Asian Green City Index – Singapura

No seguimento do post sobre o Green City Index, além da Europa e da América Latina, já se encontram disponíveis dados sobre a performance ambiental das principais capitais da Ásia, 22 cidades no total.
No topo do ranking das cidades mais sustentáveis do continente Asiático encontra-se Singapura, uma cidade que apesar de enfrentar desafios no que toca à manutenção económica e à falta de recursos, aposta fortemente na vertente sustentável e na defesa do meio ambiente, permitindo assim que haja um equilíbrio entre o crescimento económico e a sustentabilidade.



Singapura conta com uma população de cerca de 5 milhões de pessoas e com uma forte presença industrial, onde o desperdício e consumo de energia e recursos são elevados.
O desempenho sustentável da cidade destaca-se principalmente na categoria de resíduos e água, ocupando não só um lugar acima da média nestas categorias, mas também em todas as que são analisadas no Green City Index.
Esta emergente preocupação de Singapura com o desempenho sustentável surgiu desde 1965, quando a cidade ganhou independência, tendo desde essa altura tido uma evolução impressionante que marcou a sua história.

Green City Index

O Green City Index é um projeto que tem como objetivo analisar a performance ambiental nas principais cidades do mundo, comparando os resultados entre as mesmas e o caminho que estão seguindo para se tornarem mais sustentáveis.
Este projeto reflete-se numa ferramenta online que está disponível para consulta, onde basta selecionar o continente correspondente à cidade que pretende consultar e poderá ver inclusive o seu lugar no ranking das cidades com uma maior performance em termos de sustentabilidade.



A investigação da performance de cada cidade é feita através da análise de oito categorias – emissões de CO2, energia, edifícios, transportes, água, resíduos e uso de solo, qualidade do ar e política ambiental – e de 30 indicadores individuais, subdivididos quantitativamernte e qualitativamente.

CDES se prepara para participação na Rio + 20

O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Simão, participou nessa quinta-feira (17), em Brasília, do 1º Colóquio sobre a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável: Rio + 20, promovido pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República (CDES), do qual Paulo Simão é conselheiro. 
O encontro objetivou contribuir para o processo de preparação dos conselheiros do CDES visando debater o tema Desenvolvimento Sustentável na 4ª Mesa Redonda da Sociedade Civil Brasileira e União Europeia. Além disso, o Colóquio também discutiu os limites e possibilidades de participação e intervenção do CDES na Rio + 20. O presidente da CBIC aprovou o encontro e disse ter ficado satisfeito com os temas levantados pelos colegas conselheiros como educação ambiental nas escolas, alternativas que combinem a produção de alimentos com a preservação ambiental e o consumo, economia de água, transição justa dos trabalhadores para a economia verde, entre outros. “O setor da construção civil já está trabalhando para o desenvolvimento sustentável. A Rio + 20 é uma oportunidade global de chegarmos a um consenso e fazermos uma boa reflexão sobre os três pilares da sustentabilidade: econômico, social e ambiental”, comenta Simão, que ainda citou o Projeto Esplanada Sustentável, da CBIC, que, na visão dele, será um exemplo para o Brasil e também para o mundo em termos de desenvolvimento sustentável.

3ª Oficina de Esclarecimento discute a regulamentação da PNRS

Em evento na Fiesp, representantes do MDIC e Ministério do Meio Ambiente tratarão de pontos do Decreto Federal 7.404


A Fiesp realizará sua 3ª Oficina de Esclarecimento no próximo dia 23 de fevereiro, das 14h às 17h. O evento é voltado a representantes de associações e sindicatos, empresários e técnicos, além de integrantes da Câmara Ambiental da Indústria Paulista e de órgãos representativos do setor.

O objetivo é elucidar pontos do Decreto Federal 7.404, publicado em 23 de dezembro do ano passado, instrumento que regulamenta a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Serão abordados temas como plano de resíduos, responsabilidade compartilhada, implementação da logística reversa e acordos setoriais.

No ano passado, o Departamento de Meio Ambiente (DMA) da Fiesp já havia organizado duas Oficinas a fim de discutir dúvidas em torno da Lei 12.305/2010.

O evento será dividido em três painéis e finalizado com um debate:

14h15 – "O regulamento da Política Nacional de Resíduos Sólidos", tratado pelo representante do Ministério de Meio Ambiente, Silvano Silvério da Costa, Secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do MMA.

14h45 – "A logística revers", tema para o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior: Marcos Otávio Prates, diretor de competitividade industrial do MDIC.

15h15 – "O que é exigido do setor industrial", a ser debatido por Ricardo Lopes Garcia, especialista em resíduos sólidos, do Departamento de Meio Ambiente da Fiesp.

