Key Players in the Wind Energy: Pausing for Thought

The wind industry has been a renewable energy star pupil since its widespread adoption but its teenage years are throwing up new and unfamiliar issues. 
 
By David Beattie, Associate Editor, Renewable Energy World magazine
 
London, UK -- According to the latest BTM 'World Market Update' report, approximately 23,000 turbines, capable of generating more than 38 GW of wind energy, were installed worldwide in 2009, pushing the global total to a figure in excess of 160 GW — a record year for the industry.

Ecocity 2020 : maior mina do mundo vira cidade sustentável

Livia Aguiar



O buracão da segunda maior mina já escavada pelo homem, na Rússia, será preenchido por uma cidade sustentável, que irá funcionar toda debaixo da terra.
Localizada na Sibéria, a mina de diamantes de Mirniy abriu uma cratera de um quilômetro de diâmetro e 550 m de profundidade! A Ecocity 2020 vai ser construída para preencher esse buraco da mina. Será uma cidade vertical com jardins, florestas, áreas de lazer, setores residenciais e comerciais.

Atualmente, o buraco parece um funil entupido…

Quem morar por lá vai ter que malhar as pernas (ou usar os prováveis elevadores e rampas) e também estará comprometido com reciclagem e reaproveitamento: as regras ambientais da cidade serão muito rígidas.
Haverá uma cúpula de vidro para cobrir todo o local, de forma a proteger a Ecocity das temperaturas extremas da Sibéria – lá, pode chegar a fazer -40ºC no inverno! O “teto” da cidade também terá células fotovoltaicas para gerar energia para todos os 100 mil habitantes que a cidade vai comportar. A construção da Ecocity é um grande passo para a Rússia e também para a engenharia e arquitetura sustentáveis: se der certo, vai virar um modelo de reaproveitamento de espaços devastados pela ação humana que eram considerados improdutivos.
(imagens: Evolo)

O verde que dá lucro

Por Tatiana Vaz
Finalmente as empresas brasileiras estão lucrando com a venda de créditos de carbono. E podem ganhar ainda mais nos próximos anos. 
 As empresas brasileiras, enfim, aprenderam a ganhar dinheiro com os créditos de carbono, espécie de moeda ambiental trocada por projetos que promovam a redução da emissão de gás carbono na atmosfera. A Suzano Papel e Celulose vendeu por US$ 100 mil, em junho deste ano, os créditos adquiridos com a não emissão de 25 mil toneladas de carbono. “Sabemos que esse será um dos negócios mais lucrativos no futuro”, diz Luiz Cornacchioni, diretor de relações institucionais da Suzano.
O valor poderia ser maior. Isso porque esses créditos foram provenientes de florestas nativas. As vendas resultadas dessa modalidade não são negociadas nas bolsas de valores credenciadas pela ONU. Por isso, esses créditos são vendidos a preços baixos até dez vezes menores, em mercados voluntários, como a Bolsa do Clima de Chicago. Em breve isso pode mudar.


