Workshop propõe jogo sobre negócios sustentáveis !

De 29 a 31 de janeiro, empreendedores poderão participar do workshop sobre o jogo de tabuleiro “Negócio Sustentável” para aprender e disseminar a técnica da “coopetição”, em que competição e cooperação se misturam


A forma insustentável de fazer negócios ainda predomina na sociedade, mas cada vez mais alternativas para um mercado mais sustentável – que não deixe de ser lucrativo – aparecem pelo mundo afora. A mais nova delas é o jogo de tabuleiro Negócio Sustentável, que apesar de ter formato de brincadeira de criança, trata de assunto de gente grande.
Assim como no War, cada participante tem um objetivo territorial a cumprir, que é imposto por duas cartas sorteadas no início do jogo. A diferença é que a conquista do território deve ser feita a partir de negociações que, além da vantagem pessoal, levem em conta a sustentabilidade do lugar e o bem-estar das outras regiões do planeta.
Ou seja, o vencedor é aquele que conseguir, primeiro, criar um padrão de vida sustentável para todos os participantes, sem deixar de lucrar. A ideia é promover uma “coopetição” – competição com cooperação –, que leve em conta cinco aspectos diferentes: pessoas, conhecimento, tecnologia, dinheiro e recursos naturais.
Além de experimentar o jogo, os participantes do workshop, que acontece de 29 a 31 de janeiro, em São Paulo, ganharão um exemplar do “Negócio Sustentável” e ainda terão a oportunidade de conhecer “os bastidores” do jogo, em um bate-papo com a idealizadora da brincadeira empresarial, Glória Pereira.
O objetivo é formar, durante o workshop, consultores do jogo, que possam disseminar a técnica em seus locais de trabalho e, assim, “contaminar”, na vida real, cada vez mais profissionais com os conceitos de negócio verde.
Workshop Jogo Negócio Sustentável
Data: de 29 a 31 de janeiro
Horário: sexta, das 14h às 20h; sábado, das 9h às 18h; domingo, das 9h às 16h
Valor: R$ 3.000
Mais informações no site do jogo ou pelo telefone (11) 3285-1995

A norma de responsabilidade social ISO 26000 é lançada no Brasil


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A primeira norma internacional de responsabilidade social, ISO 26000, foi lançada no Brasil na manhã de quarta-feira, 8 de dezembro. A norma, que foi aprovada em setembro de 2010, teve cerimônia promovida pela Petrobras e pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP). A partir de 2011, haverá um ciclo de seminários sobre a norma em todas as regiões do país.

A ISO 26000 irá prover diretrizes globais sobre responsabilidade social com base em um consenso internacional entre especialistas de mais de 160 países, dos quais 112 estão em desenvolvimento. A norma levou cinco anos para ficar pronta e envolveu diversos stakeholders (líderes setoriais) entre segmentos industriais, consumidores, governos, ONGs.

O Brasil teve papel fundamental na construção da norma tendo o brasileiro Jorge Cajazeira como líder do Grupo de Trabalho e Responsabilidade Social da ISO. O engenheiro demonstrou-se satisfeito com resultado obtido e disse, na cerimônia de lançamento, ser o “um dia muito importante” na vida dele.

A versão final da ISO 26000 foi lançada em novembro, em Genebra, e foi traduzida para o idioma português pela ABNT com o apoio da delegação brasileira. A norma pretende incentivar a implementação das melhores práticas de responsabilidade social em todo o mundo a partir de exemplos desenvolvidos pelas iniciativas existentes nos setores público e privado.
Ao todo, a norma contempla sete temas:

• Direitos humanos;

• Práticas de trabalho;

• Meio ambiente;

• Governança organizacional;

• Práticas leais de operação;

• Relacionamento com consumidores;

• Envolvimento comunitário;

• Desenvolvimento.

A norma também tem um capítulo específico de orientação sobre como integrar responsabilidade social na organização. A expectativa é de que a norma se torne um novo paradigma de atuação em responsabilidade social para todas as organizações. A ISO 26000 não é certificadora, tendo um caráter voluntário e orientador.

As próximas palestras no Brasil serão no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Manaus e Porto Alegre com datas a serem definidas. O documento da norma será comercializado no Brasil ao valor de R$ 180,60 e distribuída gratuitamente nos seminários.

Com informações da RedeNotícia

Fonte:  www.ecodesenvolvimento.org



Containers reciclados para ajudar o Haiti! !

