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Com ações sustentáveis, lavanderia é premiada pela FGV


Unidade da Vila Nova Conceição: 50 000 reais na implantação do projeto
Unidade da Vila Nova Conceição: 50 000 reais na implantação do projeto

Estabelecimento tem sacola retornável e cabides de papelão recicláveis
Fernando Moraes
Em uma esquina da Vila Nova Conceição, clientes aguardam para entregar seus edredons à atendente da lavanderia. Lá dentro, um vestido Chanel está prestes a ser passado. 
Camisas sociais encontram-se dobradas e, para ficar pronto, o conjunto de short e blusa de paetês só precisa ser embalado. Tudo normal, não fosse o banner logo na entrada, que anuncia a sacola retornável feita de garrafas PET e o conceito de sustentabilidade adotado pela empresa, baseado nos três “R” (reduzir, reutilizar e reciclar). 
Com ações para amenizar o impacto de sua atividade no meio ambiente, a rede Lavasecco recebeu o Prêmio de Responsabilidade Social e Sustentabilidade no Varejo, na categoria pequena empresa, promovido pelo Centro de Excelência em Varejo (GVcev), da Fundação Getulio Vargas. 
“Temos como objetivo reconhecer e disseminar essas iniciativas Brasil afora”, afirma o professor Luiz Macedo, assessor do programa.
Fernando Moraes
A proprietária Maria Alzira: sacola retornável
A proprietária Maria Alzira: sacola retornável
Batizado de Atitude Eco, o projeto ecologicamente correto da lavanderia teve início dois anos atrás de maneira tímida. Ao notar que, depois de usados, os porta-tíquetes de plástico eram descartados pela clientela, a gerente de marketing Alessandra Oricchio sugeriu que eles fossem substituídos por pequenos envelopes de papel reciclado. 
Deu certo. A meta seguinte foi diminuir a utilização de filme plástico sem prejudicar a qualidade do serviço. Devidamente treinadas, as atendentes passaram a pedir autorização aos consumidores para colocar mais de uma peça de roupa na mesma embalagem. 
“A aceitação foi ótima”, conta Alessandra. “Conseguimos reduzir o uso do plástico em 20%.” Outra novidade, a sacola retornável feita de garrafas PET é oferecida como brinde a cada dez itens levados para lavar. Em um ano, 5 000 unidades foram produzidas. 
Um olhar mais atento permite que se note mais uma diferença entre a lavanderia da Vila Nova Conceição e a maioria das lojas do gênero. Lá, os cabides enfileirados nas araras são maiores e mais coloridos que os tradicionais.
Fernando Moraes
Mudanças verdes: cabides de papelão recicláveis e embalagens que comportam mais de uma peça de roupa
Mudanças verdes: cabides de papelão recicláveis e embalagens que comportam mais de uma peça de roupa
Não se trata de modismo, mas dos tais “cabides ecológicos”, confeccionados com papelão certificado. Sobre ele, a logomarca da Lavasecco (ou algum anúncio publicitário) é impressa em uma gráfica que possui certificação de Manejo Florestal Consciente. 
O gancho, de poliestireno, pode ser reciclado. “Conseguimos tirar de circulação 40 000 cabides de arame e plástico todo mês”, comemora a economista Maria Alzira Linares, proprietária da rede de franquias com onze unidades (apenas uma fora da Grande São Paulo, em Florianópolis). 
Ela fez carreira no mercado financeiro e trabalhou na diretoria do extinto Banco Noroeste até o início dos anos 90. Determinada a empreender, tornou-se franqueada da rede 5àSec e, terminado o contrato, decidiu montar a própria marca. 
A Lavasecco surgiu cinco anos atrás e logo começou a operar em sistema de franchising. “Queria poder seguir minha filosofia”, diz. “Meu público-alvo, as classes A e B, está ligado nas questões ambientais.”
A preocupação tende a se expandir para a concorrência. Isso porque a Associação Nacional das Empresas de Lavanderia (Anel) lançou, no mês passado, o Selo de Qualidade e Sustentabilidade para o setor. 
“Trata-se de uma certificação adaptada às necessidades do nosso mercado”, explica a administradora Paola Tucunduva, presidente da entidade. “Serão avaliadas questões de qualidade, meio ambiente, saúde e segurança.” 
A proprietária da Lavasecco gastou 50 000 reais na implantação das medidas verdes. Seu objetivo para 2011 é conseguir substituir o plástico comum pelo oxibiodegradável, cerca de 30% mais caro. “Se mais empresários adotarem práticas sustentáveis, os custos diminuirão”, acredita.
Fonte: www.vejasp.abril.com.br
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Lição de Sustentabilidade: Petrobrás instala Universidade Corporativa no RJ, em prédio ecossustentável

