Ações de sustentabilidade da CPFL Energia serão destaque no Planeta no Parque
Empresa apresentará ao público seus projetos de veículos elétricos, green building e outras iniciativas focadas na nova economia de baixo carbono.
A CPFL Energia participa da 4ª edição do Planeta no Parque, evento organizado pelo Planeta Sustentável, que acontece de 22 a 25 de janeiro, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Durante o evento, a empresa mostrará aos visitantes algumas de suas iniciativas na área de sustentabilidade, tais como o projeto de veículos elétricos, green building (construções sustentáveis), geração a partir de fontes renováveis e outras frentes de atuação que mostram o compromisso com a nova economia (de baixo carbono).
Em seu estande, a CPFL Energia destacará o projeto de veículos elétricos, que vem sendo desenvolvido pela empresa desde 2008. Os visitantes terão a chance de ter contato com o modelo utilitário ARIS, fabricado pela Edra Automotores. Atualmente, o carro está em teste nos Correios de Campinas, interior de São Paulo.
O ARIS não emite CO2 e consome somente R$ 0,06 por quilômetro rodado, cerca de 1/4 do que gasta um carro a gasolina. Com autonomia de 100 km por recarga, atinge velocidade máxima de 80 km/h, suporta 350 kg de carga e pode ser recarregado em tomada comum, de 220 V, por um período de, aproximadamente, 5 horas.
Além do ARIS, a CPFL Energia participa de outras iniciativas no segmento de veículos elétricos: .TH!NK City: veículo de passeio fabricado pela norueguesa TH!NK, que a CPFL Energia trouxe, em parceria de exclusividade, para um período de testes no Brasil. A empresa importou três modelos deste carro.
.Palio Weekend: parceria com Fiat e Itaipu. A CPFL Energia tem em sua frota um Palio Weekend elétrico.
.Posto de recarga: para testar a viabilidade de recarga de baterias para veículos elétricos e plug in em locais públicos, a CPFL Energia implantou em sua sede, em Campinas, um protótipo de posto de recarga. Em 2011, a empresa pretende instalar uma nova unidade em um shopping center da cidade, que funcionará em sistema de autoatendimento, podendo o pagamento ser realizado por meio de cartões pré-pago e cartões de crédito. O usuário poderá acessar a Internet via celular para controlar a carga do veículo.
Outras ações fazem da CPFL Energia uma liderança na nova economia - Tendo a sustentabilidade como um dos pilares de seu planejamento estratégico, a CPFL Energia lançou, em 2010, o projeto de green building, que está em fase de desenvolvimento e deve ser concluído em 2012. O objetivo desta iniciativa é desenvolver produtos como uma vitrine tecnológica, um laboratório-edifício vivo, nome que se dá a edifícios de altíssimo desempenho ambiental, e uma agência da própria empresa, que será reformada para se tornar sustentável. A ideia é gerar modelos que possam ser reproduzidos em todo o Brasil. Além disso, o projeto prevê o estabelecimento de indicadores de sustentabilidade para ambientes já construídos.
Para diversificar a matriz energética brasileira e torná-la ainda mais limpa, a empresa investe fortemente em geração de energia a partir de fontes renováveis, como PCHs (pequenas centrais hidrelétricas), UHEs (usinas hidrelétricas), eólicas e térmicas a biomassa. Em 2010, foram inaugurados projetos como a UHE Foz do Chapecó, na divisa de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com potência instalada total de 855 MW, o equivalente a 25% do consumo de energia do estado catarinense ou a 18% do consumo gaúcho, e a usina Baldin, no interior de São Paulo, que é movida a biomassa e adicionou 45 MW à potência instalada do grupo. Foz do Chapecó é considerada uma hidrelétrica de alta eficiência ambiental, pois gera cinco vezes mais energia por quilômetro quadrado inundado que a média nacional. Além disso, a CPFL Energia deu início à construção de oito parques eólicos no Rio Grande do Norte, que resultarão em uma capacidade instalada de 218 MW, e de mais quatro termelétricas a biomassa.
