Sustentabilidade ! Mas afinal o que sua Empresa ganha com isso ?

O que é Sustentabilidade e o que sua Empresa ganha com isso ?
* De acordo com o relatório de Brundtland, Sustentabilidade é “satisfazer as necessidades do presente sem  comprometer a capacidade de  as futuras
gerações satisfazerem suas próprias necessidades”.

  Alguns exemplos dos benefícios de sua empresa se tornar sustentável:

- Imagem corporativa alinhada às necessidades atuais;
- Valorização do negócio em nível internacional;
- Credibilidade;
- Novas oportunidades de negócios;
- Retorno financeiro (seja em economia de recursos, aumento das vendas ou valorização das ações da empresa);
- Funcionários mais responsáveis e motivados com a organização;
- Visibilidade em diversos setores do mercado;
- Parâmetros para conseguir certificações e selos de responsabilidade corporativa;
- Aumento da competitividade do negócio;
- E, por fim, somente com uma sociedade e um planeta mais saudáveis, a empresa poderá manter sua própria “saúde” em longo prazo.

Por que fazer um Projeto de Sustentabilidade?
Pesquisa revela que, 78% dos consumidores brasileiros levam em conta a responsabilidade corporativa na hora de comprar seus produtos, 37% estão dispostos a “premiar” empresas responsáveis e 29% afirmam “punir” aquelas que adotam práticas não-responsáveis (pesquisa RSE – Ethos / Akatu 2005).
Daniel Esty e Andrew Winston, autores do livro “Green to Gold”, ressaltam, ainda, que “empresas que usam lentes verdes são mais inovadoras e empreendedoras que suas concorrentes. Elas identificam novos problemas antes dos outros e são melhores em encontrar novas oportunidades para reduzir custos”. Ou seja, as organizações que não acompanharem essa tendência e não investirem em sustentabilidade, serão “engolidas” pelo mercado.
Como fazer para tornar sua Empresa Sustentável?
É necessário desenvolver ações de responsabilidade sócio-ambiental, sem deixar de lado o caráter econômico dentro e fora da companhia. Para isso, é necessário desenvolver projetos específicos e exclusivos para a necessidade de cada empresa.
Em primeiro lugar, é necessário realizar um diagnóstico das necessidades, das oportunidades e dos potenciais riscos do negócio em relação ao meio ambiente e à sociedade. A partir daí sim, traçar estratégias e implantar ações e campanhas que atendam à situação específica da empresa.