Em tempos em que a Petrobras admitiu, por concurso, mais 2.611 profissionais e mantém o compromisso de investir em seu capital humano durante toda a carreira, mediante cursos de formação e educação continuada, a Companhia dá uma lição à parte de sustentabilidade. 

Inaugura um edifício ecossustentável para sediar a Universidade Petrobras no Rio de Janeiro.

O prédio da Universidade Petrobras foi concebido conforme padrões do Green Building Council

Localizado no bairro Cidade Nova, o edifício tem cerca de 52 mil m2 de área construída, nove andares e capacidade para comportar 4.000 pessoas. Inclui 98 salas de aula, nove laboratórios especiais (seis para atividades na área de Exploração e Produção, dois de Tecnologia da Informação e uma sala de visualização em 3D), 25 laboratórios de Informática, 35 cabines de educação à distância, 27 salas de orientação pedagógica, restaurante, biblioteca e central reprográfica. Mas se destaca por ter sido concebido conforme os mais rígidos padrões do US Green Building Council.
A luz natural substitui a artificial, em grande parte
“O edifício segue os mais modernos conceitos de sustentabilidade. Toda a madeira utilizada na construção é certificada, assim como as tintas escolhidas têm baixa emissão de gases corrosivos. Insumos reciclados foram aproveitados. A água destinada a irrigação de jardins, descargas e lavagem de vasos sanitários se origina da captação pluviométrica e do reúso de água do sistema de ar-condicionado. Esse reaproveitamento atende a 40% do consumo diário da universidade. Além disso, o consumo de água é reduzido, pois há torneiras temporizadas em todo o edifício” explica o gerente geral da Universidade Petrobras, Walter Brito.

A economia energética também foi prevista. “Como o sistema de ar-condicionado consome de 50 a 60% da energia do edifício, foram implementadas soluções para reduzir esse consumo. Vidros que garantem isolamento térmico e as fachadas do prédio direcionam o calor para o alto. Isso proporciona maior conforto térmico no interior e diminui a necessidade de resfriamento. A luz natural também substitui, em grande parte, a artificial. Vidros nas fachadas internas e externas e um átrio central coberto por uma clarabóia de 900 metros tornam isso possível”, detalha Walter.
Vidros que garantem o isolamento térmico direcionam o calor para o alto e proporcionam conforto no interior do prédio
O paisagismo do edifício, com áreas verdes proporcionais ao tamanho do empreendimento, e as cores claras adotadas nas fachadas contribuem para completar a sensação de bem-estar, que se estende ao entorno do prédio.
A ocupação do edifício ocorreu de forma gradativa e foi concluída em julho, após o deslocamento de todo o corpo administrativo da universidade que estava lotado no Edifício General Horta Barbosa, no bairro Maracanã, no Rio de Janeiro, para o novo endereço. Assim, mais um passo rumo à sustentabilidade foi dado pela Petrobras e por sua universidade corporativa.
“O novo campus ecossustentável é um marco na trajetória da capacitação de recursos humanos na Companhia. A Universidade Petrobras, que, há anos, dispõe de uma carteira de projetos educacionais voltada para o desenvolvimento sustentável, tem, agora, instalações que simbolizam o compromisso da Petrobras em consolidar o desenvolvimento de seu capital humano em bases cada vez mais sustentáveis”, ressalta Walter. Em tempos em que a ecoeficiência se torna cada vez mais necessária e a consciência ecológica deve estar presente na vida das pessoas, para que essa mentalidade se consolide, a Petrobras comprova: essa lição já está aprendida na Companhia.

