Congresso analisa incentivos fiscais para a economia verde

Congresso analisa incentivos fiscais para a economia verde

Escrito por Luís Paulo Roque — Revista Sustentabilidade
Desde abril de 2009, o Congresso Nacional vem analisando uma emenda à Constituição, cujo objetivo é dar incentivos fiscais para bens, serviços e propriedades rurais que reduzam o impacto ambiental e preservem os recursos naturais, dando destaque à reciclagem, saneamento básico e eficiência energética, apurou a Revista Sustentabilidade.
O deputado, Roberto Rocha (PSDB-AM), é autor do Projeto de Emenda à Constituição 353/09 e quer incluí-la na reforma tributária, por meio de mudanças de sete artigos da Constituição.
Entre as emendas propostas estão a isenção de cobrança de impostos nos serviços de saneamento ambiental, nos materiais reciclados, e para as máquinas e equipamentos antipoluentes.
Outra mudança é a possibilidade de veículos terem alíquotas diferenciadas, em função do consumo energético e da emissão de gases poluentes.
Também o imposto cobrado sobre as propriedades prediais e territoriais urbanas (IPTUs) poderão ser diferenciados de acordo com a localização, uso do imóvel e o respeito à função socioambiental da propriedade.
Para o autor da emenda, pouca atenção foi dada à proposta no Brasil, tanto no meio político quanto no meio acadêmico, já que a Reforma Tributária Ambiental é pouco conhecida no país.
Ele acredita que isto é um sinal de que o Brasil, tardiamente, vem acordando para a necessidade da introdução da questão ambiental na agenda política nacional.

