Fiep levará a Obama proposta de Centro de Excelência em Energia no Paraná

Rodrigo da Rocha Loures apresentará o tema durante reunião com o presidente norte-americano neste sábado (19), na CNI

A energia é uma das áreas em que o Paraná dispõe de grande expertise técnica (Foto: Gilson Abreu)
Aproveitar a expertise técnica e a vocação natural do Paraná para construir no Estado um centro de referência global na área de energia. Esta é a proposta que o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Rodrigo da Rocha Loures, levará à reunião com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, neste sábado (19), em Brasília, durante a Cúpula Empresarial Brasil – EUA, promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
A ideia é aproveitar esta oportunidade para inserir o Paraná no cenário internacional de inovação tecnológica e construir assim uma via de mão dupla, capaz de atrair investimentos e competências de um lado e, do outro, compartilhar os conhecimentos em áreas em que o Estado tem grande experiência, a exemplo da energia proveniente da biomassa.
“Os americanos vão fazer uma série de investimentos no Brasil e a Fiep está trabalhando para trazer boa parte destes investimentos para o Paraná”, informou Rocha Loures.
O alinhamento da agenda dos atores paranaenses do setor de energia para tornar esta ideia uma realidade já começou. Foi realizada nesta quinta-feira (17) uma reunião com representantes da Fiep, Copel, Lactec, Compagás, Associação dos Produtores Independentes de Energia (APINE), Associação Paranaense dos Geradores de Energia (APGE), Centro Internacional de Inovação (C2i), do Sistema Fiep, além da empresa DM Construtora.
O foco das discussões apresentadas está na solução de um dilema central para o Brasil: Como produzir energia limpa capaz de suprir as demandas de um país em pleno desenvolvimento? A resposta para esta questão vem sendo trabalhada em diversas instâncias de pesquisa no Paraná, como a Plataforma Plenus, parceria entre a Universidade Federal do Paraná (UFPR) com o Sistema Fiep que busca colocar à disposição da indústria inovações tecnológicas para a produção de energia sustentável.
Outras entidades como Copel, Lactec, Itaipu e Furnas, também vêm investindo em pesquisas nesta área e contribuindo para inserir o Paraná na vanguarda tecnológica deste setor. O horizonte de sustentabilidade buscado nestas iniciativas passa invariavelmente pela diversificação de nossa matriz energética, com destaque para o uso de fontes renováveis de energia, como a eólica, a solar e a biomassa, esta última um grande trunfo do Estado, que além de ser um centro de referência em bioprocesso, tem à disposição uma gama variada de fontes orgânicas de energia (soja, capim-elefante, pinhão-manso, etc.).
Energia inteligente - Segundo o diretor-executivo do C2i, Filipe Cassapo, a proposta central de diversas das pesquisas desenvolvidas é a busca pelo uso racional da energia. “Não se trata de usar menos energia, mas sim usar esta energia de maneira mais inteligente e sustentável. Nesse sentido, a informação tem papel fundamental.”, afirma ele, citando como exemplo a tecnologia de Smart Grid, que consiste no uso da mesma base física do fornecimento de energia elétrica para a transmissão de informações. Em algumas iniciativas, a mesma rede é usada para transmissão de sinal de internet e TV a cabo, mas pode servir, principalmente, para otimizar o uso da energia em grandes indústrias, possibilitando ao gestor controlar seu uso em tempo real.
Automóvel do futuro - Outra perspectiva que desperta o interesse da indústria paranaense na área da energia refere-se ao carro híbrido, que alia ao motor de combustão um motor elétrico. Na opinião do coordenador do departamento de energia da Fiep, Frederico Reichmann Neto, o carro flex (bicombustível) está próximo do fim do seu ciclo de vida e a vinda da comitiva norte-americana seria uma grande oportunidade de construir relações comerciais para a introdução dos automóveis híbridos na frota brasileira. Neste sentido, o Paraná, que hoje é o segundo maior pólo automobilístico do país, seria o lugar ideal para iniciar este processo. “Teremos que ‘tropicalizar’ esta tecnologia, para adaptá-la à realidade brasileira.”, diz.

Empresas buscam formas de reduzir o impacto ambiental

A preocupação com o meio ambiente, que praticamente é imposta pela sociedade às grandes companhias, faz com que as empresas de transporte de cargas estudem opções para amenizar os reflexos que suas atividades causam. Essa é uma questão sensível para os agentes do setor logístico, muito vinculado ao modal rodoviário e à utilização de óleo diesel. 

O inventário nacional de emissões veiculares, realizado pelo governo federal, mostra que do total de emissões de CO2 do segmento de transporte rodoviário em 2009, 53% vieram da queima de óleo diesel, 2% do biodiesel, 26% da gasolina, 17% do etanol e 2% do gás natural veicular (GNV).

