Economia aquecida faz demanda por energia crescer 10% em maio !

ONS vê aceleração na retomada da produção industrial durante o mês

Crédito: Nick Benjaminsz/sxc.hu
A carga do Sistema Interligado Nacional (SIN), que soma consumo e perdas de energia, registrou uma alta de 10% em maio, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O número ficou 1,2% abaixo da marca de abril, mas acumula uma variação positiva de 5,3% nos últimos 12 meses, quando comparado ao mesmo período anterior. O resultado consta do Boletim de Carga Mensal do Operador Nacional do Sistema (ONS), divulgado nesta quarta-feira (2/06).
Segundo a análise do ONS, o a alta do indicativo "representa os efeitos da continuidade do crescimento econômico com a retomada da produção industrial que vem sendo observada desde meados do ano passado". O órgão ainda afirma que a aceleração da economia sofreu uma intensificação no início deste ano "em função da reposição dos estoques dos produtos, reduzidos por conta do aumento das vendas com a redução do IPI".
O relatório do ONS também lembra que a incorporação do sistema isolado Acre-Rondônia ao SIN, com 400MW médios, representa aproximadamente 1% na taxa de crescimento do mês.
Subsistema Sudesde/Centro-Oeste
Os valores preliminares de carga verificados em maio indicam uma alta de 9,8% na demanda da região. Em comparação com abril, houve uma queda de 1,7% e, no acumulado dos últimos 12 meses, uma alta de 5,5%. O desempenho da região é atribuído pelo ONS à trajetória de recuperação econômica iniciada já no final de 2009.
Subsistema Sul
A região apresentou uma variação positiva de 4,5% na carga de energia. Frente a maio, o resultado teve uma baixa de 3,1% mas, no acumulado dos últimos 12 meses, os números registram alta de 4,4%. O Boletim de Carga lembra que o impacto da crise internacional foi menor nesse subsistema, devido à maior participação da agroindústria. "A ocorrência de chuvas intensas acompanhadas de temperaturas abaixo da média histórica ao longo do mês de maio influenciou a comperação com o mês anterior tanto quanto com maio do ano passado", analisa o documento.
Subsistema Nordeste
A carga do subsistema sinalizou uma alta de 17,3% em relação a maio de 2009 e de 1,5% frente a abril. No acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento foi de 7%. O ONS lembra que o mês de maio do ano passado teve o consumo baixo devido a chuvas intensas, que influenciaram a carga de refrigeração, além do baixo desempenho da indústria em função da crise. "A retomada da produção industrial, intensificada no ano de 2010, tem contribuído muito para as altas taxas de crescimento", explica o Boletim de Carga.
Subsistema Norte
Os valores preliminares de carga indicam uma expansão de 10,1% em comparação com maio do ano passado e de 1,4% em relação a abril. Nos últimos 12 meses, a variação positiva foi de 2,6% frente ao mesmo período anterior.
"O desempenho da carga de energia está fortemente relacionado ao incremento de produção dos grandes consumidores eletrointensivos na Rede Básica, que detém uma expressiva participação na carga desse subsistema", aponta o ONS. Esses consumidores livres respondem por 52% da carga da região, sendo 2/3 deles do setor metalúrgico, segmento bastante afetado pela crise e agora em recuperação.

Instituto Cargolif - Projeto Ceifar !

O Projeto Ceifar teve seu início na data de 16 de Maio de 2003. Os empresários Markenson e Cláudia vendo a necessidade de existir um local que pudesse abrigar, tratar e recuperar pessoas que sofrem da dependência química, deram o primeiro passo para o nascimento deste Projeto.

Investiram na estrutura física e com parceria da Primeira Igreja Batista de Curitiba deu-se o início aos trabalhos que tem por finalidade apoio, desenvolvimento e promoção do ser humano integradas à ações de assitência social. 

Entre as ações programas e atividades consiste em orientação emocional e espiritual, promoção da assitência social de caráter beneficiente, ações voltadas à educação geral, cidadania, à responsabilidade socio ambiental, à moral, à cultura, ao esporte e ao lazer, e à aplicação dos príncipios de fraternidade cristã, disseminação de conceitos de ética, cidadania, moral e bons costumes, promoção de atividades culturais e o combate ao uso de drogas.

Vídeo Institucional

Campanha de Liderança Climática Brasil 2020 - Tô Dentro !

