Inscrições para o Fórum Social Mundial vão até 15 de janeiro

O Fórum Social Mundial 10 anos – Grande Porto Alegre acontece entre 25 e 29 de janeiro em Canoas, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Sapiranga, Gravataí e na Capital do Rio Grande do Sul. Para fazer a inscrição no evento, é cobrado o valor de R$ 20,00 para custear os materiais que serão entregues no credenciamento.
publicado por Gabriela Agustini
No ano em que celebrará 10 anos de seu processo, o FSM não terá um evento único e centralizado e sim uma ação global. E o conjunto de atividades do FSM 10 Anos Grande Porto Alegre lançará essa série de ações, que se dará de forma permanente ao longo de todo o próximo ano, através de eventos em várias partes do mundo.
Já estão confirmadas as mesas e alguns nomes de palestrantes do Seminário Internacional “10 Anos depois: desafios e propostas para um outro mundo possível”, que acontecerá dentro da programação. Entre os nomes já confirmados/as, segundo a organização do fórum, estão Boaventura de Souza Santos (Portugal), David Harvey (EUA), Francisco Whitaker (Brasil), João Pedro Stédile (Brasil), Diana Senghor (Senegal), Immanuel Wallerstein (EUA), Samir Amin (Egito), Christophe Aguitton (França) e Virgínia Vargas (Peru).
As atividades do seminário acontecerão sempre pela manhã, na Usina do Gasômetro, em Porto Alegre. Confira abaixo a programação das mesas de debate:
Dia 25/01, quinta-feira:
“Fórum Social Mundial – Balanço de 10 anos”
Dia 26/01, sexta-feira:
“Conjuntura mundial hoje”

Dia 27/01, sábado:
“Elementos de uma nova agenda I”
Dia 28/01, domingo:
“Elementos de uma nova agenda II”
Dia 29/01, segunda:
“Sistematização das grandes questões e contribuição para o processo Fórum Social Mundial”
Acesse o :

A bolsa de valores como indutora de sustentabiliade !


Até o final de 2010, a BMF&Bovespa apresentará ao mercado o Índice de Carbono Eficiente, para estimular a redução de emissões. O novo índice, anunciado na COP-15, medirá a eficiência das emissões de gases causadores do efeito estufa (GEE) das empresas de capital aberto.
“Queremos incentivar o passo básico na gestão das Mudanças Climáticas nas empresas, que é inventariar suas próprias emissões”, afirma a diretora de sustentabilidade da BM&FBovespa, Sônia Favaretto. “O Índice de Carbono Eficiente será um indutor, um instrumento econômico para estimular as companhias de capital aberto a reduzirem suas emissões de carbono”, completa.
O novo indicador será formado a partir do inventário de emissões de GEE que as próprias empresas fizerem. Esse inventário calcula as emissões de gases de efeito estufa em todas as atividades de uma companhia — o que inclui, por exemplo, a extração da matéria-prima, o processo de fabricação e o transporte do produto até a loja.
O Índice de Carbono Eficiente será formado a partir do IBrX-50, indicador composto pelas 50 ações mais negociadas na BM&FBOVESPA. Pelo novo índice, as companhias com maior eficiência em emissões de gases de efeito estufa terão maior destaque em relação às demais da carteira.
O IBrX-50 é atualizado a cada quatro meses e conta atualmente com 46 empresas. Segundo a BM&FBovespa, 14 dessas já fizeram seu inventário de emissões. O restante está dividido entre as que já estavam se mobilizando e as que só agora começarão a inventariar suas emissões, incentivadas pelo novo indicador. “Conversamos com gestores de investimentos e, segundo eles, o índice já está sendo bem recebido pelos investidores”, afirma Sônia. Em agosto do ano passado, três empresas que constam do IBrX-50 — Vale, Grupo Pão de Açúcar e Natura — assinaram com outras 19 companhias a Carta Aberta ao Brasil sobre Mudanças Climáticas, documento com uma série de compromissos voluntários para a redução dos impactos das mudanças climáticas.
Para Sônia Favaretto, o novo índice “é um tijolo importante na construção da sustentabilidade”. E não somente no que se refere às empresas, mas também em relação a quem as financia. Como atualmente é possível entrar no mercado de ações com pouco dinheiro, lembra Sônia, o número de pessoas investindo na Bolsa cresce a cada ano — atualmente, cerca de 26% dos investidores em ações na BM&FBovespa são pessoas físicas. Um índice que reflete o engajamento das empresas no combate às mudanças climáticas é mais um instrumento importante para ajudar esses investidores a tomarem uma decisão na hora de aplicar seu dinheiro. A BM&FBovespa já conta com o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), composto por ações de empresas comprometidas com a responsabilidade social e a sustentabilidade empresarial. “É preciso que a gente tenha uma sociedade mais consciente, até na hora de investir”.
(Envolverde/Akatu)
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Curitiba sedia nesta semana reunião da ONU sobre biodiversidade !

