Abertas inscrições para pós-graduação em gestão sustentável da indústria

O curso é ofertado pelo Sistema Fiep e a FAE. O lançamento foi feito quinta-feira, com a presença dos dirigentes das entidades
 
Uma parceria entre o Sistema Fiep, por meio do Sesi-PR e da Universidade da Indústria (Unindus) com a FAE Business School, passa a ofertar ao setor industrial e à comunidade o curso de pós-graduação em Gestão de Processos Sustentáveis na Indústria. As inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo site www.fae.edu.

O lançamento do curso foi feito quinta-feira (24), na Unindus, com a presença do presidente do Sistema Fiep, Rodrigo da Rocha Loures, e do reitor da FAE, Frei Nelson Hillesheim, e de cerca de 80 pessoas entre professores, alunos, dirigentes de sindicatos filiados à Fiep, profissionais de empresas.
De acordo com o presidente da Fiep, o curso é um excelente tema para promover a cooperação em prol da sustentabilidade na indústria. "Não dá para construir uma cultura sustentável sem envolver a cadeia industrial", afirma Loures que assumiu um compromisso pessoal de ser um estimulador do programa. "Quero acompanhar de perto esta parceria porque tenho grande interesse pelo tema e porque sou industrial", afirma.
  Frei Nelson (FAE) participou da noite de lançamento do curso (Foto: Rogério Theodorovy)
Para o reitor da FAE, Frei Nelson, as duas instituições são reconhecidas pela tradição, pela confiança e por serem inovadoras. "Este reconhecimento conduz a preocupação pela evolução da qualidade humana e, consequentemente, por um mundo melhor", ressalta Frei Nelson que defende a qualificação de profissionais cada vez mais envolvidos com a sustentabilidade para o mercado empresarial. "É necessário, sim, a qualificação do ser humano para promover um mundo mais justo, fraterno e mais sustentável".
O programa tem o objetivo de sanar as necessidades de capital humano das empresas, preparando profissionais com características específicas em processos sustentáveis. Segundo o diretor superintendente do SESI-PR, José Antonio Fares, as mudanças no setor industrial, principalmente com a constante entrada de novas tecnologias exige, cada vez mais, profissionais qualificados. "Preparar pessoas com foco em inovação e processos sustentáveis voltados às reais necessidades das empresas é preparar capital humano. Sem pessoas qualificadas não há desenvolvimento industrial", destaca.
Diferenciais do curso - Formulado para atender às reais necessidades das empresas, o programa é destinado a todo o segmento industrial e àqueles profissionais que pretendem aprimorar ou adquirir capacitação para uma gestão com foco em sustentabilidade no setor industrial.
Um dos principais diferenciais deste curso é a possibilidade do aluno montar a sua própria grade de disciplinas, seguindo uma tendência inovadora na metodologia de educação continuada. A carga horária é de 440 horas/aula, que são divididas da seguinte forma: três disciplinas obrigatórias totalizando 100 horas aula, que serão realizadas na sede da Unindus, no Cietep; e as demais 340 horas/aula poderão ser escolhidas do portfólio de 100 disciplinas que englobam os programas de pós-graduação da FAE Business School.
As disciplinas obrigatórias - Governança Corporativa, Gestão para Sustentabilidade na Indústria e Gerenciamento e Controle Estatístico em Processos na Indústria - serão ministradas por profissionais especialistas do Sistema Fiep, com o objetivo de passar o conhecimento com base no conteúdo interno do Sistema em sintonia com as necessidades da indústria local e nacional. Entre os professores estão o superintendente do SESI-PR, José Antonio Fares, que ficará responsável pelo conteúdo de Governança Corporativa.
O curso tem duração máxima de dois anos. As aulas das disciplinas obrigatórias serão realizadas as sextas-feiras das 18h30 às 22h e aos sábados das 8h30 às 12h30. Já as disciplinas optativas poderão ser cumpridas de segunda a sexta-feira, das 19h15 às 22h30 e aos sábados das 8h30 às 12h30, na sede da FAE Business School.
Para mais informações e inscrições acesse www.fae.edu ou ligue (41) 2105-4087 begin_of_the_skype_highlighting              (41) 2105-4087      end_of_the_skype_highlighting.