Campanha consolida o Brasil como liderança mundial contra efeito estufa
Campanha quer mobilizar brasileiros para a luta contra o efeito estufa/Imagem: Divulgação
O Brasil é um dos líderes globais na luta contra o aquecimento global. Motivos para que o país ocupe tal posição não faltam. Riquezas naturais em abundância, uso de quase 50% de energias renováveis do total de fontes energéticas e uma economia em franco crescimento estão entre eles. Para consolidar esse papel de destaque foi lançada, durante o encontro regional do Fórum do Estado do Mundo (State of The World Forum)no Brasil, a campanha de liderança climática Brasil 2020 – Tô Dentro, iniciativa que pretende fazer do país uma referência ainda maior diante do problema da mudança climática.
Na visão do forum, o prazo estabelecido por governos de todo o mundo para o cumprimento de metas importantes no combate ao aquecimento global, entre elas a redução em até 80% da emissão de CO2 até 2050, estaria muito distante e, até hoje, nada de muito ambicioso foi efeito.
Pelos cálculos dos cientistas, mesmo que os objetivos fossem cumpridos dentro do prazo, a temperatura média no planeta poderia subir até 4 graus, o que seria um ameaça geral ao ecossistema. O ideal é que os prazos fossem antecipados para 2020 - daí a importância de campanha tão urgente.
O movimento mundial criado pelo Fórum do Estado do Mundo também conta com oslogan “Join Brazil” (junte-se ao Brasil), uma demonstração de que apesar dos problemas socioambientais que o país enfrenta, como o desmatamento da Amazônia, ainda existem razões para ser modelo em relação ao resto do mundo na promoção de um mundo mais sustentável.
Junte-se ao Brasil
Merece destaque na iniciativa Brasil 2020 a participação inédita da TV Globo, que lançou, em meio ao fórum, uma campanha pública educacional sobre o superaquecimento da Terra. É a primeira vez que uma grande empresa de mídia se compromete com uma mobilização nacional desse porte. Com o apoio da rede de comunicação líder de audiência no país, o intuito é incentivar o máximo possível de cidadãos.
Defendendo a ideia de que a humanidade está incluída em um único sistema e as ações de uma pessoa tem consequências para todas as outras, a iniciativa também deu início, desde abril de 2010, a construção de uma rede de palestras e diálogos. Este ciclo de debates que acontecerão em diferentes partes do Brasil e do mundo durante os próximos 10 anos têm como objetivo ampliar a discussão sobre temas relacionados ao desenvolvimento sustentável e ao comprometimento de todos na adoção de uma postura mais responsável em relação ao planeta. 
Para os coordenadores do campanha, todos devem ser considerados “Climate Leaders”, em português, Líderes Climáticos, o que significa dizer que temos grande responsabilidade sobre o problema e devemos ter participação efetiva na busca por opções e soluções. 
O portal EcoDesenvolvimento.org também apoia a campanha e está junto na missão de informar e disseminar conteúdos para uma sociedade mobilizada em prol de um mundo sustentável.

Greenpeace divulga ranking "verde" de empresas de eletrônicos !

Fonte: Portal Eco Desenvolvimento

 divulga��o



A ONG Greenpeace divulgou na quarta-feira, 26 de maio, a 15ª edição do Guia de Eletrônicos Verdes, lista trimestral que classifica as marcas do setor engajadas no conceito da responsabilidade socioambiental. Elaborado desde 2006, o rankingconsidera fatores como consumo de energia, uso de materiais tóxicos, programas de reciclagem, emissões de gases-estufa, entre outros.

Um dos principais objetivos da lista é orientar o consumidor do segmento e, ao mesmo tempo, pressionar as 18 maiores empresas do setor. Em uma escala de 0 a 10, a Nokia atingiu 7,5 e se manteve na liderança entre as mais sustentáveis. A companhia avançou no compromisso de retirar substâncias tóxicas dos celulares, como os compostos de bromo.

A Sony Ericsson, segunda no ranking, somou 6,9 pontos, depois de ter obtido o melhor desempenho nos critérios de produtos químicos e energia. Em terceiro vem a Phillips (5,1), que se comprometeu a eliminar o plástico PVC dos retardadores de novos aparelhos até o final deste ano.

Já na parte debaixo da tabela aparecem a japonesa Nintendo (1,8), que segue sem conseguir frear as emissões de gases de efeito estufa dos aparelhos produzidos, e a Lenovo (1,9), considerada ineficiente em nível energético e sem perspectiva de redução de substâncias tóxicas.

Antepenúltima colocada, a Microsoft (3,3) perde pontos no quesito "gestão de resíduos químicos" e também por deixar de informar aos fornecedores que está comprometida com a eliminação do PVC.

