ECOLOGIA E SUAS DIVISÕES: Ambiental, Social, Mental e Integral.




Ambiental
Ecologia ambiental
Esta primeira vertente se preocupa com o meio ambiente, para que não sofra excessiva desfiguração, com qualidade de vida e com a preservação das espécies em extinção. Ela vê a natureza fora do ser humano e da sociedade. Procura tecnologias novas, menos poluentes, privilegiando soluções técnicas. Ela é importante porque procura corrigir os excessos da voracidade do projeto industrialista mundial, que implica sempre custos ecológicos altos.
Se não cuidarmos do planeta como um todo, podemos submetê-lo a graves riscos de destruição de partes da biosfera e, no seu termo, inviabilizar a própria vida no planeta.

Social
Ecologia social
A segunda _a ecologia social_ não quer apenas o meio ambiente. Quer o ambiente inteiro. Insere o ser humano e a sociedade dentro da natureza. Preocupa-se não apenas com o embelezamento da cidade, com melhores avenidas, com praças ou praias mais atrativas. Mas prioriza o saneamento básico, uma boa rede escolar e um serviço de saúde decente. A injustiça social significa uma violência contra o ser mais complexo e singular da criação que é o ser humano, homem e mulher. Ele é parte e parcela da natureza.
A ecologia social propugna por um desenvolvimento sustentável. É aquele em que se atende às carências básicas dos seres humanos hoje sem sacrificar o capital natural da Terra e se considera também as necessidades das gerações futuras que têm direito à sua satisfação e de herdarem uma Terra habitável com relações humanas minimamente justas.
Mas o tipo de sociedade construída nos últimos 400 anos impede que se realize um desenvolvimento sustentável. É energívora, montou um modelo de desenvolvimento que pratica sistematicamente a pilhagem dos recursos da Terra e explora a força de trabalho.
No imaginário dos pais fundadores da sociedade moderna, o desenvolvimento se movia dentro de dois infinitos: o infinito dos recursos naturais e o infinito do desenvolvimento rumo ao futuro. Esta pressuposição se revelou ilusória. Os recursos não são infinitos. A maioria está se acabando, principalmente a água potável e os combustíveis fósseis. E o tipo de desenvolvimento linear e crescente para o futuro não é universalizável. Não é, portanto, infinito. Se as famílias chinesas quisessem ter os automóveis que as famílias americanas têm, a China viraria um imenso estacionamento. Não haveria combustível suficiente e ninguém se moveria.
Carecemos de uma sociedade sustentável que encontra para si o desenvolvimento viável para as necessidades de todos. O bem-estar não pode ser apenas social, mas tem de ser também sociocósmico. Ele tem que atender aos demais seres da natureza, como as águas, as plantas, os animais, os microorganismo, pois todos juntos constituem a comunidade planetária, na qual estamos inseridos, e sem os quais nós mesmos

Mental
Ecologia mental
A terceira, a ecologia mental, chamada também de ecologia profunda, sustenta que as causas do déficit da Terra não se encontram apenas no tipo de sociedade que atualmente temos. Mas também no tipo de mentalidade que vigora, cujas raízes alcançam épocas anteriores à nossa história moderna, incluindo a profundidade da vida psíquica humana consciente e inconsciente, pessoal e arquetípica.
Há em nós instintos de violência, vontade de dominação, arquétipos sombrios que nos afastam da benevolência em relação à vida e à natureza. Aí dentro da mente humana se iniciam os mecanismos que nos levam a uma guerra contra a Terra. Eles se expressam por uma categoria: a nossa cultura antropocêntrica. O antropocentrismo considera o ser humano rei/rainha do universo. Pensa que os demais seres só têm sentido quando ordenados ao ser humano; eles estão aí disponíveis ao seu bel-prazer. Esta estrutura quebra com a lei mais universal do universo: a solidariedade cósmica. Todos os seres são interdependentes e vivem dentro de uma teia intrincadíssima de relações. Todos são importantes.
Não há isso de alguém ser rei/rainha e considerar-se independente sem precisar dos demais. A moderna cosmologia nos ensina que tudo tem a ver com tudo em todos os momentos e em todas as circunstâncias. O ser humano esquece esta realidade. Afasta-se e se coloca sobre as coisas em vez de sentir-se junto e com elas, numa imensa comunidade planetária e cósmica. Importa recuperarmos atitudes de respeito e veneração para com a Terra.
Isso somente se consegue se antes for resgatada a dimensão do feminino no homem e na mulher. Pelo feminino o ser humano se abre ao cuidado, se sensibiliza pela profundidade misteriosa da vida e recupera sua capacidade de maravilhamento. O feminino ajuda a resgatar a dimensão do sagrado. O sagrado impõe sempre limites à manipulação do mundo, pois ele dá origem à veneração e ao respeito, fundamentais para a salvaguarda da Terra. Cria a capacidade de re-ligar todas as coisas à sua fonte criadora que é o Criador e o Ordenador do universo. Desta capacidade re-ligadora nascem todas as religiões. Precisamos hoje revitalizar as religiões para que cumpram sua função religadora.