Você sabia que existem 30 milhões de containers em desuso jogados por ai? Duvida?
Que as pessoas no Haiti estão precisando de quase tudo ninguém duvida. Como ajudar não agredindo muito o nosso Planeta? Um grupo de designers da Universidade de Clemson nos EUA querem enviar containers usados, reciclados e alegremente coloridos para as pessoas morarem. Idéia genial!


O projeto se chama SEED (semente) e na verdade é muito simples: coletar containers em desuso e transforma-los em moradia, ambulatórios de emergência, restaurantes, enfim tudo que pode ser extremamente necessário em situações de emergência como esta do Haiti.
Os containers são resistentes as variações de clima, a prova de insetos, a fogo e super sólidos. Eles não são muitobonitos e agradáveis, mas com pequenas adaptações de baixo custo como pintura e algum revestimento eles ficam bem habitáveis e simpáticos! Olha só no desenho ilustrativo que o pessoal do SEED montou. Claro que conseguir enviar os containers agora com o porto do Haiti destruido não é nada fácil, mas eles estão buscando viabilizar a idéia unindo forças com produtores de containers e empresas que possam fornecer os materiais para adaptar os containers. Dai vão organizar gente no local para executar e mãos a obra!

Você também pode ajudar enviando roupas usadas, celulares em desuso,computadores, enfim tudo que está encostado na sua casa, qualquer ajuda vale! E de tabela você ajuda o Planeta reduzindo o lixo! Vamos lá, ajudar aos outros emagrece, rs,rs!
Fonte: The Alternative Consumer

Designer planeja ponto de ônibus que, além de proteger os passageiros, ajuda o meio ambiente !

SÃO PAULO - O projeto de Ramesh Kanth é bem simples: um telhado capaz de coletar a água da chuva e um sistema que a devolva à terra.


Isso porque, apesar de não parecer, grande parte da água da chuva não volta ao solo. Como nas grandes cidades a maior parte do chão é recoberta de asfalto e concreto, a chuva não pode ser absorvida de volta pela terra. A maior parte dela escorre pelo asfalto, entra em tubulações e é encaminhada para escoamento ou tratamento.
O acúmulo de água responsável pelas enchentes é em parte causado por essa falta de absorção do solo. Daí a ideia de Kanth poder ajudar a resolver o problema nas cidades.
A chuva cairia no telhado do ponto de ônibus e escorreria por uma série de canos por dentro do solo, até alcançar regiões não pavimentadas.
O projeto, claro, precisa ser aperfeiçoado. É necessário criar uma maneira dos canos não entupirem, e cavar fundo o bastante para que a água chegue mesmo à terra, e não acabe danificando estruturas subterrâneas.

Metodologia da prevenção, o legado de Zilda Arns !

 Até sua morte, no terremoto do Haiti, Zilda Arns era pouco conhecida da maioria dos economistas, investidores e empresários comprometidos com o crescimento tradicional do PIB. A médica sanitarista, no entanto, deveria figurar nos anais das boas escolas de administração do mundo inteiro, como criadora de uma metodologia de trabalho revolucionária e altamente eficiente.


