilidade é o coração de tudo o que fazemos na Alcoa”, conta Paula Davis, presidente da Alcoa Foundation. “O programa Semanas Verdes pretende mobilizar funcionários e familiares para deixarem sua comunidade mais verde e torná-los numa espécie de embaixadores ambientais”.

Uma das iniciativas programadas mundialmente pela Alcoa Foundation inclui a participação de filhos dos funcionários da Alcoa com até 17 anos. O concurso pretende estimular a criatividade de crianças e jovens para criarem desenhos e maquetes que representem como será o meio ambiente no futuro. As oito melhores ideias serão premiadas com um valor equivalente em reais de US$ 5 mil e doadas a escolas públicas escolhidas pelos ganhadores do concurso.

Programação intensa -Além do concurso cultural, há uma série de atividades programadas em todas as unidades da Alcoa no Brasil. No escritório central, em São Paulo (SP), estão agendadas palestras, doações de mudas e exibição do filme Wall-e a um grupo de crianças de uma instituição apoiada pela empresa.

A educação ambiental e participação da comunidade estarão contempladas nas campanhas do Consórcio Alumar, em São Luís (MA). Ainda acontecem oficinas de integração e atividades com funcionários e familiares.

A unidade de Poços de Caldas (MG) programa atividades para os funcionários, estagiários, terceiros, familiares e comunidade. Estão previstas campanhas de coleta de latinhas e de pilhas, visitas ao parque ambiental da unidade, oficina de hortas em casa e apartamentos, plantio de árvores, entre outros.

Um concurso de fotografias será um dos temas abordados em Itapissuma (PE). Estão previstas também a implementação de um programa de coleta seletiva em uma escola municipal, atividades educativas e outras ações de conscientização.

Em Tubarão (SC) haverá curso de reciclagem de garrafas PET, distribuição de mudas de árvore e ação voluntária de estagiários.

Nos municípios paulistas de Sorocaba e Santo André estão agendadas palestras, plantio de mudas de árvores e atividades ambientais, além de uma apresentação teatral dos funcionários de Santo André abordando o tema reduzir, reciclar e renovar o meio ambiente.

Em Juruti (PA) o meio ambiente será retratado nas telas. Está programada mostra audiovisual ambiental, com vídeos de produções profissionais e independentes. Além deste programa, ainda acontecem um painel socioambiental, plantio de mudas de árvores, entre outras.

O Programa Semanas Verdes - iniciativa voluntária dos funcionários da Alcoa, foi criado e estruturado para o desenvolvimento de ações ambientais, com recursos da ordem de US$ 7 milhões, custeados pela Alcoa Foundation. Desde 2008 a Alcoa investiu US$ 23 milhões em organizações ambientais, como a World Wildlife Fund, World Resources Institute, Conservation International, Global ReLeaf e a The Nature Conservancy.

A Alcoa Foudation é uma das maiores fundações corporativas nos Estados Unidos, com ativos de cerca de US$ 420 milhões. Além contribuir com projetos sociais nas comunidades onde a Alcoa possui unidades, a Alcoa Foundation está focada na promoção da gestão ambiental, sustentabilidade econômica e social, e na preparação dos líderes de amanhã.

A entidade foi criada em 1952 e investiu mais de US$ 515 milhões ao redor do mundo. Os funcionários da Alcoa também são parte de sua energia que, com paixão e propósito de fazer a diferença em suas comunidades, por meio do Programa de Voluntários, registraram em 2010 cerca de 650 mil horas de serviços comunitários em nove mil organizações sociais. No Brasil, desde 1995, juntamente com o Instituto Alcoa, foram investidos cerca de R$ 96 milhões em mais de 1900 projetos, beneficiando 39 cidades brasileiras e totalizando mais de 1,3 milhão de horas de trabalho voluntário.

Perfil-A Alcoa Alumínio S.A. é subsidiária da Alcoa Inc, líder mundial na produção de alumínio primário, alumínio transformado e alumina. Com atuação em 31 países, a Alcoa Inc possui 59 mil funcionários e integra pela nona vez consecutiva o Índice Dow Jones de Sustentabilidade. Presente na América Latina e Caribe desde o final da década de 50, conta com cerca de sete mil funcionários na região e possui operações no Brasil, Jamaica e Suriname.

