Carreiras socialmente responsáveis em finanças

Seguindo o tripé de resultados Econômicos, Sociais e Ambientais, novas oportunidades surgem para os profissionais de finanças. 
 

Pensando em como incluir sustentabilidade na sua carreira? Se você está interessado na área de finanças, talvez também preocupe-se em como seus interesses podem levar a um equilíbrio entre trabalho, valores e crenças. Seguindo o tripé de resultados Econômicos, Sociais e Ambientais, novas oportunidades surgem para os profissionais de finanças. As vagas passam pelo investimento social privado, microfinanciamentos e rentáveis investimentos em novos negócios sustentáveis.
As finanças sociais podem abrir as portas para muitas soluções e dilemas. Embora pareçam novidade, elas já existem desde que o primeiro indivíduo posicionou-se contra o lucro a qualquer custo. Um peregrino calvinista não iria financiar a escravidão antes da guerra de secessão, assim como um opositor consciente não iria financiar máquinas de guerra hoje. Antes que tenha uma epifania sobre suas metas de carreira, você pode querer saber mais sobre as várias facetas das finanças sociais, as oportunidades de carreira que estão abertas e a formação que você pode precisar para correr atrás de seus sonhos. 
Finanças sociais definidas 
Finanças sociais nada mais são que instrumentos financeiros usados para promover metas sociais. Entre esses instrumentos estão o crédito, a poupança, os investimentos e os empréstimos, entre outros dispositivos. Estas ferramentas ajudam as classes sociais mais baixas a lidarem melhor com o risco, tirar vantagem de oportunidades de geração de renda, organizar-se e ter voz. Estas ferramentas também incorporam valores pessoais e preocupações sociais com decisões de investimento, onde indivíduos ou grupos esperam ajudar inciativas de negócios sustentáveis.
 Historicamente, as finanças sociais pertenceram a governos e organizações de caridade ou religiosas. Contudo, com um foco no aquecimento global e com notícias sobre dificuldades encontradas por indivíduos em países subdesenvolvidos, o setor privado se envolveu nesse campo especializado. Enquanto alguns negócios e indivíduos procuram usar fundos para a filantropia, outros querem contribuir com um olho no lucro. 
Então, enquanto as metas sociais parecem ser as mesmas entre os financiadores sociais, as tentativas por trás destas metas podem ser grandes. Por exemplo, uma corporação pública e um indivíduo podem querer ajudar populações de baixa renda. A corporação pode querer eliminar a pobreza para criar um novo mercado consumidor para os seus produtos enquanto o indivíduo pode trabalhar na mesma meta para concretizar uma crença na igualdade social. 
Algumas carreiras nas finanças sociais
Se você está interessado em questões financeiras, você já sabe que os mercados têm se integrado até um certo nível, e que esta integração – ou globalização – significa que vários países tornaram-se mais interdependentes. O capital financeiro está fluindo para mercados pré-emergentes e emergentes, onde estes fundos ajudam indivíduos e comunidades a encontrarem suas necessidades sociais.
Carreiras em finanças sociais se expandiram ao ponto em que é possível frequentar uma universidade como a School for Social Entrepreneurs em Londres, que se foca unicamente no empreendedorismo social. Quer seus interesses estejam voltados para uma participação não-lucrativa ou lucrativa neste ramo especializado, você pode imaginar onde suas oportunidades estão.
Alguns postos de trabalho em finanças sociais podem incluir:
Investidor comunitário: O investidor comunitário trabalha para arrecadar, supervisionar e dirigir capital para as oportunidades de investimento da comunidade nas áreas local ou regional, e internacional. As comunidades em questão geralmente foram mal servidas ou ignoradas pelos serviços financeiros comuns. Você pode saber mais sobre investimentos comunitários e algumas organizações envolvidas com esta expansão no fórum do investimento social do Community Investing Center (Centro de Investimento Comunitário).
Geralmente, investidores comunitários respondem a um conselho de diretores e, em última instância, aos acionistas de uma companhia que organiza os esforços de investimento. Mas você pode trabalhar para se tornar um capitalista de risco que se foca nos potenciais da comunidade, em vez de se concentrar em novos negócios. Ou você pode achar um lugar dentro das várias organizações ou em seus conselhos. 