Na 15ª Conferência Mundial das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, a ser realizada em dezembro, em Copenhague, na Dinamarca, o governo brasileiro irá propor que esses créditos sejam negociados nas bolsas credenciadas pela ONU. Se isso acontecer, tanto o País quanto as empresas brasileiras que mantêm áreas preservadas podem multiplicar seus ganhos com as não emissões.
“Apenas em 2008, as vendas de carbono feitas pelo Brasil somaram US$ 20,8 milhões”, afirma Maurik Jehee, superintendente das vendas de crédito de carbono do Santander Brasil. “Se as florestas do País pudessem ser vendidas nas bolsas certificadas pela ONU, esse número subiria para US$ 350 milhões ao ano”, completa Jehee. Segundo Bracelpa, Associação Brasileira de Celulose e Papel, apenas o setor de papel e celulose é capaz de gerar atualmente 42 milhões de toneladas de crédito de carbono. A mudança chegaria num momento especial para as empresas brasileiras. O motivo: depois de anos, elas começam a ganhar dinheiro com a venda de créditos de carbono.
Para se ter uma ideia, o Brasil é hoje o terceiro país que mais apresenta projetos de não emissão à ONU, atrás da China e da Índia, respectivamente. Esses processos evitaram que, em 2008, 35 milhões de toneladas de dióxido de carbono fossem jogadas no ar pelas companhias e algumas, finalmente, já começam a lucrar com isso.
Uma delas é a fabricante de papel e celulose International Paper, que realizou sua primeira venda de créditos no ano passado. Com a troca de energia combustível por limpa em uma das fábricas, a empresa deixou de emitir 211 mil toneladas de gás. Conclusão: os créditos foram vendidos por US$ 1,2 milhão na bolsa de valores de Chicago, nos EUA. Mais 78 mil toneladas deverão ser comercializadas no próximo ano.
“Estamos investindo em outras formas de redução porque queremos ganhar muito mais com isso”, afirma Robson Laprovitera, gerente florestal da International Paper. Se por enquanto os créditos emitidos por preservação de florestas têm de ser vendidos apenas em bolsas voluntárias, os provenientes de outros processos podem ser comercializados diretamente para empresas estrangeiras. Foi o que fez a siderúrgica Arcelor Mittal Tubarão.
A companhia recebeu em setembro o primeiro pagamento da venda que fez ao banco alemão KFW de 213 mil toneladas de gás deixados de emitir. Só nesta negociação, a Arcelor faturou e 2,6 milhões e a intenção é poluir menos para lucrar muito mais nos próximos anos. Um outro lote de 100 mil toneladas está sendo auditado para ser vendido ainda este ano. “Nas vendas diretas para empresas, a vantagem é que conseguimos barganhar preços melhores”, diz Luiz Antonio Rossi, gerente de meio ambiente.
Fonte: Isto é Dinheiro

O que é crédito de carbono?

Créditos de Carbono são certificados que autorizam o direito de poluir. O princípio é simples. As agências de proteção ambiental reguladoras emitem certificados autorizando emissões de toneladas de dióxido de enxofre, monóxido de carbono e outros gases poluentes.  

 
Inicialmente, selecionam-se indústrias que mais poluem no País e a partir daí são estabelecidas metas para a redução de suas emissões. A empresas recebem bônus negociáveis na proporção de suas responsabilidades. Cada bônus, cotado em dólares, equivale a uma tonelada de poluentes. Quem não cumpre as metas de redução progressiva estabelecidas por lei, tem que comprar certificados das empresas mais bem sucedidas.  O sistema tem a vantagem de permitir que cada empresa estabeleça seu próprio ritmo de adequação às leis ambientais.
Estes certificados podem ser comercializados através das Bolsas de Valores e de Mercadorias, como o exemplo do Clean Air de 1970, e os contratos na bolsa estadunidense. (Emission Trading – Joint Implementation).
  Há várias empresas especializadas no desenvolvimento de projetos que reduzem o nível de gás carbônico na atmosfera e na negociação de certificados de emissão do gás espalhadas pelo mundo se preparando para vender cotas dos países subdesenvolvidos e países em desenvolvimento, que em geral emitem menos poluentes, para os que poluem mais. Enfim, preparam-se para negociar contratos de compra e venda de certificados que conferem aos países desenvolvidos o direito de poluir.
 Crédito de Carbono é então, uma espécie de moeda ambiental, que pode ser conseguida por diversos meios:Projetos que absorvam GEE (Gases de Efeito Estufa) da atmosfera, reflorestamento, por exemplo:  
Redução das emissões provenientes da queima de combustíveis fósseis;


Substituição de combustíveis fósseis por  energia limpa e renovável, como eólica, solar, biomassa, PCH (Pequena Central Hidrelétrica) etc;  
 Aproveitamento das emissões que seriam de qualquer forma descarregadas na atmosfera (metano de aterros sanitários), para a produção de energia.
 No Brasil temos um grande potencial para a geração de “créditos de carbono”. O porte de nosso setor florestal é inigualável, nossa matriz energética é peculiar e não nos faltam fatores físicos, geográficos e climáticos favoráveis ao desenvolvimento de fontes energéticas ambientalmente sadias.
 
