Copa 2014: Brasil vira foco e atrai empresas de TI

Estudo aponta grandes investimentos para o período de 2010 a 2014 passando por telecom, sistemas e capacitação profissional

A conjuntura econômica global propiciou ao Brasil pelo menos nos últimos dois anos uma visibilidade internacional que o País não conhecia há algum tempo. E não falamos apenas de carnaval e títulos de campeonatos de futebol. O bom momento da economia trouxe uma sucessão de boas notícias, como o grau de investimento, que culminaram com a escolha do País para sediar a Copa do Mundo em 2014 e a Olimpíada em 2016. E esses dois últimos fatos farão com que o mercado interno se torne um polo de atenção global para diversos tipos de atividade.

"Tem empresas de TI vindo para o Brasil por conta da Copa e não necessariamente ficando no Rio de Janeiro ou em São Paulo", avisa José Carlos Pinto, sócio da área de assessoria da Ernst & Young, consultoria que divulgou o estudo "Brasil Sustentável: impactos socioeconômicos da Copa do Mundo 2014", produzido em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

A pesquisa estima que serão investidos R$ 30 bilhões no País para a recepção do evento, valor que envolve estádios, urbanização, tecnologia, entre outros pontos. Mas o que mais impressiona na análise, é um ponto ressaltado por Pinto. "Esses investimentos têm uma repercussão muito complexa. Mas isso vai gerar uma movimentação adicional de R$ 142 bilhões." Essa geração de receita está compreendida ao longo de quatro anos, entre 2010 e 2014, e contempla, por exemplo, movimentação de turistas, consumo de telecom, entre outros.

O estudo não traz um investimento específico em tecnologia, mas alguns dados revelam que não será pouco. Apenas para acomodar o fluxo de informações e a capacidade de processamento estão previstos R$ 309 milhões. Eles usam como base o que houve na Alemanha em 2006, quando, em 32 dias, o evento gerou produção e tráfego de cerca de 15 terabytes de dados, o que exigiu a participação de mais de mil profissionais da área.

Outra ação importante que terá plena participação de TIC é a construção do International Broadcast Center (IBC), que demandará R$ 184 milhões, isso sem falar na atuação que as companhias de tecnologia e telecom terão nos International Media Centers (IMCs) que ficarão nos estádios e estão previstos nos projetos de adequação.

Até agora, apenas investimentos privados foram citados. Há ainda toda a expectativa em torno do Plano Nacional de Banda Larga, citado pela pesquisa, que deve receber R$ 13 bilhões de investimento público. E este projeto, em especial, é essencial tanto pelo legado social, que ficará a cabo da popularização da internet rápida para as diversas camadas sociais, e para dar conta de toda a banda que será utilizada com a chegada dos turistas e jornalistas de todos os lados do mundo.

Mas, de acordo com Pinto, as coisas estão caminhando. Ele afirmou que diversas companhias já estão com equipes trabalhando para a Copa. "Muitas já têm previsão de investimento e retorno. Em TI tem muita gente dedicada (à Copa)." O executivo lembra ainda que a tecnologia deixará muita coisa boa. Ele exemplifica com um software de gestão do estádio - bilheteria, evacuação de pessoas -, que pode vir da Alemanha, a fabricante está em busca de parceiros. Tem ainda, na questão da venda de ingressos, o sistema gerenciado pela MATCH, parceira da FIFA.
Além disso, há uma estimativa de geração de 3,6 milhões de postos de trabalho no mesmo período. "(O evento) ajuda posicionar o Brasil de forma diferenciada. Tem tido boa vontade (de todos os lados), mas pouca integração", alerta.

Inércias da sustentabilidade empresarial

Muito além da diversidade de práticas corporativas, entendimentos dos gestores e diagnósticos sobre dificuldades e desafios de posicionar e gerar valor entre os consumidores ao redor das propostas de sustentabilidade das empresas, existe uma série de questionamentos que se repetem na mídia, na agenda das companhias, nas conferências sobre responsabilidade socioambiental. Da mesma forma, repete-se o erro por trás da pergunta e das respostas ou “chutes” mais imediatos que acompanham tais questões.
 
1. Quanto melhor negócio é ser sustentável?

A abordagem pode ser especulativa para quem ainda não desenvolveu iniciativas, ou nascer da necessidade de justificar internamente os investimentos. O curioso é que a dúvida persiste apesar da confluência de evidências indicando:
A quase duplicação do consumo de premiação de grandes empresas percebidas como responsáveis no Brasil nos últimos 4 anos, atingindo hoje 22% conforme o Monitor de Responsabilidade Social;
O elevadíssimo e contínuo interesse sobre o comportamento ético e sustentável das empresas, que reúne ¾ do público geral, que não arrefece mesmo em momentos de recessão ou diante de escândalos corporativos;
A disposição de pelo menos metade dos consumidores a pagar um sobrepreço para prestigiar a produção mais sustentável.
Em termos crus e nus de mercado isso significa oportunidades e mais market-share por onde quer que se analise. E aí estão a explosão do consumo dos orgânicos (mais de 40% de crescimento anual só no Grupo Pão de Açúcar), o boom e o branding de excelência do Starbucks construído ao redor da aposta no comércio justo ou a volta por cima da Nike após o lançamento do Nike Trash Walk feito com material reciclado. No entanto, a dúvida inercial, quando não um ceticismo que acaba sendo corrosivo, persiste.
 