Fonte: http://www.hotsitepetrobras.com.br
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Como aplicar o conceito de sustentabilidade nas pequenas empresas


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Estamos muito acostumados a ouvir sobre sustentabilidade nas empresas. Na realidade, sustentabilidade é uma das palavras da moda no mundo corporativo, e nem sempre é aplicada de uma forma correta.

Então vamos começar por aí: o que é uma empresa sustentável? 
É a empresa que continua gerando lucros para seus acionistas sem causar impactos negativos aos outros stakeholders da empresa. Parece simples demais? Pois É muito simples.
Sejamos claros: uma empresa é feita para gerar lucro para seus donos ou acionistas (alguém discorda?). Os outros stakeholders são os funcionários, os clientes, os concorrentes, o governo, o meio ambiente, a comunidade em torno da empresa, etc. Portanto, se a organização consegue atingir seu objetivo principal (o lucro), mantendo impactos positivos para todos aqueles que participam direta ou indiretamente das atividades da empresa, ela se sustentará por longo prazo.
Bom, agora que esclarecemos o que é sustentabilidade, como isto se aplica à sua pequena empresa? Não cometa o erro de pensar que sustentabilidade se aplica somente às grandes corporações… estas somente “aparecem” mais porque possuem um alcance maior e portanto têm impacto em um número maior de pessoas. Lembre-se que seu empreendimento tem um impacto local, e que deve ser sustentável em seu ambiente.

Para tornar sua pequena empresa sustentável, pense nos seguintes aspectos:

1. Sustentabilidade Ambiental:

  •   O lixo de sua empresa é reciclado?
  •   Os resíduos gerados (em caso de pequenas indústrias) são tratados e despejados adequadamente?
  •   Sua empresa apóia iniciativas ecológicas locais?
  •   Caso seu bairro não possua iniciativas ecológicas, sua empresa as cria?

2. Sustentabilidade Social:

  •   Seus funcionários recebem um salário justo e um tratamento digno?
  •   As condições e segurança no trabalho na empresa são adequadas?
  •   Sua empresa apóia programas sociais locais?- Sua empresa investe em formação e treinamento dos funcionários?

3. Sustentabilidade Cultural:

  •   Sua empresa está bem encaixada no perfil do bairro ou da região?
  •   Sua empresa apóia programas culturas no bairro?
  •   O tipo de atividade exercida é adequada para a região na qual a empresa está?
  •   Os valores culturais dos funcionários são os mesmos que os do empreendedor?

4. Sustentabilidade Econômica:
  •   A empresa consegue gerar lucro atuando de forma legal?
  •   As negociações com os fornecedores são levadas de forma justa?
  •   Os clientes recebem o valor pelo qual estão pagando ou são enganados com falsa propaganda?
  •   A concorrência é feita de forma ética?
  •   Aplicando o conceito de sustentabilidade em seu empreendimento, você não só poderá ver o crescimento da empresa e dos lucros no longo prazo, como se sentirá bem ao ver os impactos positivos que causa ao seu redor.  Fonte: www.simplessolucoes.com.br
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Green Building Council Brasil abre inscrições para MBA em construção sustentável

São Paulo - O Green Building Council Brasil (GBC Brasil) realizará, em São Paulo, um curso de MBA em Construção Sustentável, em parceira com o Instituto Brasileiro de Extensão e Cursos (Inbec) e a Universidade Cidade de São Paulo (Unicid). O curso com duração de 20 meses deve começar no dia 11 de março.  

 
Segundo o GBC Brasil, o curso tem o objetivo de "capacitar os participantes em Construção Sustentável (Green Building) oferecendo conhecimentos que permitam aos participantes realizarem projetos e obras de empreendimentos sustentáveis, bem como se tornarem consultores em Construção Sustentável e Certificação Ambiental de Edificações."

