Como deve ser um hotel sustentável?

Saiba quais são os critérios do Guia Quatro Rodas Brasil para a seleção dos empreendimentos sustentáveis que ganham a folhinha verde, em cada edição, lançada em 2008

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Entre os 12.700 endereços do Guia Quatro Rodas Brasil 2011, estão 43 empreendimentos marcados com o “selo de sustentabilidade” da publicação: um trevo verde, de quatro folhas. Os critérios são elaborados a partir das regras do Leed - Leadership in Energy and Environmental Design, dos Estados Unidos, e do Green Star Accreditation, da Austrália, referências mundiais na certificação de empreendimentos sustentáveis.

Eis as principais características de um hotel sustentável:
- Utiliza lâmpadas fluorescentes, em vez de incandescentes, para economizar energia;
- Os chuveiros e vasos sanitários funcionam com baixo fluxo de água, para evitar o desperdício;
- Em substituição a embalagens descartáveis, há recipientes fixos para xampu, condicionador e sabonete nos banheiros;
- Usa equipamentos eletroeletrônicos com baixo consumo de energia
- Os objetos que decoram os ambientes – entre eles carpetes, cortinas e luminárias – são feitos com material reciclado;
- A construção tem estrutura de madeira de origem certificada (de reflorestamento), azulejos ou pisos reciclados;
- Tem sistema de reciclagem de lixo, mesmo que seja terceirizado
- Reaproveita o lixo orgânico como adubo – em alguns casos, há até uma estação de tratamento e compostagem no terreno;
- O esgoto é tratado antes de ser despejado em córregos e rios da região;
- Reaproveita a água da chuva na lavanderia, na piscina e na irrigação dos jardins;
- Adota o sistema de energia solar ou eólica, mesmo que seja apenas para alimentar parte das tomadas;
- O sistema para abertura das portas dos quartos funciona com um cartão-chave que ativa o controle de luz e regula a temperatura do ambiente. Em alguns casos, há sensores liga-desliga;
- O projeto arquitetônico aproveita a iluminação natural, com paredes envidraçadas e ambientes abertos e bem-ventilados, dispensando, assim, a luz artificial e o ar-condicionado;
- Os funcionários são treinados para aplicar as medidas sustentáveis – do gerente às camareiras. Eles também têm a função de explicar ao hóspede por que o hotel adotou tais normas;
- Investe na comunidade local: contrata e treina moradores das redondezas, aplica parte do lucro na capacitação dos empregados, patrocina projetos sociais do entorno e incentiva os hóspedes a colaborar com tais iniciativas;
- O hóspede escolhe se quer ter as toalhas e os lençóis trocados diariamente ou não – e, assim, ajudar na economia de água e também de produtos químicos;
- Utiliza alimentos produzidos na região – muitas vezes, orgânicos – para compor o cardápio do seu restaurante.

Altos executivos adiam práticas sustentáveis em empresas

Os executivos de grandes empresas já encaram as práticas sustentáveis como fundamentais para os seus negócios - e carreiras.

 

Mas aplicá-las é uma outra história. Uma pesquisa mundial realizada com quase 900 principais executivos e seus auxiliares imediatos mostra o abismo que existe entre a retórica e a prática no mundo empresarial.

Realizada pela consultoria Accenture, a pesquisa apontou que 88% dos funcionários do alto escalão acreditam que os conceitos de sustentabilidade econômica, ambiental e social devem ser incorporados ao planejamento estratégico da empresa. Mas apenas 54% admitem que conseguiram esse feito.
Em entrevista, Matthew Govier, líder para a área de consultoria em sustentabilidade da Accenture no Brasil, explicou que a dificuldade maior é em integrar as estratégias de sustentabilidade à cadeia produtiva por inteiro. “As lideranças estão vivendo um descompasso entre as suas ambições e o enraizamento do conceito de forma transversal dentro da empresas e, sobretudo, na cadeia produtiva e nas subsidiárias”.
Uma das explicações para isso é a competição inerente em uma empresa para a definição de prioridades estratégicas: 48% dos principais executivos ouvidos apontaram esse fator entre três maiores obstáculos.
Há outros entraves. A incerteza para interpretar a demanda do consumidor, antecipar futuras regulamentações e transmitir ao investidor a importância da sustentabilidade são alguns exemplos. “Os CEOs não estão seguros sobre até que ponto a preocupação com a sustentabilidade pesa na decisão de compra do consumidor”, diz Govier, ressaltando que além da pessoa física, o consumidor representa empresas e governos.
Segundo a pesquisa, 72% dos entrevistados afirmaram que o que motiva a conscientização no alto escalão é, de longe, o impacto sobre a imagem, confiança e reputação da empresa que a sustentabilidade pode proporcionar. Crescimento da receita e redução de custos foram citados por 44% dos entrevistados; 42% disseram que é uma motivação pessoal e 39% que é uma resposta à demanda.
A importância que os principais executivos atribuem à sustentabilidade como caminho para o sucesso do negócio varia de região. Na América Latina, 78% acreditam que o assunto é muito importante. No Oriente Médio e na África, 22%. “Isso talvez reflita a importância que os consumidores dessas regiões dêem para o assunto e a posição mais moderna das empresas latino-americanas”, diz Govier.
Há também diferenças em como a sustentabilidade é enxergada por esses executivos. Para indústrias, trata-se de reduzir impacto ambiental de suas operações e produtos. Mas em setores como o de tecnologia de informação, os executivos começam a observar só agora oportunidades para crescimento e inovação com produtos e serviços sustentáveis.