2. Mas, e como explicar as apostas sustentáveis que não vingam?

O exemplo da vez é o amaciante concentrado da Unilever, Confort Concentrado. As qualidades eco-eficientes do líquido concentrado poupam uso de água, reduzem a poluição química e geram uma economia para o usuário final, e ainda por cima ele custa menos que produtos concorrentes. Entretanto, seu baixo volume de vendas comparado com concorrentes vem sendo apontado como evidência do fracasso de uma proposta ancorada na sustentabilidade. Agregando insulto ao prejuízo, a revista Época faz gozação: “Só falta combinar com o consumidor”. 

Agora, bem, a experiência de pesquisas com testes de produtos e eficácia da comunicação revelam que o problema não costuma estar apenas na identificação de virtudes sustentáveis; de fato o problema começa pela dissonância que cria na cabeça do consumidor (principalmente para quem é responsável por lavar a roupa) a idéia de, por um lado, usar um produto concentrado cujo efeito deveria ser limpar melhor, poupar água e assim reduzir seu impacto ambiental, e, por outro, a automática associação de que um concentrado exigirá mais água para lograr um enxágüe satisfatório. O que emerge por trás das reações do público usuário da nova proposta não é a recusa às propriedades sustentáveis, e sim a associação de limpeza eficiente ao uso intenso da água, uma vez que o produto concentrado leva (na cabeça da maioria das consumidores) à exigência de um uso ainda maior de água para enxaguar efetivamente, todo o qual acabaria representando um risco maior ao meio ambiente e ao próprio bolso –não o contrário. Portanto, o foco da mensagem é que exige um redirecionamento mais educativo, levando em conta a cultura da limpeza e enxágüe no Brasil. 

Mas, o problema não pára por ai. Como todos os anos, nosso estudo Monitor de Responsabilidade Social traz o ranking das melhores empresas em RSC do ponto de vista do consumidor. Unilever não aparece entre as dez, mas sim aparece a Ypê, que concorre em vários segmentos com a primeira. E qual a razão disso? Naturalmente existem vários motivos, mas é só comparar as embalagens de ambas marcas para identificar pelo menos um deles de forma clara: o produto Ypê com seus selos de  qualidade ambiental (FSC), programa de defesa de florestas e indicações de recipiente reciclável dá várias dicas ao consumidor final sobre em que lugar ela aspira estar em termos de percepção pública da sua sustentabilidade; já a embalagem do Confort Concentrado...

A inércia de não comunicar adequadamente o atributo sustentável ou pular o entendimento de qual abordagem melhor ajuda o consumidor a identificar as virtudes sustentáveis de um produto (ao mesmo tempo em que se comunica com bumbos e tambores outros atributos como menor preço ou selos de controle de qualidade da produção) é mais uma das respostas inerciais do mercado corporativo engajado com a RSC.

3. E se é tão bom, porque o consumidor brasileiro não prioriza mais decididamente os produtos sustentáveis?

A pergunta costuma vir tanto de quem já incorporou uma gestão sustentável à estratégia dos negócios como de quem ainda está indeciso. A resposta seria outra pergunta: o que é que as empresas estão fazendo para entender como o consumidor decodifica o compromisso empresarial com a sustentabilidade? Quais sinais e pistas cognitivas traduzem para ele que a empresa está do lado da responsabilidade? Ou como conectar as qualidades sustentáveis de forma que gerem um impacto perdurável na cabeça do consumidor?

Hoje, menos de 2% do faturamento anual da indústria de pesquisa no Brasil resulta de estudos com consumidores ou formadores de opinião sobre sustentabilidade, consumo consciente ou impacto de programas e ações de RSC ou reputação corporativa. Entre os institutos especializados nessas áreas, o total de projetos desse tipo raramente ultrapassam 10% do seu faturamento. Conclusão: há uma escolha das gerências de marketing, pesquisa e comunicação por ignorar ou manter num degrau mínimo o conhecimento de como construir essa conexão e expandir o mercado sustentável de uma perspectiva consumidor-céntrica. A inércia leva, por exemplo, a manter um infinito número de projetos explorando o peso relativo de atributos (ou funções) de produtos muitas vezes indistinguíveis entre si mas que deixam o comportamento ético ou socioambiental do fabricante de lado, ou –então- a pesquisar a elasticidade de preço tolerada pelo consumidor, sem incluir o fator sustentabilidade. Fabricantes de celular sabem mais sobre a utilidade marginal de mudar o desenho do plug no aparelho do que a utilidade potencial de ofertar um aparelho cuja fabricação reduza a pegada ambiental do seu produtor. Companhias de varejo sabem muito mais sobre como alinhar produtos na prateleira para potenciar vendas casadas do que como destacar produtos cujos fabricantes têm credenciais socioambientais, de forma a potenciar a compra sustentável. A inércia vence mesmo entre várias empresas na dianteira do movimento pela responsabilidade social. 

