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Evento debate indicadores de sustentabilidade para empresas de mídia

UNESCO
Nos dias 21 e 22 de outubro acontece em Brasília o seminário latino-americano “Indicadores de sustentabilidade para o setor de mídia”. 
O evento objetiva discutir, com representantes dos meios de comunicação e de entidades sociais de toda a região, a primeira versão de uma ferramenta que vem sendo desenvolvida no plano internacional sob coordenação da organização Global Reporting Initiative (GRI): o Suplemento Setorial de Indicadores de Sustentabilidade para Empresas de Mídia. O seminário ocorre por iniciativa da Agência de Notícias dos Direitos da Infância (ANDI), Fundação AVINA, Representação da UNESCO no Brasil, Fundación Nuevo Periodismo Iberoamericano (FNPI) e Universidade Javeriana da Colômbia, com apoio da Fundação Ford.
O evento faz parte de processo iniciado pela Fundação AVINA, por meio de seu escritório da Colômbia, visando oferecer às empresas do campo da comunicação instrumentos confiáveis para a elaboração de diagnósticos com foco em suas ações de responsabilidade social corporativa. Como base para este processo, está sendo utilizada a metodologia do GRI, organização internacional com sede na Holanda, que desenvolveu um quadro de referência para relatórios de sustentabilidade adotado atualmente pelas maiores companhias do planeta (Petrobras, Holcim, Shell, Cemex, Bradesco, Itaú Unibanco, Symantec, Merck, Coca Cola e Repsol são alguns exemplos).
Participam do encontro tanto profissionais de empresas de comunicação quanto representantes de organizações com interesse no setor, vindos da Argentina (Telefe, Periodismo Social), Chile (El Mercurio), Equador (El Universo), Paraguai (Última Hora) e Peru (RPP). Do Brasil, estarão presentes Rede Globo de Televisão, O Estado de S. Paulo, Grupo Abril, Associação Nacional de Editores de Revistas, Associação Nacional de Jornais, Federação Nacional de Jornalistas, IPEA, Coletivo Intervozes, Observatório da Imprensa, Rede Nacional de Observatórios de Imprensa e Laboratório de Políticas de Comunicação da Universidade de Brasília. O Centro de Desenvolvimento das Telecomunicações e Acesso à Sociedade da Informação na América Latina (CERTAL) também integra o grupo.
A Representação da UNESCO no Brasil se soma a esta iniciativa em um esforço regional de colocar em destaque o aprofundamento do debate sobre indicadores para o setor, tendo como guarda-chuva os Indicadores de Desenvolvimento da Mídia lançados pela organização em 2008. Andrew Puddephat, consultor da organização e fortemente envolvido na concepção dos indicadores da UNESCO, estará presente no evento.
Indicadores setoriais
O GRI tem formatado, além de seu conjunto de indicadores básicos, uma série de parâmetros adicionais para setores empresariais específicos. É nesse contexto que, desde 2008, teve início a construção de um complemento dirigido ao setor da mídia. A versão preliminar dos indicadores foi elaborada por um Grupo de Trabalho formado por representantes de empresas de comunicação e de organizações da sociedade civil. Entre as primeiras, podem ser citadas Warner Brothers, Vivendi, Berteslmann, BBC, The Guardian, Australian Broadcasting Corporation e Grupo Clarín. Já entre os stakeholders, participam especialistas de entidades como Transparência Internacional, Federação Internacional de Jornalistas, Global Forum for Media Development e The Nature Conservancy. Da América Latina, estão presentes ANDI e Alianzas para la Sostenibilidad (ALISOS).
Os resultados do seminário que se realiza em Brasília serão apresentados ao Grupo de Trabalho, que também recebeu contribuições à proposta inicial do instrumento por meio de consulta pública na internet. A nova versão do Suplemento de Indicadores de Sustentabilidade para o Setor de Mídia deverá ser disponibilizada para uma segunda rodada de comentários no início do próximo ano. Posteriormente o documento consolidado será entregue ao Comitê Técnico Assessor do GRI para aprovação. Espera-se que em setembro de 2011 a nova ferramenta esteja oficialmente integrada ao sistema do GRI, podendo então ser adotada por qualquer empresa do campo da comunicação.

