A internet é uma mídia de oxigenação social !

A possibilidade da troca de ideias pela internet fará um acerto de contas com o passado e uma revisão profunda em conceitos já questionados mas ainda vigentes.
Por Carlos Nepomuceno
Dependendo da idade, temperamento ou interesse, olhamos a mídia internet de diferentes maneiras.
Os mais conservadores insistem em comparar a web com o rádio e a televisão. Dizem eles: “é mais uma normal e tradicional mudança de mídia”. Por outro lado, os mais arrojados garantem que estamos lidando com algo, digamos, “sui generis”, um fenômeno que chega às raias de algo marciano.
De fato, a internet, como a chegada do rádio e da televisão, introduz uma nova mídia – isso é um fato. Mas é interessante notar que, tanto o rádio quanto a TV, que tiveram sua importância histórica nos rumos da sociedade, pois eram mídias que reforçavam e expandiam praticamente as mesmas vozes que se expressavam nos grandes jornais. Eram mídias – e são ainda – de forte controle em função dos elevados custos ou do seu fácil monitoramento.
Podemos chamá-las, assim, de mídias de reforço de estruturas vigentes de poder.
A web, entretanto, não se encaixa nesse tipo de ambiente, pois ela introduz na sociedade, a baixo custo e de difícil monitoramento, a multiplicação de vozes. Não, não se trata, portanto, de algo de Marte, pois tivemos o mesmo fenômeno (algo similar) com a chegada do livro impresso, frente ao monopólio do livro manuscrito – pilar este de dominação da Igreja e da monarquia na Idade Média.
Podemos chamar, assim, a web de uma mídia de oxigenação social, que abre espaço para novas vozes. Este fato – e não a tecnologia – marca (e marcará) as mudanças que assistiremos e já estamos assistindo.
Mídias de oxigenação social abrem um terreno fértil para a troca de ideias e, portanto, para amplas mudanças.
O livro impresso libertou os escravos !
O livro impresso, lembramos, viabilizou a libertação dos escravos e o voto das mulheres, “introduziu” a alma nos negros e nos índios e criou uma possibilidade de terminar uma opressão – processo que nós estamos assistindo até hoje na sociedade. Além disso, introduziu o conceito de democracia, da economia do próprio capitalismo e da ideologia hoje vigente.
A próxima civilização que se abre com a possibilidade da troca de ideias pela internet fará um acerto de contas com este passado, fazendo uma revisão profunda em conceitos hoje já questionados, porém vigentes.
Passando, por exemplo, pela ecologia, pelo lucro das empresas, pelas diferenças sociais.
Estamos à beira de um upgrade civilizacional necessário, que estabelecerá uma nova elite, em outro patamar de civilização. Elite esta que deve controlar a mídia até que uma mídia venha oxigenar a sociedade, num fluxo civilizacional, que vai entrando e saindo de mídias para outras mídias.
É isto. Muito obrigado. [Webinsider]

Quem certifica no Brasil !