Integral
Ecologia integral
Por fim, a quarta - a ecologia integral - parte de uma nova visão da Terra. É a visão inaugurada pelos astronautas a partir dos anos 60 quando se lançaram os primeiros foguetes tripulados. Eles vêem a Terra de fora da Terra. De lá, de sua nave espacial ou da Lua, como testemunharam vários deles, a Terra aparece como resplandecente planeta azul e branco que cabe na palma da mão e que pode ser escondido pelo polegar humano.
Daquela perspectiva, Terra e seres humanos emergem como uma única entidade. O ser humano é a própria Terra enquanto sente, pensa, ama, chora e venera. A Terra emerge como o terceiro planeta de um Sol que é apenas um entre 100 bilhõesbilhões de outras do universo, universo que, possivelmente, é apenas um entre outros milhões paralelos e diversos do nosso. E tudo caminhou com tal calibragem que permitiu a nossa existência aqui e agora. Caso contrário não estaríamos aqui. Os cosmólogos, vindos da astrofísica, da física quântica, da biologia molecular, numa palavra, das ciências da Terra, nos advertem que o inteiro universo se encontra em cosmogênese. Isto significa: ele está em gênese, se constituindo e nascendo, formando um sistema aberto, sempre capaz de novas aquisições e novas expressões. Portanto ninguém está pronto. Por isso, temos que ter paciência com o processo global, uns com os outros e também conosco mesmo, pois nós, humanos, estamos igualmente em processo de antropogênese, de constituição e de nascimento.
Três grandes emergências ocorrem na cosmogênese e antropogênese: (1) a complexidade/diferenciação, (2) a auto-organização/consciência e (3) a religação/relação de tudo com tudo. A partir de seu primeiro momento, após o Big-Bang, a evolução está criando mais e mais seres diferentes e complexos (1). Quanto mais complexos mais se auto-organizam, mais mostram interioridade e possuem mais e mais níveis de consciência (2) até chegaram à consciência reflexa no ser humano. O universo, pois, como um todo possui uma profundidade espiritual. Para estar no ser humano, o espírito estava antes no universo. Agora ele emerge em nós na forma da consciência reflexa e da amorização. E, quanto mais complexo e consciente, mais se relaciona e se religa (3) com todas as coisas, fazendo com que o universo seja realmente uni-verso, uma totalidade orgânica, dinâmica, diversa, tensa e harmônica, um cosmos e não um caos.
As quatro interações existentes, a gravitacional, a eletromagnética e a nuclear fraca e forte, constituem os princípios diretores do universo, de todos os seres, também dos seres humanos. A galáxia mais distante se encontra sob a ação destas quatro energias primordiais, bem como a formiga que caminha sobre minha mesa e os neurônios do cérebro humano com os quais faço estas reflexões. Tudo se mantém religado num equilíbrio dinâmico, aberto, passando pelo caos que é sempre generativo, pois propicia um novo equilíbrio mais alto e complexo, desembocando numa ordem, rica de novas potencialidades.
Fonte: Diário do Verde - 2009/2010 . All rights reserved. Todos os direitos reservados. / Antonio Gabriel Cerqueira Gonçalves

Você sabia?

Cobertura Refletiva (White Roof)

Imagem Simplesmente pintando com uma tinta refletiva o topo da edificação, você consegue diminuir em até 30 graus a temperatura da superfície pintada em um dia de verão.
Dados da Environmental Energy Technologies Division, dos Estados Unidos, mostram que os revestimentos brancos são capazes de refletir de 70 a 80% da energia do sol. E diminuem o gasto com ar-condicionado em até 20%.

Benefícios dos telhados brancos:

- Diminuição das ilhas de calor dos prédios/casas;
- Diminuição da emissão de CO2.
- Ajuda a refletir raio solar de volta para espaço;
- Fácil aplicação e pouca manutenção;
- Resultado imediato;
- Reduz custo de ar condicionado em até 20%;
- Ação eficiente no combate ao aquecimento global.

Teto Verde

Imagem Uma medida que alia estética, modernidade e conscientização. Ideal para grandes edifícios, consiste no plantio de um jardim, recobrindo todo o telhado.
A vegetação tem um grande potencial de absorção de raios solares e água das chuvas, tornando todo o ambiente a seu redor muito mais fresco. Uma simulação realizada pela Environmental Protection Agency (EPA), mostra que aumentar em 5% a extensão de áreas verdes na cidade de Los Angeles permitiria baixar a temperatura do verão em cerca de 4 graus e reduzir em 10% a poluição.

Benefícios dos telhados verdes:


- Controle do fluxo de água pluvial e redução de enchentes;
- Diminuição das ilhas de calor dos prédios/casas;
- Economia com gastos de energia (ar condicionado);
- Redução da reverberação de som, que proporciona maior conforto acústico.