Google assina contrato para compra de energia eólica

Companhia vai utilizar a produção de usina em Iowa com 114MW de potência

O Google anunciou nesta terça-feira que fechou contrato para comprar a produção de um parque eólico da NextEra Energy Resources. A produção da usina, que tem 114MW em capacidade instalada, será utilizada para abastecer diversos data centers da companhia. O acordo tem a duração de vinte anos.

"Contratanto toda essa energia por todo esse tempo, estamos dando ao desenvolvedor eólico a capacidade de financiar novos projetos de energia limpa. A incapaciadde de obter financiamento tem sido um inibidor significante para a expansão da energia renovável", afirma o Google, em seu blog oficial.

A companhia ainda destaca outros de seus esforços no setor de energias limpas, como o uso de data centers eficientes energeticamente, a instalação de placas solares para uso próprio e a compra de créditos de carbono.

Pesquisa aponta que empresas brasileiras investem menos de 1% em tecnologias sustentáveis.

Conheça o case da BASF, empresa que têm investido cerca de R$ 2 milhões/ano em projetos verdes

 
Apesar do tema sustentabilidade já ter se popularizado no país, as empresas brasileiras ainda não perceberam o potencial deste mercado. Pelo menos é o que aponta um estudo feito no Brasil com 110 companhias. A pesquisa realizada pela consultoria alemã Roland Berger concluiu que o mercado sustentável brasileiro já movimenta 17 bilhões ao ano de dólares, e deve crescer de 5% a 7% anualmente até 2020. Mas apesar disto, as companhias nacionais investem menos de 1% de seu faturamento em tecnologias sustentáveis.
Thomas Kunze, consultor da Roland Berger, afirma que as áreas em que foram identificados um maior potencial de crescimento foram as de energia renovável, resíduos sólidos, água e saneamento e eficiência energética. Para Sonia Chapman, diretora presidente da Fundação Espaço ECO (FEE), organização instituída pela BASF e pela agência de cooperação internacional alemã GTZ, a mentalidade do mercado só mudará quando houver de fato uma cobrança por responsabilidades sustentáveis. “Acredito que a evolução se dará a partir de uma demanda cada vez maior da sociedade por boas práticas comprovadas, em especial no mercado exportador. Além disso, só vamos conseguir acelerar este potencial percebido pelas empresas por meio de informação e tecnologia que realmente demonstrem o valor da sustentabilidade para o negócio”, pontua Sonia.
A executiva, que está a frente da FEE, conta que a BASF tem procurado investir no desenvolvimento sustentável da sociedade desenvolvendo projetos e criando ferramentas que orientem a tomada de decisão nas empresas. A empresa que contabilizou vendas em mais de 50 bilhões de euros em 2009 e contava, aproximadamente, com 105 mil colaboradores no final do ano passado, sendo 5 mil na América do Sul, investe desde 2005 cerca de R$ 8 milhões em ações de sustentabilidade desenvolvidas por meio da Fundação. Completando cinco anos, a FEE fechou o ano de 2009 com uma receita total de R$ 2 milhões.
Segundo Sonia, a preocupação da companhia tem sido facilitar a compreensão do que realmente significa a sustentabilidade. “Nosso objetivo é promover o desenvolvimento sustentável na sociedade, transferindo conhecimento e tecnologia, especialmente na aplicação de atividades em ecoeficiência, educação ambiental e reflorestamento. A missão tem sido facilitar a compreensão da sustentabilidade pela sociedade, seja por meio de projetos concretos, seja pela participação em fóruns de diversos segmentos. A sociedade carece de ferramentas que orientem a tomada de decisão, que permitam balancear os aspectos econômicos, sociais e ambientais”, explica.
Atuando nas frentes de ecoeficiência, educação ambiental e reflorestamento, a FEE desenvolveu em 2009 cerca de 10 análises de ecoeficiência por solicitação de empresas que já consideram a sustentabilidade na estratégia de seus negócios, como Braskem, Grupo Votorantim, Fibria, Quattor, inpEV, além da própria BASF. Por meio desta análise de ecoeficiência, a empresa tem condições de avaliar os impactos ambientais e econômicos de um produto, processo ou serviço, do berço ao túmulo.
“Essa metodologia permite que o produto seja avaliado desde a extração da matéria-prima até a disposição final, o que promove melhorias, fornece informação para o público e alavanca a sustentabilidade das empresas e instituições. Ao todo, já foram feitos 18 estudos de ecoeficiência no Brasil. Para uma das instituições atendidas, o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), a análise trouxe benefícios institucionais e também mercadológicos. Além disso revelou ganhos econômicos e ambientais resultantes da atuação do sistema de destinação das embalagens vazias de defensivos agrícolas: 163 mil toneladas de CO2 deixaram de ser emitidas desde 2002, quando o inpEV foi criado. A mesma ferramenta também avaliou os investimentos em treinamento para colaboradores, geração de empregos, acidentes e doenças ocupacionais, entre outros aspectos”, conta Sonia.
A empresa que realiza ainda ações de educação ambiental e reflorestamento, espera desenvolver nos próximos anos uma maior visibilidade no que tange ao fornecimento de tecnologia e conhecimento das suas três frentes de atuação.
E você, conhece outras iniciativas/projetos sustentáveis de empresas brasileiras que têm feito a diferença no mercado?