Ao projetar para 2020, essa participação relativa poderá se alterar, por exemplo, pela desaceleração das emissões associadas à gasolina, explicada pela rápida ascensão da frota de veículos flex fuel e pelo mercado favorável ao etanol em anos recentes. Desse modo, a previsão para as emissões de CO2 para 2020 poderão estar assim distribuídas: 49% da queima de diesel, 21% da gasolina, 3% do GNV, 24% do etanol e 3% do biodiesel. Consideradas apenas as emissões de CO2 oriundas dos combustíveis fósseis, em 2020 serão aproximadamente 196 milhões de toneladas, das quais 131 milhões de toneladas associadas ao diesel, 56 milhões à gasolina e 9 milhões ao GNV.

Ciente desses impactos, uma das medidas do governo foi estipular, no ano passado, em 5% a adição de biodiesel ao diesel utilizado no Brasil. A mistura divide opiniões. Um dos defensores do biodiesel e do aumento do seu percentual no óleo é o presidente-executivo da União Brasileira do Biodiesel (Ubrabio), Odacir Klein. Ele afirma que o biocombustível é capaz de reduzir em até 57% as emissões de CO2, segundo atesta a Environmental Protection Agency, a agência ambiental dos Estados Unidos. Se nas metrópoles brasileiras fosse ampliada a mistura em 20%, a diminuição seria de 20% na emissão de hidrocarbonetos e mais de 10% em materiais particulados e CO2.

Klein destaca que existe um marco regulatório que impede a ampliação do setor de biodiesel. “O primeiro passo é mudar isso”, defende. Essa questão será discutida entre a Ubrabio e o governo federal. O objetivo é aumentar a mistura do biocombustível gradativamente, mas os empreendedores da área falam em um patamar de 7% ainda este ano. Hoje, as plantas em operação trabalham abaixo da capacidade instalada, que é de aproximadamente 5,6 bilhões de litros, para um consumo este ano em torno de 2,5 bilhões de litros.

O vereador de Porto Alegre Carlos Todeschini (PT) é autor do projeto para aumentar de 5% (B5) para 15% (B15) a mistura de biodiesel na frota de ônibus da Capital gaúcha. A matéria encontra-se na Câmara municipal para apreciação de vetos do prefeito José Fortunati a dois artigos. A meta é aumentar dois pontos percentuais por ano. Segundo Todeschini, a medida fortalecerá a cadeia produtiva do biodiesel, que gera milhares de empregos no campo, e também diminui a corrosão causada nas edificações urbanas com a circulação dos ônibus.

O vereador recorda que o primeiro motor a diesel, criado há mais de cem anos por Rudolf Diesel, foi movido a óleo de amendoim. “Então, estamos resgatando uma ideia original com o biodiesel que é uma boa alternativa para a economia e para o meio ambiente”. Apesar desses argumentos, o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes do Rio Grande do Sul (Sulpetro) opõe-se à proposta. “Para o consumidor, esse projeto de lei só traz prejuízo, o biodiesel com 5% já é responsável pela formação de borra nos veículos e pela oxidação”, manifesta o presidente do Sulpetro, Adão Oliveira. Ele adverte que cada vez que adicionar mais biodiesel ao diesel, o valor do combustível aumentará, refletindo no custo da tarifa do transporte público.

Setcergs discorda do aumento de biodiesel no óleo
O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no Estado do Rio Grande do Sul (Setcergs), José Carlos Silvano, é contra o aumento da mistura de biodiesel ao óleo. Ele afirma que os motores dos caminhões não estão preparados para trabalhar com a adição de biocombustível de origem vegetal ou animal. “O biodiesel causa entupimento de bicos injetores, reduz a vida útil dos componentes dos motores e provoca gasto excessivo de combustível”, diz Silvano. “Se para o País o uso do biocombustível é estratégico, diminuindo as importações de petróleo e incentivando a agricultura, para o setor que consome é ruim, pois paga uma conta mais cara”, acrescenta. De acordo com ele, a mistura de biodiesel implica redução de 10% a 20% de rendimento do motor.

O diretor-executivo da União Brasileira do Biodiesel (Ubrabio), Sérgio Beltrão, discorda do representante do Setcergs e sustenta que a mistura atual de biodiesel (quando o líquido estiver dentro de suas especificações corretas) não apresenta problemas para a frota. Além disso, ele garante que o biocombustível tem um rendimento semelhante ao do similar fóssil e, somada a uma menor emissão de gases que provocam o efeito estufa, também contribui ambientalmente durante a realização da fotossíntese da planta que lhe deu origem.

Silvano defende que, em vez do biodiesel, pode ser usado um óleo diesel convencional, porém menos poluente. “O nosso diesel tem uma das piores qualidades do mundo”, lamenta o presidente do Setcergs. No momento, alguns caminhões chegam a rodar com um combustível com até 1.800 ppm (partes por milhão) de enxofre. O dirigente ressalta que a Petrobras está alterando suas refinarias, entre elas a Refap, de Canoas, para fazer com que o diesel fique “mais limpo”. Outro ponto mencionado por ele é que a partir de 2012, por determinação do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), os motores terão que ser equipados com tecnologia de emissões reduzidas.