Este é um programa do Green Building Council Brasil em prol da qualidade de vida em cidades de todo o Brasil.Com o One Degree Less é possível diminuir a temperatura das ilhas de calor nos grandes centros urbanos em 1 grau.
E o melhor: de uma maneira realmente simples.
Isso significa mais conforto para todos que vivem nas cidades. E também mais economia de energia.

Para informações completas acesse o site do evento:

Tamarana Metais, Joyful e Masisa apresentam práticas de sucesso na BAWB

Conferência sobre práticas sustentáveis em negócios acontece dias 31 de agosto e 1º de setembro, em Londrina. As inscrições podem ser feitas no site www.bawb.org.br 
O que as empresas Tamarana Metais, de Tamarana, Joyful, de Curitiba, e Masisa, de Ponta Grossa, têm em comum? Todas possuem experiências inovadoras que transformam práticas sustentáveis em negócios. Os exemplos bem sucedidos serão apresentados dia 1º de setembro na Conferência BAWB (Business as an Agent of World Benefit - Empresas como Agentes em Benefício do Mundo) 2010, que acontece em Londrina. A Tamarana Metais apresentará o Programa de Responsabilidade Ambiental Compartilhada (Prac), desenvolvido em conjunto com a Rondopar Energia Acumulada Ltda. Já a Joyful, empresa de confecção de Curitiba, apresentará o Malha Eco Chic, um projeto pioneiro no Brasil, que prevê a aplicação do conceito da sustentabilidade em todo o processo produtivo das peças da Joyful, desde o tipo de matéria-prima utilizada para a confecção das roupas até o ponto de venda. Já a Masisa, de Ponta Grossa, fabricante de painéis para a indústria moveleira e arquitetura de interiores, apresentará a gestão pelo Triplo Resultado, uma forma de gestão que avalia não apenas os resultados financeiros, mas também sociais e ambientais de cada decisão de negócios
O evento
A abertura do evento será dia 31, com a palestra do professor do Departamento de Operações da FGV-EAESP, Moysés Simantob, que falará sobre como criar valor sustentável para os negócios. A conferência, realizada pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Sesi-PR e Unindus, universidade corporativa do Sistema Fiep, com o patrocínio do Sesi Nacional, será a primeira de uma série, em todas as regiões do Brasil. A Conferência BAWB acontece no Village Praça de Eventos (Rod. 165, Cambé).
As inscrições podem ser feitas aqui.

Sustentar o quê, para quem?

