Bienal Brasileira de Design - Edição 2010

De 14 de setembro a 31 de outubro, Curitiba vai respirar design. Neste período, a capital paranaense recebe a Bienal Brasileira de Design 2010, com o tema “Design, Inovação e Sustentabilidade”, sob curadoria geral de Adélia Borges. 


O evento, de repercussão internacional, pretende refletir sobre como projetar, produzir e consumir bens, satisfazendo as demandas do mundo atual, sem comprometer o futuro do planeta. Desafio este que, desde os anos 80, se transformou em meta na agenda da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento da Organização das Nações Unidas (ONU).
Para tanto, a Bienal 2010 vai promover mostras, seminários, fóruns, workshops, ações educativas, interativas e culturais paralelas. A edição deste ano inova ao acontecer não em um único local e sim simultaneamente em vários lugares de Curitiba. A programação inclui tanto espaços expositivos institucionalizados – como museus e universidades –, quanto espaços públicos de alta movimentação de pessoas – como parques e o calçadão da Rua XV de Novembro, o mais antigo do país.
Assim, a iniciativa transborda o campo habitual das exposições e extravasa para a cidade.Os organizadores esperam receber 250 mil visitantes, não apenas designers e profissionais de áreas afins, mas a comunidade em geral. Crianças, idosos e portadores de necessidades especiais encontrarão a estrutura necessária para prestigiar o evento com segurança e autonomia, a partir da presença de monitores treinados e de conteúdo adaptado. Além disso, a expectativa é que 500 mil internautas naveguem pelas exposições virtuais e elejam o produto-destaque da Bienal 2010.

Biomassa ganha destaque como alternativa energética

O aproveitamento de biomassa para produção de energia vem despertando cada vez mais interesse no Brasil

 
O País tem um grande potencial para utilização de fontes renováveis. Porém, ainda convive com o desperdício e a falta de consciência de grande parte da população.

A biomassa é caracterizada pela matéria orgânica convertida em energia. No Brasil, segundo o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Biomassa e Energia Renovável, Celso Marcelo de Oliveira, os resíduos que têm maiores potenciais como biomassa são a madeira e o bagaço da cana-de-açúcar.

“Em relação à cadeia da madeira, 39% é resíduo que poderia ser utilizado para geração de energia. Entretanto, a maior parte destes resíduos fica na natureza sem ser aproveitado”, diz o professor. “No caso da cana, 49% da safra é bagaço. Do total produzido, a maior parte também é desperdiçada e acaba sendo queimada, o que resulta em uma grande emissão de gás carbônico (CO2)”. Este é um dos principais responsáveis pelo efeito estufa.

De acordo com Celso, se 30% do resíduo das plantações de cana-de-açúcar fosse reaproveitado, o produto gerado seria cinco vezes maior do que toda energia gerada pela hidrelétrica de Itaipu no período de um ano.

“Isto poderia ser feito com a vantagem de que o custo de geração de energia através de biomassa é bem menor do que o de geração de energia elétrica ou a gás. Além disso, as empresas que utilizam biomassa têm 100% de direito ao crédito de carbono”, afirma.

Além de ser totalmente renovável, a biomassa energética também é considerada de baixíssima emissão de CO2. “Ela possibilita sustentabilidade ambiental, econômica e social, contribuindo com a geração de empregos”. Outras biomassas que podem ser utilizadas para produção de energia são a lenha, galhos e folhas de árvores, o papelão e os resíduos urbanos.

Preparando a gestão sustentável

Por José Joaquim Ferreira do Amaral* - A sustentabilidade empresarial deve se basear em três aspectos básicos: o ambiental, o econômico e o social. A primeira variável diz respeito ao uso racional dos recursos naturais e maximização dos impactos ambientais positivos no ciclo de vida dos produtos, desde a extração da matéria-prima até a sua disposição final. 


