Dia 22 de abril, dia do Planeta Terra



Uma data duplamente importante para os brasileiros que comemoram o Planeta Terra e o Dia do Descobrimento do Brasil.

Despertar a consciência na população do mundo sobre maneiras de colaborar na preservação do meio ambiente através de simples medidas cotidianas. Esse é o objetivo da criação do Dia do Planeta Terra.

Comemorado no dia 22 de abril, a iniciativa nasceu em em 1970, nos Estados Unidos, quando o senador norte-americano Gaylord Nelson, na época um estudante de Harvard, organizou o primeiro protesto em caráter nacional contra a poluição do planeta. O movimento para discussão e desenvolvimento de projetos sobre o meio ambiente ganhou a cada ano mais países como adeptos, incluindo o Brasil, que aderiu à causa em 1990.

Apesar dos projetos e da boa vontade de alguns em melhorar a vida no planeta, a população da Terra é diretamente responsável pelas alterações na natureza. O homem vem aos poucos destruindo recursos naturais essenciais para a vida. A contaminação dos rios e oceanos, as florestas a cada ano mais desmatadas, o ar mais poluído, o lixo jogado nas ruas ao invés de ser reciclado. Essas agressões ao meio ambiente ameaçam o equilíbrio da Terra.

O momento é de conscientização. Se cada pessoa tiver consciência da importância das mudanças de atitudes na sua rotina, muita coisa ainda pode mudar. Melhor ainda é ensinar às crianças a respeitar a natureza desde cedo e promover sempre o uso sustentável dos recursos naturais.

Lembre-se do ditado: a união faz a força! ONGs, instituições, empresas, iniciativas públicas e escolas estão se mobilizando, unindo pessoas com um único objetivo: salvar o Planeta Terra. Por isso, faça a sua parte. Ainda há tempo de salvar o nosso planeta para as futuras gerações.

Confira algumas dicas simples que podem fazer muita diferença na preservação do planeta:

- Prefira produtos locais, você economiza na compra e ainda reduz o aquecimento global.

- Cuide do lixo que você produz. Não jogue lixo doméstico perigoso no meio ambiente. Faça e incentive a coleta seletiva de lixo.

- Prefira os produtos com embalagens retornáveis e produtos de limpeza biodegradáveis.

- Evite as sacolas plásticas, leve sua própria sacola ecológica para carregar as compras.

- Reduza o lixo e economize papel, só imprima documentos se houver necessidade.

- Aproveite os alimentos por inteiro: polpa, cascas e sementes.

- Apague as luzes e substitua as lâmpadas comuns pelas fluorescentes;

- Desligue todos os aparelhos eletrônicos da tomada quando não estiver utilizando. Os aparelhos continuam consumindo energia mesmo depois de desligados.

- Tome banhos mais rápidos e escove os dentes com a torneira fechada.

Aproveite a data que está chegando para mudar os hábitos que você ainda não conseguiu mudar. Faça a sua parte pelo bem do nosso planeta.

A Energia é Verde

O mundo encontra-se hoje à beira de uma nova revolução energética — uma revolução que transformará profundamente a atual, mas em grande parte invisível, infraestrutura que move os países.
A economia baseada em combustíveis fósseis está chegando ao fim, e uma nova economia de energia verde assume seu lugar. Assim como ocorreu em revoluções energéticas do passado, haverá grandes vantagens para os países e empresas que dominarem as novas tecnologias desde já.

No entanto, para que se opere uma virada em favor da energia verde, precisamos de uma infusão de princípios colaborativos. A verdadeira abertura da infraestrutura de energia pode catalisar novas fontes de fornecimento, criar uma plataforma para novos serviços e ajudar a desenvolver uma cultura de “prossumo”, na qual usuários residenciais e empresariais se tornam produtores ativos e gestores de energia, e não só consumidores passivos pagadores de taxas. Não é algo tão difícil de obter quanto parece. Os nossos sistemas elétricos devem fazer mais do que distribuir eletricidade. Devem fornecer informação. E com a rede de informação, ela também se beneficiará dos mesmos tipos de inovação, colaboração e geração de riqueza que a internet propiciou em outros setores. 
A ideia de uma rede inteligente baseada em padrões abertos corre em paralelo à defesa de uma internet aberta. Essa rede ligará milhões, e até bilhões, de aparelhos domésticos, subestações e geradores de energia pelo mundo numa matriz inteligente e programável. E, assim como os padrões abertos e a “inteligência de ponta”, uma nova matriz de energia garantirá que, além de ser apenas um canal computadorizado para distribuir eletricidade limpa, se torne uma plataforma de novos serviços.