Ambiente: No mundo dos economistas, cultiva-se o mito de que existe um sistema neutro para a natureza.
Ao ler as entrevistas que integram o excelente livro "O Que os Economistas Pensam sobre Sustentabilidade", do jornalista Ricardo Arnt, somos tomados por uma sensação de abandono e falta de respostas claras sobre as ações necessárias para mudar nosso rumo, ao lado do pouco tempo para responder aos estragos já impostos aos mecanismos de sustentação da vida na Terra. Tudo depende daquilo em que acreditamos: como não são os humanos que dão as regras, mas o planeta, torna-se inaceitável o mito de total separação entre economia e ambiente, presente na maioria das análises.
A economia tem ignorado as questões ambientais e sociais, apesar de tantas evidências. É um erro científico monumental. Ao bicho da economia não importa de onde vêm os recursos, nem para onde vão os dejetos. Ele só tem sistema circulatório, só gera benesses que se somam no PIB e flutuam num Jardim do Éden. Esse mundo de faz de conta poderia estar até em Marte, e as conclusões seriam as mesmas.
Não é mencionada nas entrevistas a maior extinção em massa da vida deste planeta nos últimos 65 milhões de anos, causada pela pressão humana sobre os ecossistemas finitos da Terra. O paleontólogo e biólogo Stephen Jay Gould (1941-2002) escreveu que é muita ingenuidade achar que essa extinção jamais vai se voltar contra seus causadores, já que na Terra todos os seres vivos dependem de todos os seres vivos e respectivos ecossistemas. Aquecimento global não é o problema, mas um deles. E nem é o mais importante, além de ser mera consequência. Faltou, na maioria das entrevistas, dar ênfase às causas - uma delas, o crescimento econômico -, mencionadas com clareza e crítica apenas por José Eli da Veiga e Ricardo Abramovay.
Nelson Perez/Valor
Foto Destaque
Os conceitos de energia limpa e de economia de baixo carbono precisam ser aprimorados, porque produzir mais energia, mesmo com processos mais avançados, não significa ter melhores resultados (na foto, usina de álcool)
Vários economistas entrevistados raciocinam sob influência dos erros da teoria neoclássica, segundo a qual a economia pode ser maior que o planeta. Não se trata mais de discutir quem está certo ou errado, mas de discriminar as visões de mundo que estão em acordo ou desacordo com a realidade complexa à nossa volta. A economia aplicada, baseada em premissas falsas, sofreu uma quebra de paradigma que, estranhamente, ainda não foi reconhecida pelos seus principais usuários.
As citações do matemático e economista Nicholas Georgescu-Roegen (1906-1994) ignoram a dureza da sua crítica irrefutável. Com sua profunda análise do sistema econômico nos anos 1970, ele previu as tragédias planetárias dos anos 1990 em diante: "Se a economia do descarte imediato dos bens e do desperdício continuar, seremos capazes de entregar a Terra ainda banhada de sol apenas à vida bacteriana".
Se esse vaticínio tivesse sido incorporado ao pensamento econômico como uma contribuição, e não como heresia, teria evitado a maior parte das catástrofes já observadas.
Esse desastre não diz respeito às gerações futuras, pois quem já sofre os danos são as gerações atuais, viventes. Não dá mais para achar o contrário, como na resposta do professor Antonio Delfim Netto, quando lhe foi perguntado se não o preocupava a finitude da capacidade de resistência do planeta: "Eu me preocupo, mas o que posso fazer? Esse futuro eu não vou viver". Essa perda de referência nos faz imaginar que não temos mesmo nada a fazer. Temos sim.
Para falar de sustentabilidade, os economistas devem iniciar pela crítica de Roegen, que recorre às leis da mecânica clássica para explicar processos econômicos. Cultiva-se o mito de um sistema econômico neutro para a natureza: podemos passar um trator na Amazônia, dar marcha à ré e nada aconteceria, porque o sistema econômico é neutro, previsível e absolutamente reversível.
Isso cria ideias estapafúrdias, como a infinita substituição dos recursos da natureza, mas o pecado maior apareceu na teoria de crescimento de Robert Solow: um dia, o ser humano será capaz de produzir outros fatores materiais que não os da natureza - esse capital (máquinas, equipamentos etc.) seria um perfeito substituto da natureza. Não existem outros fatores materiais que não os da natureza, avisam os físicos à sua irmã siamesa, a economia.
O mito da tecnologia aparece amiúde nas respostas dos entrevistados, como solução milagrosa dos problemas, mas há oposição: Eduardo Giannetti e outros pedem que não se conte com milagres tecnológicos. Ao mito do crescimento eterno junta-se outro que tudo justifica: todas as benesses sociais derivam do crescimento. Os economistas precisam também reavaliar os resultados sociais. Há pinceladas sobre esse tema nas entrevistas, mas nada conclusivo.
O Clube de Roma apenas evidenciou, tal como Roegen, que há limite para a economia dentro de um planeta finito. Essa visão simples continua válida, com vários graus de acerto. Não há exercício de futurologia aí. Apenas, recomenda-se reconhecer a incompatibilidade de um subsistema sempre crescente dentro de um planeta finito.
Pouco entendimento é mostrado por grande parte dos entrevistados sobre o cálculo da Global Footprint Network, pelo qual hoje a humanidade já faz uso de 1,3 planeta e não há mais tempo para a regeneração da maior parte dos 20 serviços ecológicos de sustentação da vida, que já estão em colapso.
A mesma conclusão está presente nos dois relatórios do Millenium Ecossystem Assessment, o mais recente dos quais intitulado "Civilization Collapse". A revista "New Scientist" também tocou nesse tema no texto "The folly of growth", no qual pergunta aos cientistas quantas pessoas o planeta sustentaria no padrão de vida dos países ricos. Resposta: apenas 200 milhões.
Veiga e Abramovay fizeram propostas interessantes no âmbito de soluções institucionais, endossadas indiretamente por outros economistas. A discussão sobre renováveis quase sempre foi dirigida para oportunidades de negócios e exportações e não em revogação da rota de colisão com a Terra. Fica clara a necessidade de rever o conceito de energia limpa e suas reais limitações e remover o desperdício monumental (de tudo), como o do sistema de transportes (e não copiar os chineses, que começam a proibir bicicletas nas principais cidades). André Lara Resende tocou nesse ponto com razão. Transformar nosso sistema de transportes, ineficiente energeticamente, evitaria a construção de várias usinas Belo Monte. Na verdade, ter mais energia não significa ter melhores resultados.
O conceito de energia limpa também precisa ser aprimorado, bem como o da economia de baixo carbono, por uma razão muito simples: produzir mais energia, mesmo que com tecnologias mais limpas, aumentará a pressão humana sobre a Terra, e não o contrário. Acima de tudo, não se pode esquecer que não temos só um problema de energia, mas de matéria. É um erro acreditar que o único desafio é obter uma fonte de energia limpa e infinita e com isso construir um novo planeta (crença muito difundida).
O erro de Malthus é o mesmo da visão dominante atual e é hilário ele ser citado como exemplo contrário. Malthus, como todos, não via a menor restrição para o crescimento ininterrupto da população. Apenas recomendava correspondência com o ritmo aritmético de produção de alimentos. Se, por acaso, ele soubesse que os alimentos iriam apresentar crescimento geométrico, não teria visto o menor problema no crescimento populacional.
Uma ideia estranha, similar, está relacionada com a queda dos regimes comunistas. A derrocada do comunismo nada tem a ver com organização política, mas, sim, com colapsos ambientais e falta de recursos naturais - rota igualmente seguida pelo Ocidente, o que sugere um alerta para os regimes ditos "vitoriosos".
Exportações não são uma solução econômica viável para país nenhum, quando não se leva em conta a questão ambiental e planetária. É uma demanda estrangeira sobre os ecossistemas do Brasil, com poucos benefício para a população e impacto negativos até no emprego. A comissão Stiglitz-Fitoussi-Senn recusou o conceito de pegada ecológica, pelo seu viés contrário ao comércio global. O maior furor ambientalista na Europa, hoje, é concentrar-se em produtores locais, para evitar a tragédia carbônica do transporte transoceânico, ignorada também pelo sistema de preços.
O comércio global, principal causa do colapso ambiental civilizatório, pela primeira vez na história da humanidade permitiu aos países ricos exportar esse mesmo colapso para o resto do mundo, a custo zero. Se os Estados Unidos (ou a China, ou outro país rico) fossem o único território deste planeta e não tivessem nenhum lugar onde explorar recursos para sua "prosperidade", já teriam entrado em colapso há muito tempo.
É correta a crítica pela qual não podemos aceitar a tese de que, se os ricos poluíram e destruíram, devemos fazer o mesmo. Precisamos, sim, propor internacionalmente uma forte compensação monetária por salvarmos o resto do planeta. Manter a Amazônia em pé parece ser consenso de todos. Resta saber por que, com tanta unanimidade, a cada ano temos menos floresta e estamos mais próximos de sua resiliência. Segundo Niro Higuchi, cientista brasileiro membro do Intergovernmental Panel on Climate change (IPCC), a floresta retém carbono equivalente a 150 anos de atividade industrial e, se sua resiliência (ou padrão de umidade) desaparecer, não há como impedir que desapareçam bilhões de seres humanos.
É estranho, e errado, achar que a limitação ecológica só existe quando nos aproximamos dela. Em outras palavras, não haveria erro na análise, só no momento em que nos aproximamos do precipício.
No fundo, se a teoria econômica não fosse tão capenga em relação às questões essenciais da humanidade e sua posição vulnerável em relação ao planeta, as potencialidades que teríamos atingido teriam sido muito maiores. O fato de os recursos causarem a impressão de serem inesgotáveis no passado, como respondeu Edmar Bacha, e terem sido tratados como bens livres, é um erro secundário decorrente dos mitos que regem os princípios de conservação e axiomas do pensamento econômico tradicional.
Enfim, o livro é de uma riqueza de análise interessantíssima para abrir um debate que não pode mais ser adiado. Não deixa de ser positivo o fato de os economistas serem chamados a pensar a respeito de um assunto sobre o qual nunca se debruçaram. Mas faltou coragem para reconhecer os erros e as falhas do pensamento atual. Só assim teremos um progresso verdadeiro.
Hugo Penteado é economista formado pela Universidade de São Paulo, autor do livro "Ecoeconomia - Uma Nova Abordagem" (Lazuli, 2003 e 2008)