Os 10 micos da tecnologia em 2009

Confira um consolidado de más ideias empreendidas neste ano pela indústria Todo ano, empresas, pessoas e produtos deixam uma impressão duradoura - pelos motivos errados. Um pouco antes do fim do ano, o Channelweb.com analisa dez casos em TI que justificam o título desta matéria.
A relação de amor e ódio da AT&T com o iPhone
AT&T adora mostrar que é a operadora exclusiva para iPhone nos Estados Unidos, mas não gosta nada de ver os custos associados que o aparelho celular da Apple está trazendo para a sua rede.
Quando a Apple lançou o iPhone 3GS na Worldwide Developer Conference, em junho passado, os fãs da Apple mal podiam conter a sua alegria com o novo serviço de mensagens multimédia (MMS) e as funcionalidades de tethering (usar o telefone como modem 3G) do dispositivo. Mas havia um problema: a AT&T não suportava nenhum desses serviços no lançamento do celular. Após os comentários negativos na imprensa, a AT&T finalmente anunciou que vai dar suporte aos novos recursos até o final deste ano. AT&T adicionou o MMS em setembro, mas ainda não suporta tethering.
A questão tornou-se uma grande dor de cabeça para a AT&T, que está enfrentando ações judiciais coletivas por não ter sido capaz de dar suporte ao tethering e ao MMS imediatamente após o lançamento 3GS. Senadores dos EUA estão analisando se são legais os acordos de exclusividade entre operadoras e fabricantes, como o da Apple e AT&T. Toda essa confusão evoca memórias das confusões relacionadas com monopólio que levaram à cisão da AT&T em empresas menores na década de 1980.
Divisão de serviços online da Microsoft
No futuro, a divisão de serviços onlines da Microsoft (OSD, da sigla em inglês) vai ser responsável por um grande pedaço da receita da gigante de software. Mas, agora, o OSD está sofrendo muito com as dores de crescimento.
Em seu primeiro trimestre fiscal de 2010, a Microsoft OSD gerou 490 milhões de dólares em receita, queda perante aos 520 milhões de dólares registrados no primeiro trimestre do ano anterior e teve também uma perda operacional de 480 milhões dólares contra 388 milhões de dólares no mesmo trimestre do ano anterior. Foi o 15º trimestre consecutivo de perdas e as conseqüências disso são terríveis: No primeiro trimestre, a Microsoft gastou 2 dólares para cada 1 dólar que ganhou via OSD (que inclui serviços Bing, MSN, Microsoft Advertising e Fundação Global Services).
No geral, o OSD registrou prejuízo operacional de 2,2 bilhões de dólares no ano fiscal de 2009, após amargar uma perda de 1,2 bilhão de dólares no ano fiscal de 2008. No entanto, parte dessas perdas podem ser atribuídas aos investimentos em datacenter da Microsoft e em outras áreas de infraestrutura. Para melhorar a situação na divisão, a Microsoft resolveu tirar o Windows Live da OSD e levá-lo para a divisão de clientes. Ainda assim, para uma empresa que pretende dominar o mercado de cloud computing e publicidade online, os resultados negativos da OSD devem estar causando grande preocupação.
Nortel Networks aos pedaços
Desde quando declarou concordata, em janeiro deste ano, a Nortel passou a vender sistematicamente todas as suas divisões que faziam o negócio prosperar. Em junho, a empresa vendeu sua área CDMA e divisão LTE para a Ericsson por 1,13 bilhão de dólares. Em setembro, a Avaya comprou a área de empresas da Nortel por pouco mais de 900 milhões. Antes do dia de Ação de Graças, a Nortel vendeu a sua área de Optical Networking e de Carrier Ethernet para a Ciena Corporation por 769 milhões de dólares.
O presidente e CEO da Nortel, Mike Zafirovski, renunciou em agosto e o conselho de diretores da Nortel ficou com apenas três membros. Em uma entrevista com Channelweb.com logo após a demissão Zafirovski, Joel Hackney, presidente da Nortel Enterprise Solutions, disse o que foi visto como uma das declarações mais irônicas do ano: "Levamos um longo tempo para estabilizar a empresa."
Network Access Control
A tecnologia de Network Access Control (controle de acesso de rede, NAC), apareceu como uma tendência de futuro brilhante, mas - agora - está claro que será apenas mais uma funcionalidade em vez de uma solução independente no mercado. A prova final aconteceu em agosto, quando a ConSentry Networks discretamente fechou as suas operações. Apontada como o principal fornecedor de NAC, a ConSentry sofreu e precisou mudar de estratégia quando concorrentes como a Cisco, Juniper e outros fabricantes de redes passaram a adicionar NAC em suas soluções. No entanto, a proposta de switches inteligentes da ConSentry nunca tornou-se realidade.
ConSentry é a vítima mais recente em um mercado NAC que está sendo dizimado ao ver empresas como Caymas Networks, Lockdown Networks e Mirage Networks competirem pelas migalhas. Os canais afirmam que o NAC tem um conceito poderoso por trás e é uma ótima medida de segurança, mas não tem força suficiente para se tornar um mercado individual.
Circuit City incomoda mesmo depois da falência
O Circuit City nunca foi o favorito dos parceiros e, por isso, quando anunciou em maio passado a venda da sua participação na Systemax por 14 milhões de dólares em dinheiro, uma onda de alegria atingiu diversos canais de TI. Mas, mesmo depois de morta, a Circuit City encontra maneira de irritar seus clientes.
Nos próximos 30 meses, a Systemax vai vender o estoque restante da Circuit City por meio do site Circuitcity.com. Todavia, os produtos da Compaq, IBM, Hewlett-Packard, Toshiba e Epson que eventualmente tiverem defeito não poderão ser trocados pela empresa. A política da Circuit City define que o suporte e a troca de mercadorias com defeito, mesmo se dentro dos primeiros 30 dias, devem ser tratados diretamente com o fabricante do produto. Como se isso não bastasse, produtos como software e cartuchos de toner, cartuchos de tinta e mídia digital, não são retornáveis.
Está claro que nenhum cliente vai confundir a Circuitcity.com com a Amazon.com.
Palm Pre
O Palm Pre não é um dispositivo móvel ruim, mas sofreu com as expectativas que a própria Palm colocou sobre ele. E, por isso, ele não pode ser considerado um sucesso.
A intensa competição no mercado de smartphone é um dos motivos para que ele não seja um sucesso. Preço das ações da Palm teve um pico em junho, quando o Pre foi lançado, mas caiu em novembro. Analistas do Citigroup rebaixaram a Palm de "mantenha" para a categoria "vender", enquanto subiram a Motorola de patamar por conta do seu aparelho com Droid. Alguns analistas se perguntam se o Pre será capaz de atrair desenvolvedores para o seu webOS proprietário da mesma maneira que a Apple fez e viu impulsionar o sucesso do iPhone.
Enquanto isso, a pressão sobre preços continua a atacar o Pre. A Sprint, operadora exclusiva para o telefone nos EUA, reduziu o preço de 200 dólares no lançamento para 150 dólares atualmente. A Amazon está vendendo o Pre a 80 dólares. Se o Pre pretende ainda salvar Palm, ele precisar começar a vender em enormes quantidades.
Punição para quem quebrou as regras de dentro
Em outubro, o fundador do Galleon Group Raj Rajaratnam, o executivo da IBM Robert Moffat, o funcionário da Intel Rajiv Goel e outras três pessoas foram acusadas de participar de um escândalo de insider trading (comprar e vender ações na bolsa de valores com informações privilegiadas). Há mais probabilidade de descobrir novas evidências nesse caso do que ele ser encerrado ainda em 2009.
No início deste mês, promotores de Nova York acusaram mais 14 pessoas de envolvimento no caso, incluindo Hairiri Ali, vice-presidente do Atheros, a ex-analista do Moody Deep Shah, o fundador da Incremental Capital Zvi Goffer e um ex-funcionário do fundo de Hedge da Galleon apelidado de "Polvo" pelos promotores porque "ele tinha seus braços envolvidos em vários esquemas de insider trading".
T-Mobile
T-Mobile foi recentemente atingida duas vezes por falhas que deixaram os assinantes irritados e procurando por respostas. A primeira delas não foi culpa T-Mobile, mas a situação foi a gota d"água para a empresa que busca desesperadamente aumentar sua presença no mercado sem fio dos Estados Unidos.
Em outubro, uma queda atingiu o serviço T-Mobile Sidekick - que é gerenciado pela subsidiária da Microsoft chamada Danger - culminou em perdas de dados para alguns assinantes da operadora, como os contatos do livro de endereços e de calendário. A culpa pelo caso está com a Microsoft, mas a T-Mobile teve que interromper as vendas do Sidekick por mais de um mês. E como a marca é conhecida como T-Mobile Sidekick, muitos usuários acham que a culpa foi da operadora.
No início de Novembro, T-Mobile experimentou outro acidente: uma queda de voz e dados causada inteiramente pela empresa. A T-Mobile garantiu que foram só durou 8 horas e que atingiu 5% de seus assinantes, mas o timing não poderia ter sido pior.
Satyam Computer Services
Em janeiro, Ramalinga Raju, fundador e presidente da Satyam, a quarta maior empresa exportadora de serviços e software da Índia, renunciou em desgraça depois de admitir que sua empresa havia inflacionado seus ganhos e saldos bancários em 1 bilhão de dólares durante vários anos. Raju, junto com seu irmão Rama Raju, Srinivas Vadlamani, antigo Chief Financial Officer, e dois auditores da PriceWaterhouse acabaram por ser acusados por vários crimes como associação criminosa, fraude e falsificação de registros e falsificação.
O escândalo lançou uma sombra sobre toda a indústria indiana de terceirização, quando vários detalhes sórdidos começaram a surgir para apontar os erros da Satyam. Segundo o jornal The Telegraph, do Reino Unido, Raju possui, entre outras propriedades, 1.000 ternos de grife, 321 pares de sapatos e 310 cintos, bem como 13 carros, incluindo a Mercedes e BMWs.
Alan "Rei do Spam" Ralsky
Em junho, o "Spam King" Alan Ralsky, 64 anos, se declarou culpado por fraude de e-mail conhecida como "pump and dump" - uma estratégia de envio de spams que tem como objetivo aumentar o valor de ações de empresas na Bolsa de Valores ao mandar milhares de e-mails falsos simulando opiniões de analistas sobre determinadas empresas. Ele agora cumpre até sete anos de prisão. Ralsky tem uma grande gama de infrações que vão de fraude postal, fraude por telefone a lavagem de dinheiro, de acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Ao todo, Ralsky e seus comparsas arrecadaram 3 milhões de dólares com golpes de spam entre janeiro de 2004 e setembro de 2005.