Ainda no ano passado, a empresa, que novamente integra o ranking das empresas mais sustentáveis da Bovespa (ISE), lançou o programa Gestão Social CPFL para apoiar os profissionais que trabalham em entidades do Terceiro Setor nas cidades onde a companhia está presente. O objetivo da iniciativa, que teve seu conteúdo planejado sob a orientação do Modelo de Excelência em Gestão da FNQ (Fundação Nacional da Qualidade), é aprimorar os processos administrativos das entidades, para que as mesmas possam executar seus projetos com mais eficiência. Já foram atendidas 13 instituições das regiões de Itapetininga e Avaré.
Planeta no Parque - No Ano Internacional das Florestas, o Planeta no Parque terá a campanha “A floresta invade a cidade”, que buscará conscientizar as pessoas por meio de três caminhadas diárias de 1 hora pela fauna e pela flora do Parque do Ibirapuera. A programação terá também o show “Música de Brinquedo”, do Pato Fu, no dia 22, e oficinas, brincadeiras e outras atividades para divertir crianças, jovens e adultos. [www.twitter.com/cpflenergia ].
Iniciativa pioneira no RS busca banir as sacolas plásticas
Acordo promete banir as sacolas plásticas de Getúlio Vargas, no norte do Rio Grande do Sul. Desde outubro de 2010, mais de 3 mil sacolas retornáveis foram distribuídas Marielise Ferreira

Desde outubro de 2010, mais de 3 mil sacolas retornáveis foram distribuídas -
Foto: Divulgação
Um acordo pioneiro no Rio Grande do Sul faz com que as sacolas plásticas passem a ser cobradas no comércio do município de Getúlio Vargas, no norte do Estado. No Brasil, há iniciativas semelhantes em Vitória (ES), Rio, Jundiaí (SP), Curitiba (PR) e Xanxerê (SC).
Na cidade, a medida não foi criada como uma lei. Segundo o presidente do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Condema), Aglademir Martinello, o acordo, que vale desde 15 de janeiro, é suficiente para colocar a medida em prática e fortalece a ideia de união pela sustentabilidade.
As sacolinhas não foram proibidas, mas quem opta por elas deve pagar R$ 0,05 para as de tamanho médio e R$ 0,10 para as grandes. O dinheiro é destinado para prêmios e vale-compras para quem utilizar as sacolas ecológicas, vendidas por R$ 5.
Em Getúlio Vargas, comerciantes aderiram ao projeto. Wanderlei Wojciechowski, proprietário de um mercado, conta que alguns consumidores ainda resistem, mas avalia que o ganho para a população a longo prazo é maior.
Fonte: ZERO HORA
Indicadores ambientais
Conheça a publicação "Indicadores Ambientais e Gestão Urbana" e saiba por que a heterogeneidade das regiões de São Paulo, em geral analisada em termos socioeconômicos, também aparece quando o tema é ambiental.
A complexidade das realidades intraurbanas no espaço da cidade foi constatado no estudo Indicadores Ambientais e Gestão Urbana: Os desafios para a construção da sustentabilidade na cidade de São Paulo, iniciativa da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) do Município de São Paulo, com o apoio técnico do Centro de Estudos da Metrópole (CEM). A publicação sintetizando os resultados foi lançada em 2009.
Verificou-se na cidade de São Paulo um alto grau de variedade com relação aos problemas e pressões ambientais nos diferentes espaços urbanos. A cidade e sua região metropolitana enfrentam um cenário bastante próximo ao limite de sustentabilidade por conta do aumento da imobilidade urbana e do comprometimento de suas áreas prestadoras de serviços ambientais. A esse quadro agregam-se, num médio prazo, as incertezas com relação ao cenário de mudanças climáticas globais. A atual situação leva obrigatoriamente à necessidade de incorporação de novos paradigmas, em especial de habitação e transporte.
Para ler o estudo na íntegra, clique aqui.