Micro-Financiador: investidores comunitários podem também se tornar micro-investidores, um papel muito similar ao do capitalista de risco mas que não demanda retorno no investimento em todos os casos. Este indivíduo procura fornecer a indivíduos ou comunidades pobres os meios para investir ou realizar empréstimos para negócios ou desenvolvimento da comunidade. Geralmente estas transações financeiras eliminam a necessidade de colaterais, e elas requerem investimentos menores que a média.
O micro-financiador pode trabalhar sozinho ou para companhias que variam de negócios financeiros a organizações não governamentais (ONGs). Como investidor solo, você pode também se tornar envolvido com oportunidades oferecidas por redes de micro-financiamento que se focam em ajudar indivíduos tão diversos como os membros da sua própria família até desconhecidos em países em desenvolvimento. 
Setor sem fins lucrativos: O setor sem fins lucrativos é, talvez, o braço mais tradicional da rede de finanças sociais. Quando você trabalha para uma organização sem fins lucrativos ou fundação privada, você geralmente vai responder a um conselho de diretores ou curadores, dependendo da estrutura legal da organização. O setor sem fins lucrativos é diversificado, pois varia do interesse pelas artes até os direitos dos animais.
O setor sem fins lucrativos é também o mais diversificado quando se fala em oportunidades. Enquanto alguns indivíduos se satisfazem em voluntariar para esforços sem fins lucrativos, você também pode procurar uma carreira como executivo ou trabalhar como redator de subvenções freelance ou coordenador de projetos. Os postos de trabalhos freelance podem lhe permitir satisfazer seus desejos de fornecer ajuda a várias organizações e ainda pagar o aluguel. 
Empreendedor social: Diferentemente dos capitalistas de risco, os empreendedores sociais fornecem soluções inovadoras para difíceis problemas sociais geralmente sem buscar lucro pessoal. Este empreendedor é similar ao empreendedor de negócios no que diz respeito a procurar construir alguma coisa do nada com criatividade e ambição. Empreendedores sociais, entretanto, vêem pessoas ou comunidades necessitadas em vez de novos negócios como seus mercados de reserva.
Empreendimentos sociais incluem negócios que medem seu sucesso pelos lucros e pelos benefícios à comunidade. Dito isto, uma carreira como empreendedor social poderia combinar as características altruístas das organizações sem fins lucrativos com micro-financiamento pró-lucro para criar uma oportunidade híbrida de financiamento social. Os indivíduos envolvidos em ambos os fins geralmente definem se a oportunidade tem ou não finalidades lucrativas, mas em todos os casos o projeto comumente ajuda a melhorar a situação social da comunidade.  
O que esperar 
Se você está realmente atraído por uma carreira financeira em contabilidade, investimento, pesquisa, bolsa de valores, ramo bancário ou outras áreas, então você sabe as emoções específicas que ganha com seu(s) interesse(s). Se você quer incorporar um viés social ao seu objetivo de carreira, você também vai precisar expandir suas habilidades e experiência por meio de educação e trabalho.
Você pode esperar os seguintes ganhos:
Habilidades interdisciplinares: você vai ganhar habilidades entre as disciplinas, já que pode precisar de experiência em outros campos que não o da administração financeira. Sociologia, antropologia, ciência política e outros estudos que estão listados sob o nome de Ciências Sociais ou Humanas irão ajudá-lo a alcançar seus objetivos. Você pode também se focar nas facetas tecnológicas, ambientais ou de liderança das carreiras financeiras. Suas necessidades interdisciplinares irão depender da sua decisão em se focar mais no aspecto social ou financeiro dentro deste campo.
Oportunidades de liderança: financiamento social é um meio de criar maneiras inovadoras de melhorar ambientes sociais, e este campo precisa de líderes criativos que possam tomar a iniciativa em muitas situações. Financiamento social é focado no dinheiro, mas esta é apenas metade da equação. O aspecto “social” requer indivíduos que possam identificar recursos não-usuais, além do dinheiro que possam ser usados para melhorar a situação de um indivíduo ou comunidade.