Serviço
3ª Oficina de Esclarecimento: Política Nacional de Resíduos Sólidos – O que é exigido do setor industrial
Data/horário: 23 de fevereiro, das 14h às 17h30
Local: Teatro do Sesi São Paulo – Avenida Paulista, 1313, Capital

Madri constrói um centro recreativo público sustentável para as crianças

madri2

As paredes do prédio são feitas de vidro/Foto: Divulgação

Prédios e construções públicas feitos sob as leis do design sustentável fazem com que cidadãos vivenciem de perto as possibilidades de uma arquitetura com poucos riscos ambientais, ainda mais se forem crianças. Pensando nisso, a prefeitura de Madri construiu uma centro recreativo sustentável com direito a espaço para eventos e conferências ligadas ao meio ambiente.
O projeto Plaza Ecópolis foi feito sob um sistema de redução de consumo de energia, com lonas amarelas na área exterior que possibilitam a entrada da luz mas bloqueiam o calor intenso do sol. Por baixo das lonas há uma camada de placas de vidro, especialmente na área do prédio que é direcionada à linha do Equador - para melhor receber o sol.

madri1

Parte da estrutura também se movimenta para acompanhar a direção do sol de acordo com as estações do ano. Além disso, o projeto possui uma série de poços inteligentes de luz e ventilação que saem do chão através de tubos de circulação subterrâneos.
Um dos andares da construção é parcialmente submerso de forma a aperfeiçoar o sistema de economia de energia. Outro aspecto, o de posicionamento de alguns elementos da estrutura, também possibilitou uma maior performance no uso da luz solar.

madri3

Contudo, o terreno em que está instalado o prédio é tão importante quanto a própria arquitetura. O espaço externo não só encoraja as crianças brincarem de escalar, escorregar e rolar, como também armazena água.
Um banco de cascalho sob plantas macrófitas foi colocado em uma estufa artificial que absorve e trata o esgoto do prédio. Dessa forma, é possível utilizar a água para irrigar os jardins circundantes. Os visitantes do lugar ainda podem fechar o circuito de água da instalação e ensinar às crianças sobre a conservação de recursos.

madri4

Natura, Petrobras e Bradesco figuram entre as cem empresas mais sustentáveis do mundo













O ranking anual das cem empresas mais sustentáveis do mundo, feito pela canadense Corporate Knights teve recentemente a sua 7º edição publicada. Três empresas brasileiras foram ranqueadas: a Natura, na 66ª posição, a Petrobras, na 88ª e o Bradesco em 91º.
Conforme informações publicadas na revista americana Forbes, os critérios utilizados na avaliação empresarial foram: questões ambientais, como o cuidado com a energia, situação financeira, transparência, relações sociais, pagamento de impostos e liderança empresarial.
A empresa considerada pela pesquisa como a mais sustentável foi a norueguesa Statoil, do setor energético, que se dedica à exploração de óleo e gás. Mesmo exercendo uma atividade que pode ter muitos impactos ambientais negativos a empresa conseguiu se redimir graças à sua eficiência na produtividade hídrica e também por possuir uma liderança compartilhada que traz benefícios financeiros ao país.
Em segundo lugar ficou a americana Johnson & Johnson. A quarta colocação foi ocupada pela finlandesa Nokia. Outros destaques ficaram por conta da Intel (EUA) e General Eletric, que um há um ano liderava a lista, mas teve uma queda brusca no relatório de 2011. Seus investimentos resultaram em produção de carbono e energia e o resultado disso foi uma amarga 11ª colocação.
A Natura, com a melhor colocação entre as brasileiras é exemplo nacional por sua preocupação com as causas ambientais e também sociais, que são refletidas em suas ações empresariais. A Petrobras, assim como a líder do ranking, pode despertar dúvidas por trabalhar na extração de petróleo e, mais recentemente, com o pré-sal. No entanto, a estatal brasileira também investe em diversas ações socioambientais que demonstram a procura pela sustentabilidade por parte da empresa.
O Bradesco, que carrega consigo o slogan “banco do planeta”, foi a única instituição financeira brasileira a figurar entre as empresas mais sustentáveis do mundo. A companhia possui fortes investimentos educacionais e esportivos, além de ações socioambientais e voltados à inclusão social em todas as regiões do Brasil.
O ranking teve empresas de 22 países e o Japão foi o que mais se destacou com 19 instituições ranqueadas, 14 a mais do que em 2010. Com informações da Época Negócios.
Confira o Ranking das Empresas mais Sustentáveis do Mundo: