Brasil é 62º em ranking de sustentabilidade ambiental

O Brasil ocupa a 62ª posição entre os países com melhor gestão no controle da poluição ambiental e nos recursos naturais, segundo um ranking publicado hoje no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça.
O Índice de Sustentabilidade Ambiental 2010, elaborado por uma equipe de especialistas das universidades americanas de Yale e Columbia, classifica 163 países em dez categorias ambientais. Entre elas, estão qualidade do ar, gestão de água, biodiversidade, pesca e agricultura, assim como o combate à mudança climática.
Os Estados Unidos situam-se uma posição à frente do Brasil, muito atrás de outros países industrializados, devido principalmente às emissões de carbono e da fraca política de controle da poluição.
À frente dos EUA situam-se 20 membros da União Europeia, como o Reino Unido (14ª), Alemanha (17ª) e Espanha (25ª), além do Japão, na 20ª colocação.
O ranking é encabeçado pela Islândia, seguida da Suíça e da Costa Rica. Os primeiros postos se concederam em razão dos investimentos que esses países fizeram em infraestrutura meio ambiental, controle da poluição e outras políticas focalizadas à sustentabilidade a longo prazo.
Além da Costa Rica, outros três países latino-americanos se encontram entre os 20 primeiros postos: Cuba (9ª), Colômbia (10ª) e Chile (16ª). Já o Haiti aparece entre os últimos da lista, na 155ª colocação.
Entre os países emergentes, China e Índia se situam, respectivamente, nas posições 121 e 123 do ranking, o que reflete o impacto do rápido crescimento no meio ambiente. A Rússia, por outro lado, está na 69ª posição.
Nos últimos lugares do Índice aparecem cinco países africanos: Togo, Angola, Mauritânia, a República Centro-Africana e Serra Leoa.

Você conhece a UNILA ?

UNILA: uma universidade sem fronteirasA UNILA visa promover, pelo conhecimento compartilhado, a integração regional solidária e um projeto latino-americano apto a enfrentar os desafios do século XXI. A missão da futura Universidade é formar pesquisadores e profissionais que pensem o presente e o futuro da América Latina integrada, nas áreas das Ciências, Engenharias, Humanidades, Letras, Artes, Ciências Sociais e Aplicadas. Com um projeto político-acadêmico bilíngue (português-espanhol) inter e transdisciplinar, que visa a articulação entre a graduação, a pós-graduação e as linhas de pesquisa, a pluralidade de ideias e o estímulo à reflexão serão constantemente fomentados.

Dados Básicos sobre a UNILA
- A Universidade estará localizada tríplice fronteira do Brasil, Argentina e Paraguai, na cidade de Foz do Iguaçu (Brasil).
- O futuro campus tem projeto arquitetônico de Oscar Niemeyer e será construído em área de 38, 9 hectares doada por Itaipu Binacional.
- A instituição atenderá a dez mil alunos, entre estudantes brasileiros e dos demais países as América Latina.
- O corpo docente será formado por especialistas brasileiros e dos demais países latino-americanos. Serão 250 professores efetivos e 250 professores visitantes.

Empregos verdes no Brasil !

Levantamento inédito da Organização Internacional do Trabalho (OIT) aponta que o Brasil tem 2,6 milhões de empregos verdes e que a transição para uma economia com atividades que emitam menos gases que ampliam o efeito estufa deve aumentar a oferta desses postos de trabalho.