A construção de uma matriz com base em padrões abertos permitiria, por exemplo, que desenvolvedores criassem aplicações da mesma forma como se programa para o iPhone. Uma aplicação mais direta poderia analisar o uso de eletricidade de uma residência, identificar aparelhos ou práticas ineficientes, dar dicas para reduzir o consumo de energia e oferecer descontos para aparelhos bem utilizados.

Inovações como essas são estimulantes pelas mudanças que trazem. Estudos mostram que quando as pessoas são informadas sobre quanto de energia estão gastando, reduzem o uso em cerca de 7%. Com mais incentivos, elas diminuem o consumo em 15% nos picos.

Essas economias são tímidas em comparação com o impacto que poderíamos ter nas futuras gerações, transformando o modo de produzir e consumir energia. Diante da mudança do clima e da redução dos estoques de combustíveis fósseis, podemos tomar uma de duas direções. Um caminho leva a uma escalada de preços, falta de energia e retrocesso econômico num mundo que enfrenta catástrofes ambientais. O outro conduz ao crescimento, à cooperação global e a abundantes suprimentos de energia limpa, com uma rede que dará aos consumidores as condições de se tornarem gestores ativos e bem informados. A escolha é nossa.

Fonte: Info

Energia elétrica inteligente chega ao consumidor em 2012


foto












A modernização dos medidores de energia do País deve começar a ser feita entre o final de 2012 e o começo de 2013. 

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) pretende aprovar a regulamentação para a troca dos atuais modelos, analógicos, por novos, digitais, nos próximos meses. “A meta da diretoria colegiada é dar o parecer neste semestre”, disse ao iG o diretor da agência, André Pepitone da Nóbrega.
A tecnologia – batizada de “smart grid”, ou “rede inteligente” -, permite ao consumidor acompanhar em tempo real os gastos com energia por hora e ao longo do mês. Uma vez regulamentada, a migração começa a ser feita em 18 ou 24 meses. A partir de então, os novos equipamentos a serem instalados já serão digitais.
O governo espera que o consumidor possa reduzir a conta de luz por meio do gerenciamento do uso. Além disso, a Aneel vai alterar a regulamentação da tarifa horária, criando horas mais caras (comerciais) e mais baratas (de madrugada, por exemplo). O intuito é ajudar a desafogar o sistema energético do País.
Testes já estão sendo feitos em algumas cidades do País. Em Minas Gerais, a concessionária Cemig realiza um projeto-piloto em Sete Lagoas. Na cidade de São Paulo, a AES Eletropaulo iniciou em março testes em duas mil residências no bairro Ipiranga. Em Parintins (AM), outro projeto-piloto está sendo desenvolvido.
“Net zero”
Empresas de tecnologia já vislumbram o passo seguinte. Projetam casas funcionando a partir de energia gerada pelo calor do sol e pela força do vento, com carros sendo recarregados na garagem com horário programado, e sem conta de energia para pagar. Para um país que enfrentou blecautes há pouco tempo, como o Brasil, parece ficção científica. Mas, segundo Fernando Rodriguez, gerente de Desenvolvimento de Negócios de Smart Grid da GE, a tecnologia para isso já existe.
“O consumidor será capaz de produzir e vender energia a partir de seu domicílio para as concessonárias distribuidoras de energia. Será um grande benefício tanto para o consumidor quanto para o País, que introduzirá uma maior porcentagem de energia renovável na matriz energética. A tecnologia para implementação da microgeração distribuída já está disponível”, disse Rodriguez.
A casa “net zero” seria integrada por “eletrodomésticos inteligentes”, uma estação de recarga de veículos elétricos e um centro de controle - os medidores digitais. Neste cenário avançado, explica Rodriguez, “as residências teriam impacto energético nulo”. Para isso, seriam necessários, dentro de cada casa, um sistema de comunicação, ferramentas de gestão para geração distribuída e um painel solar ou uma microcentral eólica.
Rodriguez acredita que o governo deva dar facilidades aos consumidores para equiparem suas casas. “Frequentemente os governos fornecem estímulos tributários para que se instalem estas fontes distribuídas de maneira a 'limpar' a matriz energética e postergar investimentos”, disse.
Custos
A Aneel estima que cada medidor inteligente custará entre R$ 200 e R$ 300. Mas a modernização do sistema envolve também a troca da infraestrutura das concessionárias, dos equipamentos da rede de distribuição de energia, das chaves, transformadores, medidores e religadores. Ainda não há estimativa oficial para esses gastos.
Mas governo e empresas desenvolvedoras de tecnologia defendem que é possível fazer a migração sem onerar o consumidor. Primeiro, porque a nova tecnologia reduziria as perdas durante a transmissão de energia. Segundo, porque o custo operacional também seria reduzido, uma vez que o religamento de energia nas residências dispensaria a necessidade do deslocamento físico de uma equipe. Tudo seria feito através de computadores. “Temos a expectativa de que o consumidor não seja onerado”, disse Pepitone.