Silvano ainda cita o Programa Ambiental do Transporte - Despoluir, da Confederação Nacional do Transporte (CNT) que, entre outras ações, promove a aferição veicular para indicar as regulagens necessárias para diminuir a emissão de poluentes. Silvano informa que em Porto Alegre há duas unidades móveis que realizam esse trabalho.

O dirigente sindical ainda defende um programa de renovação de frotas. Ele enfatiza que transitam nas rodovias nacionais mais de 400 mil caminhões com mais de 30 anos de serviço. A maioria desses veículos pertence a autônomos. “Então não se pode, de uma hora para outra, mandar se desfazer do caminhão, é preciso uma política pública para tratar do assunto”, argumenta Silvano. Ele sugere que sejam concedidos incentivos fiscais e condições de financiamento adequadas para que se faça essa substituição da frota. O presidente do Setcergs calcula que a idade média da frota de autônomos, atualmente, seja de cerca de 18 anos e das transportadoras de nove anos. Para ele, o ideal de tempo de vida útil seria de até 15 anos.

Hidrovias ajudam a reduzir os gases do efeito estufa
Com o interesse de aproveitar o apelo ambiental, as empresas transportadoras de cargas por hidrovias divulgam as vantagens das suas operações em relação ao modal rodoviário. A Navegação Aliança é um exemplo disso. A atividade da companhia proporcionou a redução de 53.456,59 toneladas de CO2 equivalente em relação ao que seria gerado pela movimentação de produtos por caminhões.

A empresa contratou a Enerbio Consultoria, especializada em projetos de créditos de carbono e sustentabilidade, para realizar esse levantamento. O diretor da Enerbio, Eduardo Baltar, salienta que o trabalho apontou oportunidades financeiras para a Navegação Aliança, com o ingresso no mercado de carbono, e possibilidades de ganhos na imagem da companhia.

O executivo lembra que recentemente a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou uma metodologia que fornece créditos de carbono para empresas que realizem investimentos visando à substituição do modal rodoviário pelo hidroviário, marítimo ou ferroviário.

No entanto, Baltar reitera que é preciso fazer um investimento na infraestrutura ou na ampliação e melhoria da capacidade do transporte. Por exemplo, se uma companhia investir em um terminal hidroviário que possibilite que determinada movimentação de grãos deixe de ser feita pelas rodovias e passe para as hidrovias, a troca pode gerar crédito de carbono. O benefício somente é concedido a iniciativas que contribuam para o meio ambiente e que não são viáveis economicamente sem esse apoio.

Baltar revela que a Navegação Aliança está analisando oportunidades tanto para o próprio grupo quanto para seus clientes. A companhia possui uma frota de 16 embarcações com capacidade estática de 51 mil toneladas de carga, que corresponde à capacidade de cerca de 2,5 mil caminhões. O diretor da Navegação Aliança, Jorge Lindemann, lembra que a retirada desses veículos da rodovia reduz o impacto ambiental e as possibilidades de acidentes. No ano passado, a empresa transportou cerca de 2,5 milhões de toneladas em cargas.

Lindemann enfatiza que não é somente na movimentação de produtos que as embarcações podem ser ecologicamente corretas. O Frederico Madörin, último navio inaugurado pela Navegação Aliança, utiliza internamente material reciclado, como placas de forração fabricadas com caixas de leite longa-vida e tecido de lona de caminhão. Para o diretor, com o passar do tempo, a hidrovia assumirá um papel de maior destaque por conta dessa questão ambiental.

Braskem começa a utilizar empilhadeiras elétricas para  melhorar a qualidade do ar
Não é somente nas estradas que soluções ambientalmente corretas podem ser adotadas. O grupo petroquímico Braskem, desde o início de ano, passou a utilizar empilhadeiras elétricas híbridas, movidas à bateria elétrica, em sua logística interna. O coordenador de logística e expedição das plantas de polímeros da Braskem no Sul, Rogério Cruz, revela que a decisão de usar as máquinas foi motivada pela sintonia que a opção possui com o polietileno verde fabricado pela empresa. O plástico verde é um produto feito a partir do etanol da cana-de-açúcar, que durante o processo de crescimento, através da fotossíntese, absorve gás carbônico da atmosfera.

Atualmente, a companhia trabalha com sete empilhadeiras elétricas no Polo Petroquímico de Triunfo. Os equipamentos foram adquiridos, com investimento de R$ 735 mil, pela In-Haus, empresa responsável pelo transporte interno de resinas na Braskem. O preço de da empilhadeira elétrica é superior ao da convencional, mas Cruz diz que o custo da energia como combustível é inferior ao do gás liquefeito de petróleo (GLP) usado atualmente.