Então você pode escrever propostas de doações para projetos, ou pode procurar alternativas para fundos para resolver um problema. Ou você pode doar dinheiro suficiente para se sentar junto ao conselho da organização, ou doar seu tempo e energia para alcançar o mesmo objetivo. Habilidades de liderança nos negócios, como aquelas encontradas em administração organizacional, sem fins lucrativos ou de projetos, pode abrir portas para muitas oportunidades. 
Flexibilidade: Carreiras em financiamento social atualmente podem ser vagas e muito indefinidas. Você pode achar um caminho para viajar pelo mundo ou pode procurar uma situação na qual esteja sozinho e rodeado de livros e materiais de arquivos. Como este campo está crescendo, contudo, você pode achar que seu trabalho vai demandar um pouco desses dois mundos e mais. Esta flexibilidade é parte do que muitos empregadores de finanças sociais procuram, já que seus voluntários e funcionários geralmente fazem várias coisas ao mesmo tempo.
A habilidade de ser flexível com uma situação é também definida como “criativa” e “inovadora”, especialmente quando situações inesperadas são encaradas com pouca reclamação. Uma situação flexível pode também ser significativa, já que um trabalho dentro do setor de finanças sociais vai bem a calhar para pessoas que querem usar suas habilidades, talentos, educação e dinheiro para concretizar mudanças sociais. 
Conhecimento global: Mesmo que você termine num escritório apertado cercado de livros de contabilidade financeira, você aprende muito sobre como as pessoas vivem em outras comunidades ao redor do mundo. Este conhecimento global contém muitas vantagens para uma pessoa que procura ascender na carreira das finanças sociais ou para o indivíduo que eventualmente quer se tornar um capitalista de risco ou empreendedor. Sem conhecimento sobre política, influências culturais e outros temas que influenciam o desenvolvimento global, o financiador social vai perder tempo, habilidades e dinheiro.
Além disso, a globalização requer conhecimento especializado sobre como países e comunidades se tornam interdependentes. Quer você aprove ou não a globalização, a tendência à interdependência está em curso. Você pode usar sua participação numa carreira nas finanças sociais para apoiar as suas crenças.  Onde começar  Se uma carreira em financiamento social intriga você, você pode querer pesquisar mais e definitivamente querer experimentar este campo para saber até onde ele vai. Seu foco pode incluir voluntariado local, leituras online, aperfeiçoamento de educação e conversas com indivíduos que trabalham no campo. 
Comece com voluntariado: Se você quer saber mais sobre como o “social” se conecta com as “finanças”, você pode se oferecer como voluntário para trabalhar com uma organização sem fins lucrativos. Você não apenas vai ganhar experiência no terreno, como também vai conhecer indivíduos que podem ajudar a apontar direções na sua carreira. Você pode também expandir seus horizontes para trabalhar em outras regiões. 
Encontre outros financiadores sociais: Quando você se relaciona com outros indivíduos de mesma mentalidade, você pode aprender mais sobre o que esperar das suas aspirações na carreira. Se você planeja ir na direção do capitalista de risco, você pode achar outros indivíduos que pensam como você na National Venture Capital Association. Mesmo que os indivíduos dentro desta organização possam não participar de financiamentos sociais, eles podem ajudar você a ganhar conhecimento sobre o campo de investimentos. 
Expanda sua educação: Mesmo se você já tiver alcançado o diploma de doutorado, você sempre pode expandir a sua educação para atingir as expectativas interdisciplinares requeridas por este ramo. Você pode cogitar esta faculdade em Londres ou encontrar cursos similares em empreendedorismo social na Duke University ou na Red Cross (Cruz Vermelha) para fundos sociais ou o fórum de investimento social pode oferecer oportunidades de aprender mais sobre investimentos que variam de iniciativas “verdes” a fundos que apóiam grupos minoritários.
Não importa a sua direção uma vez que você tenha entrado neste campo, você pode aprender que oportunidades financeiras nem sempre levam à gula, luxúria e depravação. Nem todas elas vão levar a uma vida sem necessidades vitais de sobrevivência. Quer você se incline na direção de carreiras com ou sem fins lucrativos, você pode achar uma área que precisa da sua ajuda e interesse. Você pode descobrir que a sua nova carreira vai ajudar você a “fazer o bem” e se dar bem.  
Jimmy Atkinson (Editor do Forex Blog)
Fonte: Agenda Sustentável (www.agendasustentavel.com.br)