Desafios da TI Verde

Empresas ainda precisam superar desafios para obterem eficiência energética em seus datacenters. Conheça alguns deles
 

Durante um seminário no Centro de Energia do Pacífico, há algumas semanas, Mark Hydeman, da Taylor Engenharia apresentou os cinco desafios que as indústrias precisam superar para obterem eficiência energética em seus datacenters. Percebi que ele tem uma lista de pendências em execução e que se for solicitada a lista de todos os obstáculos, dificuldades e desafios para criar um datacenter eficiente em termos energéticos, ele teria uma lista muito boa no final do dia.
Esse pensamento veio a mim quando participei do Simpósio de 2010 do Instituto Uptime, em Nova Iorque. Mas desta vez eu me perguntei, "quem mais tem uma lista de obstáculos?”
Sem dúvida, Ken Brill tem uma. Albert Esser e Andrew Fanara também. Eles estão todos em cada cérebro respectivo - publicado em qualquer lugar e o resto de nós não pode, eventualmente, ver o que cada um considera importante e como nós, como uma indústria, podemos classificar os nossos desafios em uma maneira eficaz para superá-los.
Se os 30 autonomeados líderes colocarem seus pensamentos em um único site, podemos ver as diferenças e similaridades de como esses desafios são percebidos e fazer uma lista abrangente sobre o que precisa mudar nos próximos três anos.
Então aqui está a minha lista da necessidade da indústria:
1. Precisamos de uma definição global de TI. Os europeus utilizam TIC como sua definição, que engloba muito mais do que os servidores e que muda a percepção da magnitude da oportunidade. Eu gostaria de ver as Américas e Ásia sincronizarem suas definições de TI com a dos europeus.
2. Todos nós precisamos de um melhor acesso às previsões de vendas de servidores. Eu não vejo os programas de eficiência energética dos datacenters como uma baixa prioridade, mesmo que os gestores entendam a curva de crescimento para os servidores durante a próxima década. Precisamos abrir essa informação para os decisores políticos compreenderem que, mesmo com os servidores mais modernos, o uso das mídias sociais está conduzindo a utilização de uma enorme quantidade de energia.
3. Precisamos de profissionais qualificados e experientes, para nos ajudar a reinventar as estruturas da empresa e recompensar a eficiência energética em TI com pacotes de bônus ao pessoal. Isso significa que RH, finanças e TI têm de redefinir o conjunto da solução. Até à data temos falado do problema sem envolver outros profissionais no processo - eu não fui a uma única conferência, onde são convidados palestrantes para enfrentar este desafio.
4. Precisamos perceber que a disponibilidade de água é uma ameaça iminente em muitos dos locais onde os datacenters estão agrupados. Mas a escassez de água será um problema muito maior do que a construção de fontes de energia. Precisamos de um plano nacional para aliviar os pontos de tensão na paisagem dos datacenters.
Ainda não temos um mecanismo de recolhimento de ideias e precisamos descobrir os pontos comuns nas perspectivas para que possamos articular melhor as soluções.
Qual seria a sua lista de desafios?
Deborah Grove (Consultora de TI verde da Grove Associates)