Resta salvar o Planeta do julgamento da História


O mundo esperava de Copenhague um acordo justo, ambicioso e com força de lei, para que pudesse começar a ser implementado imediatamente. Para o WWF-Brasil, saímos de lá sem nada disso. O acordo de Copenhague não é ambicioso e nem legalmente vinculante.
Após o enorme fiasco, o WWF-Brasil espera, para 2010, um processo claro e transparente de consulta a todas as partes envolvidas, de forma as discussões evoluam e se possa dar a resposta que a ciência indica como necessária para manter o aquecimento global em 2oC, como a sociedade espera de seus líderes.
Somente assim será possível salvar o processo multilateral de um julgamento completamente negativo pelos povos de todo o mundo. Para isto, é necessário que todos queiram chegar a um acordo, mas, por enquanto, sequer isto está assegurado.
E não houve falta de tempo. Mas, sim, de vontade política e mandato claro aos negociadores para se chegar a um acordo. Para o WWF-Brasil, o fim melancólico da Conferência representa uma imensa oportunidade desperdiçada, após quatro anos de conversas iniciadas a partir da COP-11, que criou os grupos de trabalho sobre diálogo de longo prazo, no âmbito da Convenção, e sobre o diálogo de novas metas para os países do Anexo I, no âmbito do Protocolo de Quioto.
Desperdiçaram-se, ainda, dois anos de negociação com mandato claro, ou Plano de Ação de Bali – acordado em 2007 na COP-13. Este plano definia um mandato de negociação sobre diferentes temas. No âmbito do Protocolo de Quioto, metas para os países desenvolvidos no pós-2012. Para a Convenção, uma visão compartilhada, meta para os países do Anexo I não signatários de Quioto (Estados Unidos), ações para países em desenvolvimento, financiamento de mitigação e adaptação nos países em desenvolvimento, capacitação, transferência de tecnologia REDD etc.
Acordo pífio -- Ao final, redigiu-se um acordo de última hora, discutido às pressas, apenas para tentar salvar uma reunião que reuniu mais de 100 chefes de estado de uma situação, no mínimo, muito embaraçosa. O acordo redigido foi pífio, sem apoio de todos os países e a franca oposição de alguns, o que impede que o documento seja transformado em decisão efetiva da Conferência e que, portanto, possa ser implementado seguindo as regras da própria Convenção.
Num dos poucos e ainda tímidos avanços observados durante a Conferência – a definição de recursos para investimento de curto prazo e a indicação de recursos de US$ 100 bilhões até 2020 –, faltou clareza sobre quem contribui, com quanto, fontes de recursos e metas.
Quanto ao Brasil, o contundente discurso do presidente Lula no dia 18 da Conferência não foi suficiente para liderar rumo a um acordo robusto nem quebrar a oposição de muitos países que parecem não querer chegar a lugar algum.
O olhar no amanhã -- Na opinião do WWF-Brasil, todos os países têm o dever de trazer o diálogo de clima de volta aos trilhos da responsabilidade. Hoje, o futuro do clima do Planeta não está livre das conseqüências mais severas das mudanças climáticas.
Milhares de pessoas estão expostas às consequências do aquecimento global, milhares perdem suas casas, seus bens e até mesmo suas vidas a cada ano, em consequência de secas, tempestades, enchentes. Na COP-15, ninguém pode dizer que fez o suficiente. Nem mesmo o Brasil.
Em 2010, será inaceitável um novo fracasso. É preciso um processo claro, transparente de diálogo e consultas ao longo do ano no âmbito da Convenção. E com a meta de chegarmos à COP-16 com um acordo detalhado e muito avançado para referendo na Conferência.
Não vamos conseguir reverter o julgamento negativo sobre os líderes mundiais na COP-15. Mas temos a chance de tomar as medidas necessárias para dar a resposta que nosso Planeta precisa.

WWF-Brasil convoca para Hora do Planeta 2010

Em março de 2010, o Brasil participa oficialmente da Hora do Planeta. No sábado, 27 de março, entre    20h30 e 21h30, diversos ícones do País serão apagados por uma hora para mostrar a nossa preocupação com o aquecimento global.


No Brasil, o apagar das luzes representa um sinal claro aos governos de que a população quer o fim dos desmatamentos, responsável por mais de 70% das emissões de gases de efeito estufa do país. Também significa que o Brasil está alinhado com o resto dos países participantes, que também clamam pelo controle das emissões de forma a manter o aquecimento global em torno dos 2oC, como preconizado pela comunidade científica.

Link: WWF-Brasil:  http://www.wwf.org.br/
Campanha produzida pela DM9DBB para a Hora do Planeta

MMA apresenta pontos para aperfeiçoamento do Código Florestal

Os pontos, que serão discutidos com o presidente Lula, resultam de entendimentos com representantes do Governo, da agricultura familiar, do Movimento de Pequenos Agricultores, Contag, Fetraf/CUT e ambientalistas.
Suelene Gusmão