O que é Grid Computing e como você pode participar !

Saiba como 'emprestar' seu computador para projetos científicos Computação voluntária aproveita tempo ocioso de máquinas domésticas.
Mesmo não tendo computador robusto ou banda larga, é possível ajudar.
Juliana Carpanez Do G1, em São Paulo.
Mesmo acreditando que seu PC não chega nem perto de ser tão rápido quanto deveria, saiba que ele pode, sim, ser considerado um supercomputador -- ou pelo menos parte disso. Essa é a proposta dos sistemas de computação distribuída, também conhecidos como computação voluntária, que utilizam a capacidade de milhares de máquinas ociosas espalhadas pelo mundo para processar grandes quantidades de informação. Ao “quebrar” pacotes de dados e enviá-los para diferentes usuários, é possível processá-los simultaneamente, reduzindo os custos e também o tempo gasto com estudos.
Apesar de alguns desses projetos para causas coletivas exigirem computadores robustos de grandes centros de pesquisa, a maioria deles se contenta com o que seu computador pessoal -- seja de casa ou do trabalho --- tem a oferecer. Assim, se você já fosse voluntário, poderia sair agora da frente do computador para tomar um lanche e voltar mais tarde com a sensação de ter contribuído para resolver uma grande questão da humanidade.
A computação voluntária é freqüentemente chamada de grid computing, mas este segundo termo é mais específico para o uso de capacidade ociosa dentro de organizações, e não de computadores pessoais. Por realizarem o processamento quando as máquinas dos voluntários estão ligadas, mas não em uso, essas iniciativas teoricamente não tornam os PCs mais lentos.
Quando combinada, a capacidade de processamento de computadores pessoais pode trazer resultados impressionantes. O projeto World Community Grid, por exemplo, já registrou mais de 1 milhão de computadores que realizaram, nos últimos quatro anos, o equivalente a 188 mil anos de processamento de dados em diversas áreas.
Voluntários dessa comunidade doam, a cada semana, o equivalente a 1,4 mil anos do tempo de suas máquinas para pesquisas sobre o combate ao câncer, à Aids e à dengue, além de análises relacionadas a um arroz mais nutritivo e ao dobramento de proteínas. Esse último assunto também é foco de outro grande projeto de computação voluntária, o Folding@home, com o qual a Universidade de Standford pretende entender o dobramento de proteínas e as doenças relacionadas ao assunto.
“Essa alternativa é mais eficaz que o uso de um supercomputador. Essas grandes máquinas têm geralmente 5 mil processadores, sendo que cada um deles é surpreendentemente mais lento do que os chips de computadores domésticos atuais. Além disso, a capacidade de supermáquinas é compartilhada entre diferentes projetos. Mesmo um supercomputador seria cerca de cem vezes mais lento do que o nosso sistema”, diz o Folding@home, que usa a capacidade de 350 mil processadores de voluntários.
A iniciativa distribui o processamento entre máquinas com sistemas operacionais Windows (contribuição de 219,1 mil processadores no total), Linux (32,9 mil) e Mac (15 mil), além de usar a capacidade de consoles PlayStation 3 (62,9 mil) e das placas de vídeo Nvidia (13,5 mil) e ATI (4,5 mil). Os projetos de grid computing rodam em máquinas ociosas, desde que elas estejam ligadas.


