Um mundo com energia limpa é possível, em 2050


Detalhe de turbina contra o sol, e atrás o céu azul no parque eólico de Castilla-La Mancha, Espanha.

A geração de energia elétrica de forma renovável é ingrediente chave para reduzir as incertezas quanto à segurança energética, poluição e às mudanças climáticas.
Após dois anos de elaboração, o Relatório de Energia, lançado globalmente hoje (3/2) revela novas perspectivas no que tange às necessidades globais de energia, incluindo transporte, e disponibilizando energia adequada e segura para todos. E isto permitiria a redução de emissões de carbono em cerca de 80% até 2050, mantendo o aquecimento do planeta abaixo dos 2ºC – que representam um limite dramático para o futuro ambiental do mundo.

“Se continuarmos a depender de combustíveis fósseis, vamos enfrentar um futuro de incertezas crescentes sobre custos, segurança e mudanças climáticas”, declarou Jim Leape, diretor geral do WWF. “Estamos oferecendo um cenário alternativo – muito mais promissor e inteiramente viável”.

“O relatório demonstra que o planeta pode, sim, ter economias vivas e energia limpa, barata e renovável, nos próximos quarenta anos”, disse Denise Hamú, secretária geral do WWF-Brasil.
 
Brasil na frente – O fato de o Brasil produzir eletricidade a partir de hidrelétricas dá ao país certa vantagem competitiva rumo à concretização da visão da respeitada consultoria Ecofys. “Entretanto, não podemos nos acomodar, porque estamos sujando nossa matriz energética e claramente temos oportunidades de diversificação de nossas fontes, com mais investimentos eficiência energética e em energias renováveis modernas, como a eólica, solar e solar-térmica”, avaliou Carlos Rittl, coordenador do programa de Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil.

Rittl destaca, ainda, que a demanda mundial por bioenergia irá crescer muito. Como os biocombustíveis serão uma parte cada vez mais importante na matriz energética mundial, cabe ao Brasil fazer sua expansão neste setor, seguindo critérios rigorosos de sustentabilidade, sem pressão sobre os ecossistemas naturais.

 “Além disso, o Brasil precisa ser muito responsável sobre o uso e investimentos para extração do petróleo da camada pré-sal. Os custos das energias renováveis modernas estão em queda, enquanto que os do petróleo estão em ascensão. O mundo está cada vez atento a cada tonelada de gases de efeito estufa jogada na atmosfera e seus impactos no aquecimento global”, disse Carlos Rittl.

Futuro otimista - Dividido em duas partes, o relatório contém análise e cenário detalhados, apresentados pela Ecofys, e uma avaliação do WWF.  O documento demonstra que, até 2050, as necessidades de eletricidade, transporte, energia industrial e doméstica, poderiam ser supridas com uso apenas residual e localizado de combustíveis fósseis e nucleares, reduzindo drasticamente as incertezas quando à segurança energética, poluição e às catastróficas mudanças climáticas.

Eficiência energética em edificações, veículos e indústria seria um ingrediente chave, ao lado de uma geração de energia elétrica de forma renovável e fornecida por meio de smart grids (redes inteligentes), para fazer face ao aumento da demanda mundial por eletricidade.

De acordo com a visão desenhada pela Ecofys, em 2050, a demanda total de energia será 15% menor do que em 2005, a despeito do crescimento da população, da indústria, das necessidades de transporte, e a energia estará sendo fornecida àqueles que hoje não se beneficiam dela.  O mundo não mais dependerá de carvão ou fontes nucleares, enquanto regras e cooperação internacionais limitarão o dano ambiental potencial representado pela produção de biocombustíveis e hidrelétricas.

“Neste relatório, não estamos deliberadamente assumindo metas extravagantes sobre os benefícios das tecnologias que ainda virão, disse o diretor da Ecofys, Kees van der Leun. “Trata-se de uma estimativa moderada sobre a energia renovável da qual poderemos desfrutar em 2050. A Ecofys entende que as soluções para o desafio energético global estão ao alcance das nossas mãos. Existem inúmeros sistemas que usam energia de forma mais eficiente, o que nos permite administrar as atuais fontes de energia mais cuidadosamente. Além do mais, entendemos as oportunidades de uso de uma enorme quantidade de energia sustentável que nos cerca”, disse.

O fornecimento de energia confiável, barata e limpa na escala necessária demandará um esforço mundial, similar à resposta do mundo à crise financeira global. Mas os benefícios seriam muito maiores no longo prazo, e a economia realizada com custos mais baixos em energia irá equilibrar o total de novos investimentos em energia renovável e eficiência energética até 2040.  E mais: a economia de recursos financeiros em relação à maneira tradicional de produzir energia será de cerca de quatro trilhões de euros até 2050.

Outros benefícios virão da prevenção de conflitos relacionados à segurança energética, desastres ambientais e à escassez de recursos decorrentes da redução da disponibilidade de combustíveis fósseis e dos desafios ambientais e políticos.