O objetivo da empresa é que as cerca de 60 empilhadeiras que operam com GLP na unidade gaúcha da Braskem sejam substituídas por máquinas  elétricas até o final do ano. Conforme Cruz, essa troca impedirá que em torno de 100 toneladas de CO2 sejam lançadas na atmosfera por ano. A Braskem também pretende expandir esse projeto para as outras plantas industriais no País.

Petrobras investe em diesel com menos enxofre
Desde janeiro deste ano, o diesel S-50 (50 partes por milhão de enxofre) está sendo fornecido para a frota urbana de ônibus das capitais e regiões metropolitanas do País. Em 2013, deverá ser disponibilizado o S-10 (10 partes por milhão de enxofre), que corresponde ao padrão europeu de emissões (Euro 5). Para cumprir com essa meta, entre 2000 e 2009 a Petrobras investiu US$ 2,8 bilhões em unidades de hidrotratamento, tecnologia necessária para produzir o diesel S-50. Até 2013, a estatal terá investido mais US$ 6,6 bilhões em novas unidades para a produção do diesel S-50 e do S-10.

O professor de Engenharia Mecânica e Mecatrônica da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Pucrs), João Carlos Pinheiro Beck, apoia a modernização das refinarias nacionais e a produção de um combustível de melhor qualidade. Ele recorda que o Brasil teve destaque na área dos biocombustíveis com o Pró-Álcool, porém se atrasou com o diesel. “Os países mais desenvolvidos já usam o diesel de melhor qualidade”, diz Beck, explicando que as características do petróleo brasileiro, mais pesado, também implicam refino mais específico. Ele enfatiza que um combustível que não seja tão agressivo ao ambiente absorve mais investimentos.

Uma das refinarias da Petrobras que está seguindo essa tendência é a Refap, de Canoas, que deve concluir em três anos a construção da nova Unidade de Hidrotratamento de Diesel (HDT II) com capacidade para tratar 6 mil m3 ao dia de diesel com baixo teor de enxofre (S-10), contribuindo para o atendimento à legislação ambiental e para a melhoria da qualidade do ar.

Além da Petrobras, outras grandes empresas brasileiras estudam alternativas de combustíveis mais sustentáveis. A TAM, Curcas e Brasil Ecodiesel formaram um grupo com o objetivo de analisar a viabilidade de um projeto integrado de produção sustentável de bioquerosene de aviação no Brasil. O grupo conta com a colaboração da Airbus, fabricante de aeronaves, e da Air BP (British Petroleum), unidade de distribuição de combustíveis para aviação da BP. A TAM realizou, em novembro, um voo experimental de uma aeronave Airbus A320 utilizando a mistura de 50% de bioquerosene na querosene convencional de aviação.

Fonte: Jornal do Comércio

Curitiba - Nova Cândido de Abreu será a rua das inovações

Para ser modelo de sustentabilidade em Curitiba, revitalização da Avenida terá calçamento flex e pistas em pavimento rígido
Por: Altair Santos
Entre as obras de mobilidade urbana previstas para ocorrer em Curitiba, por causa da Copa do Mundo de 2014, a revitalização da Avenida Cândido de Abreu será a que mais trará inovações para a cidade. A partir dela, a prefeitura pretende criar um eixo de calçadões na capital paranaense, que ligará o Centro Cívico à Rua XV de Novembro.


Nova Cândido de Abreu terá uso múltiplo: pedestre, transporte coletivo e automóveis.

O empreendimento terá duas etapas. A primeira começa em agosto e transformará o trecho que vai da Praça Dezenove de Dezembro até a sede da Prefeitura de Curitiba. As obras irão atingir uma extensão de 870 metros de comprimento por 18 metros de largura, e têm como prazo de conclusão dezembro de 2011. Na segunda fase, que começa em 2013, a revitalização se estenderá até a Praça Tiradentes, fechando o eixo de calçadões.
O responsável pelo projeto é o arquiteto Reginaldo Reinert, do IPPUC (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba). Segundo ele, por causa da geologia do terreno e da durabilidade, os materiais usados na revitalização da Cândido de Abreu serão de concreto, paver e granito. “Haverá pavimento rígido (concreto) nas cinco faixas, no sentido do Palácio Iguaçu até a Praça Tiradentes, e calçamento com pista tátil para facilitar a acessibilidade de pessoas com deficiência visual”, explica.
Entre as inovações que a obra irá agregar à cidade, estão as seguintes: 1) será a primeira Via com cabeamento de iluminação subterrâneo (sem fios aparentes); 2) será a primeira Rua da cidade com WiFi (internet gratuita); 3) o calçadão será flex, ou seja, permitirá que o mobiliário urbano colocado sobre ele seja alterado conforme o uso proposto em cada trecho, e 4) terá uso múltiplo: pedestres, transporte coletivo e automóveis.


Revitalização da avenida usará calçamento em paver e terá pistas de pavimento rígido.

