O que os hotéis estão fazendo pela sustentabilidade?



A hotelaria vem percebendo que precisa oferecer muito mais aos clientes do que apenas uma boa noite de sono. Pensando nisso, alguns deles estão se tornando eco-friendlies. Confira algumas ideias colocadas em prática por meios de hospedagem:
- Aria Resort & Casino, em Las Vegas, Estados Unidos

Localizado no centro do complexo MGM International Resort de 76 acres, o Aria ganhou seis certificações Leed Gold devido às suas iniciativas inovadoras. Sua construção contou com mais de 200 mil toneladas de resíduos de construção. Além disso, suas limusines são alimentadas com queima limpa de gás natural e a refrigeração da área do cassino também é sustentável;


- Resort Emirates Wolgan Valley & Spa, em Wolgan Valley, na Austrália 

Construído em 2009, rapidamente atingiu seu objetivo de ser um hotel de carbono neutro. Sua mobília foi criada a partir de árvores que caíram nos quase 4 mil acres do empreendimento e as luminárias, de postes que remontam ao período colonial. O estabelecimento foi contemplado com um selo de excelência e o Prêmio Ambiental da Leading Hotels 2010;


- Crowne Plaza Copenhagen Towers, em Copenhagen, na Dinamarca 

Seu prédio, de 279 metros, é coberto de painéis solares. O hotel utiliza águas subterrâneas como fonte de aquecimento e refrigeração. As TVs e iluminação são de baixo consumo de energia e alguns artigos de banho, como garrafas de shampoo e touca, são totalmente biodegradáveis; 

  

- Proximity Hotel, em Greensboro, na Carolina do Norte 

Recebeu certificação Leed Platinum do Green Building Council dos Estados Undios. Possui 70 características sustentáveis, incluindo 100 painéis solares e um elevador que gera eletricidade enquanto viaja. O hotel utiliza 39% menos energia e 34% menos água que os hotéis similares.

(Redação)

Fórum discute importância das florestas para sustentabilidade do planeta

Afinal, qual é a importância das florestas não só para o equilíbrio fundamental do planeta, mas também para a sobrevivência das populações humanas?


Já se sabe que alguns dos serviços ambientais essenciais oferecidos pelas florestas são a regulação do clima, a manutenção e oferta de água e de alimentos. Sua importância também pode ser traduzida em inúmeras possibilidades econômicas decorrentes de sua utilização.
Para discutir a proteção em caráter emergencial das florestas de todo o planeta, representantes das Nações Unidas estão reunidos desde segunda-feira (24), em Nova York (EUA), no 9º UNFF (Fórum das Nações Unidas para Florestas) com o propósito de estabelecer agendas internacionais comuns em torno deste objetivo.
Durante duas semanas, os países membros vão debater a importância das florestas para o bem-estar e garantia da sustentabilidade das próprias populações humanas, sem se limitarem à questão da produção e do mercado florestal – focado no fornecimento de madeira -, tônica que sempre permeou essas discussões.
De acordo com João de Deus, diretor do Departamento de Florestas do MMA, no Ano Internacional de Florestas (2011), o lema da campanha da ONU pretende lembrar a todos que a conservação florestal não é um obstáculo ao desenvolvimento.
“As comunidades podem desenvolver suas economias em um processo que esteja associado à habilidade de se conseguir manter os recursos a longo prazo”, comenta.
Outros temas como a preservação da biodiversidade (especialmente em florestas tropicais, que apresentam megadiversidade), redução de sua perda e manutenção de florestas como estratégia de mitigação dos efeitos de mudanças climáticas serão pautados no Fórum.
O principal ponto que o Brasil pretende defender é o manejo adequado de florestas tropicais como instrumentos de mercado. João de Deus explica que existe a possibilidade de um modelo de desenvolvimento em que as florestas vão auxiliar no processo socioeconômico das comunidades, feito a partir da utilização de recursos múltiplos destas áreas.
“Ao gerar esta multiplicidade de usos, este modelo prevê que a pressão econômica sobre os recursos florestais deve ser compatibilizada com a sua conservação a longo prazo”, argumenta.
A reunião vai avaliar como cada país membro pode implementar tais mudanças e socializar ideias e sugestões em busca de novas iniciativas.
Manejo florestal – João de Deus afirma que os atuais padrões de manejo florestal têm se mostrado insatisfatórios. Ele explica ainda que a criação de novos modelos vai exigir novas tecnologias e desenvolvimento de conhecimento, além de investimentos em pesquisas nesta área.
“A cooperação deve trabalhar firme e rapidamente nesse processo. Perdemos muito tempo com a propagação da ideia de que o manejo florestal seria uma única solução para todos os males”.
O manejo florestal é o documento técnico que contém o planejamento para a exploração de determinadas espécies madeireiras nas florestas. Implica no manejo da floresta que extrai da mesma apenas o que ela conseguiria repor naturalmente, sem que isso comprometa o equilíbrio do ecossistema e sua capacidade de regeneração florestal, sem colocar em risco sua cobertura vegetal. (Fonte: Carine Correa/ MMA)

Documentário “Lixo Extraordinário” recebe indicação ao Oscar

Fórum Econômico Mundial começa em Davos, na Suíça

Elite política, econômica e cultural se reúne para debater um planeta que vive um cenário de transição


De um lado, alta de preços de matérias-primas que lembra o período anterior à crise de 2008. De outro, países afundados em dívidas provocadas justamente pelos esforços para sair do atoleiro financeiro global.