“As gigantes de eletrônicos não podem se auto-proclamar verdes enquanto não cumprirem o acordo de eliminar substâncias tóxicas de seus produtos, perigosas ao meio ambiente e à saúde pública”, alertou a coordenadora da Campanha de Tóxicos doGreenpeace Internacional,  Iza Kruszewska. “As empresas que ainda estiverem usando PVC e BFR, precisam avaliar os exemplos da Apple e HP, além das marcas indianas HCL e Wipro, que já começaram a eliminar os tóxicos de seus produtos”, complementou.

Veja a classificação das 18 empresas avaliadas pelo ranking:

1º Nokia;
2º Sony Ericsson;
3º Phillips;
4º Motorola;
5º Apple;
6º Panasonic;
7º Sony;
8º HP;
9º Sharp;
10º Dell;
11º Acer;
12º LG Electronics;
13º Samsung;
14º Toshiba;
15º Fujitsu;
16º Microsoft;
17º Lenovo;
18º Nintendo

Condomínio de energias renováveis: um conceito alternativo !

Da Agência Ambiente Energia – Itaipu Binacional, por meio da Plataforma Itaipu de Energias Renováveis, começou no mês de maio a colocar em prática um conceito alternativa de geração de energia. Trata-se da instalação de condomínios de energias renováveis da agricultura familiar na Bacia do Rio Ajuricaba. Em parceria com a prefeitura da cidade de Marechal Cândido Rondon, a estatal entregou o equivalente a R$ 14 mil em materiais de construção a um agricultor para adequar sua propriedade ao projeto, que envolve parcerias com outras entidades.
Segundo Itaipu, o projeto inicial envolve 13 propriedades rurais mais próximas do local escolhido para abrigar a central termelétrica do futuro condomínio. A previsão é que num prazo de dois mês estas unidades comecem a produzir energia a partir de dejetos da agropecuária. O projeto abrange um total de 41 propriedades.
A ideia, de acordo com a empresa, é instalar biodigestores e gasodutos primários em todas as propriedades, para produção de gás; um gasoduto principal, de 15,5 quilômetros de extensão; e uma microcentral termelétrica a biogás. A energia gerada será repassada para a Copel (companhia de energia do Paraná) e convertida em crédito para os agricultores. Os projetos de adequação já foram entregues no mês de maio.
Para a instalação deste condomínio, que conta com cooperação técnica de instituições como Emater-PR, Iapar, Embrapa – Centro Nacional de Pesquisa em Suínos e Aves, Fundação Parque Tecnológico Itaipu e Instituto de Tecnologia Aplicada e Inovação (Itai), o investimento chega a R$ 2,817 milhões. Deste total, R$ 2,564 milhões são provenientes de Itaipu. A expectativa é concluir a construção civil de todas as 41 propriedades até o final de novembro.
Após a adequação física das propriedades, serão instalados os biodigestores; na sequência, a construção do gasoduto principal e, por fim, da microcentral termelétrica. Caberá à Prefeitura de Rondon fiscalizar as obras, que ficarão sob responsabilidades dos próprios agricultores – com mão-de-obra própria ou com pedreiros contratados, de acordo com o interesse de cada um.
O superintendente de Energias Renováveis de Itaipu, Cícero Bley Jr, ressalta que as obras de adequação nas propriedades são fundamentais para evitar o que ocorreu na década de 70, quando houve uma febre de biodigestores no País. Segundo ele, na época o projeto não avançou justamente porque não houve o cuidado de ajustar as propriedades rurais ao sistema.

TERRAMÉRICA - Nasce um mercado verde !

O projeto de criar um Mecanismo de Desenvolvimento Verde para encarregar o mercado da preservação da biodiversidade recebe críticas como seu similar destinado a enfrentar a mudança climática.