Algumas das maiores autoridades ambientais do planeta estarão na capital paranaense de 6 a 9 de janeiro para a segunda Reunião de Curitiba sobre Cidades e Biodiversidade, organizada pelas Nações Unidas. Entre as autoridades, o argelino Ahmed Djoghlaf, secretário-executivo da Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU, o biólogo e documentarista canadense Jean Lemire e a sul-africana Kobie Brand, diretora do Conselho Internacional para as Iniciativas Ambientais Locais.


O evento é preparatório para a Conferência das Partes sobre Diversidade Biológica (COP 10) da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nagoya, no Japão, em outubro de 2010. As discussões e fóruns servirão de base para a definição de um Plano de Ação sobre a Biodiversidade dentro do Contexto Urbano.
Será o primeiro grande encontro internacional sobre meio ambiente após o encerramento da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP), em Copenhague, na Dinamarca. "Vamos avançar nas discussões sobre biodiversidade urbana e cidades sustentáveis, tema que será levado à próxima COP, em Nagoya, no Japão", explica o prefeito de Curitiba, Beto Richa, que abrirá a reunião. O encontro na capital também marcará o início das comemorações do Ano Internacional da Biodiversidade.
A indicação de Curitiba para sediar a convenção partiu de Ahmed Djoghlaf, secretário-executivo da Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU. Já confirmaram presença 43 autoridades de 16 países, entre elas, o ministro do Desenvolvimento de Cingapura, Mah Bow Tan, e a secretária do Meio Ambiente do México, Martha Delgado Peralta. O Brasil será representado por Izabella Teixeira, secretária-executiva do Ministério do Meio Ambiente.
2ª Reunião de Curitiba sobre Cidades e Biodiversidade, organizada pela ONU
6 a 9 de janeiro
Parque Barigui, Curitiba
2010 - Ano Internacional da Biodiversidade
O ano de 2010 foi instituído pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2006 como o Ano Internacional da Biodiversidade. Biodiversidade pode ser definida como a "variabilidade entre os organismos vivos de todas as origens, incluindo os ecossistemas terrestres, marinhos e outros ecossistemas aquáticos e os complexos ecológicos dos quais fazem parte; compreende a diversidade dentro de cada espécie, entre as espécies e dos ecossistemas".
As questões de biodiversidade estão ligadas ao nosso dia a dia tanto na forma de sobrevivência, com alimentação e água, até questões culturais. Os seres humanos partilham o planeta com 13 milhões de espécies vivas distintas, onde estão incluídas plantas, animais e bactérias, das quais somente 1,75 milhões possuem nome e estão classificadas.

Saiba como tornar sua Empresa mais Verde!

Estudo do Gartner dá algumas dicas de como a TI pode ajudar as companhias a reduzir o impacto ambiental.

