Estudo afirma que União Europeia cumprirá meta de 20% de renováveis até 2020

Energia eólica deve ultrapassar hidrelétrica na região e passar a responder por 14% da demanda
Por Luciano Costa
Crédito: GeetyImages

A meta proposta pela União Europeia para reduzir as emissões de carbono - que compreende chegar a 2020 com ao menos 20% de sua energia gerada por fontes renováveis - será cumprida e até mesmo ultrapassada. A previsão consta de estudo da Associação Europeia de Energia Eólica (EWEA, na sigla em inglês), que analisou os planos de ação para a área entregues pelos 27 países membros do bloco à Comissão Europeia.
Os cálculos da EWEA apontam para uma Europa que, em 2020, atenderá 34% de sua demanda por eletricidade através de fontes renováveis. O destaque fica por conta da energia eólica, que deve liderar os investimentos e ajudar o continente a cumprir seus objetivos. Ao confrontar os planos de cada país, a associação chega à conclusão de que os ventos vão gerar 14% de toda a energia elétrica consumida na Europa em 2020 - 494TWh, vindos de parques que somarão 213GW em capacidade instalada.
Dos 14% da carga europeia que deverão ser produzidos pelas turbinas eólicas, 10% devem sair de aerogeradores instalados em terra firme, enquanto 4% virão de usinas offshore - construídas em alto mar. Com essa participação na matriz, o vento ultrapassaria a hidreletricidade, que seria responsável, em 2020, por 10,5% da demanda. Em seguida aparecem a geração a biomassa (6,6%), a solar fotovoltaica (2,4%), a solar concentrada (CPS, com 0,5%), a geotérmica (0,3%) e geração a partir do mar (0,1%).
Ao analisar os projetos individuais dos países, a EWEA afirma que 15 deles planejam ultrapassar as metas estabelecidas, enquanto 10 afirmam que conseguirão cumprir o compromisso. Apenas Luxemburgo e Itália disseram à Comissão Europeia que dificilmante atingirão o objetivo.
"É muito animador que 25 dos 27 países da União Europeia pretendam exceder ou chegar à meta. Isso mostra que a vasta maioria das nações claramente entendeu os benefícios de implantar tecnologias em energia, particularmente em geração eólica", comenta Justin Wilkes, diretor de políticas da EWEA. 
 

Regulamentada, Política Nacional de Resíduos Sólidos prevê papel atuante do consumidor

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Consumidor terá papel fundamental no processo de emissão e coleta de resíduos/Foto: Festival Manuel Padeiro

Sancionada em agosto e regulamentada em dezembro de 2010, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) terá em 2011 o seu primeiro ano de implantação. A Lei nº12.305 institui o princípio de responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, o que abrange fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, consumidores e titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos.
“O decreto cumpre a importante função de definir e gerar a responsabilidade compartilhada no que diz respeito aos cuidados com a emissão e destinação de resíduos”, destacou ao site Ciclo Vivo José Goldemberg, presidente do Conselho de Sustentabilidade da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio).
Nesse sentido, os consumidores também deverão atuar para que a nova lei seja cumprida, uma vez que entre as principais medidas estabelecidas pelo decreto está a definição do papel do consumidor no processo de emissão e coleta de resíduos.
Para exercer o princípio da responsabilidade compartilhada, o regulamento fixa o dever dos consumidores de acondicionarem adequadamente os resíduos reutilizáveis e recicláveis sempre que houver o sistema de logística reversa ou coleta seletiva implantada pelos municípios.
Com o objetivo de garantir a eficácia da imposição, o decreto estabelece infração administrativa ambiental nas situações de descumprimento das obrigações relacionadas à coleta seletiva e logística reversa. Ao cometer o desvio de conduta, em uma primeira vez, o consumidor estará sujeito à penalidade de advertência. Caso seja reincidente, ele poderá sofrer autuação e multa em valores que variam de R$ 50 a R$ 500.
Depois de utilizados, os produtos referidos e os seus resíduos (lixo que pode ser reaproveitado ou reciclado) deverão ser devolvidos pelos consumidores aos fornecedores que, por sua vez, terão a missão de destiná-los de forma correta independentemente do sistema público de coleta de resíduos.
A forma e os prazos para a implementação da logística reversa serão definidos posteriormente por intermédio de acordos setoriais (precedidos de editais de chamamento dos setores), regulamentos específicos (com previsão de audiência pública) ou termos de compromisso firmados entre o setor privado e o poder público.
De acordo com as novas regras, os envolvidos na cadeia de comercialização dos produtos, desde a indústria até as lojas, deverão estabelecer um consenso sobre as responsabilidades de cada parte. As empresas terão até o final deste ano 2011 para apresentar propostas de acordo - quem perder o prazo ficará sujeito à regulamentação federal.
Governo federal promete investimento
Segundo o decreto, a inclusão das cooperativas de catadores em todas as fases da coleta seletiva de resíduos também está garantida. Será priorizada a participação das cooperativas ou outras formas de associação de catadores de materiais reutilizáveis, constituídas por pessoas físicas de baixa renda, para a coleta de resíduos. A publicação prevê que a União deverá criar um programa com a finalidade de melhorar as condições de trabalho e oportunidades de inclusão social e econômica de tais trabalhadores.
O governo pretende investir R$ 1,5 bilhão em projetos de tratamento de resíduos sólidos, na substituição de lixões e implantação da coleta seletiva e no financiamento de cooperativas de catadores. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, informou que R$ 1 bilhão já estão previstos no Orçamento de 2011 e que R$ 500 milhões virão da Caixa Econômica Federal.
As linhas de crédito poderão financiar a elaboração de planos estaduais e municipais de resíduos sólidos e cooperativas de catadores. “O dinheiro irá para prefeituras, catadores, estados, para todos aqueles que são objeto de financiamento pelo setor público. Às vezes, os municípios têm o projeto do aterro, mas não tem o dinheiro para fazer o estudo de impacto ambiental”, lembrou a ministra.
Com informações do site Ciclo Vivo
Fonte: www.ecodesenvolvimento.org.br