Biodiesel de gordura animal torna produção mais sustentável

Tecnologia converte resíduo altamente impactante em fonte de energia renovável e gera renda extra para produtores
 
A produção de biodiesel a partir da gordura animal pode representar um novo passo rumo à sustentabilidade da cadeia produtiva de suínos e aves.


Pesquisas da Embrapa têm como proposta converter o resíduo poluente gerado nos abatedouros em um produto energético de valor comercial. Além de beneficiar o meio ambiente, a tecnologia trará vantagens econômicas aos criadores, já que poderá ser reutilizada no aquecimento dos animais.
Na opinião do engenheiro agrícola Paulo Abreu, pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, a utilização de resíduos da gordura animal para a produção de biodiesel representa uma alternativa viável e promissora para os produtores.
Essa tecnologia possibilita a conversão de um resíduo altamente impactante em uma fonte de energia renovável. Além disso, vai criar novas alternativas de renda para pequenos produtores, tanto pelo surgimento de demanda por insumos como também a disponibilização de um subproduto que pode ser reutilizado. Trata-se do glicerol, que serve de matéria-prima para a fabricação de sabonete — explica.
A proposta da produção do combustível a partir da gordura animal se diferencia do atual processo de produção de biodiesel, que é feito a partir dos grãos de oleaginosas. Enquanto o processo convencional utiliza o metil, que é totalmente importado e cuja origem é de fontes não renováveis, o processo de produção a partir de gordura animal utiliza a rota etílica, cujo produto, o etil, é oriundo dos canaviais brasileiros.
A produção de biodiesel a partir da gordura animal já foi realizada com sucesso em laboratório. Agora, o projeto está em fase de avaliação a campo. Ainda não é possível estimar quando a tecnologia estará disponível para os produtores, mas, após a conclusão da etapa de pesquisas em laboratório, no final desse ano, será possível definir quando a tecnologia chegará às mãos dos criadores.