Igualmente importante é o fato de que o cenário do Relatório da Energia permitiria assistirmos a uma redução de mais de 80% nas emissões de carbono até 2050, o que elevaria o grau de confiança de que o aquecimento global seria mantido abaixo dos 2ºC reduzindo os riscos inaceitáveis de uma catástrofe ambiental global. “Viveremos de forma diferente, mas viveremos bem”, disse Jim Leape. “Temos que fornecer energia a todos sem colocar em risco nosso planeta e, isto, nosso relatório mostra que é possível”. 

Matériais Sustentáveis

O setor da construção civil consome matéria prima em abundância, além de gerar uma grande quantidade de resíduos, interferindo diretamente no ambiente.


Para minimizar, ou até reverter essa situação, é necessário o desenvolvimento de projetos e de novas tecnologias que proporcionem a redução da geração de resíduos, o uso racional de recursos naturais, tais como a energia e a água, e a utilização de materiais ambientalmente corretos.
Para se adequarem aos padrões sustentáveis, fornecedores de materiais e seus produtos devem ser avaliados a partir dos seguintes aspectos:
  • Funcionalidade;
  • Desempenho;
  • Durabilidade;
  • Estética;
  • Custos;
  • Prazos de entrega/execução;
  • Manutenção e reposição de materiais;
  • Domínio da tecnologia;
  • Sustentabilidade.

ACV – Análise do Ciclo de Vida
Trata-se da avaliação dos impactos ambientais associados a todas as atividades necessárias para que um produto cumpra a sua função.
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O que perguntar aos fornecedores de materiais?
  • Qual a origem da sua matéria-prima (renovável, não renovável, reciclada) e que impactos gera ao meio ambiente?
  • Seu produto emite COVs (compostos orgânicos voláteis) na produção e na utilização?
  • Quanta energia o seu produto consome na produção e no transporte?
  • Qual a durabilidade do seu produto?
  • Seu produto é fabricado sob condições de trabalho justas?
  • Que tipo de resíduo e quantidade o produto gera (produção, embalagem, instalação, fim da vida)? Que destinação recebem?
Fonte: CORCUERA, Daniela, Aspectos Ambientais e Energéticos dos Materiais e Tecnologias para a Construção Sustentável, São Paulo

Serviços Sustentáveis


obra_verde

Uma edificação gera impactos ao longo de todo o seu ciclo de vida e por isso merece total atenção quanto as medidas que visam minimizar esses danos.
Confira algumas soluções sustentáveis que podem ser incorporadas em projetos arquitetônicos e na execução da obra, as quais temos os fornecedores parceiros específicos a cada um desses serviços:
  • Captação e reaproveitamento de águas pluviais;
  • Telhado e muro verdes;
  • Acessibilidade física dos espaços, inclusive do edifício com o entorno;
  • Otimização da iluminação natural;
  • Otimização da ventilação natural;
  • Otimização do conforto térmico e acústico;
  • Captação de energia solar para geração de energia e aquecimento;
  • Automação para controle da iluminação artificial;
  • Ar condicionado ecológico;
  • Especificação de materiais ecologicamente corretos, certificados e recicláveis;
  • Especificação de equipamentos com o menor consumo e a melhor eficiência energética;
  • Projeto e execução de paisagismo para pequenos e grandes espaços;
  • Gerenciamento dos resíduos gerados em obra;
  • Respeito às normas técnicas e leis vigentes.
Fonte: Karla Cunha

Prêmio Fiesp de Mérito Ambiental chega à sua 17ª edição

Projetos de boas práticas ambientais podem ser inscritos até o dia 7 de março
 

Com o objetivo de incentivar o setor produtivo a desenvolver boas práticas ambientais, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo promove anualmente o Prêmio Fiesp de Mérito Ambiental, que chega agora à sua 17ª edição.

As empresas poderão inscrever, no máximo, dois projetos junto ao Departamento de Meio Ambiente,
até o dia 7 de março de 2011, em duas categorias distintas, conforme o seu porte: Indústria de Micro e Pequeno Porte e Médio e Grande Porte.

As empresas classificadas em primeiro lugar, nas duas categorias, receberão o troféu e também o selo do Mérito Ambiental. O resultado final será divulgado durante a solenidade de premiação marcada para o dia 6 de junho de 2011.


A Comissão Julgadora é constituída por representantes de mais de uma dezena de entidades representativas, como Agência Nacional de Águas (ANA), Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/SP) e universidades.


Mais informações
podem ser obtidas pelo site (http://www.fiesp.com.br/meritoambiental), telefone (11) 3549-4675, e-mail cdma@fiesp.org.br, ou carta para o Departamento de Meio Ambiente da Fiesp. Av. Paulista, 1313, 5º andar, CEP 01311-923.