No Brasil a companhia atua em toda a cadeia produtiva do alumínio, desde a mineração da bauxita até a produção de transformados. 
 
A Alcoa possui sete unidades produtivas e três escritórios distribuídos no Maranhão, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Santa Catarina, São Paulo e Distrito Federal. 
 
A empresa possui ainda participação acionária em quatro usinas hidrelétricas: Machadinho e Barra Grande na divisa dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul; Serra do Facão em Goiás; e Estreito, entre o Maranhão e Tocantins. 
 
Em 2010 a Alcoa registrou faturamento de US$ 1,6 bilhão no Brasil e foi eleita Empresa Sustentável do Ano pelo Guia Exame de Sustentabilidade.

Empresa: www.alcoa.com.br

Fonte: Revista Fator

Coffree – embalagem de café solúvel que vira copinho


Coffree é uma embalagem conceitual, multifuncional, de café solúvel desenvolvida pelos designers Young-an Seok, Young-woo Choi & Se-ryung Nam.

O café é um dos produtos mais mais sensíveis a cheiro e umidade, por isso necessita de embalagens com uma ótima barreira para esses elementos. Se o consumo de café solúvel é frequente, a embalagem de vidro é o ideal. Não existe barreira melhor e ainda é reutilizável. E depois é só usar xícara de louça.

Mas em um escritório, ou quando está na rua, e o café nem sempre é da melhor qualidade, a opção é o café solúvel embalado individualmente, o que gera um grande volume de resíduo. Para essas situação que Cofree pode ser interessante.


Quando fechada ela ocupa pouco espaço podendo ser facilmente transportada e guardada, sendo selada para não entrar umidade. Após aberta, por causa da forma em que é dobrada, ela se transforma em um copo.

É só acrescentar água e pronto. Assim evita o o descarte de mais um material que seria do copinho de plástico ou isopor. E o lacre ainda serve como pazinha para mexer o café.

Fonte:

Sistema de Modelagem espanhol será adaptado para gestão costeira do Brasil

Carine Corrêa, do Ministério do Meio Ambiente

Stuart Gibson Photographer www.stugibson.net

O Sistema de Modelagem Costeira (SMC), desenvolvido na Espanha, será adaptado para o gerenciamento dos cerca de 8 mil quilômetros da costa brasileira. O Ministério do Meio Ambiente vai usar a ferramenta na busca de soluções para prevenir e reduzir o impacto das mudanças climáticas sobre as populações de regiões litorâneas.

Mais de 140 milhões de brasileiros vivem nas 16 metrópoles na região e boa parte já começa a sentir os efeitos da erosão provocada pelo avanço do mar. O bioma é um dos mais vulneráveis aos efeitos do aquecimento global. O desenvolvimento econômico do País agrava as pressões sobre a costa brasileira e aumenta sua vulnerabilidade a desastres naturais, como inundações.

A gerente de Zona Costeira do MMA, Leila Swerts, alertou hoje (10/06), durante seminário internacional que debate a utilização do SMC pelo Brasil, que é fundamental a adesão das instituições nacionais ao projeto. “Precisamos pensar formas de disseminação, investimentos na formação de banco de dados e na capacitação de gestores para a utilização ampla do SMC”, afirmou.

O uso pelo Brasil do SMC na costa brasileira é fruto de acordo de cooperação técnica com a Espanha. De acordo com o secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural do MMA, Roberto Vizentin, o gerenciamento da costa brasileira ainda é um desafio para as políticas públicas. “Planejamento, gestão e uso sustentável da zona costeira estão muito além da nossa capacidade de adotar as medidas necessárias para enfrentar as mudanças climáticas”, afirmou. Para ele, é necessária uma ampla mobilização, com a participação direta de pesquisadores e estudiosos na produção do conhecimento que o País precisa nessa área.

