Nova política prevê responsabilidade de empresas no destino do lixo !

Brasil só recicla 12% das 170 mil toneladas de lixo que produz diariamente/Foto: timtak
A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) deverá ser sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 5 de junho deste ano (Dia do Meio Ambiente), depois de 19 anos de tramitação no Congresso. Uma das principais medidas da regulamentação, prevê que fábricas e lojas também sejam responsáveis pela destinação correta do lixo, em conjunto com os municípios.
De acordo com as novas regras, os envolvidos na cadeia de comercialização dos produtos, desde a indústria até as lojas, deverão estabelecer um consenso sobre as responsabilidades de cada parte. As empresas terão até o final de 2011 para apresentar propostas de acordo - quem perder o prazo ficará sujeito à regulamentação federal.
O projeto da PNRS foi aprovado em março e contará com tramitação simplificada no Senado para viabilizar a sanção presidencial em tempo hábil. A proposta original (de 1991) passou por uma série de mudanças para chegar ao texto atual. Embora os senadores possam suprimir alguns trechos, eles não poderão alterá-los.
Dados
Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), o Brasil só recicla 12% das 170 mil toneladas de lixo que descarta diariamente. O objetivo da PNRS é aumentar este índice para 15% até 2015.
Já o setor de latinhas de alumínio possui reaproveitamento superior ao de países desenvolvidos, ao reciclar 91,5%, contra 90,8% do Japão e 54,2% dos Estados Unidos.
Para os representantes da indústria e de cooperativas de catadores a política é positiva de um modo geral, mas apresenta ressalvas. "A intervenção do Estado poderia ter efeito negativo no mercado de Reciclagem de alumínio, que funciona de forma autônoma e eficiente", afirmou à Folha de S.Paulo Renault Castro, diretor-executivo da Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade.
Outro ponto polêmico da PNRS diz respeito ao sistema da logística reversa (retorno de produtos passíveis de reaproveitamento a quem os fabrica). O texto prevê que a coleta de baterias, lâmpadas fluorescentes e até eletroeletrônicos deverá ser feita pelos fabricantes.
Atualmente, a logística reversa já funciona com pilhas, pneus e embalagens de agrotóxicos. Mas é pouco praticada pelo setor de eletroeletrônicos, que foi um dos que mais contestaram tal ponto do projeto.
São Paulo
Em São Paulo, a Lei Estadual nº 12.300 assinada no dia 30 de março, com base na PNRS, determina que as empresas responsáveis pelo lixo criem metas de reciclagem para o material descartado. As companhias precisam manter postos de entrega voluntária das embalagens ou dos produtos depois de consumidos.
Pneus, lâmpadas fluorescentes, baterias de carros, produtos eletroeletrônicos e embalagens de bebida, comida e produtos de limpeza são alguns dos produtos listados pelo projeto.

Sustentabilidade dever ser foco de projetos !

A crise do subprime iniciada nos EUA em 2006, que desencadeou a maior crise financeira desde o crash da Bolsa de Nova York em 1929, merecerá um capítulo a parte na terceira edição do livro “O capitalismo na encruzilhada”, do professor americano Stuart Hart. Para o especialista, a crise americana é um bom exemplo de práticas não sustentáveis no mundo moderno e ilustra bem as ideais que defende em seu livro, cuja nova edição ampliada será lançada em julho nos EUA.
“Modelos de negócios que não beneficiam todos os interessados não funcionam, e a crise do subprime nos EUA foi um exemplo concreto disso”, diz. “Eu acho que agora há uma percepção de que algo está errado e de que precisa mudar”, afirmou o especialista na palestra magna que proferiu no dia 26 de abril, na X Conferência Anpei de Inovação Tecnológica.
Uma das maiores autoridades mundiais no efeito das estratégias empresariais sobre o meio ambiente e a pobreza, Hart avalia que o Brasil é um dos poucos países no mundo que caminha bem na direção de desenvolver práticas sustentáveis e de diminuir a pobreza. “Haverá muitas construções de casas no Brasil nos próximos anos, onde a maior parte das áreas urbanas é composta por favelas. Vocês têm uma oportunidade incrível”, disse a uma platéia composta por empresários e gestores de P&D, ICTs e representantes do governo.
Hart apontou que criar tecnologias limpas e produtos e serviços que atendam às reais necessidades das populações de baixa renda representa o maior desafio dos últimos oito anos. Mas ressalvou que o potencial comercial tanto do meio ambiente como das populações mais pobres ainda não foi percebido pelas empresas. “As empresas ainda não pensam muito em como transformar isso em inovação”, disse.
Opinião similar também tem as outras duas palestrantes internacionais do evento, a russa Anna Trifilova e a alemã Bettina von Stamm. Na palestra que ministraram em conjunto na manhã do dia 28 de abril sobre o futuro da inovação, as especialistas internacionais disseram que as empresas precisam saber para que precisam ser inovadoras, estabelecendo entre outros objetivos, em seus projetos, a sustentabilidade ambiental. “Temos quer ir além do que pensamos sobre inovação”, disse Stamm. “A inovação incremental em produtos e serviços é importante, mas não é o suficiente. As empresas precisam repensar seus modelos de negócios e pensar na gestão da inovação”, completou Trifilova.
As especialistas também recorreram ao exemplo da crise americana para indicar uma possível mudança nas estratégias de negócios das empresas, mas disseram estar decepcionadas com o que ocorreu depois. “A grande oportunidade que a crise criou parece que já passou. Achei que seria um momento de mudança, mas nada aconteceu desde então”, disse Stamm.