Expositores visitam área da Feira Florestal Brasileira
Expoforest 2011 terá demonstrações dinâmicas de silvicultura e colheita
Representantes de empresas que irão expor na Expoforest 2011 - Feira Florestal Brasileira visitam a área do evento nesta quarta, 19, e quinta-feira, 20. O objetivo é verificar os preparativos dos 118 hectares do Horto Florestal, pertencente à International Paper, que receberá a primeira feira dinâmica do setor florestal na América Latina, de 13 a 15 de abril, em Mogi Guaçu (SP).
Participam dessa visita as empresas FMC, Hydroplan-Eb, Tracbel, Tigercat, Noma, Atech, Pesa, Nicoletti, Denis Cimaf, Mobil, Liebherr, Stihl, Madal Palfinger, Mercedes Benz, Forestech, Syngenta, Mepel, Agroceres, New Holland. De acordo com o coordenador da Expoforest, Ricardo Malinovski, será uma oportunidade para os expositores verem de perto a grandiosidade do evento, que pretende entrar para o calendário internacional de feiras florestais dinâmicas. Caterpillar, John Deere, Komatsu Forest, Penzsaur, Ponsse, Macedo Forest, Oregon, entre outras empresas já conheceram o local onde farão demonstrações dos seus equipamentos, produtos e serviços.
Inscrições
As inscrições para a Expoforest 2011 já estão abertas. Até o dia 28 de fevereiro, o valor para profissionais será de R$ 40 para um dia visitação e R$ 60 para todos os dias. Após essa data, os valores mudam para R$ 60 e R$ 80, respectivamente. Estudantes com comprovação pagam meia-entrada, mas também com a alteração de preço a partir de março.
As inscrições para a Expoforest 2011 já estão abertas. Até o dia 28 de fevereiro, o valor para profissionais será de R$ 40 para um dia visitação e R$ 60 para todos os dias. Após essa data, os valores mudam para R$ 60 e R$ 80, respectivamente. Estudantes com comprovação pagam meia-entrada, mas também com a alteração de preço a partir de março.
Os participantes dos eventos técnicos da II Semana Florestal Brasileira, que antecede a feira, nos dias 11 e 12 de abril, em Campinas (SP), terão isenção para entrada na Expoforest, mediante apresentação do crachá.
Serviço:
Expoforest 2011
Data: de 13 a 15 de abril de 2011
Local: Horto Florestal Mogi Guaçu, São Paulo, Brasil
Horário de visitação: das 9h às 17h
Expoforest 2011
Data: de 13 a 15 de abril de 2011
Local: Horto Florestal Mogi Guaçu, São Paulo, Brasil
Horário de visitação: das 9h às 17h
II Semana Florestal Brasileira
XVI Seminário de Atualização sobre Sistemas de Colheita de Madeira e Transporte Florestal
II Encontro Brasileiro de Silvicultura
5º Simpósio Sul-Americano Sobre Controle de Incêndios Florestais
Data: 11 e 12 de abril
Local: Royal Palm Campinas - Av. Royal Palm Plaza, nº 277 - Jd Nova Califórnia Campinas, São Paulo, Brasil
XVI Seminário de Atualização sobre Sistemas de Colheita de Madeira e Transporte Florestal
II Encontro Brasileiro de Silvicultura
5º Simpósio Sul-Americano Sobre Controle de Incêndios Florestais
Data: 11 e 12 de abril
Local: Royal Palm Campinas - Av. Royal Palm Plaza, nº 277 - Jd Nova Califórnia Campinas, São Paulo, Brasil
Mais informações: www.expoforest.com.br / +55 41 3049.7888
Assessoria de Imprensa EXPOFOREST
Até 2014 coleta seletiva estará implantada em todo Brasil
Suelene Gusmão, do MMA


Em quatro anos, no dia 3 de agosto de 2014, o Brasil estará livre dos lixões a céu aberto, presentes em quase todos os municípios brasileiros. Isso é o que define o artigo nº 54 da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), recentemente regulamentada por Decreto Presidencial, em 23 de dezembro de 2010.
Também ficará proibido, a partir de 2014, colocar em aterros sanitários qualquer tipo de resíduo que seja passível de reciclagem ou reutilização.