Vírus transformam roupas em baterias recarregávies de última geração


Redação do Site Inovação Tecnológica - 24/08/2010
Vírus transformam roupas em baterias recarregáveis de última geração


[Imagem: Angela Belcher Group]
A base das baterias de vestir é o vírus bacteriófago M13, um vírus filamentoso, composto de 2.700 cópias de uma proteína externa (pVIII), que é muito fácil de ser modificado genética e quimicamente.
Baterias na roupa
Cientistas do MIT descobriram como usar um vírus comum para desenvolver materiais a serem utilizados em uma nova geração de baterias recarregáveis de íons de lítio de alto desempenho.
A principal vantagem dessa biotecnologia é que as baterias serão flexíveis o suficiente para serem incorporadas na roupa, alimentando equipamentos eletrônicos portáteis e "computadores de vestir".
Segundo Mark Allen, que apresentou o avanço nesta segunda-feira durante a reunião anual da American Chemical Society (ACS), essas "baterias confortáveis" poderão alimentar telefones celulares, tocadores de MP3, GPS e vários outros equipamentos de baixo consumo.
"Nós estamos falando sobre tecidos que também são baterias," disse Allen. "As baterias, uma vez tecidas nas roupas, poderão fornecer energia para uma vasta gama de dispositivos de alta tecnologia, incluindo rádios portáteis, aparelhos de GPS e assistentes pessoais digitais."
Baterias de vírus
As baterias produzem eletricidade convertendo energia química em energia elétrica através de dois eletrodos - um anodo e um catodo - separados por um eletrólito.
O que os pesquisadores fizeram foi desenvolver novos catodos feitos de fluoreto de ferro, um material que poderá em breve permitir a fabricação de baterias leves e flexíveis.
Teoricamente, essas baterias terão perda mínima de potência quando sem uso e suportarão um número de ciclos de carga e descarga muito superior às atuais.
Allen está prosseguindo o trabalho da sua orientadora, Angela Belcher, cujo grupo foi o primeiro a projetar um vírus que serve como uma espécie de molde biológico para a criação dos anodos e catodos para baterias de lítio - veja Baterias feitas com vírus estão a um passo de chegar ao mercado.
O vírus, chamado bacteriófago M13, é um vírus filamentoso, composto de 2.700 cópias de uma proteína externa (pVIII), que é muito fácil de ser modificado genética e quimicamente. O M13 infecta bactérias mas é inofensivo para os seres humanos.
Baterias verdes
"Usar o bacteriófago M13 como um molde é um exemplo de química verde, um método de fabricar baterias que respeita o meio ambiente," disse Allen. "[A técnica] permite o processamento de todos os materiais à temperatura ambiente e na água."
E esses materiais, segundo ele, seriam menos perigosos do que aqueles usados nas atuais baterias de íons de lítio porque eles produzem menos calor, o que reduz os riscos de que peguem fogo - uma boa notícia, uma vez que a ideia é que as pessoas vistam essas baterias.
Segundo Allen, o grupo está nos estágios iniciais dos testes e da fabricação em maior escala das baterias feitas com vírus, incluindo experimentos para a alimentação de aviões robóticos não-tripulados para operações de vigilância.
Fonte: www.inovacaotecnologica.com.br

Sustenta 2010 discutirá desenvolvimento sustentável




O Seminário de Sustentabilidade no Ambiente Urbano (Sustenta 2010) será realizado de 24 a 27 de agosto, Local: no novo Auditório Edifício Sede da Odebrecht (Av. Luis Viana nº 2841 – Paralela – Salvador/BA). O evento é gratuito e irá apresentar e debater temas relacionados com o desenvolvimento sustentável no ambiente urbano.

Estão previstas 59 atividades, entre elas mini-cursos, palestras, exposição de cases e workshops, ministrados pelos principais especialistas do País. Entre alguns assuntos do Sustenta 2010 estão: Manejo e conservação da vida silvestre em áreas urbanas, Gestão da qualidade no ar, Iluminação pública inteligente, Programa Cidade bicicleta, Demolição sustentável, Arborização urbana com essências nativas e Qualidade da água potável consumida em Salvador.

A iniciativa é resultado da parceria entre instituições públicas e privadas, meio acadêmico e comunidade soteropolitana, tendo como facilitadora a administração da sede da Odebrecht em Salvador.

O evento será realizado no novo auditório do edifício sede da Odebrecht, que está em vias de aquisição do selo Green Building, ou seja, segue o padrão estabelecido pela certificação Leadership in Energy and Environmental Design (LEED).

Confira a programação completa em  http://www.sustenta2010.com.br.
Fonte: (Envolverde/Pauta Social) www.envolveverde.com.br

Motor elétrico feito em Curitiba está pronto

O engenheiro eletrônico Wel­­ling­­ton Larcipretti – que há 30 anos trabalha com pesquisa, desenvolvimento e inovação, no Brasil e no exterior – decidiu, em 2001, que era a hora de entrar na onda do carro elétrico. 
Numa viagem aos Estados Uni­dos ele co­­nheceu um conceito elétrico da Mitsubishi e voltou decidido a desenvolver um mo­­tor. Depois de mais de oito anos de trabalho e de um investimento de R$ 300 mil em materiais, o motor elétrico ma­­de in Curitiba está pronto.