Por Edileuza Soares, da Computerworld
04 de janeiro de 2010 - 08h00
As pressões dos investidores e de órgãos reguladores para reduzir o impacto das mudanças climáticas farão com que pelo menos dois terços das companhias ao redor do mundo adotem medidas para mitigar riscos. As conclusões são de um estudo do Gartner que recomenda que as organizações façam um plano estratégico para os próximos cinco anos de como podem se tornar mais verdes. A consultoria também dá dicas de como a TI pode ser uma aliada nesse processo.
O levantamento do Gartner constata que o crescimento da população e da competição pelos recursos naturais vão aumentar os desafios ambientais. Como as mudanças climáticas têm um forte impacto na operação das companhias, o instituto de pesquisas recomenda que as empresas concentrem mais esforços em programas para redução da emissão de gases estufa (EGE), com o uso de tecnologias apropriadas.
As companhias devem se preocupar com o uso mais eficiente de energia, de água, impressão de documentos, deslocamento de profissionais, infraestrutura de TI e materiais que danificam o meio ambiente, entre outras questões. É importante avaliar as atividades do negócio em toda a cadeia de suprimento para que as operações sejam sustentáveis. Veja a seguir algumas conclusões sobre o estudo do Gartner:
Negócios sustentáveis
Os planos de negócios para investimentos em novos projetos devem ser sustentáveis. Eles devem levar em consideração as questões de conformidade e ética, provar que o negócio tem eficiência, responsabilidade social, reputação, inovação, e que exploram as oportunidades de mercado com redução da emissão de dióxido de carbono (CO2).
Contribuição da TIC
A área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) pode dar uma importante contribuição para os projetos ambientais em toda a organização. Para isso, o CIO deve sentar à mesa com os líderes de programas como de responsabilidade social, sustentabilidade, suply chain e logística.
É fundamental que a TI participe das discussões com os times de outras áreas para entender suas necessidades e como a tecnologia pode ajudar no processo. O Gartner observa que os projetos bem-sucedidos para economia sustentável que reduzem a emissão de CO2 são os elaborados com visão integrada da empresa. Por isso é necessário que TI e demais áreas trabalhem juntas nas iniciativas.
Estratégias da indústria de TI
A partir de 2012, as empresas vão olhar na hora da compra de produtos e serviços de TI, além das questões de preços, tecnologia e responsabilidade dos fornecedores, os critérios de sustentabilidade ambiental. Para atender essa exigência, haverá em 2010 um esforço maior dos fornecedores para se posicionarem no mercado com ofertas de produtos e serviços que ofereçam benefícios às organizações que querem se tornar mais verdes.
Fornecedores aproveitarão para apresentar ao mercado tecnologias que levam em conta não apenas o design para atenuar a pressão das partes interessadas, tais como governo, reguladores e investidores para redução de CO2.
Os fabricantes deverão investir em produtos inovadores com apelo ambiental em todo ciclo de vida, fabricados com materiais recicláveis e que possam ser reutilizados. Eles desenvolverão estratégias para vender produtos e serviços inovadores que possam ser entregues mais rapidamente e com mais eficiência atendendo requisitos de mercados emergentes e maduros.
Projetos inteligentes
A indústria criará ofertas para atender projetos de cidades sustentáveis como os de “smart grid”, “smart building” e transportes inteligentes. Haverá potencial para diversos fornecedores criarem um ecossistema com outros vendedores que possam acomodar pilotos e várias fases de implementações.
Um bom exemplo disso é o projeto de smart city de Amsterdã, na Holanda, avaliado em 1 bilhão de dólares, que foi planejado por fornecedores com capacidade de inovação e visão de negócios.
Exigência regulatórias
O Gartner prevê para os próximos três anos mudanças significativas no mercado com implicações diretas e indiretas para TI. Governos e órgãos reguladores vão criar padrões internacionais para que os equipamentos consumam menos energia e que sejam fabricados com materiais que danifiquem menos o meio ambiente.
Exemplo disso são as diretivas da União Europeia, como a Restrição de Substâncias Perigosas (RoHS), Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrônicos (WEEE), e Registro, Avaliação e Autorização de substâncias químicas (REACH), e produtos que consomem energia.
A recomendação do Gartner é que as organizações não esperem pelas intervenções regulatórias. É importante começar desde já a criar políticas que foquem a eficiência do consumo de energia em PCs e data centers e adoção de outras medidas para reduzir o impacto ambiental.
É importante ter um plano de sustentabilidade que englobe toda a corporação. O Gartner constatou que as companhias estão lidando com esse problema de forma isolada com silos organizacionais, enquanto os maiores oportunidades exigem uma visão holística. É preciso uma abordagem integrada para a eficiência energética e reduções de CO2.
Infraestrutura de TI
Para a prática da TI verde, o Gartner recomenda que os ativos sejam bem gerenciados e aconselha a adoção da virtualização, considerada um dos pilares dos projetos para redução de CO2. De acordo com a consultoria, o uso eficaz desse modelo pode reduzir o consumo de energia dos servidores em até 82% e a ocupação do espaço em até 85%.
Com esses benefícios, o Gartner estima que até 2013 haverá uma adesão maior à virtualização. Outra previsão da consultoria é que a indústria de semicondutores vai aumentar a produção de componentes que consomem menos energia.
A indústria de semicondutores desenvolverá produtos eletrônicos para revolucionar a produção, a distribuição e o consumo de energia. Esse segmento transformará a economia mundial na área de energia da mesma forma que mudou o uso mundial da Internet, inovando na criação de materiais, processos e equipamentos para reduzir os efeitos ambientais, melhorando a eficiência e diminuindo custos.