Uma ajudinha da MTV


MTV vai reflorestar 3 milhões de árvores nativas em todo o Brasil. A ação será resultado da ação EcoRockalismo, projeto da emissora que acontecerá por todo o país.
Lançado ontem, a MTV aposta na influência do rock para mobilizar as pessoas a serem mais conscientes. O movimento é resultado do “Dossiê Universo Jovem“, feito em 2008.
No Brasil, 75% da emissões de CO2 advém do desmatamento e de queimadas de florestas. Cada uma das etapas da ação vai plantar 500 mil mudas, atingindo o número de 3 milhões de árvores plantadas ao final das 6 etapas. Isso significará 500 mil toneladas de carbono neutralizados, em 35 mil hectares de diversas regiões do país.
O plantio ficará a cargo da IBF (Instituto Brasileiro de Florestas), uma dos mais respeitáveis institutos de reflorestamento.
As informações são da Assessoria de imprensa da MTV.
postado em: 14 de Julho de 2010 por Flávio Vieira
Fonte: www.energiaeficiente.com.br

Trailer - Efeito Reciclagem (Papel)

O Valor do seu Negócio está na mão de quem?

A importância das partes interessadas na geração de valor e na sustentabilidade do negócio.
Negócio Sustentável é aquele que procura entender os limites e oportunidades que estão no contexto global e local – como a pobreza, mudanças demográficas, legislações, tecnologia, disponibilidade de recursos naturais e humanos e a regras de globalização – analisa estas informações de forma selecionada e procura cruzar com a cadeia de valor do negócio.


A informação proveniente deste cruzamento vai mostrar para a empresa onde estão as necessidades de mitigação, de mudança da forma de fazer e das oportunidades de alavancagem competitiva com ganhos sociais. Se você já passou por um processo destes, parabéns, pois está gerando ou protegendo valor ao negócio. E com sustentabilidade.Este “bom negócio da sustentabilidade” alia resultados de curto prazo que atendem aos anseios dos acionistas, com resultados de médio-longo prazo, que atendem às necessidades e anseios das demais partes interessadas e contribuem com os interesses do negócio e da sociedade.
O equilíbrio destes interesses é uma questão essencial à sustentabilidade, e ele não se dá na empresa ou na sociedade, com os patrões ou com empregados, com as pessoas ou com o meio ambiente, mas sim nos relacionamentos que se estabelecem em todos os níveis e evoluem ao longo do tempo.
Portanto podemos dizer que as partes interessadas são públicos estratégicos para a empresa que podem compreender, além dos acionistas, o seu público interno (funcionários, terceiros, colaboradores em geral), os fornecedores, os clientes ou consumidores de seus bens e serviços, a comunidade – no sentido estrito (entorno da empresa) ou amplo (atingida pelos negócios), a sociedade e suas organizações de promoção, defesa, atenção e garantia de direitos, o Estado com suas organizações do poder executivo, legislativo, do judiciário e do ministério público, os sindicatos, a mídia, o sistema financeiro, ONGs, o meio empresarial e, dentro dele, a concorrência.
Entender este ambiente complexo passa por definir temas de interesse para que o diálogo possa ser organizado e com valor prático para aplicação. Estes temas serão aqueles que a empresa terá de negociar, desenvolver, pesquisar, estruturar para atingir os objetivos de negócio. Afinal ninguém faz nada sozinho. Cada objetivo tem seus temas de interesse.
Neste ponto do processo, a sustentabilidade vai aparecer como realmente deve ser – no modelo de negócio. Não sendo desta forma, você certamente vai atolar na busca do chamado negócio sustentável. Não vai conseguir expressar o valor para o negócio, ficando na superficialidade de ganhos de imagem, nas ações de boa cidadania.
Se este processo que acaba de ser descrito acima fez sentido para você, fica a pergunta para a reflexão – Quem está impactando o valor do seu negócio?  Como se pode gerar um valor ganha-ganha entre o negócio e a sociedade, no melhor sentido da sustentabilidade empresarial e o desenvolvimento local? Quais os ativos empresariais que posso fortalecer com esta abordagem?
A busca pelo valor compartilhado entre empresa e sociedade passa por reflexão, metodologia, diálogo, intenção e gestão. Em recente entrevista, Daniel Waistell da Accountability pontuou que “o desafio, não só no Brasil como em qualquer outro lugar, é ter certeza de que o compromisso está estrategicamente alinhado, e que não existe apenas como um processo, mas ligado ao restante da organização, ajudando a mudar a abordagem das iniciativas da empresa”.
João Paulo Altenfelder é sócio da SEI Consultoria e professor convidado da Fundação Instituto de Administração