Nairóbi, 31 de maio (Terramérica).- O setor privado poderia aportar muito dinheiro para frear a perda de biodiversidade, como faz com o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) para mitigar a mudança climática. Mas a proposta, apresentada na capital do Quênia, provoca debate entre ambientalistas. Até 2020, o Mecanismo de Desenvolvimento Verde (MDV) poderá contar com cerca de US$ 5 bilhões anuais, que chegariam diretamente para os que realizam tarefas de conservação, disse Francis Vorhies, da Earth Mind, uma organização não governamental que aposta em “potencializar sinergias para a sustentabilidade”.
“É um enfoque baseado no mercado e projetado para movimentar dinheiro para a conservação. E muitos destes fundos também serão investidos em um bom desenvolvimento”, explicou Vorhies ao Terramérica. O MDV é impulsionado como uma tentativa de frear o corte de árvores e o desaparecimento de pântanos, por exemplo, afetados por suculentos projetos extrativistas e agropecuários. Por esta via, a comunidade, organização ou governo que desejar conservar uma floresta, um mangue, região costeira ou arrecife coralino criará um plano de uso sustentável pelo período de dez anos.
Após uma auditoria independente, é dado ao plano um certificado de “hectares de biodiversidade protegida” para ser colocado no mercado de capitais, segundo projeto apresentado na III Reunião do Grupo de Trabalho Especial de Composição Aberta sobre a Revisão da Implementação do Convênio sobre a Diversidade Biológica, realizada entre 24 e 28 de maio, em Nairóbi. Não se trata de proteger apenas áreas virgens, mas, literalmente, qualquer atividade que potencialize a biodiversidade, desde um estabelecimento pecuário sustentável até fazendas orgânicas, um aquário comunitário para a conservação de peixes que dependem dos corais, ou um projeto de edificação que preserve um mangue.
Os compradores poderão ser corporações que queiram cumprir sua responsabilidade social ou investidores individuais que desejam adquirir um hectare de floresta tropical ou arrecife coralino sabendo que serão adequadamente manejados e conservados, disse Vorhies. “Se as 500 principais empresas multinacionais se comprometessem com apenas a centésima parte de 1% de seus ganhos anuais, seriam gerados US$ 2,5 bilhões ao ano para a conservação”, acrescentou.
Essas especulações foram consideradas “ingênuas” por Simone Lovera, da não governamental Coalizão Mundial pelas Florestas, com sede em Assunção, Paraguai. Se houvesse semelhante interesse empresarial em conservar a natureza “não teria havido, em primeiro lugar, nenhum problema para financiar a biodiversidade”, disse a ativista ao Terramérica. A ativista afirmou que por si só já é problemático criar um sistema de financiamento para proteger a biodiversidade que seja similar ao MDL, previsto no Protocolo de Kyoto.
As soluções para enfrentar a mudança climática que se baseiam no mercado foram rechaçadas categoricamente por vários países latino-americanos e pela sociedade civil na Conferência Mundial dos Povos contra a Mudança Climática e pelos Direitos da Mãe Terra, que aconteceu entre 19 e 22 de abril na cidade boliviana de Cochabamba. Porém, a principal crítica de Lovera ao MDV se refere à evidente omissão de “toda referência aos direitos e às necessidades de povos indígenas, mulheres, agricultores ou comunidades locais”.
Vorhies respondeu aos questionamentos de Lovera dizendo que ela está totalmente equivocada, pois o MDV não trata apenas de conservação, mas também de compartilhar equitativamente os ganhos e um uso sustentável para e pelos povos nativos. “Queremos investir nos guardiões da paisagem para lhes dar recursos a fim de continuarem sendo guardiões”, assegurou. Onde há disputas em torno dos direitos sobre a terra, não será possível o MDV, esclareceu. “Tem de haver um proprietário identificado e ficar bem definido quem é responsável por manejar a paisagem. De outro modo, o mercado rechaçará”, acrescentou.
Quanto ao MDL, “movimentou US$ 25 bilhões em financiamento” e muito se aprendeu sobre o que fazer, disse Vorhies. Em sua opinião, as empresas e os atores econômicos estão ansiosos para investir na proteção da biodiversidade, mas falta uma garantia de que seu dinheiro se destinará realmente a um bom manejo. Para oferecer essas garantias, o MDV deverá prever sanções, acrescentou. James Seyani, delegado de Malavi, disse em sua intervenção no Grupo de Trabalho que, embora “possa ser bom, são necessários mais debates sobre este assunto porque vários aspectos devem ser esclarecidos”.
Na reunião do Grupo de Trabalho foi formulada uma meta para 2020, após avaliar como mobilizar mais recursos para proteger a fauna e a flora, que será apresentada aos países-membros na cidade japonesa de Nagoya, entre 18 e 29 de outubro, durante a 10ª Conferência das Partes do Convênio sobre a Diversidade Biológica. Embora o Convênio não venha a participar do MDV, se o aprovar significará que os governos apoiam a ideia e então o mercado dará atenção. Esperamos ter seis projetos-piloto operacionais nos próximos 24 meses”, afirmou Vorhies.
Por sua vez, a filipina Joji Cariño, da indígena Fundação Tebtebba, afirmou que, onde a tendência da terra está clara e é apoiada pelo Estado, pode haver alguns benefícios para os povos originários. Contudo, “sem esses direitos, isto será apenas discurso, e pode ser outra forma de apropriação da terra”, disse Cariño ao Terramérica.
* O autor é correspondente da IPS.
Crédito da imagem: Domínio público
Legenda: Arrecife coralino de Yolanda, no parque nacional egípcio de Ras Mohammad.
Artigo produzido para o Terramérica, projeto de comunicação dos Programas das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e para o Desenvolvimento (Pnud), realizado pela Inter Press Service (IPS) e distribuído pela Agência Envolverde.