Ao custo de R$ 18 milhões, a primeira etapa da revitalização da Cândido de Abreu vai transformar a Avenida em um grande espaço de convivência a céu aberto, alternando mobilidade urbana com pontos de encontro, como cafés e bares. Para o arquiteto Reginaldo Reinert, a obra se equipara ao que foi feito na década de 1970 em Curitiba, quando houve o fechamento da Rua XV de Novembro. “Será um novo ponto de integração da cidade”, diz.
Sobre a convivência entre veículos e pedestres, o arquiteto avalia que a obra será concebida para harmonizar essa relação. “Ao longo do boulevard, os cruzamentos terão pistas elevadas, melhorando a segurança e facilitando a mobilidade de pedestres. Nestes pontos, obrigatoriamente, os veículos deverão reduzir a velocidade para passar pelo cruzamento”, avalia.
A obra terá também preocupação com a sustentabilidade, reduzindo o impacto das poluições do ar, visual e sonora. Por isso, a opção pelo calçamento em paver e o uso de concreto nas pistas, que usará a tecnologia Whitetopping – utiliza o pavimento flexível já existente como base, sem necessidade de sua remoção.


Primeira etapa da revitalização irá da Prefeitura de Curitiba à Praça Dezenove de Dezembro.

O pavimento em concreto, comprovadamente, vai agregar as seguintes vantagens à revitalização da Cândido de Abreu:
1) A cor clara do material favorece a visibilidade, provocando economia energética de até 60% em iluminação, em comparação com o asfalto;
2) Pela aderência, o espaço de frenagem é reduzido em 40%, gerando economia com custo de pneus do transporte coletivo;
3) A economia com combustível pode chegar a 17%, o que reduz também a emissão de gases poluentes;
4) Provoca menor variação de temperatura ao ambiente, minimizando o uso de ar condicionado nos edifícios no entorno;
5) Impede a percolação (água da chuva infiltrada no solo) protegendo lençóis freáticos e mananciais.


Arquiteto Reginaldo Reinert - IPPUC.

Entrevistado

Arquiteto Reginaldo Reinert, do IPPUC (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba)
Currículo

- Formado em Arquitetura e Planejamento Urbano – Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC)
- Responsável pelo setor de Planos e Estruturação Urbana do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC)
- Especialista em planos de desenvolvimento urbano e de transportes e projetos com mais de 20 anos de experiência na concepção e implementação de soluções técnicas para as cidades e regiões metropolitanas
- Ampla experiência na elaboração de planos governamentais para a mobilidade metropolitana grande e sistema de transporte, incluindo técnicas, institucionais, o trabalho legal de análise e concepção
- Desenvolvimento para o Governo de Angola de um extenso sistema de transporte urbano para a área metropolitana de Luanda e um amplo Plano de Desenvolvimento Urbano para a criação de uma área nova da cidade para a expansão de Luanda
- Professor da PUC-PR na cadeira de Projeto Arquitetônico
Contato: reinert@rla01.pucpr.br
Crédito Foto: arquivo pessoal
Ilustrações: Fabiano Borba/Ippuc