 
A grade do curso inclui metodologias e tecnologias para projetar, gerenciar, avaliar e operar edificações sustentáveis, alinhadas aos princípios de eficiência energética e elevado desempenho ambiental. O programa de aulas enfatiza a certificação Leadership in Energy and Environmental Design (LEED), criada pelo U.S. Green Building Council.

 
As inscrições podem ser realizadas pelo site do Inbec, sob pagamento de taxa de R$ 300 até o dia 11 de fevereiro e de R$ 400 após essa data.
Fonte: PiniWeb
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A Maquiagem Verde para vender produtos "sustentáveis".


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ser ou não ser sustentável, eis a questão!

A cada nova ida ao supermercado, à loja de material de construção ou mesmo nos intervalos da programação da TV e nas revistas, deparamo-nos com cada vez mais produtos se dizendo "eco", "verde"
, "amigo do meio ambiente", "que preserva a natureza".

A lista é extensa, mas, infelizmente, constatamos que a grande maioria ainda é "maquiagem verde". Sinais de que a corrida maluca para o verde, isto é, distorções dos conceitos para se fazer parecer sustentável sem ser, cresce a cada dia. No Brasil, ainda não existem números sobre maquiagem verde, mas na Austrália, recente levantamento, identificou que 98% dos produtos oferecidos como verde são "maquiados".

A ambição de transformar uma empresa tradicional em uma organização sustentável é cada vez mais comum. De acordo com o getAbstract, principal serviço de resumos sobre livros técnicos recomendados para executivos, o termo sustentabilidade se tornou um dos temas mais focados na literatura de negócios. Entre os cerca de 5 mil títulos presentes no acervo, 460 volumes estão relacionados ao tema. A palavra sustentabilidade está no mesmo nível de procura que temas comuns como: “negociação”, “mercado de capitais”, “marketing” e “consultoria”. Entretanto, apesar de existir uma procura maior pelo tema, poucas organizações conseguem efetivamente ultrapassar a barreira entre a pretensão e a efetivação. Como diz a sabedoria popular: Falar é fácil, fazer não é tão simples.

A sociedade moderna está cada vez mais atenta à forma como as empresas realizam seus negócios. Quem estuda as tendências do mercado sabe que os consumidores aumentaram seus níveis de exigência no tocante à ética e transparência das empresas no relacionamento com seus stakeholders em questões de sustentabilidade e governança.

Não obstante o movimento nessa direção, muitos executivos permanecem apegados a uma visão de negócios que se limita à obtenção do lucro direto. Para eles, a necessidade de tornar o negócio sustentável é algo desvinculado de objetivos comerciais. O cuidado com o meio ambiente, por exemplo, é encarado como um elemento gerador de custos, e como tal, constitui um empecilho à competitividade. Na opinião desses gestores, as “políticas verdes” da empresa podem entrar, quando muito, no âmbito do marketing ou das ações sociais.

Um artigo publicado recentemente pela revista da Universidade de Harvard traz as conclusões do professor C.K. Prahalad e dos consultores M.R. Rangaswami, e Ram Nidumolu. Eles estudaram 30 empresas de grande porte e constataram que a busca por soluções ambientalmente corretas estimula a inovação. Descobriram também que a produção verde minimiza custos: os investimentos necessários à implantação de métodos de produção mais limpa e de mecanismos voltados a economizar insumos são compensados pela consequente redução de gastos.

As inovações organizacionais e tecnológicas inerentes a uma empresa sustentável são, portanto, fontes de lucro e de receita. Ao repensar produtos, tecnologias, processos e modelos de negócio, o gestor adquire vantagem competitiva.

Prahalad, Rangaswami e Nidumolu apontaram os cinco passos que devem nortear as ações das empresas. São eles: ajustar-se à legislação vigente e adequar-se às normas e aos códigos de adesão facultativa, criados por entidades não governamentais e associações, vendo tais normas como uma orientação e não como um fator impeditivo; fazer com que a cadeia de valores da empresa seja sustentável; criar produtos e serviços sustentáveis; desenvolver modelos de negócios baseados na sustentabilidade; e ter ações proativas, antecipando-se às tendências e ajudando a construir o futuro. “Práticas inovadoras mudam os paradigmas existentes”, afirmam os autores.