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, apresentou nesta quinta-feira (5/11), em coletiva à imprensa, a proposta do Ministério para o aperfeiçoamento do Código Florestal. Os pontos, que serão discutidos com o presidente Lula, têm como base um documento resultante de entendimentos acertados em um fórum de debates que reuniu representantes do Governo, da agricultura familiar, do Movimento de Pequenos Agricultores, Contag, Fetraf/CUT e ambientalistas.
A proposta apresentada pelo fórum, de acordo com Minc, tem 70% dos pontos já consensualizados e pretende firmar as bases socioambientais para o desenvolvimento sustentável do campo, facilitando a vida do agricultor para que ele promova os procedimentos no sentido de regularizar ambientalmente sua propriedade.
Entre os pontos anunciados pelo MMA para facilitar a regularização ambiental do agricultor estão a simplificação dos procedimentos para aprovação da localização e averbação da área de reserva legal; a promoção da regularização de cultivos consolidados em APPs; a regularização de culturas agrícolas com espécies perenes nas áreas de inclinação entre 25 e 45 graus; a utilização de áreas de APPs como reserva legal; o pagamento por serviços ambientais e uso econômico da reserva legal; o sistemas de cotas e o Programa Federal de Regularização Ambiental, que abre uma espécie de diálogo entre o meio ambiente e o agricultor.
"Acabou a guerra. Vamos chegar a um bom entendimento", garantiu o ministro. Segundo ele, os pontos que foram levados ao conhecimento do presidente têm ampla base técnica, ampla base política e apoio do agricultor familiar. "Isso vai abaixar a temperatura no Congresso Nacional", informou o ministro, referindo-se ao debate que vem sendo travado naquela Casa sobre o Código Florestal.
Para dar suporte legal às ações que vêm sendo implementadas para apoiar o agricultor na regularização ambiental, foram criadas e publicadas três instruções normativas e encaminhada uma Proposta de Resolução ao Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), além de duas minutas de decreto.
A Instrução Normativa nº 3 regulamenta o plantio e a exploração de árvores nativas e exóticas. A de nº 4 define procedimentos técnicos para a utilização da vegetação da reserva legal sob o regime de manejo sustentável e a de nº 5 especifica os precedimentos metodológicos para a restauração e recuperação das áreas de preservação permanente e da reserva legal.
A proposta de resolução encaminhada ao Conama define critérios para a caracterização de atividades e empreendimentos agropecuários sustentáveis do agricultor familiar, do empreendedor rural e dos povos e comunidades tradicionais.
Uma outra iniciativa do Governo neste sentido é a criação do Programa Federal de Regularização Ambiental - Mais Ambiente. O programa foi criado para servir como uma espécie de canal de diálogo entre o agricultor e a área ambiental. Por meio dele, o agricultor poderá aderir ao Programa, no prazo de três anos, assinando um termo de compromisso com a regularização ambiental. O programa cria ainda o Cadastramento Ambiental Rural no MMA e programas de apoio à regularização ambiental para agricultores familiares e povos e comunidades tradicionais, como por exemplo, assistência técnica, distribuição de mudas e sementes e capacitação.
Os agricultores que já quiserem fazer a regularização ambiental de suas propriedades não
precisam esperar o decreto que vai instituir o apoio à regularização ambiental. Os interessados já podem iniciar o processo de regularização imediatamente.
Muitos estão preocupados com a regularização ambiental de suas propriedades. Uma das dúvidas diz respeito ao artigo 55 do Decreto 6.514/08. No texto está especificado que a partir de 11 de dezembro de 2009 todas as propriedades rurais deverão fazer a averbação da sua reserva legal. Os proprietários, entretanto, que ainda não possuem a reserva legal averbada devem protocolar pedido de regularização junto ao órgão ambiental competente ou a outra instituição devidamente habilitada e terão um prazo de 120 dias, após a notificação, para proceder a regularização.
Após o pedido de regularização e durante a tramitação do processo de averbação da reserva legal junto ao órgão ambiental, o proprietário rural não será multado, pois a aplicabilidade da pena prevista no Decreto de crimes fica suspensa.