10 tendências em sustentabilidade nas empresas

Relatório do GreenBiz aponta que companhias aumentaram investimentos no tema
 

 
Algumas das maiores marcas globais levantaram suas bandeiras em nome da sustentabilidade em 2010. Apesar da economia instável, algumas empresas iniciaram seus esforços sobre o tema e outras até dobraram seus investimentos nesta área. Esse movimento confirma a já ultrapassada percepção de que a sustentabilidade não é um conceito válido apenas em períodos de bonança e, sim, uma causa fundamental para a perenidade das organizações.
Um modelo mental voltado à sustentabilidade é um fator crucial para a construção de marca e manutenção da competitividade. O investimento em ações de sustentabilidade corresponde à expectativa do público, que espera por resultados concretos das empresas. A pesquisa goodpurpose, realizada pela Edelman Significa, revelou que, em 2010, 81% dos brasileiros mostraram-se mais propensos a comprar produtos de marcas que apoiam causas. Ou seja, não se trata apenas de mais uma preocupação, mas sim de uma exigência do público.
Além de incorporarem os preceitos da sustentabilidade, empresas também devem desenvolver suas ações de forma alinhada aos valores corporativos e comunicá-las com transparência e autenticidade. Segundo outra pesquisa, a Trust Barometer, é necessário agir com consistência sobre a  sustentabilidade, já que 57% dos brasileiros acreditam que as empresas apoiam causas não por desejo genuíno e sim por interesse na autopromoção.
Buscar o grupo de ações que deve ser guiado por estes princípios foi a tarefa do GreenBiz, portal especializado em  sustentabilidade empresarial, em seu relatório State of Green Business 2011, lançado em fevereiro deste ano. As 10 principais tendências em sustentabilidade que devem fazer diferença neste ano para as empresas foram traçadas por meio das cerca de 2.200 reportagens, posts, artigos e podcasts publicados em 2010 nos quatro canais do GreenBiz – ClimateBiz, GreenerBuildings, GreenerComputing e GreenerDesign.
Conheça, abaixo, as dez tendências, segundo o relatório do GreenBiz:
1- Gigantes do consumo acordam para o “verde”
Empresas que produzem artigos de alto consumo, como a das categorias de limpeza, alimentos industrializados e higiene pessoal, possuíam um histórico de relutância para atuar com a sustentabilidade, por acreditar que o tema fosse arriscado para seus negócios. Entretanto, este cenário alterou-se radicalmente há alguns anos e as maiores marcas do setor mostraram-se atuantes em suas propostas, como é o caso da Kraft, Procter & Gamble, Unilever e Walmart. O estabelecimento de metas ambiciosas para redução de suas emissões de gases estufa, aumento da reciclagem, redução do uso da água, eficiência energética, uso de energia alternativa, entre outras, são suas principais ações. Um dos exemplos é o Sustainable Living Plan, anunciado em novembro do ano passado pela Unilever, que coloca como prioridade da empresa reduzir metade de seu impacto ambiental até 2020.
2- Empresas almejam o “zero”
Diversas empresas colocaram a meta “zero lixo” em suas perspectivas de negócio. A General Motors, por exemplo, anunciou em dezembro de 2010 que mais da metade de suas 146 indústrias já atingiram o estágio de conseguir reciclar todo o descarte gerado por sua produção. Outras empresas já acertaram suas metas, como a Procter & Gamble, o que revela uma tendência que será encaminhada para este e os próximos anos.
3- Países em desenvolvimento ganham importância na cadeia de suprimentos
A extração de commodities em países em desenvolvimento passou a ser melhor analisada. Ou seja, a produção de minerais, como, por exemplo, o óleo de palma – matéria prima para a produção de diversos alimentos processados – passou a receber atenção maior por parte das empresas. A preocupação com a construção de uma cadeia de produção socialmente responsável inclui a capacitação dos produtores, com programas de geração de renda e incentivo ao empreendedorismo.
4- Transporte “verde” para maior eficiência energética
O ano de 2010 será lembrado pelo nascimento dos veículos elétricos, como os modelos Chevy Volt e Nissan Leaf. Mas as tecnologias e práticas verdes estão emergindo não só para a terra, mas também para o mar e o ar. A Maersk passou a verificar suas emissões de carbono a cada navio em operação; a Alaska Airlines iniciou alguns testes de redução de emissões em seus voos e a FedEx desenvolveu um programa que pretende aumentar em 20% a eficiência do combustível usado em suas operações até 2020. E estes são apenas alguns dos projetos.
5- Alimentação sustentável transforma-se no prato principal
Não faz muito tempo que a agricultura sustentável estava reservada à indústria da alimentação natural, voltada para um mercado de consumidores de nicho preocupados com alimentação saudável. Entretanto, a agricultura sustentável expandiu-se e grandes empresas estão arcando com compromissos neste campo de atuação. O Walmart investiu no ano passado US$ 1 milhão em pequenos e médios fazendeiros para capacitá-los a cultivar de forma sustentável. A Cool Farm Tool da Unilever é outro exemplo de ação que, por sua vez, ajuda a mensurar a emissão de gases estufa das práticas de cultivo.
6- Certificações para todas as indústrias
Existem diversas certificações relacionadas ao negócio sustentável, mas para algumas categorias específicas de produto, restam lacunas. Para isso, organizações e empresas estão fazendo sua parte. O Underwriters Laboratories, por exemplo, criou uma certificação para a indústria dos telefones celulares. A UPS lançou uma certificação para as embalagens responsáveis e um grupo de empresas de vestuário e calçados, que inclui a Levi’s e a Timberland, lançou o Eco Index. A Nike, por sua vez, desenvolveu seu Environmental Apparel Design Tool, para a criação de roupas feitas a partir de material orgânico.
7- Preocupações tóxicas incentivarão alternativas verdes
A revelação de ingredientes tóxicos nos bens de consumo atingiu um pico em 2010, com a crescente importância do tema nas agendas das empresas, ativistas e órgãos regulatórios. Esse movimento jogou luz ao campo da química verde, uma área em crescimento que busca transformar a maneira pela qual os produtos são fabricados, reduzindo ou eliminando determinadas substâncias que podem ser prejudiciais à saúde, além, também, da redução do impacto ambiental na produção. A BASF e a Dow, por exemplo, desenvolveram uma nova maneira de fabricar o óxido de propileno, que tem uma demanda global de 14 bilhões de toneladas, com redução em 80% do uso da água e 35% de energia.
8- A preocupação com o uso da água só cresce
A preocupação com a redução do uso da água nos processos produtivos estava reservada a empresas que possuíam este subsídio como fundamental em suas atividades. Diversas empresas têm percebido que analisar seu uso da água pode ajudá-las a encontrar oportunidades para eficiência e otimização na produção, além de inovação. Um exemplo é o caso Water
9- Empresas aprendem a fechar o ciclo
A promessa de uma sociedade com ciclo fechado – onde tudo seria reciclado e transformado em novos produtos e embalagens – parece estar cada vez mais próxima de ser cumprida. As empresas têm encontrado maneiras de transformar produtos, principalmente embalagens, em novos. Exemplos não faltam, como a Starbucks que pretende reciclar 100% de seus copos até 2015 e parcerias de empresas com a TerraCyle, empresa de upcylcing, como é o caso da Nestlé aqui no Brasil.
10- Bioplásticos transformam-se em embalagens
Durante anos, a pesquisa por alternativas ao plástico derivado de petróleo liderou o trabalho de especialistas por diversos caminhos. Mas, em 2010, o bioplástico atingiu mais importância na agenda das empresas. Uma subsidiária da Coca-Cola, a Odwalla, afirmou que já substitui suas embalagens de bebidas por plástico derivado de melaço e cana de açúcar e a Pepsico, com a embalagem de seu salgadinho Frito-Lay, feito a partir de um polímero de milho, são alguns dos exemplos.
Além das tendências, o relatório mede a sustentabilidade da economia norte-americana a partir de 20 indicadores, desde o nível das emissões de gases até o investimento em relatórios de sustentabilidade. Confira o estudo completo aqui.