Conheça algumas das principais certificadoras em atividade no Brasil
Em um cenário de questões socioambientais cada vez mais presentes na construção de valores da sociedade, as empresas se viram obrigadas a adequar seus processos e modelos de negócios a novas demandas por parte dos governos, consumidores, acionistas, entre outros stakeholders. Uso mais eficiente de recursos naturais, procedência de matéria-prima, condições de trabalho seguras, respeito às comunidades locais, gestão de resíduos são temas que ganharam destaque na gestão das organizações. Quem garante a qualidade? Os certificados de produção.
Confira abaixo os principais modelos de certificação ambiental, e algumas certificadoras em atividade no Brasil atualmente.
Certificações de produtos orgânicos - Garante ao consumidor que o produto que ele está levando para casa foi produzido sem a adição de produtos químicos, como agrotóxicos e conservantes. Ligada diretamente ao setor de agricultura.
Associação de Certificação Instituto Biodinâmico – IBD
Ecocert Brasil
A Associação de Agricultores Biológicos - ABIO
Associação de Certificação Socioparticipativa da Amazônia – ACS Amazônia
OIA–BRASIL
Instituto de Mercado Ecológico - IMO
Certificação Agropecuária - visa boas práticas agrícolas nas fazendas e nos frigoríficos, e é incumbido de executar os processos de certificação de produtos (animais, carne) por sua identificação de origem e rastreabilidade.
Associação Brasileira de Supermercados - Abras
Associação de Certificação Instituto Biodinâmico – IBD
Biorastro Certificação de Produtos Agropecuários
SAI GLOBAL Brasil Certificação
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa
Instituto Mineiro de Agropecuária – IMA
Associação de Empresas de Rastreabilidade e Certificação Agropecuária - ACERTA
Certificação Florestal - Assegura que a extração de produtos florestais, como madeira, frutos e sementes, seja realizada dentro das leis ambientais, de forma a preservar os recursos naturais da floresta, além de garantir que a exploração dê lucro para as comunidades locais.
Conselho Brasileiro de Manejo Florestal - FSC Brasil
Programa Brasileiro de Certificação Florestal - Cerflor
Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola - Imaflora
Associação de Certificação Socioparticipativa da Amazônia – ACS Amazônia
Certificação Fairtrade – Organiza critérios para certificação de empresas que operam na filosofia do comércio justo, como contato direto entre produtores e mercado consumidor, transparência dentro da cadeia produtiva e comercial, preço mínimo para o produto, e respeito às leis trabalhistas nacionais e internacionais.
Fairtrade Labelling Organizations - FLO
Certificação de produtos/processos – Atesta as condições e os processos de produção de produtos das mais diversas áreas favoráveis à preservação do ecossistema.
InMetro
Sustentax
OCIPEM - Organismo de Certificação de Produtos
Mercado da garantia - Certificações consolidam-se como instrumentos de redução de risco e de disseminação do consumo responsável

Para sobreviver à tragédia é preciso adaptar-se

Fatos trágicos sempre podem acontecer. A nossa blindagem emocional determina o significado que atribuímos a eles, nos jogando para a frente ou nos anulando de vez.
Por Eduardo Zugaib

Qual valor tem uma tragédia que se abate sobre a vida de uma pessoa, de uma família ou de uma cidade? As formas de reagir são inúmeras e estão relacionadas a fatores como a espiritualização, a resiliência e a percepção de que a mudança bateu à porta, de forma brusca. E para sobreviver a ela, é preciso adaptar-se.
Situações limites como a perda de um emprego, de todos os bens, ou, pior ainda, a perda de entes queridos, coloca todo o nosso auto-conhecimento à prova. Infelizmente, nem todos suportam, e acabam cedendo à depressão, à perda do sabor de viver, tornando-se alvo fácil para pensamentos, sentimentos e comportamentos auto-destrutivos.
Logo após uma perda, a comoção e a solidariedade dos demais anestesiam. A prova mais difícil vem com o decurso do tempo, quando o mundo volta à sua rotina. É quando a sensação de vazio torna-se avassaladora e crescente, ao passo que a escala dos nossos valores muda profundamente. O que tinha valor, deixa de ter. O que não tinha, passa a ser visto com outros olhos.
O cuidado contínuo com o auto-conhecimento, se não evita a dor, ao menos ameniza o sofrimento e amplia a visão para o real crescimento que uma fatalidade pode trazer. Acreditar e praticar isso tem um preço: enfrentar a opinião dos mais céticos, que apenas avaliam a vida pela ótica da fatalidade, rotulando valores espirituais, de crescimento pessoal e de motivação humana como papo-furado de guru de auto-ajuda.
Uma tragédia divide a vida em dois períodos, um antes e depois com escalas de valores bem distintas. Quem já viveu uma, sabe. Porém, buscar auto-conhecimento pensando apenas no dia em que enfrentaremos uma perda, também é um jeito míope e limitado de relacionar-se com o seu próprio eu e com a sua forma de assimilar o mundo.
A busca da sincronia entre as nossas dimensões física, intelectual, espiritual e moral deve ser um compromisso de vida e a para a vida, que pode vir ou não a enfrentar dores maiores, porém sempre aberta a perceber oportunidades de crescimento e de ampliação de consciência, do estabelecimento de crenças positivas, venham elas de experiências boas ou ruins.
Fatos trágicos sempre podem acontecer dentro da nossa própria casa. A nossa blindagem emocional é o que determina o significado que atribuímos a eles, nos impulsionando para a frente ou nos anulando de vez. [Webinsider]

O ABC da TI Verde !