(Fonte: Valor Econômico)

Brasil é 5º em construção sustentável

Terra da Gente, com info CarbonoBrasil/ Ag. Brasil




















A certificação Green Building, que está em conformidade com os requisitos de sustentabilidade certificados com o LEED (Leadership in Energy Environmental), é um selo internacional concedido pela organização não-governamental Green Building Council Brasil, presente em quase 100 países.
No ano passado, 23 certificados emitidos, o Brasil alcançou o 5º lugar no ranking mundial da construção sustentável, atrás dos Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos, Canadá e China.
E a razão está expressa numa postura simples. As construções ecologicamente corretas e auto-sustentáveis simplesmente saíram da retórica e hoje já fazem parte da realidade de muitas empresas brasileiras, desde agências bancárias, prédios de escritórios, de saúde, até supermercado.  
Entre as alternativas adotadas por essas corporações estão o reuso da água, novas tecnologias de aquecimento e geração de energia, tratamento de lixo ou utilização de materiais ecologicamente corretos as construções em si.  
Além dos empreendimentos que já ganharam o selo verde, outros 211 terminaram 2010 em processo de certificação, entre eles estádios de futebol, shopping centers, bairros, escolas, etc. Para 2011, a expectativa é que 35 empreendimentos estejam certificados e outros 300 estejam em processo de certificação no Brasil.  
Essa postura politicamente correta frente ao Meio Ambiente vem numa crescente no mundo. De 1986 a 2006, apenas 500 empreendimentos foram pensados ecologicamente no planeta.  
Em 2010, já são 100 mil edifícios comerciais e quase um milhão de residências. E não é uma questão apenas de postura. Os ganhos com um empreendimento certificado são diversos, do consumo de energia (que, em média, é 30% menor), além da redução do consumo de água (entre 30% e 50%).  
Outros ganhos incluem redução da emissão de CO2 em 35% e redução de 50 a 90% na geração de resíduos, incluindo materiais recicláveis. Ainda que o custo da obra seja em média 5% maior do que uma obra convencional, há valorização de 10% a 20% no preço de revenda.

Prêmio à sustentabilidade no campo

XIV Prêmio ANDEF será entregue no dia 20 de junho; homenagem reconhece ações de educação para a agricultura sustentável realizadas em todo o país.
Ao longo do ano, as indústrias mobilizaram centenas de profissionais de stewardship e técnicos em busca de um único objetivo: difundir os princípios das Boas Práticas Agrícolas. Em diversas regiões do país, estes profissionais percorreram fazendas e pequenas propriedades agrícolas. Nas universidades, salões comunitários e escolas rurais, reuniram pesquisadores, professores, estudantes universitários, agricultores e familiares. Em parceria com universidades, institutos de pesquisa, sindicatos rurais e cooperativas, desenvolveram cursos, seminários, dias de campo e palestras; falaram sobre educação e saúde no campo e sobre a importância da conscientização socioambiental e sustentabilidade.

Instituído há 14 anos, o Prêmio Andef, anteriormente intitulado "Prêmio Mérito Fitossanitário", tem como finalidade valorizar os envolvidos nestas ações. Também serão prestigiadas as iniciativas realizadas por parceiros vinculados ao inpEV, Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias, à ANDAV - Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários e associados à OCB - Organização das Cooperativas Brasileiras.

A avaliação dos projetos é conduzida por uma Comissão coordenada pela Fealq - Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz, sendo a banca julgadora composta por professores de Universidades, representantes do IBAMA, ANVISA, Ministério da Agricultura, Senar, Secretaria de Saúde e de órgãos estaduais de Defesa Agropecuária.

Regulamento

O Prêmio, este ano está com novo regulamento. Serão premiadas ações nas categorias Indústria, Canais de Distribuição (revendas e cooperativas) e Campo Limpo, com temas voltados à Responsabilidade Social, Responsabilidade Ambiental e Boas Práticas Agrícolas no uso de defensivos.