A Pastoral da Criança, que ela ajudou a criar em 1983 como desafio proposto pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) à Igreja Católica, exibe indicadores invejáveis, seja qual for o ângulo adotado para analisar o desempenho da entidade. O mais admirável é o custo mensal por cada uma das cerca de 2 milhões de crianças atendidas: menos de US$ 1,00. Os recursos de pouco mais de R$ 35 milhões utilizados no exercício de 2008 representaram um custo mensal de R$ 1,69 por criança, decomposto em vários investimentos, como capacitação de voluntários (R$ 0,18 por criança/mês), apoio geração de renda (R$ 0,06) e educação de jovens e adultos (R$ 0,05).
Presente em 42 mil comunidades pobres e em 7.000 paróquias de todas as Dioceses do Brasil, a Pastoral se move num trabalho de formiga, que envolve 260 mil voluntários (92% deles mulheres). Imbuídos do espírito missionário, eles dedicam, em média, 24 horas por mês ao trabalho de orientar mães e famílias para que cuidem bem de suas crianças. O objetivo primordial da entidade, organismo de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), é “reduzir as causas da desnutrição e da mortalidade infantil e promover o desenvolvimento integral das crianças, desde a concepção até os 6 anos de idade”. Como pediatra e sanitarista, Zilda Arns acreditava que “a primeira infância é uma fase decisiva para a saúde, a educação, a fixação de valores culturais e o cultivo da fé e da cidadania, com profundas repercussões ao longo da vida”.
O atendimento a cerca de 1,5 milhão de famílias em mais de 3.500 cidades brasileiras trouxe um novo sentido de dignidade e cidadania aos excluídos da nação. Fez também despencar os índices de desnutrição e de mortalidade infantil a patamares ainda hoje perseguidos pela ONU. Em 1983, a Pastoral encontrou 50% de crianças desnutridas – hoje elas são 3,1% das atendidas. A mortalidade infantil despencou de 127 para 13 por mil nascidos vivos. Que outra empresa, ONG ou entidade governamental pode se dar ao luxo de ostentar desempenho tão robusto?
Graças à coordenação e ao empenho de Zilda Arns e à sua rede de voluntários, o Brasil poderá dizer que fez parte da lição de casa proposta pela Declaração do Milênio, aprovada pelas Nações Unidas em setembro de 2000. Das oito metas a serem atingidas até 2015, pelo menos duas – “erradicar a extrema pobreza e a fome” e “reduzir em 50% a mortalidade infantil” – sem dúvida alguma devem muito à Pastoral da Criança. Que desde 2008 exporta sua tecnologia social para outros continentes. Angola, Moçambique, Guiné-Bissau; Timor Leste, Filipinas, Paraguai, Peru, Bolívia, Venezuela, Argentina, Chile, Colômbia, Uruguai, Equador e México. No Haiti, Zilda Arns estava justamente empenhada em divulgar a metodologia que criou e que tem caráter ecumênico. Numa entrevista, ela contava como voluntários muçulmanos se sentiam felizes por poder ajudar seus conterrâneos da Guiné-Bissau.
Distorção do PIB
A repercussão desse incansável trabalho, no entanto, não é levado em conta pelos homens que cuidam do produto interno bruto (PIB). Quem acusa esse grave desvio, sempre que tem oportunidade de tocar no assunto, é Ladislau Dowbor, economista e professor titular da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Na última Conferência do Instituto Ethos, ele voltou ao tema, usando a performance da Pastoral da Criança como exemplo. Ele diz que seus excelentes resultados na saúde preventiva não são levados em conta para quem vincula progresso e crescimento a aumento do PIB. Afirma que os agentes da Pastoral são responsáveis, nas regiões onde trabalham, por 50% da redução da mortalidade infantil e 80% da redução das hospitalizações, e argumenta que, “com isso, menos crianças ficam doentes, o que significa que se consomem menos medicamentos, usam-se menos serviços hospitalares e as famílias vivem mais felizes”. E completa, indignado: “Mas o resultado do ponto de vista das contas econômicas é completamente diferente: ao cair o consumo de medicamentos, o uso de ambulâncias, de hospitais e de horas de médicos, reduz-se também o PIB. Mas o objetivo é aumentar o PIB ou melhorar a saúde (e o bem-estar) das famílias?”.
A reflexão está, também, em artigo que Dowbor divulga em seu site e que reproduzimos aqui: “Todos sabemos que a saúde preventiva é muito mais produtiva, em termos de custo-benefício, do que a saúde curativa-hospitalar. Mas, se nos colocarmos do ponto de vista de uma empresa com fins lucrativos, que vive de vender medicamentos ou de cobrar diárias nos hospitais, é natural que prevaleça a visão do aumento do PIB e do aumento do lucro. É a diferença entre os serviços de saúde e a indústria da doença. Na visão privatista, a falta de doentes significa falta de clientes. Nenhuma empresa dos gigantes chamados internacionalmente de big pharma investe seriamente em vacinas, e muito menos em vacinas contra doenças de pobres. Ver este ângulo do problema é importante, pois nos faz perceber que a discussão não é inocente, e os que clamam pelo progresso identificado com o aumento do PIB querem, na realidade, maior dispêndio de meios, e não melhores resultados. Pois o PIB não mede resultados, mede o fluxo dos meios”.
O economista afirma que o trabalho da Pastoral da Criança não é contabilizado como contribuição para o PIB. “Para o senso comum, isto parece uma atividade que não é propriamente econômica, como se fosse um band-aid social. Os gestores da Pastoral, no entanto, já aprenderam a corrigir a contabilidade oficial. Contabilizam a redução do gasto com medicamentos, que se traduz em dinheiro economizado na família, e que é liberado para outros gastos. Nesta contabilidade corrigida, o não-gasto aparece como aumento da renda familiar. As noites bem dormidas quando as crianças estão bem representam qualidade de vida, coisa muitíssimo positiva, e que é afinal o objetivo de todos os nossos esforços. O fato de a mãe ou o pai não perderem dias de trabalho pela doença dos filhos também ajuda a economia”, esclarece.
Zilda Arns, uma mulher atenta às demandas dos mais pobres, fez pelo Brasil o que a maioria dos políticos e governantes juntos não fizeram nos últimos 30 anos. Sua obra permanecerá, porque se apoia em pilares sólidos, chamados amor, solidariedade, fé, compaixão, transparência. “Estou convencida de que a solução da maioria dos problemas sociais está relacionada à redução urgente das desigualdades sociais, à eliminação da corrupção, à promoção da justiça social, ao acesso à saúde e à educação de qualidade e à mútua ajuda financeira e técnica entre as nações, para a preservação e recuperação do meio ambiente”, disse ela numa conferência na Tailândia, em outubro passado. E também estava atenta às demandas do planeta: “O mundo está despertando para os sinais do aquecimento global, que se manifesta nos desastres naturais, mais intensos e frequentes. A grande crise econômica demonstrou a inter-relação entre os países. Para não sucumbir, exige-se solidariedade entre as nações. É de solidariedade e de fraternidade que o mundo mais necessita para sobreviver e encontrar o caminho da paz”. Sábia Zilda. (Edição de Benjamin S. Gonçalves)
(Envolverde/Instituto Ethos)