4. Ajudar o consumidor a fazer escolhas responsáveis significa mais despesa em informação e publicidade?

O consenso na mídia, nas empresas e nas consultorias de que falta informação é tão unânime que chega a provocar desconforto. De fato, trata-se de mais uma resposta inercial. São sistemáticos os achados de estudos (como do Monitor RSC) indicando que o nível de exposição à informação sobre sustentabilidade empresarial não ultrapassa 30% da população adulta. São vários os institutos que apontam que uma parte substancial das compras (chegando até 70% delas) são feitas por impulso, sem listinha prévia e, portanto, sem o indivíduo chegar até a prateleira fantasiado de sujeito enciclopédico e racional como muitos modelos da economia e administração pressupõem. Conclusão: a informação ajuda, mas ela deve ser acessível, digerível e estar explicitamente presente no momento chave da compra: onde o produto está, isto é, na prateleira (cuja cenografia pode contribuir para quebrar as barreiras cognitivas do consumidor) ou na própria embalagem. 

Não se nega aqui o valor da publicidade, já que ela permite massificar a mensagem, contribuir para um branding mais efetivo ao redor de conceitos como sustentabilidade e até repassar mais detalhes dos compromissos socioambientais da empresa. O problema é que a publicidade sobre responsabilidade empresarial também costuma ser vítima de inércia. Um estudo feito pela Market Analysis analizando mais de 750 anúncios sobre RSC impressos entre 2003 e 2010 em revistas líderes de notícias gerais e empresariais revela que menos de 9% do conteúdo comunica os resultados obtidos com os programas socioambientais dos anunciantes. De igual forma, não mais do que 11% dos anúncios indicam os investimentos realizados. No mínimo é curioso que uma ampla maioria das corporações cujo ABC do planejamento envolve sempre o uso de indicadores claros sobre quanto se gasta e o que se obtém com esse gasto ignorem ambos princípios na hora de compor sua comunicação sobre sustentabilidade. Que isso aconteça com quase 80% do conteúdo anunciado sobre ações sustentáveis não apenas representa uma oportunidade perdida para alavancar a demanda por produtos e serviços sustentáveis de forma crível e transparente, mas implica também em queimar dinheiro das empresas. 

5. Mas... o balanço social não seria já suficiente para comunicar o que eu faço?
Nessa época do ano a palavra “balanço social” está na boca e na agenda de trabalho da maioria dos gestores de RSC. E com os balanços vão embora, também, recursos significativos, já que raramente produzir o relatório socioambiental é uma operação de pouco tempo e baixo custo. Mas qual é o impacto do balanço social? Quem lê o balanço social? Que retorno ele traz ou poderia trazer à empresa? Quanto o seu conteúdo está efetivamente alinhado com as metas defendidas, com os públicos declaradamente privilegiados, com as prioridades indicadas pelos consumidores e comunidades de relacionamento?

Nossas pesquisas com funcionários de grandes empresas que publicam balanços sociais no país indicam que pouco mais da metade se sente extremamente bem informada  sobre o que a organização faz em matéria socioambiental, apesar que 9 em cada 10 admitirem que, quanto mais responsável é a organização, muito mais motivados e leais eles se sentem como colaboradores. Por outro lado, nossos estudos com consumidores, como o Monitor RSC, apontam que para menos de 60% a publicação de um relatório anual sobre atividades socioambientais é fator de reputação, e só um em cada dois sabem da sua existência. Essa brecha revela vários desafios e não poucas oportunidades a serem aproveitadas. Ninguém está chamando o balanço social de supérfluo, mas ele certamente poderia fazer mais pelo prestígio e posicionamento da empresa na esfera da sustentabilidade se houvesse compreensão sobre como os diferentes públicos interpretam as realizações das empresas e as expectativas que eles nutrem sobre o que ela poderia fazer. Infelizmente a inércia vence e se multiplicam os balanços sociais sem saber efetivamente porque, para quem e qual sua contribuição. 
 