Podem participar do Prêmio na Categoria Indústria as empresas associadas à ANDEF e seus profissionais. Na Categoria Canais de Distribuição podem se inscrever revendas e cooperativas, e seus profissionais, associadas à ANDAV e à OCB, respectivamente. E na Categoria Campo Limpo podem concorrer todas as centrais participantes do programa de incentivo promovido pelo inpEV (Programa Implantar).

Retrospectiva: o Prêmio ANDEF em 2010

A 13ª edição do Prêmio aconteceu no dia 24/06/2010, em São Paulo/SP e reuniu cerca de 420 pessoas, entre pesquisadores, docentes, jornalistas, profissionais das empresas participantes, parlamentares, representantes de diversas entidades e órgãos do governo.

Foram homenageados trabalhos desenvolvidos por 9 indústrias de defensivos agrícolas, 4 centrais de recebimento de embalagens, 6 revendas de produtos e 6 cooperativas. As atividades foram divididas nas categorias Indústria, Campo Limpo, Canal de Distribuição e Cooperativismo; e nas modalidades Empresa, Profissional e Projeto. No total foram capacitadas 1,4 milhões de pessoas em 2009. No entanto, nos últimos cinco anos as ações da indústria, canais de distribuição e inPEV já atingiram 4,5 milhões de pessoas ligadas a campo.

Serviço

Inscrições: Abertas até o dia 30 de abril de 2011

Apresentação dos Projetos: Dias 24 e 25 de maio de 2011, na ESALQ/USP de Piracicaba/SP.

Solenidade de Entrega Prêmio: Dia 20 de junho de 2011, no Esporte Clube Sírio - Av. Indianópolis, 1.192 - São Paulo/SP.

Confira mais informações e o no regulamento no site www.andefedu.com.br

XIV Prêmio ANDEF

Realização: ANDEF - Associação Nacional de Defesa Vegetal

Apoio: inpEV - Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias, OCB - Organização das Cooperativas Brasileiras e ANDAV - Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agropecuários.

Publicação traz código de conduta para gestores financeiros de fundações

 
O CFA Institute, associação global que reúne 100 mil profissionais de investimento social, com apoio de 17 organizações internacionais, entre elas o GIFE, lançou o primeiro Código de Conduta na Gestão de Investimentos para Fundações, Fundos Patrimoniais e Organizações Filantrópicas, que estabelece princípios a serem seguidos por pessoas com poder de decisão sobre os investimentos dessas organizações.

“Nosso Código é único, pois traz com ele a expertise global e a dedicação de organizações chave do investimento social privado mundial. Nós esperamos que organizações  sociais utilizem em breve este código como um selo para demonstrar integridade e conhecimento na hora de decidir o futuro de seus investimentos”, acredita o diretor de modelos de práticas do CFA Institute, Jon Stokes.

O CFA Institute é uma associação global profissional, sem fins lucrativos, que estabelece os mais altos padrões de ética, educação e excelência profissional para a indústria de investimentos. A organização proporciona educação a profissionais de investimento, utilizando o seu curso global Body of Investment Knowledge™, que cobre todos os aspectos da profissão de investimentos, incluindo ética.
 
“A grande importância deste código é o que a sua publicação simboliza. Este é o primeiro documento que o CFA, instituição conceituada e renomada no mercado financeiro internacional dedica ao setor sem fins lucrativos. É uma sinalização do crescimento da filantropia internacional e ao mesmo tempo de sua maior profissionalização. Pois os novos investidores sociais privados que estabelecem endowments ou fundações querem cada vez mais contar com gestores financeiros que ofereçam credibilidade nos mesmos níveis dos investimentos financeiros”, avalia o gerente institucional do GIFE, Eleno Gonçalves Jr.

Segundo ele, quando uma instituição que durante décadas apenas se preocupava com as questões relacionadas ao investimento financeiro passa a se preocupar com os investimentos sociais privados é porque este mercado (social) está em crescimento, indicando um novo e importante nicho de atuação para os agentes certificados pelo CFA. E a publicação também traz a tona a importância dos Fundos Patrimoniais “Endowments” e sua boa gestão para o setor sem fins lucrativos.