A visão dos articulistas se alinha à teoria do triple bottom line, desenvolvida pelo economista inglês John Elkington. De acordo com essa abordagem, a viabilidade econômica, a consciência ambiental e a responsabilidade social compõem o tripé conceitual que serve de base a todas as práticas de desenvolvimento sustentável.

A caminhada rumo a um modelo produtivo que valorize o ser humano e o meio ambiente, sem abrir mão do lucro e da geração de riquezas, é irreversível. E o dilema hamletiano proposto no título deste artigo – ser ou não ser sustentável – deve ser substituído por outro tipo de atitude: a convicção de que devemos, sim, ser sustentáveis, pois somente as empresas que se alinharem aos novos paradigmas serão efetivamente bem-sucedidas.

Autores: Newton Figueiredo; Rafael Morais Chiaravallot; Ieda Novais.

Fonte: Revista Sustentabilidade
Postado por Empresa Verde Consultoria às terça-feira, fevereiro 08, 2011 Nenhum comentário: Links para esta postagem
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Generosidade: o quarto elemento do triple bottom line

Rogério Ruschel*


Já não restam dúvidas científicas de que o desenvolvimento sustentável é o único modelo capaz de evitar a degradação em velocidade geométrica das condições de vida e finalmente a inevitável extinção de várias espécies de flora e fauna do Planeta, entre as quais provavelmente a do Homo Sapiens.