Projeto LHC aceita contribuição de usuários domésticos e também de grandes centros de pesquisa. Foto mostra o centro de grid computing, na Suíça, que reunirá informações de 140 centros de computação, espalhados por 33 países. Objetivo é processar mais de 15 milhões de gigabytes de dados a cada ano. (Foto: AFP)
Como escolher
Uma busca na internet traz muitos projetos de computação voluntária, de diferentes áreas. Além das alternativas já citadas, é possível contribuir com o LHC (Grande Colisor de Hádrons), com a previsão do clima, com pesquisas sobre estrelas de nêutrons, com a busca por inteligência extraterrestre, com estudos sobre malária, com a previsão de estruturas de proteínas e com a determinação de formas tridimensionais de proteínas, para citar alguns exemplos.
Antes de aderir a um desses projetos, é importante verificar o que eles exigem. O SETI@home, que busca inteligência extraterrestre, diz que voluntários de computadores “normais” (processador Pentium 4 de 2 GHz, por exemplo) devem rodar o programa pelo menos duas horas por semana. “Máquinas mais lentas também podem contribuir, mas precisam proporcionalmente de mais tempo”, diz. O Climate Prediction, por sua vez, busca participantes com qualquer tipo de acesso à internet, processador de 1,6 GHz, disco rígido com pelo menos 1 GB livre e memória RAM mínima de 256 MB.
Algumas iniciativas, como é o caso do Folding@home, aceitam usuários de máquinas com tipos muito diferentes de configuração. Assim, os voluntários podem escolher com quanto da capacidade de seus computadores querem contribuir.
Segundo Cezar Taurion, gerente de novas tecnologias aplicadas da IBM, não é interessante para os projetos de computação distribuída exigirem computadores potentes ou conexão rápida à internet. “Quanto maior a quantidade de voluntários, melhor, pois o objetivo é formar uma grande comunidade de colaboradores. Muitas demandas em relação ao hardware ou à velocidade de banda restringem a participação de pessoas interessadas”, afirmou o especialista ao G1.
Como a maioria dos usuários de computador pode contribuir, Taurion acredita que a afinidade com o tema do projeto seja o fator mais relevante na hora de fazer a escolha.

Mapa mostra onde estão os voluntários do Folding@home. Projeto diz que colaboradores estão em 2.605 localidades diferentes, espalhadas por 94 países. (Foto: Divulgação )
Segurança
Quando participa de um projeto de computação voluntária, o internauta deve baixar em seu computador um programa que permitirá a captura e envio dos dados, depois que eles tiverem sido processados. Por isso, antes da adesão, é importante ter certeza de que se trata de um projeto sério, ligado a instituições responsáveis - caso contrário, pode acabar instalando um software não confiável em seu PC. Uma busca na internet e a leitura atenta das regras e políticas das iniciativas podem evitar que o usuário se associe a projetos que comprometam a segurança de sua máquina.
A plataforma de código aberto Boinc, utilizada em diversos projetos de computação voluntária, divulga em seu site a importância de os internautas confiarem nas iniciativas com as quais contribuem. Somente assim, eles poderão ter a certeza de que os programas baixados não invadem sua privacidade, não causam danos à máquina e não facilitam a ação de pessoas mal-intencionadas.