Nesse período foram desenvolvidos quatro protótipos e finalmente a equipe de Larcipretti chegou a uma versão final. O engenheiro lembra que metade dos oito anos foi gasta no desenvolvimento do software e a outra metade no projeto da bateria. Para a primeira tarefa ele contou com o apoio do seu filho, Nicolas Lar­cipretti, estudante de Ciências da Computação na Univali, em Flo­rianópolis (SC), e funcionário da Dígitro Tecnologia, também na capital catarinense.

Motor de carro elétricoO trabalho de Larcipretti, do seu filho e da equipe da Costa Sul Autocenter, de Curitiba, deu origem a um motor elétrico que gera uma potência equivalente a 50 cavalos, desenvolve a velocidade má­­xima de 120 km/h e tem uma au­­tonomia que varia de 60 a 80 km, conforme a maneira de conduzir do motorista.

Na tomada
Quando a bateria descarrega, bas­­ta colocar o carro numa tomada comum pelo período de quatro a cinco horas. Hoje, Larcipretti usa uma bateria tracionária, que é industrial, ideal para empilhadeiras. Ela é de chumbo, mas não se trata da mais recomendada pa­­ra automóveis, segundo o en­­ge­­nheiro.

Por isso, ele e sua equipe desenvolveram uma bateria própria para o seu projeto de carro elétrico, também de chumbo. Ela poderá ser recarregada em apenas 90 minutos, afirma Larcipretti. Ago­­ra é preciso que ele encontre uma indústria que se proponha a fabricar a bateria, que além de ser re­­carregada com mais rapidez ainda poderá dar ao veículo uma autonomia de 120 a 130 km.

Larcipretti prevê que a bateria vai custar de R$ 300 a R$ 400, cerca de duas a três vezes mais do que os modelos mais baratos usados hoje pelos veículos com motor a combustão.

Na balança
O projeto de Larcipretti não previa o desenvolvimento de um novo modelo de veículo, mas sim de um motor elétrico. Então ele decidiu usar um Gurgel para fazer a transformação. “Queria algo com 100% de engenharia brasileira”, explica. Do carro original foram retirados aproximadamente 300 quilos. O engenheiro conta que sobraram o chassi, suspensão, rodas, freio e direção. Hoje, o veículo pesa cerca de 500 quilos, sendo que 260 quilos são das baterias.

Equipe que desenvolveu carro elétricoO funcionamento do veículo com motor elétrico projetado por Larcipretti é bastante simples. É como se fosse um carro automático. Tem acelerador e freio e as marchas são somente para frente ou para trás. O propulsor não tem partida, basta somente acionar a chave na posição “ligado”. Sem marcha lenta, quando o carro para o motor desliga automaticamente e religa quando é pressionado o pedal do acelerador.

O engenheiro eletrônico ex­­plica que o veículo só se movimenta se as portas estiverem fechadas e se o cabo que alimenta a bateria não estiver na tomada. Questão de segurança. E também, como o motor quase não faz barulho, Larcipretti desenvolveu um leve “apito” para os momentos de bai­­xa velocidade, como durante as manobras para estacionar, que tem o objetivo de alertar os pedestres.

No bolso
O principal apelo do carro elétrico é o ecológico, mas se isso não é suficiente para convencer os motoristas, Larcipretti cita o econômico. Segundo ele, o gasto de energia elétrica numa recarga da bateria pode chegar a R$ 5, ou seja, o custo por quilômetro rodado é de R$ 0,06 a R$ 0,08. Para um carro flex, compara, o custo varia de R$ 0,20 a R$ 0,25. “Isso sem falar da economia com manutenção, já que o carro elétrico não tem filtros, correias, mangueiras, escapamento e não precisa de óleo, por exemplo”, completa o engenheiro.

E as oficinas mecânicas? Será que a onda do carro elétrico preocupa os profissionais? O mecânico Hantony Poul, que trabalha na Costa Sul, arrisca dizer que vai reduzir em 70% o volume de trabalho com o motor elétrico. Mas ele não vê isso como um problema porque só o que vai mudar é o tipo de trabalho. O profissional tem que se atualizar, diz ele.