Norma ABNT NBR ISO 9001:2008 - Saiba mais sobre o Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ)

A ISO 9001 deixou de ser uma norma presente apenas no ambiente das grandes empresas para fazer parte de maioria das organizações industriais e de serviços no Brasil. 
O setor comercial ainda não percebe de forma acentuada as exigências dessa norma devido as características de seu negócio. Termos como ISO 9001, processos, qualidade, auditoria, requisitos, especificações e não conformidades estão virando rotina no ambiente de trabalho e geralmente os cursos sobre a norma não são muito baratos, a qualidade realmente é um tema caro, e geralmente complexo, pois exige conhecimentos sobre administração, engenharia, estatística e relações humanas. Se você ainda não leu a norma ou não participou de algum curso e está sendo exigido quanto a esse tema, então aproveite esse post para fazer uma introdução a Norma ISO 9001. O objetivo é que você não "fique a ver navios" quando ela for discutida em alguma reunião ou aparecer durante um bate papo informal.
Uma norma de Gestão que nasce no nível estratégico e é disseminada por todos os níveis da organização

A ISO 9001 é uma norma que define requisitos no âmbito da gestão empresarial, ela não define quais devem ser as características do seu produto ou qual o nível de ruído ideal no ambiente de trabalho, por exemplo. São apresentadas exigências na administração com um objetivo principal: gerenciar os requisitos do cliente para que o entendimento e atendimento desses requisitos sejam eficazes. De forma geral a a organização vai precisar levantar os requisitos do cliente, controlar documentos e registros, realizar medições, manter indicadores, propor melhorias no processo, e mais um conjunto de mudanças que vão impactar a forma como a organização é gerenciada. Se uma empresa é administrada atendendo os requisitos da ISO 9001, é bem provável que um profissional que conheça a norma saiba de grande parte das rotinas de trabalho dessa organização, então, ao ser admitido por uma empresa certificada ISO 9001 já vai começar na frente daqueles que não a conhecem.

O grande objetivo da norma é fazer com que as organizações atendam os requisitos do cliente. A idéia é ótima, só existe mercado se existir necessidades, se existem necessidades existem requisitos e para a organização ter sucesso no mercado deve identificar, monitorar e atender os requisitos do cliente.

Até aqui já podemos entender um grande conflito debatido por profissionais da área: a ISO 9001 existe pra dar dinheiro ou burocracia? Ela realmente exige mais procedimentos, controle de documentos e registros, auditorias, manuais, reuniões, pesquisas de satisfação, porém, isso é necessário para que os requisitos do cliente sejam melhor monitorados e atendidos. Se a organização usar essa estratégia corretamente, com certeza vai conseguir mais contratos e reter clientes.

Os oito princípios da ISO 9001

1 - Foco no Cliente;
2 - Liderança entre objetivos comuns;
3 - Envolvimento de todos;
4 - Abordagem de processos;
5 - Considerar o impacto de decisões em outros processos;
6 - Melhoria Contínua;
7 - Decisão baseada em dados;
8 - Benefícios mútuos entre clientes e fornecedores;

O Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ)

O SGQ tem por objetivo a melhoria contínua da organização, através do planejamento, controle e ações corretivas e preventivas. A norma está estruturada de acordo com a metodologia do PDCA.
Inicialmente é preciso determinar os requisitos do cliente e depois fornecer conforme o especificado, para isso a organização deve ter um processo de realização do produto com recursos e profissionais competentes. Após o fornecimento do produto a organização deve avaliar a satifação do cliente, e com base nesses resultados implementar as correções no sistema, o resultado é a melhoria contínua.