Sustentabilidade ! Mas afinal o que sua Empresa ganha com isso ?

O que é Sustentabilidade e o que sua Empresa ganha com isso ?
* De acordo com o relatório de Brundtland, Sustentabilidade é “satisfazer as necessidades do presente sem  comprometer a capacidade de  as futuras
gerações satisfazerem suas próprias necessidades”.

  Alguns exemplos dos benefícios de sua empresa se tornar sustentável:

- Imagem corporativa alinhada às necessidades atuais;
- Valorização do negócio em nível internacional;
- Credibilidade;
- Novas oportunidades de negócios;
- Retorno financeiro (seja em economia de recursos, aumento das vendas ou valorização das ações da empresa);
- Funcionários mais responsáveis e motivados com a organização;
- Visibilidade em diversos setores do mercado;
- Parâmetros para conseguir certificações e selos de responsabilidade corporativa;
- Aumento da competitividade do negócio;
- E, por fim, somente com uma sociedade e um planeta mais saudáveis, a empresa poderá manter sua própria “saúde” em longo prazo.

Por que fazer um Projeto de Sustentabilidade?
Pesquisa revela que, 78% dos consumidores brasileiros levam em conta a responsabilidade corporativa na hora de comprar seus produtos, 37% estão dispostos a “premiar” empresas responsáveis e 29% afirmam “punir” aquelas que adotam práticas não-responsáveis (pesquisa RSE – Ethos / Akatu 2005).
Daniel Esty e Andrew Winston, autores do livro “Green to Gold”, ressaltam, ainda, que “empresas que usam lentes verdes são mais inovadoras e empreendedoras que suas concorrentes. Elas identificam novos problemas antes dos outros e são melhores em encontrar novas oportunidades para reduzir custos”. Ou seja, as organizações que não acompanharem essa tendência e não investirem em sustentabilidade, serão “engolidas” pelo mercado.
Como fazer para tornar sua Empresa Sustentável?
É necessário desenvolver ações de responsabilidade sócio-ambiental, sem deixar de lado o caráter econômico dentro e fora da companhia. Para isso, é necessário desenvolver projetos específicos e exclusivos para a necessidade de cada empresa.
Em primeiro lugar, é necessário realizar um diagnóstico das necessidades, das oportunidades e dos potenciais riscos do negócio em relação ao meio ambiente e à sociedade. A partir daí sim, traçar estratégias e implantar ações e campanhas que atendam à situação específica da empresa.