Serviço:

Data-limite para pré-inscrição: 7 de março de 2011
Data-limite para entrega de trabalhos: 14 de março de 2011
Data da premiação: 6 de junho

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

Arquitetos desenvolvem propostas urbanísticas sustentáveis para dez cidades do mundo

Brasil é representado pelo Rio de Janeiro, com projeto criado pelos escritórios Campo e Fábrica Arquitetura
Da Redação

A organização não-governamental norte-americana Institute for Transportation and Development Policy (ITDP) reuniu escritórios de arquitetura de dez países e formulou propostas urbanísticas sustentáveis para um local específico de cada uma dessas nações participantes.  Os projetos foram baseados nos princípios do design urbano sustentável.
O resultado pode ser conferido na exposição multimídia "As Cidades Somos Nós - Desenhando a mobilidade do futuro" a partir do dia 2 de fevereiro no Centro Cultural Correios, no Rio de Janeiro. A mostra foi vista pela primeira vez em Nova York, em setembro último.
Ahmedabad (Índia), Budapeste (Hungria), Buenos Aires (Argentina), Dar es Salaam (Tanzânia), Guangzhou (China), Jakarta (Indonésia), Joanesburgo (África do Sul), Cidade do México (México), Nova York (EUA) e Rio de Janeiro foram as cidades temas da exposição.  O projeto brasileiro, criado pelos escritórios Campo e Fábrica Arquitetura, apresenta a região da Central do Brasil, no centro do Rio, no ano de 2030.
Confira abaixo as propostas e vote em sua cidade favorita no site do projeto A Cidade Somos Nós:
Central do Brasil em 2030

Rio de Janeiro, Brasil

Campo e Fábrica Arquitetura
Divulgação: ITDP

Conhecida por suas praias e belas paisagens, a cidade do Rio de Janeiro também é lembrada por suas favelas e assentamentos ilegais, que criaram uma série de desafios de infraestrutura e de segurança para o poder público. Estas questões fornecem o pano de fundo para os problemas de transporte da cidade: com a precariedade dos meios de locomoção e falta de segurança, muitos habitantes preferem os automóveis de passeio aos meios de transporte público. 
A proposta do projeto é criar um caminho para pedestres da estação Central do Brasil para um novo elevador, levando pessoas ao Morro da Providência, e transformar a grande e congestionada Avenida Presidente Vargas em uma avenida com BRT, ciclovias e árvores, além de construir uma cobertura sobre a principal via de pedestres da estação para proporcionar sombra.
O ancoradouro da Ponte do Brooklyn

Nova York, Estados Unidos

Studio Terreform e Michael Sorin
Divulgação: ITDP

O local do estudo, onde a Ponte do Brooklyn encontra a região do Lower Manhattan, é um emaranhado de rampas de acesso para as pistas e estacionamentos a céu aberto. A Rodovia FDR, direção sul, divide o local, e só uma quantidade mínima de trânsito segue naquela direção, mesmo nas horas de pico. As ruas estreitas e curtas no entorno são ideais para incrementar os passeios a pé e de bicicleta. A parte da ponte destinada a pedestres e ciclistas encontra-se superlotada, demandando novas soluções: 4 mil pedestres e 2,6 mil ciclistas passam por lá diariamente.
O partido do projeto é a criação de uma Manhattan ressurgente, que coloque as pessoas em primeiro lugar e integre os diversos tipos de transporte. Os ciclistas são transferidos do local de passeio atual e recebem uma faixa exclusiva em cada direção da ponte. A Rodovia FDR é totalmente removida na parte sul da Ponte Manhattan, sendo substituída por um boulevard arborizado com faixas para bicicletas e para BRT. O ancoradouro da ponte é aberto para a instalação de novas lojas e cafés e oferece amplo acesso ao passeio público logo acima. Quase todas as ruas locais passam a ser exclusivas para os pedestres ou compartilhadas com veículos lentos.


De um viaduto a um boulevard

Rua Renmmin, Guangzhou, China

Urbanus Arquitetura & Design

Divulgação: ITDP
A área em torno da rua Renmin, ao se aproximar do Rio Pérola, é bastante representativa dos desafios de Guangzhou. O viaduto, um dos primeiros da China, foi construído em 1987 para ligar o lado norte ao lado sul do rio. Abaixo, a rua era um importante local de comércio na antiga Guangzhou, com lojas com arcadas nos dois lados da rua. Atualmente, o viaduto tem pouco trânsito, mas os pilares de suporte e as rampas de acesso congestionam o decadente corredor abaixo. Os edifícios adjacentes, que sofrem muito com o barulho do trânsito, se deterioraram e a rua há muito perdeu o seu brilho.
O novo projeto para a rua Renmin propõe a transformação do viaduto em um local de passeio para pedestres e bicicletas, com conexão direta com as casas cantonesas, já modernizadas, e que cruza o rio. Abaixo, a comunidade conserva o clima de vilarejo, com um novo sistema de BRT que oferece acesso rápido para a área. O espaço público é ampliado com passarelas que passam por cima dos telhados. No solo, pedestres e ciclistas ganham prioridade sobre os carros e os caminhões, que agora têm acesso limitado.