Isso significa que os municípios brasileiros, para se adequar a nova legislação, terão que criar leis municipais para a implantação da coleta seletiva.
Uma outra data definida na regulamentação da PNRS é quanto à elaboração do Plano Nacional de Resíduos Sólidos. Pela regulamentação, a União, por meio do Ministério do Meio Ambiente, tem 180 dias de prazo, a contar da publicação do Decreto, para elaborar a proposta preliminar do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, com vigência por prazo indeterminado e horizonte de 20 anos, devendo ser atualizado a cada quatro. A proposta do plano será submetida à consulta pública, pelo prazo mínimo de 60 dias.
Em sua versão preliminar, o Plano de Resíduos Sólidos vai definir metas, programas e ações para todos os resíduos sólidos. Para sua construção, a ser coordenada por um comitê interministerial, será utilizada a experiência e estudos sobre resíduos sólidos já acumulados em 18 estados da Federação.
O Comitê Interministerial da Política Nacional de Resíduos Sólidos, será coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e composto por nove ministérios mais a Casa Civil e a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República.
Logística reversa – De acordo com o texto do Decreto, logística reversa é o instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado pelo conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada.
A regulamentação definiu como se dará a responsabilidade compartilhada no tratamento de seis tipos de resíduos e determinou a criação de um comitê orientador para tratar destes casos específicos. São eles: pneus; pilhas e baterias; embalagens de agrotóxicos e óleos lubrificantes além das lâmpadas fluorescentes e dos eletroeletrônicos. O comitê orientador vai também definir cronograma de logística reversa para um outro conjunto de resíduos que inclui as embalagens e produtos que provoquem impacto ambiental e na saúde pública.
Os instrumentos para operar os sistemas de logística reversa são: acordos setoriais; regulamentos expedidos pelo Poder Público; ou termos de compromisso.
O Secretário de Recursos Hídricos de Ambiente Urbano (SRHU) do MMA, Silvano Silvério, explica que pela nova lei, o cidadão passa a ser obrigado a fazer a devolução dos resíduos sólidos no local, a ser previamente definido pelo acordo setorial e referendado em regulamento, podendo ser onde ele comprou ou no posto de distribuição. Segundo ele, a forma como se dará essa devolução, dentro de cada cadeia produtiva, será definida por um comitê orientador, a ser instalado ainda no primeiro semestre de 2011.
Atualmente, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) estabelece, por meio de Resolução, os procedimentos para o descarte ambientalmente correto de quatro grupos de resíduos. São eles: pneus(Resolução 362/2005); pilhas e baterias (Resolução 257/1999); óleos lubrificantes (Resolução 258/1999); e embalagens de agrotóxicos (Resolução 334/2003 e Lei nº 9.974/2000). Os acordos setoriais ou os termos de compromisso servirão para revalidar ou refazer os que está definido nas resoluções e leis em vigor.
Embalagens – A novidade que a regulamentação traz é a obrigatoriedade da logística reversa para embalagens. O secretário explica que é possível aplicar o procedimento para todo o tipo de embalagem que entulham os lixões atualmente, inclusive embalagens de bebidas. Ele relata, inclusive, que o Ministério do Meio Ambiente já foi formalmente procurado pelo Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) para informar que estão aptos a fazer a coleta de óleos lubrificantes. O MMA foi também procurado pela Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vdro (Abividro) que demonstrou interesse em implantar a logística reversa em embalagens de vidro.
Segundo ele, existem duas formas de se fazer a logística reversa para embalagens. Uma, de iniciativa do setor empresarial, que pode instituir o procedimento para uma determinada cadeia. A outra, de iniciativa do Poder Público. Neste caso, o primeiro passo é a publicação de edital, onde o comitê orientador dá início ao processo de acordo setorial. No edital estarão fixados o prazo, as metas e a metodologia para elaboração de estudos de impacto econômico e social.
Os acordos setoriais são atos de natureza contratual firmados entre o Poder Público e os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes visando à implantação da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida do produto.