Mais ainda, a empresa tem de preocupar-se também com os impactos ambientais positivos e negativos de sua atividade produtiva. O aspecto econômico trata da sustentabilidade dos negócios das empresas, que devem buscar o lucro e a remuneração do capital. Já o terceiro ponto leva em consideração as políticas de responsabilidade social.
Esse tripé é o que deve orientar os gestores das empresas, promovendo a interação com o meio ambiente, a fim de garantir o acesso das futuras gerações aos recursos naturais; com o mercado, para preservar a competitividade e continuidade da empresa; e com seus colaboradores, levando em conta a responsabilidade social. Temos de lembrar, no entanto, que, antes de mais nada, é necessário  montar um sistema de gestão, com objetivos claramente estabelecidos. No momento em se incorpora a sustentabilidade dentro da visão e missão da empresa, automaticamente, essas três vertentes devem ser contempladas.
Atualmente, os modelos de gestão à disposição das empresas, que englobam esses três aspectos, são encontrados nas normas ISO 9001 (Gestão da Qualidade), ISO 14001 (Gestão do Meio Ambiente), OHSAS, ISO 16001 e ISO 26001 (Gestão da Responsabilidade Social).
Porém, apesar desses modelos de gestão serem bastante complexos e abrangentes, aderir às normas, por si só, não garante a sustentabilidade empresarial. Para que esses sistemas trabalhem de maneira integrada e eficiente é necessário uma diretriz única, que é a governança corporativa.
A governança corporativa é a capacidade das empresas de garantir uma gestão eficiente, estabelecendo padrões organizacionais para enfrentar os desafios internos e externos, com vistas a um bom desempenho financeiro, ambiental e social. Em resumo, significa consolidar as boas práticas de board, formando um conselho de administração competente, com controles externos eficazes (auditoria externa de terceira parte), que cooperem com o CEO a fim de obter uma gestão a mais isenta, transparente e eficiente possível.
Isso significa prevenir a adoção de práticas que podem levar as empresas a conduzir sua linha de atuação baseadas em políticas equivocadas. Exemplos  comuns são o da pequena empresa onde o proprietário confunda a pessoa jurídica com a pessoa física juntando as finanças num caixa único. Outro caso comum é o da empresas familiares que, em processos de sucessão, desagregam-se em grupos de acionistas que lutam pelo seu controle. Quando conduzidos por critérios não aderentes à governança corporativa, esses embates entre  grupos acabam quebrando a empresa.
A governança corporativa é um conceito complexo, mas prepara as empresas para tratar de maneira integrada as restrições advindas do meio ambiente empresarial, das legislações vigentes em um país, das regras de comércio internacional, mercado financeiro, entre outras variáveis. E isso é necessário, pois, cada vez mais, os governos criam regulamentações sobre produtos, relações de consumo, comércio internacional, relações com o mercado e meio ambiente. Isso sem falar nas crises econômicas, especulação financeira, mudanças nos cenários internacionais, competição com os países emergentes, fatores que podem abalar até as empresas mais sólidas.
Todas essas restrições contribuem para tornar mais difícil a tarefa de gerir as corporações com sustentabilidade, no sentido amplo do termo. O uso de modelos de gestão consagrados e normalizados ajudam o administrador a focar sua atenção nesses pontos críticos, que estão fora do controle da empresa. Com isso, ele consegue ter bases mais sólidas para enfrentar as crises e adversidades, pois conta com uma estruturada bem organizada e capaz de dar respostas eficientes às situações adversas.
Daí a importância da governança corporativa, estruturada nas boas práticas de gestão que geralmente evitam atitudes pouco recomendadas como a confusão entre pessoa física e pessoa jurídica, o nepotismo, conflito de interesses, entre outras. E incentiva a consideração aos acionistas e aos stakeholders, a ética na condução dos negócios e o respeito ao meio ambiente e às pessoas.
* José Joaquim Ferreira do Amaral é vice-presidente da Fundação Vanzolini (www.vanzolini.org.br), formada por professores do Departamento de Engenharia de Produção POLI/USP)

A sustentabilidade e os executivos ao redor do mundo


Fonte: Instituto Ethos
Por Cristina Spera (Instituto Ethos)

Em sua reunião anual, que ocorreu em Nova York, no final de junho, o Pacto Global das Nações Unidas apresentou os resultados de uma pesquisa, feita em parceria com a consultoria Accenture, com 766 presidentes de empresas em 100 países, representando 25 setores da economia. 
Foram entrevistados presidentes de companhias como Alcoa, Diageo, Ericsson, Natura, Nestlé, Novartis, Phillips, Renault-Nissan, Santander e UBS, entre outras. O estudo se chama A New Era of Sustainability: UN Global Compact-Accenture CEO Study 2010 (Uma Nova Era de Sustentabilidade: Estudo Pacto Global-Accenture 2010). Além de uma pesquisa on-line, o levantamento incluiu entrevistas em profundidade com 50 dos principais CEOs do mundo.