Com o SMC brasileiro será possível dimensionar problemas como a erosão na costa brasileira e proteção de populações assentadas em regiões abertas com risco de inundações. O sistema é capaz de avaliar o impacto ambiental associado à exploração da indústria de petróleo. Pode, ainda, delimitar as zonas de domínio público e privado ao longo do litoral, o que permite a recuperação de espaços públicos ocupados.

Inclui bases de dados de dinâmicas marinhas, como ondas, correntes, ventos e nível do mar. Sua utilização é considerada um passo decisivo para o aprimoramento do gerenciamento costeiro brasileiro. Sistemas de modelagem são utilizados em vários países.

O Seminário Internacional SMC/Brasil: Apoio à Gestão da Costa Brasileira terminou na quarta-feira (11/05).

Fonte:Mercado Ético

“Tirem as cidades do Código Florestal”, diz geólogo


 
“Todas as polêmicas que estão se desenvolvendo em torno do projeto de alteração do Código Florestal dizem respeito ao meio rural, e em especial aos conhecidos conflitos entre o aproveitamento agrícola-pecuário do espaço rural e a preservação ambiental de certas feições geográficas desse espaço.

Obviamente torcemos todos para que as partes interessadas cheguem a um virtuoso denominador comum e o país possa contar com uma legislação de admirada qualidade. Enfim, sempre valeu a pena sonhar.

No entanto, infelizmente, essas polêmicas de caráter rural têm posto de lado, como questão menor, ou até como uma “não questão”, a enorme oportunidade de uma decisão de caráter praticamente consensual hoje, qual seja a necessidade de um tratamento legal independente para a questão florestal no espaço urbano.

O problema central é que a atual legislação, Código mais Resolução Conama 303 reguladora das APPs, não foi inspirada pela realidade urbana, sendo, por decorrência, equivocada conceitual e estruturalmente para a gestão ambiental do tão singular espaço urbano. Impossível imaginar-se uma legislação florestal válida ao mesmo tempo para a Amazônia, para os Pampas, para o litoral nordestino e para o bairro da Vila Brasilândia na Grande São Paulo.

No caso das cidades, essa incompatibilidade tem provocado um enorme número de pendências legais conflituosas entre órgãos ambientais e empreendedores urbanos públicos e privados, inviabilizando a implantação de projetos urbanísticos planejados e dotados de adequados controles ambientais, como também induzindo, especialmente em grandes conglomerados urbanos, ocupações irregulares; do que resulta um maior comprometimento dos já escassos recursos naturais e a multiplicação de áreas risco geológico.

Não será tarefa difícil chegar-se consensualmente a uma legislação ambiental urbana que consiga combinar as necessidades típicas da urbe com a preservação de espaços ambientais/florestais indispensáveis à qualidade material e espiritual do cidadão e à prevenção de tragédias de cunho geológico. A única condição para que essa “utopia” se realize está na preciosa oportunidade que repousa hoje nas mãos de nossos legisladores, qual seja a decisão de um tratamento legal diferenciado e independente entre o ambiente rural e o ambiente urbano”.

*Álvaro Rodrigues dos Santos é geólogo pela Universidade de São Paulo. Ex-diretor de Planejamento e Gestão do IPT, é autor de vários livros sobre o tema. Hoje atua como consultor em Geologia de Engenharia, Geotecnia e Meio Ambiente.

Soluções sustentáveis no Salão Tech do Senac Fashion Business

O que há de mais moderno em tecnologia de produtos e serviços será apresentado no Salão Tech do Senac Rio Fashion Business, que acontece de 24 a 27 de maio na Marina da Glória, Rio de Janeiro. 
 
 
Numa área exclusiva de 2 mil m², os expositores mostrarão aos lojistas e visitantes da maior bolsa de negócios da moda as novas tendências do comércio. É a tecnologia de ponta a serviço do lojista e das confecções.

Uma das novidades que promete sucesso nesta edição é o ventilador de teto ‘verde’ Solar Star, da Naturalux, que funciona à energia solar como ventilador e exaustor para montagem em telhados, sem custo de energia. 
 
Instalado no ponto mais alto (local mais eficaz) do teto (telhado), promove a circulação do ar e a ventilação do ambiente. Residências e indústrias ganham um ambiente fresco e confortável. 
 