Como é feita a quantificação do carbono?
A quantificação é feita com base em cálculos, os quais demonstram a quantidade de dióxido de carbono a ser removida ou a quantidade de gases do efeito estufa que deixará de ser lançada na atmosfera com a efetivação de um projeto. Cada crédito de carbono equivale a uma tonelada de dióxido de carbono equivalente. Essa medida internacional foi criada para medir o potencial de aquecimento global (GWP – Global Warmig Potencial) de cada um dos seis gases causadores do efeito estufa. Por exemplo, o metano possui um GWP de 23, pois seu potencial causador do efeito estufa é 23 vezes mais poderoso que o CO2. Em países como a China e a Índia, ainda é utilizado na indústria de refrigeração, um gás chamado HFC 23 que possui um GWP de 11.700, ou seja, muito mais poderoso que o CO2 e que o CH4.
Esses países estão desenvolvendo projetos de MDL baseados na utilização de tecnologias para coletar e dissolver este gás.
Segunda a Ecosecurities, a tonelada de carbono está sendo vendida no Brasil, por cerca de US$ 5, devido ao risco Brasil.
Risco Brasil – no caso do Brasil, como também no da África, é exigida uma série de certificações e avais em função dos riscos de crédito, por todas as questões de credibilidade: o chamado “Risco Brasil”. O Brasil não é considerado no mercado internacional um bom pagador. Já tivemos escândalos financeiros que assustaram investidores sérios, atraindo ao país investimentos de curtíssimo prazo, capital especulativo e volátil, além dos chamados farejadores das Ilhas Cayman, que adoram negócios “nebulosos” para ancorar as operações de lavagem de dinheiro. Tudo isso entra na contabilidade dos empréstimos internacionais, e o risco que corremos é de acontecer de o dinheiro com taxa baixa ou a fundo perdido chegar na mão do pequeno com taxas altíssimas.
Não se deve esquecer ainda da vulnerabilidade deste indivíduo diante de contratos complexos, projetos duvidosos e pressões de especuladores, interessados em comprar terras abaixo do preço do mercado para se credenciarem a esses investimentos.

Perguntas comuns:
Possuo uma área com reflorestamento, posso ganhar créditos de carbono com isso?
R: Para que um projeto se encaixe dentro das regras do MDL este precisa cumprir um critério que se chama adicionalidade, segundo este, um projeto precisa: ou absorver dióxido de carbono da atmosfera (no caso de reflorestamentos) ou evitar o lançamento de gases do efeito estufa (no caso de eficiência energética). Além disso, por este critério, o projeto precisa adicionar alguma vantagem, a qual não ocorreria sem este. Ou seja, no caso de reflorestamentos já ocorridos, o projeto não apresenta a adicionalidade, pois o reflorestamento já existia na ausência do projeto.

Projetos de conservação de mata nativa ou manejo florestal podem se tornar projetos de MDL?
R: Por enquanto, quanto à obtenção de créditos de carbono, a conservação e o manejo florestal não se encaixam dentro dos pré-requisitos para projetos de MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo), ou seja, de comércio de carbono.
O mercado de carbono possui um critério que se chama adicionalidade, segundo este, um projeto precisa: ou absorver dióxido de carbono da atmosfera (no caso de reflorestamentos) ou evitar o lançamento de gases do efeito estufa (no caso de eficiência energética). Assim, no caso de conservação florestal, não há adicionalidade pois, sem o projeto, a absorção do CO2 já ocorreria naturalmente. Mas esta possibilidade está sendo amplamente discutida, e já existem algumas bolsas de participação voluntária que negociam estes créditos, fora do mercado vinculado ao Protocolo de Kyoto. Uma destas bolsas é a Chicago Climate Exchange. Existem também alguns fundos que apóiam este tipo de projeto, como o BioCarbon Fund, do Banco Mundial e o Climate Care (www.climatecare.org). Uma possibilidade concreta para incentivar a preservação de áreas de mata nativa é a criação de uma RPPN (Reserva Privada do Patrimônio Natural). Em alguns estados a criação dessas reservas possibilita a isenção de alguns impostos e a utilização dessas áreas para fins de educação ambiental e ecoturismo.
Para mais informações entre no site www.ibama.gov.br ou www.rppnbrasil.org.br