Tibagi (PR) é o Município da Sustentabilidade Ambiental !

O Município deTibagi (distante 150 Km de Curitiba) é um dos 10 roteiros turísticos mais importantes do país dentro do Programa de Regionalização do Turismo desenvolvido pelo governo federal. O título de Município da Sustentabilidade Ambiental foi entregue na noite desta quinta-feira (27) no 5o Salão de Turismo de São Paulo com o Troféu Roteiros do Brasil, pelo Ministério do Turismo.
A solenidade teve a presença de lideranças de todo o país para destacar as ações de órgãos públicos e da sociedade civil que ajudem na descentralização dos roteiros proposta pelo Plano Nacional de Turismo 2007-2010. O programa Recicla Tibagi foi selecionado em primeiro lugar entre dezenas de iniciativas inscritas na premiação. Quem recebeu o troféu foi o prefeito Sinval Silva (PMDB), idealizador do Programa.
“O lixo normalmente é um grande problema para os municípios. No caso de Tibagi, a gestão correta do lixo está promovendo o turismo, fazendo com que o município ganhe um prêmio nacional, e ao mesmo tempo, gerando renda para os catadores associados. Serve de exemplo para os mais de cinco mil municípios brasileiros”, afirmou Silva.
O secretário estadual de Turismo no Paraná, Herculano Lisboa, acompanhou Sinval na cerimônia de premiação e ressaltou que “o Brasil está reconhecendo Tibagi neste momento. O município representa perfeitamente todas as ações que visam o desenvolvimento sustentável do turismo no Paraná”.
Secretário Nacional das Políticas de Desenvolvimento do Turismo, Carlos Silva comentou que o turismo é um produto que tem de estar agregado às sustentabilidades ambiental e social, e desenvolvimento econômico. “É uma exigência dos consumidores”, explica. Quanto ao lixo como gerador de renda e de desenvolvimento turístico, ele acredita se tratar de uma boa novidade. “Tibagi está de parabéns. Está sendo premiada por boas práticas de governança, boas práticas de sustentabilidade e de desenvolvimento turístico no Brasil”, afirmou. A intenção, como indica o secretário, é prestigiar, valorizar e fortalecer as instâncias regionais.
O prefeito Sinval não esconde o entusiasmo com o reconhecimento. “Quero dividir essa alegria com a população de Tibagi e com o pessoal da Acamarti (Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Tibagi), que são os responsáveis no dia-a-dia pela separação e destinação correta do lixo”.
Frederico Costa, secretário do Programa de Desenvolvimento do Turismo do Ministério do Turismo, enfatizou que o turismo “anda em marcha junto com a sustentabilidade ambiental”. Para ele, todos os empresários do ramo fazem projetos voltados às práticas sustentáveis. “Porque o meio ambiente hoje é o atrativo que mais está sendo procurado pelos turistas, tanto nacionais quanto estrangeiros”.
Quem anda nesta linha, segundo o secretário, tem mais chances de ser contemplado com recursos do governo federal. “O Ministério está se preparando para a Copa do Mundo e está lançando linhas de financiamento, junto ao BNDES, que vão priorizar esses empreendimentos ambientalmente sustentáveis”.
Troféu - um mapa do Brasil em madeira na concepção do artista Eduardo de Leotério, que reaproveitou podas de árvores, é o troféu entregue para simbolizar a conquista do reconhecimento como Município da Sustentabilidade. “Na próxima terça-feira (01) quero me reunir com todos da Acamarti para compartilhar este prêmio. A Câmara dos Vereadores fará uma solenidade especial para dividirmos esta felicidade com toda a comunidade”, adianta Sinval.
A premiação integrou programação do 5o Salão Nacional do Turismo, que iniciou dia 26 e segue até dia 30 no Parque Anhembi, em São Paulo. No sábado (29), o programa Recicla Tibagi ainda será apresentado a convidados especiais em palestra, dentro do Anhembi, pelo prefeito Sinval.
O Recicla Tibagi foi o único programa do Paraná a ser contemplado entre 10 propostas brasileiras que se destacaram como Casos de Sucesso na Implementação do Programa de Regionalização do Turismo – Roteiros do Brasil.