A cidade colonial fora dos trilhos

Gerezani, Dar es Salaam, Tanzânia

Adjaye Associados
Divulgação: ITDP
Dar es Salaam foi construída de acordo com os valores cosmopolitas Swahili e de troca cultural.  O centro da cidade contém estilos coloniais da Alemanha e da Grã-Bretanha, remanescentes da vibração da Índia e do bairro de Kariakoo, originalmente designado pelos governos coloniais para os moradores africanos negros. É em Gerezani, o local de estudo, que todas as três convergem. A questão principal é que as áreas do estudo estão ligadas de forma deficiente, permanecendo quase isoladas.
O projeto busca abrir e aumentar a atividade no parque Mnazi Mmoja, que está fechado ao público, unindo, assim, os bairros da cidade. As áreas estão ligadas à margem da baía, que se tornou acessível através de vias de pedestres. A estação ferroviária foi transferida para criar uma melhor integração com o novo terminal de BRT em Kariakoo, logo na saída do local, deixando o terreno livre para uma praça pública e prédios com destinação cultural. Tirando a linha férrea da orla e transformando o local em uma área para pessoas, o centro de Dar es Salaam pode se tornar um modelo para todas as cidades da África.
De Distrito a Cidade

Orlando Leste, Johanesburgo, África do Sul

Osmond Lange Arquitetos, Ikemeleng Arquitetos


Divulgação: ITDP
Soweto, o distrito a sudoeste, foi criado durante o apartheid como um empreendimento imobiliário separado para moradores negros, propositalmente distante das áreas brancas. Foi local de inúmeros reassentamentos feitos à força, e também foi palco da famosa Rebelião de Soweto, em 1976, na qual centenas de estudantes que protestavam foram mortos. Embora o apartheid tenha terminado em 1994, distritos de negros ainda carecem de calçadas e ruas, além de espaço para caminhadas e uso de bicicletas.
O projeto propõe construções de uso múltiplo, onde o trânsito é priorizado, e onde as pessoas andem com segurança entre as estações férrea e de BRT, assim como para as lojas, escritórios, mercados, restaurantes e espaços abertos. Um Orlando Leste diferente e florescente vai permitir que seus moradores desfrutem de um novo sentimento de comunidade em que a atividade e acessibilidade o transformam de um distrito afastado em um novo centro da cidade.


Redescobrindo o Danúbio

Margem Peste, Budapeste, Hungria

Varos-Teampannon e Kozlekedes
Divulgação: ITDP

Em 1900, Budapeste era o maior porto do Rio Danúbio, além de um centro econômico e cultural. Primeiramente, a cidade cresceu em torno do rio, criando uma pitoresca área na sua margem. Mais tarde, Budapeste cresceu em torno de seu sistema de bondes e foi a segunda cidade do mundo a construir uma linha de metrô. No começo da década de 1960, ruas alargadas e novas pontes que privilegiavam os veículos automotores separaram a cidade da margem do rio e dividiram-na em diversos pedaços. O local de estudo é o ancoradouro da Ponte Elisabeth e a margem Oeste do rio. A Ponte Elisabeth original, construída em 1896, foi destruída durante a Segunda Guerra Mundial e reconstruída em 1964, priorizando o automóvel. Atualmente, ela canaliza o trânsito diretamente para o coração de Budapeste e para a via expressa que impede a acesso à margem do rio. O projeto propõe novos bondes na Ponte Elisabeth, a diminuição radical de artérias dominadas por carros ligando a ponte à margem do rio e uma rua na margem do rio que foi escondida no subsolo.

Reordenando o Cais

La Boca, Buenos Aires, Argentina

Palolo Arquitetura Urbana
Divulgação: ITDP
Embora Buenos Aires tenha uma linha de trem ligando os subúrbios ao centro da cidade, além de metrô e sistema de ônibus, o planejamento focado no automóvel nos últimos anos estimulou o crescimento do uso do carro e reprimiu o da bicicleta. Desde então, os sistemas de transporte de massa entraram em declínio e estão necessitando de re-investimento. Na extremidade sudeste de Buenos Aires, o Rio Riachuelo envolve um área chamada La Boca. No local que já foi o porto principal da cidade, muitas docas estão desertas. Antigas linhas férreas de transporte de mercadorias deixaram de ser utilizadas e um viaduto corta o local.
Com o projeto, cria-se uma nova e dinâmica área na margem do rio, apoiando-se nos já populares restaurantes, bares e clubes de tango milongas existentes ao longo do Caminito. Passeios públicos com faixas para bicicletas, além de diversos espaços públicos trazem vida para os dois lados do rio, ligados por BRT, táxis aquáticos e uma ponte exclusiva para pedestres e ciclistas. A antiga linha férrea de transporte de mercadorias se transforma em um boulevard não-motorizado dotado de novas lojas e casas coloridas.
Conexões Orgânicas