Conforme o relatório Empregos Verdes no Brasil: Quantos São, Onde Estão e Como Evoluirão nos Próximos Anos, no fim de 2008 o total de empregos verdes no país foi de 2.653.059 e representava 6,73% do total de postos formais de trabalho. Os cálculos da OIT foram baseados em dados oficiais federais e classifica esses postos de trabalho em: produção e manejo florestal; geração e distribuição de energias renováveis; saneamento, gestão de resíduos e de riscos ambientais; manutenção, reparação e recuperação de produtos e materiais; transportes coletivos alternativos ao rodoviário e aeroviário; e telecomunicações e teleatendimento (confira o quadro).
O crescimento anual da oferta desse tipo de emprego no Brasil tem sido de quase 2%. E a entidade aponta alguns caminhos para ampliar a geração dessa forma de trabalho. Programas federais como o Minha Casa, Minha Vida associado a mudanças em políticas para concessão de créditos e estímulo a tecnologias limpas podem elevar o uso de fontes alternativas para aquecimento de água e geração de energia, demandando mais mão-de-obra. A redução dos impostos para compra da linha branca de eletrodomésticos com eficiência energética ou sem gases que afetam a camada de ozônio, fortalecimento de cadeias produtivas de produtos florestais não-madeireiros, a ampliação da inspeção contra poluição veicular excessiva e a futura aprovação de uma política nacional de resíduos sólidos também contribuirão para mudar a cara do trabalho no país.
"A julgar pelo número de empregos verdes que já podemos identificar nas estatísticas sobre o mercado de trabalho, a transição para uma economia de baixas emissões de carbono no Brasil não parte da estaca zero. Pelo contrário, os 2.653.059 postos de trabalho formal inseridos em atividades econômicas que contribuem para a redução de emissões de carbono ou para a melhoria da qualidade ambiental sinalizam, por si só, que essa transição já começou", conclui o relatório, cuja íntegra pode ser conferida aqui. “A economia brasileira não vai se desestruturar se continuar gerando empregos verdes”, disse em nota da OIT o autor do estudo, Paulo Sérgio Muçouçah.
Fonte: Agroambiente
Estudo conduzido pela IBM revela que a maioria das médias empresas brasileiras está tomando iniciativas para reduzir o impacto ambiental do uso da tecnologia. Os dados revelam que mais de 70% dessas companhias realizam ou planejam ter projetos de sustentabilidade ambiental.


O Brasil é um dos países que mais contam com iniciativas de virtualização de servidores, tecnologia presente em mais de 65% das empresas. No resto do mundo, aproximadamente dois terços das corporações pretendem utilizar a virtualização nos próximos 12 meses.
A pesquisa mostra que controle dos custos é o principal fator para adoção de iniciativas de TI Verde. Em 65% das empresas, as metas estabelecidas para os projetos são alcançadas, principalmente, em termos de economia de energia e redução dos gastos operacionais.
Metade das empresas, de acordo com o estudo, já implementaram algum tipo de medição do gasto de energia na infraestrutura de tecnologia. No Brasil, este índice é de 66%.
O trabalho a distância, de acordo com o estudo, é uma tendência. Até 60% das empresas dos Estados Unidos, Inglaterra, Índia e Brasil já usam o trabalho remoto, por meio de redes virtuais. Alemanha e França, no entanto, apresentaram adoção mais lenta do modelo.
Países com larga extensão territorial, como Brasil e Canadá, estão buscando, também, meios para reduzir viagens. Mais de 30% das empresas locais utilizam conferência remota, por exemplo, para definir estratégias ou, até mesmo, fechar negócios.
Outra boa notícia trazida pelo estudo é que 56% das companhias pesquisadas contam com programas de reciclagem de hardware. No Brasil, 60% das empresas de tecnologia adotaram o recondicionamento de seus servidores para melhora e eficiência energética.
A pesquisa foi realizada com mais de mil executivos de tecnologia de empresas que possuem entre 100 e mil funcionários no Brasil, Canadá, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Índia, Japão, Noruega, Suécia, Reino Unido e Estados Unidos. O relatório examinou 11 atividades em quatro áreas: virtualização e consolidação, eficiência energética, redução de viagens e aposentadoria de equipamentos antigos.

Workshop propõe jogo sobre negócios sustentáveis !