A Energia humana da marca


A Energia humana da marca
Nos próximos anos, certamente, as discussões globais sobre a preservação da vida do planeta serão acirradas. As ações de combate aos impactos causados pela atividade econômica ao meio ambiente serão ainda mais determinantes para a imagem das empresas e a vinculação da marca às políticas de sustentabilidade.
Acredito que devemos aproveitar este cenário para aprofundarmos esta questão. Muito se fala da importância de as empresas manterem uma postura responsável diante do combate à poluição e ao desmatamento e da preservação dos recursos naturais, mas pouco se debate sobre a “preservação do ser humano”, daquele para quem produzimos: o consumidor.
A discussão não se limita ao fornecimento de produtos “ecologicamente ou politicamente corretos”, na maioria das vezes “impostos” pelo mercado. Ou seja, não se restringe a apenas um caso de sobrevivência, a uma manifestação reativa à opinião pública ou legislações. Precisamos ir além.
Devemos antecipar-nos aos testes e pesquisas, que apenas levam a adaptações de condutas que garantem a aceitação pública, e realmente assumir nossa responsabilidade com o desenvolvimento integral do ser humano, independente do temor à punição ou exclusão do mercado. É fundamental assumirmos também o conceito de responsabilidade defendida por Dostoiévski, para quem “todos são responsáveis de tudo, perante todos”.
Acredito que as empresas do século XXI devem, cada vez mais, buscar marcas fortes, humanas, éticas e de credibilidade global, por meio de seu perfeito engajamento em uma sociedade na qual o ser humano passa a ser visto como um ente a ser cuidado e preservado e não apenas como um número em estatísticas de share ou pontos em gráficos de vendas de empresas que têm como preocupação número um os reflexos do consumo de seus produtos na vida de cada cidadão.
As empresas do novo milênio devem assumir seu elo com o consumidor pensando no que dizia John Kennedy: “O laço essencial que nos une é que todos habitamos este pequeno planeta. Todos respiramos o mesmo ar. Todos nos preocupamos com o futuro.” Ou seja, todos somos humanos e devemos nos “preservar” e tomar cuidados mútuos, o que remete a uma mudança de cultura empresarial, na qual o produto razoável é substituído pelo produto ideal.
Utopia? Pode ser, mas toda utopia é uma realidade em potencial. E a melhor contribuição que temos a dar para os próximos anos é sermos melhores naquilo que produzimos, nos serviços que prestamos, vinculando a energia da nossa marca à qualidade de vida, ao nosso bem maior: o ser humano, o real responsável por nossa sobrevivência e perenidade empresarial.
Boas Festas e até a Carta de Março!
Denis Mello
diretor-presidente
diretoria@fbde.com.br

Não compre presente sem consultar as redes sociais !!!

Não compre presente sem consultar as redes sociais

18 de dezembro de 2009, 14:01
Antes de concluir suas compras de Natal e fim de ano pela internet, procure no Google e nas mídias sociais por experiências boas e ruins dos consumidores sobre esses produtos, os serviços e seus canais de venda. Não se arrependa depois.