Gonçalves Jr., que participou da elaboração do código, explica que o CFA organizou um grupo de trabalho com representantes das principais associações e fundações internacionais de apoio à filantropia, tais como o Council on Foundations, o GIFE, o European Foundation Centre, a Atlantic Philantropies, entre outros. “Este grupo se reuniu em NY em dezembro de 2009 para elaboração do primeiro rascunho do documento. Nessa fase houve a decisão de tornar o código abrangente para os gestores de fundações e organizações sem fins lucrativos, e não somente para os gestores de fundos patrimoniais. Durante o primeiro semestre de 2010 o grupo fez uma série  reuniões à distância e finalizou o documento, que ficou no website do CFA para consulta pública”, lembra

Sobre a participação brasileira na produção do documento, o gerente do GIFE elenca três aspectos. Em primeiro lugar, ajudou a ampliar as fronteiras de utilização do código para além da Europa e Estados Unidos. “O GIFE era o único representante dos países em desenvolvimento, de língua não-inglesa”.
 
Em segundo lugar porque o GIFE acabara de lançar em parceria com o IBGC o Guia de Governança para Fundações e Institutos Empresariais, o que deu bastante legitimidade junto ao grupo para que fossem acolhidas sugestões. “Por fim, foi após a nossa sugestão, prontamente acolhida pelo grupo, que um item específico foi alterado: Ao invés de seguir “cegamente” os interesses dos doadores ou instituidores, o gestor deve garantir um equilíbrio entre os interesses de todos os stakeholders, incluindo a comunidade de beneficiários e o interesse público”, garante.
 

Rio Sustentável: lei define diretrizes

Da Agência Ambiente Energia - Prestes a ser palco da Rio +20 no ano que vem, quando a Rio 92 completará 20 anos, a cidade do Rio de Janeiro deu mais um passo para se tornar referência em sustentabilidade. 


Na quinta-feira, dia 27 de janeiro, o prefeito Eduardo Paes sancionou a Lei nº 5.248/2011, que instituiu a Política Municipal sobre Mudança do Clima e Desenvolvimento Sustentável. A Lei Aspásia Camargo, nome da sua autora, estabelece metas gradativas para a redução das emissões de gases de efeito estufa no município, sendo 8%, em 2012; 16%, em 2016; e 20%, em 2020, com base no inventário de 2005. A legislação leva em conta os princípios da prevenção, mitigação e adaptação.
Para atingir as metas estabelecidas, a lei busca fomentar o desenvolvimento de projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL); o incentivo ao estudo e à pequisa  de tecnologias sustentáveis; o estabelecimento de um programa de ecoeficiência; a gestão e o uso racional dos recursos naturais; a gestão dos resíduos sólidos; o planejamento do setor de transporte e de mobilidade urbana; e a criação de incentivos para a geração de energia descentralizada, a partir de fontes renováveis; e a criação de incentivos fiscais e financeiros para pesquisas relacionadas à eficiência energética e ao uso de energias renováveis em sistemas de conversão de energias.

Novas ações da ABRE: cartilha de sustentabilidade e campanha Eu Reciclo

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A Associação Brasileira de Embalagem (ABRE) lançou em dezembro passado a Campanha “A embalagem construindo sustentabilidade”. 
No endereço http://www.abre.org.br/campanha_sustentabilidade/index.htm é possível obter informações que norteiam a cadeia produtiva de embalagem bem como todo o setor industrial e econômico brasileiro.
A ação que visa informar e conscientizar o consumidor sobre a importância no processo de reutilização e reciclagem das embalagens, e foi desenvolvida baseada nos principais pilares da embalagem que são proteção, prolongamento da vida, saúde, segurança, economia e bem-estar social.
A campanha esclarece que o setor de embalagem trabalha em consonância com esses pilares e promove a responsabilidade ambiental em todas as etapas do ciclo de vida de uma embalagem, ou seja, desde o seu desenvolvimento até a sua revalorização após o consumo do produto, pois qualidade de vida, segurança, integridade, inviolabilidade, informação, manuseio, estocagem, menor desperdício, conservação de recursos naturais e energéticos, distribuição de alimentos e produtos, são bases para a sustentabilidade e estão no DNA da embalagem.
A cartilha mostra também que a embalagem é hoje a ferramenta que viabiliza a sociedade atual e oferece a ela inúmeras formas de revalorização, como reciclagem e reutilização, para que suas matérias-primas continuem em uso após ter cumprido sua função original. Ao pensar num ciclo contínuo, onde o fim pode ser também o começo, os materiais de embalagem se transformam e com isso, poupam insumos, produtos e recursos naturais.
Embalagem, eu reciclo
Aliada à campanha “A embalagem construindo sustentabilidade” a ABRE lançou a campanha “Embalagem, eu reciclo!”, ação que tem como objetivo uma maior aproximação com o consumidor.
 Para isso foram desenvolvidos adesivos estilizados com o símbolo de descarte seletivo criado pela ABRE e adotado internacionalmente pela ISO 14.021 de Auto-Declaração Ambiental.
Esses adesivos serão distribuídos pela Associação para o consumidor, ratificando a importância da sustentabilidade e reciclagem para o meio ambiente e sociedade.