Entenda quais os fundamentos básicos para as empresas adotarem o conceito da TI ambientalmente correta e descubra os benefícios previstos
E-mail Imprima Comente Erros? a a a retweet 4 Recomendar!Share Aumento do preço de energia. Aquecimento global. Equipamentos antigos empilhados em depósitos e aterros sanitários. A conjunção desses fatores tem aumentado as discussões relativas às questões ambientais e, inclusive, o papel que a área de TI representa para o tema. Questões ambientais — e o papel da tecnologia nelas — estão recebendo mais atenção do que nunca.
Para ajudar os executivos de TI a lidar com esse novo cenário, CIO criou um manual dos principais conceitos da TI Verde.
O que é TI sustentável?


O termo TI sustentável – ou “verde” – é usado para descrever a fabricação, o gerenciamento, a utilização e o descarte de qualquer produto ou solução ligado à tecnologia da informação sem agredir o meio ambiente.
A utilização do termo varia de acordo do papel que a empresa tem na cadeia de TI, ou seja, se ela representa um fabricante, um CIO ou um usuário final, por exemplo.

Fabricação sustentável
Refere-se aos métodos utilizados para produzir equipamentos que não afetam o meio ambiente. Abrange desde as técnicas para reduzir o volume de substâncias químicas nocivas utilizadas em produtos, como torná-los mais eficientes em termos de energia até embalá-los com material reciclável.

Gerenciamento e utilização da TI sustentável
A gestão e o uso da TI verde tem a ver com o modo como uma empresa gerencia seus ativos na área de Tecnologia da Informação. Isso inclui comprar desktops, notebooks, servidores e outros equipamentos eficientes em termos de energia; bem como gerenciar o consumo de energia dos produtos.
Isso ainda diz respeito ao descarte ambientalmente seguro de todos os equipamentos, por meio de reciclagem ou doação dos itens, ao final da vida útil dos mesmos.

Descarte sustentável
Esse tema diz respeito a forma como as empresas se desfazem dos ativos de TI. Para tanto, o termo prevê que o lixo eletrônico não seja descartado em um aterro sanitário comum, no qual as substâncias tóxicas que os equipamentos tecnológicos podem se infiltrar no lençol freático ou manuseados por pessoas.

Metas da TI verde
Os objetivos da TI verde são promover a sustentabilidade ambiental. Em 1987, a Comissão Mundial de Meio Ambiente e Desenvolvimento definiu sustentabilidade como uma abordagem de desenvolvimento econômico que “supre as necessidades do presente sem comprometer a capacidade de gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”.

Mapa estimula participação das cooperativas no mercado do agronegócio - Destaque: Colônia Castrolanda !

Brasília (15.1.2010) - “O sistema cooperativista brasileiro vem se desenvolvendo de uma forma consistente com mais de 30 milhões de pessoas envolvidas”, relata o secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Márcio Portocarrero.
Para estimular o setor, o ministério investe na profissionalização da gestão, na internacionalização e no acesso a mercados, com a promoção de cursos e a participação de cooperados em rodadas de negócio, missões ao exterior e eventos nacionais e internacionais. “Essa é uma forma de expor a produção cooperativa nacional no mercado mundial, aproveitando esse momento em que o Brasil se destaca como produtor de alimentos”, completa Portocarrero. Para essas ações, o governo aplicou, em 2009, R$ 7,6 milhões.