Estudo realizado recentemente pelo e-bit, instituto pioneiro em pesquisas sobre hábitos e tendências de e-commerce no Brasil, revela que o volume de negócios gerados pelas vendas online neste Natal deve atingir a casa de R$ 1,63 bilhão.
Com esse resultado, o comércio eletrônico brasileiro deve faturar R$ 10,5 bilhões neste ano, o que representará crescimento de 28% sobre o faturamento de 2008.
No mundo offline, os números não são tão graúdos. Mesmo assim, a expectativa do comércio é de que as vendas no Natal deixem para trás definitivamente o fantasma dos estoques encalhados por conta da crise econômica.
Nesse cenário, o que você, consumidor, pode fazer para tirar o maior proveito possível e conseguir bons descontos em seus presentes? E como as marcas presentes no mundo real e virtual podem conseguir aumentar suas vendas? Se você pensou em mídias sociais, sim, elas podem ser uma boa dica, tanto para consumidores quanto para varejistas.
É mais um diferencial no processo de decisão de compra de presentes.
Antes das redes sociais, a atenção sempre esteve voltada para a qualidade dos produtos; segurança com o cartão de crédito nas compras; cuidado para não deixar a compra do presente para a última hora; garantia de que vai receber o produto a tempo ao comprar via internet.
Agora, a opinião e a experiência (boa ou ruim) de outros consumidores com determinada loja ou marca também passam a fazer parte dessa lista.
O advento da troca de vivências traz cada vez mais o aspecto social para as compras, transformando uma venda tida até então como algo comum em uma venda baseada na experiência coletiva de um grupo, com uma marca e seu canal de venda.
Isso se traduz com a verificação da experiência dos usuários do produto ou serviço que você quer adquirir. Sendo assim, antes de comprar, vá a um buscador (Google, Bing, Yahoo!) e pesquise sobre a loja e o produto.
Além dos links dos sites das lojas e das marcas, com certeza o resultado da busca trará para você indicações de experiências de usuários presentes em mídias sociais. Nesses locais você vai encontrar dicas, reclamações, elogios, dúvidas, bate-bocas, respostas sobre o produto ou serviço de seu interesse.
Indo mais além
Aprofunde sua pesquisa. Vá também ao Orkut e verifique se há comunidades das marcas ou redes varejistas. Veja o que falam delas por lá, entre em contato com os participantes e pergunte, tire suas dúvidas.
No Twitter, verifique se as lojas promovem algum diferencial de preço para quem as segue, tire proveito desse relacionamento.
No Yahoo! Respostas, veja que perguntas e respostas foram postadas para questionamentos sobre a marca ou varejista de seu interesse. Veja se eles têm um canal no YouTube, se eles e seus consumidores estão expressando suas opiniões no Facebook; se há alguma maneira de ver pontos de venda, vídeos, fotos e outros dados que reforcem a sua decisão de compra em locais como o GoogleMaps, Wikipédia, Flickr, entre outros.
Não se esqueça também de dar uma passadinha pelos blogs.
Além da experiência do outro, existem recursos alternativos interessantes para explorar. Quer uma dica? Reúna pessoas em torno de seus interesses em mídias sociais, tais com consumidores que queiram comprar um determinado produto. Faça contato com a loja, online ou offline, conte que você e várias outras pessoas gostariam de adquirir determinado produto. Com certeza, haverá algum diferencial de preço na negociação.
Sites como o Facebook, com mais de 300 milhões de usuários, estão fazendo as empresas acrescentarem ao marketing tradicional ações de interatividade em mídias sociais.
Afinal, não dá mais para ignorar esse fenômeno. A InPress Porter Novelli, em parceria com a E.Life, realizou em julho de 2009 uma pesquisa sobre hábitos de uso e comportamento dos internautas brasileiros em mídias sociais. Com mais de 1.200 participantes em todo o país, o estudo revelou, dentre muitos números, três que chamam a atenção dos varejistas e das marcas:
• 88,3% desses internautas buscam informações sobre modelos de produtos/serviços específicos antes de adquiri-los/contratá-los;
• 34% fazem sugestões a outros internautas sobre um produto/serviço (ainda que não o tenham adquirido);
• 42,9% recomendam a outros internautas um produto/serviço adquirido.
Estrategistas de marketing de grandes marcas como Submarino, Casas Bahia, Magazine Luiza, Ponto Frio e Americanas não estão mais ignorando essa realidade. Muitas dessas lojas começaram este ano a interagir.
Se você possui ou trabalha em uma loja virtual, com certeza tem como desafio desenvolver estratégias de como usar as mídias sociais a seu favor, aumentando vendas e fidelizando clientes.
Monitorar o que estão falando da marca e interagir, numa mistura de SAC, hotline e canal de vendas, é um caminho sem volta para as empresas. [Webinsider]
Sobre o autor
Hélio Basso (heliobasso@ideiasa.com)
é diretor de atendimento da Ideia s/a Agência de Mídias Sociais.

O que é uma Empresa Verde - Revista Época - Entrevista - Fábio Barbosa

Fabio Barbosa - "A empresa verde é um caminho sem volta"

Para o presidente do grupo Santander, não é mais possível fazer negócios sem preocupação ambiental