Para Larcipretti, o Brasil possui as condições ideais para o carro elétrico porque 87% da matriz energética no país é limpa (predominantemente hidráulica). Ou seja, nós não poluímos ao produzir energia elétrica, ao contrário do que acontece em outros países. Onde a energia vem das termoelétricas, por exem­­plo, não adianta pensar no veículo elétrico como menos poluidor porque se estará agredindo o meio ambiente ao produzir a energia.
Fonte: www.cimm.com.br

Reciclagem de "bitucas" em processo natural é possível

AULA DE CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL -  Reciclagem de Bitucas de Cigarros - Processo Natural de reciclagem
 


“Precisamos ser mais ergonômicos com o Planeta Terra” Zaza Jardim

Zaza Jardim, artista plástica descobriu como reciclar filtro de cigarros de forma natural, sem o uso de químicos protegendo os mananciais.

Todo o processo de reciclagem pode ser implantado em condomínios, bairros, hotéis, hospitais, bares, empresas, associações e até prefeituras.

Sugerimos a participação na empresa de um profissional de governança e/ou manutenção outro de recursos humanos, criando assim uma célula de trabalho.

A vantagem da implantação da reciclagem de papéis “in company” é a inovação de resolver o problema dos resíduos de papéis porosos (com exceção dos de papel couchê e com grande quantidade de verniz), gerando automaticamente o bulbo limpo do resíduo já seco.

Essa iniciativa visa uma resolução focada, eliminando o processo logístico de transportes de grande volume, economizando diversos fatores: transporte, consumo de combustível, peças mecânicas de manutenção, emissão de poluentes, carregamentos, permitindo que o problema se resolva diretamente no foco poluidor.

Do processo de produção podem ser reciclados todos os elementos: jornais, filtro de café, papel, documentos, sacos de cimento e os filtros de cigarros. O resíduo de produção é água reutilizável, e dos cigarros gera fungicidas naturais. Nenhum produto é depositado no ambiente e não necessita de decantadores de ralos.

Desta forma é possível imediatamente implantar o processo de reciclagem, iniciando em pequena escala e se estendendo de acordo com a percepção da empresa e aumento de captação até mesmo de resíduos dos próprios funcionários e terceiros.

Em prol da proteção do meio ambiente, Zaza presta consultoria onde for necessário e ensina como gerar uma matéria prima que pode ser utilizada até para o setor de recursos humanos em atividades de treinamento e de terapia ocupacional dos funcionários.

É importante ressaltar que o processo de implantação é um investimento fundamental a todas as pessoas e grupos de pessoas que produzem resíduos sólidos e precisamos dar prioridade à finalidade destes resíduos em prol da qualidade de vida, conscientização de geração de lixo e preservação do planeta, um valor inegociável nos dias de hoje. Não cabe mais analisar este tipo de iniciativa como geração de recursos para compra de produtos de limpeza e outros fins.

Mais valia, portanto, é a inserção deste tipo de atitude profunda, seja no indivíduo ou mesmo como um padrão de qualidade adotado pela empresa digno de exemplo de conduta perante a sociedade em convivência e de relacionamento em negócios.

"Existe diferença entre reciclado e reciclável.
RECICLADO é quando o produto adquirido já vem de um processo de reuso.
RECICLÁVEL é todo o produto que deixa de ser lixo e possui destinação correta, gerando um produto reciclado." Suzana Jardim

Não adianta a empresa somente comprar reciclados e jogar o reciclado no lixo comum, o processo de retirada de resíduos na vala comum é como um tratamento pós cirúrgico no mundo. Para todos nós essa iniciativa é emergencial.

Vale informar que todo o processo de reciclagem de papéis proposto por Zaza Jardim é totalmente natural. Não utiliza nenhum produto químico no processo e não gera em absoluto nenhuma conseqüência de saúde para quem dele participa, permitindo até mesmo ser ensinado para crianças em suas residências e escolas, com exceção da polpa produzida a partir de filtro de cigarros que se trata de resíduos químicos.

A cada aula de até 5 alunos, Zaza Jardim produz um Papiro com as polpas da reciclagem. Esta obra será doada para uma entidade carente da região para ser adquirida da melhor forma em prol da entidade.

In Company:
O contratante deverá fornecer local com:
Pia, bancada, liquidificador, e baldes.
Luvas e máscaras descartáveis.
Ou pode ser realizado para até 2 pessoas no ateliê de Zaza em São Paulo Zona Sul.

Fornecemos apostila e certificado de participação, capacitando o funcionário no conhecimento do processo de reciclagem em seu currículo profissional.

Zaza Jardim está em São Paulo e pode promover a aula em qualquer lugar, desde que seja fornecido: passagem, hospedagem e alimentação.