A maior parte dos entrevistados veio de empresas na Europa – 456. Outros 156 vieram das três Américas, 113 da Ásia e 58 da África e Oriente Médio. Entre os setores, 18% representavam empresas de serviços, 14% de bens de consumo, 8% de transporte e infraestrutura, 7% de energia e 5% bancos, seguidos por outros segmentos, como o metalomecânico, o eletrônico, o de saúde e o automotivo.

Embora não seja uma pesquisa científica, foi o maior estudo sobre sustentabilidade entre CEOs já feito por uma consultoria, não só pela abrangência de países e setores como também pelo número de presidentes que participaram.

As estatísticas revelam que o mundo dos negócios já se mexe em direção a uma nova economia, embora numa marcha desigual. Na média, 93% de todos os executivos entrevistados afirmam que a sustentabilidade será “importante” ou “muito importante” para os negócios. Regionalmente, porém, essa afirmação é feita por 98% na Ásia, 97% na América Latina e na África, 93% na Europa, 90% na América do Norte e 79% no Oriente Médio e norte da África.

A variação por setor da economia é ainda maior. As porcentagens dos que consideram que a sustentabilidade será um fator crítico para o sucesso dos negócios são de 100% no segmento automotivo, 98% no de bens de consumo e 97% nos bancos. Já os setores mídia e entretenimento (com 84%) e comunicação (com 81%) aparecem no fim da lista.

Dos CEOs participantes, 70% informaram que estão incorporando atualmente mais práticas ambientais, sociais e de boa governança na estratégia das empresas do que há cinco anos.

As concessionárias de serviços públicos lideram o ranking dos setores que declararam ter incorporado mais práticas responsáveis às estratégias de negócios, seguidas pelas empresas de energia (em alguns países, o setor não depende de concessão pública para funcionar), com 81%, e pelos bancos, com 74%. Por outro lado, os setores de metalurgia e mineração e comunicação estão nos últimos lugares, com 64% e 63%, respectivamente, de respostas que dão conta de avanços nas práticas socialmente responsáveis nos últimos cinco anos.

O principal motivo para a adoção imediata de uma gestão responsável, segundo os CEOs participantes, é a necessidade de restabelecer a confiança no sistema. Aliás, a batalha em prol da confiança no sistema é apontada por 72% dos CEOs como fundamental para a transição para uma nova era de sustentabilidade. Eles também consideram fatores de motivação a potencial redução de custos e incremento de lucro que a sustentabilidade pode trazer.

Dentre os respondentes, 88% acreditam que precisam integrar a sustentabilidade em sua cadeia de valor.

Para 72% dos presidentes de empresas, a educação é o fator global mais crítico para a sustentabilidade. Segundo os entrevistados, de qualquer ângulo que se avalie o tema, seja econômico, seja puramente financeiro, social ou ambiental, a educação é fundamental para o surgimento de uma nova geração de gestores capazes de administrar o desenvolvimento sustentável.

Outro aspecto interessante da pesquisa é que 58% dos CEOs crêem que consumidores, funcionários das próprias empresas e governo, nesta ordem, serão mais fundamentais, nos próximos cinco anos, para a mudança dos negócios em direção ao desenvolvimento sustentável.

Além disso, 80% dos presidentes entrevistados acreditam que a sustentabilidade estará mesmo “entranhada” em todos os processos e procedimentos da empresa em dez anos ou, no máximo, em 15 anos. Mas, para isso, é preciso superar alguns desafios considerados “muito grandes”, tais como:
• institucionalização da estratégia de sustentabilidade por todas as atividades da empresa;
• perda de reconhecimento por parte dos mercados financeiros;
• competição com outras estratégias prioritárias da empresa.