De 29 a 31 de janeiro, empreendedores poderão participar do workshop sobre o jogo de tabuleiro “Negócio Sustentável” para aprender e disseminar a técnica da “coopetição”, em que competição e cooperação se misturam


A forma insustentável de fazer negócios ainda predomina na sociedade, mas cada vez mais alternativas para um mercado mais sustentável – que não deixe de ser lucrativo – aparecem pelo mundo afora. A mais nova delas é o jogo de tabuleiro Negócio Sustentável, que apesar de ter formato de brincadeira de criança, trata de assunto de gente grande.
Assim como no War, cada participante tem um objetivo territorial a cumprir, que é imposto por duas cartas sorteadas no início do jogo. A diferença é que a conquista do território deve ser feita a partir de negociações que, além da vantagem pessoal, levem em conta a sustentabilidade do lugar e o bem-estar das outras regiões do planeta.
Ou seja, o vencedor é aquele que conseguir, primeiro, criar um padrão de vida sustentável para todos os participantes, sem deixar de lucrar. A ideia é promover uma “coopetição” – competição com cooperação –, que leve em conta cinco aspectos diferentes: pessoas, conhecimento, tecnologia, dinheiro e recursos naturais.
Além de experimentar o jogo, os participantes do workshop, que acontece de 29 a 31 de janeiro, em São Paulo, ganharão um exemplar do “Negócio Sustentável” e ainda terão a oportunidade de conhecer “os bastidores” do jogo, em um bate-papo com a idealizadora da brincadeira empresarial, Glória Pereira.
O objetivo é formar, durante o workshop, consultores do jogo, que possam disseminar a técnica em seus locais de trabalho e, assim, “contaminar”, na vida real, cada vez mais profissionais com os conceitos de negócio verde.
Workshop Jogo Negócio Sustentável
Data: de 29 a 31 de janeiro
Horário: sexta, das 14h às 20h; sábado, das 9h às 18h; domingo, das 9h às 16h
Valor: R$ 3.000
Mais informações no site do jogo ou pelo telefone (11) 3285-1995

A norma de responsabilidade social ISO 26000 é lançada no Brasil


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A primeira norma internacional de responsabilidade social, ISO 26000, foi lançada no Brasil na manhã de quarta-feira, 8 de dezembro. A norma, que foi aprovada em setembro de 2010, teve cerimônia promovida pela Petrobras e pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP). A partir de 2011, haverá um ciclo de seminários sobre a norma em todas as regiões do país.

A ISO 26000 irá prover diretrizes globais sobre responsabilidade social com base em um consenso internacional entre especialistas de mais de 160 países, dos quais 112 estão em desenvolvimento. A norma levou cinco anos para ficar pronta e envolveu diversos stakeholders (líderes setoriais) entre segmentos industriais, consumidores, governos, ONGs.

O Brasil teve papel fundamental na construção da norma tendo o brasileiro Jorge Cajazeira como líder do Grupo de Trabalho e Responsabilidade Social da ISO. O engenheiro demonstrou-se satisfeito com resultado obtido e disse, na cerimônia de lançamento, ser o “um dia muito importante” na vida dele.

A versão final da ISO 26000 foi lançada em novembro, em Genebra, e foi traduzida para o idioma português pela ABNT com o apoio da delegação brasileira. A norma pretende incentivar a implementação das melhores práticas de responsabilidade social em todo o mundo a partir de exemplos desenvolvidos pelas iniciativas existentes nos setores público e privado.
Ao todo, a norma contempla sete temas:

• Direitos humanos;

• Práticas de trabalho;

• Meio ambiente;

• Governança organizacional;

• Práticas leais de operação;

• Relacionamento com consumidores;

• Envolvimento comunitário;

• Desenvolvimento.

A norma também tem um capítulo específico de orientação sobre como integrar responsabilidade social na organização. A expectativa é de que a norma se torne um novo paradigma de atuação em responsabilidade social para todas as organizações. A ISO 26000 não é certificadora, tendo um caráter voluntário e orientador.

As próximas palestras no Brasil serão no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Manaus e Porto Alegre com datas a serem definidas. O documento da norma será comercializado no Brasil ao valor de R$ 180,60 e distribuída gratuitamente nos seminários.

Com informações da RedeNotícia

Fonte:  www.ecodesenvolvimento.org