Livro lista dez princípios básicos para a mobilidade sustentável

escadas-bicicletas
Um dos casos estudados e apresentados no livreto é o da Cidade do México/Foto: Divulgação
Segundo o Institute for Transportation and Development Policy (ITDP), em 2030 a expectativa é que 60% da população mundial, cerca de 5 bilhões de pessoas, viverão em áreas urbanas - e a maioria delas em países em desenvolvimento.
Como meio de minimizar os efeitos do crescimento populacional na qualidade do transporte das cidades, o programa Our Cities Ourselves do ITDP, em parceria com o urbanista dinamarquês Jan Gehl, desenvolveu um livreto (em inglês) para estimular o debate de ideias e a implantação de uma política de mobilidade pública mais inteligente.
A publicação lista dez princípios básicos para transformar qualquer cidade em um modelo de mobilidade sustentável. São eles:
  • Direito de andar: Todos os indivíduos são pedestres, é essencial ter um ambiente de trânsito a pé de qualidade;
  • Transporte não poluente: O melhor meio de transporte é aquele que não polui, o uso das bicicletas e de não motorizados deve ser encorajado com vias específicas;
  • Mobilidade coletiva: Para maiores distâncias, a melhor alternativa é o transporte coletivo de qualidade;
  • Restrição ao acesso de veículos: Em lugares de grande trânsito de pedestres e muitas construções, o acesso de veículos e coletivos deve ser reduzido;
  • Serviços de entregas sustentável: As entregas delivery devem ser realizadas da maneira mais limpa e segura possível;
  • Integração: Um bom bairro é aquele que integra áreas residenciais às comerciais e de lazer. Essa diversidade atrai as pessoas para trabalharem, comprar ou simplesmente aproveitar o espaço;
  • Preencher espaços: Moradores e visitantes são atraídos para lugares onde podem realizar a maioria das tarefas diárias a pé. Preencher espaços baldios pode facilitar a vida da comunidade quando se busca uma feira ou posto dos correios;
  • Preservação cultural: Uma comunidade se torna mais atrativa quando expõe a sua própria cultura, belezas naturais e tradições. Essas qualidades tornam o lugar único;
  • Conectar espaços: Conexões entre quarteirões diminuem a distância entre os destinos e possibilitam o trânsito a pé ou em bicicletas;
  • Pensar longe: Investir a longo prazo em construções de vias públicas torna o transporte mais sustentável, já que o gasto com reparações é menor e a durabilidade maior.
A publicação faz parte de uma das exposições do programa Our Cities Ourselves, que funcionará até o dia 11 de setembro, na cidade de Nova York. Até a data final serão realizadas 10 apresentações, de 10 arquitetos diferentes, sobre visões para melhorar o transporte público de 10 cidades do mundo.

Carreiras socialmente responsáveis em finanças

Seguindo o tripé de resultados Econômicos, Sociais e Ambientais, novas oportunidades surgem para os profissionais de finanças. 
 