Sabemos que para buscar a sustentabilidade uma pessoa ou organização deve adotar como padrão de comportamento ou gestão ser ambientalmente correta, socialmente justa e economicamente viável - o “triple bottom line”, conceito formulado pelo britânico John Elkington. Sabemos também que a busca pela sustentabilidade é uma caminhada que deve ser trilhada com início urgente, imediato, mas final inexistente.
Então o que faz uma pessoa, um cidadão, mobilizar-se pelo assunto ou uma empresa adotar a sustentabilidade no universo corporativo? Não sou filósofo, mas entendo que fundamentalmente a diferença está numa qualidade humana chamada “Generosidade” - e que a Generosidade é o quarto elemento do “triple bottom line”.
Generosidade é a qualidade do que é generoso, pródigo, do que perdoa facilmente, nobre, leal; a virtude de quem acrescenta algo ao próximo. Generosos são tanto as pessoas que se sentem bem em dividir algo com mais pessoas porque isso fará com que se sintam bem (num contexto egocêntrico), tanto quanto aquelas que dividirão bens tangíveis ou intangíveis com outros, sem a necessidade de receber algo em troca. É o contrário da “Ganância”. E isto se aplica quase que literalmente para organizações, porque por trás delas sempre estão gestores humanos.
No livro “Princípios de Filosofia” René Descartes apresenta a generosidade como “uma despertadora do real valor do Eu” e ao mesmo tempo uma mediadora para que “a vontade se disponha a aceitar o concurso do entendimento”. É filosófico, sim, mas é simples: a generosidade é uma qualidade de quem coloca os interesses de terceiros no mesmo plano dos seus interesses pessoais, para resolver um problema ou dilema que atinge a todos, que busca o entendimento. Não é exatamente disto que uma sociedade sustentável necessita?
No campo do Direito isto se chama “interesses difusos” – e como sabemos, os interesses difusos - aqueles de interesse do conjunto da sociedade - são constitucionalmente inalienáveis. Trocando em miúdos, a Generosidade deveria ser um dos fundamentos da sociedade brasileira, até mesmo pelo que está escrito em nossa Constituição. E a Ganância, o oposto da Generosidade, deveria ser execrada porque ofende direitos constitucionais coletivos.
No mundo corporativo Generosidade pode ser traduzida como uma forma de altruísmo – e aqui está a razão do porque poucas empresas realmente adotam a sustentabilidade no processo de gestão: altruísmo não combina com capitalismo selvagem, com a famosa “Lei de Gerson”, aquela de que se deve levar vantagem em tudo. No mundo corporativo Generosidade significa uma empresa tomar a decisão de reduzir um pouquinho a margem de lucro ou aumentar em alguns meses o prazo de retorno de um investimento para ser ambientalmente correta e socialmente justa – sem deixar de ser economicamente viável.
Significa ter a coragem para contrariar práticas de gestão, regras de mercado, de design de produtos e de formas de concorrência estabelecidas por força de um modelo de crescimento a qualquer custo que já se demonstrou completamente inviável do ponto de vista de recursos naturais e de felicidade humana. A Generosidade é o que diferencia uma empresa que adota critérios de sustentabilidade no modelo de gestão daquelas que dizem que o fazem, mas deslizam na superficialidade ou praticam o greenwashing, a maquiagem verde.
Generosidade corporativa significa também compartilhar gratuitamente seu aprendizado, seu conhecimento, suas patentes, sua força e seus recursos em nome de interesses que ultrapassam os limites da empresa. O jornalista Dal Marcondes, da Envolverde, costuma dizer que filantropia é dar um peixe a quem tem fome, responsabilidade social é ensinar a pescar e sustentabilidade é preservar o rio. Pois no contexto da Generosidade corporativa este compartilhamento é estar na nascente do rio e compreender a importância de seu fluxo e entorno até a foz e além – é perceber o que de fato importa para possam continuar existindo peixes.
Generosidade corporativa é perceber o problema de emissões de Gases de Efeito Estufa não apenas como um volume de particulados em suas chaminés, mas como um assunto de interesse coletivo – e ir além de metas de redução. Generosidade corporativa é compreender que não basta fazer o seu papel, é preciso mobilizar seus parceiros de negócios – e para isso poderá ser necessário ceder em aspectos antes inegociáveis. Mas a Generosidade corporativa também oferece vantagens e oportunidades de negócios. Alguns exemplos, já clássicos:
• A Danone francesa se associou a cooperativas de trabalhadores e ao Grameen Bank para implantar em Bangladesh 50 fábricas de iogurte de baixo custo. Com isso está atendendo crianças subnutridas com redução de custos fixos na implantação de fábricas e custos de produção, porque os funcionários são sócios e consumidores. A BASF fez um projeto parecido, para a produção de mosquiteiros de baixo custo com essências de proteção. Marketing? Sim, e inteligente, porque o modelo só funciona se houver redução da margem de lucro – uma opção generosa para conquistar mercado
• No começo dos anos 2000 a Sadia investiu na construção de dezenas de biodigestores nas propriedades de pequenos produtores de suínos. E porque ela fez isto se não está no ramo de produção de energia? Porque com esta iniciativa passou a evitar dezenas (talvez centenas) de multas pela contaminação do solo com os resíduos da criação, reduziu os custos dos produtores que passaram a gerar sua própria energia elétrica, agregou valor à atividade para fixar os filhos dos produtores no campo, perpetuando o fornecimento de matéria-prima – e ainda gerou créditos de carbono! Puro negócio? Sim, mas a generosidade está em investir “dinheiro bom” em uma idéia coletiva, com prazo longo de recuperação
• Evoluindo aos poucos durante os anos 90, a Interfaceflor, empresa norte-americana fabricante de tapetes, já está fabricando produtos com 100% de fibras recicladas a partir dos tapetes velhos de seus clientes. Ao fazer isto percebeu uma ótima oportunidade. Como tapete é artigo de decoração e sai de moda, a empresa mudou o modelo de negócio: está propondo que seus clientes não comprem seus tapetes – e como num processo de “leasing” de automóveis, as famílias podem ficar com o produto ou trocar por outro, ao fim do pagamento. Coragem para mudar exige generosidade
Na linha do tempo da história a Generosidade é um dos traços da personalidade de pessoas que trouxeram benefícios universais para a Humanidade como Mahatma Gandhi, Buda, Jesus Cristo, Nelson Mandela, Martin Luther King, Wangari Maathai, Muhammad Yunus, Madre Teresa de Calcutá e outros - mas também aparece em pequenos gestos de pessoas comuns em nosso dia-a-dia, e que merecem ser elogiados e replicados.
Se lhe parece complicado entender a importância da Generosidade como parte da essência da sustentabilidade, basta pensar no seu oposto, a Ganância. Com certeza você vai concordar comigo que a Generosidade realmente é o quarto elemento do triple bottom line.
*Rogerio Ruschel é jornalista, editor da revista eletrônica “Business do Bem – Economia, Negócios e Sustentabilidade”. (Envolverde/ECO 21)
Postado por Empresa Verde Consultoria às segunda-feira, fevereiro 07, 2011 Nenhum comentário: Links para esta postagem
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Energia Solar: uma aposta na inovação