Alexandre Mansur
Há oito anos, o banqueiro Fabio Barbosa olhou para sua árvore e viu uma floresta. Então presidente do Banco Real, ele percebeu como uma instituição financeira poderia induzir práticas sociais e ambientais mais responsáveis em todo o setor privado. Levou o banco a adotar atitudes pioneiras, que depois foram incorporadas pelo mercado. Começou com talões de cheque de papel reciclado e evoluiu para práticas inovadoras. Em 2004, o Real expulsou 20 clientes corporativos, inclusive algumas madeireiras na Amazônia, porque não seguiam as leis ambientais. A experiência do Real foi uma das referências para elaborar os Princípios do Equador, uma seleção de critérios socioambientais criada pelo Banco Mundial e hoje praticada por 60 instituições financeiras. Há duas semanas, o Real foi eleito o banco mais sustentável do mundo pelo Banco Mundial e pelo jornal britânico Financial Times. Com a compra do Real pelo Santander, no ano passado, Barbosa foi nomeado presidente das operações do novo banco, o terceiro maior do país.
ENTREVISTA - FABIO BARBOSA

QUEM É
Paulistano, de 53 anos. É casado e tem três filhos
O QUE FEZ
Formou-se em Administração pela Fundação Getúlio Vargas e se especializou na escola de negócios IMD, na Suíça. Trabalhou na Nestlé e no Citibank. Era presidente do banco ABN Amro, que comprou o Real em 1998
CARGO ATUAL
É o presidente nomeado das operações do grupo Santander no Brasil e presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban)
ÉPOCA – Um banco não é uma ONG. Por que ele teria de ser bonzinho para a sociedade?
Fabio Barbosa – Não é uma questão de “ser bonzinho”. Trata-se de fazer aquilo em que acreditamos, influenciando outras empresas que compartilhem nossa visão de construir um banco melhor, um mercado melhor e um país melhor. Já temos muita gente nesse movimento, o que ajuda a consolidar o Brasil como referência em sustentabilidade para o mundo.
ÉPOCA – Hoje, vários bancos fazem propaganda de suas iniciativas socioambientais. Como saber quem é mais empenhado?
Barbosa – Sinceramente, não achamos que seja uma questão para medir ou comparar, e sim para comemorar. Quanto mais empresas, pessoas e governos apoiarem a causa da sustentabilidade, mais rápido teremos empresas melhores e um país melhor. Se o cliente estiver interessado em saber quem está mais avançado na inserção de sustentabilidade, ele consegue comprovar por meio do relacionamento se a prática da empresa condiz com a propaganda.
ÉPOCA – Todo mundo hoje diz que é sustentável. Cada um com entendimento diferente desse termo tão vago. Como avaliar quem é sério e quem apenas faz propaganda?
Barbosa – Quanto mais empresas e instituições começam a praticar e a comunicar suas ações em sustentabilidade, mais o tema se difunde na sociedade. Há cada vez mais opções de comunicação, e a capacidade de expressão dos consumidores só aumenta. O nível de crítica e de vigilância da sociedade tem aumentado também. E essa é uma ótima notícia, pois ajudará a diferenciar aqueles que realmente fazem daqueles que fazem menos.
ÉPOCA – É possível aferir as vantagens financeiras que os critérios socioambientais trouxeram para o Banco Real?
Barbosa – Sim. Com os clientes, isso se dá por meio do relacionamento. Uma rede hoteleira queria financiar a reforma e a modernização de dois de seus estabelecimentos. Apresentamos a possibilidade de inserir critérios socioambientais nas reformas, e o resultado foi que o cliente expandiu seu financiamento conosco. Nossa marca também tem ficado mais atrativa. Em 2004, a distância do Real para o banco líder em atratividade da marca era de 13 pontos porcentuais. Hoje, essa distância é de 3 pontos, quase um empate técnico. Isso significa novos clientes. Nos últimos 12 meses, conquistamos 200 mil correntistas. Esse reconhecimento pelo mercado também nos dá acesso a novos financiamentos, como a construção de grandes obras de infra-estrutura, onde somos escolhidos como líderes dos processos que envolvem muitos bancos e ao mesmo tempo responsáveis pela avaliação de riscos socioambientais para os Princípios do Equador. Tivemos também acesso a uma linha de financiamento de US$ 300 milhões do Banco Mundial para projetos socioambientais de nossos clientes.
ÉPOCA – O Real anunciou que adotou critérios ambientais para selecionar clientes. Mas nos últimos anos só eliminou 50 clientes empresariais de um universo de 6 mil. Isso significa que estão todos ótimos? Ou o critério não é restrito o bastante?
Barbosa – Nossos mecanismos de análise de gestão financeira são bastante rigorosos. Já trabalhamos com os melhores clientes de todos os setores, com foco na boa gestão financeira. Aspectos socioambientais são mais um filtro incorporado, melhorando ainda mais a análise financeira. Temos visto que uma boa gestão financeira se reflete na gestão ambiental de forma positiva. Durante os cinco anos em que fazemos a análise de risco socioambiental, fortalecemos o trabalho de engajamento dos clientes para investir em melhorias rumo à sustentabilidade.