Início - O cooperativismo foi a solução encontrada por um grupo de imigrantes holandeses que chegaram ao Brasil na década de 1950 e ocuparam os arredores do município de Castro/PR, com o compromisso de desenvolver a agropecuária na região.
A colônia Castrolanda, a 10 quilômetros do centro da cidade, foi fundada pelos imigrantes, em 1951, e preserva a arquitetura típica da Holanda. Um imenso moinho de 37 metros de altura abriga o Memorial da Imigração Holandesa. Nesse cenário foi criada a Cooperativa Castrolanda, uma das mais prósperas do País, com destaque na pecuária leiteira, suinocultura, produção de soja, milho, feijão, batata e trigo.
“Investir em pesquisa e desenvolvimento agropecuário sempre foi a nossa prioridade para agregar valor aos produtos e garantir a sustentabilidade dos associados”, afirma o vice-presidente da Castrolanda, Willen Berend Bouwman. Parcerias operacionais e estratégicas no processo de industrialização contribuíram para alavancar os negócios.
Na cooperativa, são industrializados o leite (em pó, integral, desnatado e creme de leite), batata (chips e palha) e ração. A usina de beneficiamento de leite processa, em média, 150 milhões de litros por ano. Toda a produção é registrada no Serviço de Inspeção Federal (SIF) e, posteriormente, fornecida às indústrias.
Nos últimos dez anos, o ciclo de crescimento foi de 40% ao ano. Em 2008, o faturamento chegou a R$ 922 milhões. Com as conquistas do sistema cooperativista, a Castrolanda implantou reformas profundas em infraestrutura e introduziu um programa de gestão participativa, que compreende a profissionalização dos produtores, planos de capitalização e de monitoramento. A cooperativa conta com 700 associados e 488 colaboradores das regiões centro-sul do Paraná e sul de São Paulo. (Jean Peverari)

Maior exposição de carros dos Estados Unidos ganha corredor voltado para veículos verdes !

O North American International Auto-Show está sendo realizado em Detroit de 12 a 24 de janeiro.
Pela primeira vez, destaca-se uma área voltada somente para carros elétricos ou híbridos. Entre os mais de 700 veículos expostos na feira, 20 estão no corredor verde.


O BugE, por exemplo, é um veículo 100% elétrico de três rodas que transporta apenas uma pessoa. Com visual futurista, ele tem performance similar a outros de mesmo porte e chega a até 80 km/h.
Um dos grandes destaques ecológicos, no entanto, é o Nissa Leaf, que faz 160 km com uma única carga. O tempo detomada necessário é sete horas, mas com apenas30 minutos plugado ele consegue reabastecer 80% de sua bateria.
A Mitsubishi também mostrou seu iMiev, que deve começar a ser vendido ainda este ano. A Audi, com sua segunda versão do e-tron, BMW, Volvo , com o C30, Fiat, com seu 500 Electric, e Tesla também apresentaram seus veículos elétricos.


Novo decreto retira expressão polêmica do Programa de Direitos Humanos !


O decreto assinado nesta quarta-feira (13) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para pôr fim aos desentendimentos entre setores militares e a pasta dos Direitos Humanos em torno do 3º Programa Nacional de Direitos Humanos suprime a expressão “repressão política” da parte que trata das atribuições da Comissão da Verdade de apurar casos de violação de direitos no contexto da repressão política.
Assim, o texto não mais especifica se poderiam ser investigadas violações de direitos humanos praticadas pelos militares ou por militantes de esquerda no período da ditadura militar. A possibilidade de as investigações recaírem apenas sobre os militares que atuaram durante a ditadura foi um dos pontos que geraram descontentamento entre os militares.
O decreto também oficializa a criação de um grupo de trabalho, já previsto no texto do programa, para elaborar o anteprojeto de lei que instituirá a Comissão da Verdade.
No formato anterior, o texto determinava que caberia à comissão “a apuração e o esclarecimento público das violações de direitos humanos praticadas no contexto da repressão política ocorrida no Brasil no período fixado pelo Artigo 8º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição, a fim de efetivar o direito à memória e à verdade história e promover a reconciliação nacional”.
Agora, o texto diz que a comissão será formada, “com mandato e prazo definidos, para examinar as violações de direitos humanos praticadas no período fixado no Artigo 8º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição, a fim de efetivar o direito à memória e à verdade história e promover a reconciliação nacional”.
O decreto anterior, assinado por Lula em dezembro, continua valendo. O decreto de hoje trata apenas da Diretriz 23, suprimindo a expressão “repressão política” e oficializando a criação do grupo de trabalho.
Os itens que provocaram polêmica entre setores do agronegócio e da Igreja Católica, por exemplo, estão todos mantidos. Várias dessas ações propostas dependem de projeto de lei, logo, não há garantia de que sejam aprovadas tal como propõe o texto elaborado pelo governo.
Edição: Nádia Franco
(Envolverde/Agência Brasil)