A hora e vez da energia solar nos hotéis

Fonte: Revista Hotéis.

Brasil - Linhas de crédito especiais para a construção e modernização de hotéis que utilizam energia solar para aquecimento de água, incentivos fiscais na compra de equipamentos, legislações que regulamentam o setor e a fiscalização ativa, estão provocando uma grande conscientização e mobilização de investidores e hoteleiros para adotar este sistema que pode reduzir em até 70% os custos com energia elétrica.


No último dia 26 de março muitos hotéis no Brasil desligaram as luzes por uma hora em vários ambientes para participarem da campanha “Hora do Planeta”, uma mobilização mundial de conscientização às mudanças climáticas, promovida pela WWF — World Wildlife Foundation. Os hóspedes também foram conscientizados a darem sua contribuição e evitar utilizar os elevadores e a manterem as luzes e os equipamentos elétricos de seus apartamentos desligados. É louvável esta campanha, mas pena que a maioria absoluta dos hotéis no Brasil poderia economizar energia elétrica durante o ano inteiro, mas só lembram do impacto que a geração de energia pode ocasionar ao clima do planeta durante uma única hora anual. E a maioria dos hotéis brasileiros ainda utiliza a “Hora do Planeta” como um tremendo estardalhaço em ações e campanhas promocionais e de marketing para mostrar aos clientes que se preocupam com as energias renováveis, mas será mesmo? Quantos hotéis no Brasil utilizam energia limpa e renovável, como a solar? São muito poucos, e quem investiu faz uma grande economia, e isso realmente prova aos hóspedes quem é mesmo ecologicamente correto o ano inteiro e não somente por uma única hora anual.

O Hotel Colinas fica numa região de clima frio, mas consegue aquecer bem a água através da utilização de energia solar.

A energia elétrica é um bem muito precioso e caro, em muitos hotéis o custo vem em primeiro lugar, até mesmo na frente de folha de pagamento, seguido pelo consumo de água. Então uma solução eficaz que traz uma enorme economia no custo operacional de um hotel é o aquecimento de água através de energia solar, pois o hóspede que toma banho em minutos em sua residência, não costuma ser tão econômico numa ducha relaxante de um hotel. Um redutor de vazão de água instalado nas duchas e nas torneiras assegura o sistema uma grande economia.

Energia renovável e gratuita

Uma das grandes preocupações dos empresários ou investidores do setor hoteleiro com relação à energia solar é se ela pode ser utilizada em todo o território nacional ou se existem algumas restrições em regiões frias. Um bom exemplo é o Hotel Colinas, localizado na cidade de Giruá, que fica a 376 km de Porto Alegre e a temperatura média é de 19º C, porém em algumas épocas do ano, fica abaixo de zero grau. O hotel Colinas resolveu apostar neste sistema e implantou equipamentos para aquecer quatro mil litros diários pra que os reservatórios e coletores não congelassem com o frio. Para isto, foram utilizados 40 coletores de altíssima produtividade que geram uma economia grande no final do mês na conta de energia.

Painéis solares instalados em telhados de hotéis, como o Ilha do Boi, em Vitória, já fazem parte do cenário urbano de muitas cidades do Brasil.