Fontes:

Brasil pode ser celeiro do mundo, diz Mapa

A liderança brasileira na produção agropecuária e o seu reconhecimento por mercados exigentes em todo o mundo se fizeram não só da porteira para fora, mas também além das fronteiras
 
 
O país é hoje o principal exportador mundial de café, açúcar, etanol e suco de laranja e desponta no mercado de carnes bovina e de frango. “O peso da agricultura no mercado internacional de alimentos é crescente e devemos ampliar ainda mais essa participação como fornecedores de produtos agropecuários ao mundo daqui para a frente”, afirma o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi.

Ele lembra que, nos últimos oito anos, as exportações cresceram 111%, passando de US$ 30,65 bilhões, em 2003, para US$ 64,78 bilhões, em 2009. O pico das vendas ocorreu em 2008, quando a balança comercial fechou o ano em US$ 71,84 bilhões, mas a previsão é que, em 2010, o total dessas vendas chegue a US$ 75 bilhões. Até novembro, as exportações de produtos agropecuários renderam ao país US$ 70,3 bilhões em divisas. Essa performance é 17,7% superior ao volume embarcado no mesmo período de 2009.

O agronegócio foi responsável por 42,5% das exportações brasileiras, em 2009, e esse percentual só não foi o maior da história por conta da queda de 14% nos preços das commodities agrícolas devido à crise financeira internacional de 2008, que é apontada como a maior desde a quebra da Bolsa de Nova York, em 1929.

Estratégia

As exportações brasileiras agrícolas começaram a ampliar sua participação no total mundial a partir de 2003, quando o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se propôs a dar ênfase à internacionalização do setor, com a geração de mais excedentes e ampliação do saldo da balança comercial. Em 2002, a participação do Brasil no comércio mundial total era de 1,2% e de 4,6% no comércio agrícola. Desde então, a fatia do país no setor agrícola aumentou. Foram 2,2 pontos percentuais para o agronegócio (6,8%) e 0,4 ponto (1,6%) em outros setores.

Nos últimos oito anos, as negociações internacionais experimentaram importância crescente. A agenda externa tornou-se mais proativa, a partir de missões frequentes e estratégicas organizadas pelo Ministério da Agricultura. Juntamente com representantes de outros governos, foi possível negociar a abertura oficial de mercados, como o da carne de aves para Coreia do Sul e China, e carne suína para o Vietnã. Além disso, o país conquistou a reabertura do acesso da carne bovina à África do Sul, Chile e Rússia, após o fechamento de mercados por causa dos focos de febre aftosa em Mato Grosso do Sul e Paraná, em 2005.

O secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Célio Porto, diz que ainda há desafios a serem superados nas negociações, em especial na ampliação do mercado da carne suína no Japão, Coreia do Sul, China e União Europeia. “Esses mercados são importantes e podemos ter uma participação ainda maior”, avalia. A expectativa é que, ainda em 2011, os norte-americanos deem o aval para as exportações de carnes bovina in natura e suína in natura.

Célio Porto explica que a produção brasileira ganhou destaque na vitrine internacional também por mérito das diversas ações de promoção comercial. O Ministério da Agricultura organizou a exposição de produtos em feiras e eventos do setor em países da Ásia, Oriente Médio e Europa.
 

Japão adia criação de sistema de cotas industriais de emissão de CO2

O governo do Japão decidiu nesta terça-feira (28) adiar até depois de 2013 a criação de um sistema de cotas de emissão de gases poluentes para a indústria, no meio de uma forte resistência do setor empresarial, informou a agência local Kyodo.