Da Agência Ambiente Energia - O Nipe/Unicamp e a International Energy Iniciative (IEI) realizam, nos dias 15 e 16 de março, o Inova FV – Workshop Inovação para o Estabelecimento do Setor de Energia Solar Fotovoltaica no Brasil. 
Com inscrições gratuitas, o evento pretende reunir especialistas e profissionais de empresas, governo e instituições de pesquisa nacionais para criar uma agenda para o desenvolvimento desta alternativa energética, destacando os aspectos tecnológico, regulatório, de infraestrutura física, mercado, investimentos e capacitação de pessoal.
De acordo com os organizadores, outro objetivo do Inova FV é aproximar as agendas de pesquisa, desenvolvimento e inovação do mercado, discutindo os desafios científicos e tecnológicos para o estabelecimento do mercado de energia solar fotovoltaica e de indústrias de silício grau solar no Brasil. Entre os resultados esperados, busca-se criar um mercado que integre toda a cadeia produtiva; definir políticas públicas para o setor no país; e estabelecer o Grupo de Acompanhamento e Controle da Energia Solar Fotovoltaica (CACFV).
O Inova FV acontece num bom contexto de boas iniciativas para estimular o maior uso desta tecnologia no país. Uma das iniciativas é a criação do Grupo de Grupo de Trabalho de Geração Distribuída com Sistemas Fotovoltaicos (GT-GDSF) pelo Ministério de Minas e Energia (MME). O objetivo é elaborar uma proposta de política para uso da geração fotovoltaica conectada à rede elétrica, em especial em edificações urbanas, como fator de otimização de gestão da demanda de energia e de promoção ambiental do país, em curto, médio e longo prazos.
Na busca de subsídios para formular políticas de incentivos à fonte fotovoltaica, o Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT) encomendou um estudo ao Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE). A ideia é incentivar à inovação tecnológica e à participação industrial do Brasil no mercado de silício grau solar e de energia solar fotovoltaica. A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) também mapeia junto às empresas as demandas para subsidiar uma política industrial para o desenvolvimento da indústria fotovoltaica brasileira. Em paralelo, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) está estudando a criação de um programa especial para a energia solar fotovoltaica. A iniciativa discute o panorama de recursos e lacunas existentes nas universidades e centros de pesquisa no Estado de São Paulo.
Veja abaixo as temáticas do Inova FV
- Estabelecimento do Mercado de Energia Fotovoltaica no Brasil: políticas públicas, planejamento e regulação;
-  Cadeia de Inovação para o Estabelecimento do Mercado de Energia Fotovoltaica e de Indústrias de Silício Grau Solar no Brasil;
- Construção de uma política industrial para o desenvolvimento da indústria de equipamentos fotovoltaicos no Brasil;
- Oportunidades de Investimento e Capital de Risco;
- Estabelecimento de Indústrias de Silício Grau Solar e Grau Eletrônico no Brasil;
- Tecnologias de balanço de sistema de energia solar fotovoltaica e conexão à rede elétrica;
- Experiência Internacional (cooperação) em Inovação na Cadeia da Indústria Solar Fotovoltaica.

Mais informações e inscrições: http://www.nipeunicamp.org.br/inovafv

Fonte: Ambiente Energia
Postado por Empresa Verde Consultoria às segunda-feira, fevereiro 07, 2011 Nenhum comentário: Links para esta postagem
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