A radiação solar está disponível em todo o território nacional, no caso dos locais mais frios e com menos radiação basta utilizar um pouco mais de coletores solares para compensar e obtermos o mesmo resultado com a de locais ensolarados e quentes. “Implantando um sistema de energia solar para o aquecimento de água, o hotel pode conseguir uma redução nos gastos com energia elétrica de até 70%. Isto é assegurado através de equipamentos que chamamos de Plug Sol, que pode ser instalado e monitorar em tempo real por telemetria o desempenho do sistema de aquecimento solar. Uma outra forma é contratar uma empresa idônea e competente para conceber e projetar o sistema de aquecimento solar e assim em projeto já se conhece o desempenho futuro da instalação”, revela o diretor da Agência Energia Projeto e Consultoria em Energia Solar, Rodrigo Cunha Trindade.

Segundo o DASOL — Departamento Nacional de Aquecimento Solar — da Abrava Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento, um hotel médio de 300 quartos gasta um valor estimado em US$ 1,2 milhão por ano em energia. O DASOL estima que cerca de 6,24% de toda a energia produzida no Brasil é utilizada para aquecimento de água para banho e em empreendimentos hoteleiros, o aquecimento corresponde a cerca de 20% do consumo de energia elétrica e de até 40% do consumo global de recursos energéticos. O investimento em sistemas de aquecimento solar instalado representa algo menor que 1% em empreendimentos hoteleiros.

Linhas de financiamentos especiais

Existem no mercado diversas linhas de financiamento disponíveis para sistema de aquecimentos solares de água, com prazos para pagamento de até cinco anos. Mas a que mais chama à atenção é a linha de crédito e financiamento ProCopa do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social para ampliação e modernização do empreendimento. Este programa visa financiar a juros subsidiados a ampliação e modernização do parque hoteleiro brasileiro para atender os grandes eventos que o país irá sediar nos próximos anos. A ecoeficiência energética e sustentabilidade ambiental são requisitos básicos para taxas de juros e prazos de pagamento diferenciados. Um exemplo disso é que, para a construção de um hotel novo, se não houver certificações de eficiência energética ou de sustentabilidade, o prazo para quitar o financiamento é de 10 anos, mas se as certificações forem apresentadas, porém, os prazos podem chegar a 18 anos. Quanto às taxas, podem ser diminuídas em até 1,8% ao ano, se forem apresentadas as certificações. Vale lembrar que o BNDES dispõe de R$ 1 bilhão para o ProCopa.

Os painéis solares instalados no telhado do Blue Tree Park Lins asseguram água quente para torneiras e chuveiros do empreendimento

Apesar da linha de financiamento do BNDES oferecer diversas vantagens para os investidores hoteleiros que desejam implantar a energia solar em seus empreendimentos e considerada uma eficiente ferramenta de marketing para o hotel, na visão de muitos hoteleiros a implantação deste projeto é caro e inviável na maioria das vezes. Na verdade o que existe é uma tremenda falta de conhecimento de grande parte dos empresários do setor hoteleiro. Muitos por precaução ou mesmo por despreparo preferem adotar medidas mais imediatistas e baratas para suprir esse consumo de energia elétrica em seus hotéis.

Legislação e regulamentação do setor

Ciente da necessidade de implantar energias limpas e renováveis, os governos têm trabalhado em conjunto e hoje os equipamentos já não pagam IPI e nem ICMS e o poder público está cada vez mais convencido que o aquecimento solar é viável e bom para sociedade brasileira. Prova disto é que 27 cidades do Brasil já adotaram legislação que concede incentivos ao uso de energia solar na construção de novas edificações ou mesmo na modernização. Em São Paulo, que é uma vitrine do mercado e dita padrões e referências no Brasil, não poderia ser diferente. Levando em consideração o Código de Obras e Edificações do Município, o prefeito Gilberto Kassab sancionou no dia 21 de janeiro de 2008 o Decreto 49.148 que regulamentou a Lei 14.459 de 03 de julho de 2007. A medida está em pleno vigor e determina que todos os imóveis novos ou antigos, de uso residencial ou não, que utilizem piscina aquecida devem ter aquecimento por sistema solar. Apenas estão desobrigados do cumprimento da lei os imóveis em que for comprovada a impossibilidade de implantação do sistema de captação de energia solar.

Entre os critérios técnicos que permitem a exceção à regra está o sombreamento do local de implantação dos coletores solares por edificações ou por obstáculos externos existentes fora da edificação, e/ou sombreamento natural, considerado o período de maior incidência de raios solares sobre a área. Para garantir a viabilidade econômica da lei, os sistemas de instalações hidráulicas e os equipamentos de aquecimento de água por energia solar de que tratam esta medida devem atender, no mínimo, 40% de toda a demanda anual de energia necessária para o aquecimento de água, devendo ter, ainda, sua eficiência comprovada por órgão técnico credenciado pelo Inmetro - Instituto Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial.