Depois de definidas as bases do acordo setorial, os setores envolvidos no processo de logística reversa definem como pretendem fazê-lo. A proposta é levada ao Governo Federal para análise. Estando em acordo ao que estabelece o edital, a proposta é acolhida e homologada via Comitê Orientador. A partir de então, o processo de logística reversa começa a ser implementado. O Governo Federal pode transformar o acordo em regra nacional por meio de regulamento..
O processo vale para os eletroeletrônicos. A partir do momento em que o Comitê Orientador definir o processo de logística reversa, ficará determinado onde o cidadão deve devolver seu resíduo. Silvano Silvério informa que o comitê orientador estabelecerá, por edital, o início dos acordos setoriais.
Catadores – A regulamentação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) dá atenção especial aos catadores de materiais recicláveis. Está definido, por exemplo, que o sistema de coleta seletiva de resíduos sólidos e a logística reversa priorizarão a participação de cooperativas ou de outras formas de associação de catadores de materiais reutilizáveis constituídas por pessoas físicas de baixa renda.
Determina também que os planos municipais de gestão integrada de resíduos sólidos definam programas e ações para a participação dos grupos interessados, em especial das cooperativas ou outras formas de associação de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis também constituídas por pessoas físicas de baixa renda.
Diretrizes – A Política Nacional de Resíduos Sólidos, aprovada em agosto de 2010, contém as diretrizes para a gestão, o gerenciamento e o manejo dos resíduos sólidos. Ela também incentiva os fabricantes a adotar procedimentos adequados à produção de produtos não agressivos ao ambiente e à saúde humana e à destinação final correta dos rejeitos da produção.
Sua aprovação representou um amplo consenso envolvendo todos os atores que fazem parte dos mais diversos ciclos da produção de resíduos sólidos no Brasil.
Ela trata de temas amplos e variados que fazem parte do dia-a-dia das pessoas, envolvendo conceitos como área contaminada, ciclo de vida do produto, coleta seletiva, controle social, destinação final ambientalmente adequada, gerenciamento de resíduos, gestão integrada, reciclagem, rejeitos, responsabilidade compartilhada e reutilização.
A nova política é clara em definir de que forma se dará o gerenciamento dos resíduos, indicando inclusive sua ordem de prioridade que será a de não-geração, a de redução, reutilização, reciclagem e tratamento de resíduos. A nova política cria também um sistema nacional integrado de informações sobre resíduos sólidos. O sistema será responsável por recolher e divulgar informações com rapidez e qualidade.
Prioridades na Sustentabilidade Corporativa
Por Newton Figueiredo
Temos visto inúmeras iniciativas no sentido de fazer com que as empresas caminhem para a chamada economia verde ou de baixo carbono.
De outro lado, movimentos produzidos por respeitadas organizações empresariais e do terceiro setor estimulam as empresas a gastar tempo e recursos em “batalhas a favor do clima”: defensores do clima, empresas para o clima etc...
Será esse um movimento consistente na direção da sustentabilidade das corporações? Não seria muito mais eficaz e contributivo para a busca do equilíbrio dos ecossistemas cada empresa se focar nos impactos locais de seus produtos e processos?
Há um forte movimento mundial midiático influenciando a sociedade no sentido de direcionar grande parte dos esforços no sentido da redução das emissões de Gases de Efeito Estufa com o propósito de combater o aquecimento global e mitigar as mudanças climáticas, tendo por trás enormes interesses financeiros em negócios de bilhões de dólares nos chamados mercados de carbono.
Existem dois graves problemas a enfrentar nos próximos anos: população e meio ambiente. O primeiro problema, que algumas pessoas falam, mas poucas apresentam alternativas factíveis de solução, é a incapacidade de nossos recursos alimentarem as necessidades de uma população mundial que cresce exponencialmente.
Por que tratamos com facilidade e de uma forma exuberante e planetária, com COP´s e tudo mais, a questão do aquecimento global e não conseguimos tratar de forma direta e objetiva essa questão do consumo per capita e do crescimento da população mundial estimulando, do mesmo modo, um acordo internacional?