Consultar agenda:
Email: reciclagemdebitucas@yahoo.com.br
www.zazajardim.tumblr.com

Uma nova e boa moda: Produzir roupas com Descarte Zero

Você sabia que na produção de camisetas, calças e outras peças de vestuário 15% a 20% do tecido é jogado fora?
Um número alto e custoso para a o meio-ambiente que sofre com a chegada diária de milhares de toneladas de lixo. O mais preucupante é que toda esta matéria-prima poderia ser utilizada de forma mais inteligente ou reaproveitada para criar novos produtos, mas acaba indo diretamente para os lixões.
Percebendo este quadro, estilistas sustentáveis inventaram uma maneira criativa de resolver o problema: criaram o conceito do Descarte Zero do inglês “Zero Waste”.
O conceito consiste em aproveitar cada centimetro do tecido, criando desenhos que não deixem nenhuma sobra.
Cada estilista investiu em uma técnicas diferente, Mark Liu define a sua  como “corte de quebra-cabeças” , a técnica consiste em desenhar no tecido figuras em forma de peças de quebra-cabeça para que cada uma delas se encaixe no momento da costura sem desperdiçar nenhum centimetro do tecido.
Outros estilistas prefrerem utilizar um pedaço de tecido e criar a peça sem nenhum corte. Independente da técnica o resultado é a eficiência no uso dos tecidos e uma notável redução do impacto ambiental.
O movimento que despontou na Europa apesar de ser pequeno esta crescendo muito rapidamente e esta conseguindo apoio de grandes instituições como a Parsons the New School for Design,  famosa escola do “Project Runway” que irá realizar o primeiro curso sobre o tema.
O livro “Modelando a moda sustentável: Modificando a maneira como nós fazemos e usamos as roupas escrito por Alison Gwilt e Timo Rissanen será lançado em Fevereiro de 2011  e também  focará no tema.  Alias o Tim Rissanen mantém o melhor blog sobre o assunto chamado Zero Fabric Wast Fashion, vale a pena seguir.
Aqui no Brasil já existem boas práticas como o reaproveitamento de tecido. As sobras são utilizadas para a fabricação de de tapetes e outros produtos artesanais.  Apesar de ser uma ação louvável o grande diferencial e eficiência provêm lá do início no momento da criação do estilista. Evitar o desperdicio é a melhor e mais sustentável alternativa.
Estilistas, criatividade e mãos a obra =D

10 princípios para uma gestão responsável de produtos

A participação de todos os profissionais em cada etapa do ciclo de vida de uma mercadoria é a chave para torná-la mais segura e sustentável
 