Além de observar a legislação, os hoteleiros e investidores devem estar atentos à qualidade dos serviços para evitar aborrecimentos no futuro, pois na maioria das vezes, quem vende equipamento não está habilitado a elaborar projetos. “Recomendo que procurem uma empresa de projeto experiente e desvinculado do fornecimento de equipamentos e que sejam sempre utilizados produtos etiquetados pelo Inmetro. Sugerimos que a concepção do sistema e decisões iniciais como dimensionamento e especificações dos equipamentos sejam realizadas por profissional isento e com visão do que tem de melhor no mercado. Assim não existe conflito de interesse e pode-se conseguir o melhor retorno para os investimentos” alerta Trindade.

Hotéis ecologicamente corretos


No Brasil existem muitas empresas que fornecem soluções e equipamentos de aquecimento de água através de energia solar, como a Pro-Sol que possui produtos etiquetados e de alta qualidade, com conhecimento e comprometimento no atendimento da cadeia hoteleira e está preparada para atender obras de pequeno e de grande porte. Muitos hotéis do Brasil já descobriram as vantagens em adotar as soluções de aquecimento de água por energia solar e conseguem uma grande redução de custos com energia elétrica. Uma delas é a Pousada Piatã em Salvador que resolveu investir por necessidade cerca de R$ 8 mil num sistema de aquecimento de água em plena crise do apagão energético e não se arrependeu, pois consegue economizar 30% em apenas 11 apartamentos. Se a arquitetura da pousada permitisse implantar o sistema em todo empreendimento, a redução poderia ser no mínimo o dobro. Também em Salvador o Kiaroa Resort implantou o sistema em 2003 através de um investimento de R$ 50 mil e teve o retorno em apenas três anos com a redução do custo na conta de energia elétrica, isto sem contar a satisfação do hóspede em saber que está num resort preocupado com o meio ambiente.

A solução de energia solar também é uma boa opção para hotéis de alto luxo, como Maceió Atlantic Suites, em Alagoas. Em 1998, o hotel fez um investimento de R$ 45 mil na implantação de um moderno e eficiente sistema para aquecer água para todos os 204 apartamentos e em apenas 18 meses o investimento já estava pago. Na cidade de São Paulo, o Hotel Matsubara implantou um sistema de energia solar em conjunto com a construção da edificação e ele contempla os apartamentos, cozinha, lavanderia e piscina.

Outro empreendimento hoteleiro que também apostou na energia solar é o Blue Tree Park Lins, localizado na cidade paulista de Lins, que implantou em 2009 um sistema de aquecimento de água. Esta iniciativa vai ao encontro do preceito japonês do Mottainai (não-desperdício) que é norteador das ações ambientalmente corretas da Blue Tree. O sistema de energia solar devolve o calor à água armazenada nos reservatórios e abastece todos os quartos do resort, permitindo que os hóspedes desfrutem de água quente nos chuveiros e torneiras. A geração de energia no painel solar tem relação direta com a intensidade da luz. Em dias nublados, quando a intensidade da luz é reduzida, não se tornando suficiente para atender a demanda de energia, é utilizado um sistema de aquecimento a gás como suporte energético. O Resort prefere não divulgar o custo do investimento, mas afirma que após a implantação do sistema solar, houve uma redução considerável do gasto com energia elétrica e que esta ação, aliada a outras de conscientização ambiental, servem para atrair e fidelizar os hóspedes. E seu hotel, se preocupa com as energias renováveis do planeta ou somente uma única hora por ano?

www.procelinfo.com.br

Esta notícia não é de autoria do Procel Info, sendo assim, os créditos e responsabilidades sobre o seu conteúdo são do veículo original, exceto no caso de notícias que tenham a necessidade de transcrição ou tradução, visto que se trata de uma versão resumida pelo Procel Info. Para acessar a notícia em seu veículo original, clique aqui.

Café - Um energético em todos os sentidos (Energia Elétrica)

Da Agência Ambiente Energia – Energético pela própria natureza, o café entra em linha de pesquisa para gerar energia elétrica. 
 