“Trata-se de um falso dilema acreditar que ou você é
bem- sucedido nos negócios ou faz as coisas certas”
ÉPOCA – Um empresário no Brasil mal consegue ser competitivo, gerar emprego e dar lucro com a carga tributária atual. Por que ele também precisa adotar critérios socioambientais voluntariamente? Não estamos cobrando muito?
Barbosa – Trata-se de um falso dilema acreditar que ou você é bem-sucedido nos negócios ou faz as coisas certas. Critérios socioambientais, em meu modo de ver, não são um adendo ao negócio. Eles devem ser o jeito de fazer negócios. Quando um empresário toma um financiamento para reutilizar a água e tratar os efluentes e com isso reduz seus custos e aumenta sua produtividade, estamos provando que uma coisa não é antagônica à outra. Temos percebido também que empresas que pontuam melhor no questionário de risco socioambiental que aplicamos têm excelente performance financeira.
ÉPOCA – Como fazer negócios com esses critérios de sustentabilidade em regiões como a Amazônia, onde madeira e pecuária, algumas das principais atividades econômicas, têm problemas ambientais, fundiários e tributários?
Barbosa – De fato, temos todos os problemas mencionados. Mas temos também clientes que fazem as coisas do jeito certo. É com esses que temos procurado trabalhar. Temos empresários que há anos exportam madeira da Amazônia fazendo o manejo sustentável. Outros que contam com certificações. Existem maneiras – e esses nossos clientes provam isso – de fazer negócios e manter a floresta de pé.
ÉPOCA – O que faremos com todos esses investimentos empresariais em políticas responsáveis com o meio ambiente se essa onda de preocupações passar?
Barbosa – Essa não é uma “onda”, mas um caminho sem volta. Tudo o que está sendo feito veio para ficar. Principalmente porque é a sociedade que está cobrando e porque não há outro jeito de se fazer. Os americanos dizem: “Quando as pessoas fazem, os líderes seguem”. Os consumidores, tanto no Brasil como no mundo, estão cada vez mais exigentes e conscientes sobre o assunto, forçando as empresas a mudar suas práticas.
ÉPOCA – Como o senhor acordou para os cuidados socioambientais?
Barbosa – Sempre procuro fazer as coisas certas do jeito certo. Meus valores familiares sempre reforçaram isso, e, aos poucos, percebi que existe uma receptividade da sociedade. Essa crença ficou mais forte com o tempo e agora, em que a sociedade passa por um grande momento de transição, com o Brasil se tornando um país cada vez mais maduro, isso está sendo cada vez mais valorizado. E cada vez mais pessoas vêm nesse caminho.
ÉPOCA – O que o senhor mudou em sua vida pessoal para reduzir a pegada ecológica?
Barbosa – O filósofo americano Ralph Waldo Emerson disse: “Suas atitudes falam tão alto que não consigo ouvir o que você diz”. Precisamos ter coerência nas atitudes. No meu dia-a-dia, faço algumas coisas para isso. Reduzimos desperdício e reciclamos o lixo em São Paulo e no interior, onde estou certificando meu plantio de café como sustentável. Tenho satisfação em ver a preocupação socioambiental de meus filhos e dos amigos deles. A próxima geração, que já está chegando ao comando das empresas, tem um jeito novo de olhar o mundo. Eles, certamente mais do que nós, terão condições de deixar um mundo melhor para as próximas gerações.