Resta salvar o Planeta do julgamento da História


O mundo esperava de Copenhague um acordo justo, ambicioso e com força de lei, para que pudesse começar a ser implementado imediatamente. Para o WWF-Brasil, saímos de lá sem nada disso. O acordo de Copenhague não é ambicioso e nem legalmente vinculante.
Após o enorme fiasco, o WWF-Brasil espera, para 2010, um processo claro e transparente de consulta a todas as partes envolvidas, de forma as discussões evoluam e se possa dar a resposta que a ciência indica como necessária para manter o aquecimento global em 2oC, como a sociedade espera de seus líderes.
Somente assim será possível salvar o processo multilateral de um julgamento completamente negativo pelos povos de todo o mundo. Para isto, é necessário que todos queiram chegar a um acordo, mas, por enquanto, sequer isto está assegurado.
E não houve falta de tempo. Mas, sim, de vontade política e mandato claro aos negociadores para se chegar a um acordo. Para o WWF-Brasil, o fim melancólico da Conferência representa uma imensa oportunidade desperdiçada, após quatro anos de conversas iniciadas a partir da COP-11, que criou os grupos de trabalho sobre diálogo de longo prazo, no âmbito da Convenção, e sobre o diálogo de novas metas para os países do Anexo I, no âmbito do Protocolo de Quioto.
Desperdiçaram-se, ainda, dois anos de negociação com mandato claro, ou Plano de Ação de Bali – acordado em 2007 na COP-13. Este plano definia um mandato de negociação sobre diferentes temas. No âmbito do Protocolo de Quioto, metas para os países desenvolvidos no pós-2012. Para a Convenção, uma visão compartilhada, meta para os países do Anexo I não signatários de Quioto (Estados Unidos), ações para países em desenvolvimento, financiamento de mitigação e adaptação nos países em desenvolvimento, capacitação, transferência de tecnologia REDD etc.
Acordo pífio -- Ao final, redigiu-se um acordo de última hora, discutido às pressas, apenas para tentar salvar uma reunião que reuniu mais de 100 chefes de estado de uma situação, no mínimo, muito embaraçosa. O acordo redigido foi pífio, sem apoio de todos os países e a franca oposição de alguns, o que impede que o documento seja transformado em decisão efetiva da Conferência e que, portanto, possa ser implementado seguindo as regras da própria Convenção.
Num dos poucos e ainda tímidos avanços observados durante a Conferência – a definição de recursos para investimento de curto prazo e a indicação de recursos de US$ 100 bilhões até 2020 –, faltou clareza sobre quem contribui, com quanto, fontes de recursos e metas.
Quanto ao Brasil, o contundente discurso do presidente Lula no dia 18 da Conferência não foi suficiente para liderar rumo a um acordo robusto nem quebrar a oposição de muitos países que parecem não querer chegar a lugar algum.
O olhar no amanhã -- Na opinião do WWF-Brasil, todos os países têm o dever de trazer o diálogo de clima de volta aos trilhos da responsabilidade. Hoje, o futuro do clima do Planeta não está livre das conseqüências mais severas das mudanças climáticas.
Milhares de pessoas estão expostas às consequências do aquecimento global, milhares perdem suas casas, seus bens e até mesmo suas vidas a cada ano, em consequência de secas, tempestades, enchentes. Na COP-15, ninguém pode dizer que fez o suficiente. Nem mesmo o Brasil.
Em 2010, será inaceitável um novo fracasso. É preciso um processo claro, transparente de diálogo e consultas ao longo do ano no âmbito da Convenção. E com a meta de chegarmos à COP-16 com um acordo detalhado e muito avançado para referendo na Conferência.
Não vamos conseguir reverter o julgamento negativo sobre os líderes mundiais na COP-15. Mas temos a chance de tomar as medidas necessárias para dar a resposta que nosso Planeta precisa.

WWF-Brasil convoca para Hora do Planeta 2010

Em março de 2010, o Brasil participa oficialmente da Hora do Planeta. No sábado, 27 de março, entre    20h30 e 21h30, diversos ícones do País serão apagados por uma hora para mostrar a nossa preocupação com o aquecimento global.


No Brasil, o apagar das luzes representa um sinal claro aos governos de que a população quer o fim dos desmatamentos, responsável por mais de 70% das emissões de gases de efeito estufa do país. Também significa que o Brasil está alinhado com o resto dos países participantes, que também clamam pelo controle das emissões de forma a manter o aquecimento global em torno dos 2oC, como preconizado pela comunidade científica.

Link: WWF-Brasil:  http://www.wwf.org.br/
Campanha produzida pela DM9DBB para a Hora do Planeta