Vimos também inúmeros movimentos como os de consumo consciente. É claro que são importantes, mas não suficientes, para encontrar um caminho eficaz para o grande problema. É preciso que haja coragem e as empresas, que hoje detém mais de 50% do PIB mundial, precisam forçar a ONU a também desenvolver uma espécie de Painel de Controle de Consumo de Recursos ou algo semelhante.
Se não caminharmos na direção de controle da natalidade e da racionalização do consumo per capita estaremos, como já estamos, caminhando para uma situação de insustentabilidade que resultará, pelo menos em guerras por recursos escassos.
Assim, as empresas antes de buscarem quantificar suas emissões de gases de efeito estufa, deveriam mitigar os riscos sociais no entorno dos seus negócios combatendo a fome, a miséria e a violência, inclusive por campanhas pelo controle da natalidade junto aos governos, e melhorando a qualidade de vida (saúde e educação, principalmente) das populações sob sua influência e estimulando a formação de movimentos internacionais para encontrarem um caminho para contornar o precipício que se apresentará ainda nesta metade do século XXI.
O outro problema, bem mais impactante que o midiático aquecimento global está ligado à degradação da qualidade de vida nas cidades e à diminuição de nossa biodiversidade, das florestas e das matas ciliares, agravados pelas mudanças climáticas que já estamos sentindo.
Novamente, não é muito mais importante para as empresas aprimorarem seus processos para serem menos impactantes, mais limpas e eficientes e menos poluidoras e consumidoras de recursos naturais, não renováveis? Não parece mais lógico e eficaz para seus acionistas gastar tempo e dinheiro de forma real e direta para dar sustentabilidade ao seu negócio? Não existirão empresas sustentáveis sem produtos sustentáveis.
Várias empresas têm gasto tempo e dinheiro com a quantificação de suas emissões para depois compensá-las, como se tudo estivesse resolvido com isso. Enganam-se a si próprias e gastam dinheiro sem impactar suas operações futuras. As empresas precisam focar no seu negócio, não na estratosfera! Antes de gastar dinheiro com quantificação de emissões procure fazer uma análise introspectiva sobre a sustentabilidade do seu negócio, não da estratosfera!
Nesse momento, especialmente no Brasil, há um espaço muito grande para a diferenciação competitiva para quem conseguir oferecer produtos e serviços genuinamente sustentáveis. É preciso concentrar os esforços de transformação na direção de se ter produtos menos impactantes, menos poluidores, mais duradouros, mais flexíveis, de fontes renováveis, menos tóxicos, recicláveis...
Daqui a algumas décadas (talvez duas) a sociedade não mais aceitará que existam empresas sem produtos e serviços sustentáveis. Isso irá requerer uma grande quantidade de capital para fazer com que haja uma revolução no modo como as empresas projetam, fabricam e comercializam seus produtos.
O momento atual é de quebra de paradigmas. É preciso, no entanto, tomar cuidados para que a mudança seja gerada em benefício da empresa, das comunidades que são influenciadas pelas suas atividades e do meio ambiente que as circundam e não em algum lugar que não sabemos nem quem será o beneficiado.
A quantificação dos gases de efeito estufa é importante, como medida suplementar (nem complementar), depois que a empresa encontrou o caminho que levará à rentabilidade desejada pelos acionistas e à mitigação dos riscos envolvidos em sua operação, incluindo os sociais e ambientais.
Muitos ainda estão confusos ou maquiando, avaliando a sustentabilidade do produto pela sua embalagem!
Será esse um movimento consistente na direção da sustentabilidade das corporações? Não seria muito mais eficaz e contributivo para a busca do equilíbrio dos ecossistemas cada empresa se focar nos impactos locais de seus produtos e processos?
Há um forte movimento mundial midiático influenciando a sociedade no sentido de direcionar grande parte dos esforços no sentido da redução das emissões de Gases de Efeito Estufa com o propósito de combater o aquecimento global e mitigar as mudanças climáticas, tendo por trás enormes interesses financeiros em negócios de bilhões de dólares nos chamados mercados de carbono.