ABESCO lança programa de qualificação técnica para empresas de serviços de conservação de energia

Através de uma parceria com a Fundação Santo André – FSA, a Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (ABESCO) anuncia um programa de qualificação das especialidades técnicas de seus associados. Pretende iniciar também, em paralelo, um Programa de Capacitação a fim de desenvolver ainda mais, o crescimento técnico e gerencial de seus associados.

Para viabilizar o Projeto, a ABESCO celebrou um contrato de parceria com a GTZ (Cooperação Técnica do Governo Alemão) que vai possibilitar franquear às empresas associadas 90% dos custos envolvidos no processo de avaliação documental a ser feito pela Fundação Santo André.

O Presidente da entidade, José Starosta , enfatiza que o mercado nacional de Eficiência Energética cresce em média 25% ao ano; e que o potencial de redução no consumo de todas as fontes energéticas -segundo estudos feitos pela ABESCO- pode chegar a R$ 9 bilhões ao ano. “As Escos são empresas que tem como negócio principal, a busca pela redução deste desperdício. Para o desenvolvimento do Programa foi considerado o aumento da visibilidade de ESCOs de médio e pequeno porte que possuem em seu portfólio projetos de excepcional qualidade técnica e que poderão ser replicados ao mercado.”

Outras considerações positivas serão:

• desenvolvimento profissional das equipes das ESCOS;
• reforço de posição no mercado das ESCOs;
• apoio aos procedimentos de seleção de ESCOs pelo mercado;
• apoio aos programas de incentivos à promoção da eficiência energética;
• critério na recomendação às instituições que oferecem financiamento;
• aumento da confiança, da credibilidade e conseqüente crescimento do setor;

Para se ter uma idéia das oportunidades desse mercado, o Presidente cita estudo recente da CNI (Confederação Nacional da Indústria) mostrando que o potencial técnico de redução é de 25,7% do consumo global de energia da indústria e que, as maiores oportunidades neste setor, estão em combustíveis (82%) com predominância em caldeiras e fornos. “Além disso, o potencial técnico de economia com energia elétrica, apenas em motores, é de R$ 6,8 bilhões ao ano”, conclui o executivo.

Workshop – Início do programa.
Para garantir a perfeita compreensão da metodologia do programa e dos detalhes do processo; ao mesmo tempo em que já oferece atualização técnica, a ABESCO realizará um Workshop com palestras técnicas. O evento será realizado nos dias 25 e 26 de outubro e é patrocinado pelas empresas SCHNEIDER e INTRAL (com inscrições até dia 15 de outubro) nos segmentos de automação e iluminação respectivamente.

ABESCO
A Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia, Abesco, representa mais de 80% de todo o setor de preservação e economia de energia do País. Fundada em 1997, com abrangência nacional, a Abesco reúne 25 fabricantes de produtos e provedores de soluções de energia eficiente; instituições acadêmicas; agentes do setor energético; além de 60 empresas na categoria ESCO (serviços de conservação de energia).

Entre as ESCO nacionais encontram-se desde consultorias especializadas em redução de consumo, até empresas inteiramente aparelhadas, e de portes variados, para promover a gestão eficiente no consumo de energia; todas aptas para atendimento e execução não importando o tamanho e setor de seus clientes.

Mais informações para a imprensa:
ABESCO – F: 3549-4525 - abesco@abesco.com.br

Google integra projeto de energia eólica de US$ 5 bi nos EUA

O Google decidiu colocar recursos em um projeto de 5 bilhões de dólares que prevê a instalação de uma linha de transmissão de energia elétrica que interligará usinas eólicas construídas no mar à populosa costa leste dos Estados Unidos. 