Tênis de computador

Quem se preocupa com o destino do lixo tecnológico precisa conhecer o artista Gabriel Dishaw.
Ele esculpiu um par de tênis da Nike usando peças velhas de computador.
 
 
São placas-mãe, chipsets, conectores, entradas USB e até uma máquina de escrever reunidos para recriar o modelo Air Max.
 
 
E, acreditem se quiserem, a obra de arte do Gabriel levou 90 horas para ficar pronta.
 


Sustentabilidade energética

José Eli da Veiga*


 

Alega-se que a noção de sustentabilidade já deveria ter alguma definição precisa, pois surgiu há mais de 30 anos. 

Contudo, deve-se perguntar a quem assim pensa se existe definição precisa de “justiça”, por exemplo. É incomparavelmente mais antiga e nem por isso menos controversa. Mesmo que não seja muito difícil concordar sobre o que é injusto, ocorre o inverso ao se tentar definir o que é justiça.Nem todas as ideias são desse tipo. Por exemplo: a força de atração mútua que os corpos materiais exercem uns sobre os outros, chamada de “gravidade”. Por mais que haja diferenças nas formas de descrevê-la, ou mesmo de explicá-la, não há divergência alguma sobre o significado do vocábulo. Caso emblemático do que é realmente um “conceito”.
Mas esse termo “conceito” foi muito diluído pela banalização de seu uso. E noções importantíssimas jamais poderão ter definições suficientemente claras para que seu sentido venha a ser aceito por largo consenso. Por exemplo: a noção de democracia. É fácil encontrar aspectos antidemocráticos em sistemas políticos tão democráticos quanto os do Reino Unido e da Suíça, assim como apontar alguns dos mais democráticos em sistemas tão repugnantes quanto os de Cuba e da China. É esse tipo de penumbra que impossibilita o surgimento de definições precisas para grande parte das ideias, principalmente quando exprimem valores. Exatamente o que ignoram as queixas de que falta uma definição de sustentabilidade. Não levam em conta que se trata de um novo valor. Que emergiu dois séculos depois do marco histórico de 1789 e quase meio século depois da adoção pela ONU da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Em poucas palavras, a expressão “desenvolvimento sustentável” é um valor similar ao seu mais nobre antepassado, a “justiça social”.
Consequência óbvia é a dificuldade de se medir essas coisas com a ajuda de indicadores. O mais comum é se tentar construir índices sintéticos, resultantes de médias de algumas dimensões que, por sua vez, também já são médias de valores obtidos para punhados de variáveis.
Ingênua acrobacia cujos resultados precisam ser interpretados com máxima cautela, conforme o alerta dos melhores estatísticos (Jacob Ryten, por exemplo). É o que deve ter em mente quem resolver ler a análise socioambiental que fecha o Plano Decenal de Expansão de Energia 2019 (PDE-2019, capítulo X, pp. 290-336). Há ali um Índice de Sustentabilidade de Usinas Hidrelétricas (ISUH) que resulta da média aritmética de duas dimensões, ambiental e socioeconômica. Ambas também resultantes de médias aritméticas de cinco variáveis ambientais e onze variáveis socioeconômicas.
Grandes investimentos em infraestrutura sempre geram muitos benefícios socioeconômicos locais, como aumento de arrecadação, compensações financeiras, e emprego. Essas variáveis sempre superarão as demais. Mesmo que as estimativas ambientais fiquem restritas a comparações entre área alagada e potência instalada (em Km2/MW), à perda de vegetação (em Km2), ao trecho de rio alagado (em Km), e a eventuais interferências com unidades de conservação ou áreas prioritárias para conservação da biodiversidade. Nem é preciso entender de estatística para antecipar a forte probabilidade de que a média aritmética entre essas duas dimensões sempre reflita preponderância da econômica sobre a ambiental.
Teria sido uma imensa surpresa, portanto, se tivesse surgido resultado preocupante para algum dos 33 projetos de usinas previstos pelo PDE-2019 em 14 bacias hidrográficas. É até bem estranho que 14 desses projetos tenham acusado sustentabilidade apenas “média”, já que os parâmetros classificatórios também foram arbitrariamente escolhidos. Aliás, cinco projetos do “subsistema Teles Pires/Tapajós” foram mesmo considerados de “alta” sustentabilidade. Para que projetos de usinas viessem a ser seriamente classificados como iniciativas sustentáveis seriam imprescindíveis análises de custo-benefício que levassem em conta as reais alterações socioambientais de longo prazo. Algo que não costuma ser bem feito sequer no âmbito do processo de licenciamento. Então, por melhores que tenham sido as intenções dos técnicos, é forçoso que seja considerado suspeito esse recurso à construção de índice sintético baseado em estranhas médias aritméticas de alhos com bugalhos.
Claro, está muito longe de ser essa a principal distorção do PDE-2019. No que se refere à oferta de eletricidade, nem contempla a ideia de uma seleção de bacias amazônicas a serem sacrificadas e compensadas, com o objetivo de que outras possam ser preservadas. Além disso, insiste em mais participação de térmicas (mesmo que modesta), em vez de expansões mais significativas de renováveis e da nuclear. E, em termos mais gerais de oferta energética, confirma interesse zero pela solar, o que é simplesmente escandaloso. Em suma: melhor torcer para que, tanto índices quanto rumos possam ser corrigidos num PDE-2020 sob nova direção.
*Professor titular da USP (FEA e IRI)