 
Uma pesquisa da Universidade de Brasília (UnB) estuda o aproveitamento de resíduos agroflorestais como fonte de energia, tanto para indústrias quanto para comunidades rurais. Segundo os pesquisadores, a casca do café tem um potencial energético que pode, em alguns casos, torná-la substituta da lenha, sendo uma opção mais barata e ecologicamente correta para empresas que usam a madeira na geração de energia.

“A casca do café, assim como outras biomassas, pode gerar eletricidade em termoelétricas, a partir da combustão em fornalhas, gerando energia na forma de calor, utilizado para a produção de vapor, que por sua vez é utilizado para a produção de energia elétrica e, em cogeração, outras energias como a mecânica”, explica Ailton Teixeira Vale, bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPa/MCT) que lidera os estudos.

O engenheiro florestal diz que, como combustível, a casa do café tem inúmeras vantagens em relação aos combustíveis fósseis. “Em primeiro lugar, é um combustível renovável, e os compostos liberados na sua combustão são sequestrados pelos novos plantios, fechando o ciclo do carbono, e, portanto, não contribuindo com o efeito estufa. Outra vantagem é a possibilidade de agregar valor a um resíduo que geralmente é descartado e, com isso, gerar emprego, renda e desenvolvimento social nas regiões onde a cultura do café é uma prática”, explica o pesquisador.

Além do aproveitamento da casca de café para gerar energia, o estudo vai gerar dados que podem ser usados para melhorar a gestão dos resíduos de biomassa. Com isso, segundo os pesquisadores, abre-se a possibilidade de uso na produção de energia em pequenas comunidades rurais e nas agroindústrias, a partir da combustão, da gaseificação ou da transformação em carvão vegetal.
 

Envolva a Sustentabilidade no seu trabalho

Autora do livro "O MBA Sustentável: O Guia do Gerente de Green Business" dá oito dicas que podem ser incorporadas no dia-a-dia profissional. Confira. 
 

Mesmo que o seu cargo não esteja diretamente relacionado com sustentabilidade, existem muitas maneiras de trazê-la para o seu trabalho. Por isso escrevi o livro "O MBA Sustentável: O Guia do Gerente de Green Business" - para oferecer ferramentas individuais que tragam a sustentabilidade aos ambientes de trabalho e promovam uma mudança nos negócios de dentro para fora.
Muitas vezes não percebemos o impacto positivo que podemos provocar com as decisões que tomamos no nosso cotidiano, seja como empregados ou consumidores - decisões que afetam tanto as empresas quanto o planeta.

A boa notícia: as possibilidades são infinitas! Muitos dos primeiros passos são simples. Outros vão exigir um pouco de inovação. Para começar, aqui estão oito maneiras para envolver a sustentabilidade e fazer a sua parte no ambiente de trabalho.
1. Envolva-se em programas "verdes" no escritório: Participe de atividades que já estão acontecendo em sua companhia, como a reciclagem ou programas de envolvimento dos funcionários. Se estes não existirem, comece um.

2. Olhe para a sua posição sobre a sustentabilidade da empresa: ela possui uma estratégia de sustentabilidade? Terá que produzir um relatório de sustentabilidade? Se não, dê uma olhada e veja como isso se relaciona com o seu trabalho. Se ele não tem uma estratégia, uma vez mais, por que não trabalhar para criá-la?

3. Dê uma olhada em suas próprias obrigações: Descubra maneiras de incorporar a sustentabilidade no que já está em sua descrição do trabalho e nos objetivos de sua equipe. Existem atividades onde você poderia cortar o desperdício? Envolva os seus fornecedores na ação.

4. Crie uma coalizão: fale com as pessoas na empresa para conectar-se com os outros que estão interessados ou já estão trabalhando em sustentabilidade. Converse com as pessoas fora para saber como elas estão trabalhando sobre a sustentabilidade nas suas próprias empresas.

5. Seja solidário com o trabalho que seus empregados ou seus colegas estão fazendo nesta área. Dê aos membros de sua equipe o tempo para explorar a sustentabilidade na empresa ou na comunidade. Use parte do seu tempo em ações voluntárias e conheça as iniciativas de sustentabilidade que estão acontecendo dentro e fora da companhia.

6. Partilhe a sua experiência: escreva artigos, fale em eventos e compartilhe suas vivências no trabalho com as questões da sustentabilidade, assim como os desafios que enfrenta e como são superados. Fale sobre as áreas que necessitam de mais atenção.