Manggarai, Jacarta, Indonésia

Budi Pradono Arquitetos
Divulgação: ITDP
Jacarta é a sexta área metropolitana mais populosa e uma das mais congestionadas em todo o mundo. Depois que o país se tornou independente no fim da década de 1940, houve uma explosão populacional na cidade. As ruas ficavam cada vez mais congestionadas e os canais se tornaram vias de esgoto a céu aberto. Atualmente, quarenta por cento das ruas de Jacarta não têm calçadas.
A TransJacarta, o sistema de BRT da cidade, inaugurado em janeiro de 2004, é atualmente o mais longo do mundo. Com o BRT, a transformação das ruas antes dominadas pelos carros em lugares onde as pessoas vêm em primeiro lugar já começou. O projeto propõe conexões orgânicas entre os recursos de transporte já existentes e os transportes propostos que preservam as vilas urbanas. Os telhados das estações de BRT e de trem são transformados em parques que se estendem por cima dos canais, criando pontes para ciclistas e pedestre, além de sombra e proteção contra chuva para os que passam abaixo.
As Pessoas em Primeiro Lugar

Tacubaya, Cidade do México, México

arquitetura 911sc
Divulgação: ITDP
Quando a Cidade do México começou a se expandir depois de 1900, ela foi, pouco a pouco, consumindo muitas das vilas que ficavam ao seu redor, inclusive o local de estudo, Tacubaya. Diferentemente do acelerado crescimento nas periferias, a população de Tacubaya se encontra em declínio permanente. Em décadas recentes, seus aconchegantes bairros foram fragmentados e isolados por estradas e seus cursos de água canalizados em viadutos. Ônibus desregulados e vendedores de rua contribuem para a sensação de degradação e falta de lei e ordem. Tacubaya simboliza os desafios enfrentados em todo o centro urbano da Cidade do México.
O projeto propõe uma praça contínua para pedestres construída acima das ruas principais, tornando o tráfego subterrâneo e deixando os meios de transporte que respeitam as pessoas ocupando a superfície. As ruas principais são revitalizadas com a criação de espaços compartilhados exclusivamente por pedestres, ciclistas e ônibus BRT. Os antigos ônibus irregulares são levados para uma única estação central e o espaço das ruas antes ocupado por eles é transformado em amplas calçadas com faixas para bicicletas e praças públicas.
Harmonia na Rua

Jamalpur, Ahmedabad, Índia

HCP Design and Project Management
Divulgação: ITDP
Ahmedabad foi a primeira cidade na Índia a desenvolver um sistema de BRT completo, o Janmarg. No século 13, uma muralha foi construída ao redor do centro da cidade, que mais tarde abrigou os moradores separados por profissão e casta.  Hoje, Ahmedabad é uma cidade de motocicletas. Embora já tenha sido uma compacta cidade de pedestres e ciclistas, motos barulhentas e poluidoras e os riquixás motorizados, juntamente com os carros, tomaram as ruas. Para acomodar esse crescimento, um novo viaduto está sendo construído em Jamalpur, o local de estudo. Se terminado, ele ameaça degradar de forma significativa a área ao redor.
A área de Jamalpur fica ao sul do Portão de Jamalpur da cidade histórica e murada. O local quase totalmente desocupado onde antes funcionava a antiga Fábrica Têxtil Calico cria uma importante oportunidade para um novo empreendimento de uso múltiplo. O BRT irá ligar o local à cidade e as praças de pedestre vão priorizar os lugares abertos e públicos, em vez dos muros. Ruas propícias ao ciclismo que vão até a nova margem do rio vão recuperar as estradas para que Ahmedabad volte a ser a cidade das bicicletas.

Fonte: www.piniweb.com.br

Fontes de energia alternativa são o futuro dos data centers

Gestores de data centers têm uma regra dourada: não perturbar o fornecimento de energia elétrica. 
Por John Brandon, da Computerworld-EUA
Quase todas as instalações de data center usam alimentação de corrente alternada, o que pode ser excelente na hora de manter em funcionamento um PC doméstico, mas também é usada na alimentação de uma grosa de servidores.