O Partido Democrático do Japão (PD) propôs a criação deste sistema de cotas mais estrito durante as eleições gerais de agosto de 2009, mas no início deste mês quis prorrogar o prazo de aplicação da medida pela oposição empresarial.
Este sistema para controlar as emissões de carbono propõe fixar cotas para cada empresa japonesa e aquelas que excederem o limite comprarão direitos de emissão de outras companhias mais limpas.
O governo japonês, que se comprometeu a reduzir suas emissões de dióxido de carbono em 25% em 2020 frente ao nível de 1990, apresentou recentemente um projeto de lei para resistir aos efeitos do aquecimento global, que inclui a introdução de um imposto meio ambiental e a compra a um preço fixo de eletricidade gerada por energias alternativas.
O novo imposto se traduziria em um aumento dos encargos sobre a gasolina, o gás natural e o carvão, que serão aplicados em vários períodos desde outubro de 2011.
O governo do primeiro-ministro, Naoto Kan, decidiu analisar “cuidadosamente” a proposta para fomentar a partir de 2012 o uso de energias renováveis, entre elas a solar e a eólica, embora tudo aponte que encontrará oposição da indústria energética, segundo alguns analistas. (Fonte: Folha.com)

RIO GRANDE DO NORTE vira modelo de Energia Renovável

Não é só pelas belas praias e dunas que o vento está soprando a favor do Rio Grande do Norte. 

A partir de agora, o Estado pode ser considerado referência nacional em fontes de energia alternativa. Até 2013 a região receberá 69 parques eólicos, com obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que demandarão investimento de R$ 8 bilhões e a tornará exportadora de energias para outros estados brasileiros. 

O governo local está se esforçando para tirar o melhor proveito dos investimentos em energia eólica, que representam quase um quarto do PIB potiguar de 2008, de R$ 25,5 bilhões.

O Rio Grande do Norte já se destaca no setor eólico há alguns anos, desde a construção de uma instalação no Município do Rio do Fogo (a 60 km de Natal). O Parque Eólico Rio do Fogo está em operação comercial desde Julho de 2006 e têm 49.3 MW de potência instalada. 

Atualmente, apenas 1% da energia gerada no mundo provém deste tipo de fonte porque a energia gerada por uma central eólica custa entre 60% e 70% a mais que a mesma quantidade gerada por uma usina hidrelétrica. 

Em entrevista à Nicomex Notícias, o consultor de Novos Negócios da Empresa Verde Consultoria, Gilbert Simionato, diz que o Brasil já poderia estar no topo do pódio em virtude do vasto potencial de energias renováveis.

“O país vem desperdiçando oportunidades de explorar fontes de energia limpa, o grande motor para o desenvolvimento em tempos de mudanças climáticas”, completa Gilbert

Outra questão que o consultor apresenta passa pelas emissões vindas do setor energético, onde a meta do governo é permitir que esse tipo de geração, que hoje representa 16,5% do total emitido, dobre em dez anos. 

O governo usa a desculpa de que, como as emissões desse tipo são baixas, não há problemas em aumentá-las. 

De acordo com Gilbert, se o governo fizesse a mesma campanha que tem feito sobre o pré-sal, o cenário mudaria em muito pouco tempo.

Natal receberá mais investimentos

As obras do PAC incluem a ampliação do porto de Natal (a segunda desde 2008, com investimento total de mais de R$ 200 milhões) e a construção do Terminal Pesqueiro Público de Natal (cerca de R$ 36 milhões). 

Essas obras possibilitarão ao Rio Grande do Norte receber embarcações de grande porte, inclusive internacionais, para recolher seus valiosos atuns, dos quais é o maior produtor e exportador do país. 

Também ficará perto de Natal, em Macaíba, cidade com um parque industrial expressivo, uma das duas Zonas de Processamento de Exportação (ZPE) que o Estado planeja construir.

Em nota enviada pela Secretaria do Desenvolvimento Econômico do Estado do Rio Grande do Norte, o governo afirma que também está trabalhando para que os investimentos se espalhem pelo interior do Estado, que tem menos de 53 mil km² de área e cerca de 3,2 milhões de habitantes. 

Mas os projetos do PAC não vão nessa direção, apesar dos benefícios que acarretarão. Concentram-se na capital e cidades próximas, e na região de Mossoró, onde está a Petrobras.

Por Rodrigo Leitão
rodrigo.leitao@nicomexnoticias.com.br