As inércias na maneira de abordar e interpretar os desafios de tornar a sustentabilidade não apenas uma rotina da empresa, mas também um mercado vigoroso e, portanto, um bom negócio representam um dos grandes riscos ao sucesso do movimento da responsabilidade empresarial. Na medida em que se ignora nova informação por hábito ou se responde em piloto automático os interrogantes essenciais do setor, tais inércias se parecem cada vez mais a uma profecia auto-realizada de fracasso anunciado. Desvendar as nuances de tais respostas pré-fabricadas e contrapor sua existência às evidências pode ser um passo certo rumo à diminuição das incertezas sobre como, por que e o que esperar de um futuro mais sustentável.

Quais as profissões sustentáveis do futuro?

Auditor de Energia, Professor de Sustentabilidade e Engenheiros estão entre as oportunidades futuras. 
 
Um estudo divulgado pelo Green Building Council dos EUA, estima que os projetos de construção ambientalmente corretos acrescentarão 7,9 milhões de empregos verdes e US$ 554 milhões para a economia americana até 2012. Além disso, o governo federal destinou US$ 750 milhões em bolsas de formação de postos de trabalho verdes como parte do American Recovery and Reinvestment Act, aprovado em fevereiro de 2009.
"Ultimamente, estão surgindo novas ocupações para as carreiras verdes", afirma Ezra Drissman, gestora de conteúdo do GreenCareersGuide.com, um site voltado a empregos verdes. Por exemplo, o Auditor de Energia é um profissional responsável por avaliar e determinar quais são as melhorias que devem ser feitas para aumentar a eficiência energética de casas, como o isolamento ou a substituição das janelas.
A Reeis Inc., empresa de serviços de eficiência energética, com sede em Scottsdale, Arizona, tem uma equipe de auditores de energia para atender os clientes.  “A maioria dos profissionais teve uma carreira na indústria da construção residencial e assim estava familiarizado com o modo de construir casas", afirma Todd Reeis Russo, presidente da empresa. "Por causa do colapso financeiro e do estado da economia, não há mercado para a construção de novas casas, assim o seu trabalho normal não está disponível para eles." 
Segundo Russo, um dos programas de formação mais amplamente reconhecido por auditores de energia é voltado para a obtenção de certificação do analista, oferecido pelo Building Performance Institute, um grupo de Malta. Os cursos do BPI são oferecidos em faculdades, empresas de serviços públicos e centros de formação nos EUA.
Uma outra oportunidade será na área da Educação para os Professores de Sustentabilidade. Quanto mais atenção é dispensada aos empregos verdes, mais centros de formação voltados ao segmento estão surgindo, como o Green Education Services, uma empresa sediada em Nova York, que oferece formação em tecnologia de construção verde e auditorias energéticas.
Zach Rose, CEO do centro, possui 11 funcionários, incluindo os instrutores que ministram os cursos. Rose diz que os professores não possuem graduação em Educação, mas possuem a experiência da vida real relacionada com a indústria da construção, como design de interiores e arquitetura. Se você estiver interessado em se tornar um Professor do verde, um primeiro passo é tornar-se credenciado LEED ou ter experiência em outros aspectos das construções sustentáveis. LEED, ou Liderança em Energia e Design Ambiental é uma certificação de edifícios verdes que confirma que a construção utilizou técnicas ambientalmente amigáveis. Os profissionais podem obter vários níveis de credenciais LEED por meio de uma série de exames. Mais informações podem ser encontrados no Green Building EUA.
Oportunidades também surgirão para os Engenheiros, tanto civis quanto mecânicos. Estes profissionais são necessários em projetos de construções "verdes", diz Tad Radzinski, presidente da Sustainable Solutions Corp, uma empresa de consultoria verde em Royersford. Os engenheiros civis podem ajudar a determinar o melhor local para um prédio verde e projetar sistemas para lidar com o escoamento da água, um fator importante em design ecológico. "Eles são as pessoas que vão começar a fazer o ordenamento do território", diz Radzinski. "Eles também têm que fazer a gestão de águas pluviais, porque, muitos dos trabalhos de construção verde, consideram a forma como gerimos a água da chuva e como a tratamos."
Enquanto isso, os engenheiros mecânicos podem ajudar o design do aquecimento, arrefecimento e sistemas de ventilação que são compatíveis com os padrões LEED e outras construções verdes. Para garantir empregos verdes em engenharia, a certificação LEED é sempre útil, afirma Radzinski. Algumas escolas, como Villanova University, e Stevens Institute of Technology em Hoboken, New Jersey, mantêm cursos de pós-graduação em engenharia sustentável.
Vendedor de equipamentos para energia eólica é mais um emprego do futuro. Com o IRS fornecendo créditos fiscais de até 30% do custo de sistemas de energia renováveis, tais como turbinas eólicas, não é nenhuma surpresa que muitas pessoas estão encontrando empregos verdes. Loree Long, co-proprietário da empresa de turbinas eólicas Win-Gen Power,  em Weatherford, Texas, diz que ela e seu marido Ted, vendem em média um sistema por mês, principalmente para clientes interessados em questões ambientais e de responsabilidade fiscal. “A maioria das pessoas querem ser verdes. Mas se você está economizando dinheiro ao mesmo tempo, é um incentivo muito bom", diz Long.
Para lançar seu negócio, Long entrou em contato com a Southwest Windpower, fabricante de turbinas eólicas em Flagstaff-Arizona, e participou da formação disponibilizada pela fabricante. Depois de instalar uma turbina em sua propriedade para garantir que era um produto de qualidade, eles começaram a vender em Dallas-Fort Worth, disse. A vendedora afirma que os interessados em se tornar vendedores de energia eólica deverão encontrar um sistema que eles gostam e entrar em contato com o fabricante. Grande parte do negócio é aumentar a conscientização sobre de turbinas eólicas.
Já os Especialistas em Climatização, realizam a readequação das casas com janelas novas, isolamento e outros produtos para aumentar sua eficiência energética. A climatização residencial é tão importante que recebeu US$ 5 bilhões do American Recovery and Reinvestment Act,disse Fred Humphreys, presidente do Home Builders Institute, o braço de desenvolvimento de força de trabalho da National Association of Home Builders. No entanto, faltam técnicos qualificados para realizar a atividade, o que está tornando o campo potencialmente lucrativo.  "É por isso que a formação é muito importante", diz Humphreys. "Não há empreiteiros qualificados o suficiente para fazer estes trabalhos, conclui."
Fonte: Agenda Sustentável (www.agendasustentavel.com.br)