Alternativas de matrizes de energia elétrica !

Diante do fato de que o potencial hídrico do Brasil está concentrado na região Norte do País, a energia termonucler se apresenta como uma opção de matriz energética tentadora, pelo seu potencial de geração de energia elétrica. O própio governo federal, ao decidir ampliar o programa nuclear brasileiro um ano e meio atrás, sinalizou este caminho.
No entanto, é possível suprir a demanda de energia elétrica utilizando outras matrizes energéticas, como a térmica de biomassa, a eólica e a exploração sustentável de pequenas centrais hidrelétricas, sem ter que investir pesado em uma tecnologia que gera lixo radioativo, criar recursos humanos capacitados para isso ou dominar a cadeia de produção do urânio. É o que defende o coordenador do Laboratório de Energia e Gás (LEN), da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia (UFBA), o engenheiro Ednildo Andrade Torres, que proferiu uma conferência sobre este assunto, durante a Reunião Regional da SBPC em Mossoró (RN).
Promovido pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), o evento está sendo realizado nas instalações da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) e da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern). O objetivo é discutir, por meio de conferências e mesas-redondas, o desenvolvimento sustentável do semiárido. A Reunião foi encerrada na tarde desta sexta-feira, 16.
Na sua avaliação, matrizes alternativas à termonuclear podem atender a demanda de energia, no ritmo de crescimento esperado pelo País; desde que se invista também em um programa de eficiência energética. Segundo Torres, 80% de toda energia elétrica produzida hoje no Brasil é de fonte hidroelétrica, sendo que apenas 20% são de outras matrizes, como a nuclear, biocombustíveis, eólica, gás natural etc. “O problema é que questões ambientais e antropológicas dificultam a construção de novas usinas hidroelétricas, especialmente na região Norte”, firma.
No entanto, ainda é possível explorar os recursos hidrícos de outras regiões de forma sustentável, especialmente com pequenas centrais hidroelétricas. “Vários estados têm condições de abrigar usinas do gênero, a exemplo da Bahia e do Pará”, afirma. Com relação à biomassa e à eólica, praticamente todo o País pode produzir energia a partir dessas matrizes. “São energias limpas e em franca expansão, ao contrário da nuclear, que é obsoleta e apresenta riscos de contaminação radioativa; e da térmica a diesel e a óleo combustível, que têm a desvantagem de emitir gases de efeito estufa.
Na sua avaliação, o que faltam, na verdade, são políticas públicas que viabilizem e direcionem os investimentos para fontes de energia menos poluentes e mais seguras. Mas, diz o pesquisador, mesmo que o governo decidisse priorizar outras matrizes os investimentos precisariam vir acompanhados de um programa de eficiência energética. “Atualmente, perde-se cerca de 30% de toda a energia produzida do País com sistemas e equipamentos ineficientes, tecnologias obsoletas, uso indevido e roubo”, afirma ele, acrescentando que um novo marco regulatório também seria essencial nesse processo. “Residências de classe média e alta poderiam ter um sistema fotovoltaico, integrado à rede elétrica, que poderia ser usado para aquecimento de água”, exemplifica.

Energia solar: negócios na pauta !