Com um rápido crescimento na atividade, as previsões para o consumo dos atuais data centers são de um incremento na ordem de 100% nos próximos cinco anos. Cientes de tal realidade, várias empresas partem para fontes de energia alternativas. Entre essas tecnologias, podemos destacar: energia solar, turbinas alimentadas com gás natural, energia eólica, células de energia e energia hidrelétrica.
Por quê?
A motivação para tal adoção de fontes de energia é uma só: maior retorno sobre investimento (ROI).
Ainda assim, o cálculo para definir se o retorno financeiro para cada diferente projeto se dará em tempo hábil, é de complexidade razoável. “Esse cálculo vai decidir a viabilidade dos projetos”, diz o analista especialista em energia verde Ted Ritter, da Nemerts Research Group Inc.
Para Ritter, muitas organizações têm problemas em justificar o investimento em fontes de energia alternativas, pelo menos de imediato. O impasse aumenta quando a operação prevê a substituição completa da corrente alternada, entregue diretamente nas instalações. Outro raciocínio, necessário quando da avaliação em migrar de fornecimento elétrico, consiste em estabelecer planos e recursos que garantam a disponibilidade de energia – o que implica em investimento e em custos adicionais.
A pesquisa
As empresas que a Computerworld dos EUA entrevistou para o artigo a seguir figuravam entre as companhias mais importantes no que tange a energia verde e que contornaram várias questões no desenrolar dos projetos. Algumas dessas iniciativas têm projeção de gerar o retorno nos investimentos daqui há 15 anos.
Energia solar – Agência de governo do Estado da Califórnia
O departamento de transporte público da Califórnia, com sede em San Diego, optou pela modalidade solar para dar conta de sua demanda por fornecimento de energia elétrica. Por força da irregularidade na corrente de vento, a opção do energia eólica fora posta de lado. Com um data center de proporções consideradas pequenas/médias e voltados a atender 12 milhões de usuários de transporte público por ano, a principal atribuição é gerenciar o sistema de emissão de bilhetes e monitorar as câmeras de segurança instaladas em terminais e estações de meios públicos de transporte.
A CIO do departamento de trânsito, Angela Miller, diz que a organização percebeu a necessidade em adotar o sistema de energia alternativo por força do movimento pró-sustentabilidade. No total, o departamento investiu 600 mil dólares em 30 painéis solares, uma plataforma de virtualização para sistemas de armazenamento e novos sistemas de ventilação. Os painéis fornecem a energia elétrica que é revendida para o município em troca de energia elétrica em corrente alternada – o que torna a geração sustentável uma fonte de renda extra, já que existe superavites na produção.
Virtualização
Sobre a virtualização, Angela esclarece que “era crítico por uma série de motivos”. A nova constelação faz melhor aproveitamento do hardware disponível, torna a identificação de processos mais segura, e, finalmente, demanda menos mão de obra para ser administrada.
Angela alerta para um ponto importante na hora de avaliar a adoção de plataformas de virtualização. “Se a intenção for gerar economia, tenha pronta uma plataforma para realizar o benchmarking. Caso contrário, não irá passar de desperdício de recursos”.
Ressalvas
Ovacionada a atitude do departamento de Angela Miller, alguns analistas advertem que essa opção não é viável para todos os casos. É necessário prestar atenção no fato de um data center consumir entre 1000% e dez mil por cento mais energia por m² que um edifício corporativo ordinário. Tal circunstância eleva a necessidade por alta disponibilidade de luz solar para níveis sem precedentes. Ou seja, é alternativa para  DCs com sede em regiões áridas.
Imagem da companhia
O componente de marketing que mais interessa nessa estratégia é denotado pela presença física dos painéis solares – expostos aos olhos de todos. Tal mensagem tem excelente aceitação por parte das comunidades e expressa compromisso com questões de ordem ecológica. Virtualização é outra manobra inteligente, por consolidar mais instâncias em uma máquina.
Gás Natural – Universidade de Syracuse
A geração de energia ocorre ali mesmo, nas instalações da Universidade de Syracuse, nos EUA. Com base em um investimento da ordem de 12 milhões de dólares, a instituição implementou um data center alimentado por energia gerada por turbinas, que por sua vez exploram as propriedades do gás natural. O data center da universidade consome ½ megawatt. Outros 200 quilowatts são gerados para outras finalidades; entre essas, alimentar outros edifícios da instituição.
As turbinas alimentam duas centrais de resfriamento com capacidade de 150 toneladas. Elas condensam o ar quente e o devolvem em forma de água refrigerada para resfriar os servidores do data center. Durante o inverno, as centrais usam ar externo para controlar a temperatura dos sistemas, ao passo que enviam água quente como calefação dos edifícios adjacentes.
O sócio
O CIO da universidade, Cristopher Sedore, afirma ter avaliado diversos fatores no cálculo do ROI (retorno do investimento). Um parceiro importante na elaboração e execução do projeto foi a IBM, que encontra-se alocada em parte das instalações com laboratórios para monitoração do experimento.
O CIO se reservou o direito de não comentar sobre a participação financeira da IBM no custo do projeto ou a revelar qual é o ROI prospectado.
Células de energia no First National Bank de Omaha
Possivelmente, uma das tecnologias mais promissoras seja a de células de hidrogênio combustível. Sem produzir qualquer subproduto ou emitir gás prejudicial, empresas como a Verizon, a Whole nFoods e a Google adotaram esse modelo para dar conta da alimentação elétrica nas instalações.
Em 1999
Por ter aspectos que reduzem o escopo da aplicação de células de hidrogênio, nem todo data center é candidato a adotar tal solução. O que levou o First National Bank de Omaha, nos EUA a ,em 1999, construir um data center de 6.800 m², alimentado exclusivamente por células do combustível, foi a robustez do sistema. Com tamanho de quase um campo de futebol e quatro geradores de 200 kilowatts, qualquer queda no fornecimento pode ser corrigida com o emprego de um sistema UPS – ainda assim, essa possibilidade é remota.
Segundo a presidente do First National Buildings, ligado ao banco, Brenda Dooley, a indisponibilidade da alimentação não ultrapassa a casa dos dois ou três segundo por ano. A presidente explica que o data center é responsável por realizar as transações de cartão de crédito e que demanda por alta disponibilidade. Uma hora de queda de energia pode trazer prejuízos da ordem de 6 milhões de dólares.
A justificativa
Ciente dos altos custos associados à adoção de células de hidrogênio combustível – até 230% mais caro que alimentação por corrente alternada padrão – o banco apostou em estabilidade para dar conta dessa diferença no investimento.
“É uma modalidade de energia alternativa que não deve ser levada em consideração para data centers muito grandes”, explica o analista Ritter. “Mas, em longo prazo e usada em forma de fonte de energia suplementar, pode ser interessante”, completa.
Ao avaliar o emprego de células de H combustível, Ritter sugere que se calcule as médias de queda no fornecimento de energia tradicionais. Sobre o caso do First Natioonal Bank de Omaha, Ritter comenta que possivelmente a indisponibilidade de energia convencional deva ser bastante alta para convencer a instituição a pagar 12 centavos de dólar por quilowatt de energia quando o preço comum está na casa dos cinco centavos.
O futuro
Fontes de energia alternativas são o futuro para os data centers. Atualmente, Ritter não vê outra saída se os preços de energia convencional continuarem a subir. Seja solar, com gás natural, células de combustível ou outra tecnologia emergente – como o aproveitamento das marés – está claro que novas fontes terão papel fundamental no desenvolvimento dos data centers.