 
Parece haver um pressuposto crescente de que é possível fazer produtos totalmente seguros, sem riscos para a saúde ou o meio ambiente, que não esgotem os recursos naturais, sem uso de energia líquida, sem resíduos, sem o aquecimento global e que isentem seus usuários de responsabilidade.
Desculpa, mas até onde eu saiba a segunda lei da termodinâmica ainda persiste, ou em português claro, não existe almoço grátis (do ditado americano “there’s no free lunch”). Não podemos desfrutar dos benefícios de alguns produtos sem a degradação do meio ambiente e alguns riscos para a saúde. Mas podemos ser mais seguros e sustentáveis na forma como fazemos e utilizamos esses produtos, se adotarmos a gestão de produtos.
Minha definição de gestão de produtos: ocorre quando todos os envolvidos em seu ciclo de vida assumem a responsabilidade de reduzir o risco de efeitos adversos dos impactos ambientais, à saúde e à segurança, para obter o máximo valor desse produto.
O uso deste termo por parte de governos e ONGs, como o Product Stewardship Institute (Instituto de Gestão de Produtos), para transferir aos fabricantes os custos de reciclagem (ou seja, "responsabilidade ampliada do produtor"), não é o objetivo desse artigo. Enquanto a logística reversa de produtos pode ser a solução correta para alguns fabricantes, o gerenciamento de produtos possui um valor mais amplo, que se aplica a todos os participantes do ciclo de vida de um bem e encoraja a consideração desse ciclo por todos.
Os 10 princípios abaixo são a chave para alcançar a responsabilidade pelo produto e se aplicam a cada uma das etapas de vida de qualquer mercadoria:
1. Responsabilidade compartilhada: assumir a responsabilidade para garantir que os produtos sejam geridos de forma segura em todo o seu ciclo de vida, sejam eles fornecidos, fabricados, distribuídos, utilizados, descartados ou reciclados. O fabricante de um produto não tem o controle completo sobre todos os atores ao longo da vida desse item. Não importa quão "infalível" um produto seja, cada um de nós tem a obrigação de garantir a melhor gestão.
2. Pensar no ciclo de vida: trabalhar para prevenir ou reduzir significativamente os riscos e aumentar a sustentabilidade em todo o ciclo de vida do produto. Isto pode variar desde o redesenho do produto até a regulamentação para a retirada do item do mercado. Um programa de devolução de produtos pode ser um componente efetivo e eficiente de gestão, em alguns casos, assim como seria substituir componentes por versões mais seguras. Mas cuidado com as consequências inesperadas, pois você pode corrigir um problema apenas para criar outro.
3. Conhecimento: compreenda os potenciais riscos ambientais, para saúde e segurança de suas ações – os perigos inerentes associados aos materiais aplicados e os riscos que podem causar. Além disso, compreenda os outros impactos do ciclo de vida. O maior peso para o desenvolvimento do conhecimento dos perigos de um produto recai sobre o fabricante, pois é ele quem define o que é o produto. Compreender outros componentes de risco e exposição é mais difícil. Os desafios de adquirir o tipo correto de informação são abordados por alguns dos princípios a seguir e são temas de debates vigorosos em torno da ciência, das informações comerciais de propriedade, da transparência e das políticas públicas sobre como e quando algo é "suficientemente seguro".
4. Comunicação com a cadeia de fornecimento: compartilhe as informações necessárias com os outros, a fim de compreender os riscos e gerenciá-los em sua parte da cadeia de abastecimento. Os produtos fazem parte de sistemas complexos que envolvem uma série de fornecedores e clientes (incluindo manipuladores de resíduos). Você precisa ajudar as pessoas atrás e à frente na cadeia, a fim de minimizar o impacto do ciclo de vida total e promover práticas mais sustentáveis.
5. Stakeholders: compreenda as preocupações do conjunto de participantes que influenciam o sucesso do produto – funcionários, acionistas, fornecedores, vizinhos, governos, parceiros e grupos de interesse público. Determine o que você precisa fazer para garantir a esses interessados que um produto é gerido de forma segura. Trabalhe em conjunto para encontrar as melhores soluções para preservar os benefícios e reduzir os riscos. Os stakeholders determinarão o que é "suficientemente seguro".
6. Trabalho em equipe: determine quem sabe o quê, onde, por que e o como de um produto, para assim encontrar soluções mais sustentáveis. Gestores de produtos não trabalham sozinhos. Eles devem trabalhar em estreita colaboração e confiar nos especialistas de cada aspecto do ciclo de vida de um produto. De modo que os riscos possam ser caracterizados e controlados (marketing de fabricação, pesquisa, jurídica, saúde e meio ambiente, relações públicas etc). Equipes de peritos também são necessárias para continuar a desenvolver padrões confiáveis para avaliar e comunicar informações sobre os riscos para os clientes.
7. Consciência: procure novas informações relativas a riscos e produtos mais seguros. Disponha de processos que gerenciam e respondam rapidamente às mudanças que podem afetar a segurança do produto, tais como mudanças em recursos, processos, ciência, tecnologias, usos, usuários/clientes e as expectativas de regulamentação. Tente antecipar-se e chegar à frente das mudanças.
8. Inovação: um compromisso com a gestão do produto estimula a inovação para reduzir riscos e melhorar o valor, para assim atender ao cliente e as necessidades da sociedade com novos processos e produtos melhores. Sustentabilidade e segurança aliadas ao processo de concepção do produto é a maneira mais eficaz de uma empresa realizar a gestão do produto.
9. Gestão: implemente práticas que se modifiquem continuamente para o gerenciamento de produtos. Crie um ciclo contínuo de planejamento, ação, verificação e modificação em curso e todas as outras ferramentas de gestão que você já usa para aplicar a gestão de produtos, tal como qualquer outra atividade. Mais importante ainda, a gestão do produto não é um projeto de uma única empreitada, é uma maneira de pensar e agir responsavelmente.
10. Integração: a gestão do produto deve ser parte integrante da atuação e cultura de uma empresa. Não pode ser um programa descolado do dia a dia da empresa, realizado por um grupo de funcionários de uma filial, afastado do organograma. Cada função contribui para o impacto do ciclo de vida de um produto. Os consumidores individuais também devem ser guardiões do produto, sempre que comprarem, usarem e descartarem qualquer mercadoria. Todos nós devemos nos perguntar: "Isso é a coisa responsável a fazer?" Os princípios da boa gestão de produtos devem se tornar senso comum.
Georjean Adams (Presidente da EHS Strategies, Inc)
Fonte: Agenda Sustentável (WWW.agendasustentavel.com.br)