Da Agência Ambiente Energia - A inclusão da geração solar na matriz energética do país e as oportunidades de negócios que esta alternativa oferece são os pontos centrais da Conferência Nacional para Energia Solar, que acontecerá na próxima quarta-feira, dia 28 de abril, em São Paulo. A conferência reunirá especialistas em tecnologias fotovoltaicas e termossolar, analistas do mercado de energia, especialistas em política energética do Brasil e do exterior e consultores de viabilidade técnica e econômica.
Promovido pelo governo do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Energia e Assuntos Internacionais, o evento vai discutir sobre os principais pontos relacionados ao tema, como a indústria e o mercado de energia solar no Brasil, a diversidade de matriz, energias limpas, o envolvimento das esferas pública e privada e uma orientação direcionada aos investimentos.
A lista de tamas inclui: viabilização da energia solar; potencial da energia solar no Brasil; energia termossolar e compra de energia; aspectos regulatórios e comerciais; relação custo/benefício para uso da energia solar; regulação e política para energia solar; critérios para aprovação de projetos; regras para uso da terra em locais com potencial de geração; competitividade da energia solar;custos de transmissão e interligação ao SIN;previsão do custo índice de um empreendimento; planejamento econômico-financeiro; retorno sobre investimento; aplicações e estudos de caso; energia térmica e fotovoltaica e principais riscos; aplicações para a energia solar; tecnologias para geração de energia solar; detentores de tecnologia e pesquisa no Brasil; disponibilidade e custos dos equipamentos; experiências EUA, Espanha e Alemanha; aquecimento Solar; viabilidade de projetos de aquecimento solar; uso de aquecedores solares em novas edificações; principais utilizações; e tecnologias e equipamentos para aquecimento solar.
Conferência Nacional para Energia Solar
Data: 28 de abril
Local: Hotel Grand Mercure Ibirapuera, São Paulo – SP
Inscrições: pelo telefone (11) 5051-6535
e-mail: atendimento@viex-americas.com.br
Site: http://www.viex-americas.com.br/eventos/42-solar

Economize energia em sua casa

Marco civil da internet será debatido na Câmara dia 27/04/2010 !

O marco civil da internet, que regulamenta o uso da web no país, será debatido em audiência pública a ser realizada pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados no próxima terça-feira, 27.

A audiência pretende antecipar a discussão sobre o anteprojeto de lei elaborado pelo Ministério da Justiça, que deverá ser enviado à Câmara até junho. O objetivo principal do marco civil é estabelecer os direitos e as responsabilidades de usuários, provedores e do setor público.
O texto começou a ser discutido pelo Executivo em outubro de 2009 e desde o dia 8 de abril está aberto para consulta pública no Fórum da Cultura Digital. "Até o presente momento, porém, o Poder Legislativo e tampouco a comissão tiveram qualquer participação nesse processo que tem natureza estritamente legislativa", disse a deputada Luiza Erundina (PSB-SP), parlamentar que requisitou a audiência.
Entre os convidados para o debate estão o secretário substituto de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Felipe de Paula; o secretário de Política de Informática do Ministério da Ciência e Tecnologia, Augusto Cesar Gadelha Vieira; o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Ronaldo Sardenberg; o desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG), Fernando Botelho; a procuradora federal dos Direitos do Cidadão da Procuradoria-Geral da República (PGR), Gilda Pereira de Carvalho; o secretário-executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), Hartmut Richard Glaser; e o diretor de Políticas Públicas e Relações Governamentais do Google Brasil, Ivo da Motta Azevedo Corrêa. As informações são da Agência Câmara.
Fonte: TI Inside

Os limites do “empreendedorismo colaborativo !

Consultor comenta sobre a movimentação de empresas da internet como o Ning, que estão passando a cobrar por serviços que até então eram em plataformas gratuitas.
Há alguns dias, o Ning, site que permite a criação gratuita de redes sociais, anunciou uma radical mudança de direcionamento: passará a cobrar pelos seus serviços e deixará de lado as centenas de milhares de comunidades gratuitas que fazem – ou faziam – da empresa os seus lares.