Sustentabilidade ou o fim do negócio


Quando a maioria das pessoas vêem a palavra "recursos", pensam imediatamente nos recursos naturais. Mas para prosperar as empresas precisam, na verdade, de três tipos de recursos: o ambiental (por exemplo, recursos naturais), social (incluindo funcionários, clientes e boa vontade da sociedade em geral) e econômico (dinheiro).
Na verdade, esses três fatores incluem uma definição comum de sustentabilidade empresarial: aumentar a rentabilidade a curto e longo prazo se utilizando de uma gestão holística dos riscos econômicos, sociais e ambientais e as oportunidades.
Esta definição é importante, tanto em tempos de recessão quanto de crescimento econômico, porque os principais impulsionadores da sustentabilidade não se alteram. Os três fatores têm sido o propulsor do sucesso nos negócios desde que a humanidade passou a se empenhar em empreendimentos empresariais.
Embora a sustentabilidade possa parecer contrária à doutrina de maximização do lucro da gestão de uma empresa, este conceito de criação de processos de negócios sustentáveis é cada vez mais visto como uma chave para o sucesso a longo prazo.
As empresas podem trabalhar em direção à sustentabilidade de muitas maneiras, mas para serem verdadeiramente eficazes, as iniciativas de sustentabilidade não podem ficar isoladas. Elas devem transformar a organização como um todo. Isso requer esforços individuais e coordenados de diversos segmentos da sociedade.
Olhe Estrategicamente para a Sustentabilidade
Nike, Coca-Cola, e Nestlé são exemplos de empresas que seguem esta visão estratégica. Elas descobriram que se você não mudar a maneira de operar – e a forma como sua cadeia de abastecimento opera – você está, potencialmente, pondo todo o seu modelo de negócio em risco. Elas sabem que o risco abrange mais do que o risco financeiro. Se uma empresa perde o seu mandato social para fazer negócios, então ela enfrenta tantos riscos quanto enfrentaria se estivesse em dificuldades financeiras.
A Nestlé considera que para continuar fazendo produtos alimentares de altíssima qualidade, isto requer um planeta que possa produzir um fornecimento confiável de produtos naturais. Sua abordagem "Criar Valor Compartilhado" centra-se em áreas específicas das atividades do núcleo de negócios da empresa – a água, nutrição e desenvolvimento rural.
A Coca-Cola tem sido muito agressiva no que tange ao desenvolvimento e proteção da água, tanto para a agricultura, quanto nas comunidades. Apesar de a empresa não possuir fazendas, ela percebe que tem "oportunidades significativas em torno de sua cadeia global de fornecimento para desenvolver e estimular práticas mais sustentáveis em benefício dos fornecedores, clientes e consumidores."
A Nike, que depende fortemente de operações manufatureiras globalmente terceirizadas, está trabalhando para aumentar seu foco em inovações e negócios sustentáveis. Ela está integrando o conceito em suas estratégias de negócios para criar uma abordagem mais sustentável que vise a proporcionar maior retorno aos negócios da empresa, às comunidades, aos operários contratados, aos consumidores e ao planeta.
Quatro passos para o sucesso da sustentabilidade em seu negócio
Ao incorporar a sustentabilidade como parte integrante da estratégia corporativa, é imperativo ter uma visão clara de negócio em um nível que seja muito superior a simplesmente cumprir com os regulamentos. Se você está embarcando em um novo plano de sustentabilidade ou mesmo fazendo ajustes em planos que já estão em seguimento, os quatro passos a seguir podem ajudá-lo a obter maiores impactos a partir de seus esforços:

1. Avalie o seu plano de organização e como você pode incorporar a sustentabilidade de uma forma estratégica e holística. 