7. Seja positivo, critique de forma construtiva: ao invés de dizer que algo não vai funcionar, contribua com a discussão e trabalhe por meio de ideias para encontrar uma solução. Lembre-se: soluções de sustentabilidade precisam fazer sentido para os negócios.

8. Mantenha-se informado: olhe para as organizações profissionais ou outras que você já participa e veja o que elas estão fazendo nesta área.

As empresas estão empregando as pessoas que estão mais engajadas na área da sustentabilidade, assim, há mais e mais oportunidades de trabalhar de dentro para fora. Cada vez mais a sustentabilidade passará a fazer parte do trabalho de todos por isso é importante estar atualizado e consciente sobre as questões.
Giselle Weybrecht (Autora do livro "O MBA Sustentável: O Guia do Gerente de Green Business". Giselle trabalhou por muitos anos com as Nações Unidas para o desenvolvimento sustentável, incluindo a World Water Assessment, Programa das Nações Unidas na UNESCO, em Paris.)

Fonte: Agenda Sustentável (www.agendasustentavel.com.br)

Novas tecnologias serão atrativos na Expoforest

Sistema de detecção de incêndios e soluções para tratamento de mudas no campo com energia solar são destaques na feira
 Da Redação


07/04/2011 - Mais empresas anunciaram lançamentos para a Expoforest 2011. 
A Engema Florestal, empresa que atua na área de viabilização ambiental de obras, empreendimentos e indústrias, fará na Expoforest o lançamento nacional do Forest Fire Finder (fff), sistema de detecção automática e remota de incêndios florestais. O equipamento, considerado revolucionário, detecta focos de incêndios em áreas florestais, nativas ou exóticas, em até cinco minutos, lançando as informações de localização geográfica, imagens do evento, dados atmosféricos, entre outras, diretamente no celular, laptop ou rádio.
O FFF é produzido pela empresa NGNS Ingenious Solutions, sediada em Lisboa - Portugal. O sistema totalmente automatizado funciona em qualquer tipo de relevo, 24 horas por dia, e tem alcance de até 15 km de raio e área de abrangência de 700 quilômetros quadrados.
“Desde o seu lançamento o sistema tem sido testado todos os anos com sucesso em diversas partes da Europa”, afirma Silas Werner – diretor de novos negócios, da Engema. O sistema é a grande aposta da Engema Florestal para 2011. “Em 2010 tivemos um crescimento de 30%, alavancado pelo desenvolvimento de novos negócios no setor industrial, construção civil e agroflorestal. Com a importação do sistema FFF, esperamos manter essa mesma taxa em 2011”, ressalta Werner.

A Apoiotec vai lançar uma estação para tratamento de mudas no campo, com uso de energia solar e sistemas de controles eletrônicos de aplicação associados a GPS, que permite o tratamento dos dados de campo com a elaboração de mapas do trabalho realizado.
A empresa é fornecedora de serviços e soluções em tecnologia de aplicação de agroquímicos, máquinas mecanizadas, manuais, para viveiros, capacitação profissional, consultoria em gestão de processos e qualidade. “95% de nossos negócios estão no mercado interno em culturas perenes, como cana-de-açúcar, florestas, citros e café”, explica Rudolf Woch, diretor técnico da Apoiotec.
Além da linha completa de tratores da marca, com as linhas TT, TL Exitus, Série 30, TS6000, TM7000 e T7000, um dos principais destaques da New Holland para a Expoforest é o lançamento de um novo conceito de equipamento: a máquina de colher forragem capaz de operar na colheita de madeira: a forrageira série FR9000 que, com uma plataforma especial, colhe madeira que será utilizada como biomassa para geração de energia.
A forrageira FR9000 ganhou o prêmio de Máquina do Ano 2008, na Agritechnica, na Alemanha. Também foi premiada na FIMA, na Espanha, como Novidade Técnica Destacada com o Sistema Turbo CompoundTM e Novidade Técnica com o Sistema VariflowTM.

O desenvolvimento do projeto começou na Europa, com análises e estudos da forrageira FR9000 e, posteriormente, na Flórida. Agora, a máquina virá pela primeira vez para o Brasil. “Após a feira trabalharemos em diversos testes para comprovar seu desempenho nas florestas brasileiras. É, sem dúvida, um projeto ousado e que tem tudo para dar certo, visto que o Brasil está investimento muito em projetos de geração de energia limpa”, aposta Marcos Arbex, gerente de vendas especiais da New Holland.