Em paralelo, a Apple anunciou, como parte do novo sistema operacional do IPhone (o OS 4.0), uma plataforma própria que permitirá que desenvolvedores de aplicações passem a inserir nelas anúncios publicitários e, com isso, ter uma receita efetiva mesmo quando essas mesmas aplicações forem gratuitas.
Fenômeno mundial há anos, a rede de microblogs Twitter comprou o Tweetie, uma das mais utilizadas aplicações que permitem o acesso aos serviços da rede a partir de computadores ou celulares sem a necessidade de se entrar no site em si. A transação deixou enfurecidos os tantos desenvolvedores que criaram as suas plataformas de acesso ao Twitter e que, agora, passarão a concorrer diretamente com a própria marca sobre a qual os seus negócios foram montados.
Com um recém-lançado modelo de negócios nos mesmos moldes do Google, o Twitter deixa claro que, em nome de sua estratégia, não pensará duas vezes em abandonar a massa de parceiros e desenvolvedores que, em grande parte, foram os responsáveis pelo seu sucesso.
O mesmo pode-se dizer da Apple que, ao criar a sua rede de anúncios, descarta as outras tantas que já existiam para o IPhone; e para o Ning, que entendeu que não mais precisaria viabilizar redes sociais gratuitamente como motor do seu negócio, visto que este já havia deslanchado.
Como tudo no mercado, esse conjunto de movimentos – todos ocorridos em um momento pós-crise – não é uma grande coincidência. Crises servem para forçar empresas a se repensarem e a se reinventarem; a atuarem de maneira mais matemática do que romântica; e a entenderem, de forma mais precisa, que o objetivo final de investidores, sócios e colaboradores é quase sempre o mesmo: colocar dinheiro no bolso.
Até aí, nenhuma grande novidade. Mas o que difere esse movimento de outros no passado é justamente o tipo de relação que está sendo posta em cheque. Todos esses modelos baseavam-se em uma relação de simbiose plena – uma espécie de “empreendedorismo colaborativo”: em nome da audiência, as grandes marcas abriam as suas plataformas para as aplicações desenvolvidas por terceiros e que, por característica, agregavam mais utilidade a elas; e esses terceiros, por sua vez, conseguiam vender as aplicações para os usuários finais das plataformas e tirar daí os seus sustentos.
O que quase ninguém se perguntava era justamente o que aconteceria caso as grandes marcas, satisfeitas com os patamares de audiência alcançados e ansiosas por ampliar as suas fontes de receita, perdessem o interesse pela manutenção das parcerias.E foi o que aconteceu não apenas com o Twitter, o Ning e a Apple, mas com outras marcas ao redor do globo. O resultado foi óbvio: as partes mais fracas viram-se, da noite para o dia, em uma crise de identidade sem precedentes: umas precisariam pagar para continuar existindo enquanto que outras simplesmente foram despidas dos seus principais modelos de negócio.
Curiosamente, enquanto relações são desfeitas e turbas digitais aglomeram-se em protestos, as grandes marcas continuam prometendo mundos e fundos para terceiros que, apesar de tudo, decidiram investir justamente na relação de simbiose (principalmente nos segmentos em que elas – ainda – não demonstraram interesse em agir por conta própria). É o que fazem, por exemplo, a Apple com o IPad, o Google com o Android e, claro, o Facebook.
Os seus números apontam sucesso absoluto para a estratégia, deixando claro o poder de sedução que continuam tendo. Todavia, uma nova peça foi inserida no jogo do “empreendedorismo colaborativo”, tão peculiar ao mercado digital: a certeza de que confiar cegamente em uma parceria com gigantes está longe de ser uma estratégia infalível.
Ironicamente, enquanto se estiver à frente de uma iniciativa de sucesso moderado ancorada em plataformas de terceiros, há uma relativa segurança. Mas, a partir do momento em que um negócio vire um retumbante sucesso, a possibilidade do “parceiro” decidir desalojar o desenvolvedor e colher os frutos sozinho é comprovadamente concreta.
É em parte por conta desse medo que a Zynga, desenvolvedora de jogos famosos como Farmville e Mafia Wars e que encerrou o ano passado com um faturamento próximo aos US$ 200 milhões, está investindo em diversificar ao máximo as plataformas sobre as quais opera (incluindo Facebook, IPhone, MySpace e outras). Com maior distribuição e “promiscuidade”, o risco acaba diminuindo – mesmo se mantendo ainda em um patamar perigoso.
Como o próprio Fred Wilson, um dos investidores do Twitter, insinuou em seu blog, basear um modelo de negócios inteiro em cima da plataforma dos outros talvez não seja, de fato, uma decisão inteligente. Ao menos não se este modelo der muito certo.
Ricardo Almeida (Criador do conceito de Webs Progressivas, da Metodologia Moebius e autor de Mirando Resultados, o primeiro livro voltado para planejamento estratégico, mensuração e previsão de ROI (retorno de investimentos) para Web no Brasil. É também especialista em planejamento e gestão de projetos Web. É Diretor Geral do I-Group e do Clube de Autores)
Fonte: HSM Online