Existem dois graves problemas a enfrentar nos próximos anos: população e meio ambiente. O primeiro problema, que algumas pessoas falam, mas poucas apresentam alternativas factíveis de solução, é a incapacidade de nossos recursos alimentarem as necessidades de uma população mundial que cresce exponencialmente.
Por que tratamos com facilidade e de uma forma exuberante e planetária, com COP´s e tudo mais, a questão do aquecimento global e não conseguimos tratar de forma direta e objetiva essa questão do consumo per capita e do crescimento da população mundial estimulando, do mesmo modo, um acordo internacional?
Vimos também inúmeros movimentos como os de consumo consciente. É claro que são importantes, mas não suficientes, para encontrar um caminho eficaz para o grande problema. É preciso que haja coragem e as empresas, que hoje detém mais de 50% do PIB mundial, precisam forçar a ONU a também desenvolver uma espécie de Painel de Controle de Consumo de Recursos ou algo semelhante.
Se não caminharmos na direção de controle da natalidade e da racionalização do consumo per capita estaremos, como já estamos, caminhando para uma situação de insustentabilidade que resultará, pelo menos em guerras por recursos escassos.
Assim, as empresas antes de buscarem quantificar suas emissões de gases de efeito estufa, deveriam mitigar os riscos sociais no entorno dos seus negócios combatendo a fome, a miséria e a violência, inclusive por campanhas pelo controle da natalidade junto aos governos, e melhorando a qualidade de vida (saúde e educação, principalmente) das populações sob sua influência e estimulando a formação de movimentos internacionais para encontrarem um caminho para contornar o precipício que se apresentará ainda nesta metade do século XXI.
O outro problema, bem mais impactante que o midiático aquecimento global está ligado à degradação da qualidade de vida nas cidades e à diminuição de nossa biodiversidade, das florestas e das matas ciliares, agravados pelas mudanças climáticas que já estamos sentindo.
Novamente, não é muito mais importante para as empresas aprimorarem seus processos para serem menos impactantes, mais limpas e eficientes e menos poluidoras e consumidoras de recursos naturais, não renováveis? Não parece mais lógico e eficaz para seus acionistas gastar tempo e dinheiro de forma real e direta para dar sustentabilidade ao seu negócio? Não existirão empresas sustentáveis sem produtos sustentáveis.
Várias empresas têm gasto tempo e dinheiro com a quantificação de suas emissões para depois compensá-las, como se tudo estivesse resolvido com isso. Enganam-se a si próprias e gastam dinheiro sem impactar suas operações futuras. As empresas precisam focar no seu negócio, não na estratosfera! Antes de gastar dinheiro com quantificação de emissões procure fazer uma análise introspectiva sobre a sustentabilidade do seu negócio, não da estratosfera!
Nesse momento, especialmente no Brasil, há um espaço muito grande para a diferenciação competitiva para quem conseguir oferecer produtos e serviços genuinamente sustentáveis. É preciso concentrar os esforços de transformação na direção de se ter produtos menos impactantes, menos poluidores, mais duradouros, mais flexíveis, de fontes renováveis, menos tóxicos, recicláveis...
Daqui a algumas décadas (talvez duas) a sociedade não mais aceitará que existam empresas sem produtos e serviços sustentáveis. Isso irá requerer uma grande quantidade de capital para fazer com que haja uma revolução no modo como as empresas projetam, fabricam e comercializam seus produtos.
O momento atual é de quebra de paradigmas. É preciso, no entanto, tomar cuidados para que a mudança seja gerada em benefício da empresa, das comunidades que são influenciadas pelas suas atividades e do meio ambiente que as circundam e não em algum lugar que não sabemos nem quem será o beneficiado.
A quantificação dos gases de efeito estufa é importante, como medida suplementar (nem complementar), depois que a empresa encontrou o caminho que levará à rentabilidade desejada pelos acionistas e à mitigação dos riscos envolvidos em sua operação, incluindo os sociais e ambientais.
Muitos ainda estão confusos ou maquiando, avaliando a sustentabilidade do produto pela sua embalagem!
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