Os CEOs também apontam as ações necessárias para preparar o negócio para uma nova era de sustentabilidade, nas seguintes áreas-chave:
• Consumidores – ampliar as informações para esse público;
• Educação – produzir e divulgar novos conhecimentos nas escolas e universidades;
• Investidores – adotar uma atitude mais proativa em relação a eles, de modo a garantir e reafirmar que o valor das ações de sustentabilidade pode ser medido e dá retorno;
• Desempenho – medir os impactos positivos e negativos das atividades da empresa sobre a sociedade e o meio ambiente, para avaliar seu reflexo no real valor do negócio.
• Regulação – assumir maior proatividade, influenciando governos a respeito das leis e regras a serem adotadas.

A brasileira Natura foi a única empresa, entre as 766 entrevistadas, que declarou que vem se esforçando por adotar medidas que levem ao desenvolvimento sustentável há mais de cinco anos. Ainda que lentamente, as empresas estão mudando seus negócios e apontando decididamente para a trilha do desenvolvimento sustentável. Por mais que ainda falte construir, um novo mundo já começa a se delinear. Temos de abraçá-lo sem medo.

Para conhecer o estudo Uma Nova Era de Sustentabilidade: Estudo Pacto Global-Accenture 2010”, acesse:

Iniciativa sistematizará boas práticas ambientais

Quais são os benefícios sociais e financeiros e os custos econômicos de uma gestão de ecossistemas preocupada com a sustentabilidade? As respostas para estas questões poderão vir da nova iniciativa promovida pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
 
 
O órgão da Organização das Nações Unidas (ONU) abriu um processo de consulta para coletar estudos, descrições e exemplos de projetos de conservação da biodiversidade do Brasil. O questionário on-line (Biodiversidade e Ecossistemas: Por que são Importantes para o Crescimento Sustentável e a Equidade) pretende coletar informações sobre experiências públicas, privadas ou de ONGs que envolvam o tema.

Faz sentido, o Brasil é o país com maior número de espécies nativas, entre 15% e 20% de toda a diversidade biológica mundial.

O questionário tem 12 perguntas. Pede, por exemplo, que se mencionem políticas públicas no setor (federais, estaduais ou municipais) e se identifiquem impactos na produção, na produtividade, no emprego e na renda. Há também questões sobre áreas prioritárias para ações de conservação e mecanismos financeiros inovadores.

Um exemplo prático do que pode ser encontrado na consulta é o caso do Projeto Oásis, que remunera proprietários particulares de terras que conservam remanescentes de Mata Atlântica, em áreas de mananciais, contribuindo para manter a qualidade e a abundância da água.

Lançado pela Fundação O Boticário de Proteção à Natureza em 2006, o programa, atualmente, beneficia 13 proprietários de terras que historicamente preservam suas áreas naturais integram o projeto.

Ao todo, são conservados 657 hectares de áreas naturais, 45 mil metros de rios e 82 nascentes na grande São Paulo. A maioria das propriedades participantes possui mais de 70% de sua área coberta por vegetação natural.

“Isso (a consulta) será importante a curto prazo para embasar a posição brasileira na COP 10 da Convenção sobre Diversidade Biológica, que acontece em outubro, no Japão. Num segundo momento, será preciso um esforço conjunto de toda a sociedade para potencializar e replicar as boas ações que forem identificadas”, afirma diretora executiva da fundação, Malu Nunes. 

Com esses elementos, avalia o biólogo Rodrigo Medeiros, consultor do PNUD, será possível fazer uma comparação entre a produção que desmata e a que não desmata. “Em geral, se diz que a produção predatória é mais barata e mais fácil de fazer. Há experiências, e pretendemos reunir outras, que mostram que não: que o manejo sustentável de gado, madeira e água, por exemplo, é viável e pode ser inclusive mais lucrativo”, afirma.

Processo
A iniciativa do PNUD está dividida em duas etapas. A primeira é o levantamento de informações, por meio da consulta que ficará aberta até meados de agosto. Mais tarde, nos dias 23 e 24 de agosto, o Programa realizará um encontro com especialistas e autoridades na área de meio ambiente, que analisará e complementará os dados colhidos pela pesquisa on-line.
 
Segundo o economista Carlos Eduardo Young, um dos assessores do PNUD e membro do comitê técnico da iniciativa, o objetivo é “consolidar informações sobre o que existe hoje que pode ajudar a dimensionar a importância da conservação da biodiversidade”.