Pegue uma carona na onda verde!

Qual a última vez que você pegou ou deu carona com um desconhecido?

Talvez essa seja apenas uma lembrança longínqua da sua adolescência…
O que importa é que isso pode ser uma ótima solução para o caos das grandes cidades. Não só para diminuir o trânsito, mas também para evitar a emissão de milhões de toneladas de CO2. Está no ar o TipCar.
A ideia é simples: Você se cadastra rapidamente no site e oferece ou pede carona. Outras pessoas que têm o mesmo trajeto que você vão ver. Aí você localiza sua carona de forma rápida e inteligente. E pode usar todas as redes sociais - Comunidades TipCar, Orkut, Twitter, etc - para identificar o parceiro ideal ao seu perfil. Não se preocupe: você é quem decide como e com quem vai. E você ainda pode dividir os gastos.
E aí, queremos saber: o que te impede de dar ou pegar uma carona?

Relógio Sustentável movido a Limão e Açucar

Esqueça as baterias, pilhas e todo o lixo que produzimos quando elas perdem a utilidade! Com a questão da sustentabilidade ganhando força em todo o mundo, uma empresa norte-americana que fabrica produtos descolados para casas e escritórios, a Bedol, criou uma linha de produtos ecológicos. Entre eles, um que chama a atenção pela excentricidade: o “Eco-Friendly Water-Powered Clock”.

É um relógio-despertador que funciona, praticamente, a base de limonada. O aparelho possui um mecanismo composto por um conjunto de eletrodos que reagem e produzem energia a partir de um copo de água e algumas gotas de limão – para acelerar o processo.
Existe uma abertura na parte de cima do relógio, por onde deve-se colocar o líquido. A partir daí, ele funciona de seis a oito semanas e, na hora de reabastecer o aparelho, um chip de memória armazena as informações de hora e alarme. Ou seja, o usuário não precisa reprogramá-lo toda vez.
O relógio pode ser comprado, on line, por $ 16, no site da empresa, que atende vários lugares do mundo, inclusive o Brasil.

Imaginação e Direitos Humanos. Uma Breve Lembrança de José Saramago, artigo de Carlos Alberto Lungarzo

 
Sexta-feira, 18 de junho de 2010, a cultura universal e o humanismo tiveram seu dia mais aciago desde 15 de Abril de 1980, quando faleceu Jean-Paul Sartre, um dos intelectuais mais completos do século e um dos maiores ativistas da história. Foi anunciada a morte de José de Sousa Saramago, o mais celebrado escritor da língua portuguesa, pensador finíssimo e criativo, narrador original e intenso, a figura que fez a delícia de várias gerações de mentes sensíveis e progressistas.
Mas não tenho cacife nem faz parte de minha missão me referir ao grande mestre em sua qualidade de literato, filósofo e artista. Quero que esta nota (que deve ser breve, pela urgência de torná-la pública) se refira a seu aspecto mais importante: os direitos humanos.
Digo isto, porque, junto ou acima de sua lendária celebridade como escritor no mundo todo, nada foi mais importante que sua defesa da condição humana. Saramago não foi apenas um literato que expressou, através de sua arte, uma visão humanista e progressista do mundo. Foi um homem comprometido, um observador e um ator consciente e corajoso, um batalhador que assumiu riscos radicais, desde que emergeu, em sua juventude, de uma região do mundo dominada pelo fascismo e o obscurantismo, até anos recentes.