A família ABNT NBR ISO 9000

ISO 9000:2005 – Sistema de Gestão da Qualidade, Fundamentos e Vocabulário
ISO 9001:2008 – Sistema de Gestão da Qualidade, Requisitos
ISO 9004:2009 – Sistema de Gestão da Qualidade, Diretrizes para Melhoria de Desempenho

A 9001 é a norma que define os requisitos para um Sistema de Gestão da Qualidade, é através da dela que a organização poderá se preparar para uma certificação.

A estrutura da norma ISO 9001:2008

A norma ISO 9001:2008 está agrupada da seguinte forma:

0 - Introdução;
1 - Escopo;
2 - Referência Normativa;
3 - Termos e definições;
4 - Sistema de Gestão da Qualidade;
5 - Responsabilidade da Direção;
6 - Gestão de Recursos;
7 - Realização do Produto;
8 - Medição, análise e melhoria;

Note que a estrutura da norma segue as etapas da metodologia PDCA de melhoria contínua.
Certificação

As empresas podem ainda contratar empresas certificadoras que após uma auditoria de certificação, avaliarão a conformidade ou não do Sistema de Gestão da Qualidade e poderão emitir um certificado de conformidade, em geral válido por 3 anos. Este é o grande objetivo das empresas, seja por diferencial competitivo e marketing, ou por exigência de clientes, o importante é que a empresa tenha em mente que os requisitos existem para trazer benefícios para a organização e seus clientes independente de existir um certificado ou não.

AUDI AG no caminho da eletromobilidade


Mais de 65 milhões de euros investidos na criação de novo centro para teste de acionamento elétrico .Audi e-tron movido à energia elétrica. Estações de carregamento elétrico garantem a utilização de eletricidade verde.
São Paulo/Ingolstadt - A AUDI AG iniciou um novo projeto para tornar realidade a utilização de energia limpa na indústria automotiva. Trata-se do novo centro de pesquisa e estudos sobre o acionamento elétrico, em construção na principal fábrica da marca, na cidade de Ingolstadt, na Alemanha. Para tornar o projeto possível, cerca de 840 funcionários trabalham no desenvolvimento do novo espaço que será inaugurado neste ano.
“Com o novo centro de testes para sistemas de acionamento elétrico, chegamos a um marco importante no caminho para a mobilidade elétrica", disse Michael Dick, vice-presidente mundial de desenvolvimento técnico da AUDI AG. "Para criar o projeto, envolvemos todos os funcionários da área para gerar soluções e agilidade nos processos de desenvolvimento da nova fábrica”, completou o executivo.
Para a construção da nova área, que começou há dois anos, a Audi deverá consumir cerca de 65 milhões de euros. A nova planta terá 14 mil metros quadrados e abrigará todos os equipamentos de testes para tornar possível o acionamento elétrico eficiente. A princípio, o funcionamento da fábrica contará com testes individuais de componentes e, em seguida, deverá simular a interação de sistemas de transmissão e bateria eletrônica. Por fim, os veículos serão testados de forma integral, em ensaios em câmaras de simulação de altitude e congelamento.
Neste ano, a Audi deverá apresentar o primeiro carro testado no novo pólo de pesquisas, o Audi Q5 híbrido. Até o fim de 2012, a marca lançará também a versão elétrica do Audi R8 Spyder, além de sete modelos com tecnologia verde. O objetivo da companhia alemã é vender 1,5 milhões de unidades com funcionamento por meio de energia limpa.
Energia Solar para os modelos e-tron - Além do Centro de Pesquisa e Estudos sobre o Acionamento Elétrico, a AUDI AG investe sistematicamente na produção de energia limpa para abastecer tanto as unidades de produção, bem como os veículos verdes produzidos pela empresa.
O último investimento feito pela companhia foi a instalação de mais 7.500 metros quadrados de placas para captação de energia solar na fábrica de Ingolstadt (ALE). A energia captada, suficiente para atender cerca 180 famílias por um ano, será utilizada no edifício onde é produzido o Audi A3. Ao todo a Audi já instalou cerca de 12 mil metros quadrados de placas para captação de energia solar em suas unidades fabris.
Além da utilização da energia limpa na produção automotiva, o material captado servirá para abastecer os veículos verdes produzidos pela marca dos quatro anéis. Para isso, a Audi criou estações de carregamento elétrico em alguns pontos das fábricas de Ingolstadt e Neckarsulm com o objetivo de suprir a demanda dos veículos e-trons, que utilizam energia elétrica para o funcionamento.| www.audi.com.br. 

Bola de futebol que gera energia pode ajudar comunidades carentes