Pensando em como incluir sustentabilidade na sua carreira? Se você está interessado na área de finanças, talvez também preocupe-se em como seus interesses podem levar a um equilíbrio entre trabalho, valores e crenças. Seguindo o tripé de resultados Econômicos, Sociais e Ambientais, novas oportunidades surgem para os profissionais de finanças. As vagas passam pelo investimento social privado, microfinanciamentos e rentáveis investimentos em novos negócios sustentáveis.
As finanças sociais podem abrir as portas para muitas soluções e dilemas. Embora pareçam novidade, elas já existem desde que o primeiro indivíduo posicionou-se contra o lucro a qualquer custo. Um peregrino calvinista não iria financiar a escravidão antes da guerra de secessão, assim como um opositor consciente não iria financiar máquinas de guerra hoje. Antes que tenha uma epifania sobre suas metas de carreira, você pode querer saber mais sobre as várias facetas das finanças sociais, as oportunidades de carreira que estão abertas e a formação que você pode precisar para correr atrás de seus sonhos. 
Finanças sociais definidas 
Finanças sociais nada mais são que instrumentos financeiros usados para promover metas sociais. Entre esses instrumentos estão o crédito, a poupança, os investimentos e os empréstimos, entre outros dispositivos. Estas ferramentas ajudam as classes sociais mais baixas a lidarem melhor com o risco, tirar vantagem de oportunidades de geração de renda, organizar-se e ter voz. Estas ferramentas também incorporam valores pessoais e preocupações sociais com decisões de investimento, onde indivíduos ou grupos esperam ajudar inciativas de negócios sustentáveis.
 Historicamente, as finanças sociais pertenceram a governos e organizações de caridade ou religiosas. Contudo, com um foco no aquecimento global e com notícias sobre dificuldades encontradas por indivíduos em países subdesenvolvidos, o setor privado se envolveu nesse campo especializado. Enquanto alguns negócios e indivíduos procuram usar fundos para a filantropia, outros querem contribuir com um olho no lucro. 
Então, enquanto as metas sociais parecem ser as mesmas entre os financiadores sociais, as tentativas por trás destas metas podem ser grandes. Por exemplo, uma corporação pública e um indivíduo podem querer ajudar populações de baixa renda. A corporação pode querer eliminar a pobreza para criar um novo mercado consumidor para os seus produtos enquanto o indivíduo pode trabalhar na mesma meta para concretizar uma crença na igualdade social. 
Algumas carreiras nas finanças sociais
Se você está interessado em questões financeiras, você já sabe que os mercados têm se integrado até um certo nível, e que esta integração – ou globalização – significa que vários países tornaram-se mais interdependentes. O capital financeiro está fluindo para mercados pré-emergentes e emergentes, onde estes fundos ajudam indivíduos e comunidades a encontrarem suas necessidades sociais.
Carreiras em finanças sociais se expandiram ao ponto em que é possível frequentar uma universidade como a School for Social Entrepreneurs em Londres, que se foca unicamente no empreendedorismo social. Quer seus interesses estejam voltados para uma participação não-lucrativa ou lucrativa neste ramo especializado, você pode imaginar onde suas oportunidades estão.
Alguns postos de trabalho em finanças sociais podem incluir:
Investidor comunitário: O investidor comunitário trabalha para arrecadar, supervisionar e dirigir capital para as oportunidades de investimento da comunidade nas áreas local ou regional, e internacional. As comunidades em questão geralmente foram mal servidas ou ignoradas pelos serviços financeiros comuns. Você pode saber mais sobre investimentos comunitários e algumas organizações envolvidas com esta expansão no fórum do investimento social do Community Investing Center (Centro de Investimento Comunitário).
Geralmente, investidores comunitários respondem a um conselho de diretores e, em última instância, aos acionistas de uma companhia que organiza os esforços de investimento. Mas você pode trabalhar para se tornar um capitalista de risco que se foca nos potenciais da comunidade, em vez de se concentrar em novos negócios. Ou você pode achar um lugar dentro das várias organizações ou em seus conselhos. 
Micro-Financiador: investidores comunitários podem também se tornar micro-investidores, um papel muito similar ao do capitalista de risco mas que não demanda retorno no investimento em todos os casos. Este indivíduo procura fornecer a indivíduos ou comunidades pobres os meios para investir ou realizar empréstimos para negócios ou desenvolvimento da comunidade. Geralmente estas transações financeiras eliminam a necessidade de colaterais, e elas requerem investimentos menores que a média.
O micro-financiador pode trabalhar sozinho ou para companhias que variam de negócios financeiros a organizações não governamentais (ONGs). Como investidor solo, você pode também se tornar envolvido com oportunidades oferecidas por redes de micro-financiamento que se focam em ajudar indivíduos tão diversos como os membros da sua própria família até desconhecidos em países em desenvolvimento. 
Setor sem fins lucrativos: O setor sem fins lucrativos é, talvez, o braço mais tradicional da rede de finanças sociais. Quando você trabalha para uma organização sem fins lucrativos ou fundação privada, você geralmente vai responder a um conselho de diretores ou curadores, dependendo da estrutura legal da organização. O setor sem fins lucrativos é diversificado, pois varia do interesse pelas artes até os direitos dos animais.
O setor sem fins lucrativos é também o mais diversificado quando se fala em oportunidades. Enquanto alguns indivíduos se satisfazem em voluntariar para esforços sem fins lucrativos, você também pode procurar uma carreira como executivo ou trabalhar como redator de subvenções freelance ou coordenador de projetos. Os postos de trabalhos freelance podem lhe permitir satisfazer seus desejos de fornecer ajuda a várias organizações e ainda pagar o aluguel. 
Empreendedor social: Diferentemente dos capitalistas de risco, os empreendedores sociais fornecem soluções inovadoras para difíceis problemas sociais geralmente sem buscar lucro pessoal. Este empreendedor é similar ao empreendedor de negócios no que diz respeito a procurar construir alguma coisa do nada com criatividade e ambição. Empreendedores sociais, entretanto, vêem pessoas ou comunidades necessitadas em vez de novos negócios como seus mercados de reserva.