Diferente das outras duas figuras históricas com as quais possui grande afinidade, Sartre e Bertrand Russell (1872-1970), Saramago nasceu numa família que não provinha da burguesia intelectual francesa, nem, menos ainda, da nobreza britânica, mas de uma família de trabalhadores pobres que lutava contra a devastadora miséria das vielas da Freguesia de Azinhaga, e que se deslocou a Lisboa logo que fora possível.
Se Portugal foi um estado fascista até o começo da década de 70, podemos imaginar como se vivia naquele sofrido extremo da Europa quando Saramago se aproximava dos 15 anos, com a sangrenta imagem do falangismo espanhol batendo nas fronteiras de Portugal, e as atrocidades do Salazarismo em sua própria terra.
A vida de Saramago é pública e bem conhecida. Quero falar um pouco de minhas vivências sobre o grande escritor, a partir de minha condição de ativista dos Direitos Humanos.
No ano 1989, quando um grupo de garotos e meninas inexperientes tentou evitar uma quarta tentativa de golpe militar na Argentina, num esforço generoso de defender a democracia, os ativistas foram alvo de uma tocaia tendida pelo exército, onde muitos deles foram metralhados, queimados com bombas de napalm, e alvejados por bazucas. Mais de 40 foram capturados e submetidos a bárbaras torturas. A democracia não estava grata a seus defensores. Pelo contrário, aqueles infames e covardes politiqueiros odiavam esses jovens ingênuos que tinham estorvado o objetivo das máfias políticas argentinas: reconciliar-se com os militares para continuar a repressão pela via “legal”.
Este caso, chamado La Tablada, pelo nome da cidade onde foi tendida a cilada, é muito longo e complexo. Suas sequelas duraram até o ano 2000. Onze anos após o massacre, as vítimas que foram capturadas vivas e torturadas, estavam cumprindo, com sentença sem julgamento, penas que iam de 20 anos a prisão perpétua. Os corruptos juízes tinham entregado os documentos ao procurador militar, para que ele decidisse, mantendo longe os advogados da defesa, e proibindo a possibilidade de recurso. Durante o governo mafioso e neofascista de Menem (1990-1999), Argentina desobedeceu as exigências da CIDH da OEA (chefiada na época pelo grande mestre dos DH na América do Sul, Hélio Bicudo) de submeter a julgamento àquelas vítimas.
Em 2000, quando assumiu De La Rua, um bacharel ardiloso, as vítimas pensaram que teriam uma esperança. O novo presidente não era um terrorista de estado, como Menem, nem estava implicado em crimes contra a Humanidade como aquele; era apenas um moderado colaborador da direita que podia ser pressionado. A única alternativa dos jovens era morrer dignamente, e começaram uma greve de fome que, em total, durou quase três meses.
Foi então que soube da generosidade de Saramago. Não foi o único prêmio Nobel. Também, Rigoberta Manchu, Pérez Esquivel e outros colaboraram conosco. No entanto, o mais comovente foi sua humildade e objetividade. Ele escreveu uma carta ao Presidente De La Rua, quem deve ter tomado conhecimento do escritor pela primeira vez na vida.
Não lembro literalmente de todo o conteúdo, e não quero distorcê-la, mas lembro seu espírito e as primeiras linhas.
Ele dizia que um prêmio Nobel não tem nada de especial, mas, às vezes a sociedade distingue algumas pessoas, e isso torna a voz delas pessoas mais escutada que a de outras. Não era só modéstia. Era o sentimento profundo do valor relativo das premiações, que tanto deslumbram os buscadores de prestígio e os temperamentos preconceituosos.
Saramago lutou por essa e por muitas outras causas até o final, e é muito difícil avaliar numa rápida olhada quando lhe devem as causas nobres, progressistas e humanitárias ao longo de uma vida, primeiro, assombrada pelo fascismo tradicional, depois, pelo fascismo de mercado, e atualmente, pelo vandálico neoliberalismo.
E foram essas forças trevosas as maiores inimigas do afável e simples Seu José.