Réguas de Sustentabilidade no Brasil

Organizações têm sido confrontadas com a necessidade de gerir expectativas de uma sociedade consciente do impacto do desenvolvimento econômico sobre o ecossistema.
Sendo assim, investimentos e iniciativas em sustentabilidade e responsabilidade social devem consumir bilhões de dólares em todo o mundo nos próximos anos. Isso será direcionado, dentre outros fatores, ao aumento da eficiência energética, reflorestamento, reciclagem e, no caso brasileiro, também em investimentos em cultura.
A comunidade financeira e os gestores das organizações, naturalmente, têm expectativas de receberem medições detalhadas e acuradas sobre o retorno e a desempenho desses investimentos. O mesmo se dá com consumidores e com a comunidade, que buscam ser capazes de avaliar e comparar a eficiência das iniciativas da chamada “postura sustentável” das organizações.
No entanto, uma combinação de oportunismo, urgência e exuberância ao redor do tema sustentabilidade tem levado muitas organizações a não medirem de maneira eficiente esses investimentos e iniciativas. Em razão disso, tem surgido um conjunto de ferramentas para avaliar a sustentabilidade – desde aquelas para medição da utilização de recursos, até as direcionadas para avaliar o conjunto de atividades sustentáveis ou socialmente responsáveis das empresas.
Seu objetivo principal é permitir aos diversos stakeholders (Investidores, Gestores, Comunidade, Governo, Consumidores…) das empresas se informarem sobre o impacto de suas atividades sócio-econômicas sobre o ecossistema, assim como das medidas de mitigação empregadas.
Nos quadros abaixo apresentamos um breve relato de algumas das principais ferramentas em uso no Brasil. Não cabe aqui comparar a aplicabilidade de cada ferramenta, pois cada uma tem objetivos, profundidade e públicos de interesse distintos.







Razões para empreender medições de sustentabilidade:

• As oportunidades para alocação de recursos entre as empresas são diferentes, mas medir a sustentabilidade e monitorar as melhorias são os primeiros passos para garantir eficiência nos “investimentos sustentáveis”.
• A obrigatoriedade da publicação de relatórios de sustentabilidade já está sendo considerada no Brasil (e já é uma realidade no Japão, Noruega e Suécia). Portanto, para uma organização estar em conformidade com a regulação, ela deve ser capaz de medir com precisão suas iniciativas.
• Organizações podem se beneficiar do envolvimento, influência e colaboração de diversos stakeholders ligados à causa sustentável de maneira a melhorar e ampliar suas iniciativas.
• O mesmo se dá em relação ao consumo de produtos \ serviços. Facilitar a comparação dos “atributos sustentáveis” da organização é uma maneira de diferenciação da concorrência.
O caminho é claro é não tem volta. As organizações precisarão medir seus esforços, impactos e resultados em sustentabilidade. Também precisarão referenciar a autonomia de cada pessoa na organização quando do processo de tomada de decisões, alinhar a organização com benchmarks e metas de desempenho e envolver as partes interessadas para que o todo funcione da melhor forma possível, para todos os envolvidos.