Antes de começar a criar uma estratégia é fundamental obter feedback e entender as necessidades de todos os seus stakeholders. Cave fundo até conseguir entender completamente o business case para sustentabilidade de sua empresa. Lembre-se que tal completude deve combinar considerações sociais, ambientais e econômicas. Com esse entendimento, você pode ver onde existem oportunidades para aperfeiçoar. Qualquer plano deve incluir uma visão concreta de como passar da estratégia à execução.

Em uma entrevista ao GreenBiz.com, Peter White, diretor de sustentabilidade global de produtos de consumo da gigante Procter & Gamble, observou que a P&G está desenvolvendo "produtos sustentáveis inovadores" que têm um "impacto ambiental significativamente reduzido se comparados aos produtos alternativos anteriores".

Em 2012, a empresa pretende "desenvolver e comercializar pelo menos US$ 20 bilhões em vendas acumuladas.” Este é um exemplo perfeito de integração da sustentabilidade de forma estratégica em um negócio enquanto se aguarda, ao mesmo tempo, um impulso significativo no bottom line. Ganhar no mercado através de produtos de maior sustentabilidade é um propulsor fundamental para a sustentabilidade.

2. Meça suas atividades empresariais.
Defina uma linha base de suas atividades atuais para que você saiba quando e onde você está melhorando. Inclua sua rede de parceiros e fornecedores no processo de avaliação para aumentar a pegada de seus esforços. Algumas empresas até mesmo incluem seus clientes; com base na utilização e eliminação dos produtos.

Por exemplo, na SAP, um dos nossos objetivos era definir e alcançar uma redução significativa na nossa emissão de gás de efeito estufa (GEE). No entanto, naquele momento nós não fazíamos nenhuma ideia real de qual seria nossa pegada de carbono.

A fim de determinar uma baseline das nossas emissões, em 2008 foi realizado um amplo programa de inventário para medir nossas emissões do ano anterior - 2007. Nós analisamos nosso negócio e as medidas das emissões em todos os três escopos diretos e indiretos. A partir dessas informações extrapolamos um valor para o ano-base 2000, com base na razão de emissões por empregado, conforme identificado no estudo de 2007, multiplicado pelo número de empregados do ano 2000.

3. Tome atitude. Ponha seu plano em prática e avalie cada passo do caminho. Isto inclui o envolvimento dos trabalhadores em programas de engajamento que façam deles parte do esforço.
Continuando o exemplo acima referido, depois de determinarmos nossa base de emissões na SAP elaboramos um plano ambicioso para reduzir as emissões GEE totais da empresa, até 2020, aos níveis encontrados em 2000. Tudo isso cortando nossas emissões quase pela metade a partir dos níveis do ano de 2007. Usamos nosso próprio software de soluções, incluindo o SAP Impacto de Carbono, para medir, relatar e orientar a redução de nossas emissões.
O resultado? Ao trabalhar com os processos envolvendo os empregados e toda a nossa empresa em 2009, fomos capazes de diminuir as emissões em 15%, reduzir o consumo de energia em 7%, e alcançar uma mescla energética que inclui 33% de energia renovável. E havia uma recompensa financeira direta também: quase 90 milhões de Euros (124 milhões dólares USD) em economia!

4. Monitorar e ajustar seu plano constantemente.
Aprenda com sua experiência e procure meios adicionais para alcançar a sustentabilidade em toda a sua organização e ecossistema.

Sustentabilidade significa mover-se para além do mero cumprimento das responsabilidades empresariais e regulamentações governamentais de forma a incorporar o tema como um pilar estratégico de desenvolvimento empresarial. Sustentabilidade simplesmente tem um grande business case – é um bom negócio, permitindo-lhe reduzir os custos de cumprimento, aumentar a produtividade dos recursos, conquistar novos mercados, melhorar a sua marca e atrair e reter o talento de alta qualidade de que sua empresa necessita.

Ao incorporar a sustentabilidade em cada ação como um propulsor de rentabilidade e redutor de riscos, as empresas mais bem administradas podem gerir de forma holística a sustentabilidade através de seus processos empresariais e suas redes de negócios.

O resultado final é um modelo de negócio sustentável, que vai garantir a longevidade de seu negócio. Como notou Catherine Roche, sócia e diretora executiva da Boston Consulting Group, em "O Negócio da Sustentabilidade"; "O verde pode lhe permitir economizar muito dinheiro – e não daqui a dois ou três anos, mas agora."

Peter Graf (Ph.D., gestor de sustentabilidade e vice-presidente executivo de soluções de sustentabilidade da SAP AG. Ele é responsável pelo desenvolvimento de soluções sustentáveis que atendam melhor as necessidades dos clientes globais da SAP, além de conduzir operações sustentáveis no SAP).
Fonte: Agenda Sustentável (http://www.agendasustentavel.com.br)