Saramago foi tortuosamente acusado de antisemita, por ter expressado, com uma isenção e serenidade alheia a quase todo o resto da esquerda (que generaliza o terrorismo de estado israelense a toda a ideologia sionista), um fato singelo e objetivo: não pode usar-se o pretexto de ter sofrido, para provocar o sofrimento dos outros.
Mas esta posição de crítica objetiva ao terrorismo israelense, o diferenciando do sionismo em geral, também compartilhada por Noam Chomsky e dúzias de intelectuais judeus e não judeus, não é seu principal gesto em defesa dos valores humanos.
Saramago desafiou forças muito mais intensas, ancoradas na península Luso-Ibérica desde os tempos dos reis visigodos, como a superstição e o nacionalismo. Neste último sentido, o escritor se definiu em favor de uma federação Espanha-Portugal, ressaltando a importância da fraternidade das nações e desprezando a ideia fetichista de que a pátria pode ter sentido independente dos habitantes. Ele voltava assim, as fontes mais puras do comunismo clássico, antes do chamado “nacionalismo de esquerda”.
Como Giordano Bruno, Galileu, Miguel Servet, Goya, e outras celebridades capitais na história do pensamento e da ação, Saramago foi alvo do ódio da Igreja Católica. Ao longo da vida cultural de Ocidente, foram poucos os pensadores que ousaram dizer, singelamente, que não existia nenhuma prova da existência de Deus, e que as pessoas acreditavam por diversas razões (entre elas, o temor).
Com efeito, até as mentes consideradas lúcidas, esmolavam moderação da crueldade doentia do Santo Ofício. A colocação de uma filosofia realmente humanista (que teve alguns traços nos hedonistas e céticos gregos) só conseguiu consistência com os mecanicistas franceses, e especialmente com as correntes que surgem do marxismo e do anarquismo.
Saramago se insere nesse grupo de vozes esclarecidas, modestamente seguras, sem empáfia nem alarde. Teve a seu favor o fato de ter vivido numa época em que as fogueiras da Inquisição parecem apagadas… ou amortecidas. Sua defesa do humanismo, seu espírito de tolerância, e seu reconhecimento da beleza de alguns textos teológicos (a despeito de seu vácuo conceitual) são únicos em nossa época. Compartilha com Sartre, Russell e Camus a desmistificação da sacralidade. Mas, Sartre expressa suas ideias não com o senso comum, mas com uma filosofia de compreensão árdua; Russell, como quase todo cientista, não atingiu a popularidade que consegue um artista ou um literato; e Camus, apesar de seu agnosticismo e humanismo, defende uma solução egoísta e individual, porque o homem que ele liberta encarna a luta pessoal e não a solidariedade.
Creio que Saramago está ainda em vantagem com Noam Chomsky, pois sua humildade e objetividade o conduzem a uma visão equilibrada do universo. Ele disse que a Bíblia é um “manual de maus costumes, [...] um catálogo de crueldade e do pior da natureza humana”, mas nada há nisto que não possa ser demonstrado. Não é o produto de nenhuma parcialidade, mas do amor e preocupação por uma humanidade sadicamente ferida pelas trevas espalhadas pelas teocracias.
José Saramago nunca diminuiu seus esforços pela Humanidade, e os manteve ativos em quanto sua saúde física permitiu. Ninguém pode contra uma doença terminal, porque justamente, essa fragilidade faz parte de nossa natureza biológica. No ano passado tentei me comunicar com ele, para adicionar seu nome à lista de Prêmios Nobel e outras celebridades que pediram a libertação de Cesare Battisti. Não tenho dúvida de que ele teria aderido com entusiasmo. Mas, sem que eu soubesse, ele estava sofrendo os estragos finais da leucemia e meu e-mail não chegou a destino.
Ao transformar-se de novo a brilhante mente e a fina sensibilidade de José Samarago, num conjunto de células sem vida, as perdemos de maneira definitiva. Sabemos que nem um átomo de seu eu sobreviverá em lugar algum. Mas fica sua obra e sua lembrança para iluminar a noite do mundo supersticioso, racista e sanguinário que ainda vivemos.
* Colaboração de Carlos Alberto Lungarzo, professor titular na Unicamp, atualmente aposentado, membro da Anistia Internacional, para o EcoDebate, 21/06/2010Fonte: Portal EcoDebate