O resultado final desse trabalho fará parte de um material Latino-Americano sobre meio ambiente: o “Biodiversidade e Ecossistemas: Por que são Importantes para o Crescimento Sustentável e a Equidade da América Latina e do Caribe”. Seguindo o mesmo princípio do que acontece agora no Brasil, países como México, Peru, Venezuela, Colômbia, Equador, Guatemala e Trinidad e Tobago já fizeram sua “lição de casa”.

Todos os dados serão apresentados pelo PNUD no 10º Encontro da Conferencia das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica, em Nagoia (Japão), entre 18 e 29 de outubro.

*Com informações da Prima Página.

Lei de resíduos pode aumentar renda de catadores de material reciclável

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que a Política Nacional de Resíduos Sólidos (lixo) estabelece um “novo quadro” para a reciclagem. 


A nova lei responsabiliza as empresas pelo recolhimento de produtos descartáveis (logística reversa), estabelece a integração de municípios na gestão dos resíduos e responsabiliza toda a sociedade pela geração de lixo. A ministra acredita que a legislação poderá mudar o padrão de consumo diminuindo a produção de resíduos e formalizando o trabalho dos catadores que era voluntário. A lei que tramitou no Congresso Nacional por 21 anos será sancionada nesta segunda-feira (2), às 16h, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ministra comemorou a aprovação da lei e afirmou à Agência Brasil estar “com a alma lavada e enxaguada”.
A professora e pesquisadora do Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (CDS/UnB) Izabel Zaneti afirma que o trabalho de coleta e reciclagem é cada vez mais importante. “Os resíduos estão crescendo em quantidade e complexidade”, disse, lembrando dos resíduos de aparelhos eletrônicos, como as baterias dos telefones celulares e outros materiais que contém metais pesados de alto impacto ambiental.
A sanção da lei também é comemorada pelo Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) que espera que os trabalhadores possam ser remunerados pela prestação de serviços às prefeituras pela coleta, separação e reciclagem do lixo.
O movimento espera que a lei aumente a renda dos recicladores. Atualmente a renda média de um catador é de cerca de um salário mínimo (R$ 510). “Queremos ser enxergados de outra forma, não assistencialista”, disse Roberto Rocha, da coordenação nacional do movimento, esperando que as prefeituras contratem as cooperativas e paguem o serviço de uma forma melhor. O MNCR ainda não tem estimativa de quanto a renda dos catadores poderá ser incrementada.
Apesar de apoiar a lei, o movimento, no entanto, questiona o “aproveitamento energético” dos gases gerados nos aterros sanitários com a incineração do material acumulado, conforme previsto na lei. “O Brasil não precisa queimar lixo”, criticou Roberto Rocha. Segundo ele, os principais materiais a serem incinerados são feitos de plástico, um dos produtos mais valorizados na cadeia de reciclagem.
A lei dos resíduos sólidos proíbe a existência de lixões e determina a criação de aterros para lixo sem possibilidade de reaproveitamento ou de decomposição (matéria orgânica). Nos aterros, que poderão ser formados até por consórcios de municípios, será proibido catar lixo, morar ou criar animais. As prefeituras poderão ter recursos para a criação de aterros, desde que aprovem nas câmaras de vereadores uma lei municipal criando um sistema de reciclagem dos resíduos. (Fonte: Agência Brasil)

Roupas Sustentáveis que melhoram a saúde


Imagine se uma de suas camisetas ou um de seus vestidos pudessem melhorar a sua saúde, não ia ser ótimo?
Esta é a proposta da A.D.O Clothing fundada pela designer indiana Anjelika Krishna .
Seguindos os conceitos da milenar medicina indiana Ayurveda a empresa utilizao  tecido  Ayurvastra que em tradução livre do sânscritos significa “Vestir a vida”, ele é feito de algodão orgânico e todos os seus fios são tingidos a mão utilizando matérias-primas naturais como sementes de romã, açafrão, sândalo e eucalipto.

Este método além de conferir uma tonalidade vibrante e natural visa melhorar a imunidade, diminuir inflamações e aumentar a sensação de bem estar de quem o esta vestindo.
Bacana né? A marca também se preucupa com o seu impacto social produzindo seus produtos dentro do modelo do comércio justo. É uma ótima opção pra quem busca saúde e sustentabilidade!

Mais:

Página da Empresa: A.D.O Clothing
Ayurveda:
Ayurvastra / Ayurveda Wikipedia
Via:  Ecouterre -