É um cenário em transição que a 41ª edição do Fórum Econômico Mundial projeta do alto da montanha de Davos (Suíça) a partir desta quarta, dia 26, onde se reúne a elite econômica, política e cultural do planeta, do qual só se participa devidamente convidado.
– As placas tectônicas ainda estão se deslocando, essa reacomodação gera incertezas. Em vez de um mundo multipolar, a perda de poder dos Estados Unidos está gerando um mundo apolar – avalia o ex-ministro da Economia Marcílio Marques Moreira.
O Brasil será representado por um trio de técnicos – o ministro de Relações Exteriores, Antonio Patriota, e os presidentes do Banco Central, Alexandre Tombini, e do BNDES, Luciano Coutinho. Um dos maiores interesses do Brasil é discutir câmbio e protecionismo – dois temas da reunião.
– Esse mundo novo é mais complexo e mais difícil de administrar. Há uma nova constelação de poder no mundo, que requer novos organismos e instituições – destaca o embaixador Roberto Abdenur, com experiência nos EUA e na Alemanha.
É sintomático que o tema da segurança alimentar, sempre levantado por países pobres, tenha precedido a abertura do fórum suscitada pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy, convidado a Davos. No comando do G-20, o francês propôs medidas para conter o preço das commodities, sob a alegação de que a alta contínua pode suscitar revoltas populares.
– É difícil que prospere essa espécie de Conab global proposta por Sarkozy, porque não interessa nem aos Estados Unidos nem ao Brasil, dois grandes produtores de matérias-primas agrícolas – avalia José Augusto de Castro, vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).

ZERO HORA

PNUD (ONU) Brasil - Chamada para Seleção de Artigos - Sustentabilidade Ambiental

O PNUD Brasil lança chamada para seleção de artigos para fazerem parte de uma publicação, cujo intuito é apresentar uma perspectiva crítica na
problematização da questão da sustentabilidade ambiental, tendo como escopo o 
ODM 7 – Garantir a Sustentabilidade Ambiental, metas 9, 10 e 11 e, nesse
sentido, acompanhar o cumprimento dessas metas nos âmbitos regional e local.


(Os autores deverão possuir nível superior. É desejável experiência na
definição e uso de indicadores ambientais e análise de políticas públicas. A
publicação de artigos ou trabalhos em uma das áreas temáticas será
considerada uma vantagem.)

Enviar até: 15/02/2011

<http://www.pnud.org.br/recrutamento/arquivos/1289916194.pdf>
http://www.pnud.org.br/recrutamento/arquivos/1289916194.pdf

Acesse: Eficiência Energética para todos, por um mundo sustentável

Estudo afirma que Europa pode ter matriz 100% renovável até 2050

Para atingir a meta, seriam necessários fortes investimentos em transmissão e em geração eólica e solar
Por Luciano Costa



Um sistema de transmissão totalmente integrado, capaz de fazer a energia transitar com facilidade por entre países, e o aproveitamento dos potenciais eólico e solar são apontados como caminho chave para que a Europa aumente a participação das fontes renováveis em sua matriz energética. 
 
Com essas estratégias e fortes investimentos, o continente poderia chegar a 2030 com 68% de sua energia gerada por fontes renováveis e, em 2050, ter uma matriz até 97% limpa. A conclusão é apresentada no estudo Battle of the Grids, lançado pelo Greenpeace na última semana.

O documento traça dois possíveis cenários para atingir as ousadas metas. Em um deles, chamado "high grid", a Europa seria conectada ao Norte da África, o que permitiria ao bloco aproveitar a forte irradiação solar do continente africano para gerar energia. Com isso, os custos com produção de energia seriam menores, mas a transmissão exigiria mais recursos: estima-se que a solução custaria 581 bilhões de euros entre 2030 e 2050.
Já no cenário "low grid", as usinas geradores se concentrariam em regiões com maior demanda, como grandes cidades e centros indutriais, o que reduziria os custos com a construção de linhas de transmissão. Nesse cenário, a rede receberia investimentos de apenas 74 bilhões de euros, mas os gastos disparariam na outra ponta, a de geração - uma vez que painéis solares acabariam instalados em regiões com menor potencial.
As principais fontes apontadas como o caminho para uma matriz renovável são a solar e a eólica - com usinas nucleares e movidas a gás natural perdendo espaço. O estudo prevê que, até 2030, a geração a gás servirá para cobrir a instabilidade dos ventos e do sol. A partir daí, essas plantas seriam substituídas por fontes limpas que também podem ser acionadas como reserva - hidrelétricas, geotérmicas, energia solar concentrada (CSP) e biomassa. Ja as usinas nucleares perderiam sua função justamente por sua característica de operar na base do sistema.
A ideia é de que, até 2030, sejam necessários 70 bilhões de euros em infraestrutura de redes para garantir segurança energética por 24 horas ao dia mesmo com 68% de energia limpa. Os especialistas apontam que, atualmente, turbinas eólicas chegam a ser desligadas em momentos de sobra de energia no sistema europeu, uma vez que fontes que operam na base, como a nuclear, ganham vantagem na hora de serem despachadas.
O estudo lembra que a rede também precisará evoluir rumo às smart grids - as linhas inteligentes. A necessidade aparecerá com a expansão da microgeração distribuída - com turbinas eólicas, painéis solares e sistemas de cogeração conectados ao sistema e enviando energia para a rede.
Clique aqui para acessar o documento do Greenpeace.