A síndrome do Homo sapiens cozido !























Talvez uma das noções mais nostálgicas, pesarosas e tristes que possamos ter é admitir que um dia o nosso planeta seguirá o curso de seu destino sem a nossa presença, sem a presença do Homo sapiens e seus feitos extraordinários. Sem nossas máquinas, sem nossas catedrais, sem nossos túneis, sem nossos poemas, sem nossas paixões, sem nossas crenças, sem nossa semelhança com Deus, sem nosso orgulho de espécie, sem nossos sonhos, sem nossos descendentes reproduzindo tudo isso em maior ou menor grau, mas com pretensões de originalidade.
No entanto, o sentido de tal situação de pesar só pode ocorrer por suposição, por hipótese, por meio da antecipação operada pelo pensamento, uma vez que a situação de fato cria uma espécie de paradoxo insolúvel: Como poderemos nos entristecer por não estarmos aqui como espécie se de fato não estaremos aqui como espécie para nos entristecer?  Talvez essa noção arrefeça qualquer tanto a força dessa nostalgia e impeça que ela freie o nosso ímpeto de autodestruição.
Autodestruição que, aliás, muitas vezes se nos apresenta sob o título alvissareiro e pseudamente amável de progresso, divisas externas, desenvolvimento econômico, capacidade de pagamento, crescimento real, PIB, superávit primário e quejandos. Uma cristalização dessa ideia pode estar nos versos de Fernando Pessoa: Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências. O que for, quando for, é que será o que é. E assim, nós a sociedade de consumo e da informação sem reflexão, a dita sociedade contemporânea ou pós-moderna da qual fazemos parte, liga o f  na
potência máxima e doidamente antecipa o oco "çinixtro".
Há uma outra noção, não menos nostálgica, não menos dolorosa, que é continuar vivendo a nossa vida como espécie mas num planeta poluído, desfigurado, doente, como um nuvem de insetos, pululando sobre as chagas de um corpo em decomposição. Arg!
Esta não é uma situação à qual possamos alcançar apenas por meio do pensamento hipotético. Esta é uma situação real que acontece dia após dia diante de nossos olhos. Mas insistimos em não ver tal degradação. Nossos interesses imediatos jogam véus espessos em cima dessa realidade brutal e seguimos com a inocência comovente de chapeuzinho vermelho com sua cestinha para buscar morangos na floresta.
Talvez entre aí um aspecto ancestral do Homo sapiens para nos empurrar e conduzir por essa atitude maléfica. Nos primórdios da espécie, logo após a saída das cavernas, o Homo sapiens formou sociedades nômades, perambulando como caçadores de animais e coletores de coisas diversas pelas estepes africanas. Assim nossos antepassados podiam estar num vale novo, num platô diferente, numa montanha nunca vista antes, em fim diante de uma paisagem nova a cada dia. Com a formação dos grupamentos humanos, com o surgimento dos povoamentos, vilas e cidades, e a adoção do estilo de vida sedentária, continuamos trazendo dentro de nós aquele ser ancestral de costumes e hábitos nômades.
No entanto, agora, com o novo estilo de vida, mudamos a paisagem ao invés de mudarmos nós. Continuamos nômades, sem sair do lugar, mas interferindo bravamente na paisagem que nos rodeia, mais pela vaidade da mudança do que mesmo pela necessidade da adequação e proveito efetivo. Talvez a necessidade de consumo sem freio advém desse cacoete ancestral, do nomadismo mal resolvido, do bicho inquieto que trazemos dentro de nós, interferindo diabolicamente sem cessar em tudo o que está ao nosso alcance e buscando alcançar aquilo que ainda está fora.
Queremos mudar tudo, todo dia: é o nosso nomadismo quotidiano. Achamos bonito um morro desmanchado, uma terra amontoada, uma ponte projetada sobre o vão do rio, o edifício levantado, a água estancada, a cachoeira erodida, a mata jogada por terra, o deserto replantado, um penteado novo, uma nova cor nos olhos. Queremos uns óculos com aspecto original, um carro com novo design, um chapéu que nos dê molde mesmo que não nos proteja das intempéries. É, meu camarada, somos nômades sem sair do lugar. E mudamos tudo o tempo todo para que possamos ter uma nova paisagem ao nosso redor a cada instante. Um caleidoscópio paisagístico.
É de se lembrar que o nosso planeta, o nosso planetinha azul de clima ameno e sem igual no firmamento até onde nossa vista ampliada por telescópios alcança, não aguenta tanto desaforo do nosso “nomadismo sedentário”. Nossa casa está apodrecendo numa velocidade maior do que sua capacidade de regeneração. E pensar que um Deus benévolo irromperá  num rompante restaurador e colocará tudo em boa ordem novamente é uma  improbabilidade acachapante. Acreditar que nosso desenvolvimento tecnológico virá com suas máquinas malucas suturar as feridas que tão imprudentemente abrimos na carne do planeta é uma superstição sem precedentes no transcurso da espécie.
E que opção nos resta se nosso desenvolvimento tecnológico é incompetente para tal e Deus está lixando as unhas e olhando para os confins do universos, enquanto nós aprontamos nossas traquinices?
Por incrível que pareça, temos o componente instalado, o remédio para tal problema em nós mesmos, que seria a atitude ética e racional. Precisamos não apenas compreender a situação de desastre que estamos produzindo. Precisamos, isto sim, de uma atitude individual e coletiva, no sentido de usar os recursos naturais com parcimônia e moderação e a própria natureza cuidará do resto. Simples assim. Mas por que isso não ocorre?
O fato é que parece que sofremos da síndrome do sapo cozido. Diz a fábula que se se colocar um sapo numa tacha de água fervente ele se debate e salta de banda, do jeito que for possível e sai em disparada. Mas se se colocá-lo na água natural e for esquentando gradualmente, ele vai se acostumando, acostumando até morrer cozido, sem perceber.
O certo é que o nosso nomadismo ancestral, convertido em ação quotidiana e consumo desenfreado, impede que entre em operação o nosso senso ético e racional. E vamos assim tristemente nos tornando sapos cozidos, numa escala planetária.