Um selo verde de aprovação

Por que normas internacionais de certificação de qualidade beneficiarão turistas, empresas privadas e o meio ambiente

Roger Hamilton

 
Turistas em alojamento ecológico na Amazônia brasileira dispõem de instalações simples mas confortáveis.
 
Turistas aventureiros gostam de surpresas agradáveis, como a de vislumbrar um pássaro arredio ou presenciar um pôr-do-sol espetacular. Mas não quando a surpresa é um banheiro com defeito.

No mundo do turismo sustentável, como se pode garantir a um turista alimentação saudável, alojamentos limpos e serviços de qualidade? Como pode um viajante responsável saber se um hotel ou serviço de guias respeita de fato o meio ambiente ou trata adequadamente as comunidades locais?

A resposta é a certificação em turismo sustentável, segundo os participantes de um recente seminário do BID. Para o turista, um selo verde de aprovação significa que uma empresa está mais propensa a proceder de acordo com aquilo que proclama. Para a empresa, a certificação pode ser um poderoso instrumento de propaganda.

Mas na América Latina e no Caribe a certificação no campo do turismo de pequena escala e baixo impacto ainda é incipiente. A criação de um sistema de certificação integrado e de uso generalizado, afirmam os especialistas, ajudaria tanto os turistas como as empresas. Além disso, estimular o turismo sustentável também reforça os argumentos em favor da preservação de áreas naturais e, ao mesmo tempo, ajuda a reduzir a pobreza rural.

“O ecoturismo é o meio ideal para promover tanto a proteção ambiental como o desenvolvimento econômico e social na região”, disse Donald Terry, diretor geral do Fundo de Investimento Multilateral (FIM), membro do Grupo do BID que organizou o seminário.

Em ecoturismo e outras modalidades de turismo sustentável, obter lucros e fazer o bem caminham de mãos dadas. “Não precisamos convencer as pequenas e médias empresas que faz parte de seu trabalho solucionar problemas ambientais”, disse Terry. “Mas podemos mostrar a elas que ao se tornar mais eficientes do ponto de vista ecológico e melhorar seus padrões ambientais podem capturar novos mercados.”

Criação da rede. Há muito a certificação é uma característica do mercado do turismo de massas, mediante a qual hotéis, restaurantes e outros serviços conquistam o direito de exibir estrelas ou algum outro selo de qualidade. Essas cotações são usadas e reconhecidas no mundo inteiro e têm contribuído para o crescimento do turismo como o maior setor econômico do mundo. O turismo é de importância decisiva para as economias de muitos países da América Latina e Caribe.

Um sistema de certificação em turismo sustentável iria além das avaliações dos serviços aos turistas para incluir também os serviços de saúde e segurança e práticas favoráveis ao meio ambiente, bem como sensibilidade aos ecossistemas naturais e às comunidades locais.

Um passo adiante rumo a um sistema de certificação de aceitação internacional foi dado em setembro último na Bahia, Brasil, com o primeiro encontro da Rede de Certificação em Turismo Sustentável das Américas. No encontro, que contou com apoio do Fumin, representantes de governos, organizações privadas e outros interessados discutiram como conduzir atividades conjuntas de marketing, implementar “melhores práticas” com base em padrões aceitos e facilitar a participação de empreendimentos de turismo de pequena escala no processo de certificação.