A decisão, que surge em um momento no qual uma dezena de projetos de energia eólica foram propostos na costa leste dos EUA, sem que nenhum deles tenha sido construído, marca a mais recente incursão do gigante das buscas online em negócios distantes da origem da empresa, e acompanha investimentos em energia solar e planos para desenvolver um carro que não precisa de motorista.
O Google, que tem cerca de 30 bilhões de dólares em caixa, não informou quanto investiu para comprar 37,5 por cento de participação no projeto, o Atlantic Wind Connection, mas os projetistas disseram que a rodada inicial de financiamento chegou às dezenas de milhões de dólares.
A Marubeni, do Japão, e a Good Energies, uma empresa de investimento de Nova York, se uniram ao Google no financiamento da rede elétrica submarina de 563 quilômetros, que será instalada pela Trans-Elect, uma empresa especializada em linhas de transmissão de energia.
O cabo ajudará os envolvidos em projetos de energia eólica marinha a superar seu principal desafio em termos de custos: como conectar suas turbinas à rede elétrica de uma maneira que permita vender a energia produzida pelo vento no mar a múltiplos clientes.
"Isso servirá como uma via expressa para a energia limpa, com rampas de acesso para os complexos eólicos e capacidade de expansão inteligente", disse Rick Needham, diretor de operações ecológicas do Google, em entrevista coletiva em Washington. "Podemos ajudar a acelerar a criação de um setor industrial capaz de fornecer milhares de empregos."
O investimento inicial das empresas no projeto será de dezenas de milhões de dólares, disseram executivos em conversa telefônica com jornalistas.
A Trans-Elect antecipa que o primeiro segmento do projeto, cuja construção deve começar em 2013, custe 1,8 bilhão de dólares.
O Google descreveu sua participação inicial de 37,5 por cento no projeto como "estágio inicial", deixando aberta a possibilidade de que outros investidores ou financiadores participem da construção em si.
Apesar da indústria de energia renovável ter recebido bem o projeto, alguns citam que a linha de transmissão ligando o continente às turbinas no mar é apenas um de muitos obstáculos enfrentados pelo setor. Há ainda uma complexa série de permissões governamentais que tem atrasado projetos por quase uma década e falta de clareza num marco regulatório para energia e política ambiental em Washington, onde o Congresso dos EUA não parece propenso a aprovar ainda no mandato do presidente Barack Obama um amplo projeto sobre o clima.
A falta de espaço para turbinas eólicas na densamente povoada costa leste dos Estados Unidos tem incentivado planos para a instalação de turbinas no mar. O projeto do cabo que recebeu apoio do Google será capaz de transmitir cerca de 6 gigawatts de eletricidade, suficiente para atender cerca de 1,9 milhão de residências.
O projeto envolve apenas a linha de transmissão, o que significa que outros investidores terão que financiar e construir as turbinas eólicas. 

Software da Embrapa avalia sustentabilidade de fazendas do Pantanal

A ideia do projeto é, em breve, funcionar como subsídio para avaliações mais profundas, como as feitas por certificadoras ambientais, que conferem selos à produção sustentável.
Da Redação, com agência


São Paulo - Com cerca de 90% de seu território dividido em fazendas, o Pantanal acaba de ganhar uma ferramenta para avaliar a sustentabilidade dessas propriedades.

A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) Pantanal, após oito anos de estudo, desenvolveu um software que mede o desempenho das fazendas em três frentes: ambiental, econômica e social. Pecuária é a principal vocação da região, dizem pesquisadores

O programa - que será lançado em novembro no Simpan (Simpósio sobre Recursos Naturais e Socioeconômicos do Pantanal)-- junta essas informações e chega a uma nota que diz se a fazenda é ou não sustentável.

"O Pantanal tem características muito particulares, que fazem com que os conceitos aplicados em outros ecossistemas não sirvam como parâmetro", afirma Walfrido Tomás, responsável pelos indicadores ambientais.

Segundo a Embrapa, a inclusão dos fazendeiros no processo de conservação é essencial, porque a maior parte das terras pantaneiras não pertencem ao Estado, diferentemente de outros ecossistemas, como a Amazônia.

A ideia do projeto é, em breve, funcionar como subsídio para avaliações mais profundas, como as feitas por certificadoras ambientais, que conferem selos à produção sustentável.

Após o lançamento, o programa será distribuído para alguns produtores e também estará disponível na internet gratuitamente.

A Embrapa afirma que vai investir em cursos de capacitação para os produtores e seus funcionários. O objetivo, de acordo com o órgão, é que a avaliação seja cada vez mais simples para o fazendeiro. Quase intuitiva.

A plataforma foi pensada para levar em consideração a imprevisibilidade do ambiente e também a interação entre os indicadores. As informações são da Folha Online.