Energizado por um painel solar de 10 watts de potência, reduz o acúmulo de calor, os custos com ar condicionado, combate a deterioração do ambiente por fungos e reduz custos com aquecimento, entre outras vantagens. 
 
A Naturalux oferece ainda o Solatube, sistema de iluminação natural composto por tubos de alumínio e difusores que captam, transferem e difundem a luz solar externa para ambientes internos. Cerca de um milhão de unidades já foram instaladas em mais de 50 países.

A Ledco lançará seus painéis de LEDs, que funcionam como um backlight, com 8 milímetros de espessura. Permite ao lojista fazer publicidade e comunicação de maneira elegante, econômica e ecologicamente correta. Já a Natural Fashion apresentará sua nova coleção verão 2012 em tecido de algodão orgânico colorido naturalmente, totalmente sustentável e antialérgico. O produto também é socialmente responsável, ao incluir agricultores e artesãos na cadeia produtiva.

Entre os vários fabricantes de manequins está a Fabrik Ind, que estreia no Salão Tech esperando um aumento de 40% nas vendas em consequência do evento. Seus modelos exclusivos de manequins, displays e cabides são inovadores, confeccionados com fiber glass de última geração, adicionado à resina de poliéster saturado (maior flexibilidade). O acabamento é em nitocelulose, o que aumenta a proteção do manequim diante de temperaturas e luminosidade excessivas. A Fabrik Ind também oferece manequins infantis articulados Flexkids em aço de carbono galvanizado, os únicos de acordo com a norma ABNT (idade=tamanho).

A Gráfica Maio, que personaliza agendas, moleskines e cadernetas para grifes como Farm, Espaço Fashion, Totem, New Order e Coporeum, entre outras, lançará um novo Riskiny (caderneta), com capa de couro. Até o ano passado ela era produzida apenas com capa de tecido ou papel. A empresa também fechou uma parceria com a Dermage para apresentar uma nova caderneta, que vem acompanhada de um mini gloss. Para promover a parceria, a Dermage montará um "beauty center" para revitalização da pele dos vip’s – que ganharão um voucher – durante o evento.

A Palmetal, fabricante de móveis em aço inox de alto design, inova com o conceito de ecodesign em suas araras, cabideiros, cadeiras, etc. Confeccionados em aço inox, matéria-prima 100% reciclável, os produtos da marca Alezzia podem agregar detalhes em madeira que, neste caso, tem origem de reflorestamento, com certificação FSC (Forest Stewardship Council). 
 
A Legas Metais apresentará uma estante de metal auto portante, que pode ser colocada na vitrine, no meio da loja ou encostada às laterais, sem a necessidade de furar a parede. Para lojistas do litoral, a Legas sugere os cabideiros e dispositores para roupas e acessórios em alumínio, mais resistentes à maresia.

Para confecções e lojistas que precisam se organizar, a C&D Sistemas de Automação oferece a gestão integrada de pontos de venda e automação comercial, com destaque para o PCP (Processo de Controle de Produção), que permite a organização e o controle completo de toda a cadeia de produção (da fábrica ao ponto de venda). O programa permite a gestão de matéria prima (aquisição e estoque), o controle do fluxo físico e financeiro de facções, costureiras, estoques etc, aumentando a produtividade e eficiência da empresa.

Em sua primeira participação no Salão Tech, A BW DESIGN vai lançar algumas novidades. Em parceria com fornecedores de tecidos e estamparia digital, disponibilizará um catálogo de tecidos ecológicos, reciclados de garrafa Pet ou 100% algodão com corantes a base d´agua. 
 
Em sua encomenda, o cliente escolhe o tecido, a metragem e o desenho da estampa. O tecido será composto em estamparia digital na metragem solicitada, de acordo com o tema da coleção, seja para confecções de moda ou para decoração, como o forro de um sofá, por exemplo. 
 
A empresa também levará amostras de papel de parede em tecido. Ou seja, o tecido já vem adesivado para decorar a casa do cliente e o desenho poderá ser escolhido a partir do mostruário. Outro lançamento é o “quadro tecido”, um desenho impresso e emoldurado que ganha status de obra de arte para enfeitar paredes.