O Fumin também fez uma doação de US$3 milhões para um programa destinado a criar padrões básicos de certificação e credenciamento internacionais em turismo sustentável na região. O programa treinará cerca de 1.800 pequenas e médias empresas em Belize, Costa Rica, Guatemala, Equador e Brasil.

O objetivo do programa do Fumin é criar uma alternativa sustentável à derrubada de árvores, à agricultura baseada em queimadas e outras atividades destrutivas, segundo Tensie Whelan, diretor executivo da Rainforest Alliance, organização não-governamental com sede na Costa Rica, que está executando o programa em cooperação com organizações de outros países participantes.

“Praticado de modo sustentável, o turismo pode gerar empregos em algumas das áreas mais pobres e de maior biodiversidade do mundo”, disse Whelan.

Costa Rica assume a dianteira. Uma das pioneiras mundiais no ecoturismo, a Costa Rica também ostenta o mais famoso programa de certificação da América Latina. Conhecida como Certificado para a Sustentabilidade Turística (CST), a iniciativa está ganhando aceitação em outros países, segundo a relatora do seminário Martha Honey, diretora-executiva da Sociedade Internacional de Ecoturismo e co-autora de Protecting Paradise: Certification Programs for Sustainable Tourism and Ecotourism (“Protegendo o Paraíso: Programas de Certificação para o Turismo Sustentável e o Ecoturismo”). Para participar do programa, as empresas devem responder a 154 perguntas em diferentes áreas.

O CST é exemplo de uma certificação “baseada no desempenho”, disse Honey. A outra abordagem, chamada de certificação “baseada no processo”, permite que cada empresa estabeleça seus próprios objetivos, sendo a certificação concedida pelo estabelecimento de um método para alcançar objetivos e não necessariamente pela consecução de tais objetivos. Com muita ênfase na metodologia e de execução dispendiosa, a certificação baseada no processo é mais adequada a grandes hotéis, disse Honey.

Paradoxalmente, os turistas gostam da idéia de certificação, mas ainda não a reivindicam, disse Honey. “Muitos turistas nem sequer percebem quando estão freqüentando uma empresa certificada”, disse ela. O desafio, continuou, será trabalhar para aumentar o apoio da indústria para a certificação, ajudar pequenas e médias empresas e empresas comunitárias a obter certificação, tornar o processo auto-sustentável e proporcionar um órgão de credenciamento.

O BID, uma das maiores fontes de financiamento ao turismo na região, está fornecendo apoio cada vez maior ao turismo sustentável. Os projetos abrangem desde pequenas empresas comunitárias, como parte de programas de desenvolvimento rural, até operações complexas de grande escala, como uma iniciativa para estimular o ecoturismo nos nove estados compreendidos na Amazônia Brasileira (veja link à direita para saber mais sobre o projeto do Brasil).

O Fumin, um fundo independente administrado pelo BID, promove o desenvolvimento do setor privado na América Latina e no Caribe por meio de subsídios e investimentos. Seu apoio ao turismo inclui um programa para o desenvolvimento de qualificações, normas e sistema de certificação que está sendo executado pelo Instituto de Hospitalidade na Bahia, Brasil. Um programa do FIM que promove alianças entre empresas de turismo de pequena escala na Guatemala será objeto de matéria de uma próxima edição do BIDAmérica.
 
Fonte:http://www.iadb.org

TI verde vira tema de pós-graduação em SP !

SÃO PAULO – A Universidade Cidade de São Paulo (UNICID) anunciou esta semana o lançamento de um curso de pós-graduação curioso, com matérias voltadas à prática de TI verde.


O “Tecnologia da Informação e Responsabilidade Socioambiental - Green IT”, foi criado para atender uma “demanda do mercado” por especialistas na área, segundo comunicado da instituição.
“No Brasil, grandes organizações já mantêm estruturas com foco em responsabilidade socioambiental. Os alunos formados neste curso terão um grande diferencial no momento da contratação por serem a materialização da profissionalização no assunto”, afirma Tatiana Vieco, coordenadora da área Tecnológica em TI da UNICID.
Uma das premissas do curso é treinar o aluno nas boas práticas de responsabilidade ambiental, palavra que aparece em praticamente todas as matérias da grade.
Segundo a universidade, o curso deve começar no dia 1º de março com duração de seis meses (360 horas). As inscrições devem ser feitas no próprio site da instituição.