Empreendimentos sociais incluem negócios que medem seu sucesso pelos lucros e pelos benefícios à comunidade. Dito isto, uma carreira como empreendedor social poderia combinar as características altruístas das organizações sem fins lucrativos com micro-financiamento pró-lucro para criar uma oportunidade híbrida de financiamento social. Os indivíduos envolvidos em ambos os fins geralmente definem se a oportunidade tem ou não finalidades lucrativas, mas em todos os casos o projeto comumente ajuda a melhorar a situação social da comunidade.  
O que esperar 
Se você está realmente atraído por uma carreira financeira em contabilidade, investimento, pesquisa, bolsa de valores, ramo bancário ou outras áreas, então você sabe as emoções específicas que ganha com seu(s) interesse(s). Se você quer incorporar um viés social ao seu objetivo de carreira, você também vai precisar expandir suas habilidades e experiência por meio de educação e trabalho.
Você pode esperar os seguintes ganhos:
Habilidades interdisciplinares: você vai ganhar habilidades entre as disciplinas, já que pode precisar de experiência em outros campos que não o da administração financeira. Sociologia, antropologia, ciência política e outros estudos que estão listados sob o nome de Ciências Sociais ou Humanas irão ajudá-lo a alcançar seus objetivos. Você pode também se focar nas facetas tecnológicas, ambientais ou de liderança das carreiras financeiras. Suas necessidades interdisciplinares irão depender da sua decisão em se focar mais no aspecto social ou financeiro dentro deste campo.
Oportunidades de liderança: financiamento social é um meio de criar maneiras inovadoras de melhorar ambientes sociais, e este campo precisa de líderes criativos que possam tomar a iniciativa em muitas situações. Financiamento social é focado no dinheiro, mas esta é apenas metade da equação. O aspecto “social” requer indivíduos que possam identificar recursos não-usuais, além do dinheiro que possam ser usados para melhorar a situação de um indivíduo ou comunidade.
Então você pode escrever propostas de doações para projetos, ou pode procurar alternativas para fundos para resolver um problema. Ou você pode doar dinheiro suficiente para se sentar junto ao conselho da organização, ou doar seu tempo e energia para alcançar o mesmo objetivo. Habilidades de liderança nos negócios, como aquelas encontradas em administração organizacional, sem fins lucrativos ou de projetos, pode abrir portas para muitas oportunidades. 
Flexibilidade: Carreiras em financiamento social atualmente podem ser vagas e muito indefinidas. Você pode achar um caminho para viajar pelo mundo ou pode procurar uma situação na qual esteja sozinho e rodeado de livros e materiais de arquivos. Como este campo está crescendo, contudo, você pode achar que seu trabalho vai demandar um pouco desses dois mundos e mais. Esta flexibilidade é parte do que muitos empregadores de finanças sociais procuram, já que seus voluntários e funcionários geralmente fazem várias coisas ao mesmo tempo.
A habilidade de ser flexível com uma situação é também definida como “criativa” e “inovadora”, especialmente quando situações inesperadas são encaradas com pouca reclamação. Uma situação flexível pode também ser significativa, já que um trabalho dentro do setor de finanças sociais vai bem a calhar para pessoas que querem usar suas habilidades, talentos, educação e dinheiro para concretizar mudanças sociais. 
Conhecimento global: Mesmo que você termine num escritório apertado cercado de livros de contabilidade financeira, você aprende muito sobre como as pessoas vivem em outras comunidades ao redor do mundo. Este conhecimento global contém muitas vantagens para uma pessoa que procura ascender na carreira das finanças sociais ou para o indivíduo que eventualmente quer se tornar um capitalista de risco ou empreendedor. Sem conhecimento sobre política, influências culturais e outros temas que influenciam o desenvolvimento global, o financiador social vai perder tempo, habilidades e dinheiro.
Além disso, a globalização requer conhecimento especializado sobre como países e comunidades se tornam interdependentes. Quer você aprove ou não a globalização, a tendência à interdependência está em curso. Você pode usar sua participação numa carreira nas finanças sociais para apoiar as suas crenças.  Onde começar  Se uma carreira em financiamento social intriga você, você pode querer pesquisar mais e definitivamente querer experimentar este campo para saber até onde ele vai. Seu foco pode incluir voluntariado local, leituras online, aperfeiçoamento de educação e conversas com indivíduos que trabalham no campo. 
Comece com voluntariado: Se você quer saber mais sobre como o “social” se conecta com as “finanças”, você pode se oferecer como voluntário para trabalhar com uma organização sem fins lucrativos. Você não apenas vai ganhar experiência no terreno, como também vai conhecer indivíduos que podem ajudar a apontar direções na sua carreira. Você pode também expandir seus horizontes para trabalhar em outras regiões. 
Encontre outros financiadores sociais: Quando você se relaciona com outros indivíduos de mesma mentalidade, você pode aprender mais sobre o que esperar das suas aspirações na carreira. Se você planeja ir na direção do capitalista de risco, você pode achar outros indivíduos que pensam como você na National Venture Capital Association. Mesmo que os indivíduos dentro desta organização possam não participar de financiamentos sociais, eles podem ajudar você a ganhar conhecimento sobre o campo de investimentos. 
Expanda sua educação: Mesmo se você já tiver alcançado o diploma de doutorado, você sempre pode expandir a sua educação para atingir as expectativas interdisciplinares requeridas por este ramo. Você pode cogitar esta faculdade em Londres ou encontrar cursos similares em empreendedorismo social na Duke University ou na Red Cross (Cruz Vermelha) para fundos sociais ou o fórum de investimento social pode oferecer oportunidades de aprender mais sobre investimentos que variam de iniciativas “verdes” a fundos que apóiam grupos minoritários.
Não importa a sua direção uma vez que você tenha entrado neste campo, você pode aprender que oportunidades financeiras nem sempre levam à gula, luxúria e depravação. Nem todas elas vão levar a uma vida sem necessidades vitais de sobrevivência. Quer você se incline na direção de carreiras com ou sem fins lucrativos, você pode achar uma área que precisa da sua ajuda e interesse. Você pode descobrir que a sua nova carreira vai ajudar você a “fazer o bem” e se dar bem.  
Jimmy Atkinson (Editor do Forex Blog)
Fonte: Agenda Sustentável (www.agendasustentavel.com.br)